O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu antecipar o julgamento das ações que podem levar à cassação do mandato do senador Sérgio Moro (União). A sessão, inicialmente marcada para 19 de fevereiro, após o carnaval, foi remanejada para a próxima quinta-feira, 8, em formato presencial. A informação foi confirmada pelo TER ao portal Estadão.
Os processos foram incluídos na pauta, com prioridade, a pedido do desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, relator do caso. Ele solicitou o agendamento na “primeira data possível”. A nova data foi definida nesta quarta-feira, 31, pelo desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, presidente do TRE, em um de seus últimos atos. Ele deixa o cargo amanhã.
As ações que pedem a cassação de Moro são movidas pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), do presidente Lula. Se for condenado, o ex-juiz da Operação Lava Jato perde o mandato e pode ficar inelegível.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) é a favor da cassação por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. O órgão afirma que os gastos na pré-campanha excederam o limite razoável. Inicialmente, o ex-juiz pretendia sair candidato a presidente. Para o MP, os investimentos desequilibraram a disputa ao Senado, depois que Moro decidiu mudar a estratégia e concorrer a senador.
Em depoimento à Justiça Eleitoral, Moro negou que a pré-candidatura presidencial tenha impulsionado sua campanha ao Senado e que o movimento tenha sido premeditado. “Eu já era sobejamente conhecido no Paraná ou no Brasil inteiro sem uma pré-candidatura presidencial”, afirmou na ocasião, referindo-se à Lava Jato que, em seus primeiros anos de existência, o colocou na condição de “herói” do combate à corrupção.
O senador também está na mira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ao mandar investigar o ex-juiz, o ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional do CNJ, começa a pavimentar o caminho para uma possível cassação do mandato, com base no mesmo precedente que deixou Deltan Dallagnol inelegível. O Conselho Nacional de Justiça vai investigar se Sergio Moro usou a magistratura com fins político-partidários e se cometeu irregularidades na gestão das multas dos acordos de delação e leniência homologados na Lava Jato.
Após mais de 25 anos de negociações, o tratado econômico entre os países que compõem o Mercosul e a União Europeia (UE) foi assinado. A cerimônia que ratificou o tratado aconteceu neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai.
Estavam presentes Santiago Peña, presidente do Paraguai, Javier Milei, presidente da Argentina, Yamandú Orsi, presidente do Uruguai, Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, José Raúl Mulino, presidente do Panamá, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.
Em seu discurso, Peña lembrou do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não foi ao evento, e disse que, “sem ele, não haveria acordo”. Já Paz e Milei aproveitaram a ocasião para prestar solidariedade ao povo venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro.
Pelo lado europeu, Costa celebrou a assinatura do acordo em um mundo “cada vez mais turbulento” e von der Leyen destacou que a aliança dos blocos busca um “comércio justo no lugar de tarifas”.
Após a assinatura, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) brasileiro divulgou uma nota oficial celebrando o acordo. “Para o Mercosul, [o acordo] implica o acesso preferencial à UE, a terceira economia global, um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial”, destacou o MDIC.
“A União Europeia eliminará tarifas para 92% das exportações do Mercosul, no valor aproximado de US$ 61 bilhões. Além disso, concederá acesso preferencial para outros 7,5%, equivalente a US$ 4,7 bilhões, beneficiando assim quase a totalidade das exportações do bloco para a UE”, acrescentou a pasta.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também divulgou nota, estimando que o acordo aumenta o acesso brasileiro ao comércio mundial, de 8% para 36%. “A assinatura do acordo é um marco histórico para o fortalecimento da indústria brasileira, a diversificação da pauta exportadora e a integração internacional do país ao comércio global”, destacou a CNI.
A assinatura do acordo, no entanto, não significa que ele já entrará em vigor. Ele ainda precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, algo que pode enfrentar muitas resistências e gerar modificações na configuração final do tratado (entenda mais a seguir).
Para os brasileiros, analistas projetam que o acordo Mercosul-UE pode significar uma redução no preço de alguns produtos importados, como vinhos, azeites, queijos e lácteos. Também é esperada a chegada de algumas marcas que não eram comercializadas no país, como a de alguns chocolates premium.
Uma redução de preços também poderá acontecer com outros itens, como veículos, medicamentos e insumos para o agro (como maquinários e produtos veterinários).
Já na exportação, a tendência é que produtos agropecuários e calçados brasileiros cheguem com mais facilidade (e menos taxas) aos países europeus. As negociações entre os blocos tinham chegado a um impasse, que só foi destravado no final de 2025, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus.
As salvaguardas são mecanismos que haviam sido sugeridos pela França como forma de proteger os agricultores do país contra uma possível invasão de produtos agrícolas do Mercosul, em especial de carne. Elas definem em quais circunstâncias a União Europeia poderia suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul.
Por que Lula não participou do evento
Lula não esteve presente na cerimônia em Assunção.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo G1, o governo brasileiro entendeu que o evento de assinatura deveria envolver apenas os representantes de Relações Exteriores dos países sul-americanos e foi elevado para o nível dos chefes de Estado a partir da iniciativa do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que atualmente ocupa a presidência do bloco sul-americano.
Peña, aliás, citou Lula em seu discurso durante a assinatura do acordo e destacou o presidente brasileiro como “fundamental” no processo de aproximação entre Mercosul e UE. “Sem ele, esse acordo não seria possível”, destacou o presidente paraguaio.
Lula se reuniu com von der Leyen, no dia anterior (16), no Rio de Janeiro. Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia celebrou o acordo e prometeu que “o melhor está por vir”. “É assim que a gente cria a prosperidade verdadeira, que é a prosperidade compartilhada. Nós concordamos que o comércio internacional não é um jogo de zero a zero”, pontuou ela.
Já Lula prometeu “padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente”. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportador de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado”, discursou o presidente brasileiro.
Saímos cedo de Vitória da Conquista. A caminho das cidades históricas de Minas, a grande emoção de dar uma paradinha em Medina, no Vale do Jequitinhonha, terra natal do meu amigo e irmão de fé José Maria Trindade, da Jovem Pan, em Brasília.
Trindade é um amigo de 40 anos. Nossa amizade nasceu numa entrevista exclusiva em Brasília com o saudoso Ulysses Guimarães, ele pela Tribuna da Bahia, eu pelo Diário de Pernambuco.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) deseja filiar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que deve deixar a Rede Sustentabilidade após mudanças estruturais no partido tornarem, na avaliação de aliados, a saída dela “inevitável”. O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirma nos bastidores que a ambientalista “seria muito bem-vinda”, mas não há negociações sobre a possível transferência até o momento. Com futuro político indefinido, a ministra vem sendo sondada pelo PT, PSB, PV e PSOL.
“Um quadro como a Marina Silva agregaria muito ao partido. Há uma vontade de filiá-la, seria um nome de peso”, afirma um dirigente nacional do PDT ouvido pela reportagem. As informações são do jornal O Globo.
Lupi integrou a Esplanada dos Ministérios junto à Marina até maio do ano passado. O ex-ministro da Previdência pediu demissão do cargo em maio, nove dias após uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar um esquema bilionário de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.
O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), afirma que o desejo da sigla pela filiação de Marina decorre da atuação da ministra na área ambiental: “Temos conversado no partido. Estamos assistindo essa dificuldade dela na Rede. Todos nós a receberíamos de porta aberta. A Marina é uma referência na defesa do meio ambiente no Brasil e no mundo”, diz o parlamentar.
Eleita deputada federal em 2022, Marina descarta disputar uma vaga na Câmara no pleito deste ano. A ambientalista admite apenas a possibilidade de concorrer por uma vaga ao Senado por São Paulo, um cenário que dependeria do rumo escolhido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A reportagem apurou ser “pouco provável” que a ministra vá às urnas caso Haddad seja candidato ao Legislativo.
O plano de Haddad é colaborar com a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o próprio chefe do Executivo já afirmou publicamente que gostaria que o ministro da Fazenda fosse candidato em São Paulo. O PT pressiona para que ele dispute o governo estadual ou uma vaga no Senado.
Uma definição sobre o rumo político da ministra na eleição ainda não foi tomada, segundo interlocutores ouvidos pelo Globo. Marina mantém uma relação de proximidade com Haddad no governo, com a pasta econômica na liderança dos projetos de transição ecológica.
Caso deseje ser candidata, Marina deve deixar a pasta do governo Lula até abril. A tendência é que o número dois, o secretário-executivo, João Paulo Capobianco, assuma o posto no ministério, mas uma decisão ainda não foi discutida com o presidente.
Marina afirma a aliados que uma eventual candidatura só existiria caso respeitasse três requisitos: apoio à reeleição de Lula, construção coletiva e fortalecimento de uma frente ampla, sobretudo em São Paulo, e o fomento à agenda verde. Segundo interlocutores, a definição de uma candidatura ao Senado também “passa por uma redefinição partidária”.
A ausência de publicação oficial dos atos de nomeação e posse dos conselheiros do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Olinda (CMDO) tem gerado preocupação e questionamentos por parte da sociedade civil organizada e das entidades que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência no município.
A eleição dos representantes da sociedade civil ocorreu em 23 de setembro de 2025, seguindo todas as regras previstas no regimento interno e nas normas que regulam o controle social. O processo foi conduzido de forma democrática, transparente e legítima. Após o cumprimento dos prazos administrativos, a posse dos conselheiros aconteceu em 3 de dezembro de 2025, dentro do período legal de até 60 dias após a eleição.
No entanto, mesmo após a posse, a gestão da prefeita Mirella Almeida ainda não publicou no Diário Oficial do Município os atos administrativos que formalizam a nomeação e a posse dos conselheiros, nem as atas da eleição e da posse. A falta desses registros oficiais impede o reconhecimento institucional do Conselho e compromete seu funcionamento regular.
Especialistas e representantes da sociedade civil alertam que a omissão fere princípios básicos da Administração Pública, como a legalidade, a publicidade e a eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. Sem a publicação oficial, o Conselho fica juridicamente fragilizado, o que inviabiliza deliberações, fiscalizações e o acompanhamento das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.
A situação também contraria a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que assegura a participação efetiva das pessoas com deficiência e de suas organizações representativas na formulação, implementação e controle das políticas públicas. Os conselhos de direitos são instrumentos fundamentais para garantir essa participação e fortalecer a democracia participativa.
Além disso, o Brasil é signatário da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada ao ordenamento jurídico com status constitucional por meio do Decreto nº 6.949/2009. O tratado internacional estabelece que o poder público deve consultar e envolver ativamente as pessoas com deficiência, por meio de suas representações, em todas as decisões que impactem suas vidas.
Para os conselheiros da sociedade civil, a falta de publicação oficial não é um mero detalhe burocrático, mas um grave retrocesso institucional, que enfraquece o controle social e desrespeita direitos legalmente assegurados. Eles cobram da gestão municipal a regularização imediata da situação, com a publicação dos atos no Diário Oficial, garantindo transparência, segurança jurídica e o pleno funcionamento do CMDO.
O pré-candidato a deputado federal Carlos Costa avançou na consolidação de sua base política em Pernambuco ao reunir as principais lideranças da oposição de Itamaracá em torno de sua candidatura. Em um movimento considerado histórico no município, Carlos articulou o apoio conjunto dos ex-prefeitos Tato e Paulo Batista, adversários políticos de longa data, além do líder da oposição na Câmara Municipal, o vereador Jesse.
Tato destacou a capacidade de diálogo do pré-candidato e afirmou: “Carlos é um nome preparado, que sabe ouvir e que tem compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco. Por isso, deixamos as diferenças do passado de lado para construir algo positivo para o futuro”. Paulo Batista ressaltou a trajetória e a maturidade de Carlos, enquanto o vereador Jesse afirmou que “Carlos é um candidato que transita bem em todos os espaços, tem preparo técnico e sensibilidade social”. Ao agradecer os apoios, Carlos declarou: “Recebo com muita gratidão e responsabilidade o apoio de lideranças tão importantes como Tato, Paulo Batista e o vereador Jesse. Essa união mostra que estamos construindo um projeto coletivo, acima de interesses pessoais, pensando no desenvolvimento de Itamaracá e de Pernambuco”.
O jovem Wellington Ribeiro, de 19 anos, Pernambuco (PE), tirou nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), resultado divulgado ontem (16). Ao Metrópoles, o jovem contou como ficou ao descobrir a nota máxima.
Segundo Wellington, o momento é de realização por todo trabalho feito no último ano. O estudante disse que se dedicou muito para o Enem. “Vontade de criar minha própria história. Superando cansaço físico e emocional durante toda essa trajetória e fazendo redações em conjunto com simulados toda a semana”, disse.
O aluno realizou o exame no ano passado e obteve a nota máxima na redação, que teve como tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Com o resultado, ele poderá utilizar a nota para concorrer a vagas no ensino superior por meio dos programas de acesso às universidade.
Wellington pretende usar a nota para entrar no curso de Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Sensação indescritível. Demorou muito para cair a minha ficha”, estudante sobre a nota mil.
O pernambucano detalhou que esperava a nota mil pelo esforço que fez desde o começo do ensino médio. O estudante terminou a escola em 2024 e passou o último ano fazendo cursinho.
Notas do Enem 2025 são divulgadas
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os resultados individuais do Enem 2025 nesta sexta-feira (16/1). As notas já estão disponíveis para consulta na Página do Participante.
Para acessar o resultado, os candidatos devem entrar na plataforma com a conta Gov.br, utilizando CPF e senha.
Na Página do Participante, os candidatos podem consultar a nota da redação e a pontuação nas quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Para os estudantes que ainda estão no ensino médio, conhecidos como treineiros, o Inep informou que as notas serão divulgadas posteriormente, em data a ser informada.
A edição de 2025 do Enem foi aplicada nos dias 9 e 16 de novembro em todo o país. Em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, as provas ocorreram nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30).
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um habeas corpus apresentado em favor da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele não chegou a analisar o mérito do pedido, mas negou o HC por inadmissibilidade da via eleita.
Na decisão, afirmou que a jurisprudência do STF é reiterada e pacífica no sentido de não admitir o conhecimento de HCs impetrados contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados da própria Corte.
Também destacou que sua posição como relator do pedido se deu em situação excepcional e temporária, justificada pelo recesso forense, e, sendo assim, um eventual conhecimento do HC, além de contrariar a jurisprudência consolidada, implicaria em uma substituição indevida da competência natural previamente estabelecida na Corte.
“Ainda que respaldado em previsão regimental expressa, esse exercício deve ser marcado por temperamentos que resguardem a atribuição dos Ministros originalmente competentes para os feitos de que se originam os atos impugnados”, disse.
Mendes enfatizou, por fim, que o HC em questão foi impetrado por um advogado não participante da defesa do ex-presidente. Pontuou que a ação de terceiros é possível, mas que o STF tem se posicionado quanto à prudência nesses casos, especialmente quando não há indicativo de inércia ou omissão da defesa do envolvido.
Essa posição, disse, ocorre para “evitar que pretensões movidas por terceiros acabem por repercutir, de maneira indesejada, na estratégia defensiva do próprio paciente, o que revela subversão dos institutos aplicáveis.”
O habeas corpus foi pedido pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa, que não faz parte da defesa do ex-presidente. O HC foi originalmente distribuído para a ministra Cármen Lúcia, mas, devido ao recesso, ele seria analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que exerce interinamente a presidência da Corte. Moraes, porém, se declarou impedido de apreciá-lo devido a uma questão regimental, e por isso o HC foi redistribuído para Mendes.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um procedimento para investigar possíveis irregularidades no aumento das tarifas de ônibus definido pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). A apuração foi motivada por uma representação apresentada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco, que pede a anulação das deliberações da última reunião do colegiado.
A representação foi protocolada ontem pelo coordenador da Frente, o advogado Pedro Josephi, e questiona decisões tomadas pelo CSTM na quinta-feira passada (15), quando foi aprovado o reajuste das passagens e a realização de uma Conferência Metropolitana em formato exclusivamente virtual. Segundo Josephi, o Governo de Pernambuco descumpriu prazos regimentais e não disponibilizou a documentação necessária para análise do aumento proposto.
De acordo com a denúncia, relatórios de qualidade das empresas de ônibus — utilizados como indicadores para aferir a necessidade de reajuste tarifário — não foram tornados públicos nem apresentados aos conselheiros. A representação também aponta que o secretário-executivo de Mobilidade Urbana, Pedro Neves, teria impedido a apresentação de contrapropostas pela sociedade civil, negado pedidos de vistas e deixado de submeter questões de ordem ao plenário do conselho.
Para a Frente de Luta, as condutas configuram violação grave ao Regimento Interno do CSTM e comprometem a legalidade das decisões adotadas. O pedido de anulação da reunião foi encaminhado à 36ª Promotoria de Justiça do MPPE, sob responsabilidade do promotor Leonardo Caribé, que determinou a abertura de procedimento para apurar as irregularidades apontadas.
Um casal de pernambucanos morreu vítima de um acidente de trânsito na última quinta-feira (15), em Portugal. Jardel de Souza e Adriana Nascimento, ex-alunos do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), residiam no país europeu.
Segundo o Conservatório, ambos construíram trajetórias marcadas pelo talento e dedicação à música. O trabalho primoroso realizado pelos dois levou o nome da instituição para além das fronteiras do Brasil.
Adriana e Jardel também foram professores do Projeto Aria Social, que publicou uma nota de pesar dedicada ao casal e parte de uma apresentação estrelada pelo casal.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento dos nossos queridos eternos professores Adriana Nascimento e Jardel Souza, em decorrência de um acidente de carro”, publicou o projeto.
O Projeto Aria Social é uma organização sem fins lucrativos que usa a arte-educação (dança, música, teatro) para transformar a vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
Quando tinha três anos de idade, Giorgia Meloni e a irmã Ariana, de quatro anos, brincavam com fósforos escondidas da mama Ana. Acabaram botando fogo na casa. Uma tragédia. A família perdeu tudo. Foram morar em Garbatella, bairro de classe média baixa na periferia de Roma. Quando Giorgia tinha 11 anos, seu pai Francesco abandonou a família e foi viver com uma espanhola nas Ilhas Canárias. Ela e a irmã nunca mais o veriam.
A vida da primeira-ministra da Itália, que na quinta-feira (15) completou 49 anos, tem sido desde sempre uma sucessão de desafios. Esta baixinha feroz e invocada aprendeu a lutar sozinha e faz política desde os 15 anos, quando entrou para a ala direita do movimento estudantil. Começou a trabalhar cedo, primeiro como babá, depois garçonete da casa noturna do Roma Piper Club. Assim, ela conseguiu ajudar nas contas da casa e pagar seus estudos.
Neste sábado (17), quando o acordo Mercosul-União Europeia será finalmente assinado, Giorgia Meloni, mesmo ausente, será protagonista. A primeira-ministra da Itália, única mulher até hoje a sentar naquela cadeira, adiou a assinatura do acordo de caso pensado, tirando de Lula a oportunidade de aparecer presidindo a cerimônia de assinatura do acordo.
Meloni é de direita. Não a direita radical, fascista, embora tentem a todo tempo carimbá-la como tal. É uma versão italiana de Margaret Thatcher, a dama de ferro que colocou a Inglaterra nos trilhos. Meloni é hoje a principal líder da direita europeia, muito mais pelos seus méritos e pelo talento de negociadora.
Ela soube se posicionar, quando em dezembro anunciou que ainda tinha dúvidas sobre o acordo e conseguiu arrancar 45 bilhões de euros (quase R$ 300 bilhões) para os agricultores italianos prometidos pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen. Meloni e Von der Leyen falam a mesma língua na política. E nenhuma delas morre de amores por Lula e seus aliados da esquerda europeia.
A atitude de Meloni, ao garantir para o Paraguai do conservador Santiago Peña os holofotes da assinatura do acordo, acabou expondo o presidente francês Emmanuel Macron, depois de a França liderar manobras frustradas para melar o acordo.
Nos últimos anos, Macron manteve com Lula uma relação quase íntima, recheada de mesuras e trocas e afagos, abrindo caminho para a venda de helicópteros militares franceses para nossas Forças Armadas y otras cositas más. Mas, na hora de fazer valer a amizade, prevaleceu o interesse da falida agropecuária francesa, que hoje não consegue sequer abastecer seu mercado interno com manteiga. Nem um “ne me quitte pas” Lula poderá pedir a Macron, que o abandonou à própria sorte.
Meloni é da nova safra de políticos europeus, de uma nova direita que surge com propostas sedutoras de mais empregos, menos imigração e uma diplomacia pró Ocidente. Segue a mesma linha das políticas espanholas Isabel Díaz Ayuso (PP), presidente da Comunidade de Madrid, e Cayetana Álvarez de Toledo, deputada pelo PP, filha de marquês, carismática e boa de palanque.
As duas têm movimentado a política espanhola, enfrentando a esquerda como opositoras do primeiro-ministro Pedro Sánchez (Psoe). Ayuso é campeã de votos e na última eleição derrotou o Psoe em redutos tradicionais da esquerda.
Em setembro de 2016, Giorgia deu à luz Ginevra. Ela anunciou o nascimento da filha num post emocionado nas redes sociais, comemorando a chegada da irmãzinha da Itália, numa referência ao seu partido Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália), fundado por ela e cujo nome veio do hino nacional italiano. Nesta época, já era uma política experiente. Teve um casamento de uma década com o jornalista Andrea Giambruno, de quem se separou em 2023. Giambruno, deslumbrado com a ascensão da mulher ao poder, acabou se expondo com comportamentos inconvenientes.
Iniciou a carreira aos 21 anos, em 1998, elegendo-se vereadora em Roma. Em 2006, chegou pela primeira vez ao Parlamento italiano e dois anos depois, com 31 anos, era nomeada ministra da Juventude por Silvio Berlusconi. Ficou no ministério até 2011. Em 2016, disputou a eleição para a prefeitura de Roma contra o candidato de Berlusconi, agora seu adversário político.
A baixinha, dona de um par de olhos azuis faiscantes, se mostrou “imparável” e começou a ser percebida como a grande novidade da política italiana. Em 2018, voltou ao Parlamento e, em 2019, fez um discurso que rendeu muitos votos, marcando sua posição.
“Somos pessoas, não códigos, e vamos defender nossa identidade. Eu sou Giorgia: sou mulher, sou mãe, sou italiana, sou cristã […]. Tenho vergonha de um Estado que nada faz pelas famílias italianas. Tenho vergonha de um Estado que defende os direitos dos homossexuais. Um Estado justo cuida dos mais fracos, daqueles que não podem defender-se“, disse a primeira-ministra italiana.
Em outubro de 2022, Meloni assumiu o cargo de primeira-ministra da Itália. Berlusconi tentou bombardear, chamando-a de arrogante e condescendente. Não colou. Depois, Berlusconi tentou barrar a candidatura de Ignazio La Russa, aliado de Meloni, a presidente do Senado, e foi derrotado. La Russa venceu com 116 votos dos 206 senadores. Berlusconi morreria meses depois, em junho de 2023, levando com ele o passado e abrindo caminho para a consolidação da nova direita italiana.
Giorgia Meloni, mãe solteira, cristã e conservadora, primeira mulher a comandar a Itália, aquela que aos três anos incendiou a própria casa, agora cuida do lar de 59 milhões de italianos. Ela é um dos símbolos do poder neste século 21.
As obras de requalificação na estrutura do Metrô do Recife devem começar em até 30 dias, conforme garantiu o ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho (MDB), após visitar brevemente o sistema, junto à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ontem.
Para este ano, está previsto um investimento de R$ 500 milhões captados pelo governo federal, em parceria com o governo estadual. Jader e Raquel andaram em uma composição entre as estações Joana Bezerra e Central do Recife, ambas no centro da capital. Os serviços de reparo nos trilhos e dormentes já estão sendo executados. Tudo deve ficar pronto em até seis meses.
Os recursos devem ser liberados ainda nesta próxima semana. Jader revelou ter pressa para o início dos trabalhos estruturais, devido à aproximação da quadra chuvosa no estado. Ele cravou que não vai faltar recurso para a execução.
“Vai ser feita a troca do telhado [das estações] para que, quando a chuva chegar, não fique caindo aqui dentro. Vamos fazer a questão das reformas das estações e dos banheiros. As que não têm nós vamos construir esses banheiros. As estações serão reformadas para que possam dar dignidade e conforto mínimo à população aqui da Região Metropolitana”, pontuou ele.
Segundo Raquel Lyra, estado e União firmaram um acordo de cooperação para a compra de 11 trens seminovos. Alguns devem chegar já em fevereiro. O estado também vai adquirir 100 novos ônibus elétricos que terão ar condicionado para auxiliar o transporte metropolitano.
“Em fevereiro, a gente começa a receber as cinco composições vindas de Belo Horizonte. As seis que virão de Porto Alegre chegam até junho deste ano. Sobre os ônibus, vai haver a abertura do sistema para que a gente possa receber os recursos do Governo Federal para processar a compra dos ônibus”, previu.
“É o início de um novo tempo, onde o governo do estado e o governo federal se unem para permitir que a gente vire a página ruim da história do Metrô do Recife, e garantir investimentos verdadeiros como está acontecendo. Eu quero muito agradecer aqui a parceria do ministro Jader, que não tem descansado um minuto sequer para permitir que a gente pudesse assinar o acordo de cooperação”, alegou Raquel.
Interrogados, durante a entrevista, sobre a condição de uso dos trens, que são seminovos, Jader frisou que os veículos possuem plena qualidade para trafegar no Recife. Ele ainda disse que uma equipe de engenheiros da CBTU foi até os estados de onde virão os trens para averiguar os quesitos.
“Nos garantiram que os trens, tanto de Belo Horizonte quanto os de Porto Alegre, estão em condições muito melhores do que esses trens que temos hoje aqui. Nós temos convicção de que esses trens que estão aqui não atendem a população do Recife e é por isso que nós estamos aqui. Em responsabilidade ao povo do Recife, nós precisamos trocar esses trens”, indicou o ministro.
“Aos funcionários da CBTU, nós preservaremos todos os empregos. Ninguém será prejudicado. Me deixou absolutamente mexido e tocado a maneira degradada que o transporte público está acontecendo aqui. Essa indignação tem que ser de todos que fazem parte disso”, cravou.
Trem que levou ministro e governadora representam a realidade do transporte
Durante a coletiva de imprensa, Raquel Lyra revelou que o trem que a transportou junto com o ministro, número de ordem 351, precisou trafegar em alguns pontos com a velocidade reduzida, por conta de problemas nos trilhos e dormentes.
“O trem tem capacidade de poder andar a 60 km/h. Ele [o trem que os transportou] aqui a 40 km/h, mas em muitos trechos teve que ir a 17 km/h, pela necessidade de investimentos em toda parte dos trilhos e das dormentes. Isso é o que os próprios técnicos da CBTU nos trazem”, comentou Lyra.
Meus avós maternos — Severo e Cornélia — tiveram oito filhos, dois homens e seis mulheres. Seis Marias: Maria de Lourdes, Maria José, Maria do Carmo, Maria Luiza, e Maria Margarida, minha mãe. E ainda Maria Lídia, a tia Lila, que visitei, ontem, em Vitória da Conquista, esta belíssima cidade, no Sul da Bahia.
É a última remanescente das irmãs. Mora em Conquista desde os 17 anos, viúva de Zizi, que foi um bem-sucedido comerciante na cidade. Está com 88 anos, extremamente lúcida, forte fisicamente e uma memória invejável. Depois de dez anos, a reencontrei com a mesma perfomance de antes.
Incrível! Não mudou nada. Está mais jovial, alegre e super animada. Na chegada em Conquista, ontem no início da tarde, fui direto para o apartamento dela, no bairro Recreio. Foi um reencontro que nos deixou muito feliz, eu e minha Nayla. Ela nos recebeu ao lado da filha Ivone e Sinval, esposo, e do neto Guilherme, que está morando no Recife.
Não resisti e gravei vários vídeos com ela! Resolvi compartilhar um deles com meu público leitor!