Ouça os programas de rádio de Raquel e João na largada do guia eleitoral

Abaixo, os programas de rádio da governadora Raquel Lyra (PSD) e de João Campos (PSB) na estreia no horário da propaganda eleitoral, hoje pela manhã.

As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 12 milhões de contas alcançadas, no último dia 14, já foi batido hoje, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 14 milhões de contas alcançadas em apenas 15 dias.

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Em política, às vezes a resposta mais contundente é justamente aquela que não precisa recorrer ao grito, à agressão ou à mentira. Foi o que João Campos fez, ontem, ao responder aos ataques da governadora Raquel Lyra: deu um verdadeiro tapa de luva. Elegante, firme e, sobretudo, à altura do que se espera de quem pretende governar Pernambuco.

Diante de uma ofensiva que tenta transformar as redes sociais em extensão de uma guerra política, João escolheu outro caminho. Em vez de reproduzir a lógica de um suposto “gabinete do ódio”, como fez a governadora ao postar um vídeo contra o candidato da Frente Popular, preferiu expor os fatos e reafirmar aquilo que deveria ser regra em qualquer campanha eleitoral: debate de ideias, respeito ao eleitor e compromisso com a verdade.

A frase central de sua manifestação foi cirúrgica: o homem apontado pela imprensa como suposto chefe do chamado Gabinete do Ódio do Governo de Pernambuco nunca foi seu amigo e jamais integrou sua equipe. Já a candidata que o ataca, segundo o próprio João, não pode fazer a mesma afirmação. É uma resposta simples, mas politicamente devastadora.

Porque desloca o debate da lama das acusações para uma pergunta objetiva: quem tem, de fato, relações políticas ou administrativas com as pessoas envolvidas nas denúncias? E é justamente aí que a governadora deveria concentrar suas explicações.

João poderia ter respondido na mesma moeda. Poderia ter escolhido o ataque pelo ataque. Poderia ter transformado suas redes em trincheira. Não fez isso. Preferiu uma frase que encerra o assunto com a serenidade de quem sabe que campanha eleitoral não pode ser uma disputa para ver quem consegue produzir o maior número de ataques.

E talvez seja exatamente isso que o eleitor esteja esperando: menos ódio, menos mentira e menos política feita para destruir o outro. Mais propostas, mais responsabilidade e mais respeito. No fim das contas, João Campos não precisou levantar a voz. Bastou manter a postura.

Caruaru - Minha rua nova

Carlos Siqueira diz que esquerda encerra ciclo com Lula e precisa se renovar

A esquerda brasileira precisa se preparar para uma nova etapa política e abandonar a ideia de que pode continuar operando com as mesmas referências de décadas atrás. A avaliação é de Carlos Siqueira, pernambucano que presidiu nacionalmente o PSB por 11 anos e lançou recentemente o livro O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, ele analisou a perda de espaço da esquerda, o avanço do campo conservador e os desafios que, em sua avaliação, se impõem ao grupo político depois de Lula.

“Estamos encerrando um ciclo com o presidente Lula, que já deu sua colaboração, mas também é preciso que surjam novas lideranças. O capitalismo se renova permanentemente, e a esquerda precisa se renovar”, afirmou Siqueira. Para ele, o campo progressista perdeu espaço ao deixar de ocupar com clareza o papel de força transformadora. “Não podemos ser apenas a força da defesa do status quo. A esquerda sempre foi a força de transformação. Hoje quem está propondo transformação é a extrema-direita”, completou.