Os municípios terão cotas em concursos públicos

Por Tito Sales*

A política de cotas nos concursos públicos brasileiros entrou em uma nova etapa. A ampliação das reservas de vagas no âmbito federal e a aprovação de legislações estaduais demonstram que o tema deixou de ser pontual e passou a integrar definitivamente a agenda da administração pública brasileira.

A Lei Federal nº 15.142/2025 ampliou para 30% a reserva de vagas nos concursos públicos federais para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas. Pernambuco seguiu caminho semelhante ao aprovar a Lei nº 19.050/2025, estabelecendo o mesmo percentual nos concursos e processos seletivos do Poder Executivo estadual.

O ministro do STF Alexandre de Moraes ignorou a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ordenar operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, ontem.

Diferentemente de decisões recentes relacionadas ao ex-mandatário, Moraes não pediu, desta vez, manifestação prévia da PGR sobre a busca por armas e munições na casa de Bolsonaro, em Brasília. As informações são do portal Metrópoles.

A assessoria de imprensa da Procuradoria confirmou que não emitiu parecer sobre a operação porque Moraes não abriu espaço para manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

Interlocutores de Moraes no STF, por sua vez, argumentam que não havia necessidade de ouvir a PGR porque a prisão domiciliar humanitária estaria sujeita às mesmas regras da prisão comum.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Elmano vê Camilo no pós-Lula e prevê nova derrota de Ciro

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), admitiu, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pode se tornar o nome do partido para suceder o presidente Lula (PT). Embora tenha ressaltado que a prioridade do PT é a reeleição presidencial em outubro, afirmou que o cenário para o pós-Lula será construído “com muita tranquilidade” e reconheceu que o ex-governador reúne condições para disputar o Palácio do Planalto. “Pode acontecer de ser”, declarou, ao defender que lideranças nacionais “não se constroem em gabinete nem na decisão de alguém”.

Ao falar sobre Camilo, Elmano procurou afastar qualquer movimento antecipado dentro do partido. Disse que o ministro tem maturidade para não transformar a sucessão presidencial em prioridade e afirmou que “quem fica pensando muito nisso só tem uma certeza: que não será”. Para o governador, o foco deve permanecer na eleição deste ano e na continuidade do projeto liderado por Lula.