100 dias de solidão e sem picanha  

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os primeiros 100 dias do novo Governo Lula são simbólicos. Esta seria a crônica da paz e amor, regados a picanha e cerveja. Na alvorada do novo tempo dirão: ainda é muito cedo, são 7 horas da matina. Num dos clássicos da canção pop internacional dos anos 1960s e 1970s, Bob Dylan cantou: a resposta está soprando no vento, blowin’ in the wind.  Aqueles foram os anos dos sonhos psicodélicos e revolucionários. Os sonhos acabaram e os pesadelos continuam.

O governo da esquerda decretou luta feroz contra o Banco Central, contra o dólar, conta a Bolsa de Valores, contra o agronegócio e contra o fantasma de Bolsonaro. Somente não decretou guerra contra os lobos e as lobas do Centrão e os caboclos mamadores do Orçamento Secreto. Existe uma sentença histórica: os governos socialistas e de esquerda não esquecem jamais e não aprendem jamais. Até hoje esta sentença não foi revogada. E o Doutor Chuchu se mantém em stand-by.

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O Sextou de logo mais, às 18h, faz um tributo ao cantor e compositor Cauby Peixoto, apontado como o Elvis Presley brasileiro e classificado pelo crítico Nelson Motta como o único cantor tecnicamente perfeito do Brasil. O convidado é o jornalista carioca Rodrigo Faour, o maior especialista sobre os cantores da era do rádio no Brasil e autor do livro biográfico ‘Cauby Peixoto – Bastidores, 50 anos da voz e do mito’.

Autor também das biografias de Ângela Maria (A Eterna Cantora do Brasil), Dolores Duran (A Noite e as Canções de uma Mulher Fascinante), Claudette Soares (A Bossa Sexy e Romântica de Claudette Soares), além do livro “História Sexual da MPB”, lançado em 2006, pioneiro estudo de música e comportamento lançado no Brasil. Recentemente, lançou “História da Música Popular Brasileira Sem Preconceitos”, que está fazendo muito sucesso. Rodrigo Faour tem hoje um canal no Youtube que o leitor pode acompanhar no seguinte endereço: www.youtube.com/rodrigofaouroficial.

Mais um partido identificado com a direita e extrema direita, desta vez o Novo, anunciou apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições deste ano. O posicionamento foi divulgado hoje e, nos bastidores da política pernambucana, não chegou a causar surpresa.

Fontes ouvidas pelo Blog atribuem papel relevante ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) na construção dessa aproximação. Segundo interlocutores, Túlio tem atuado como o principal articuladores entre a governadora e partidos e lideranças do campo da direita e extrema direita.

Críticos da articulação avaliam que a aproximação tem caráter oportunista, diante das diferenças ideológicas entre os atores envolvidos. Já os defensores da estratégia sustentam que ela faz parte da construção de uma aliança eleitoral, onde vale tudo para a reeleição da governadora.

Pioneiro no Nordeste, líder em acessos em Pernambuco, este blog não tem se revelado apenas uma plataforma de sucesso no acompanhamento do crescimento das redes sociais. Continua sendo o que mais cresce em visitas diretas em sua página ano a ano, desde a sua criação há 20 anos, em abril de 2006.

Há pouco, recebi os números referentes ao primeiro semestre deste ano, com um desempenho expressivo na curva de ascensão, consolidando a sua posição entre os principais veículos de informação política do Nordeste e do País.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Uma pesquisa do Instituto Exata OP, encomendada pela campanha à reeleição da governadora Celina Leão (PP) mostra como a crise do Master/BRB produziu consideráveis estragos nos planos eleitorais de quem estava no poder. O estrago mais visível nem está na pesquisa: é a desistência do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de disputar, como pretendia, uma vaga para o Senado.

O segundo estrago visível também não está no levantamento: a crise afastou Ibaneis da sua vice-governadora, que assumiu o governo e agora disputa a reeleição. O que a pesquisa mostra é que o esforço de afastamento de Celina do caso não surtiu todos os efeitos que ela desejaria. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com a inscrição DF029994/20026. Então, seus números podem ser divulgados. Celina lidera o cenário de primeiro turno, com 23,4%.

O entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’, da próxima terça, em parceria com a Folha de Pernambuco, será o ex-governador do Piauí, Hugo Napoleão, que também já foi ministro e senador. Na pauta, o cenário nacional e o lançamento do seu novo livro autobiográfico, marcado para o próximo mês, “O Parnaíba Tem Feitiço (A Vida de um Piauiense)”.

A obra reúne memórias pessoais e políticas do autor, que construiu uma trajetória marcante na vida pública brasileira, narrando episódios de sua infância, formação e das décadas dedicadas ao serviço público.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para a disputa pelo Governo de Pernambuco, contratada pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), indica um cenário de empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

No principal cenário estimulado, Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 42%. Como a margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença de quatro pontos coloca os dois pré-candidatos em situação de empate técnico.

Palmares - 147 anos

Por Áureo Cisneiros*

Vivemos a era da informação. Nunca foi tão fácil acessar dados, comparar versões e verificar fatos. Ainda assim, a mentira continua encontrando espaço na política brasileira. A pergunta é inevitável: por quê?

Porque a mentira, muitas vezes, é mais simples, mais emocional e mais conveniente do que a verdade. Enquanto a verdade exige contexto, provas e reflexão, a mentira oferece respostas fáceis para problemas complexos, desperta emoções e alimenta expectativas que nem sempre podem ser cumpridas.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Nos bastidores da política pernambucana, um assunto tem chamado atenção e rendido tanto brincadeiras quanto avaliações mais sérias: a postura adotada pelo pré-candidato ao Senado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB).

Na disputa interna da federação, Miguel transformou uma discussão política em uma questão pessoal. Mesmo sem controlar o partido ou a própria federação, insiste em conduzir o processo como se sua vontade devesse prevalecer sobre a construção coletiva.

Camaragibe - Forró da Vila

Por Zé Américo Silva*

No interior do Nordeste existe uma expressão que resume o destino de quem foi atingido por um golpe do qual dificilmente escapará: jacu baleado. O bicho ainda voa, ainda bate as asas, ainda tenta convencer os outros de que está bem. Mas todos sabem que é apenas uma questão de tempo até cair.

A política brasileira acaba de ganhar sua própria revoada de jacus baleados.

O primeiro deles foi o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Na quarta-feira (8), anunciou sua despedida definitiva da vida política justamente quando o escândalo envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB alcançava seu momento de maior desgaste. A coincidência talvez seja apenas cronológica. Politicamente, porém, ela dificilmente poderia ser mais simbólica.

Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma bronca no ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por causa de um documento enviado à Câmara no qual o chanceler afirmava que havia risco de os Estados Unidos fazerem uma intervenção militar em território brasileiro.

Durante ligação telefônica, o petista disse que foi um erro o Itamaraty mandar um documento assinado pelo ministro em resposta a um requerimento do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). O congressista perguntava ao Ministério da Relações Exteriores as consequências de os EUA terem classificado como terroristas as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho. No início de junho, o Departamento de Estado dos EUA já havia negado publicamente a possibilidade de haver intervenção militar no Brasil.

Amargando o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), afirma que a virada já começou e aguarda o debate com o adversário, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o petista acusou o tucano de trair a centro-esquerda. “Quero muito encontrá-lo no debate”, disparou Elmano, que também falou dos desafios da segurança pública e do pós-Lula (PT).

Governador, as pesquisas têm colocado o seu adversário Ciro Gomes na liderança para o Governo do Ceará, algumas com mais de dez pontos percentuais à sua frente. Como reverter esse cenário para a sua reeleição?

Tem pesquisa em que eu estou na frente, tem pesquisa em que ele está na frente e tem pesquisa que é praticamente empate. Mas o que eu tenho percebido claramente é de que a mudança é muito grande no Estado do Ceará. Nós vamos chegar à época da convenção já à frente do nosso adversário.

Mas, desde março, Ciro vem pontuando sempre acima dos 40%. Não acha que é um voto consolidado?

Olha, eu vivi isso em 2022. Eu estava com 4% e meus adversários tinham 40% e 30% cada. E, quando terminou a eleição, eu tive 54% dos votos, o outro (Capitão Wagner, pelo União Brasil) tirou 31% e outro (Roberto Cláudio, pelo PDT) teve 14%. Então eu tenho muita convicção de que, nesse momento, o cidadão não está pensando em eleição. Quem está pensando em eleição são os políticos e aqueles que acompanham a política. Nós temos pesquisa dizendo que mais de 70% do povo não está nem pensando em eleição. Então ainda vai chegar o momento em que a população vai acompanhar, debater, discutir e comparar, e nós já temos pesquisas apontando uma situação muito diferente do que estávamos há 60 ou 80 dias. Elas apontam claramente uma vantagem nossa em relação à candidatura da oposição. Não tenho nenhuma dúvida, o nosso time nem entrou em campo ainda para conversar com o povo sobre aquilo que temos realizado. Muita gente sequer sabe. Quando isso vier à tona, nós vamos presenciar uma grande mudança nos dados das pesquisas que temos conhecido até aqui.

Ao que o senhor atribui essa liderança dele? Seria fadiga de material, já que seu grupo está no comando do Ceará há 20 anos?

Efetivamente, o pré-candidato da oposição tem muito recall. Ele tem um nome muito conhecido, já foi candidato a presidente do país por quatro vezes e foi bem votado no Estado do Ceará como candidato a presidente. Mas, na última, ele traiu um acordo realizado com o senador Cid Gomes (PSB) e com Camilo, e resolveu lançar outro candidato. Ele teve uma derrota fragorosa no Ceará. Movido pelo ódio, resolveu se abraçar com os bolsonaristas. Imagina o que pode dar num governo quando se junta ódio com ódio. Isso não vai dar certo, mas felizmente nós vamos derrotar esse projeto no Ceará mais uma vez, com o campo progressista de esquerda.

Ele então não teria mais para onde crescer?

Acho que a questão que mais limita a candidatura bolsonarista no Ceará é a avaliação que o povo cearense tem do que representou o governo Jair Bolsonaro (PL) para o estado. Tivemos obras paradas de escola que o governo federal não pagava, mesmo obrigado por convênio. Aqui não tem uma obra significativa do governo do ex-presidente Bolsonaro, não tem número de casas, não tem estrada em quatro anos, além da sua atuação na pandemia. E a aliança do Ciro Gomes com o bolsonarismo no Ceará, penso que acaba de vez a história de que Ciro era um homem do campo progressista. Penso que é muito vergonhoso vê-lo abraçado com pessoas que lutaram contra a vacina, contra o isolamento, que riram da cara do povo. E de quem ele fez as avaliações mais duras, seja do presidente Bolsonaro, do Flávio, dos filhos ou das suas esposas, e agora está abraçado e sendo candidato em uma aliança na qual o grupo bolsonarista é a maior força da aliança do Ciro Gomes.

Qual a estratégia que adotarão contra ele?

Vamos comparar, inclusive, os governos do PSDB com o que foram esses 20 anos do governo do campo progressista, com Cid Gomes, com Camilo Santana e comigo. Tenho a convicção de que o povo cearense pretende que a gente possa aperfeiçoar e melhorar as políticas, e que vai garantir essa continuidade que temos tido de transformar a educação do Ceará, a saúde pública. Os nossos governos foram os que mais criaram emprego. Meu opositor, quando governou, criou 40 mil empregos, o nosso governo já criou 172 mil empregos de carteira assinada, a diferença é muito grande. O povo vai saber fazer a comparação e avaliar o histórico de cada projeto e o que tem realizado para o povo cearense.

Mas a eleição de Fortaleza, há dois anos, foi decidida no segundo turno por 1% a favor do prefeito Evandro Leitão (PT) contra o deputado André Fernandes (PL). Aquilo não ligou um alerta?

Na eleição de Fortaleza, nós fomos para o segundo turno com o candidato bolsonarista disputando com o nosso candidato do PT. Nós não esperávamos que uma pessoa ou um grupo político em torno do Ciro Gomes tivesse a capacidade de trair e votar num candidato bolsonarista. Mas o Ciro teve essa coragem e essa incoerência inadmissível. O Ciro e sua turma foram votar no candidato bolsonarista, junto com o candidato semibolsonarista, que era o Capitão Wagner, e o Roberto Cláudio. Quando juntava os três grupos, dava 400 mil votos à nossa frente. Em 15 dias, o nosso time guerreiro foi para a rua reverter esses 400 mil votos para a candidatura da esquerda. E Evandro tem feito uma mudança muito importante para Fortaleza. Eu quero muito encontrá-los no debate, porque uma coisa é a conversa e outra coisa é o que de fato acontece.

A tese do senhor ser substituído pelo ex-governador e ex-ministro Camilo Santana (PT) é totalmente descartada?

Nós não estamos necessitando de mudança de nome nenhum, porque o nosso projeto é de muita entrega. Mesmo nas pesquisas que apresentaram o candidato da oposição à frente, a avaliação do nosso governo é amplamente positiva, de 58% a 62% de aprovação, com 45% de bom e ótimo, enquanto ruim ou péssimo ficou em torno de 15%. E, nesse momento, o que interessa mais são as intenções espontâneas. E em todas as pesquisas dá empate. À medida que forem acontecendo os debates, nós vamos ter a alteração e a manifestação real da população, e estamos muito confiantes na vitória.

Camilo então fica para o chamado pós-Lula?

Eu aprendi que é sempre bom ter humildade no coração. Nós temos uma eleição para acontecer em outubro, então vamos cuidar dessa eleição. É muito importante reeleger o presidente Lula, para o meu estado do Ceará, para o nosso povo, o Nordeste e para o Brasil. O pós-Lula nós vamos construir com muita tranquilidade. Eu aprendi que liderança não se constrói em gabinete nem na decisão de alguém. Liderança é esforço pessoal, é relacionamento com o povo, com as lideranças políticas. E, mais importante, candidatura a presidente, a governador ou a prefeito, são as circunstâncias do momento da decisão que definem. Nosso querido Camilo Santana é um homem muito maduro. Ele sabe que quem fica pensando muito nisso só tem uma certeza: de que não será (candidato). Então ele se concentra em trabalhar, em fazer o melhor pelo Brasil e pelo Ceará.

Mas ele pode ser presidenciável a partir de 2030?

Se ele vai ser ou não vai ser, a gente não sabe. Pode acontecer de ser. A gente tem que dar o melhor de si naquilo que está fazendo, e as circunstâncias do momento é que vão definir se a pessoa é ou não é candidato. E, não sendo, não tem problema. Pode ser outro companheiro ou outra companheira. O importante é que a gente tenha compromisso com um projeto e com as políticas que vão melhorando a vida do povo brasileiro e a vida do povo cearense. Eu estou governador, mas podia ser outro companheiro. O importante é que a gente garanta a melhoria da educação, da saúde, da segurança, do emprego. Estamos na política para isso, não para disputar cargos. Nós disputamos cargos para realizar essas políticas, e o Camilo é um mestre, é uma referência de como se comportar na vida pública e como trabalhar para fazer essas políticas acontecerem no dia a dia.

Qual será o maior desafio do Brasil para os próximos quatro anos?

A segurança pública é o maior desafio do país hoje. A presença das facções ocorre em todo o território nacional, e é por isso que eu entendo que precisamos da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública e da aprovação da Lei Antifacção. Precisamos avançar na integração das nossas forças para agir de maneira conjunta. A América inteira tem tido esse problema de facções atuando de maneira muito intensa, pelo grande volume financeiro com que atuam. Nós precisamos fazer um trabalho de enfrentamento nas ruas, mas também um trabalho de inteligência, de asfixiar financeiramente essas organizações. Somente no nosso governo, já houve o bloqueio de R$ 3,3 bilhões de facções atuando no Estado do Ceará, autorizado pelo Poder Judiciário. Então precisamos ter ainda mais instrumentos legais para fazer um enfrentamento da cúpula e do aspecto financeiro das organizações. Precisamos de uma colaboração institucional dos Três Poderes para que a gente possa fazer um enfrentamento vitorioso dessas facções no Brasil.

O governo foi muito criticado por extinguir o Ministério da Segurança Pública e depois mandar um plano de segurança ao Congresso Nacional. Acha que foi tardia a proposta?

O tempo que a PEC está lá demonstra a dificuldade que temos no tema. Eu sou favorável que o governo tivesse, inclusive, um Ministério da Segurança Pública. Há muito tempo defendo que precisa haver uma separação do Ministério da Justiça e do Ministério da Segurança Pública, e, evidentemente, todos os entes federados, estados e a União, retardamos para estruturar as nossas polícias, as nossas forças no enfrentamento dessas facções. Fomos reestruturando, e não tínhamos também um aspecto legal. Agora que temos, é fazer o trabalho para enfrentar essas organizações efetivamente. O tempo foi aquém do que era necessário, isso eu tenho que concordar, mas estamos trabalhando intensamente para enfrentar essa dificuldade.

Quais foram os resultados no Ceará?

Temos feito um trabalho muito intenso. Nós apresentamos uma redução de 40% de homicídios e demais crimes violentos intencionais. E também redução da ordem de 50% de crimes violentos patrimoniais, o roubo. Isso fez com que o Ceará pudesse, no ano passado ainda, ter uma redução de quase 8% dos homicídios. Nesse primeiro semestre, já podemos dizer que o Ceará está fora dos dez estados mais violentos, estamos hoje em 11º. E Fortaleza, que era a quarta cidade mais violenta do país, passou para 18ª. Isso é fruto de mais de cinco mil homens e mulheres contratados para a Polícia Civil e a Polícia Militar, um aumento de 800% no trabalho da área de inteligência, de reestruturação de todas as forças.

Em Pernambuco, o ex-prefeito João Campos (PSB) brigou para ser o palanque único de Lula. Isso acontecerá com o senhor no Ceará? O quão Lula ainda é importante, principalmente nos estados do Nordeste?

Acho que são realidades muito distintas, cada estado tem uma realidade muito específica, mas eu considero muito importante a identidade política com o presidente Lula. Mas considero que o fator fundamental para quem é governador é a avaliação que a população tem do governo, das entregas que fizemos. Isso vai nos permitir ter uma vitória eleitoral muito significativa do nosso projeto no estado do Ceará, e tudo isso só é possível graças também à colaboração com o governo do presidente Lula. Tenho certeza de que o povo vai avaliar que é melhor ter um governador de mãos dadas com o presidente Lula, para fazer tanto quanto nós estamos fazendo ou mais, do que ter alguém que vai querer ficar brigando e brigando, e que a entrega reduz muito. Então a nossa convicção é de que o nosso povo vai fazer a escolha para que esse projeto possa acelerar, dar salto de qualidade para poder melhorar ainda mais a vida do povo cearense.

A recente escalada de ataques de aliados do governo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acendeu o alerta entre lideranças governistas e dirigentes do PT. A preocupação aumentou após o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmar, na última terça-feira, que Alcolumbre seria considerado um “inimigo” caso não desse andamento à PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

A declaração de Uczai caiu mal no Senado e foi classificada nos bastidores como “descabida” por lideranças do Planalto, que se apressaram para pontuar que a fala não representa as bancadas petista e governista no Congresso. As informações são do portal Metrópoles.

Ministros que tentam restabelecer as pontes entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado também viram a provocação como um “exagero” que prejudica as negociações com o parlamentar amapaense.

A relação entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se deteriorou após a indicação e a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). De lá para cá, os dois participaram de poucos encontros e mantiveram escassas interações, cenário que, segundo interlocutores, contribuiu para travar o avanço de pautas prioritárias do governo, entre elas a PEC da escala 6×1. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.