O estilo Raquel: depois de dois anos de gestão, com um secretariado que precisa usar GPS para andar no Recife e no Estado, acaba de apresentar toda sua equipe no primeiro momento do encontro com os prefeitos do Estado.
O estilo Raquel: depois de dois anos de gestão, com um secretariado que precisa usar GPS para andar no Recife e no Estado, acaba de apresentar toda sua equipe no primeiro momento do encontro com os prefeitos do Estado.
O deputado federal Waldemar Oliveira afirmou ser favorável ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso, e defendeu a adoção da escala 5×2. Segundo o parlamentar, a mudança atende a uma demanda por melhores condições de trabalho e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Sou a favor do fim da escala 6×1 e defendo a escala 5×2 como um caminho mais justo e equilibrado”, declarou.
Waldemar destacou que o debate deve considerar os impactos para o setor produtivo e a necessidade de adaptação das empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. Para ele, a transição precisa ser construída com diálogo e previsibilidade. “Precisamos construir esse caminho junto com quem gera emprego, para que a mudança seja viável e preserve a atividade econômica”, afirmou.
O deputado também apontou que a revisão das jornadas de trabalho pode trazer efeitos na produtividade e nas relações de trabalho. “Defender o trabalhador e defender quem empreende não são posições opostas. O Brasil precisa de equilíbrio para garantir direitos, manter empregos e fortalecer a economia”, completou.
A derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros incriminados pela tentativa de golpe de Estado, beneficiará mais de 200 mil condenados por outros crimes.
O veto foi derrubado em sessão do Congresso nesta quinta-feira (30), com apoio de 318 deputados e 49 senadores. As informações são da Folha de S. Paulo.
Atualmente, quem está em regime de prisão domiciliar não pode diminuir sua pena por estudo ou trabalho, exceto em casos específicos, com autorização do juiz. O texto aprovado pelo Congresso amplia essa possibilidade de remição para todos que cumprem pena em casa. O benefício não é automático, mas as defesas podem solicitá-lo à Justiça.
Leia maisCerca de 235 mil pessoas cumpriam pena em regime domiciliar em 30 de junho de 2025, dado mais recente disponível na Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça. O número de presos nessa modalidade tem crescido em velocidade acelerada, principalmente por causa da pandemia, e aumentou 3.812% em nove anos.
Cada obra lida corresponde à remição de quatro dias de pena e exige comprovação com a apresentação de um relatório, que é avaliado por uma comissão. Os participantes do programa podem apresentar a resenha de até 12 livros por ano.
Ou seja, é possível reduzir a pena em até 48 dias no período de 12 meses. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
No caso de trabalho, é possível abater um dia de pena a cada três dias em serviço.
O dispositivo para autorizar os presos em regime domiciliar possam abater da pena os esforços com estudo e trabalho foi incluído pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto na Câmara.
A mudança legislativa fazia parte de um acordo que envolvia Bolsonaro cumprir pena em casa por sua condição de saúde e idade. O ex-presidente, porém, tentou romper a tornozeleira eletrônica, foi enviado para o regime fechado em novembro e só voltou para casa em março por causa do agravamento dos problemas de saúde.
A alteração é criticada por especialistas. Felippe Angeli, coordenador da plataforma Justa, afirma que a redução da pena por trabalho ou estudo no regime domiciliar já é autorizada por alguns tribunais, embora não esteja prevista na legislação. Caso vire lei, o uso será ampliado, o que abre um potencial de fraudes.
“Hoje tudo é organizado a partir da custódia pelo Estado. O preso sai do estabelecimento e retorna [após o trabalho/estudo] ou no regime fechado tem acesso a possibilidade trabalho e educação dentro do estabelecimento. Então, isso já fica registrado para fins da própria remição. No caso domiciliar, não se tem essa informação, vai precisar de uma prova muito robusta”, diz.
Angeli destaca que a mudança exigirá uma regulamentação para evitar fraudes, considerando que o regime domiciliar dificulta a fiscalização pelo Estado sobre as vedações. “O problema é que por causa de uma pessoa [Bolsonaro], você está alterando todo um sistema que vai impactar centenas de milhares de pessoas sem saber como você vai fazer isso, sem um maior debate.”
O advogado Pierpaolo Bottini, que foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, afirma que é a favor do abatimento da pena, mas que o modo como está sendo instituída é um problema. “O instituto sozinho não é ruim, no fundo é um instrumento de ressocialização. A questão é que ele não pode ser casuística e vir num projeto que busca beneficiar um determinado grupo de pessoas”, afirmou.
Ele diz que o texto exigirá uma regulamentação e um debate mais amplo sobre como ser aplicado. “Eu sei que é mais difícil [do que no regime fechado ou semiaberto], mas não é impossível. Ele vai precisar de um trabalho que ele consiga comprovar que efetivamente trabalhou ou, no caso de um curso, assistir com a câmera aberta”, opina.
Procurado pela Folha, Paulinho da Força afirmou que sua assessoria jurídica elaborou o texto e garantiu que o projeto só beneficiaria o caso de Bolsonaro, para permitir a diminuição da pena por estudo na prisão domiciliar, e que não terá um efeito mais amplo sobre o sistema prisional.
O projeto de lei foi aprovado pela Câmara por 291 votos a 148 e por 48 a 25 no Senado, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula (PT). Esse veto foi derrubado pelo Legislativo nesta quinta, o que faz com que as mudanças legislativas sejam enviadas para o presidente da República para promulgação.
Bolsonaro solicitou em janeiro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que pudesse abater a pena com leitura. Os relatórios do 19º Batalhão de Polícia Militar na Papuda, prédio conhecido como “Papudinha”, no entanto, mostram que ele não leu nenhum livro no período e, por isso, não teve nenhuma redução nos dias encarcerado.
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O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, vistoriou, nesta quinta-feira (30), um conjunto de obras de abastecimento de água na Região Metropolitana do Recife (RMR), que integram um pacote de investimentos superior a R$ 1,3 bilhão em água e esgoto. As intervenções, executadas pela companhia, têm previsão de conclusão até o fim do ano e visam ampliar a oferta e a regularidade do abastecimento.
A agenda começou no bairro do Janga, em Paulista, com a implantação de quatro poços artesianos, um deles com vazão estimada em 25 litros por segundo, ao custo aproximado de R$ 14 milhões. Em seguida, a comitiva visitou a obra da Adutora da ETA Alto do Céu, em Olinda, com investimento de R$ 25,2 milhões, que deve beneficiar cerca de 80 mil pessoas em bairros como Bultrins, Bonsucesso e Bairro Novo.
No Recife, as visitas incluíram obras no Alto Santa Terezinha, voltadas à ampliação do sistema de abastecimento dos morros da Zona Norte, com aporte de R$ 31,4 milhões e alcance estimado de 142 mil pessoas, além da duplicação da Alça Norte, na Iputinga, investimento de R$ 29 milhões que deve atender cerca de 180 mil moradores. “Estamos executando um conjunto estruturador de obras que fortalece a capacidade operacional da Compesa e amplia a oferta de água com mais regularidade e eficiência”, afirmou Douglas Nóbrega.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (30) que o ex-presidente a Jair Bolsonaro (PL) realize uma nova cirurgia.
A decisão do ministro atende um pedido feito pela defesa do ex-presidente, que cumpre a pena de 27 anos e três meses. As informações são da CNN.
Leia maisO procedimento será realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do político em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou a cumprir pena em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília, no final de março. A prisão domiciliar foi autorizada por Moraes por um período de 90 dias. O magistrado justificou a decisão com base nos problemas de saúde do ex-presidente, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.
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A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), promoveu, nesta quarta-feira (30), um encontro entre 11 vereadores de sua base e a governadora Raquel Lyra (PSDB), com o objetivo de discutir investimentos previstos para o município. A reunião tratou de ações do Governo do Estado na cidade, incluindo obras de infraestrutura e melhorias em áreas como educação. “Os vereadores são políticos muito próximos das bases, nada mais justo que debater com eles os investimentos que estão vindo para a cidade”, afirmou a prefeita.
De acordo com a gestão municipal, a previsão é de cerca de R$ 50 milhões em convênios para intervenções como tapa-buracos, pavimentação e requalificação de escolas, além de obras em andamento, como a do Canal do Fragoso. “É sempre importante a parceria entre Governo do Estado e as cidades. O povo só tem a ganhar”, declarou a vereadora Denise Almeida (PSD).
O Congresso Nacional aprovou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, os parlamentares derrubaram o veto. O vaivém do PL da dosimetria, que alivia as penas impostas a golpistas, terá o derradeiro capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). A análise é de Carolina Brígido para o Estadão.
É esperado que, em breve, algum partido político ou a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente uma ação à Corte questionando a constitucionalidade do projeto de lei. O caso deve ser julgado em plenário, com a presença dos dez atuais integrantes do tribunal. As informações são do Estadão. As informações são do Estadão.
Leia maisO julgamento levará em conta não apenas aspectos jurídicos, mas a crise institucional entre os Três Poderes – que chegou ao ápice na quarta-feira, 29, quando o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias, indicado por Lula a uma vaga de ministro do Supremo.
Ministros do tribunal viram o movimento duplo do Congresso de reprovar Messias e ressuscitar o PL da Dosimetria não apenas como uma derrota do governo Lula, mas como ameaça ao STF. Seria uma forma de dizer que, se os parlamentares podem evitar a nomeação de um ministro, também têm força para afastar integrantes do tribunal.
O PL da Dosimetria é, por sua vez, uma afronta à decisão do STF de condenar e impor penas severas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, mas foi a solução política possível, chancelada por parte dos ministros da Corte, para frear a tramitação no Congresso da proposta de anistia.
No ano passado, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, concordaram com a aprovação do PL, desde que a anistia aos golpistas fosse enterrada pelos parlamentares. O problema é que nem todo ministro do tribunal concorda com a mudança na dosimetria dos condenados.
Questionados em caráter reservado, ministros do STF afirmam que ainda é uma incógnita como o plenário trataria o assunto no caso de receberem uma ação questionando a legalidade do PL da Dosimetria. Esse assunto deve ser debatido entre eles nos bastidores nos próximos dias.
Na prática, o projeto de lei permite a redução de penas dos condenados por atos golpistas – desde os depredadores do 8 de janeiro até o núcleo crucial, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. O benefício não seria automático: a defesa dos réus precisa entrar com uma ação no STF pedindo a redução da pena.
O caso deixou o STF em uma sinuca de bico: se os ministros julgarem o projeto inconstitucional, estarão acirrando a cizânia com o Congresso – que, por sua vez, tem poderes e força política para abrir processo de impeachment contra integrantes do tribunal. Por outro lado, se mantiverem a proposta válida, podem sinalizar perda de força institucional.
Os cenários estarão postos nos debates entre os ministros, que devem ocorrer nos próximos dias.
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O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria. Segundo o analista de política Pedro Venceslau, durante o CNN 360º desta quinta-feira (30), a aprovação da medida pode abrir caminho para que Jair Bolsonaro cumpra sua pena em prisão domiciliar de forma definitiva, sem necessidade de retornar à Papudinha.
“No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que mais beneficia ele é a unificação dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e o golpe de Estado, que passam a ser um crime só. Isso pode levar a uma redução significativa da pena”, destacou Venceslau. O analista lembra que a prisão domiciliar de Bolsonaro, até o momento, é uma decisão provisória, válida por 90 dias. As informações são da CNN.
Leia mais“Com essa decisão do Congresso Nacional, a defesa de Jair Bolsonaro deve acionar novamente o STF para que eles deixem claro que agora ele fica na prisão domiciliar, não volta mais para a Papudinha, para cumprir o restante da pena em sua residência”, afirma o analista.
A aprovação do PL da dosimetria não foi simples. Venceslau comentou que havia resistência por parte de uma ala da oposição que defendia a anistia ampla, geral e irrestrita. “Foi difícil fazer essa costura”, afirmou.
Segundo ele, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi peça fundamental nas negociações, conseguindo convencer o PL e os bolsonaristas, incluindo o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a abrir mão da bandeira da anistia geral.
A decisão do Congresso já deve colocar em liberdade algumas centenas de pessoas que estavam presas de forma preventiva ou que serão beneficiadas pelas mudanças trazidas pelo projeto.
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Ex-ministra do Planejamento de Lula, Simone Tebet, 56, desembarcou de mala e cuia em São Paulo para se lançar candidata ao Senado.
Natural do Mato Grosso do Sul, onde desenvolveu carreira política, ela afirma que não se sente uma forasteira, lembrando que SP é uma terra de imigrantes que acolhe brasileiros de todos os lugares. As informações são da Folha de S. Paulo.
Afirma que, como candidata em São Paulo, terá o papel de mostrar que Lula, se reeleito, seguirá governando com uma frente ampla de forças políticas —tanto é que a convidou para ser candidata, mesmo sabendo que ela pensa diferente dele e do PT.
Leia maisTebet se diz mais liberal e fiscalista que Lula e Fernando Haddad, que será candidato ao governo de SP pela mesma chapa, afirma que o MST já foi irresponsável, mas hoje mostra maturidade, diz que Flávio Bolsonaro, o principal adversário do PT na corrida presidencial, só tem a anistia do próprio pai para apresentar como proposta ao país, e afirma que Lula, apesar de visto como um líder de esquerda, é de centro e tem políticas de direita para o agronegócio e o latifúndio.
Diz ainda que um suposto ‘cansaço’ do eleitorado com o presidente deve ser deixado para depois das eleições, já que hoje ele é o líder mais forte para “derrotar a extrema direita no país”.
A senhora está desembarcando como candidata em São Paulo. Afinal, a que cargo vai concorrer? Vai ser candidata a vice na chapa de Fernando Haddad? Vai ser senadora?
Sou pré-candidata ao Senado Federal. O convite que me foi feito para ingressar no PSB e ser pré-candidata em São Paulo foi para um único cargo. Não há nenhuma possibilidade de disputar qualquer outro cargo, pelo menos na eleição de 2026.
Há notícias de que o PT está testando o seu nome para ser vice de Haddad, e estão também colocados, para o Senado, os nomes de Marina Silva e do ex-governador Márcio França. A chance de a senhora ser vice é mesmo zero?
Zero chance de ser vice. Eu primeiro preciso entender qual é o meu papel. Nós estamos falando do maior colégio eleitoral do Brasil e da economia que dita a velocidade com que o país cresce, se a 80 km/hora ou a 120/km por hora.
São Paulo é estratégico eleitoralmente também. Numa disputa tão acirrada como a que se avizinha, é importante o governo e a campanha do presidente Lula mostrarem que este foi, e será, um governo centro, de frente ampla.
Eu quero dialogar com os eleitores indecisos. Com quem pensa diferente. Eu venho [disputar o Senado por São Paulo] como alguém que pensa diferente e que visa ampliar horizontes. Que vai dizer com o que concorda e com o que discorda em relação à própria candidatura do PT.
E em que a senhora pensa tão diferente, depois de quatro anos integrando o governo de Lula?
Aquilo que me assemelha ao que pensa o presidente Lula é infinitamente maior do que aquilo que me separa: a defesa da democracia, da soberania, dos valores, dos avanços em políticas públicas e dos direitos humanos. Agora, obviamente eu sou mais fiscalista e mais liberal na economia.
Mais do que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad?
Eu acredito que sim. Eu me dei muito bem com ele porque Haddad tem a visão do mundo real, sabe a diferença entre o que gostaríamos que fosse e o que é possível fazer, ainda mais depois de quatro anos [de governo de Jair Bolsonaro] em que nós tivemos desarranjos políticos e econômicos de toda ordem.
Ele tem o senso de realidade do Brasil tão diverso, tão desigual, em que você faz o ajuste daquilo que é possível.
O PT já conseguiu eleger senadores em SP, mas é sempre derrotado para o governo de Estado. Como vê esse cenário?
Quando o presidente Lula conversou comigo [sobre a possibilidade de disputar o Senado por SP], ele disse: “Você teve uma votação surpreendente [como candidata a presidente em 2022] em São Paulo. Você dialoga com o público feminino, com o público do interior, do agro”.
E o Estado de fato acolheu as minhas ideias. Um terço dos meus votos [para presidente] vieram daqui.
O Edinho [Silva, presidente do PT], baseado em pesquisas, me disse: “O seu é o perfil que o eleitorado de SP tem buscado, do equilíbrio, da moderação, de alguém que represente o novo, mas com responsabilidade”.
Conversei na mesma época com a [deputada federal] Tabata [Amaral, do PSB], que me convidou para entrar no partido, com o vice-presidente Geraldo Alckmin [da mesma legenda]. Ele me disse “Simone, não tem a menor possibilidade de eu ser candidato [ao Senado ou ao governo]. Pode vir [para SP] com tranquilidade.
E, afinal, qual será a chapa aqui em São Paulo? Quem será vice de Fernando Haddad, quem serão os dois candidatos ao Senado?
Já que um homem, Haddad, será candidato ao governo, eu particularmente gostaria que uma mulher fosse vice, para dialogar com o eleitorado feminino.
Eu sou candidata em uma das vagas ao Senado. A escolha para a outra vaga [de senador] envolve conversas com o PT, com a Rede, com o PSB.
Ambos [Marina Silva e Márcio França] estão absolutamente credenciados para qualquer cargo. Ambos são experimentados, têm história. Marina já foi senadora, Márcio já foi governador. Só o tempo vai dizer [a que cargo cada um deles cai vai concorrer]. Quem arriscar [cravar] um nome agora estará jogando na loteria. A escolha depende ainda de pesquisa, de conversa.
Haddad disse diversas vezes que não queria ser candidato ao governo de SP. Como agora vocês vão convencer o eleitor a votar nele?
Ele, como eu, é professor. Ele tinha um sentimento que eu já tive também, aquela sensação de dever cumprido [na política].
“Já cumpri a minha missão, vou voltar para a paixão da minha vida que é a sala de aula.” Só que o professor é um ser essencialmente político. Para ser bom, ele tem que ser um abnegado. Tem que saber se doar, não pode ser egoísta. Por isso, professor não foge de missão.
Na cabeça dele, havia vários nomes que poderiam ser candidatos. Mas bastou uma conversa com o presidente Lula que ele se convenceu.
Ele era o nome mais competitivo para concorrer contra o Tarcísio. E acho que se surpreendeu com a aprovação que está tendo nas pesquisas.
Ele virou um outro Haddad. Se convenceu de que a nossa missão política ainda não se encerrou. É a luta pelo Brasil que nós queremos versus aquele que não queremos ver de novo. Isso bastou para que Haddad mudasse.
Como a senhora vai lidar com a resistência do agronegócio de SP ao PT? É real a possibilidade de uma liderança do setor ser vice de Haddad?
Realmente houve uma conversa de a [ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira] Teresa Vendramini [ser vice de Haddad]. Não sei em que grau está isso. Ela está filiada a um partido que estará conosco no palanque [o PDT].
De qualquer forma, eu e o próprio Alckmin teremos um papel importante na conversa com o interior de SP.
O agro de SP tem, digamos, horror ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). Como a senhora vê essa organização, e também a rejeição do setor a ela?
Nós tivemos um MST, a meu ver, irresponsável no passado, que achava que a invasão [de terras] pela invasão resolveria alguma coisa.
No Brasil as coisas só se resolvem pela lei e pelo diálogo. O radicalismo, de esquerda ou de direita, nos afasta da democracia e do país que queremos.
Mas hoje o MST está muito mais amadurecido. É um movimento que dialoga e que conversa, que consegue sentar numa mesa de negociação e dizer “nós precisamos de uma reforma agrária”.
E a senhora é a favor dela?
A reforma agrária nunca foi um problema para o agronegócio brasileiro. Mas a gente tem que fazer reforma agrária em áreas improdutivas, em áreas do próprio poder público, em áreas que sejam compradas pelo justo preço do produtor que queira vender. E tem muitos que querem vender.
E foi isso o que o governo do presidente Lula fez nos últimos tempos.
Nada na vida é oito ou oitenta. Inclusive no setor produtivo.
Eu falo pelo grande agro, que represento. O agronegócio brasileiro não coloca a maioria da comida na mesa do povo brasileiro. Nós somos exportadores de commodities, de açúcar, milho, cana, soja, celulose, carne. Quem coloca a maioria da comida na mesa do povo brasileiro, o arroz, o feijão, o hortifruti, é a agricultura familiar, que a gente tenta também auxiliar dentro do possível.
Aprovamos linhas de financiamento, de subsídios, para o grande e o pequeno. Se tem algo de nós, do agro, não podemos reclamar é dos governos do presidente Lula.
Os apoiadores de Tarcísio de Freitas não poderão dizer que a senhora é forasteira porque ele é do Rio de Janeiro. Mas, nós, jornalistas, podemos perguntar: o que a senhora, que nasceu e fez carreira no Mato Grosso do Sul, tem a ver com SP para representar os paulistas?
São Paulo é formado por quem? É o Estado que abraçou e acolheu todo mundo, o nortista, o nordestino nas grandes crises das décadas de 1980 e 1990, que vinham muitas vezes sozinhos para cá para ganhar um salário e sustentar toda a família que ficou longe.
É uma característica bonita, um exemplo para o Brasil. São Paulo não vive mais sem esse imigrante, que acabou virando paulista.
De alguma forma, São Paulo me escolheu ao me dar a votação que eu tive [para presidente] em 2022, quando as pessoas, nas ruas, me receberam com tanto carinho.
São Paulo entende o meu discurso moderado, equilibrado, de uma pessoa que é absolutamente de centro.
Eu fico muito confortável. Não me sinto uma estrangeira em SP.
Eu nasci na barranca do rio Paraná. O que me separava de SP era uma ponte. Vínhamos ao médico, fazer negócios, compras no Estado. Conheço muito o interior. Meu avô, quando veio do Líbano para o Brasil, recomeçou a vida na região de Marília. Meu marido é de Birigui. Minhas filhas estão há dez anos na cidade de São Paulo. Fiz mestrado aqui [na PUC-SP].
Por que a senhora acha que, com números positivos na economia, a aprovação do presidente Lula cai? As pessoas estão cansadas do presidente, depois de tantas décadas de sua liderança?
É um mix de questões. Saímos da eleição de 2022 com o país absolutamente dividido. Lula ganhou [de Jair Bolsonaro] por uma diferença de 1%.
Conquistar um eleitor que você não conquistou no período eleitoral é muito difícil.
Mas vai ficar muito claro na campanha deste ano que o governo do presidente Lula disparatadamente ganha do governo passado. É só comparar os números de ciência, educação, geração de emprego, melhoria da qualidade de vida. Batemos todos.
Qual foi a última vez na década em que, por três anos consecutivos, crescemos, em média, 2% ao ano? Somente no governo Lula 3. Isso é qualidade de vida.
Surgiram, porém, questões geopolíticas, o tarifaço [imposto ao Brasil pelo norte-americano Donald Trump], o endividamento das famílias.
Mas o governo Lula também incentivou o consumo.
Todo governo estimula o consumo dentro do limite do razoável, porque sem isso você não tem crescimento. Sem crescimento você não tem desenvolvimento, diminuição da desigualdade nem geração de emprego.
Andei por todas as capitais do país, mais de uma vez, para discutir nosso planejamento de médio prazo, no PPA participativo. Está muito claro para mim que a população brasileira não estava preparada para a legalização dos jogos.
As bets foram criadas no governo passado, nós apenas regulamentamos para cobrar, obviamente [impostos].
O governo não poderia proibir os jogos?
Eu sou radicalmente contra os jogos e pelo fim das bets. Mas acho que só conseguiremos proibi-los com a eleição de um novo Congresso Nacional, porque o lobby [das bets] é muito violento.
Voltando à questão do cansaço da população com a liderança de Lula: que peso isso pode ter nas eleições?
É natural um cansaço. Só que ele tem que vir daqui a pouco. Ele não pode chegar agora.
Por que?
Porque eu não consigo ver moderação do lado de lá [de Flávio Bolsonaro]. Eu não consigo ver no sobrenome Bolsonaro nenhuma moderação.
Esse cansaço [com Lula] tem, portanto, que surgir lá para a frente, porque a gente ainda está em um período em que questões anteriores à economia ainda são fundamentais.
Sem democracia e sem soberania nós não temos uma economia que avance gerando qualidade de vida para as pessoas. Frente a que retrocessos estaremos diante de uma derrota de Lula? Tudo isso vai ter que ser muito bem colocado e posicionado.
A pergunta essencial que teremos que fazer para os nossos jovens, os nossos aposentados, os nossos trabalhadores é: que Brasil vocês querem para os próximos quatro anos? Uma janela de oportunidades está se fechando. Não esperávamos que o Brasil envelheceria tão rapidamente, e antes de ficar rico como nação.
Nossos jovens não querem ter filhos. Teremos apenas uma década para fazer a diferença.
Não dá para ficarmos, nos próximos quatro anos, falando em anistia, falando em armamento, falando em coisas que não interessam à vida das pessoas. Temos que seguir avançando em políticas públicas.
É verdade que temos que ser mais rigorosos no aspecto fiscal. Mas temos que falar numa educação de qualidade, na melhoria da produtividade do trabalhador, em ciência, tecnologia, inovação e terras raras.
O que o outro lado [Flávio Bolsonaro] tem para oferecer? É um samba de uma nota só. Primeira medida: anistiar o próprio pai. Que projeto já apresentou? Privatizar as praias. Isso é projeto de país?
Como vê a possibilidade de uma direita considerada moderada em relação ao bolsonarismo, como Ronaldo Caiado ou Romeu Zema, crescer nas pesquisas?
Não é questão de ser ou não moderado. É que eu não acredito que eles vão ter a coragem de enfrentar o bolsonarismo para chegar ao segundo lugar nas pesquisas [Caiado e Zema estão atrás de Flávio Bolsonaro nas sondagens eleitorais].
Há setores, inclusive do mercado financeiro, que apostam que Haddad poderia substituir Lula na corrida presidencial. Essa hipótese existe?
Lula é o líder de oposição à extrema direita mais forte para ganhar a eleição.
Com todo o respeito e reconhecimento que tenho pelo Haddad, você não constrói uma liderança à vésperas de uma eleição presidencial. Ele poderia ser tão bem avaliado e bem cotado quanto Lula no Sudeste? Pode ser. Mas e em regiões como o Norte e o Nordeste, em que o presidente lidera com folga?
Lula é um grande comunicador, um líder nato que tem uma lista de serviços prestados e vai ter a capacidade de mostrar ao Brasil o que fará nos próximos quatro anos.
Que não me escute o PT, mas não vejo Lula como um presidente de esquerda. Eu o vejo como centro-esquerda, mas com políticas de centro e de centro-direita.
No que ele é de centro-direita?
Ele avança fortemente em demandas do agronegócio. Muito claramente, dos latifúndios. Ao mesmo tempo, não deixa de fazer as demarcações que são consideradas legítimas e de colocar um limite para que áreas indígenas não sejam invadidas. Só quem tem um pensamento de centro governa desta forma.
A derrota histórica imposta por senadores com a rejeição do nome de Jorge Messias acendeu um alerta no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros no Senado Federal.
A decisão de barrar a indicação, algo inédito em 132 anos, além de demonstrar erros na articulação do governo, expôs a força da pauta anti-STF no Senado. As informações são da CNN.
Leia maisO processo de impeachment de ministros do Supremo está previsto no artigo 52 da Constituição, que determina que o Senado é a instância responsável por julgar os magistrados em casos de crimes de responsabilidade.
Crimes de responsabilidade são ações cometidas por autoridades como ministros, presidentes e governadores que ameacem o funcionamento dos Poderes, a segurança interna, a Constituição e a União, por exemplo.
São necessários 54 votos dos 81 senadores para que um ministro do STF seja afastado pelo Senado. Apesar de, hoje, a avaliação ser a de que não há votos suficientes para isso, nota-se um aumento do apoio a iniciativas contrárias à Suprema Corte no Senado.
A avaliação é a de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais deste ano, aliada a um aumento do número de senadores bolsonaristas, pode ampliar as chances de iniciativas contra o tribunal avançarem a partir do próximo ano no Senado.
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O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco, retoma nesta quinta-feira (30) sua agenda no interior do estado, com foco em agendas no Agreste e no Sertão. O retorno ocorre após cerca de 10 dias no exterior, onde ele passou lua de mel com a deputada federal Tabata Amaral (PSB).
Ao seu lado estará a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), que percorrerá com ele sete municípios do Agreste e do Sertão ao longo de três dias. As informações são do JC.
A dupla reforça a aliança e intensifica a movimentação a menos de seis meses das eleições de outubro. O senador Humberto Costa (PT), que também compõe a chapa, não confirmou presença nas agendas.
Leia maisOs compromissos têm início na tarde desta quinta-feira, em Garanhuns. Às 14h30, ao lado do prefeito Sivaldo Albino (PSB), João participa da vistoria das obras do Hospital do Amor, destinado a tratamentos oncológicos.
Ainda em Garanhuns, o ex-prefeito recebe o título de Cidadão Honorário da cidade na Câmara Municipal e a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva, em reconhecimento póstumo ao pai, o ex-governador Eduardo Campos. Marília Arraes também receberá a comenda. No fim do dia, a comitiva assiste aos shows do Viva Garanhuns.
Na sexta-feira (1º), a agenda percorre três municípios do Agreste. Em Panelas, junto ao prefeito Rubem Lima (PSB), participam do 52º Festival Nacional de Jericos. Em Sanharó, ao lado do prefeito César Freitas (PCdoB), marcam presença no Bingo do Trabalhador. O dia encerra em São Caetano, no Festival Carroça de Burro, com o prefeito Josafá Almeida (PRD).
No sábado (2) e no domingo (3), a agenda avança para municípios com prefeitos alinhados à governadora Raquel Lyra (PSD), sinal do esforço do grupo em ampliar sua base na região.
No sábado, João estará em São Bento do Una e em Pedra, onde participa do Pedra Agroshow. Em Pesqueira, acompanha o evento de filiação do Delegado Rossine ao PSB. Em Bom Jardim, marca presença na posse da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta quinta-feira (30). A fala, marcada para 20h30, terá duração de sete minutos e acontece na véspera do feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador.
O novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, e o fim da escala 6×1 devem ser o foco principal do pronunciamento do presidente. As duas pautas são apostas do governo como bandeiras da campanha de reeleição de Lula. As informações são da CNN.
Leia maisO Palácio do Planalto tem pressa em anunciar o programa de renegociação de dívidas. O anúncio oficial deve ocorrer apenas na segunda-feira (4), segundo apurou a CNN.
Nas redes sociais, Lula disse que o pronunciamento tem o objetivo de “conversar diretamente com quem move” o país diariamente.
Na terça-feira (28), Lula se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros e bancos públicos para discutir o a segunda versão do Desenrola, programa de renegociação de dívidas.
No Palácio do Planalto, a percepção é que o endividamento da população tem pressionado a avaliação de Lula diante do eleitorado. Por isso, junto com a aprovação do fim da escala 6×1, o Desenrola 2.0 tem sido visto como o grande programa do governo federal para que Lula consiga ser reeleito.
A ideia é que a proposta use o FGO (Fundo Garantidor de Operações) para aportar ao menos R$ 8 bilhões para cobrir eventuais não pagadores do programa. A expectativa, como a CNN antecipou, é que é cerca de R$ 7 bilhões sejam liberados do FGTS por meio do programa.
No pronunciamento, o presidente também deve defender o fim da escala 6×1, reforçando o discurso de que o trabalhador precisa de mais tempo com a família.
O governo Lula enviou um projeto de lei com pedido de urgência para a redução de jornada, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), preferiu que o tema fosse discutido por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), visando mais “segurança jurídica”.
A Câmara instalou, na quarta-feira (29), a comissão especial que vai debater proposta. O deputado Alencar Santana (PT-SP) vai presidir o colegiado. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) vai relatar a PEC.
A ideia é que o texto seja aprovado na comissão até o dia 26 de maio e o Congresso promulgue a proposta até junho.
Como mostrou a CNN, o PL acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para limitar o pronunciamento de Lula.
Os advogados alegam que as falas do presidente à nação em cadeia de rádio e TV podem configurar desvio de finalidade, servindo como instrumento de promoção política.
No pedido, o partido pede uma liminar para barrar o pronunciamento, além da aplicação de uma multa no patamar máximo.
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