O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), está desconfortável no partido. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele descreveu em detalhes a tensa relação, que afirma não conseguir entender. O gestor assumiu o comando da capital paraibana em abril, após o ex-prefeito Cícero Lucena (PP) se desincompatibilizar para disputar o Governo do Estado. Mesmo sendo aliado do ex-governador e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, em quem votará para o Senado, Bezerra se vê às voltas com vereadores do próprio partido que lhe fazem oposição.
“Estou um pouco incomodado dentro do PSB. Recentemente, dois dos três vereadores do partido estão fazendo oposição a um prefeito que é do PSB. Não estou conseguindo entender. Primeiro, eu sou pedido para sair da presidência do partido, depois os vereadores começam a fazer oposição à nossa gestão, mesmo eu sendo do PSB. Meu nome é tratado como oposição. Só espero que eu não seja expulso mais uma vez desse partido. Já fui expulso uma vez do PSB e foram dias traumáticos, e para voltar fui convencido pelo ex-governador João Azevêdo e voltei com ele. Eu saí com ele para o Cidadania e voltei com ele para o PSB. E agora confesso que estou me sentindo escanteado. O PSB quer meu voto para senador com João Azevêdo, mas não quer me dar o apoio em João Pessoa”, desabafou Leo Bezerra.
Leia maisApesar da situação, o prefeito de João Pessoa diz que não planeja levar a questão para o presidente nacional da sigla, o ex-prefeito do Recife, João Campos. “Não levei, estou esperando uma conversa com o ex-governador João Azevêdo, que é um amigo, e tenho certeza de que ele vai me ouvir, e aí vamos tomar a melhor decisão”, afirmou Leo Bezerra. “O partido tem o prefeito, mas é oposição ao prefeito e quer o voto desse prefeito para o candidato a senador. Ninguém consegue entender isso”, resumiu.
“Estou aguentando tudo isso em respeito a João Azevêdo. Tenho que dizer muita coisa a ele, e sei que tenho muita coisa para ouvir dele. Sei de tudo que ele fez por mim, mas não está sendo justo o que estou passando nos últimos dias. Não recebi uma ligação de ninguém do partido me dando apoio em momento algum, pelo contrário. Estou desconfortável dentro do meu partido e estou aguentando tudo isso não em respeito ao partido, mas em respeito a João. Estou esperando essa conversa para, de maneira madura, a gente chegar a um denominador comum, se dá certo partirmos juntos ou se não dá certo. Agora, nossa amizade é inabalável”, concluiu o prefeito.
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