Moraes diz não haver dúvida de tentativa de golpe e aponta que Bolsonaro liderou atos executórios

O ministro Alexandre de Moraes iniciou na manhã desta terça-feira (9) o voto no julgamento do núcleo central da trama golpista após a eleição do ano passado, que tem entre os réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao iniciar o seu voto sobre as acusações em relação aos oito réus, Moraes afirmou que o STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu que houve uma tentativa de golpe que culminou no 8 de Janeiro e que o que se discute nesse julgamento é se os réus participaram de eventuais crimes. Ele também apontou Bolsonaro como líder dos chamados atos executórios.

“Não há nenhuma dúvida, em todas essas condenações e mais de 500 acordos de não persecução penal, de que houve tentativa de abolição ao Estado democrático de Direito, de que houve tentativa de golpe, de que houve organização criminosa”, afirmou Moraes, que é o relator do processo. As informações são da Folha de S. Paulo.

O ministro Luiz Fux anunciou, em menos de cinco minutos de sessão, que vai divergir do ministro Alexandre de Moraes nas questões preliminares apresentadas pelas defesas.

No recebimento da denúncia, Fux foi o único a ser contra o julgamento ocorrer no STF e também na Primeira Turma. As informações são da Folha de S. Paulo.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanecerá em casa nesta terça-feira, dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento dele e de sete aliados que são réus na ação da trama golpista. A análise deve ser concluída na sexta.

— É por recomendação médica. Ele está com a saúde debilitada. É cíclico. Às vezes ele está pior ou melhor — disse o advogado Paulo Bueno ao chegar à Corte. As informações são do jornal O Globo.

Caruaru - Transparência 2026

Por Cláudio Soares*

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser condenado a até 22 anos de prisão, caso a Justiça entenda que ele teve participação direta ou indireta nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores radicais em Brasília.

As penas estão previstas no Código Penal Brasileiro e se referem a cinco crimes que estão sendo analisados pelas autoridades, especialmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

A soma das penas pode ocorrer pelo chamado cúmulo material, ou seja, quando há condenação por mais de um crime, e cada pena é aplicada de forma independente.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Viajo todas as semanas a Brasília, para ancorar o meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, que vai ao ar sempre às terças-feiras. Embarco pela manhã, no raiar do dia, para chegar cedo, horário em que raramente encontro políticos a bordo.

Hoje, no voo da Gol, de cinco da matina, estava a bordo a governadora Raquel Lyra (PSD), com três secretários, entre eles, Túlio Vilaça, da Casa Civil, Dani Brito, de Imprensa, e Cícero Moraes, da Agricultura. Em quase três anos de gestão, foi a primeira vez em que estive numa mesma aeronave com a gestora. Já sabia que ela não usa jatinhos nos deslocamentos para Brasília.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do processo da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O julgamento volta já com o voto do ministro relator, Alexandre de Moraes. Após o parecer, os próximos magistrados a votarem são nesta ordem: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, presidente do colegiado, Cristiano Zanin.

Os ministros vão analisar questões preliminares apontadas pelas defesas, como a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid e o cerceamento de defesa. As informações são da CNN Brasil.

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Anistia é inconstitucional, adverte Celso de Mello 

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, disse que a proposta de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, em tramitação no Congresso, afronta diretamente a Constituição por violar o princípio da separação de Poderes. 

Para o ex-presidente da Corte, a medida representa “um novo, inaceitável e ultrajante vilipêndio contra o Estado de Direito e a supremacia da ordem constitucional”. Celso de Mello defendeu que o Parlamento não pode usar a prerrogativa da anistia para beneficiar quem atentou contra a democracia. 

O ex-decano do STF criticou ainda a PEC da Blindagem, em discussão no Congresso, e disse que a Corte não vai se curvar às pressões de potências estrangeiras, em referência aos posicionamentos recentes do governo dos Estados Unidos no curso do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.