Fibromialgia: por que essa dor é tão intensa e tão difícil de explicar?

Por Silvino Teles Filho*

Imagine acordar todos os dias como se você não tivesse descansado nem por uma hora. Levantar da cama já exige esforço. O corpo inteiro dói, os músculos parecem pesados, as articulações estão rígidas e até um simples toque pode causar desconforto. Ao longo do dia, a fadiga aumenta, a concentração diminui e a sensação é de que seu próprio corpo trabalha contra você.

Essa é a realidade de milhares de pessoas que convivem com a fibromialgia.

Engana-se quem acredita que a fibromialgia causa apenas dores musculares. Ela é uma síndrome complexa que pode comprometer praticamente todos os aspectos da vida. A dor é difusa, persistente e pode migrar de um local para outro. Em muitos momentos, ela é acompanhada por uma sensação intensa de queimação, peso, pressão ou pontadas, tornando até as atividades mais simples um verdadeiro desafio.

Os brasileiros choraram com a desclassificação da seleção da Copa pela Noruega, domingo passado. Estou entre os que já esperavam o fiasco do time comandado, estranhamente e de forma inusitada, por um técnico italiano, que, também sem razões, mesmo não dando certo, já está com contrato renovado pela CBF até 2030.

Dá para entender? Veja bem como são as coisas da máfia do futebol: o novo vínculo se estende até a Copa de 2030, totalizando um salário anual de R$ 55,8 milhões, o que dá R$ 5 milhões por mês, o maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.