Os pré-candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) têm suas convenções partidárias agendadas para este final de semana.
O senador será confirmado como candidato à Presidência neste sábado (25), e o mesmo ocorrerá com Caiado amanhã (26). Ambos os eventos ocorrem em São Paulo. As informações são do g1.
A convenção nacional do PL acontece em um momento de crise na articulação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O senador chega a um momento-chave da disputa sem saber quem será seu vice e também não fechou alianças com outros partidos. Tanto a federação formada por União Brasil e PP quanto o partido Republicanos têm indicado que irão se manter neutros na corrida presidencial.
Embora Michelle Bolsonaro tenha gravado um vídeo para se reconciliar com o enteado, a tendência é que ela não compareça ao evento. Ainda assim, aliados de Flávio esperam que ela mande um vídeo ou faça algum outro gesto de apoio à candidatura.
Já Caiado terá Gilberto Kassab, presidente nacional e fundador do PSD, como seu vice. Será uma chapa “puro-sangue” do partido. O pré-candidato anunciou a composição no início de julho. O grande desafio de Caiado é fazer a candidatura decolar e se mostrar competitivo na oposição a Lula (PT). Pesquisa Datafolha divulgada ontem (24) mostra o político com 4% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio apareceu com 32%, oito pontos atrás de Lula, que tem 40%.
As convenções partidárias estão liberadas desde 20 de julho e devem ocorrer até 5 de agosto. Depois, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A partir daí, as campanhas começam a ganhar forma, explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do escritório Barcelos Alarcon Advogados. “O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá necessariamente ter sido escolhido em convenção.”
Na prática, depois da convenção, os pré-candidatos passam a ser considerados candidatos. Para este ano, os partidos precisam definir quem vai disputar os cargos de presidente, governador, senador (duas vagas em disputa por estado), deputado federal, deputado estadual e distrital (no caso do DF).
Agenda de convenções da corrida presidencial
Antes de Flávio e Caiado, Renan Santos (Missão) fez a convenção logo no primeiro dia do prazo, por videoconferência, o que é permitido pela lei. Ainda assim, o partido agendou para 1º de agosto um ato de lançamento da candidatura, também em São Paulo.
A convenção de Romeu Zema (Novo) será na segunda-feira (27), em Brasília. A de Lula, no dia 2 de agosto, em São Paulo.
É responsabilidade de cada partido escolher data e formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido. Além disso, as convenções ocorrem em três níveis: nacional, estadual e municipal. Também é nesse momento que as siglas definem os números que os candidatos vão usar na urna.
Pilões tem 6.000 almas e está cravada no planalto da Borborema, no meio das montanhas da Paraíba. Ali, fez história o juíz Braz Baracuhy, nascido na virada do século 19 para o 20, quando o sertão ainda era repleto de histórias fantásticas e sagas de homens fortes, como descreveu Euclides da Cunha.
O velho Baracuhy viveu as instabilidades do início do século 20, como a expansão do cangaço, o tenentismo, a guerra civil em Princesa em 1930 e a morte de João Pessoa, candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas contra Júlio Prestes, apoiado pelo então presidente Washington Luís.
Ser juiz e desembargador naquela Paraíba e ainda ganhar reconhecimento pela coragem e determinação era, no mínimo, uma proeza. Sua história é a história de alguém que aprendeu a viver e sobreviver nas adversidades da política e das leis. Essa herança genética deu a Braz, neto do velho Baracuhy, a habilidade para o exercício profissional da diplomacia nesta era de instabilidades, atividade na qual muito pouca coisa ocorre por acaso.
Como não foi por acaso que Braz Baracuhy escreveu “Geopolítica Global: O Mapa Estratégico do Mundo Contemporâneo“, com lançamento em São Paulo marcado para 13 de agosto, durante evento patrocinado pelo Insper Agro Global. O livro traça um panorama extremamente realista do momento geopolítico mundial, no qual a multipolaridade vai caminhando para se tornar cada vez mais sonho de noite de verão.
Diplomata servindo em Helsinque, capital da Finlândia, Braz Baracuhy tem visão privilegiada deste mundo que passa por transformação tão importante quanto a do pós-guerra nos anos 1950. Ele serviu em Pequim e Genebra, onde atuou na OMC (Organização Mundial do Comércio). Seu livro mostra o embate cada vez mais acirrado entre os Estados Unidos e a China, envolvendo disputas comerciais e uma corrida tecnológica muito semelhante àquela da década de 1960 entre norte-americanos e soviéticos pela conquista do espaço e a chegada à Lua.
Seu texto revela muito conhecimento técnico, porém escrito com a fluidez necessária para ser compreendido pela maioria das pessoas. Depois de longo jejum dos intelectuais do Itamaraty, o livro chega para elucidar diversas questões envolvendo estratégia, multipolaridade, administração de conflitos e tendências. O mais importante é a forma profissional e isenta com que são expostos os cenários.
Tudo está baseado em dados, pesquisas e na capacidade ímpar do autor de relacionar fatos, mostrando novidades para a maioria, como a ascensão da Índia a player relevante. O país mais populoso do mundo é uma potência nuclear, com programa espacial próprio e dominando tecnologias como o trem movido a hidrogênio, cuja linha inaugural de 90 km virou realidade no início deste mês.
A estratégia e a diplomacia costumam caminhar de mãos dadas. Ambas exigem muita informação, paciência e grande dose de criatividade. Foi assim que Henry Kissinger aproximou os Estados Unidos da China ou, numa versão mais brasileira, o embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima impulsionou o comércio exterior do Brasil nos anos em que comandou o Departamento Comercial do Itamaraty, oferecendo tecnologia e serviços ao Oriente Médio e à África quando o Brasil passou a vender estradas, hidrelétricas e automóveis.
Há 60 anos, Kissinger entendeu a China como potência emergente, com vocação para rivalizar com os Estados Unidos, exatamente o que ocorre hoje. Isso não foi mero acaso, mas fruto de ação unindo estratégia e diplomacia. Em vez de isolar a China, Kissinger se aproximou para entender como os chineses funcionavam e até onde poderiam chegar. É um exemplo concreto do papel fundamental da diplomacia em buscar o equilíbrio nas relações internacionais.
Missão para profissionais. O amadorismo não proporciona resultados, mas dependência e submissão. A diplomacia pode ser cruel para quem ignora seus códigos. Seu ambiente sofisticado e refinado acaba moendo os que carecem de preparo para manejar detalhes e nuances. Por isso, existem dois caminhos para a paz. O da razão e da diplomacia, que pode ser mais demorado e complicado, ou o da guerra, que também leva à paz, mas uma paz de morte, não de vida. A conhecida paz dos cemitérios. Tem sido assim desde que o mundo é mundo.
Baracuhy mostra que tanto a China quanto os Estados Unidos seguem emitindo sinais indicando o vigor das suas economias. Não há, pelo menos por enquanto, nada que indique decadência de um lado ou de outro. De acordo com dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do planeta, com PIB de US$ 29 trilhões em 2025. A China está logo atrás, com PIB de US$ 18,7 trilhões, nada menos que 64% do PIB norte-americano. Ou seja: até que venha o empate, há ainda muita gordura para ser queimada. Quanto tempo demorará para que vejamos essa equivalência dependerá da intensidade e, principalmente, da criatividade de cada um nessa nova corrida pela hegemonia.
O campo de batalha será a Eurásia, aquele enorme continente entre o oceano Atlântico e o mar da China. Ali está a chave para entendermos o que pode vir por aí, como será construída a nova ordem mundial e em quais bases.
Esse cenário já é conhecido desde os anos 1.200, quando Marco Polo abriu caminho para a rota da seda e colocou em marcha uma disputa ainda viva no mundo de hoje. Enquanto um lado sai do Ocidente em direção ao Oriente, o outro faz o caminho inverso. E assim caminha a humanidade. Braz veio de Pilões e foi ganhar o mundo para nos mostrar como tudo isso funciona.
O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, manifestou apoio à pré-candidatura de Miguel Coelho (União Brasil) ao Senado Federal. Em declaração pública, o gestor ressaltou a importância de Pernambuco contar com representantes que conheçam de perto a realidade do interior e as demandas dos municípios.
Para Evilásio, a trajetória política e administrativa de Miguel Coelho o credencia para exercer um mandato voltado ao desenvolvimento do estado. A declaração reforça o alinhamento entre lideranças do Sertão em torno da construção da chapa governista liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para o pleito deste ano. “Miguel conhece o nosso estado e as necessidades do nosso povo. Será o representante do município no Senado Federal”, disse Evilásio.
Não é só o Brasil que enfrenta problemas com alagamentos. Mesmo em países como os Estados Unidos, com uma infraestrutura consolidada de proteção, desde o último sábado (18) as tempestades inundam metrôs, bloqueiam vias e alteram a operação de voos nos aeroportos.
No Queens, motoristas ficaram presos nos carros e precisaram ser retirados por equipes de resgate devido à subida rápida da água. Em Newark, um brasileiro que acompanhava a Copa registrou o momento em que a via estava completamente alagada, lembrando dias de chuva forte em Recife.
Em Nova Iorque chove menos que no litoral de Pernambuco. Enquanto em Recife esperamos chuvas que chegam a 2.500 mm todos os anos e concentrados em poucos meses, lá costuma atingir 1.200 mm ao longo do ano, mostrando que o impacto vai além do volume de chuva. Particularmente, em Nova York, o grau de adensamento da população, a impermeabilização da cidade, com poucos espaços livres, faz com que a chuva escoe rapidamente provocando os alagamentos.
Temporada de furacões
O maior medo dos EUA se inicia neste mês, quando começa a temporada de furacões na costa leste e Golfo do México, se estendendo até outubro. Furacões como o Katrina (2005), Sandy (2012), Harvey (2017) e Ian (2022) provocaram danos extensos e marcam pelas fatalidades associadas.
O Sandy ocasionou U$ 65 bilhões em danos e em Nova York teve pelo menos 72 mortes, onde o maior deflagrador do desastre não foi a chuva, mas sim o aumento do nível do mar que se elevou mais de 4 metros, conhecida como maré de tempestade. Esse cenário pode se agravar com o El Niño, quando são esperadas mais ocorrências de tempestades na região centro-sul dos EUA.
De acordo com o IPCC, painel internacional formado por cientistas de diversos países, é esperado que o nível médio dos mares em Nova York suba 1 metro até 2100. Isso, somado a fenômenos atmosféricos como os furacões, tem a capacidade de provocar impactos ainda maiores e mais frequentes.
Nível do mar em Recife
Em Recife, as projeções também não são otimistas. As previsões indicam um aumento no nível médio dos mares de 0,69 m até 2100. Significa que áreas com baixas elevações estarão sujeitas a alagamentos frequentes e, quando combinado com chuvas intensas há a tendência de alagamentos mais duradouros.
Alguns bairros de Recife já sofrem com alagamentos provocados pela maré, mesmo em dias sem chuva. Regiões baixas como em Afogados, IPSEP e Boa Viagem enfrentam transtornos devido ao retorno da maré pela drenagem das ruas. Com o aumento do nível dos mares, haverá a intensificação desses efeitos e mais áreas serão impactadas, a exemplo da Ilha do Leite.
As marés em Recife têm dois picos todos os dias, e, diferentemente dos EUA, o principal fator é de origem astronômica e não meteorológica. O movimento da Lua e Sol são responsáveis pelos momentos de marés com maiores picos, denominadas marés de sizígia, momento em que o nível do mar pode variar 2,8 metros no mesmo dia. Todos os anos a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha emite a tábua de marés, onde é possível prever os momentos de maré alta e se preparar para eventos críticos.
Solução para os alagamentos
Recife também tem bons exemplos de soluções, ávidas para serem espalhadas pela cidade. Pesquisadores da UPE e UFPE estudaram a aplicação de pavimentos permeáveis em uma área de 840 metros quadrados do campus da Poli-UPE no bairro da Madalena. Uma área conhecida pelos extensos alagamentos e muito importante para o fluxo de veículos, uma vez que recebe veículos da Av. Caxangá e Av. Abdias de Carvalho.
Pavimentos permeáveis são estruturas que substituem o concreto, permitindo que a água infiltre no subsolo com mais facilidade. Além da substituição da camada superior, também é feito um tratamento das primeiras camadas do solo, adicionando materiais mais permeáveis com boa capacidade de absorção. Técnicas como essa são conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza, pois reproduzem processos naturais revertendo o impacto que a urbanização provoca no meio ambiente.
Os resultados foram transformadores. Mesmo após chuvas intensas em 2023 e 2024, não foi registrado nenhum alagamento na região, o que antes ocorria com bastante frequência. Todo o monitoramento da área foi feito com sensores de nível d’água, para identificar possíveis alagamentos e com pluviômetro para registrar os volumes de chuva, mostrando a viabilidade da solução como mais uma estratégia para tornar as cidades mais resilientes.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
A nova pesquisa Datafolha reforça um cenário de estabilidade política para o presidente Lula (PT) a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), mostra o petista com 40% das intenções de voto no primeiro turno, praticamente repetindo o desempenho registrado na rodada anterior, quando aparecia com 41%. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula mantém vantagem de 48% a 43%, resultado que também permanece dentro da margem de estabilidade observada pelo instituto.
A pesquisa revela que o desempenho eleitoral de Lula acompanha um movimento semelhante na avaliação de seu governo. Segundo o Datafolha, 32% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 38% a consideram ruim ou péssima e 28% a avaliam como regular. Na comparação com os levantamentos de maio e junho, as oscilações ocorreram dentro da margem de erro, indicando que, apesar da intensa disputa política e do aumento das críticas da oposição, a percepção do eleitorado sobre o governo permanece praticamente consolidada.
Os números sugerem que o presidente atravessa um momento de relativa resiliência política. Mesmo diante de temas que dominaram o debate público nas últimas semanas, como o impasse comercial provocado pelo aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a pesquisa não captou impactos significativos nem na aprovação do governo nem nas intenções de voto. O dado indica que episódios de forte repercussão ainda não foram suficientes para alterar, de forma consistente, o comportamento do eleitorado, que segue dividido em blocos relativamente estáveis.
A leitura do levantamento também evidencia que a eleição continua marcada por um elevado grau de polarização. Enquanto Lula preserva uma vantagem confortável sobre o principal adversário, sua avaliação de governo permanece distante de um cenário de ampla aprovação, convivendo com índices de rejeição igualmente elevados. Esse equilíbrio entre uma base eleitoral consolidada e uma oposição também mobilizada indica que, neste momento da campanha, o principal desafio dos candidatos não é conquistar seus apoiadores tradicionais, mas ampliar o diálogo com o contingente de eleitores que ainda se posiciona entre a avaliação regular do governo e os indecisos que podem definir o resultado da disputa.
Reciprocidade só após as eleições – O Governo Federal não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, em Brasília, a avaliação é que ainda é necessário concluir os estudos técnicos sobre os impactos do tarifaço antes de decidir pela adoção da medida. Além disso, auxiliares do presidente consideram que não haveria tempo hábil para negociar com os setores afetados antes da votação. As informações são do portal Poder360.
PL espera vídeo de Michelle na convenção de Flávio – Michelle Bolsonaro (PL) deverá participar por vídeo, hoje, da convenção nacional que oficializará Flávio Bolsonaro (PL-RJ) candidato à Presidência, em São Paulo. A ex-primeira-dama permanecerá em Brasília para acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, mas sua aparição no telão será o primeiro gesto público de aproximação com a candidatura do enteado. A aparição remota foi articulada pela cúpula do partido para consolidar a reconciliação entre Michelle e Flávio após a crise que marcou a pré-campanha. O senador também deverá citá-la nominalmente durante o discurso. Na quinta-feira, Flávio pediu desculpas pelos “momentos que causaram desconforto”, e Michelle respondeu que aceitava o pedido de perdão. Dirigentes consideram sua participação indispensável para alcançar mulheres, evangélicos e parte do eleitorado conservador. O próximo aceno deverá ser um vídeo conjunto dos dois, previsto para a convenção do PL no Distrito Federal, em 2 de agosto.
O prego no caixão? – Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil) não devem comparecer, neste sábado, à convenção que lançará Flávio ao Planalto, em São Paulo. Os presidentes das siglas consideram incoerente participar do evento depois de a federação União Progressista optar pela neutralidade na disputa presidencial. De acordo com matéria do jornal O GLOBO, Ciro teria comunicado a decisão a Flávio na quarta-feira, embora tenha negado publicamente ter feito o anúncio. A posição só deverá ser revista diante de um fato novo capaz de alterar o cenário eleitoral. Os dois dirigentes já haviam faltado à convenção estadual das próprias legendas em São Paulo para separar o comando nacional dos palanques locais favoráveis ao PL. O deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ) também esteve no Palácio da Alvorada para informar o presidente Lula (PT) sobre a definição.
Republicanos também quer neutralidade – Um levantamento interno aponta que 80% do Republicanos prefere não apoiar nenhum candidato à Presidência. O martelo será batido na convenção da legenda, marcada para 4 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta fechar uma aliança e entregar a vaga de vice ao partido, com apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). A maior resistência parte do grupo de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que quer preservar a relação com Lula (PT). Outra parcela defende que o partido concentre dinheiro e estrutura nas eleições para o Congresso. A meta é eleger entre 52 e 60 deputados federais e de quatro a seis senadores. Para esse grupo, apoiar Flávio significaria retirar recursos dessas candidaturas para financiar a campanha presidencial.
Bolsonaro contesta proibição de manifestos políticos – A defesa de Jair Bolsonaro (PL) recorreu, ontem, ao Supremo Tribunal Federal contra a proibição de divulgar manifestos político-eleitorais enquanto o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Os advogados classificam a medida como “restrição à liberdade de pensamento” e “instrumento de limitação ideológica”. No recurso, traçaram um paralelo com o caso do presidente Lula (PT), que, preso em Curitiba em 2018, escreveu uma carta indicando Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência. Segundo os advogados, impedir a circulação de textos políticos esvazia a principal forma de Bolsonaro participar do debate público durante o cumprimento da pena.
CURTAS
PIORA NA SEGURANÇA – O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) criticou a política de segurança da governadora Raquel Lyra (PSD) após o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontar Pernambuco como o terceiro estado com mais homicídios em 2025. Foram 2.970 mortes, além de alta de 12,5% nos feminicídios e crescimento de 32,1% na letalidade policial. “O governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública”, afirmou o parlamentar. Para Diogo, faltam planejamento, integração e uma política permanente de combate às facções e ao crime organizado.
CONVENÇÕES I – O MDB oficializará, hoje, sua adesão à Frente Popular de Pernambuco e o apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. A convenção será realizada das 9h às 12h, na Câmara Municipal do Recife, e também homologará as chapas do partido para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
CONVENÇÕES II – O PSD transferiu para o Parador, no Bairro do Recife, a convenção estadual marcada para o próximo domingo (2), a partir das 9h. O encontro, inicialmente previsto para o Clube Português, oficializará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição e deverá confirmar Túlio Gadêlha (PSD) na disputa pelo Senado. A segunda vaga segue indefinida entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP).
Perguntar não ofende: Será que Raquel consegue definir a chapa antes da convenção?