MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os primeiros 100 dias do novo Governo Lula são simbólicos. Esta seria a crônica da paz e amor, regados a picanha e cerveja. Na alvorada do novo tempo dirão: ainda é muito cedo, são 7 horas da matina. Num dos clássicos da canção pop internacional dos anos 1960s e 1970s, Bob Dylan cantou: a resposta está soprando no vento, blowin’ in the wind. Aqueles foram os anos dos sonhos psicodélicos e revolucionários. Os sonhos acabaram e os pesadelos continuam.
O governo da esquerda decretou luta feroz contra o Banco Central, contra o dólar, conta a Bolsa de Valores, contra o agronegócio e contra o fantasma de Bolsonaro. Somente não decretou guerra contra os lobos e as lobas do Centrão e os caboclos mamadores do Orçamento Secreto. Existe uma sentença histórica: os governos socialistas e de esquerda não esquecem jamais e não aprendem jamais. Até hoje esta sentença não foi revogada. E o Doutor Chuchu se mantém em stand-by.
O vermelhão prometeu perseguir o ex-juiz Sérgio Moro até nas profundezas do mar. Esqueceu os desembargadores de segunda e terceira instância que também condenaram os corruptos do Petrolão. A resposta está soprando no vento e em nossas ventas.
FOLHA, 25 anos – No transcurso do 25º aniversário de existência desta Folha de Pernambuco, sinto-me no dever de prestar meu depoimento sobre o empresário e comunicador editorial Eduardo de Queiroz Monteiro. Em primeiro plano, eu o identifico como um líder empresarial visionário. Ouvi certa vez do timoneiro Armando Monteiro, pai, que Eduardo era um empreendedor ousado.
Noutros tempos, quando o grupo EQM arrendou o Diário de Pernambuco, fui demitido do jornal por um editor de plantão. Na época, movido por destilados malévolos e em meio ao terrorismo dos famigerados Programas de Demissões Voluntárias do Banco do Brasil, perdi o equilíbrio emocional e cometi desatinos. Nesse contexto, fui injusto com Eduardo.
O tempo rodou as catracas. Uma noite encontrei com Eduardo no lançamento de um livro do pai de Mogno Martins, Seu Gastão. Meti os peitos e encarei a fera: “Eduardo, gostaria de falar com você”. “Pois sim, Adalberto”. Fiz um mea culpa, questão de consciência. “Estamos zerados”, ele respondeu. Ficamos zen. Poderoso e vitorioso, se fosse um cara pobre em espírito poderia ter alimentado ressentimentos ou ser hostil comigo. Mas, o cara é magnânimo e generoso.
Novo lance, fevereiro de 2020. Nessa época eu escrevia eventualmente para a página Opinião do DP. Enviei uma cópia de artigo para E.M. e ele respondeu: “Escreva para nossa Folha, nos dê essa honra.” Oxente, só se for agora, respondi. Desde então acionou seus competentes discípulos Leusa Santos e Fábio Guibu para publicar minhas garatujas. E cá estou o papaizinho, honrado em ocupar espaço nobre nesta Folha, líder na mídia de Pernambuco e nacional. Também sou testemunha da lealdade e gratidão de Eduardo em relação ao nosso amigo comum deputado Inocêncio Oliveira, que hoje cumpre o repouso do guerreiro em sua choupana na Av. Boa Viagem.
A equipe econômica vai apresentar ao presidente Lula, nos próximos dias, a proposta de um novo programa para a redução do endividamento das famílias. Em entrevista exclusiva ao jornal “Extra”, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que a ideia é fazer uma espécie de “leilão” para que o governo viabilize a recompra, com deságio, de dívidas antigas dos consumidores.
Mas, diferentemente do que o ocorreu no Desenrola 1, no início do mandato de Lula, o consumidor não teria de fazer essa renegociação na plataforma. O próprio governo realizaria o leilão.
A iniciativa ocorre às vésperas das eleições e num momento em que a inadimplência das famílias brasileiras segue em patamares recordes, apesar de os dois programas anteriores do governo para atacar o problema, o Desenrola 1 e o Desenrola 2, terem alcançado 19 milhões de brasileiros. E num contexto de avanço da oposição nas pesquisas eleitorais e de piora de avaliação do governo pelos brasileiros. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, a inadimplência dos consumidores em julho chegou a 5,8%,o maior patamar desde março de 2011.
Impacto da pandemia
Duringan afirmou que o foco do novo programa será em dívidas antigas ou nos débitos que mais dificultem a retomada do crédito pelos brasileiros que estão inadimplentes. O ministro avalia que as origens do elevado endividamento das famílias remontam à crise econômica e às dificuldades do período da pandemia da Covid.
Por isso, programas como o Desenrola e outros para reduzir o endividamento precisam ser feitos com recorrência. “Vamos propor ao presidente que ele faça uma política para limpar o nome, principalmente das dívidas mais antigas, que os próprios bancos, as próprias empresas de prestação de serviços, já perderam a esperança de cobrar”, afirmou o ministro.
O primeiro Desenrola alcançou dívidas bancárias e de contas de consumo (luz, gás, etc.) por meio de uma plataforma de renegociação, aberta após um leilão que definiu quais credores seriam contemplados, conforme o desconto oferecido.
No segundo Desenrola, o foco era exclusivo em dívidas de crédito bancário. O débito era renegociado com o próprio banco, a partir de faixas de desconto estabelecidas pelo governo, que se tornou o garantidor dessas operações. Agora, segundo Durigan, o objetivo será atacar as dívidas antigas.
Uso na campanha
O desenho do programa ainda está sendo finalizado pelos técnicos e será apresentado ao presidente Lula nos próximos dias, para, segundo Durigan, possa ser levado para a campanha.
A ideia é que os consumidores que hoje estão numa situação melhor de renda e emprego consigam se livrar de débitos antigos que, por conta dos juros altos, acabaram se tornando impagáveis e deixaram essas pessoas com o nome negativado.
Essas dívidas seriam recompradas, sem que o consumidor precisasse fazer a renegociação. Por isso, o nome Desenrola talvez não seja usado novamente.
“No Desenrola 1, a gente chamou as pessoas para fazer o match dentro da nossa plataforma. As pessoas tinham que entrar e aceitar aquela negociação. Estamos caminhando para um modelo em que a gente faça o leilão e viabilize a compra dessa dívida com um deságio alto para não ter grande impacto nas contas públicas.”
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) empatados tecnicamente nas intenções de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Nas intenções de voto para o primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) aparece 48,7%, contra 45,6% de João Campos (PSB). Na simulação de segundo turno, a atual governadora soma 51,1%, contra 47,3% do adversário.
O instituto ouviu 1.793 eleitores em Pernambuco entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é PE-02989/2026.
1º turno – estimulada (quando é apresentada uma lista de candidatos)
A eleição para o Governo de Pernambuco se torna ainda mais acirrada e fica claro que a decisão fica em quem errar menos. A grande novidade da última semana foi o chamado caso do “fura-teto” do salário de governador. O assunto ganhou tamanha dimensão que Raquel precisou se justificar em seu próprio programa eleitoral.
O caso, no entanto, não aparece isolado. Na última quarta, um policial civil da ativa é suspeito de ter disparado tiros no evento de Flávio Bolsonaro no Recife, atingindo uma pessoa, seria fornecedor da campanha de Lyra, tendo recebido R$ 2,5 milhões.
A necessidade de responder publicamente a esse episódio revela o tamanho do desgaste político que uma controvérsia dessa natureza pode provocar. Afinal, a discussão não envolve apenas números ou regras administrativas, mas a relação entre os privilégios de quem governa e as dificuldades enfrentadas por milhares de pernambucanos.
Salário e policial recebendo milhões, mesmo enquanto está como servidor ativo, colocam a campanha em um patamar mais baixo. No caso do salário, o tema ultrapassou o terreno da disputa eleitoral.
A governadora já é cobrada pela Justiça a apresentar explicações, e o caso deverá chegar à Suprema Corte. É um desdobramento que amplia a dimensão institucional da controvérsia e mantém a remuneração da chefe do Executivo sob escrutínio público.
Já o policial civil seria sócio-administrador da empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos LTDA, que teria recebido R$ 2,5 milhões da campanha de Raquel Lyra, conforme dados da prestação de contas eleitoral. O caso reúne questões que precisam ser examinadas separadamente: a participação do policial no episódio dos disparos, a atuação de sua empresa na campanha, a compatibilidade dessa atividade com seu vínculo funcional e a regularidade dos pagamentos realizados.
Quando surgem questionamentos dessa natureza, o eleitor tem o direito de conhecer os contratos, os serviços efetivamente prestados, os critérios de contratação e a compatibilidade das atividades com o cargo público.
E quando esses episódios se somam a uma disputa eleitoral em que os levantamentos mostram oscilações e aproximação entre os candidatos, a cobrança por esclarecimentos ganha ainda mais relevância política.
Isso não significa presumir que os fatos investigados sejam verdadeiros em todas as suas dimensões, nem atribuir responsabilidade criminal antes da conclusão das apurações.
Significa reconhecer que os ocupantes de cargos públicos têm o dever de prestar contas e que as campanhas devem estar preparadas para responder a questionamentos legítimos.
Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (17) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 47,2% das intenções de voto contra 46,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual 2º turno da corrida presidencial. Brancos, nulos e os que não sabem em quem votar somam 6%.
O levantamento entrevistou 5.018 eleitores, de 11 a 16 de setembro de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026. Custou R$ 75.000,00, pagos com recursos próprios.
A pesquisa simulou outros quatro cenários de 2º turno para presidente, todos com Lula na disputa.
Eis os resultados:
1º turno
Os eleitores brasileiros também foram consultados sobre o 1º turno da corrida presidencial. Lula lidera com 44,1% das intenções de voto, contra 41,7% de Flávio.
Eis os resultados:
Aprovação do governo
A pesquisa AtlasIntel também inquiriu os eleitores sobre a aprovação do presidente Lula.
Eis as respostas:
Avaliação do governo
Os eleitores também avaliaram o desempenho do governo federal.
Eis o resultado:
Rejeição
A pesquisa AtlasIntel também fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Em qual dos políticos listados abaixo você não votaria de jeito nenhum?”.
Deus levou hoje o ex-vereador Alvinho Patriota, irmão do meu amigo Gonzaga Patriota, um dos sertanejos mais autênticos que já conheci e convivi, daqueles que nunca se renderam aos apelos da Canaã, a terra prometida, que se chama São Paulo. Salgueiro está enlutada. Foi a cidade em que Alvinho nasceu, amava e de lá nunca arredou o pé.
Convivi pouco com Alvinho. Na sua família, sou mais próximo de Gonzaga Patriota, irmão dele. Mas todas as vezes em que botei os pés em Salgueiro, sua pátria idolatrada, me estendeu tapete vermelho. Era um gentleman, leitor voraz do meu blog, defensor intransigente das causas do Sertão e da sua gente.
Vez por outra, me pedia para assumir movimentos em defesa do Alto Sertão. Chegou a transmitir o meu programa Frente a Frente na rádio Vida, de sua propriedade. Tínhamos um amigo em comum, o jornalista Machado Freire, outro salgueirense ardente e apaixonado pela terra. Alvinho era do bem, tinha um coração em que cabiam milhões de amigos, como diz a canção de Roberto Carlos. Ganhou a confiança do povo da sua terra para quatro mandatos de vereador.
Seu sonho maior, entretanto, virou pesadelo: sentar na cadeira de prefeito. Disputou apenas uma eleição majoritária, mas mesmo com o irmão Patriota em alta, prestígio em Brasília, não materializou o projeto. Isso, porém, nunca engessou sua disposição de continuar trabalhando em favor de Salgueiro.
Logo cedo, liguei para Patriota. O localizei em São Paulo, arrasado com a morte do irmão querido. Revelou-me que tinha por Alvinho uma grande admiração, não apenas pelo companheirismo, mas sobretudo pelo elevado espírito público e pela sua disposição de servir ao povo salgueirense.
Alvinho foi um lutador. Como escreveu Machado de Assis, a vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal. A beleza da vida às vezes se perde nas sombras, mas é reconfortante saber que existem pessoas, como Alvinho, que trazem a luz de volta.
Felipe Santa Cruz critica sessão do STF e alerta para risco de eleição pautada pela Corte
O ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, classificou como um “desserviço ao Brasil e à própria Corte” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15), marcada por embates entre ministros durante a discussão dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o advogado pernambucano avaliou que a polarização política chegou ao Supremo e contaminou o debate institucional.
Santa Cruz afirmou ter acompanhado a sessão “com muita preocupação” e criticou especialmente o tom adotado pelos ministros. “O STF teve uma tarde de muita agressividade. Em vários momentos, a sessão passou do que era aceitável”, disse. Para ele, houve “excessos de parte a parte” e faltou a solenidade compatível com o papel desempenhado pelo tribunal. “O STF não só é a Corte Magna da República, como também é quem fala por último, inclusive no conflito entre os outros Poderes. Então, há que se resguardar uma certa solenidade, que foi abandonada na terça-feira”.
A maior preocupação do ex-presidente da OAB está nos reflexos da crise sobre o processo eleitoral. Para ele, é perigoso que o Supremo tenha se tornado um dos principais assuntos de uma eleição presidencial que permanece fria nas ruas. “O tema que vejo nas rodas de conversa é o STF. E isso é muito perigoso, porque o Supremo é o pilar maior que sustenta a democracia brasileira. Ter uma eleição pautada no STF coloca em risco a própria democracia e o Estado Democrático de Direito”, declarou.
As divisões políticas, segundo Santa Cruz, também alcançaram a OAB. Ele rejeitou, entretanto, as críticas de que a atual direção da entidade estaria se omitindo diante da crise. Para o advogado, uma instituição formada por cerca de 1,5 milhão de profissionais inevitavelmente espelha parte das divergências existentes na sociedade. “Não acho que a OAB esteja se omitindo. Acho naturais as divergências, porque a OAB também espelha a polarização da sociedade brasileira, que hoje também está no Supremo, está no Congresso Nacional, está no Executivo e está em todas as esquinas”.
Nesse ambiente, o ex-presidente da entidade defende que a crise seja aproveitada para discutir mudanças estruturais no Judiciário. Entre elas, citou regras sobre a conduta de magistrados, limites ao tempo de permanência em determinados postos e restrições à atuação de parentes de integrantes dos tribunais. “É hora de fazer uma reforma que enfrente sistemas, trate da conduta de magistrados, do exercício de advocacia de seus parentes, do tempo e limitação de exercício. É um momento que pode ser útil para o futuro do Brasil, para não acreditarmos em super-heróis”.
Sobre a atuação de familiares de ministros como advogados, foi ainda mais específico. Santa Cruz considera que parentes de magistrados deveriam ser impedidos de advogar no tribunal do qual o familiar faz parte, sem que isso inviabilize o exercício da profissão nas demais Cortes do país. “Acho que é um erro, trouxe sombra. E eu não estou aqui duvidando da ética dos envolvidos. Mas acho que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta”, ponderou. “Por que não usar esse momento para afastar daquele tribunal o parente de quem está exercendo a magistratura?”.
Santa Cruz também questionou o grau de exposição pública dos julgamentos e disse ser crítico à transmissão de todas as sessões pela TV Justiça. Na avaliação dele, a exposição permanente aproxima decisões judiciais das paixões políticas das ruas e reduz a distância institucional que deveria cercar o tribunal. “É muito ruim transformar um julgamento do Supremo em papo de bar. Deveria haver, nesse repensar institucional, um caminho de preservar mais os tribunais dessas paixões que estão na rua. No primeiro momento, podem ser aplaudidos, mas as paixões de hoje cobram demais amanhã”.
Político “vira-lata” – Em ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, o presidente Lula (PT) acusou Eduardo Bolsonaro de atuar nos Estados Unidos contra o Brasil e associou diretamente a movimentação do ex-deputado à candidatura presidencial do irmão, Flávio Bolsonaro (PL). “Esse mesmo cidadão do outro lado mandou o irmão dele para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil”, afirmou. Lula chamou Eduardo de “traidor da Pátria” e emendou: “Esse país não comporta político vira-lata”. O petista disse ainda que, durante viagem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU, pretende pedir ao presidente Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras.
“Ameaça à segurança mundial” – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa o Brasil de ter falhado no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), incluídas recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas. As afirmações estão em documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16). Trump pede que o governo Lula adote, “com urgência, medidas enérgicas para enfrentar” os grupos, que, segundo o relatório, representam “uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”. Diplomatas brasileiros avaliam que o documento reforça o viés da política externa de Trump na América Latina e que há seletividade da Casa Branca. Na terça (15), o presidente Lula afirmou que membros de facções criminosas são “terroristas para a população” e diferenciou o “terrorismo de Estado”, mencionado por Trump, do “terrorismo de narcotráfico”.
Portas abertas – Em passagem pelo Recife, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou declarar apoio a um nome na disputa ao Governo de Pernambuco e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília. Durante a chegada ao comício, no Centro do Recife, Flávio dançou ao lado do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL). Os dois dançaram ao som de jingles da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda, Flávio afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino atuam pelos interesses de Lula e frisou que pretende nomear cinco ministros ao STF – homens e mulheres – alinhados aos seus valores.
“Big Brother Supremo” – Do jornalista Leonardo Sakamoto, durante o UOL News, em referência aos vazamentos de mensagens de ministros do Supremo Tribunal Federal: “Eu entendo a necessidade do jornalista em mostrar, porque isso é o bastidor dessa história. Mas eu, particularmente, vou ser bem sincero com vocês: eu e uma quantidade grande de jornalistas estamos operando já no limite do saco cheio”, disse. Para Sakamoto, os vazamentos ajudam a manter ativa a imagem de “Big Brother Supremo”. Ao citar o mensalão e a Lava Jato, defendeu a importância da cobertura dos fatos, mas sem resvalar para espetacularização. “Isso acaba sendo mais deletério para o próprio processo judicial do que para a busca de soluções para a sociedade. Não estou contra a transparência, mas estou falando de espetacularização”, concluiu.
Reforço – No mesmo dia em que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) recebeu o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para atos no Recife, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reforçou pelas redes sociais os nomes que apresenta como seus candidatos ao Senado em Pernambuco. Em cards, Raquel aparece ao lado de Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) com a expressão “Os senadores de Raquel”. Recentemente, os senadores da Coligação Pernambuco de Coração ingressaram na Justiça Eleitoral contra Mendonça. A Justiça chegou a proibir o candidato de se associar à imagem da gestora, mas uma nova ação movida por ele devolveu a ele o direito de veicular material de campanha associando-o a Raquel.
CURTAS
DATAFOLHA – A primeira pesquisa presidencial após a sessão do STF que iniciou a análise do processo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes será divulgada nesta quinta-feira (17). O levantamento medirá o impacto do mais recente desdobramento da crise na Corte, relacionado ao caso Master, na disputa pelo Planalto. Serão ouvidos 2.002 eleitores, entre terça e quinta-feira. Contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S. Paulo, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
SABATINA 1 – Em coletiva de imprensa após sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), o candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), disse, em referência à crise no STF, que “ninguém está acima da lei”, mas lamentou que o foco do país esteja nela. “Lamento muito, enquanto cidadão e enquanto líder político, que o debate central do Brasil seja esse neste momento. Estamos a 18 dias de uma eleição, com um Brasil para ser discutido”, disse.
SABATINA 2 – Em sabatina promovida pela CNN, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) comentou a relação que construiu com o presidente Lula (PT) ao longo do mandato, exaltando o trabalho em conjunto com o governo federal. Ao ser novamente questionada sobre apoio no pleito deste ano, evitou nomes e declarou-se “pernambuquista”. Raquel também cobrou apuração transparente sobre os ministros do STF. “Passadas as eleições, as coisas vão ter que aparecer à mesa”, declarou.
Perguntar não ofende: Flávio Bolsonaro foi esquecido no caso Master?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, na noite desta quarta-feira (16), em evento de campanha no Distrito Federal. O chefe do Executivo afirmou que o ex-parlamentar está nos Estados Unidos pedindo sanções ao Brasil.
As declarações foram feitas na região administrativa de Ceilândia, a maior cidade do DF. De acordo com Lula, Eduardo é um “traidor da Pátria”. O evento ocorreu em uma praça e reuniu milhares de pessoas.
“O Eduardo Bolsonaro, traidor da Pátria, está lá pedindo para o Trump fazer sacão contra o Brasil. Esse país não comporta político vira-lata. Esse país não comporta quem coloca a bandeira do Brasil de dia e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos”, disse o pedido.
No discurso, Lula também criticou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e disse que ele “está escondido após roubar o BRB”.
“Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o Vorcaro no Banco Master. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB. Na verdade, a governadora deveria era se preocupar com a prisão do Ibaneis. Ele tirou a candidatura e está escondido onde? Foi gastar o dinheiro roubado”, declarou o presidente.
Em um discurso centrado na segurança pública e em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu declarar “guerra” às principais facções criminosas, defendeu a castração química para autores de crimes sexuais e disse que indicará ministros de perfil conservador à corte caso seja eleito presidente. O candidato discursou nesta quarta-feira (16), em comício no Cais da Alfândega, na área central do Recife.
As propostas dividiram espaço com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Em uma fala marcada por críticas ao atual governo e ao STF, Flávio também tentou ampliar o discurso para a área econômica e social: prometeu manter o Bolsa Família, investir na qualificação dos beneficiários e promover um “tesouraço” nos impostos. As informações são do Diario de Pernambuco.
Foi na segurança, porém, que o candidato reiterou algumas das medidas mais rígidas do seu plano de governo: enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas e defendeu penas mais duras para integrantes desses grupos.
“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias. Vão ser classificados como terroristas. Vão ficar presos o resto da vida”, declarou.
O candidato também prometeu adotar a castração química contra autores de crimes sexuais. “Você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química”.
O comício reuniu nomes do entorno político de Flávio, como o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) e lideranças políticas de Pernambuco, como o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro Gilson Machado (Podemos) e o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira.
STF no centro do discurso
Se a segurança pública ocupou parte importante da fala, o Supremo Tribunal Federal voltou a ser o principal alvo político do candidato. Flávio citou nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino e relacionou os dois ministros ao governo Lula.
As críticas ocorrem um dia depois de uma sessão marcada por fortes embates internos no Supremo durante a discussão de processos envolvendo ministros da própria Corte. O julgamento desta terça-feira (15) teve discussões entre magistrados e terminou sem uma definição definitiva sobre os casos analisados.
No Recife, Flávio afirmou que pretende indicar cinco ministros ao STF durante um eventual mandato e antecipou critérios que adotaria para as escolhas.
“Eu vou proteger o STF dessas laranjas podres. E vou indicar para o STF cinco ministros, homens e mulheres, que sejam contra aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que não persigam mais opositores do governo de plantão”, declarou.
Flávio também sustentou que Lula teria uma “dívida” política com Alexandre de Moraes e voltou a associar a atual composição do Supremo ao presidente. A vinculação entre Lula e integrantes da Corte vem sendo explorada pela campanha do candidato do PL nos últimos dias.
Bolsa Família e “tesouraço” nos impostos
Flávio também buscou combinar o discurso dirigido à base bolsonarista com propostas econômicas e sociais. Ao mencionar o Bolsa Família, disse que manteria o programa e prometeu ampliar oportunidades de qualificação, emprego e empreendedorismo para os beneficiários.
“Eu vou dar o Bolsa Família, só que eu vou dar muito mais, porque eu vou melhorar. Eu vou estender a mão para vocês, vocês vão se capacitar, vocês vão se qualificar, vocês vão conseguir estudar, vão conseguir um emprego que pague melhor”, afirmou.
Para quem pretende empreender, o candidato prometeu um “tesouraço” nos impostos. “Vou cortar imposto para você poder lucrar e o seu lucro ficar com você, não é para ficar com o governo não”, disse. Durante o discurso, Flávio não detalhou quais tributos seriam reduzidos nem apresentou estimativa do impacto fiscal das medidas.
Ao final do discurso, em meio a gritos de apoiadores lembrando o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que seus adversários tentaram afastar o bolsonarismo da disputa pelo Palácio do Planalto.
“Eles tentaram muito. Tá lá o Bolsonaro. Mas eu tenho uma triste notícia para eles: vai ter Bolsonaro na Presidência, sim”, disse. Flávio foi além e projetou uma cena para janeiro de 2027. “Eles vão ver o presidente Bolsonaro colocando a faixa no filho dele”, projetou.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), realizou, nesta quarta-feira (16), uma caminhada com visitas a residências e estabelecimentos comerciais no bairro São Miguel. Durante a agenda, ouviu reivindicações dos moradores e apresentou propostas voltadas para áreas como saúde, educação, saneamento básico e cultura.
“O nosso povo é um povo de fé, de força e cheio de alegria, mas também sonha e luta por dias melhores. Na Câmara dos Deputados, queremos representar Arcoverde e trabalhar para garantir mais investimentos em saúde, educação de qualidade, saneamento básico e valorização da nossa cultura”, afirmou. A atividade integra a agenda de campanha de Pacheco no município, com visitas a bairros e encontros com a população.
Acampanha de ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia, teria perdido sua equipe de produção após uma denúncia de assédio envolvendo uma produtora, segundo informações divulgadas pelo site Política ao Vivo. O episódio teria provocado uma saída coletiva dos profissionais nesta terça-feira (15), a 19 dias do primeiro turno.
De acordo com os relatos publicados pelo veículo, um integrante da chefia da equipe de criação teria assediado a profissional diante de outros trabalhadores da campanha.
A produtora teria sido demitida posteriormente. Segundo o relato, ela chegou a ser chamada novamente para a equipe, mas acabou dispensada outra vez nesta terça-feira. As informações são da Revista Fórum.
A segunda demissão teria provocado a reação da responsável pela produção, que considerou a situação inaceitável. Outros integrantes da equipe teriam concordado e decidido deixar a campanha em solidariedade à profissional.
Campanha fica sem equipe de produção, diz site
Ainda segundo o Política ao Vivo, a saída coletiva deixou a campanha de ACM Neto sem equipe de produção na reta final da disputa pelo governo baiano.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, conforme calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
A candidatura de ACM Neto mantém programação e peças de propaganda publicadas em seus canais oficiais.
Até o momento, a denúncia de assédio e as circunstâncias das demissões estão baseadas nos relatos divulgados pelo Política ao Vivo. O material apresentado não identifica a produtora, medida adotada para preservar sua identidade.
Até o fechamento desta matéria, não houve manifestação da campanha de ACM Neto e do profissional citado nos relatos. O espaço segue em aberto.
Atenção. Você aí, estuprad0r, abusad0r de mulher e de criança, vai ter castração química para você. Para aprender a nunca mais tocar numa mulher sem que ela queira”. Com um facão cenográfico nas mãos, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu adotar a castração química para autores de crimes sexuais caso seja eleito presidente.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante comício no Cais da Alfândega, no Recife. A fala veio na sequência de um discurso em que Flávio disse que será “radical” na segurança pública. As informações são do Diario de Pernambuco.
O candidato prometeu declarar “guerra” ao PCC, ao Comando Vermelho e às milícias, classificá-los como organizações terroristas e afirmou que criminosos responsáveis por dominar territórios serão presos ou “neutralizados pelas nossas polícias”.
Durante ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, na noite desta quarta-feira (16), no Bairro do Recife, o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que o Brasil “vai afundar de vez” caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito para um quarto mandato.
“O Brasil está diante de um dilema, gente. Ou o Brasil avança de vez, ou a gente vai afundar, porque ninguém aguenta mais quatro anos de PT… É necessária a eleição de Flávio Bolsonaro”, declarou. “Se essa turma do PT e Lula se eleger, vão fazer quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Quem aguenta isso?”. As informações são da Folha de Pernambuco.
Ainda no palanque, Mendonça Filho criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), sob o coro de “fora Moraes”. Ele disse que a Corte está “desmoralizando o país enquanto nação democrática”. Segundo o candidato, o STF deveria ser “a casa da estabilidade”, uma instituição acima de partidos e disputas políticas.
“Entretanto, virou uma casa onde reina a politicagem, onde há ministro envolvido em contratos suspeitos. Absurdo”, afirmou.
O candidato ao Senado também defendeu a possibilidade de afastamento de ministros do STF.
“Se a gente já tirou dois presidentes da República, a gente tem o direito de tirar ministro do Supremo Tribunal Federal”, disse.