Se o leitor não conseguiu assistir à exibição ao vivo do podcast Direto de Brasília com o cientista político Antonio Lavareda, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin para explorar uma das principais propostas econômicas de Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno, o corte de quase R$ 200 bilhões do Orçamento federal. Em vídeo divulgado nesta terça-feira nas redes sociais do petista, Alckmin questiona quais despesas seriam atingidas pela medida e recorre ao exemplo da Argentina, governada por Javier Milei, para comparar as propostas econômicas do adversário com as políticas de ajuste fiscal adotadas no país vizinho.
A equipe do candidato do PL estuda um ajuste equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro ano de um eventual governo, cerca de R$ 200 bilhões. Coordenadora da agenda econômica, a ex-presidente da Caixa Daniella Marques defende rever o arcabouço fiscal, a âncora criada pelo governo Lula, e trocá-lo por uma regra que leve em conta a trajetória da dívida pública. A campanha também fala em reduzir supersalários, cargos comissionados e ministérios, e em envolver os outros Poderes no esforço fiscal. Não h[a detalhes ainda, porém, de onde sairia a economia para sustentar o ajuste já no início da gestão. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA gravação aposta em um formato mais informal. Enquanto passa um café, Alckmin enumera medidas de austeridade adotadas no país vizinho, como mudanças nas políticas de reajuste de aposentadorias, restrições ao seguro-desemprego e redução de programas de distribuição gratuita de medicamentos. O vice-presidente faz referência a declarações de integrantes da equipe econômica de Flávio, que já defenderam a adoção de medidas semelhantes às implementadas na Argentina, embora o senador negue a intenção de cortar benefícios sociais.
— Flávio Bolsonaro disse que pretende cortar quase R$ 200 bilhões do Orçamento. A pergunta que ele nunca responde é de onde pretende cortar esse dinheiro. A equipe econômica dele já disse que quer copiar as políticas adotadas na Argentina — afirma Alckmin.
A estratégia da campanha petista é colocar em dúvida a viabilidade do ajuste fiscal anunciado por Flávio sem mudanças em despesas que atingem diretamente a população. No vídeo, Alckmin busca associar a proposta do adversário à perda de direitos e de benefícios.
— Apesar de prometer esse tesouraço e dizer que a Argentina é o modelo a ser seguido, Flávio jura de pé junto que não pretende cortar benefícios sociais. E é por isso que a conta não fecha de jeito nenhum — diz o vice-presidente.
Alckmin também endurece o discurso contra o adversário e menciona episódios envolvendo o Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro, o caso das rachadinhas e a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 para questionar a credibilidade das promessas feitas pelo candidato do PL.
— Ou ele está mentindo para você, eleitor, e não vai fazer corte nenhum, ou ele está escondendo quem vai perder com esse corte — afirma.
A nova ofensiva ocorre após a campanha petista sofrer um revés na Justiça Eleitoral ao abordar o mesmo tema. No início do mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de uma propaganda que associava os cortes defendidos por Flávio à redução de recursos de programas como Farmácia Popular, Pé-de-Meia e Minha Casa, Minha Vida. A decisão apontou falta de elementos que sustentassem a atribuição dessas intenções ao candidato.
Desta vez, a campanha concentra o ataque na cobrança por detalhes sobre o ajuste fiscal e utiliza a experiência argentina como referência para questionar as consequências da proposta. Flávio tem defendido a necessidade de reduzir despesas públicas, mas nega que o plano envolva cortes em benefícios sociais.
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A quatro dias do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antonio Lavareda é o convidado do podcast Direto de Brasília de daqui a pouco. Um dos mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais do país, Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a disputa, além de analisar os levantamentos realizados pelos principais institutos nacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou, nesta terça-feira (20), de uma reunião fechada com cerca de 300 influenciadores de direita, em São Paulo. Durante o encontro, o influenciador e empresário Pablo Marçal orientou os participantes a evitar assuntos relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas ao presidente Lula (PT), além de defender que os apoiadores explorem o medo dos eleitores na reta final da campanha.
A reunião foi realizada no Plataforma Arena e contou com a presença de nomes como o empresário Renato Cariani e o ator Arthur Aguiar. Flávio gravou vídeos com os influenciadores presentes. As informações são do g1.
Leia maisMarçal entrou na campanha de Flávio ainda no turno. Ele foi responsável pela preparação do candidato do PL para o debate presidencial da Band e tem auxiliado em outras áreas da campanha.
Durante a reunião, Marçal defendeu que os influenciadores explorem emoções como esperança, prazer e medo para conquistar o eleitorado. Segundo ele, o resultado da eleição depende da capacidade de provocar reações emocionais nos eleitores.
“Nós vamos vender algo, vender uma ideia, em alguns, vender uma esperança, em outros, vender a prosperidade que gera prazer, mas tem que vender o medo. Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo”, afirmou Marçal.
O influenciador disse ainda que o segredo da eleição está no aspecto emocional e comparou as estratégias de comunicação dos dois campos políticos.
“O PT é melhor que a gente, vende uma ideia pela esperança ou pelo prazer, se não der conta por esses dois, vende pela dor”, declarou.
Marçal também defendeu que os influenciadores evitem ataques diretos ao presidente Lula (PT) e deixem de reagir às críticas da campanha adversária.
“Nós não vamos tocar negativamente no nome do Lula. E eles vão ficar tipo: o que aconteceu?”, disse.
O empresário orientou os participantes a produzir conteúdos capazes de pautar o debate nas redes sociais, em vez de se limitarem a responder aos ataques dos adversários.
“Não pode ficar na defesa, na pauta da esquerda. Nós vamos só plantar daqui para frente, vocês estão entendendo? […] Você não precisa tentar defender nada. A cada segundo vai aparecer a resposta”, declarou.
Marçal afirmou que, nos últimos quatro dias de campanha, os apoiadores devem concentrar esforços na produção de conteúdos para ampliar o alcance de Flávio nas redes sociais e conquistar eleitores indecisos. Ele anunciou uma estratégia de “ataques coordenados” e uma transmissão ao vivo com a participação de influenciadores, prevista para quinta-feira (22).
“Depois de amanhã vai ter a superlive. Todos vocês, os influenciadores, estão convidados para participar”, acrescentou.
“Nós vamos fazer, então, nesses quatro dias, nós vamos fazer ataques coordenados”, afirmou.
Marçal também anunciou uma mobilização digital com a participação de artistas e influenciadores para ampliar o alcance da campanha do senador.
“Nós vamos soltar uma onda. Essa onda vai vir dos artistas e dos influenciadores”, afirmou.
Segundo ele, o jogador Neymar e o cantor Gusttavo Lima devem gravar conteúdos de apoio a Flávio.
“Neymar vai gravar, Gustavo Lima vai gravar, vai todo mundo”, disse Marçal.
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No podcast Direto de Brasília de daqui a pouco, a apenas quatro dias do confronto final entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o cientista político Antonio Lavareda fará prognósticos e avaliações sobre a eleição presidencial em segundo turno. Um dos melhores e mais conhecidos especialistas em pesquisas eleitorais, Lavareda também fará uma análise dos levantamentos realizados pelos mais variados institutos nacionais.
Sociólogo, jornalista e advogado, Lavareda é mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), é professor colaborador da pós-graduação em Ciência Política da UFPE e presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Com experiência na análise de cenários políticos e no planejamento de campanhas eleitorais, Lavareda também se dedica ao estudo do comportamento do eleitor e da influência das emoções nas decisões de voto. É autor de obras como Democracia nas Urnas e Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais, além de pioneiro no Brasil na aplicação de estudos de neuropolítica às campanhas eleitorais.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
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O evento político-eleitoral em prol do presidente e candidato à reeleição, Lula (PT), em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), na tarde de hoje, já começa a ter reflexo no trânsito entre as duas cidades.
Na Avenida Cardoso de Sá, a lentidão no tráfego começa a ser registrada na Orla de Petrolina – sentido Juazeiro. Como este Blog já divulgou, a Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA) está orientando os condutores a optarem por rotas alternativas a fim de evitarem contratempos. As informações são do blog do Carlos Britto.
Em vídeo gravado ao lado de Gilson Machado (Podemos), deputado federal eleito por Pernambuco, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que pretende atender às demandas dos pernambucanos independentemente das escolhas partidárias da governadora Raquel Lyra (PSD), que não declarou apoio a nenhum candidato no primeiro ou no segundo turno da eleição.
“Não é porque a governadora Raquel Lyra não me apoiou no primeiro turno que eu não vou dar atenção aos problemas dos pernambucanos. Pelo contrário, eu vou me sentar com a governadora Raquel Lyra e ver como ajudar o povo pernambucano”, declarou Flávio.
Leia maisNo vídeo, Gilson Machado, eleito deputado federal com quase 155 mil votos e ex-ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro (PL), destacou a relação de Raquel com a gestão anterior. Segundo ele, durante sua passagem pelo ministério, foram firmadas parcerias com Caruaru, quando a atual governadora era prefeita do município.
A campanha de Flávio em Pernambuco também ocupa espaços ligados aos aliados locais. A distribuição de material e a adesivação de veículos ocorrem no imóvel que abrigou o comitê de Raquel Lyra, em Boa Viagem, e no comitê de Gilson Machado, que permanece aberto como ponto de apoio à campanha. Recentemente, Raquel posou para uma foto ao lado de Gilson Machado e de seu filho, Gilson Machado Filho. Os dois são apontados como importantes representantes do bolsonarismo no Estado e mantêm proximidade com a família Bolsonaro.
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Folha de Pernambuco
A cidade do Recife recebe, nesta quarta-feira (28), o Festival de Jornalismo, que reunirá profissionais de diferentes áreas da imprensa para discutir os desafios da profissão, a ética, o combate à desinformação e a formação de novos jornalistas.
Com participação gratuita, o evento será realizado das 13h às 20h30, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), com conferências, debates, workshop e exibição de documentário.
Leia maisA programação reúne experiências em reportagem investigativa, cobertura política, televisão, edição, jornalismo digital e educação midiática. Para outras informações, acesse o site oficial do evento.
Entre os participantes confirmados estão Leusa Santos, editora-chefe da Folha de Pernambuco e doutora em Ciências da Linguagem, e outros jornalistas, como Eduardo Scolese, que atua como editor-líder de Treinamento e Projetos Especiais da Folha de S.Paulo, Francisco José, Breno Pires, Patrícia Blanco, Magno Martins, Basília Rodrigues, Maria Carolina Santos, Carla Egydio, Laurindo Ferreira, Rodrigo Rangel e Eldo Gomes.
O evento reúne ainda profissionais ligados à edição, à gestão de redações e à produção de conteúdo digital.
Profissionais
Pernambucano formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Breno Pires é repórter da Revista Piauí e faz parte da direção da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Com passagens pelo Jornal do Commercio e pelo Estadão, participou de reportagens que revelaram a dimensão do chamado “orçamento secreto”.
Por outro lado, Francisco José tem trajetória na televisão brasileira e será responsável pela conferência de abertura do encontro. A programação também aborda liberdade de expressão e educação midiática, com a participação de Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta.
Já Basília Rodrigues atua na análise política e na apresentação de programas, com experiência na cobertura dos poderes públicos e do Judiciário. Magno Martins é responsável pelo Blog do Magno.
Maria Carolina Santos faz parte da Marco Zero Conteúdo. Rodrigo Rangel dirige a redação do PlatôBR. E Eldo Gomes trabalha com jornalismo multimídia e produção de conteúdo digital.
Festival
Criado em 2024 pela jornalista e ativista de cidadania Kátia Cubel, diretora da Engenho Comunicação, o Festival de Jornalismo busca aproximar profissionais experientes de estudantes e professores.
A proposta busca compartilhar conhecimentos sobre os bastidores da profissão e discutir aspectos técnicos, éticos e comportamentais que fazem parte da atuação no mercado de trabalho.
“O objetivo é aprimorar a capacitação dos futuros jornalistas, reunindo profissionais de destaque no Jornalismo, experientes e inspiradores, para compartilhar conhecimentos que o currículo acadêmico não aborda”, afirma Kátia Cubel.
De acordo com a idealizadora, a iniciativa pretende complementar a formação universitária e preparar os estudantes para as demandas e responsabilidades da profissão.
A escolha do Recife marca a primeira edição do festival fora de Brasília. De acordo com a organização, a capital pernambucana foi escolhida pela relevância acadêmica e regional, além de reunir seis instituições de ensino superior com cursos de Jornalismo.
A proximidade com outros centros de formação também amplia o público potencial da iniciativa. A programação inclui conferências, debates, workshop e a exibição do documentário Escola Base — Um Repórter Enfrenta o Passado.
O evento tem patrocínio do Banco do Nordeste e da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), além do apoio institucional da OAB-PE, do Instituto Palavra Aberta e do portal Jornalistas & Cia.
Serviço:
Festival de Jornalismo Recife
Local: Sede da OAB-PE
Data: Quarta-feira, 28 de outubro
Horário: das 13h às 20h30
Participação: gratuita
Endereço: Rua do Imperador Pedro II, 346 – Santo Antônio, Recife
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Em posts apagados do X (antigo Twitter), o candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, criticava o Bolsa Família e dizia que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”. Atualmente, Flávio diz que, se eleito, vai manter o benefício, pago a pessoas de baixa renda.
As mensagens, publicadas entre 2011 e 2013, época em que Flávio era deputado estadual do Rio de Janeiro, foram apagadas, mas recuperadas por meio de uma base histórica de redes sociais. Nos textos, o político associava os benefícios sociais a práticas de clientelismo eleitoral, dependência dos beneficiários e estratégias de manutenção de apoio ao PT.
Leia maisA discussão ganhou destaque após uma declaração da coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, em entrevista à CBN Bahia. Ela afirmou que um eventual governo do candidato criaria uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que ingressassem no mercado formal de trabalho.
Segundo Daniella, a proposta permitiria que os beneficiários continuassem recebendo o benefício por dois anos após conseguirem um emprego e que tivessem retorno automático ao programa caso perdessem a fonte de renda. A auxiliar de Flávio também afirmou que um futuro Ministério da Prosperidade ofereceria crédito e capacitação para estimular a saída voluntária do programa.
Uma das postagens apagadas é de 25 de agosto de 2011. Ao comentar a aprovação de um reajuste do Bolsa Família, o parlamentar escreveu: “Financiamento púb de campanha do pt!”, em referência a uma notícia sobre o programa federal.
Em 23 de novembro de 2011, Flávio Bolsonaro criticou um programa estadual de assistência no Rio de Janeiro, do governo de Sérgio Cabral (MDB). O então deputado chama o benefício de “bolsa-farelo”. Na publicação, afirmou ter votado contra a proposta por considerá-la uma forma de “clientelismo eleitoreiro”.
Já em 25 de fevereiro de 2013, Flávio Bolsonaro afirmou que beneficiários do Bolsa Família e do seguro-desemprego eram contabilizados pelo governo como empregados, sustentando que o número real de desempregados seria significativamente maior do que os índices oficiais.
Em outra postagem, de 28 de maio de 2013, o então deputado relacionou o Bolsa Família a discussões sobre drogas, maioridade penal e à atuação de PT e PSOL. Pouco menos de um mês depois, em 24 de junho de 2013, escreveu em resposta a um usuário da rede social que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”.
A mesma pesquisa de postagens aponta a existência de outras mensagens do período nas quais o parlamentar interagia com seguidores para defender seu posicionamento contrário a programas de transferência de renda estaduais. Esses registros, contudo, não foram classificados como críticas diretas ao Bolsa Família.
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O Banco do Nordeste (BNB) homologou, ontem, os Itens 2 e 3 do Pregão Eletrônico nº 25/2026, destinado à contratação das entidades responsáveis pela operacionalização do Programa Agroamigo. Os lotes homologados abrangem os estados da Bahia e Sergipe (Item 2) e do Ceará e Rio Grande do Norte (Item 3). O certame encontra-se em fase final de conclusão, permanecendo o Item 4 em tramitação recursal, conforme os procedimentos previstos no edital.
Após um processo competitivo estruturado em cinco itens (lotes regionais), a Associação de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável e Solidário do Estado da Bahia (ADESBA) apresentou as propostas mais vantajosas para os lotes homologados e comprovou sua qualificação para a prestação dos serviços. A homologação ocorreu após análises técnicas, jurídicas e de conformidade, que atestaram o atendimento às exigências estabelecidas no instrumento convocatório.
Leia maisO procedimento licitatório vem sendo conduzido em conformidade com a legislação aplicável e com o Regulamento de Licitações e Contratos do Banco do Nordeste, observando os princípios da legalidade, isonomia, competitividade, transparência, vinculação ao edital, julgamento objetivo e seleção da proposta mais vantajosa. As propostas e documentos apresentados foram submetidos às análises e diligências necessárias para verificação da regularidade, da capacidade operacional e da viabilidade da execução dos serviços, na forma prevista no edital.
A contratação viabiliza a continuidade da operacionalização do Agroamigo, observadas as diretrizes, os padrões de qualidade e a metodologia definidos pelo Banco do Nordeste para o Programa.
Metodologia preservada
O avanço do processo licitatório não altera a essência, os objetivos nem a metodologia do Agroamigo. O Programa permanece integralmente sob a coordenação do Banco do Nordeste, que continua responsável pela política de crédito, definição de produtos, gestão dos recursos, critérios de atendimento, metodologia de microcrédito produtivo orientado, supervisão das atividades e fiscalização dos serviços contratados.
A transição para os novos contratos ocorrerá de forma planejada e gradual, com acompanhamento permanente do Banco, priorizando a continuidade dos serviços prestados aos agricultores familiares e a manutenção da qualidade do atendimento. Durante esse processo, não haverá necessidade de qualquer providência adicional por parte dos clientes do Programa.
Importância para a agricultura familiar
O Agroamigo é o programa de microfinança rural do Banco do Nordeste voltado ao fortalecimento da agricultura familiar. Por meio da metodologia de microcrédito produtivo orientado, o Programa oferece crédito, orientação e acompanhamento aos produtores rurais em toda a área de atuação do Banco.
Em 2026, o Agroamigo já contratou aproximadamente R$ 9 bilhões em mais de 651 mil operações. Desde sua criação, o Programa acumula mais de R$ 60 bilhões aplicados em cerca de 9,6 milhões de operações, consolidando-se como uma das principais iniciativas de inclusão produtiva e financeira voltadas à agricultura familiar no país.
As próximas etapas do certame serão concluídas na forma prevista no edital, observados os prazos e procedimentos aplicáveis. Informações adicionais sobre a licitação e seus resultados podem ser consultadas no Portal de Licitações e Contratos do Banco do Nordeste.
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Blog da Folha
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou que oito seções eleitorais distribuídas em três locais de votação terão mudança de endereço no segundo turno das Eleições 2026, agendado para o próximo domingo (25). As alterações abrangem 2.914 eleitores aptos a votar nos municípios de Buíque, Tacaimbó e Floresta.
Segundo o órgão, as adequações representam uma fração reduzida diante das 22.091 seções instaladas nos 3.406 locais de votação do estado, onde os demais endereços permanecem idênticos aos do primeiro turno. As modificações atendem a solicitações de eleitores, recomendações do Ministério Público e, no caso de Tacaimbó, à realização de obras no prédio anteriormente utilizado.
Leia maisEm Buíque, no Agreste, as seções 005 e 006 deixam a Secretaria Municipal de Assistência Social e retornam ao prédio da Câmara Municipal, na Rua Doutor João Hiecenio Alves Maciel, nº 111 – endereço que fica a apenas 150 metros do local anterior e envolve 756 eleitores.
Em Floresta, no Sertão, as seções 068, 091, 121 e 123 foram transferidas da Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho para a Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, na Rua Adalberto Emílio Novaes, no mesmo bairro, atendendo 1.568 votantes.
Já em Tacaimbó, no Agreste, reformas na Escola Manoel Martins de Lima, na Vila Igrejinha, motivaram a transferência das seções 107 e 112 para a Escola Maria Luíza Pereira, localizada na Rua Velha, nº 13, no Centro. A medida afeta 590 eleitores da zona rural, e o TRE-PE garantirá transporte gratuito para o deslocamento até o novo ponto.
Para avisar os moradores, os cartórios eleitorais instalaram faixas explicativas nos prédios afetados e veiculam comunicados em rádios locais e carros de som.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a confirmarem o local de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo portal oficial (www.tre-pe.jus.br) ou por meio do telefone e WhatsApp (81) 3194-9400.
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O candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou, hoje, um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que afirma que autoriza a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico relativos aos últimos 8 anos, e também os de seus parentes, desde que o seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
Lula tomou a medida após desafiar Flávio, no debate realizado pela Band no último domingo (18), a divulgar os sigilos. O petista reiterou o desafio durante entrevista concedida nesta segunda-feira (19), em Porto Alegre (RS), onde cumpriu agenda de campanha.
Leia maisNesta terça, durante entrevista em São Luís (MA), Lula comentou o envio do documento ao TSE. “Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto. Vamos ver se ele [Flávio] tem coragem de abrir a vida secreta dele”, disse o candidato do PT à reeleição.
O presidente também apresentou uma manifestação com o mesmo teor ao Supremo Tribunal Federal (STF). No debate da Band, Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não afirmou se vai autorizar a quebra do sigilo.
De acordo com a petição apresentada pela defesa de Lula ao TSE, a liberação e a ampla divulgação dos dados – seja por meio do sistema Divulga CandContas da Corte Eleitoral, ou de outro site de acesso público – vão abranger os seguintes familiares de Lula:
Os filhos de Lula já manifestaram que estão de acordo com a liberação dos dados.
O texto também estende a liberação de sigilos de empresas das quais os candidatos sejam sócios, administradores ou em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou “usuários master”.
No caso de Lula, foi citada a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual é sócio não administrador. A expressão “usuário master”, utilizada pela defesa de Lula de forma irônica no documento, é uma referência a reportagens que apontam que Flávio foi cadastrado como ‘usuário master’ em uma conta bancária de uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
A defesa de Lula propõe a divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos de ambos os candidatos antes da próxima quarta-feira (21). Para os advogados, a medida é fundamental para assegurar que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir o seu voto.
Éden Valadares, secretário da campanha do petista, afirmou que a medida proposta por Lula tem respaldo na Constituição, que preza pela probidade administrativa, moralidade e prevê a análise de vida pregressa para o exercício de mandatos.
“Lula toma uma iniciativa histórica, que risca no chão a diferença dos candidatos, dando transparência a todo o seu sigilo e desafia o adversário a fazer o mesmo. Quem não deve, não teme”, disse Valadares.
A petição apresentada ao TSE foi distribuída, por sorteio, ao ministro André Mendonça, que será o relator desse caso.
Sigilos de Flávio
Lula condiciona a liberação dos seus sigilos e os de parentes à autorização, por Flávio Bolsonaro, da divulgação dos sigilos dele e dos seguintes familiares:
E também das seguintes empresas ligadas ao candidato do PL:
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal. Um deles, sobre lavagem de dinheiro, investiga a relação do candidato do PL com o advogado Willer Tomaz.
O outro inquérito trata do financiamento de “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Essa investigação apura negociações envolvendo recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme.
A defesa do senador tem negado irregularidades nas investigações, afirmando que não há envolvimento em ilícitos e criticando a divulgação de peças sigilosas durante o período eleitoral.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam um cenário de empate técnico dentro do limite da margem de erro na simulação de segundo turno em votos válidos. As informações são do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado hoje.
Desconsiderando votos brancos e nulos neste recorte específico, Flávio Bolsonaro alcança 52% das intenções de voto. O atual presidente soma 48% da preferência do eleitorado, indicando que os dois candidatos podem se igualar na marca dos 50% devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02952/2026.
O Globo
Popular nas redes sociais pela produção de conteúdos, o influenciador e historiador Jones Manoel (PSOL-PE) afirma que a esquerda ainda não encontrou “uma fórmula adequada de enfraquecer a extrema direita” discursivamente e considera que a comunicação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) errou ao escolher seu mote central no passado. Eleito o segundo deputado federal mais votado de Pernambuco, ele passou a integrar um grupo de parlamentares jovens que tem sido consultado pelo PT para ajustes na estratégia digital durante o segundo turno.
O grupo chegou a participar de uma reunião com o presidente para a discussão do tema e o planejamento de uma “força-tarefa” para fazer frente ao desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes e nas urnas no segundo. Como parte da nova estratégia, por exemplo, o presidente gravou vídeos no modo “selfie”, característico de redes sociais como TikTok e Instagram, intensificou a participação em atos nas ruas organizados pelo movimento estudantil e pela classe artística e passou a encampar novas pautas, com a tarifa zero.
Leia maisO que explica a sua eleição como o segundo mais votado para a Câmara em Pernambuco?
Foi uma campanha de rua, da base, e também tivemos a conectividade digital. Também recebi o voto de categoria, porque eu fui o candidato mais votado pelo movimento sindical. Depois da contrarreforma trabalhista de Michel Temer, a maioria da esquerda passou a apostar que o movimento sindical perdeu força, o que é verdade, e que, portanto, não era um vetor de força política eleitoral. A gente pegou essa verdade e transformou numa conclusão equivocada. O movimento sindical ainda tem força, ainda que hoje seja mais difícil.
Ao mesmo tempo, foram eleitos parlamentares que vão formar uma maioria de direita tanto na Câmara quanto no Senado. A que aspecto você atribui esse movimento?
A primeira coisa é que o campo da direita e da extrema direita no Brasil é muito mais sólido e consolidado em termos de articulação da comunicação digital e de mobilização de bases sociais a partir, por exemplo, das igrejas evangélicas não pentecostais. Eles também conseguiram uma coesão ideológica muito maior e têm um inimigo comum muito claro. Por outro lado, também existe a dinâmica bilionária do uso das emendas parlamentares sem rastreio, que favoreceu principalmente esses candidatos para o Congresso. Então, não é surpresa para mim a votação deles, e acho que quem se surpreendeu não está entendendo muito bem o Brasil de hoje.
Você considera, então, que o resultado dessa eleição confirmou uma guinada do país para a direita?
Acho que a gente ainda não conseguiu encontrar a fórmula política para enfraquecer a direita e a extrema direita, dado que o setor progressista apoia um modelo de frente ampla democrática como chave para esse enfrentamento, colocando como linguagem política central a ideia de defesa da democracia. Só que essa ideia tem pouca ressonância na classe trabalhadora e na consciência popular, considerando que a maioria do nosso povo vive numa situação de salário baixo, de desemprego, de precariedade, de falta de serviços públicos, de violência estatal e do crime organizado.
Investir nesse discurso foi um dos erros cometidos pela campanha de Lula no primeiro turno?
Eu acho que todos os candidatos progressistas que tiveram como mote de campanha a defesa da democracia de forma abstrata, que disseram que “não podemos deixar a extrema direita vencer porque as coisas vão piorar”, mas falaram de futuro, de projeto de país, tiveram um resultado aquém do necessário. Nesse ano, a gente lançou um manifesto da bancada da esquerda radical, que tem uma característica de programa antineoliberal, e, dos sete que estiveram por trás desse projeto, seis foram eleitos. Não acho que isso seja algo aleatório. É um recado das urnas de que a classe trabalhadora está pedindo um projeto de futuro.
Como você enxerga a estratégia de comunicação usada pela campanha de Lula até aqui?
O governo precisa melhorar muito a comunicação digital, que precisa se tornar mais ágil, se conectar com o público das grandes cidades e aprender a trabalhar com múltiplas linguagens. Acho que é preciso mudar na forma e, principalmente, no conteúdo. Eu, por exemplo, tenho dialogado com pessoas da campanha do presidente e dito que o presidente precisa, como proposta para o cidadão, de temas como a tarifa zero, o enfrentamento ao caos urbano, a expansão do sistema metroviário e ferroviário, para diminuir o engarrafamento nas cidades. Ninguém aguenta mais levar de 4 a 5 horas para ir e voltar do trabalho para casa (após a realização da entrevista, o presidente anunciou o envio ao Congresso Nacional de uma proposta que prevê a tarifa zero no transporte público nos finais de semana).
Há tempo hábil para mudar essa estratégia?
Considero totalmente possível. Eu estou, inclusive, engajado na campanha do presidente Lula para garantir essa vitória e a derrota do Flávio Bolsonaro. Estou em contato com a coordenação da equipe dele para a gente dialogar justamente sobre como mobilizar as experiências da classe trabalhadora e da juventude para que a gente supere o estado de coisas da economia brasileira. A gente precisa escutar o futuro muito mais do que falar do passado.
No seu estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi reeleita e impôs uma derrota ao ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), que já tinha essa linguagem mais voltada para as redes sociais. Em que ponto você considera que a campanha dele falhou?
Não existe diferença entre o João Campos e a Raquel Lyra do ponto de vista do projeto ideológico. São figuras de centro e liberais, que defendem basicamente o mesmo programa. Na campanha, ele construiu um discurso de que “um bom governo é aquele que entrega obras” e fez isso a partir de toda a comunicação institucional da prefeitura de Recife desde a reeleição em 2024. Enquanto a governadora incumbente não precisou se desincompatibilizar para concorrer, também entregou suas obras e disse que continuaria fazendo isso. O João Campos, então, não conseguiu encaixar o discurso de oposição, enquanto uma figura oligárquica e que vem da política tradicional.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Somente as próximas pesquisas irão medir o impacto sobre o eleitorado do debate entre os candidatos à Presidência na noite de domingo (18) na Band. Duas pesquisas qualitativas às quais o Correio Político teve acesso, porém, parecem demonstrar que, ao final, nenhum dos dois, nem Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que disputa a reeleição, nem Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário, ganharam muito.
Se o alvo principal a ser conquistado neste segundo turno eram os eleitores indecisos, a agressividade da rinha produzida pela Band transformou o programa num debate para convertidos. Lula, em alguns momentos, falou para os seus. E Flávio da mesma forma. Mais afugentado possíveis novos eleitores do que aproximando, assustados com a falta de propostas que viram. Enfim, como resumiu o advogado e analista político Melillo Dinis, “uma noite para ser esquecida”.
Leia maisPesquisas qualitativas usam grupos menores de pessoas para medir a impressão deles sobre determinados programas e conteúdos. São diferentes das pesquisas quantitativas, que ouvem mais pessoas em todo o país de uma maneira que seja proporcional ao pensamento da totalidade. No caso, as pesquisas convidaram um grupo, que assistiu juntos ao debate formulando as suas impressões para que se chegasse a uma conclusão. O Correio Político teve acesso a duas: da Quaest e do grupo Locomotiva.
A Quaest reuniu grupos de cem pessoas. E, no caso, apontou ligeira vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula. Assim avaliaram 82 de cem pessoas. E 79 de cem consideraram Lula melhor. A impressão final, no entanto, foi a de que ambos falaram somente para suas próprias bolhas. “A impressão predominante nas qualitativas foi a de um debate tenso, com pouco conteúdo programático e (…) ataques sucessivos. Os participantes não perceberam uma candidatura capaz de ampliar claramente sua coalizão”, foi a conclusão.
Na avaliação de quem participou da dinânica, Flávio pareceu “mais seguro”. “Ao mesmo tempo, a segurança de Flávio não eliminou a crítica de que ele deixou perguntas sem resposta e evitou temas nos quais parecia menos preparado”, anotou a pesquisa. Já o ponto positivo com relação a Lula foram suas respostas sobre saúde e a pandemia, levando Flávio a admitir que esse foi o ponto fraco do governo de seu pai.
Já no caso do grupo Locomotiva, que faz pesquisas em favelas, a percepção dos grupos foi no sentido de que Lula venceu. O Locomotiva reuniu dez grupos nas capitais com mais eleitores. E Lula foi considerado o melhor nos dez grupos. O principal fator anotado foi o tom de deboche a arrogância de Flávio, considerado “um moleque”.
Segundo as qualitativas do Locomotiva, sobressaiu uma impressão de que Flávio Bolsonaro “desrespeitou o presidente da República e um idoso”. A postura de Flávio, colocando-se atrás de Lula quase o tempo todo, gerou incômodo nos grupos. No caso da Quaest, o problema maior de Flávio foi a falta de respostas.
“Flávio se apoiou em postura, clareza e domínio percebido de segurança e tecnologia. Lula preservou uma vantagem temática em saúde e conseguiu momentos de ataque (…), mas pagou o preço de respostas (…) confusas. Flávio (…) transmitiu segurança sem dissipar a impressão de que evitava responder a perguntas difíceis”.
“O saldo mais importante (…) é a combinação entre forte contraste de imagem e baixo contraste programático. Os participantes identificaram diferenças reais – saúde pública e privada, privatização, saidinha e recuperação de presos, endurecimento penal e prevenção –, mas sentiram falta de desenvolvimento e de respostas substantivas”.
“O confronto ficou mais próximo de um duelo de rejeições do que de uma disputa sobre como enfrentar os problemas do país”, conclui o relatório da Quaest. “Nenhum dos dois pareceu empolgar ou ampliar muito o próprio campo”, considera. Numa eleição que já vinha calcificada, sem que os números muito se movam, é ruim para ambos.
Já há uma década, Melillo Dinis tem reforçado que os debates presidenciais já não produzem os mesmos efeitos e deveriam ter seu modelo rediscutido. A Band pensou que poderia resolver o engessamento de regras deixando os candidatos soltos. Talvez imaginasse que houvesse compostura. Infelizmente, não houve…
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Abaixo, o artigo do cientista político Antonio Lavareda, entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, publicado na Folha de São Paulo. No texto Lavareda analisa de que maneira a taxa de comparecimento nas urnas afeta mais alguns candidatos do que outros e acarreta as diferenças entre pesquisas e o total computado pelo TSE. Confira!
Por Antonio Lavareda*
“No sistema solar das campanhas, os profissionais são de Marte, os acadêmicos são de Vênus.”
A frase do estrategista Dan Schnur distingue não apenas duas categorias, mas dois olhares sobre as eleições. Devo ser de Mercúrio, pois pertenço a um grupo minoritário de “híbridos”.
Leia maisTalvez eu seja hoje um dos que estudam eleições e partidos há mais tempo, tendo publicado meu primeiro artigo em 1979. Nessa área escrevi dissertação de mestrado, tese de doutorado e 12 livros, sozinho ou em parceria.
De outro lado, antes de me dedicar aos comentários na TV, participei de pelo menos 91 campanhas majoritárias, dentro e fora do país, sendo cinco presidenciais.
Atuei como coordenador de pesquisas, consultor de estratégia e, em mais de uma dezena, coordenador do marketing. Tive a honra de trabalhar para muitos dos melhores políticos da Nova República. Nesse número não estão computadas as centenas de campanhas em que o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) forneceu pesquisas.
Faço essa observação apenas para dizer que, desde as primeiras eleições pós-redemocratização, acompanho o problema do diferencial de comparecimento. Quando os clientes tinham condições de vencer no primeiro turno, preocupava-me assegurar uma margem de alguns pontos acima dos 50%, pois a experiência mostrava que parte dessa vantagem não se concretizaria.
Na quinta-feira anterior ao primeiro turno deste ano, antecipei em entrevista ao NeoFeed que “Lula perderia milhões de votos para a abstenção” e que “não ficaria surpreso se ele nas urnas fosse ultrapassado por Flávio”.
A princípio, todos os candidatos perdem votos para a ausência nas urnas. Quem não conhece amigos ou parentes que deixaram de votar pelos mais variados motivos? O voto obrigatório certamente impede que o comparecimento seja menor, mas não evitou que os ausentes superassem um quinto do eleitorado.
A questão com repercussão concreta é outra: quem perde mais? Ou o prejuízo é simétrico? Fernando Henrique Cardoso perdeu votos. Lula e Dilma Rousseff também. Perdem mais os candidatos, de esquerda ou direita, com grande penetração na base da pirâmide social.
Em 1989, nenhum dos principais concorrentes tinha essa característica e, com abstenção baixa, as urnas praticamente reproduziram as pesquisas para os três primeiros líderes. De 2002 para cá, em média, os candidatos do PT recuaram oito pontos na totalização do TSE para o primeiro turno, em relação aos levantamentos divulgados na véspera.
Os principais adversários dos petistas declinaram quatro vezes menos: apenas dois pontos. Os terceiros colocados perderam três, mesma redução média do agregado das demais candidaturas.
Como podemos inferir isso? Pelo menos desde a eleição passada, estabeleceu-se relativo consenso entre os participantes do COP/Abep (Conselho de Opinião Pública da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) e da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais) em torno de duas premissas.
A primeira: pesquisas não são prognósticos (o que tenho afirmado publicamente desde 2014). Medem “atitudes”, dentro de margens de erro conhecidas, sem pretender prever o “comportamento” na urna. Somente no caso de previsões cabe falar em “acerto ou erro”.
A segunda: a comparação correta entre levantamentos e resultados oficiais exige cotejar os respectivos totais. Como sintetiza o veterano pesquisador João Francisco Meira: “Amostras são desenhadas para representar o total do eleitorado. Estimar comparecimento é apenas uma adivinhação educada”.
Em artigo na Ilustríssima, na eleição de 2022, rebati críticas às pesquisas, explicando as discrepâncias com base nos totais divulgados por Datafolha, Ipespe, MDA, Ipec e Quaest.
A tabela abaixo reúne as últimas pesquisas anteriores ao primeiro turno das dez eleições presidenciais pós-ditadura, ao lado dos resultados do TSE, ambos calculados sobre o eleitorado total. Os levantamentos são do Datafolha, único instituto presente em todo o período, permitindo acompanhar uma série metodologicamente consistente.
Por que trato seus números como referentes ao universo dos eleitores, e não apenas aos votantes, embora o instituto tenha aplicado um filtro, excluindo quem declarava não pretender votar? Por três razões.
Primeiro, porque sua metodologia define o universo como “eleitores com 16 anos ou mais”. Segundo, porque a pergunta sobre comparecimento é em grande medida inócua. A ausência, embora sujeita a multa baixa, é socialmente ilegítima e pouco confessada, enquanto o TSE promove intensas campanhas de estímulo ao voto, inclusive dos desobrigados.
Na última pesquisa Nexus, próxima à do Datafolha, nada menos que 96% declaravam intenção de comparecer.
Terceiro, pela evidência empírica: os percentuais da pesquisa da véspera praticamente repetiram os de três dias antes, sem filtro. Lula permaneceu estável; Flávio avançou dois pontos, dentro da margem de erro, possivelmente pelo voto útil; e os demais oscilaram de 11 para 10 pontos.
No primeiro turno de 2026, todos os candidatos tiveram eleitores que não compareceram. Conforme a tabela, Lula perdeu 8 pontos; Flávio, 5; Cury, apenas 1; e os demais, somados, 4. Brancos e nulos representaram 4% do eleitorado, enquanto a abstenção superou ligeiramente 21%.
Foi isso que mudou a ordem de colocação. Lula perdeu mais, em razão do peso de pessoas de baixa renda, menor escolaridade e mais idosas na composição de sua base. Na véspera, alcançava 56% entre os eleitores de ensino fundamental, 51% entre os não economicamente ativos e 50% na faixa de até dois salários mínimos.
Neste último grupo estavam cerca de 6 em cada 10 eleitores dele, contra pouco mais de um terço dos de Flávio.
Como mostra a tabela, FHC também sofreu perdas expressivas em 1994 e 1998, quando tinha grande força entre os mais pobres. Há quem discorde, argumentando que a ausência não prejudicou Lula porque permaneceu relativamente estável no país e até diminuiu no Nordeste, sua principal base eleitoral.
Essa interpretação ignora, primeiro, que o fenômeno já havia subtraído votos potenciais do presidente em 2022, como demonstrei no artigo mencionado. Naquela ocasião, o prejuízo pode ter sido ainda maior, pois sua intenção de voto era 6 pontos superior, com concentração mais acentuada na base da pirâmide.
Segundo, mesmo que tenha perdido proporcionalmente menos no Nordeste, isso não exclui a possibilidade de muitos de seus apoiadores terem ficado em casa nas demais regiões, especialmente no Sudeste.
O cientista político Jairo Nicolau identificou que, nas cinco maiores cidades —São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas—, a abstenção superou a média nacional. Ressalvando possíveis problemas cadastrais, destacou que quase 30% dos ausentes não tinham obrigação de votar.
Nesse contingente estavam nada menos que 4,5 milhões de mulheres idosas de baixa escolaridade que não compareceram.
O gráfico é eloquente. Elaborado com dados da eleição de 2022, cuja taxa geral de abstenção diferiu da registrada agora em apenas 0,13 ponto percentual, revela uma relação ordinal quase perfeitamente inversa entre escolaridade e abstenção nas oito categorias analisadas.
A taxa de ausência chega a 52,1% entre os eleitores analfabetos, contra 12,4% entre aqueles com ensino superior completo. No primeiro grupo, portanto, a abstenção é 4,2 vezes maior. Como o número de categorias é pequeno, o coeficiente deve ser entendido como estritamente descritivo.
Além disso, por se basear em dados agregados, não autoriza inferências sobre comportamentos individuais, o que incorreria em “falácia ecológica”.
A maior ausência dos mais pobres não é singularidade brasileira. Há décadas sabe-se que a participação eleitoral é socialmente seletiva, favorecendo grupos com maiores recursos econômicos, educacionais e políticos.
A ausência atinge especialmente pessoas de baixa renda, trabalhadores em ocupações precárias e mulheres pobres chefes de família, que no Brasil enfrentam dificuldades adicionais com o fechamento das creches públicas aos domingos eleitorais.
A tese clássica do cientista político Arend Lijphart, sobre a desigualdade socioeconômica refletida na presença às urnas, confirma-se a cada ciclo.
Embora a abstenção varie entre países por múltiplos fatores, a maioria dos estudos encontra associação positiva entre renda, escolaridade e participação. Os mais escolarizados, além de disporem de mais informação e recursos, têm maior familiaridade com temas políticos e atribuem maior importância ao voto.
A educação reduz, portanto, os custos cognitivos da participação e aumenta a probabilidade de comparecimento.
A renda exerce efeito menos direto e não linear. Votar, em princípio, não exige grandes despesas, mas custos aparentemente modestos, como transporte até a seção eleitoral, podem representar obstáculos relevantes para cidadãos pobres, sobretudo quando residem longe do local de votação.
A idade também constitui recurso político importante. Em geral, os mais velhos comparecem mais que os jovens, tanto nas democracias desenvolvidas quanto nos países em desenvolvimento. Exemplo clássico foi o brexit. A maioria da opinião pública optava por permanecer na União Europeia. Os jovens, porém, votaram menos, e os mais velhos deram vitória à saída do grupo.
No Brasil, contudo, há uma particularidade decisiva: a desobrigação do voto a partir dos 70 anos altera essa trajetória. Consideradas 22 faixas etárias, a correlação entre idade e abstenção é positiva, mas não linear.
A taxa começa relativamente baixa aos 16 anos (16,22%), cresce até os 21–24 (23,50%) e depois declina até atingir o mínimo entre 55 e 59 anos (11,93%). A partir daí volta a subir, alcançando 38,98% entre 70 e 74 anos e ultrapassando amplamente 50% nas idades seguintes.
Aqui na América Latina, os cientistas políticos Carreras e Castañeda-Angarita analisaram o comparecimento em 18 países a partir de três perspectivas: recursos individuais, motivações políticas e redes de mobilização.
Concluíram que, embora votar demande menos tempo e dinheiro do que outras modalidades de participação, exige habilidades e recursos mínimos para compreender o que está em disputa e desenvolver interesse pelo resultado, aspecto enfatizado também por Jairo Nicolau.
Para os autores, a idade aproxima a experiência política acumulada pelo contato com questões concretas – emprego, habitação, impostos, saúde e benefícios sociais –, além das conversas e do aprendizado sobre política.
Seus resultados não atribuem a nenhuma das três perspectivas capacidade isolada de explicar o comparecimento. Identificam, porém, dois preditores particularmente fortes: escolaridade e idade, esta última como indicador de experiência.
Esses recursos objetivos explicam a participação bem mais que motivações subjetivas, como confiança nas eleições, sentimento de eficácia e até interesse pela política, que frequentemente pressupõem algum patamar educacional.
Os autores contestam, assim, interpretações como a de Carolina A. Fornos, segundo a qual variáveis socioeconômicas, decisivas em outras democracias ocidentais, teriam pouca relevância na América Latina.
Ao contrário, demonstram que escolaridade, idade e situação ocupacional são preditores fundamentais do ato de votar.
O que eu já havia constatado empiricamente muito tempo atrás no marketing eleitoral, quando, apuradas as urnas, faltavam votos que as pesquisas nos haviam feito aguardar.
*Cientista político, sociólogo do Ipespe e presidente de honra da Abrapel (Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais)
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O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) encaminhou, ontem, ofício à governadora Raquel Lyra cobrando transporte público intermunicipal gratuito em todo o estado no segundo turno das eleições, domingo (25). No primeiro turno, a gratuidade ficou restrita à Região Metropolitana do Recife (RMR).
A medida atende a requerimento da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), presidida pelo deputado federal Carlos Veras, também presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco.
Leia maisO TRE-PE reforça que a gratuidade deve alcançar todo o território pernambucano, incluindo a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão, com frequência compatível com a dos dias úteis, e destaca que se trata de uma obrigação legal.
“O direito ao voto não pode depender do dinheiro da passagem. Cabe ao Governo do Estado cumprir a legislação e garantir transporte gratuito em todo Pernambuco, para que ninguém deixe de votar por falta de transporte”, afirma Carlos Veras.
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