Veneziano: “Governo tem legitimidade de questionar o comportamento do Congresso”

Por Manoel Guimarães – Especial para o blog

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), líder da maioria na Casa Alta, defendeu a legitimidade do governo Lula de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a derrubada do projeto do IOF por parte do Congresso Nacional. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por Magno Martins, o emedebista afirmou que não se trata de uma provocação, mas de que a gestão busca é uma “justiça tributária”.

“Não vejo essa questão como ataques ao Congresso. O governo tem a legitimidade de questionar o comportamento do Congresso. E vai recorrer a quem? Ao STF. Temos que ter calma, vamos entender os dois lados de forma madura. Não há confronto estabelecido. O que o governo quer propor e está a fazer é buscar a justiça tributária. Como podemos ter R$ 800 bilhões de renúncias tributárias? Isso é inconcebível”, colocou o parlamentar.

Ele ressaltou que o governo foi surpreendido com a derrubada do decreto por parte do Parlamento, uma vez que havia sido costurado um acordo na véspera da votação. “Houve uma reunião na residência oficial da Câmara, e depois de seis horas saiu um acordo. Seria apresentado um novo formato de decreto, com as lideranças das duas Casas concordando. E, para a surpresa do governo, veio a votação do projeto de decreto legislativo, gerando uma insatisfação e uma frustração”, relatou.

Para Veneziano, o clima hostil entre Congresso e governo tende a continuar, devido ao calendário eleitoral. Porém, segundo ele, é preciso perseverar. “Sabemos que esse é o cenário, não é novo, foi posto desde o momento em que o governo se instalou, elegendo o presidente mas não fazendo a maioria no Congresso. Temos uma oposição desejosa de atacar o governo com propósitos dos mais variados. Penso que o governo haverá de poder gozar de uma situação mais estável com os resultados, com as entregas. Quando a sociedade puder constatar e responder favoravelmente, isso gerará uma pressão contra o Congresso. Esse recado haverá de chegar”, concluiu o senador.

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A noite de ontem foi marcada por um gesto de cidadania em Palmares. O prefeito Junior de Beto, ao lado da primeira-dama e secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Raquel Melo, realizou a 3ª edição do projeto “15 anos – Na idade dos sonhos, tudo é possível”.

O evento presenteou 40 meninas da zona urbana e rural, acompanhadas pelos CRAS do município, com um baile de debutantes. O projeto reafirma o compromisso da gestão municipal com a dignidade, inclusão e valorização das famílias palmarenses.

A noite também contou com o apoio dos padrinhos e madrinhas, que abraçaram a causa e contribuíram para a realização do momento na vida das jovens. Também estiveram presentes o deputado estadual France Hacker e o deputado federal Lula da Fonte.

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O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), recebeu neste sábado (30) o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) e a deputada estadual Roberta Arraes (PP) para discutir ações voltadas à infraestrutura da zona rural do município. Também participaram do encontro o ex-prefeito Lula Sampaio, vereadores e lideranças locais.

Durante a visita, Evilásio destacou a importância da recuperação das estradas rurais e ressaltou o apoio do deputado federal na destinação de recursos. “Cuidar de Araripina é também cuidar dos distritos, da zona rural e das estradas. O trabalho é grande, mas a nossa vontade é ainda maior”, afirmou o gestor.

Fernando Filho, por sua vez, disse estar satisfeito em acompanhar de perto os avanços das obras e reforçou o compromisso de continuar destinando verbas para o município. “A gente sabe que a demanda é grande, mas vamos continuar trabalhando para viabilizar recursos, máquinas e equipamentos, para que o prefeito possa levar melhorias aos quatro cantos de Araripina”, disse o parlamentar.

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Já na terceira edição, com três mil livros vendidos, “Os Leões do Norte”, de minha autoria, continua na lista dos mais vendidos em todas livrarias do Estado, sobretudo na Leitura, do Riomar, já esgotado pela terceira vez. Clique e veja o depoimento de Erica, coordenadora de vendas da Leitura.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que a Polícia Penal do Distrito Federal realize vistorias em todos os veículos que saírem da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida amplia o monitoramento já realizado na área externa do imóvel, atendendo a um pedido da SEAP-DF (Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal), que apontou a existência de “pontos cegos” na propriedade.

Segundo o órgão, a estrutura da residência, composta por dois blocos na frente e uma casa nos fundos, poderia interferir no funcionamento da tornozeleira eletrônica. As informações são da CNN Brasil.

Desde terça-feira (26), a vigilância é realizada por agentes, incluindo profissionais descaracterizados, conhecidos como “agentes invisíveis”, e viaturas sem identificação oficial.

A nova determinação prevê que a SEAP-DF envie relatórios diários a Corte detalhando os veículos que saem da casa de Bolsonaro e os resultados das vistorias.

Se o Ouvir para Mudar, ontem, em Arcoverde, trouxe R$ 130 milhões em investimentos anunciados pela governadora Raquel Lyra (PSD) para o Sertão do Moxotó, o mesmo não se pode dizer do “investimento” político do prefeito anfitrião, Zeca Cavalcanti (Podemos).

Enquanto o Governo do Estado liberou alunos do período da tarde para encher o auditório e ouvir Raquel, Zeca parece ter deixado para lá a tarefa de mobilizar sua tropa: nem militantes, nem seguidores, muito menos os cargos comissionados deram as caras para bater palmas para a governadora.

O clima constrangedor quase deixou Raquel falando sozinha, mas o vexame foi “salvo” pela presença calorosa do prefeito de Custódia, Messias, e do ex-prefeito Manuca, hoje secretário estadual, que garantiram o barulho e as palmas que o anfitrião esqueceu de providenciar.

Para quem esperava um palco de apoio político, Zeca Cavalcanti conseguiu transformar a própria casa em plateia vazia. No fim das contas, Raquel entregou os investimentos, mas levou para casa a certeza de que, em Arcoverde, se dependesse da boa vontade de Zeca, teria falado para as paredes.