Equipe de Lula quer Flávio ferido, mas não a ponto de abandonar campanha

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer um Flávio Bolsonaro ferido, mas não a ponto de ele ser obrigado a deixar a campanha presidencial. “Um Flavio Bolsonaro ferido sempre esteve na nossa estratégia, mas não a ponto de forçá-lo a abandonar a disputa”, diz um interlocutor do presidente Lula.

Segundo ele, o ideal é que o senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caia alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto, mas não registre uma queda aguda que faça crescer as pressões para sua substituição. Esse é o melhor cenário para Lula na disputa presidencial. As informações são do blog do Valdo Cruz.

A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), avalia que a eleição desse ano será novamente “crucial para a democracia”. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ela analisou o cenário nacional, com escândalos pipocando no palanque do adversário Flávio Bolsonaro (PL), reforçou a importância de união em torno do presidente Lula (PT) e disse que seria importante que a governadora Raquel Lyra (PSD) saía “de cima do muro” para que o petista possa ter mais um palanque em Pernambuco.

A senhora está como pré-candidata ao Senado pelo campo do presidente Lula, que já ressaltou a importância de ter aliados na Casa devido aos tensionamentos, como o caso do Jorge Messias. Como avalia o quadro atual?

Acredito que ficou bem claro para o Brasil o que houve no Congresso Nacional. Foram dois recados em dois dias seguidos, a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Anistia disfarçada, que eles chamam de dosimetria. E o recado é que a politicagem está acima dos interesses do povo. Isso leva a uma urgência ainda maior de renovação para a Casa. O centrão, que não está preocupado em dar suporte às políticas públicas necessárias para o povo, promoveu uma tentativa de barganha em relação a alguns assuntos que eram de interesses pessoais desses parlamentares. Por exemplo a CPI do Banco Master.

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A empresa de publicidade Cálix Propaganda, que pertence ao ex-marketeiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, já garantiu receber R$ 99.280.384,44 em faturas empenhadas pelo governo federal entre abril de 2022 e maio de 2026. As informações são do portal G1.

Marcello Lopes é ex-policial e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Nessa quarta-feira (20), o publicitário, conhecido como Marcellão, afirmou que deixará campanha do senador à Presidência. Os dados constam do Portal de Compras do Governo Federal.

A empresa, que foi criada em 2003, obteve seus primeiros contratos com a administração pública federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de duas licitações públicas, e os pagamentos continuaram sendo executados de forma regular na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O primeiro e mais expressivo contrato da empresa foi assinado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de Rogério Marinho (PL-RN), no valor total de até R$ 55 milhões anuais.

Sob a atual administração do PT, a pasta passou a se chamar Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Titular da pasta no governo Bolsonaro, Marinho é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O valor firmado entre a agência e o governo federal é apenas um parâmetro de quanto a prestadora de serviço pode faturar sobre o contrato, uma vez que o faturamento dos serviços de publicidade varia e o sistema orçamentário do governo precisa de um valor para provisionar a cada ano.

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Corte de 17% na saúde aprofunda colapso nos hospitais

O corte de 17% nos investimentos destinados aos principais hospitais da rede estadual expõe uma contradição cada vez mais difícil de esconder no discurso do Governo de Pernambuco. Enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) transformou 2026 no chamado “ano da saúde” em peças publicitárias, redes sociais e agendas institucionais, a realidade enfrentada por pacientes e profissionais nas unidades públicas revela um sistema pressionado pela falta de estrutura, manutenção precária e redução de capacidade operacional.

A redução dos recursos atinge justamente hospitais estratégicos da Região Metropolitana do Recife e de Caruaru, que concentram alta demanda e atendimentos de maior complexidade. Em vez de reforçar investimentos diante do aumento da procura por serviços, a gestão estadual promove um enxugamento que impacta diretamente obras, conservação predial, reposição de equipamentos, abertura de leitos e condições básicas de funcionamento.