100 dias de solidão e sem picanha  

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os primeiros 100 dias do novo Governo Lula são simbólicos. Esta seria a crônica da paz e amor, regados a picanha e cerveja. Na alvorada do novo tempo dirão: ainda é muito cedo, são 7 horas da matina. Num dos clássicos da canção pop internacional dos anos 1960s e 1970s, Bob Dylan cantou: a resposta está soprando no vento, blowin’ in the wind.  Aqueles foram os anos dos sonhos psicodélicos e revolucionários. Os sonhos acabaram e os pesadelos continuam.

O governo da esquerda decretou luta feroz contra o Banco Central, contra o dólar, conta a Bolsa de Valores, contra o agronegócio e contra o fantasma de Bolsonaro. Somente não decretou guerra contra os lobos e as lobas do Centrão e os caboclos mamadores do Orçamento Secreto. Existe uma sentença histórica: os governos socialistas e de esquerda não esquecem jamais e não aprendem jamais. Até hoje esta sentença não foi revogada. E o Doutor Chuchu se mantém em stand-by.

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Por Rinaldo Remígio*

O futebol pernambucano é muito mais do que bola rolando. É história, paixão, identidade e pertencimento. É parte da vida de milhares de famílias que aprenderam, de geração em geração, a amar as cores dos seus clubes.

Quando falamos do nosso futebol, lembramos imediatamente dos três grandes da capital: Sport, Santa Cruz e Náutico. Clubes centenários, donos de histórias que ultrapassaram as fronteiras de Pernambuco e ajudaram a construir a tradição do futebol nordestino.

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal tenta adiar a votação do fim da escala 6×1, prevista para a próxima semana. Senadores bolsonaristas se reuniram, hoje, e decidiram pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a votação seja feita somente depois do resultado da eleição presidencial.

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que eles não se negam a discutir a jornada de trabalho no Brasil, mas que, neste momento, não é o ideal. Ele evitou dizer, no entanto, como o partido vai votar na proposta.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O deputado estadual eleito Vini Castello (PCdoB) participou, ontem, do ato realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em defesa da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A mobilização reuniu estudantes, professores, entidades do movimento estudantil e lideranças políticas no campus do Recife. Entre as principais bandeiras defendidas estavam a democracia, a valorização da educação pública e a garantia de investimentos nas universidades federais.

A presença de Vini no ato reforça uma trajetória política construída a partir da defesa de pautas sociais que também estão no centro do projeto político defendido por Lula. Durante a campanha para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, Vini apresentou compromissos relacionados à educação, saúde, cultura, saneamento, moradia, mobilidade e garantia de direitos para a população mais vulnerável.

Caruaru - Minha rua nova

Deputados estaduais e federais de direita, eleitos e reeleitos, se reuniram para alinhar estratégias e intensificar a mobilização em Pernambuco pela vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais.

Participaram do encontro: Clarissa Tércio (PL), Júnior Tércio (PL), Gilson Machado Neto (Podemos), Gilson Machado Filho (Podemos) e Renato Antunes (Novo), além de Abimael Santos (PL), Thiago Medina (PL) e Eduardo Moura (Novo), que participaram de forma on-line.

A reunião teve como foco a organização das bases e das regiões de atuação de cada liderança, com a definição de uma agenda permanente de mobilização. Isso inclui carreatas, adesivaços, encontros com lideranças e ações junto às bases eleitorais. “A ordem é uma só: trabalhar até o último minuto. Estamos do lado certo da força e vamos seguir mobilizados pela vitória de Flávio Bolsonaro”, destacou Gilson Machado Neto, deputado federal eleito com 156.754 votos.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O Sextou desta semana, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, traz a cantora e compositora Lu Carvalho, sobrinha da icônica sambista Beth Carvalho, que partiu em 2019. De passagem pelo Recife, Lu é a idealizadora do espetáculo “Beth 80 – Pelo Olhar de Lu Carvalho – A Sobrinha da Madrinha”, que conta a trajetória de Beth desde os seus primeiros sucessos.

Filha de Vânia Carvalho, de 87 anos, irmã de Beth, Lu guarda momentos inesquecíveis ao lado da intérprete de “Vou Festejar”, “Andança”, “Coisinha do Pai”, que hoje dão lugar à saudade. “Ela era engraçada, adorava uma piada e não se importava de ouvir a mesma história dez vezes. Gostava de estar perto da família, tinha suas manias e queria brincar até nos momentos mais difíceis”, disse Lu sobre a tia, em entrevista recente.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) orienta que mesárias e mesários que se abstiveram do trabalho durante a votação no primeiro turno das eleições, no último domingo, justifiquem a ausência até hoje à Justiça Eleitoral. Quem não apresentar a justificativa no prazo poderá ficar sujeito à multa e a outras consequências previstas na legislação.

A recomendação é procurar o cartório eleitoral o quanto antes e apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência, como atestado médico ou comprovante de emergência. O pedido deve explicar o motivo e ser apresentado ao juízo eleitoral responsável pela zona em que a pessoa foi convocada para atuar. As informações são do Blog da Folha.

A regra está prevista no artigo 124, parágrafo 4º, do Código Eleitoral. A convocação para trabalhar nas eleições é obrigatória, salvo em casos aceitos pela Justiça Eleitoral. A legislação prevê tratamento específico para quem abandona os trabalhos durante a votação sem apresentar justa causa. Nesses casos, a penalidade pode ser aplicada em dobro. A regra também consta do artigo 129, parágrafo 1º, da Resolução-TSE nº 23.659/2021.  

Palmares - Forró Mares 2026

O partido Novo, que teve Romeu Zema como candidato à Presidência no primeiro turno, declarou, hoje, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto na segunda etapa da disputa. O anúncio foi feito após uma reunião da cúpula do partido com o candidato do PL no QG da campanha de Flávio, em Brasília.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a sigla tomou a decisão para “tirar o PT e enfrentar os intocáveis” do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Ribeiro, participaram da reunião com Flávio nomes do partido, como Deltan Dallagnol (PR) e Marcel Van Hattem (RS). O Novo elegeu 10 deputados federais, 15 estaduais e três senadores.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo selfie, nas redes sociais, hoje, em que convoca apoiadores a irem às ruas para impedir o que chama de volta do “retrocesso” no país. As informações são do portal G1.

Após o resultado do último domingo (4), integrantes da campanha de Lula passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais. No primeiro turno, o petista teve 2,3 milhões de votos a menos que o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

“Bora, gente, pra rua, vamos conversar com as pessoas, você que gosta do Brasil, que gosta da educação, da democracia, que quer ter emprego de qualidade, continuar estudando e ver o Brasil crescer, que precisa melhorar de vida, bora pra rua”, pediu Lula. “Vamos ganhar estas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país, vamos lá gente, tá na hora”, prosseguiu o candidato do PT à reeleição.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Natural de Bodocó, no Sertão do Araripe, onde nasceu e cresceu, Erlanio Xavier (PDT) conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Com 127.715 votos, alcançou a 8ª maior votação entre os deputados federais eleitos pelo Maranhão. Foi no Maranhão que Erlanio iniciou e construiu sua trajetória política.

Ex-prefeito de Igarapé Grande e ex-presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), é apontado no meio político maranhense como um dos grandes articuladores do estado, reconhecido pela capacidade de diálogo, articulação e construção de alianças.

Agora, o filho de Bodocó chega a Brasília para exercer seu primeiro mandato de deputado federal, levando consigo suas raízes no Sertão do Araripe e uma trajetória política construída no Maranhão. De Bodocó para o Maranhão. Do Maranhão para Brasília.

Poder360

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, recebeu, ontem, na sede da Corte o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, e o delegado Denis de Carli. O encontro não foi registrado oficialmente na agenda do magistrado.

Moraes é suspeito de ter atuado de forma ilegal para orientar e proteger Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Um relatório da PF indicou que Vorcaro enviou 52 mensagens para o magistrado até o momento em que foi preso. Moraes respondia com textos e imagens de visualização única. Há uma série de documentos que indicam como foi o contato entre o magistrado e o ex-dono Master, que está preso sob suspeita de corrupção. O STF analisaria em 15 de setembro de 2026 se o ministro deveria ser investigado, mas acabou salvando o ministro por até 90 dias.

A segunda temporada do podcast Pod Rosa, roteirizado e apresentado pela jornalista e escritora pernambucana Kamila Nunes, estreou na última quinta-feira, abrindo a campanha do “Outubro Rosa”, mês de conscientização para a prevenção e combate ao câncer de mama. As gravações desta nova fase do programa foram realizadas na cidade do Rio de Janeiro, trazendo relatos de pacientes oncológicas conhecidas do grande público, como a apresentadora e repórter da GloboNews, Lílian Ribeiro. Os episódios estarão disponíveis a cada semana, no canal do YouTube e no Spotify.

“Eu decidi expandir os horizontes do Pod Rosa e voamos atrás de novas histórias. Minha conexão com Lílian, da Globo, é surpreendente, porque fomos diagnosticadas do mesmo ano e praticamente na mesma semana. As coincidências vão além da nossa profissão e da escolha diária de informar a população. É uma prova de que seja no Nordeste, Sudeste ou qualquer outra região do País, o câncer precisa ser desmistificado e é uma doença que deve estar na pauta das principais discussões como um caso de saúde extremamente relevante”, pontua Kamila.

Por Eduardo de Matos*

A eleição deixou uma lição que Pernambuco não pode ignorar, autonomia política não se confunde com adversarismo, e a divergência não transforma automaticamente ninguém em adversário.

Mesmo com a vinda de Lula a Pernambuco para pedir votos para João Campos, o eleitorado decidiu continuar votando em Lula e também em Raquel Lyra. O resultado foi inequívoco, o eleitor pernambucano não se orienta por uma lógica de propriedade partidária. O presidente recebeu votos de eleitores que apoiaram diferentes candidaturas na disputa estadual.

Voto não tem dono. Nenhum partido pode reivindicar a posse da vontade popular. Uma escolha eleitoral não apaga histórias, não rompe automaticamente alianças e não transforma antigos aliados em adversários.

É possível apoiar Lula e divergir do PSB. É possível ter votado em Raquel Lyra e continuar sendo eleitor de Lula. Também é possível ter uma história de décadas com um partido e, em determinado momento, seguir outro caminho sem apagar relações, trajetórias e lutas compartilhadas.

Mesmo ao se posicionar de forma neutra, Raquel Lyra, governadora eleita, age de maneira coerente com sua história, suas tradições, sua trajetória política e com aquilo que representa para seus eleitores. Essa neutralidade não significa afastamento nem negação de vínculos. Raquel já deu sinais de que admira, respeita e agradece ao presidente Lula. Os eleitores perceberam e compreenderam essa mensagem.

Isso é autonomia. E autonomia não deve ser interpretada como traição, deserção ou rompimento.

Há uma diferença decisiva entre não seguir determinado grupo e estar contra ele, entre escolher outro caminho e aderir ao campo adversário. Recusar essa distinção contribui para uma dinâmica de sectarismo político. Colocar todos os divergentes na mesma vala comum empobrece o debate, afasta aliados e dificulta a construção de maiorias.

Por isso, não parece adequado que qualquer liderança, seja A ou B, procure associar Raquel Lyra ao campo bolsonarista. Essa interpretação não corresponde aos fatos, desconsidera a trajetória da governadora e não encontra respaldo na percepção de seus eleitores. Raquel pode manter sua autonomia, reconhecer e respeitar o presidente Lula e, ainda assim, não se submeter a enquadramentos políticos definidos por terceiros.

O próprio resultado de Lula em Pernambuco demonstra que escolhas diferentes podem encontrar uma referência comum. Essa realidade deveria ser reconhecida por todas as forças políticas, especialmente por aquelas que procuram se apresentar como representantes exclusivas do lulismo no Estado.

Nenhuma força política deve tratar Lula como propriedade política ou reivindicar para si o monopólio da representação do lulismo em Pernambuco. O eleitor já demonstrou que pode continuar votando em Lula e, ao mesmo tempo, escolher outros caminhos na política estadual e municipal. A tentativa de falar em nome exclusivo do lulismo ignora essa diversidade e transforma uma preferência compartilhada em instrumento de tutela partidária.

Não se constrói maioria exigindo obediência, uniformidade ou submissão. Constrói-se maioria reconhecendo diferenças, respeitando trajetórias e sabendo conviver com quem não aceita seguir uma única orientação.

Os votos de Pernambuco não pertencem ao PSB, ao PSD, ao PT ou a qualquer outra legenda. Pertencem aos pernambucanos. Nenhum partido deve tratar o eleitor como patrimônio próprio, nem converter divergentes em adversários por conveniência eleitoral.

Pernambuco está acima de todos esses varejos políticos. O Estado não pode ser reduzido a disputas menores, tentativas de enquadramento ou movimentos para posicionar lideranças em campos previamente definidos. O que está em jogo é a capacidade de construir um projeto amplo, respeitando a autonomia de cada força e a inteligência do eleitor.

Por isso, é hora de superar a lógica do enquadramento e fortalecer a do diálogo e do respeito. Adversários eleitorais podem voltar a ser aliados, divergências podem ser superadas e antigos companheiros podem fazer escolhas diferentes sem se tornarem inimigos.

A eleição passou. As urnas falaram. Uma das mensagens parece clara: autonomia não pode virar adversarismo.

A transformação de todo divergente em adversário pode até favorecer uma disputa imediata, mas reduz pontes, limita a capacidade de diálogo e pode levar, na próxima eleição, à constatação de que ninguém é dono do lulismo, muito menos dos votos de Pernambuco.

*Empresário, doutor honoris causa em desenvolvimento Regional e observador histórico da política pernambucana