FMO janeiro 2020

20/09


2006

Mendonça: "Tentam enganar a população"

As suspeitas de que o esquema dos vampiros teria alcançado também a gestão Jarbas Vasconcelos/ Mendonça Filho, feitas pela bancada da coligação Melhor pra Pernambuco que apóia o postulante Humberto Costa (PT), foram rebatidas, ontem, pelo governador-candidato Mendonça Filho (PFL). Segundo ele, os adversários tentam desviar os holofotes. “O que aconteceu foi desespero (acusar a gestão do ex-secretário da Saúde Guilherme Robalinho). É querer produzir fato em cima de fatos que não têm nenhuma sustentação. Não tem nenhuma evidência concreta quanto a isso. Não sou policial militar, não sou policial civil, nem membro da Polícia Federal (PF). O que sei é que a PF indiciou o candidato do PT, com base na apuração dos fatos. Tentar incriminar uma pessoa (Robalinho), por conta de um investimento futuro, é pensar que a população é boba. Houve uma tentativa de enganar a população, dissuadir e caminhar numa nova direção, tendo em vista o prenúncio da posição do MP, de formalização de uma denúncia em cima do candidato do PT”, avaliou.

 

Após ter afirmado que Humberto Costa seria “uma pessoa cínica”, o ex-governador e candidato ao Senado Jarbas Vasconcelos (PMDB) voltou a atacar. “Ele estava postulando o segundo lugar. Agora não é segundo lugar em nenhuma pesquisa. A PF disse que existiam duas quadrilhas. Uma comandada por Delúbio (Soares) e outra por Luiz Cláudio, para arrecadar dinheiro para o PT. Quem levou Luiz Cláudio? Doutor Humberto Costa. Ele não pode dizer que é uma tramóia, que é vítima da oposição. É uma afronta à opinião pública. Uma pessoa indiciada ficar agressiva, na vanguarda... Daqui a pouco sou eu que vai dar explicações à opinião pública de Pernambuco. Por que ele bota a culpa na gente?”, ressaltou.

 

O peemedebista classificou o episódio do dossiê contra os postulantes tucanos Geraldo Alckmin e José Serra como “gravíssimo”, mas descartou a possibilidade de uma intervenção contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Há uma grave denúncia nacional, é uma coisa grave, gravíssima. Não é hipótese de impeachment, mas é de aprofundar e saber quem mandou, quem pagou e de onde veio o dinheiro”, opinou.

 

Faltando apenas 11 dias para as eleições, Mendonça Filho já acelera o ritmo de campanha. Ontem, o pefelista, em agenda administrativa, foi a três eventos e participou de seis atos políticos. “Natural que na reta final de campanha se intensifique o contato com a população. Eu tenho que compatibilizar estes dois papéis (governador e candidato). Eu cumpri e tenho cumprido muito bem esta função na RMR e no Interior”, afirmou. Informações da Agência Nordeste.


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Comentários

Severino Isidoro Fernandes Guedes

Esse Roubalinho tem que ser investigado mesmo. No tempo dele era um empreguismo danado na Secretaria da Saúde (através das prestadoras de serviço) e ninguém nunca investigou nada.


Prefeitura de Jaboatão

20/09


2006

Deputados da Aliança dão o troco a oposicionistas

Deputados que integram a União por Pernambuco reagiram com rispidez à notícia do pedido de investigação enviado ontem ao Ministério Público, pelos deputados ligados ao candidato ao Governo do Estado, Humberto Costa (PT), sobre uma suposta ligação do Governo Jarbas com a “Máfia dos Vampiros”, com a citação do ex-secretário de Saúde, Guilherme Robalinho, no mesmo inquérito no qual Humberto foi indiciado. “Acho que é uma manobra que estão tentando fazer para envolver um ex-auxiliar de Jarbas, no Governo, para ver se isso tem alguma repercussão negativa. Mas não terá”, disse o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Romário Dias (PFL).

 

Segundo o pefelista, entre os mais de 20 parlamentares com os quais manteve contato ontem sobre o assunto, houve unanimidade na opinião de lisura de Guilherme Robalinho. “Não existe nada que prove que o ex-secretário tenha tido envolvimento com alguma coisa. Logicamente que existe o sistema de apuração. A informação que temos é que houve uma citação do nome dele, mas não que houvesse envolvimento. Tenho Robalinho como um homem sério e correto, até que se prove o contrário. Lamento muito tanto denuncismo, num período eleitoral quando deveríamos estar discutindo propostas”, enfatizou.

 

Para o deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS, a coligação Melhor para Pernambuco está tentando desviar o foco das atenções. “Isto é uma prova de desespero de quem não se livra de escândalos sucessivos e do indiciamento dos seus militantes. No plano nacional eles apelaram para a compra de um dossiê, através de um assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva. Aqui, pelo menos eles deram a cara. Entretanto, a Polícia Federal e o Ministério Público já investigaram e não viu nada de estranho. O Governo Federal e o PT nacional foram para a bandidagem. Precisam agora justificar de onde saiu o dinheiro da compra deste dossiê”, acusou. Informações da Agência Nordeste.

 

 


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Cabo de Santo Agostinho

20/09


2006

E a quadrilha continua no poder

''Como diria Nelson Rodrigues, alguém que retornasse ao Brasil, depois de anos alheio ao noticiário, poderia tomar um susto fatal ao saber que o presidente do seu País, Luiz Inácio Lula da Silva, montara a dedo uma quadrilha para assaltar os cofres públicos. E que a bandalheira havia sido descoberta em face das trapalhadas da velhacaria, à frente o chefe da Nação.

Mais intrigado ainda ficaria o brasileiro ao descobrir que o único dos vivaldinos ainda não processado é  exatamente o chefe. Por uma dessas aberrações da natureza, Lula não viu nada. Não ouviu nada. Portanto, não sabe de nada. Todos os seus comparsas, do chefe da segurança aos dois mais notórios ministros estão sendo processados. Um deles já foi cassado por corrupção. O outro está comprando um mandato de olho na imunidade'', alerta o jornalista José Tomaz Filho, em artigo que acabo de postar em Opinião. Boa leitura!


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Prefeitura de Serra Talhada

20/09


2006

Eduardo não quer mais brigas, só propostas

Depois de ter entrado na polarização com o governador-candidato Mendonça Filho (PFL) sobre a privatização da Celpe, o postulante Eduardo Campos (PSB) está evitando participar de discussões que envolvem seus adversários nessa reta final de campanha. Durante caminhada realizada, ontem, no Curado II, o socialista direcionou seu discurso para as propostas de Governo e enfatizou a ligação que mantém com o presidente Lula (PT). “Nós não vamos agredir ninguém. Daqui pra frente, é só paz, amor e vitória”, disse, fazendo uma alusão ao slogan de campanha que o petista Lula utilizou na eleição passada.

 

Eduardo Campos não quis comentar sobre a denúncia que os 11 deputados petistas apresentaram contra o ex-secretário da Saúde, Guilherme Robalinho, numa suposta ligação do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Mendonça Filho na “Máfia dos Vampiros”, mas não deixou de alfinetar sutilmente o pefelista. “Sentimos que muita gente estava intranqüila com o resultado das pesquisas e começava uma fase de pancadaria. Quem vai ganhar não precisa estar de cabeça quente falando mal dos outros”, instigou. A última pesquisa Opine, divulgada pela reportagem, revelou que Mendonça caiu de 39,8% para 37,9% e Eduardo Campos com 21,6% apareceu na frente de Humberto Costa com 20,6%.

 

O socialista fez questão de dizer que ele sempre realizou uma “campanha limpa”. “Tudo o que a gente propôs, a gente disse quanto custava e de onde viria o dinheiro”, disse, creditando às suas “propostas concretas” o crescimento de sua candidatura. Infornações da Agência Nordeste.   

 

 

 


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Comentários

Severino Isidoro Fernandes Guedes

Quem não gosta de limpeza com dinheiro público é o senhor Jarbas e seu filhotinnho Mendonça que nunca explicaram suas ligações com a Nordeste Segurança de Valores e com a Queiroz Galvão. Explica Jarbas! Explica filhotinho!

paulo

Ele nao gosta de limpeza é com o dinheiro publico, que o diga os precatorios.

Alexandre Kennedy Torres

PARABÉNS EDUARDO!!!!

Flavio Campos Neto

Propostas para colocar nossa gente em primeiro lugar, isso É com Eduardo. http://www.youtube.com/profile_videos?user=adolfooooo <-- é so comprovar Eu gostaria da perguntar ao signatário desse blog porque ele so divulga as enquetes do site quando Mendoncinha está na frente ?



20/09


2006

Para Suassuna, hoje é o seu "dia D" de sanguessuga

O senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator do processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), declarou nessa terça-feira que  não recomendará pena alternativa (uma censura escrita ou a suspensão temporária do mandato)  para o ex-líder peemedebista. ''Diante dos fatos, ou é absolvição ou cassação'', afirmou o senador, que deve apresentar hoje ao Conselho de Ética do Senado o seu parecer.

Ontem (19), ele recebeu a defesa de Suassuna em relação às informações prestadas por sua ex-chefe de gabinete Mônica Mucury Teixeira de que falsificava a assinatura do senador com o seu consentimento. As informações de Mônica constam da documentação que a Corregedoria do Senado enviou ao Conselho. Jefferson disse que examinaria as considerações de Suassuna e que manteria a apresentação de seu relatório para esta quarta.

O relator admitiu que a contestação de Suassuna pode até ser satisfatória ou mesmo neutralizar o depoimento de Mônica, mas lembrou que os documentos enviados pela Corregedoria agravam a situação do ex-líder do PMDB. ''Já estou nas considerações finais do relatório e até posso mudá-lo. A parte técnica do relatório, relativa a enquadramentos, está sendo feita pela minha assessoria, mas a parte conclusiva, o voto final, será redigido por meu próprio punho'', afirmou.

Jefferson Péres fez questão de dizer que trabalhou no processo sem nenhuma predisposição pela condenação ou pela absolvição do senador. Ele ressaltou que procurou agir como um magistrado, o que lhe exigiu grande esforço mental, pois, conforme explicou, ''o político é, por definição, uma pessoa engajada, que tem dificuldade de agir com isenção''.

A votação do relatório está marcada para as 10h. No entanto, o relator acredita que poderá haver pedido de vista ao texto, o que deve adiar a votação. Outra dificuldade para a votação do relatório é a falta de quorum.

O senador Ney Suassuna foi denunciado pela CPI dos Sanguessugas por apresentar emendas favorecendo a máfia das ambulâncias, da qual seu ex-assessor parlamentar Marcelo Cardoso Carvalho teria recebido propina. Informações do Congresso em Foco.


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

20/09


2006

Dossiê: confirmado o envolvimento do PT

O empresário petista Valdebran Carlos Padilha da Silva afirmou ontem --à Polícia Federal, em Cuiabá-- ter recebido R$ 1 milhão de Gedimar Pereira Passos, que trabalhava na campanha do presidente Lula.

A quantia era uma garantia de pagamento pelos documentos que seriam enviados ao PT por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. A informação foi repassada pelo advogado Luiz Antônio Lourenço da Silva, que defende Valdebran. O advogado, porém, apresentou anteriormente outras duas versões. O depoimento está em sigilo, disse a PF.

Entre os documentos que seriam vendidos por Vedoin está um dossiê contra o candidato tucano a governador de São Paulo, José Serra. Trata-se de um vídeo, um DVD e fotos que mostram Serra na entrega de ambulâncias da máfia dos sanguessugas em 2001, quando ele era ministro da Saúde.

O dossiê foi apreendido no aeroporto de Cuiabá na quinta-feira passada com Paulo Roberto Trevisan, tio de Vedoin. Trevisan embarcava para São Paulo e seria recebido por Gedimar e Valdebran.

A PF apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão com os dois. Desse total, ao menos R$ 1 milhão já estava em poder de Valdebran.

"[A quantia de ] R$ 1 milhão passou pelas mãos do meu cliente [Valdebran] como certeza de que o resto do dinheiro viria para entrega de documentos futuros", disse o advogado.

"Ele [Valdebran] foi lá em São Paulo para se certificar", disse o advogado, "de que havia dinheiro para ser entregue ao portador dos documentos. Era Paulo [Trevisan] que iria receber o dinheiro".

Em uma versão anterior, o advogado disse que Vedoin pediu a Valdebran "para buscar o dinheiro".

Depois, corrigiu a informação: "Ele não iria pegar dinheiro; iria acompanhar a análise de documentos que primeiro seriam protocolados na Justiça e depois seriam entregues a uma pessoa do PT".

Na última versão, o advogado confirmou que Valdebran recebeu R$ 1 milhão, porém como garantia. Disse que os documentos realmente iriam para o PT, mas que seu cliente não soube informar para qual diretório, se nacional ou estadual.

Ainda conforme o advogado, Valdebran, filiado ao PT de Mato Grosso, é amigo de Vedoin e foi a São Paulo a pedido dele, e não por solicitação do partido. As informações são da Folha de S. Paulo.


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Banco de Alimentos

20/09


2006

Dossiê: TSE diz que vai investigar com isenção

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, disse, ontem, que o tribunal vai investigar "sem atropelos" e de forma isenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e os suspeitos de envolvimento no dossiê contra candidatos tucanos.

"Não cabe atuar com açodamento, temos que ter um julgamento, e não um justiciamento", afirmou. O presidente do TSE confirmou que, se as investigações comprovarem que houve abuso do poder econômico, de autoridade ou dos meios de comunicação de massa para a compra do dossiê, o presidente pode ter o mandato cassado caso seja reeleito.

"Com a procedência da representação por abuso, se chega à cassação do registro se julgada procedente a representação", disse.

Marco Aurélio disse que as instituições brasileiras funcionam "com absoluta segurança" para garantir neutralidade às investigações. "Os órgãos não estão engajados nesta ou naquela candidatura. Não cabe celeridade ou atropelo. Temos que viabilizar o direito de defesa e colher provas", afirmou.

O presidente do TSE rebateu as acusações de que já teria antecipado o seu julgamento contra o presidente Lula ao criticar a compra do dossiê. "Eu não disse que o presidente pode ser condenado ou ter o registro cassado. Será que com 28 anos de ofício jurídico eu me precipitaria quanto a uma conclusão sobre um processo que ainda está embrionário?", questionou.

O TSE decidiu nesta terça-feira abrir investigação judicial eleitoral contra o presidente Lula e os suspeitos de envolvimento no dossiê contra candidatos tucanos. O corregedor-geral do TSE, César Asfor Rocha, acatou o pedido protocolado no tribunal pela coligação PSDB-PFL para a apuração das denúncias de que o dossiê seria vendido ao PT como forma de prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin, candidatos tucanos ao governo de São Paulo e à Presidência da República, respectivamente.

Além do presidente Lula, o TSE vai investigar o envolvimento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, na denúncia. A investigação também se estende aos dois envolvidos na compra do dossiê, Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha da Silva, além do assessor especial da Presidência, Freud Godoy --apontado por Gedimar como o mandante da compra do dossiê.

Valdebran e Gedimar foram detidos pela Polícia Federal na sexta-feira em um hotel em São Paulo sob a acusação de tentativa de compra de um dossiê com denúncias contra Serra e Alckmin. Com eles, a PF apreendeu R$ 1,7 milhão.As informações são da Folha Online.


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O Jornal do Poder

20/09


2006

Lula sugere que oposição quer melar jogo eleitoral

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ontem, em Nova York, que para se chegar aos responsáveis pela fabricação de um dossiê contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, é preciso considerar ''a quem interessa melar o processo eleitoral''.

''Primeiro, nós temos que levar em conta a quem interessa nessas alturas do campeonato melar o processo eleitoral no Brasil. Eu já participei de muitas campanhas, já perdi eleições e estive em situações altamente desfavoráveis e em nenhum momento usei nenhum tipo de denúncia contra qualquer candidato, mesmo quando havia gente achando que deveria fazê-lo. Não fiz'', disse o presidente, depois de participar da sessão de abertura da Assembléia Geral da ONU.

Em seguida, o presidente comparou a situação atual ao episódio, de 1989, em que o goleiro chileno Roberto Rojas simulou ter sido atingido por um rojão lançado das arquibancadas do Marcacanã durante um jogo decisivo entre Brasil e Chile pelas eliminatórias da Copa de 90.

''Eu de vez em quando fico vendo as notícias, fico lembrando de um goleiro chileno que uma vez numa disputa de uma final com o Brasil finge que está machucado para tentar melar o jogo. Graças a Deus as investigações descobriram que ele estava fingindo.''

O presidente fez as declarações durante uma breve entrevista à imprensa brasileira na saída de um encontro que contou com presença do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e do presidente da França, Jacques Chirac. A reunião tratou do projeto francês de implantar uma taxa sobre vôos internacionais para angariar verbas para a compra de remédios destinados a países em desenvolvimento.

Lula viajou para Nova York dias depois de estourar o escândalo em que o ex-assessor especial da Secretaria Particular da Presidência Freud Godoy foi acusado de negociar a compra de um dossiê acusando o candidato do PSDB ao governo de SP José Serra de participar do esquema de superfaturamento de ambulâncias na época em que o tucano era ministro da Saúde. As informações säo da Folha Online.


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Potencial Pesquisa & Informação

20/09


2006

Diretor do Banco do Brasil teria produzido dossiê

Diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil e integrante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Expedito Afonso Veloso, teria sido o responsável pela confecção do dossiê com denúncias contra o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra. Veloso teria também negociado, em Cuaibá, a entrevista concedida pela família Vedoin na última edição da revista IstoÉ, acusando Serra e seu sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri, de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

As informações, baseadas em apuração do Blog do Noblat, foram publicadas hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo. Segundo a reportagem, foi Expedito quem reuniu, pessoalmente, os documentos que os Vedoin entregariam à Justiça como parte do dossiê.

Expedito teria feito as revelações a um amigo, que as repassou à reportagem, na quinta-feira passada - um dia antes das prisões dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha em São Paulo, com cerca de R$ 1,7 milhão para, segundo eles, pagar Luiz e Darci Vedoin pelo dossiê e pela entrevista.

Ainda de acordo com o Estado, Valdebran confirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o dinheiro era do PT e uma pessoa chamada Expedito seria o chefe de toda a operação. Expedito Afonso Veloso é filiado ao PT e entrou em férias no último dia 29, supostamente para colaborar com a campanha de Lula. As informações são do portal Terra.


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20/09


2006

Ex-assessor de Lula envolvido recebeu dinheiro de Valério

Ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy recebeu em 2003, por meio de empresa de sua família, R$ 98,5 mil da agência de publicidade SPM&B, do empresário Marcos Valério - apontado como principal operador do esquema do mensalão.

Godoy, que teve ontem o pedido de prisão negado pela Justiça Federal, é acusado de envolvimento nas negociações para a compra do dossiê com denúncias contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, e outros tucanos. Amigo pessoal de Lula, o ex-assessor negou, em depoimento à PF, ter envolvimento no caso. Ele se exonerou do cargo de assessor especial da Secretaria Particular da Presidência ontem, por conta das acusações.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o repasse, em favor da empresa Caso Comércio e Serviços, consta da contabilidade da SMP&B entregue pelo próprio Valério à CPI dos Correios - dentro das investigações de suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo federal. A empresa de Godoy prestou serviços à campanha de Lula em 2002.

As evidências reunidas pela CPI dos Correios também mostram repasses para Freud, no valor de 22,8 mil, feitos pela empresa Duda Mendonça e Associados Ltda entre setembro e novembro de 2004. Duda é um dos pivôs do escândalo de caixa dois envolvendo o PT, por admitir ter recebido dinheiro em um paraíso fiscal no exterior. O período dos pagamentos, feitos a outra empresa de Freud (a Caso Sistemas de Segurança Ltda., registrada em nome da mulher e do cunhado), coincide com a última eleição municipal.

O repasse da SMP&B para Freud foi realizado 20 dias após a posse de Lula e está registrado na contabilidade como referente à execução de serviços de ''ass. (possivelmente assessoria) geral reestruturação adm (possivelmente administrativa)''. O ex-assessor de Lula trabalha na área de segurança e declarou à Receita Federal que o ramo principal de atuação da Caso Comércio e Serviços é o comércio varejista. Procurado, o advogado de Marcos Valério declarou que o repasse seria referente às despesas de algum evento.

No caso do ''dossiê Serra'', o PT é acusado de estar por trás das negociações para adquirir as informações da família Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. O conjunto de documentos teria informações vinculando Serra e outros tucanos ao esquema de venda superfaturada de ambulâncias, por meio de emendas parlamentares direcionadas.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a fundação Unitrabalho, que tem entre seus colaboradores o amigo pessoal de Lula Jorge Lorenzetti, recebeu 21 vezes mais recursos federais durante o atual governo do que durante os sete anos de atividade na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De 1996 a 2002, a fundação recebeu R$ 840,5 mil. As informações são do portal Terra.


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