Uma declaração forte do movimento LGBTQIA+ em Petrolina marcou o 7º Encontro da comunidade realizado neste domingo (27). Durante o evento, Raquel Lyra foi chamada de “covarde” e acusada de abandonar os movimentos LGBTQIA+ e as mulheres.
O protesto ganhou ainda mais força diante da repercussão do episódio envolvendo a declaração da governadora sobre laqueaduras, especialmente a frase “mas faz sem ela saber”, que provocou críticas de movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres.
Leia maisO recado foi dado um dia depois da passagem de Raquel Lyra por Petrolina. A governadora permaneceu poucas horas na cidade, em uma agenda marcada por manifestações e críticas de setores da sociedade.
Durante o encontro, a organizadora do evento Alzyr Saadher, da ONG Cores de Petrolina, afirmou que a governadora nunca procurou ouvir as demandas por direitos da população LGBTQIA+. “Nunca nos recebeu. Eu desafio você, Raquel Lyra, a receber o movimento LGBT no seu palácio, na sua sala”, disse.
“A gente precisa que o Centro Estadual de Combate à LGBTfobia seja reestruturado e espalhado em todas as regiões do Estado. Um centro de combate à homofobia que não tem nem telefone. É um absurdo. A gente precisa que a saúde LGBT chegue no sertão, chegue em Petrolina para a nossa população, principalmente para a população trans, Raquel Lyra. Esse é o nosso recado, é o recado de Petrolina”, continuou.
A cobrança foi direta: que a governadora conheça de perto a realidade de Petrolina, circule pela cidade, dialogue com a sociedade e enfrente os questionamentos da população. O protesto da comunidade LGBTQIA+ transformou o sétimo encontro em um dos principais atos de cobrança política contra Raquel Lyra realizados em Petrolina.
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