O estilo Raquel: depois de dois anos de gestão, com um secretariado que precisa usar GPS para andar no Recife e no Estado, acaba de apresentar toda sua equipe no primeiro momento do encontro com os prefeitos do Estado.
O estilo Raquel: depois de dois anos de gestão, com um secretariado que precisa usar GPS para andar no Recife e no Estado, acaba de apresentar toda sua equipe no primeiro momento do encontro com os prefeitos do Estado.
Em uma noite marcada pelo compromisso de fazer o Recife avançar ainda mais, o vereador Fabiano Ferraz (MDB), ao lado do candidato a governador João Campos, apresentou o deputado estadual Fabrizio Ferraz (PODE) e o federal Felipe Carreras (PSB) como seus parceiros na eleição deste ano. Durante o evento, realizado no bairro de Santo Amaro, Fabiano destacou a importância da reeleição dos candidatos para a continuidade dos projetos que estão em andamento na capital pernambucana.
Através da parceria com os parlamentares, Fabiano lutará para atrair mais recursos para o Recife, desenvolvendo políticas públicas para áreas fundamentais como saúde, educação, cultura, infraestrutura, segurança e esportes. “Nossa luta diária é para construir uma cidade melhor para os recifenses e tanto Fabrizio, quanto Felipe estão alinhados com o nosso projeto para a cidade. São dois parlamentares com ampla experiência legislativa e com serviços prestados aos pernambucanos. Vamos trabalhar juntos para proporcionar mais qualidade de vida ao nosso povo”, disse.
Além da celebração da parceria com Fabrizio Ferraz e Felipe Carreras, o vereador do Recife destacou a confiança na eleição de João Campos para governador de Pernambuco. Para Fabiano, Pernambuco necessita de um governo que faça o estado avançar. “A gestão dele na Prefeitura do Recife foi marcada pela capacidade de diálogo e pela implementação de políticas públicas importantes, como a construção de hospital, creches, parques, requalificação de ruas e obras estruturantes nas áreas de morro. Tenho a certeza de que é o melhor nome para governar o nosso estado”, afirmou o parlamentar.
O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, destacou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, hoje, propostas para fortalecer Petrolina e o Vale do São Francisco. Entre as prioridades apresentadas estão a construção do Hospital Geral do Vale de São Francisco, a criação do Vale Agrotech, investimentos para ampliar a segurança hídrica e ações de combate às facções criminosas.
Ao falar sobre sua experiência à frente da Prefeitura do Recife, João afirmou que pretende levar para o Governo do Estado a mesma disposição para trabalhar e transformar projetos em entregas, sem concentrar a gestão em justificativas para as dificuldades.
Leia mais“Eu estou aqui para dizer a verdade e, principalmente, não é para ficar olhando para o passado. É para olhar para o futuro. Você quer alguém que tem serviço público, responsabilidade. Eu não fiquei reclamando, fui lá e fiz a minha parte. É dessa forma que eu vou fazer, com muita segurança”, afirmou.
O candidato também destacou a importância de acompanhar de perto a execução dos projetos e transformar propostas em obras e serviços. “Eu vou fazer com que as obras aconteçam. Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo Estado. A gente vai ter obra acontecendo. Vai ter obra de hospital, obra de creche, obra de escola, obra de universidade”, disse.
Hospital Geral do Vale
Na saúde, João reforçou a proposta de construir o Hospital Geral do Vale de São Francisco, em Petrolina, com 150 a 200 leitos e atendimento de alta complexidade para moradores de toda a região.
“Petrolina precisa ter um equipamento de grande porte. A gente vai ter um hospital de 150 a 200 leitos para atender Petrolina e todo o Vale do São Francisco, com foco grande na área cardiológica, oncológica, neurovascular, cirurgia geral e emergência”, afirmou.
Tecnologia para a produção irrigada
Para ampliar o potencial econômico do Vale, o candidato defendeu a criação do Vale Agrotech, aproximando universidades, tecnologia e produtores para desenvolver soluções voltadas à agricultura irrigada.
“O grande sonho é não apenas a gente exportar a fruta, que já é uma superconquista pernambucana e sertaneja. É conseguir desenvolver e exportar tecnologia. Se a gente desenvolver tecnologia de irrigação, de pulverização, de monitoramento de praga e de genética, a gente consegue agregar muito valor”, disse.
Água e segurança hídrica
João também reforçou a proposta de realizar 94 grandes obras em Pernambuco para ampliar a capacidade de abastecimento. Em Petrolina, destacou a necessidade de melhorar a estrutura de tratamento e distribuição.
“É por isso que a gente vai fazer um conjunto de 94 grandes obras espalhadas pelo Estado, para garantir o aumento da capacidade de abastecimento de água”, afirmou.
O candidato também defendeu o programa “Sem água, sem conta”, destinado às famílias inscritas na tarifa social. “Se a água não chegar, elas não vão pagar a conta. Ela vai vir zerada até que a água chegue como deveria”, declarou.
Apoio ao trabalhador e combate às facções
Durante a entrevista, João destacou ainda a proposta de zerar o IPVA para motocicletas de até 185 cilindradas, medida voltada, segundo ele, especialmente aos trabalhadores da zona rural que utilizam o veículo no dia a dia.
“Quando a gente fizer, a gente vai estar ajudando o trabalhador. Quem está na Zona Rural, que usa sua motinha para ir trabalhar, para ir ao comércio. Então, vou zerar o IPVA até 180 cilindradas”, afirmou.
Na segurança, o candidato defendeu um pacto estadual contra as facções, com monitoramento das divisas, rastreamento das organizações criminosas e integração com a Secretaria da Fazenda para acompanhar a movimentação financeira do crime.
“Pernambuco precisa ter um pacto estadual contra facções. A gente vai cuidar das divisas, fazer monitoramento, rastrear as facções, integrar isso com a Secretaria da Fazenda para rastrear o dinheiro do crime e combater as facções”, disse.
João denuncia ataques e diz que tomará medidas jurídicas
Ao final da entrevista, João comentou uma reportagem exibida pela Record que apontou uma suposta estrutura organizada para produzir e disseminar ataques contra adversários políticos. O candidato afirmou que é alvo desse tipo de ação há mais de um ano e meio e que pretende adotar medidas jurídicas após a divulgação da reportagem.
“Estou sendo vítima de um ataque criminoso financiado com dinheiro público e quem fez isso vai pagar essa conta. Porque a democracia não tolera isso. Na política, repito, não vale tudo.”
Segundo João, os ataques também atingem seus aliados e familiares e envolvem calúnias, difamações e informações falsas. Ele afirmou ainda que as denúncias já foram encaminhadas aos órgãos de controle.
O candidato criticou a utilização de estruturas públicas para ataques políticos, conforme apontado pela reportagem, e defendeu que a campanha seja concentrada na discussão de propostas e no futuro de Pernambuco.
“Eu vou estar me reunindo com meus advogados ao longo do dia, após essa matéria, para tomar as medidas necessárias. Porque não vale tudo na política. Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata, dentro do Palácio, de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público? As pessoas não querem isso para a eleição. As pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização”, declarou.
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Da coluna de Cláudio Humberto
A dificuldade de Lula (PT) em enfrentar o escândalo de corrupção e tráfico de influência no núcleo mais íntimo de seu governo ficou escancarada, ontem, durante sua visita ao QG do Exército.
No evento, ele mesmo se ofereceu aos jornalistas, mas, indagado sobre revelações devastadoras envolvendo principalmente seu próprio filho Lulinha em negócios milionários no seu governo, simplesmente caiu fora. Constrangedor. Pensava estar em “ambiente controlado”, só que não.
A governadora Raquel Lyra (PSD) exonerou Amisadai Andrade da Silva, apontado como o chefe do “gabinete do ódio” comandado pelo Palácio do Campo das Princesas. Ele ocupava o cargo de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, vinculado à Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração consta no Ato nº 5003, publicado no Diário Oficial do Estado de ontem, um dia antes da reportagem da TV Record denunciar a existência de uma suposta rede de páginas e perfis utilizada para promover ataques políticos contra adversários da governadora.
Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco e, segundo a reportagem, teria relatado a participação em uma estrutura com centenas de perfis voltados a conteúdos críticos ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). O servidor também teria afirmado que o governo estadual enxergava nesses canais uma forma de “desidratar” o candidato. A publicação do ato de exoneração ocorre em meio à repercussão das denúncias, que apontam ainda para o possível uso de recursos públicos por meio de contratos de publicidade. Confira abaixo a matéria da TV Record na íntegra:
A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, hoje, a Operação Mamon, com o objetivo de cumprir 35 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva, no âmbito de investigação que apura um suposto esquema de fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com entes públicos municipais.
A investigação reuniu elementos que apontam para possíveis irregularidades em contratações realizadas na área da saúde, incluindo indícios de direcionamento de procedimentos de contratação, de movimentação atípica de recursos públicos e de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação da destinação de valores recebidos pela entidade. As informações são do site da Polícia Federal.
Leia maisTambém foram identificados indícios de possíveis mecanismos destinados a dificultar a rastreabilidade dos recursos públicos, incluindo movimentações financeiras entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos fatos investigados, depósitos fracionados em espécie e transferências com características consideradas atípicas.
A ação cumpre mandados de busca e apreensão nas cidades de Caruaru, Bonito, Palmares, Agrestina, bem como em João Pessoa/PB e em Curitiba/PR. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido.
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O Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE) realiza, amanhã, às 19h, na Câmara Municipal de Araripina, o evento “Propaganda eleitoral na internet nas Eleições 2026: o que o advogado precisa saber antes que a publicação vire um processo”.
O encontro é voltado para advogados e demais interessados no Direito Eleitoral e vai discutir temas centrais para as campanhas do próximo pleito, como propaganda na internet, impulsionamento de conteúdo, atuação de influenciadores digitais, uso de inteligência artificial, desinformação e os novos riscos jurídicos que envolvem a comunicação política nas redes.
Leia maisA palestra será conduzida por Diana Câmara, advogada, mestranda em Direito, pós-graduada em Direito e Processo Eleitoral e em Direito Público. Ela é presidente de honra do IDEPPE, membro fundadora da ABRADEP (Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e articulista em blogs de política.
“Participar de um evento como este é uma oportunidade importante para quem atua ou pretende atuar no Direito Eleitoral, especialmente diante das constantes mudanças na comunicação política e dos novos desafios trazidos pelo ambiente digital. As Eleições 2026 exigirão cada vez mais atenção aos limites legais da propaganda na internet, e discutir esses temas com antecedência é fundamental para evitar problemas que podem transformar uma simples publicação em uma demanda judicial”, destaca Diana Câmara. O evento é uma realização do IDEPPE em parceria com a Câmara Municipal de Araripina e tem entrada gratuita.
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O cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos maiores colégios eleitorais do país deve levar as campanhas dos dois primeiros colocados a intensificar as agendas no Sudeste. A região reúne os três maiores eleitorados do Brasil, concentra um percentual relevante de indecisos e é considerada estratégica para a disputa presidencial.
Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram Flávio Bolsonaro com 30% das intenções de voto e Lula com 29% em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. A margem de erro no estado é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do blog do Camarotti.
Leia maisO cenário de empate técnico também aparece em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em Minas, Flávio tem 31% e Lula, 30%. Já no Rio, o senador aparece com 31%, contra 29% do presidente. Nesses dois estados, a margem de erro é de três pontos percentuais.
Além do equilíbrio entre os dois candidatos, os levantamentos apontam um número expressivo de eleitores ainda indecisos. Segundo a Quaest, esse grupo representa 17% do eleitorado mineiro, 16% do eleitorado fluminense e 13% do paulista.
A avaliação dentro da campanha de Lula é de que o presidente realizou obras e investimentos importantes na região Sudeste ao longo do mandato e que a disputa eleitoral será uma oportunidade para apresentar esses resultados aos eleitores.
Outro cálculo feito pelos aliados é que os palanques estaduais do petista são mais fortes do que os que ele tinha à disposição na eleição de 2022. “Vamos priorizar esses três estados. Seja pela importância política, peso do eleitorado, seja pelo volume de investimentos que o presidente realizou”, afirmou um integrante do núcleo duro da campanha petista.
Do lado de Flávio Bolsonaro, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse à GloboNews que não comenta pesquisas eleitorais. Ele ressaltou, porém, que a estratégia continuará dando atenção especial ao Sudeste. “Faremos campanha no Nordeste e em todo o Brasil. Porém, o nosso foco é vencer. E onde há o maior número de eleitores é no Sudeste”, afirmou.
Na avaliação de especialistas, o contingente de eleitores que ainda não definiu o voto pode ser decisivo na reta final de uma disputa apertada. Por isso, as campanhas tendem a ampliar a presença justamente nos estados em que há mais espaço para conquistar novos eleitores.
Nas duas primeiras semanas de campanha, Lula e Flávio já concentraram parte de suas agendas na região. O presidente iniciou a campanha com um ato em São Paulo, enquanto Flávio lançou sua candidatura em um evento no Rio de Janeiro. Na semana seguinte, ambos cumpriram compromissos de campanha em Minas Gerais e voltaram ao Rio em busca de apoio eleitoral.
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O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) foi eleito o melhor deputado federal de Pernambuco na 19ª edição do Prêmio Congresso em Foco, considerado o “Oscar da política brasileira”. A cerimônia aconteceu ontem, no Teatro Nacional, em Brasília.
Ao agradecer o reconhecimento, Veras destacou que o resultado é fruto de um mandato comprometido com a luta da classe trabalhadora e dos movimentos populares. O deputado, que também é presidente do PT no estado, reafirmou que seguirá trabalhando pela defesa de direitos e pelo desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil.
A corridinha diária de 8 km, hoje, em Brasília, foi no Parque da Cidade, esturricado pela seca inclemente no Planalto. A umidade relativa do ar beira a 20%, com sensação de deserto.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que não se deixará intimidar pela suposta estrutura de ataques políticos revelada em reportagem da TV Record e que teria sua candidatura como um dos principais alvos. Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (26), João reagiu com firmeza às gravações exibidas nacionalmente pela emissora, que mostram um servidor federal cedido ao Governo de Pernambuco relatando a atuação de uma rede com centenas de páginas e perfis e afirmando ter sido chamado pela própria governadora Raquel Lyra (PSD) para atuar contra o então prefeito do Recife. “Não vão nos intimidar”, afirmou João, que anunciou a adoção de medidas judiciais.
João deixou claro que as revelações não serão encaradas como parte normal do embate eleitoral. “Nossos advogados vão tomar todas as medidas”, afirmou. A reação ocorre após a reportagem ganhar repercussão nacional ao expor uma gravação que, segundo a Record, revela por dentro a articulação da suposta rede, sua estratégia de atuação e suas conexões com pessoas e empresas que mantêm relações com o Governo de Pernambuco.
Ao mesmo tempo, João afirmou que não permitirá que o episódio tire sua campanha das ruas ou desvie o debate dos problemas enfrentados pela população. O candidato reforçou que seguirá percorrendo Pernambuco e apresentando suas propostas, enquanto as responsabilidades sobre a suposta estrutura de ataques serão tratadas por seus advogados e pelas autoridades competentes. “Não vão nos intimidar”, reforçou.
A reportagem do Jornal da Record mostrou imagens de uma reunião realizada em um restaurante no Recife e conduzida por Amizadai Andrade da Silva, funcionário da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco. Segundo a emissora, ele controla uma rede com mais de 300 perfis na internet e aparece na gravação discutindo uma estratégia para “desidratar” João Campos. No contexto apresentado pela reportagem, a expressão significaria promover ataques e conteúdos negativos contra o então prefeito.
Um dos trechos mais graves da gravação é aquele em que Amizadai afirma ter sido procurado pela própria governadora Raquel Lyra para atuar contra João. A declaração colocou a chefe do Executivo estadual diretamente no centro das revelações apresentadas pela Record e ampliou a dimensão política do caso.
A emissora informou ainda que a Portal Comunicação e Marketing Ltda., responsável pelo Portal de Prefeitura e da qual Amizadai foi sócio, mantém relações comerciais com o Governo de Pernambuco e recebeu mais de R$ 650 mil desde 2023. A reportagem também aponta que recursos de publicidade oficial chegaram a agentes digitais ligados à rede investigada. O caso chegou à Polícia Federal.
Segundo a Record, os conteúdos partiam do Portal de Prefeitura, página com mais de 300 mil seguidores nas redes sociais e que coordenaria outros canais digitais. A emissora informou também que, depois de procurar Amizadai durante a produção da reportagem, alguns dos perfis foram apagados. O Tribunal Regional Eleitoral analisa denúncias relacionadas à criação de redes de ataques na internet durante a disputa pelo Governo de Pernambuco.
Diante das revelações, João buscou estabelecer uma linha clara entre o confronto político próprio de uma eleição e a eventual existência de uma estrutura organizada para atacar adversários. Para o candidato, críticas e divergências fazem parte da democracia, mas uma rede coordenada envolvendo agentes públicos e possíveis recursos provenientes de contratos governamentais exige investigação e responsabilização.
Mesmo diante do episódio, João reforçou que sua resposta política será continuar apresentando propostas. No vídeo, citou compromissos assumidos para a saúde, entre eles a construção de novos hospitais, e afirmou que seguirá concentrado nos problemas reais enfrentados pelos pernambucanos.
Lula tenso com investigações envolvendo o filho
As notícias sobre o avanço das investigações envolvendo Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), num possível tráfico de influência com seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger, abalam a estrutura do Planalto e o humor do chefe da Nação.
Conforme adiantou, ontem, a colunista Bela Megale, de O Globo, integrantes do governo relataram que o Lula piadista e bem-humorado de poucas semanas ficou para trás. O Lula tranquilo e confiante deu lugar a um presidente apreensivo e preocupado com sua campanha à reeleição.
Embora em público o discurso do presidente tenha sido no sentido de que não vai interferir nas investigações e os que cometerem erros devem pagar, em reservado, o presidente admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo seu filho e seu ex-auxiliar e que isso pode ter um impacto eleitoral decisivo.
Leia maisOutro tema que tem incomodado Lula, segundo a colunista, são as disputas internas no PT e entre membros de sua campanha por espaços de poder. O presidente defende que é hora de união e de colocar a mão na massa.
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente mostrou que, no segundo turno, Lula oscilou um ponto percentual para baixo desde julho, ficando com 47% das intenções de voto. Já Flávio permaneceu com 43%.
Na avaliação de integrantes da campanha petista, o desgaste envolvendo as investigações de Lulinha e Marcola já foi contabilizado no levantamento. O movimento de queda do presidente acendeu um alerta, mas, como ocorreu dentro da margem de erro, trouxe alívio aos petistas.
DERROTA NA JUSTIÇA – A Justiça de São Paulo negou, por ora, o pedido de Fábio Luís para que fosse retirado das redes sociais um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro com o título: “Missão: localizar Lulinha”. O conteúdo, produzido com recursos de inteligência artificial, atribui ao filho do presidente Lula a condição de “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”, em referência às fraudes envolvendo beneficiários do INSS. Na ação, Lulinha afirma que seu nome foi citado em investigação relacionada à Operação Sem Desconto, mas que não lhe foi atribuída participação nas fraudes contra aposentados e pensionistas.

Números iguais – A pesquisa Quaest sobre a sucessão estadual em Pernambuco, divulgada ontem pela Globo, confirmou o que o Datafolha já havia antecipado na disputa entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), uma vantagem de oito pontos para a governadora, um a mais que o Data, que deu sete pontos. Já os números para o Senado em nada mudaram. Marília Arraes (PDT), que integra a chapa de João, permanece na liderança, enquanto Túlio Gadelha, o queridinho de Raquel, estagnou em 3%.
Paes lidera no Rio – No Rio, o candidato do PSD, Eduardo Paes, continua na liderança para o Governo do Estado, com 37%, enquanto Douglas Ruas (PL) tem 14%. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com apenas 7%. No último levantamento da Quaest, divulgado em julho, Paes marcava de 38% a 42% das intenções de voto nos cenários da pesquisa estimulada, e os adversários mais próximos dos números de Paes, Garotinho e Ruas, marcavam 10%. Apesar do indicativo de avanço de Ruas após o início da campanha eleitoral, as duas pesquisas não são diretamente comparáveis, pois a última tinha o ex-governador Wilson Witzel (DC) entre os candidatos.
Tarcísio abre 13 pontos sobre Haddad – Já em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a liderança sobre o ex-ministro Fernando Haddad (PT) nas eleições pelo Palácio dos Bandeirantes, com 40% das intenções de voto contra 27% do petista no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Depois aparecem Policial Edjane (Agir, 2%), Vera Lúcia (PSTU, 1%), Carlos Machado (PCB, 1%) e Vivian Mendes (UP, 1%). O levantamento também mostra que 13% dos entrevistados estão indecisos. Os brancos e nulos marcam 14%.

O desastroso Zema – Na entrevista de estreia da bancada do Jornal Nacional, o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, teve um desempenho classificado como “titubeante” e “simplório” pelos colunistas de O Globo, recebendo nota média 2 numa escala que vai de 1 a 5. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. Zema apostou no papel de linha auxiliar do bolsonarismo: defendeu anistia a golpistas, fim da vacinação obrigatória e megapresídios inspirados em Bukele. Tentou se apresentar como self-made man, mas omitiu ser herdeiro de um império familiar. Cobrado sobre a alta dos feminicídios em Minas, enrolou-se e prometeu “uma série de programas contra as mulheres”.
CURTAS
DEBOCHE 1 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a divulgar em aplicativos de mensagem um jingle político em ofensiva contra o principal adversário na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A canção cita o pedido de dinheiro de Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília.
DEBOCHE 2 – A música também menciona a prisão do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado. A música distribuída pelos petistas tem como inspiração um jingle, de dez anos atrás, que virou meme nas redes sociais nesta eleição. A gravação original, em ritmo de forró acelerado, contém acusações contra um candidato à prefeitura de Cocal dos Alves (PI) em 2016.
EMPATE – Em São Paulo, Estado mais populoso do país, Flávio Bolsonaro (PL) teria hoje 30% dos votos e Lula também 30% no primeiro turno. Flávio perdeu uma vantagem pequena que tinha e agora está empatado com seu adversário, segundo pesquisa da Quaest divulgada ontem.
Perguntar não ofende: Lulinha pode atrapalhar a reeleição do pai?
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Por Por Bernardo Mello Franco – O GLOBO
De volta a uma disputa presidencial depois de 37 anos, o candidato do PSD apelou à velha tática de falar muito para não responder nada.
Em alguns momentos, lembrou Rolando Lero, o inesquecível personagem de Rogério Cardoso na Escolinha do Professor Raimundo.
Caiado enrolou sobre a promessa de anistia aos golpistas, tropeçou em números ao defender um ajuste fiscal e não soube explicar por que nem os colegas de partido o apoiam.
Leia maisApesar do esforço para agradar o mercado, o ex-governador de Goiás evitou se atrelar a propostas impopulares na economia.
No entanto, derrapou no elitismo ao chamar de “pobres coitados” os trabalhadores e aposentados que recebem o salário mínimo.
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