Alvo de buscas da Polícia Federal nesta quinta-feira no âmbito da investigação sobre o Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou em 16 de março que abriria mão do mandato caso houvesse “alguma denúncia comprovada” contra ele relacionada ao caso.
A declaração foi dada durante agenda no Piauí, onde o presidente nacional do PP participou do lançamento da pré-candidatura de Joel Rodrigues ao governo do estado, em meio ao avanço das revelações sobre a relação entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações são do jornal O GLOBO.
Na ocasião, já haviam sido divulgadas mensagens em que Vorcaro tratava Ciro como “amigo da vida” e relatava encontros e conversas com o senador.
Ao comentar o caso, Ciro tentou separar sua trajetória política das investigações contra o banqueiro.
— O CPF dele é um, o meu é outro. O que vai nortear a minha trajetória de vida é a minha história — afirmou.
Em seguida, elevou o tom ao falar sobre a possibilidade de ser implicado formalmente nas investigações.
— Se surgir algum dia na vida alguma denúncia que seja comprovada, eu, enquanto senador Ciro, renuncio ao meu mandato. Eu jamais vou voltar ao meu estado, olhar o povo da minha terra olho no olho, se eu não tiver autoridade e a confiança desse povo — disse.
Nesta quinta-feira, Ciro foi alvo de mandados de busca e apreensão na nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Na decisão que autorizou a operação, Mendonça afirma que investigadores apontam o senador como suposto “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao banco.
Entre os elementos citados pela Polícia Federal está uma emenda apresentada por Ciro em 2024 para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), proposta apelidada nos bastidores do Senado de “emenda Master”. Segundo a PF, mensagens apreendidas indicam que o texto foi elaborado dentro do banco e encaminhado ao senador. Em uma das conversas citadas na investigação, o banqueiro Daniel Vorcaro comemora a apresentação da proposta afirmando: “Saiu exatamente como mandei”.
A emenda ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do FGC, mecanismo que garante parte dos investimentos em caso de quebra de instituições financeiras. A proposta não chegou a ser aprovada.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), participou, na quarta-feira (6), da programação oficial que comemora os 175 anos de emancipação política do município. Durante um desfile cívico promovido pela Secretaria de Educação, a gestora assinou, ao lado do deputado federal Fernando Monteiro (PSD), a ordem de serviço para a construção de um Centro Especializado em Reabilitação Física (CER).
Com investimento de quase R$ 9 milhões, sendo R$ 570 mil de contrapartida do município e R$ 8,4 milhões em recursos do Ministério da Saúde, por meio do Novo PAC, o equipamento será construído no bairro da Caxixola e terá capacidade para atender cerca de 350 pacientes por mês.
A prefeita Márcia Conrado resssaltou a importância do novo equipamento. “Hoje, o nosso coração bate mais forte. Nossa terra completa 175 anos de luta, coragem, fé e de um povo que nunca baixou a cabeça diante das dificuldades. Nada melhor do que este dia para anunciarmos este Centro Especializado em Reabilitação, que será um marco para nossa cidade. Um espaço estruturado para oferecer atendimento em reabilitação física e auditiva, com serviços fundamentais para quem precisa recuperar movimentos, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida”, afirmou.
Na área de reabilitação física, serão ofertados avaliação funcional e atendimentos de fisioterapia voltados à recuperação da mobilidade e da independência dos usuários. Já na reabilitação auditiva, o centro contará com avaliação audiológica, adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual e acompanhamento fonoaudiológico contínuo.
O deputado federal Fernando Monteiro celebrou a data e ressaltou os avanços anunciados para o município. “Neste dia especial, comemoramos a trajetória de uma cidade marcada pela bravura do seu povo, pela força de sua história e pelo orgulho de suas tradições. Tivemos a alegria de anunciar uma nova conquista: o Centro de Reabilitação da Caxixola. É motivo de satisfação ver tudo o que vem sendo construído em parceria com a prefeita Márcia Conrado, sua equipe e os vereadores que caminham conosco nessa missão”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à Casa Branca, em Washington (EUA), para a reunião com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal. As informações são do g1.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta. Cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal integram a comitiva brasileira:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.
Roteiro previsto do encontro
De acordo com a programação preliminar enviada ao governo brasileiro, a agenda prevê uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa.
Na sequência, Lula e Donald Trump terão uma reunião reservada.
Depois, está prevista uma reunião ampliada com a participação das delegações e um almoço ao final. No entanto, o roteiro pode ter alterações de última hora.
O presidente da Câmara de Vereadores de Sanharó, Gutemberg Leite, o Guto do Salgado (PSB), questionou a forma como o Governo Raquel Lyra vem conduzindo a distribuição dos recursos da outorga da Compesa aos municípios. Durante pronunciamento na tribuna da Casa, o vereador afirmou que prefeitos do interior podem enfrentar problemas futuros por falta de informações claras sobre as regras de utilização do dinheiro. “Não entrem nessa onda”, alertou. Com informações da Revista Poder.
Segundo Guto, os valores apresentados durante a entrega simbólica dos cheques no Congresso da Amupe não correspondem integralmente ao montante já depositado nas contas das prefeituras. Ele afirmou que, no caso de Sanharó, o cheque ultrapassava R$ 5 milhões, mas pouco mais de R$ 3 milhões teriam sido liberados inicialmente. O vereador também destacou que os 40% restantes serão pagos em parcelas futuras vinculadas às etapas da concessão dos serviços de saneamento.
O parlamentar criticou a ausência de orientações mais detalhadas sobre quais despesas poderão ser realizadas com os recursos. “Pode ser uma pegadinha”, afirmou. Guto disse temer que prefeitos utilizem os valores em áreas não previstas contratualmente e acabem sendo responsabilizados posteriormente por órgãos de controle. O contrato de concessão da Compesa prevê investimentos de R$ 17,4 bilhões e pagamento de R$ 4 bilhões em outorga ao Estado e aos municípios participantes.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Erica Hilton (PSOL-SP), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (12). A deputada deve comentar temas que têm dominado o debate político nas últimas semanas, entre eles a PEC que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no país, além das pautas ligadas aos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e ao combate à violência política de gênero.
Uma das autoras da proposta de mudança na jornada de trabalho, Erika Hilton tem defendido a redução gradual da carga horária e admitido discutir modelos de transição para viabilizar o projeto no Congresso. A parlamentar afirma que a atual escala compromete a saúde física e mental dos trabalhadores e transformou a pauta em um dos principais debates trabalhistas do país.
Natural de Franco da Rocha, em São Paulo, Erika Hilton ganhou projeção nacional ao se tornar a primeira mulher trans e negra eleita deputada federal no Brasil. Antes, já havia sido a vereadora mais votada do país em 2020, na Câmara Municipal de São Paulo, onde presidiu a Comissão de Direitos Humanos e teve atuação voltada ao combate à fome, à transfobia e à defesa de direitos sociais.
Nos últimos anos, também esteve no centro de episódios de forte repercussão política envolvendo ataques transfóbicos e debates sobre violência política de gênero no Congresso. Além disso, ampliou sua atuação em pautas trabalhistas e de direitos humanos, consolidando-se como uma das parlamentares de maior visibilidade nacional dentro do PSOL.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, avisou logo cedo, nesta quinta-feira (7), ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) era o principal alvo da nova fase da “Operação Compliance Zero”.
Andrei Rodrigues informou Alcolumbre assim que as equipes da PF já estavam com os alvos em segurança para evitar problemas na sua execução.
Segundo apurou o blog, o diretor-geral fez a comunicação dentro das regras de cooperação entre os poderes e para evitar que o presidente do Senado fosse surpreendido.
A comunicação de Andrei para Alcolumbre busca também evitar maiores ruídos na relação do presidente do Senado com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente depois de ele articular a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal chegou a solicitar ao ministro relator do inquérito do Banco Master, André Mendonça, operações de busca e apreensão no gabinete de Ciro Nogueira e no seu escritório político.
Mendonça, porém, não autorizou, evitando também maiores turbulências entre ele e o Senado no caso Master, que amedronta o mundo político que se relacionava com Daniel Vorcaro.
A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que ele não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7).
Em nota, os advogados disseram que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
Ciro Nogueira foi alvo da nova etapa da operação, que investiga suspeitas de repasses de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o Banco Master. As informações são do g1.
No comunicado, a defesa repudiou “qualquer ilação de ilicitude” relacionada à atuação do senador, especialmente no exercício do mandato parlamentar.
“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, diz a nota. Os advogados também criticaram medidas adotadas na investigação. Segundo a defesa, ações consideradas “graves e invasivas” teriam sido baseadas em trocas de mensagens atribuídas a terceiros.
Segundo a defesa, esse tipo de medida “merece a devida reflexão e controle severo de legalidade” e deverá ser analisado pelas Cortes Superiores.
A nota também compara o cenário atual ao que classificou como “uso indiscriminado de delações premiadas”.
Leia a íntegra da nota
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Não é à toa que a bandeira de Pernambuco esteja presente, mesmo que informalmente, em eventos massivos, como manifestações políticas e na torcida de jogos de futebol. E muito menos é à toa que uma parte substancial dos pernambucanos saiba cantar o hino estadual, que já foi gravado em ritmos regionais variados. A proximidade da população com os seus símbolos tem uma explicação: a história do Estado desde a colonização deu origem à afamada mania de grandeza pernambucana, ao orgulho por sua ação político-revolucionária e pelo pioneirismo civilizatório.
A pesquisadora e jornalista Paula Imperiano publicou recentemente um guia histórico-cultural, numa iniciativa do Tribunal de Justiça, com o título “Pernambuco na estrada do tempo – Século XVI: o início da colonização”. É uma apuração detalhada em 27 capítulos sobre episódios do século 16 no Estado, mostrando como se deu o processo nas relações entre os que estavam aqui antes das caravelas e os estrangeiros que chegaram com a visão de criar uma infraestrutura para uma colônia, tanto sob uma visão econômica como na instalação dos primeiros serviços de educação, saúde e administração públicas.
Segundo a pesquisadora, “o estudo deparou-se com uma constatação impactante: Pernambuco tem o maior e mais antigo conjunto do patrimônio histórico do Brasil – tesouro inexplorado na promoção do Estado e que pode se transformar em emblema”.
As informações do guia são respaldadas por mais de mil notas de referência, reunindo em torno de 400 fontes. Vão de documentos quinhentistas a estudos de séculos passados e da atualidade, brasileiros e estrangeiros, resgatando informações esquecidas no tempo ou conservadas no ambiente acadêmico, informa a apresentação do livro com mais de 400 páginas e ilustrado com fotos e pinturas que mostram a época.
Neste guia também se descobrem aspectos esquecidos do início da colonização do Estado, como a saga dos povos nativos, portugueses, judeus, árabes e africanos. E um dos capítulos é dedicado à trajetória feminina na sociedade colonial.
“Em 1541, deu-se em Pernambuco algo que permaneceu inusitado por séculos no Brasil: o governo de uma capitania por uma mulher, Brites de Albuquerque (1510-1584). Ela assumiu o comando da Capitania pela primeira vez, aos 22 anos, até o retorno do seu marido Duarte Coelho de Portugal, no ano seguinte. Em 1553, passou a responder interinamente pela segunda vez em mais uma viagem do seu marido a Portugal. Porém, ele faleceu em 1554 antes de retornar, o que fez o governo dela perdurar até a maioridade de seu filho mais velho, Duarte Coelho de Albuquerque, em 1560”, revela o estudo.
Antes dessa governança feminina, também muitos episódios marcantes e curiosos forjaram a história da Capitania de Pernambuco – um território abrangente que juntava Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e porção Oeste da Bahia (antiga “Comarca do Rio de São Francisco”) – com um grande potencial econômico. Especialmente com a troca da exploração do Pau Brasil pelo cultivo da cana-de-açúcar, que passou a produzir o doce ouro branco de muita valia na Europa. O açúcar alavancou o desenvolvimento da capitania, mas também abriu os olhos dos ambiciosos holandeses que, um século depois, invadiram Pernambuco.
O governo da Capitania e a Igreja Católica estiveram juntos no propósito colonizador de Pernambuco. O primeiro donatário Duarte Coelho construiu inicialmente três grandes templos com torres altas para o sino e vigilância de ataques de inimigos. No livro da jornalista Paula Imperiano é narrado também o episódio da instalação do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em Olinda. “O inquisidor Heitor Furtado de Mendonça foi transportado na sua chegada num andor ricamente adornado. O cortejo mostrava a hierarquia social e a força que tinha aquela ação. Deixava clara a advertência aos que não colaborassem com o sucesso da visitação”.
Segundo o guia histórico-cultural, os áulicos, hoje seriam tidos como covardes submissos, juraram colaborar com as perseguições religiosas fantasiosas contra crimes de heresia, feitiçaria, sodomia, luterantismo, bigamia, blasfêmia e fornicação.
“Diante do espetáculo de poder, donos de engenhos de origem judia enxergaram tudo aquilo com pavor. Muitos, mesmo os que tinham prestígio, estavam vulneráveis a serem submetidos à vergonha pública, aos martírios e ao confisco de bens”. De acordo com o livro, muitos judeus tinham vindo para o Brasil, no início da colonização, temendo a Inquisição em Portugal. Agora ela chegava à porta deles.
Como se constata, a história de Pernambuco não cabe num só volume. São necessárias bibliotecas para que se conheçam os acontecimentos que forjaram as pessoas que somos. Neste sábado, 9 de maio, a pesquisadora e jornalista Paula Imperiano vai estar falando sobre as estruturas coloniais mais antigas abrigadas neste Estado. A palestra vai acontecer às 10 horas, na sede do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP), a mais antiga instituição histórica do Brasil, sediada no Recife, na rua do Hospício, 130.
A expectativa é que o Tribunal de Justiça de Pernambuco continue investindo na pesquisa histórica do Estado. O ex-presidente Ricardo Paes Barreto deu partida à coleção, e espera-se que o atual presidente do TJPE, Francisco José dos Anjos Bandeira de Melo, homenageie os pernambucanos, seu pai Bandeirinha, poeta e incentivador da nossa cultura, e seu bisavô, que ele leva no nome, José dos Anjos, professor, jornalista e ex-prefeito do Recife, que atuou na primeira metade do século passado. É isso.
Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte receberam, nesta quarta-feira (6), representantes dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) para discutir demandas da categoria em tramitação no Congresso Nacional. A reunião teve como foco propostas relacionadas à aposentadoria especial e à redução da jornada de trabalho dos profissionais.
Durante o encontro, os parlamentares defenderam a aprovação do Projeto de Lei Complementar 185/2024, que regulamenta a aposentadoria especial dos ACS e ACE, com previsão de redução da idade mínima e garantia de integralidade e paridade salarial. Eduardo da Fonte também solicitou celeridade na tramitação do Projeto de Lei 5.312/2016, que trata da redução da carga horária da categoria.
Os deputados ainda encaminharam pedido à governadora Raquel Lyra para inclusão dos Agentes de Combate às Endemias no Projeto Agente Protegido e atualização do incentivo financeiro pago aos profissionais. Participaram da reunião o deputado estadual Joel da Harpa e o vereador e pré-candidato a deputado federal Carlinhos da Cohab.
O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança, segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano.
Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU. As informações são do g1.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi “amistosa”.
Nesta quinta-feira, Lula será recebido por Trump na Casa Branca por volta das 11h (12h, em Brasília).
Em seguida, os dois farão declarações à imprensa por cerca de 30 minutos no Salão Oval, segundo agenda divulgada pelo governo norte-americano.
Depois, os presidentes participarão de um almoço, no qual devem discutir temas de interesse dos dois países.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Combate ao crime organizado
PIX
Geopolítica e conflitos globais
Terras raras
Eleições
Veja a seguir detalhes de cada um dos assuntos.
Combate ao crime organizado
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
PIX
Atualmente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) conduz uma investigação contra o Brasil por supostas irregularidades em práticas comerciais. O PIX está entre os itens analisados.
Segundo o governo norte-americano, o sistema brasileiro é visto como uma ameaça a empresas dos EUA, por criar desvantagens para serviços de pagamentos eletrônicos, como cartões de crédito.
O Brasil já informou às autoridades americanas, no âmbito das investigações, que o PIX não discrimina empresas dos Estados Unidos e destacou que até gigantes de tecnologia, como o Google, já utilizam a ferramenta.
O tema tem sido usado pelo governo como símbolo de defesa da soberania nacional.
Em um evento em abril, Lula disse que o “PIX é do Brasil” e criticou a investigação conduzida pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro deve aproveitar a reunião para tentar convencer Trump a não adotar medidas contra o país por causa do PIX.
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse, em entrevista à GloboNews, que vê o encontro como uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do PIX e buscar um “bom entendimento” entre os dois países.
Geopolítica e conflitos globais
Lula e Trump têm adotado posições divergentes sobre conflitos globais. O Brasil, por exemplo, condenou ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela e, mais recentemente, ao Irã.
Em abril, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o presidente brasileiro criticou Trump e disse que o norte-americano não pode “ameaçar outros países com guerra o tempo todo”.
Além disso, Lula repetiu uma declaração feita em 2025, após o tarifaço, ao afirmar que Trump não foi eleito “imperador do mundo”.
Lula também tem defendido o fortalecimento da ONU, em vez de posturas unilaterais.
O presidente foi convidado a integrar o Conselho da Paz criado por Trump, mas ainda não aceitou. Em janeiro, em conversa telefônica com Trump, Lula propôs mudanças no grupo.
A situação de Cuba, com os Estados Unidos pressionando e ameaçando o regime de Havana, também pode ser discutida. O Brasil vê com preocupação a situação humanitária da ilha, que piorou após o governo norte-americano adotar medidas para restringir o envio de petróleo ao país.
Terras raras
A exploração de minerais críticos e terras raras deve entrar na pauta da reunião. O Brasil tem uma das maiores reservas no mundo e vê esses recursos como estratégicos para a transição energética, a digitalização da economia e o avanço da inteligência artificial.
governo brasileiro defende que esses recursos sejam explorados sob controle nacional, com parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento da indústria.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir a uma aliança proposta pelos EUA para o setor e deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países.
A avaliação é que os norte-americanos buscam influenciar as regras do comércio global desses minerais, hoje concentrados principalmente na China.
Também pode entrar na conversa um acordo firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para exploração desses minerais, que gerou reação do governo federal.
A avaliação é que a iniciativa envolvendo Goiás não tem validade jurídica, já que o subsolo pertence à União, responsável por regular a atividade e firmar acordos internacionais.
Além disso, na véspera do encontro na Casa Branca, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com previsão de incentivo para estimular a exploração. O texto ainda será analisado pelo Senado.
Investigações da Polícia Federal revelam que senador Ciro Nogueira (PP) recebia pagamentos mensais recorrentes e teria instrumentalizado o mandato para apresentar emendas redigidas pelo próprio banco.
O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro André Mendonça, determinou suspensão de empresas e monitoramento de envolvidos no caso, no âmbito da Operação Compliance Zero. As informações são do g1.
As provas surgiram a partir de diálogos interceptados entre Daniel Vorcaro e seu operador financeiro, Felipe Vorcaro. As mensagens detalham o funcionamento da chamada “parceria BRGD/CNLF”, na qual a empresa BRGD S.A. (da família Vorcaro) enviava recursos para a CNLF Empreendimentos (veículo patrimonial do senador).
Em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro relatou dificuldades em manter o fluxo devido ao “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.
Meses depois, em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o operador pelo atraso de dois meses nos repasses a “ciro”. Em resposta, Felipe questionou: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, evidenciando que o valor mensal do repasse havia aumentado.
Em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro relatou dificuldades em manter o fluxo devido ao “aumento dos pagamentos” ao “parceiro brgd”.
Meses depois, em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o operador pelo atraso de dois meses nos repasses a “ciro”. Em resposta, Felipe questionou: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”, evidenciando que o valor mensal do repasse havia aumentado.
A contrapartida para os pagamentos milionários era a instrumentalização do mandato parlamentar. O caso envolve a emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta visava elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$250 mil para R$1 milhão por depositante.
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A investigação revelou que o texto da emenda foi elaborado pela própria assessoria do Banco Master e entregue em um envelope na residência do senador. Após a apresentação, Daniel Vorcaro vangloriou-se de que a proposta “saiu exatamente como mandei”, enquanto interlocutores do banco previam que a medida “sextuplicaria” os negócios da instituição.
Outros projetos de lei, como o PATEN e o SBCE, também teriam tido minutas revisadas e entregues ao gabinete do senador por ordens do banqueiro.
Além dos repasses mensais, Ciro Nogueira teria recebido vantagens por meio de operações societárias fraudulentas.
A empresa CNLF, administrada formalmente pelo irmão do senador, Raimundo Neto, adquiriu 30% da Green Investimentos S.A. pelo valor de R$ 1 milhão.
Daqui a pouco, a partir das 13 horas, em solenidade na Faculdade Vale do Pajeú, em Bezerros, no Agreste, recebo mais uma honraria municipal: o título de Cidadão Honorário Bezerrense, de autoria do vereador Diogo Lemos (PSB), aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores do Município. Simbolicamente, o evento está marcado para a unidade de ensino superior, presidida pelo meu amigo Cleonildo Painha, para assinar a chegada ao município da Casa da Justiça e Cidadania, que funcionará na referida faculdade.
Trata-se de um relevante avanço institucional na área jurídica do Agreste pernambucano. A implantação da Casa de Justiça e Cidadania promete ampliar o acesso da população a serviços jurídicos e fortalecer a atuação cidadã no município. lhido para sediar a nova estrutura. A iniciativa envolve a articulação de diferentes órgãos, incluindo o Poder Judiciário estadual, o Legislativo municipal, a gestão da cidade e instituições de ensino.
Além da inauguração do espaço, o evento contará com um momento de reconhecimento público. Diversas autoridades e nomes de destaque serão agraciados com o título honorífico de cidadão bezerrense, numa forma de valorizar contribuições relevantes prestadas à cidade e à região.
Entre os homenageados, Francisco Bandeira de Melo, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, e os desembargadores Ricardo Paes Barreto, Fausto Campos, Alberto Nogueira, Francisco Eduardo Sertório, Erick Simões, Paulo Augusto de Freitas e Agenor Ferreira Filho.
Também o promotor Fábio Henrique Estevam, o defensor público geral do Estado, Henrique Seixas, a presidente da OAB, Ingrid Zanella, o ex-deputado federal Tadeu Alencar, o médico Heber Vieira Coutinho Júnior, além do próprio Painha, advogado e empresário do setor educacional do Estado. Haverá, por fim, uma homenagem póstuma ao ex-governador Eduardo Accioly Campos.
Ao final do evento, farei uma tarde-noite de autógrafos do meu livro Os Leões do Norte, da editora Eu Escrevo, que reúne a minibiografia de 22 governadores de Pernambuco. Será no auditório da Faculdade Vale do Pajeú.
HISTÓRIA
A origem de Bezerros data de 20 de maio 1870. Nessa época, foi implantado um grande comércio de gado, iniciando o povoamento do local. Algumas versões da história de Bezerros tentam explicar o nome da cidade. A primeira diz respeito ao sobrenome da família Bezerros, que foi a primeira proprietária das terras.
A segunda diz que o local foi, primitivamente, uma queimada de bezerros. A terceira conta que um dos filhos da família Bezerra se perdeu na reserva florestal no dia 18 de maio, tendo sido feita uma promessa a São José, sendo a criança encontrada com vida dois dias após seu sumiço, ou seja, dia 20 de Maio, ao pé de frondosa árvore onde foi erguida uma capela sob a invocação de São José dos Bezerros.
O município é formado pela sede, os distritos de Sapucarana e Boas Novas e pelos povoados de Serra Negra, Sítio dos Remédios, Cajazeiras e Areias. Anualmente, no dia 18 de maio, Bezerros comemora a emancipação política. O padroeiro da cidade é São José.
A PF (Polícia Federal) apontou, em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu “vantagens indevidas” de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.
Ciro foi um dos alvos da nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta quinta-feira (7). As informações são da CNN.
Segundo o documento, o parlamentar teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.
Além disso, “no plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie”.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
O presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), está entre os alvos, segundo informações obtidas pela TV Globo. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços dele em Brasília e no Piauí. As informações são do g1.
Na decisão, obtida pela jornalista Ana Flor, a PF “aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Segundo o blog apurou, o caso relativo ao senador Ciro Nogueira era um dos com maior quantidades de indícios para serem investigados.
O g1 entrou em contato com o senador, mas ainda não obteve resposta.
Ao todo, policiais federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Segundo informações do blog da Camila Bomfim, no g1, o alvo de prisão é o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Ele foi preso nesta manhã em Minas Gerais.
A operação foi autorizada pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça. A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões.
Atual ministro da Defesa, o pernambucano José Múcio Monteiro entrou para a história como o mais duradouro e melhor ministro de Articulação Política da República no segundo mandato de Lula, de 2007 a 2009, substituindo Tarso Genro. Vocacionado engolidor de sapos, exerce o ofício da política para apagar incêndios com a conhecida paciência de Jó.
Desde a derrota do Governo no Senado, na semana passada, quando o presidente Lula não conseguiu emplacar o também pernambucano Jorge Messias no STF, Múcio age silenciosamente nos bastidores para distensionar a relação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Ontem, se reuniu com o próprio Alcolumbre (União-AP), em uma primeira tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reconstruir a relação com o comando da Casa após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado e foi tratado por interlocutores do Planalto e aliados de Alcolumbre como um movimento inicial de distensão após a derrota histórica sofrida pelo governo no plenário.
Messias, advogado-geral da União e um dos auxiliares mais próximos de Lula, teve seu nome rejeitado pelo Senado depois de meses de desgaste político. Múcio confirmou a conversa e afirmou que o momento ainda é de reduzir a temperatura política antes de qualquer nova discussão sobre a vaga no Supremo.
“Estive com Alcolumbre sim, ontem. Meu papel foi de averiguar a temperatura. O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar. Ele vai encontrar Lula, sim, mais para frente”, afirmou.
Segundo interlocutores do Senado, Múcio também conversou com Alcolumbre sobre a importância de uma retomada do diálogo direto com Lula após a viagem do presidente aos Estados Unidos. De acordo com relatos de aliados de Alcolumbre, o senador se mostrou disposto a conversar com o petista, embora aliados dos dois lados admitam reservadamente que o ambiente ainda está longe de pacificado.
Silenciou – Procurado por meio de sua assessoria, o presidente do Senado não comentou. A reunião foi interpretada no governo como uma primeira tentativa de retomar o diálogo após a crise aberta pela derrota de Messias. Governistas avaliam que, mais do que a perda de uma vaga no Supremo, o episódio expôs a fragilidade da base governista na Casa e consolidou o poder de influência de Alcolumbre sobre o andamento da pauta legislativa.
Guimarães entra no jogo também – O novo ministro das Relações Institucionais, deputado José Guimarães (PT-CE), também esteve com Alcolumbre. Segundo aliados, o intuito também foi o de superar as desavenças da semana passada e construir uma reaproximação com o comando do Congresso. Lula embarcou ontem para os Estados Unidos ainda entalado com o presidente do Senado, artífice da derrota do Governo. Está sendo aconselhado a retaliar Alcolumbre, retirando cargos de aliados, mas José Múcio acha que isso não é o caminho mais adequado.
Correria aos cartórios – Encerrou-se, ontem, o prazo para regularização dos títulos eleitorais e o cadastro para o primeiro título de eleitor. A partir de hoje, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores. Ao longo do dia de ontem longas filas se formaram nos cartórios para regularizar a documentação, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. Para resolver as pendências, o eleitor também teve acesso ao serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou procurou os postos de atendimento presenciais.
Violência em queda – De acordo com estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), 942 pessoas foram assassinadas no primeiro semestre deste ano, o que representou uma importante queda. Trata-se do menor resultado da série histórica, iniciada em 2004, e da primeira vez que esse período de quatro meses é finalizado com menos de 1 mil vidas perdidas. No último mês de abril, 209 mortes foram somadas no Estado. Houve redução de 17,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando 254 assassinatos foram contabilizados pela polícia.
Reflexo dos investimentos – A queda mais expressiva ocorreu na capital (30 assassinatos em abril deste ano, sendo 17 a menos) e na Região Metropolitana (56 registros, contra 83 em abril de 2025). “Estamos alcançando os menores índices de criminalidade de toda a série histórica. Esse resultado é reflexo de investimentos robustos na ampliação do efetivo, em equipamentos e tecnologia, somados às ações ostensivas, repressivas e de inteligência das nossas operativas”, disse o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
CURTAS
DIANTEIRA – Pelos números da Quaest divulgada ontem, em Pernambuco o presidente Lula (PT) se mantém numa boa dianteira. Aparece com 53% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL)ficou pontuo 19%. Trata-se de uma média pro Lula em todos os estados nordestinos.
DELAÇÃO 1 – A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, entregou, ontem, à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal uma proposta de delação premiada. O conteúdo agora será analisado pelos investigadores, que podem fechar um acordo com o executivo, pedir acréscimos ou rejeitar a colaboração.
DELAÇÃO 2 – A proposta consiste em uma sequência de capítulos do que Vorcaro pretende contar às autoridades em troca de benefícios, como a redução da pena ou mudança de regime prisional, em caso de condenação. Cada anexo se refere a um tema diferente em que os advogados apontam outros participantes dos supostos crimes e os meios para se confirmar os fatos narrados.
Perguntar não ofende: Até quando Raquel vai cozinhar seus aliados da Federação Progressista para escolha do nome ao Senado?
O Avante lançou, hoje, em Belo Horizonte, a pré-candidatura de Augusto Cury à Presidência da República. O evento reuniu lideranças políticas, como o presidente nacional do partido, o deputado federal licenciado Luis Tibé, e o presidente estadual da sigla em Minas Gerais, Igor Eto, no BeFly Hall, na Savassi, Região Centro-Sul da capital mineira.
Segundo o Avante, o lançamento marca o início de uma agenda pelo Brasil, com foco na “ampliação do diálogo, na escuta ativa da população e na formulação de propostas voltadas ao desenvolvimento do país”.
Augusto Cury nasceu em Colina (SP) em 1958. É médico psiquiatra e escritor. Autor de obras como “O Vendedor de Sonhos” e “O Homem Mais Inteligente da História”, soma mais de 42 milhões de livros vendidos. Foi considerado o autor mais lido da última década no Brasil pela revista “IstoÉ” e pelo jornal “Folha de S. Paulo”. Conferencista e palestrante, Cury dedicou mais de 40 anos a pesquisas sobre as emoções e a mente humana.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, hoje, que não espera nada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após ser questionado por jornalistas se aguardava algum gesto do Planalto depois da votação na última semana que rejeitou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu tenho que esperar alguma coisa? Não tenho que esperar nada”, respondeu Alcolumbre. Na sequência, ele foi questionado se acredita que Lula ainda fará uma nova indicação ao Supremo neste ano. Ele respondeu novamente que não tem que esperar nada.
Na última quarta-feira, Jorge Messias teve seu nome avaliado pelo Senado e foi rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Eram necessários ao menos 41 votos, dos 81 parlamentares, para a aprovação. Messias foi o primeiro nome rejeitado pelo Senado para a Corte em 132 anos. A formalização da indicação ocorreu em abril deste ano, mais de quatro meses após Lula ter anunciado a escolha, em novembro de 2025.
O advogado-geral da União enfrentou a oposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ficou insatisfeito com a decisão de Lula de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga do Supremo. Após a votação no Senado, Messias indicou ressentimento pelo resultado.
“Passei por cinco meses de um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentira para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou, sem citar diretamente o nome de Alcolumbre. Hoje, em uma tentativa de aliviar a tensão entre o governo Lula e Alcolumbre, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, se encontrou com o presidente do Senado.
A ideia do encontro foi “virar a página” das derrotas sofridas pela gestão Lula 3 no Parlamento: a rejeição de Messias e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria, que vai abrandar as penas dos condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro, em especial a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Como mostrou o Estadão, durante o jantar em comemoração aos 46 anos do PT, tanto Guimarães como o presidente do PT, Edinho Silva, falavam em “esperar decantar” a derrota de Messias e agir com calma ao discutirem a possibilidade de indicação de novo nome para o STF e os próximos passos na relação com o Senado. “A gente não deve fazer nada com rancor. É da natureza humana, ou deveria ser”, minimizou o ministro.