O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do ex-policial militar Ronnie Lessa para o Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo. Assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ele está preso desde março de 2019 na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).
Na decisão, o ministro também tornou públicos documentos e vídeos do acordo de colaboração premiada do ex-policial militar firmado com a Polícia Federal. Ele explicou que a medida foi necessária diante de inúmeras publicações jornalísticas com informações e trechos incompletos dos vídeos relativos às declarações prestadas por Lessa. Foram retirados os sigilos dos Anexos 1 e 2 do acordo de colaboração e dos vídeos relacionados. Os demais anexos permanecerão em sigilo.
Em relação à transferência, o ministro Alexandre atendeu ao pedido da defesa, que alegou que essa é uma das cláusulas do acordo. Segundo ele, os benefícios da colaboração premiada dependem da eficácia das informações prestadas, que serão analisadas durante a instrução processual penal. Mas isso não impede que seja concedida, provisoriamente, a transferência, que foi previamente acordada com autoridades do Estado de São Paulo.
O 9º Congresso Pernambucano dos Municípios teve início, nesta segunda-feira (27), e segue até amanhã no Expo Recife, reunindo prefeitos e autoridades do Estado, além de palestrantes de outros poderes. No discurso de abertura, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas, destacou a importância da inovação nas gestões para atender à população.
“Não adianta de nada discutir melhoria na saúde, se a gente não pensar na jornada no usuário. Não adianta de nada discutir melhoria na educação, se a gente não colocar o aluno no centro do debate. Não adianta pensar em inovação da porta da prefeitura para dentro, tem que pensar em inovação da porta da prefeitura para fora. E esse é o desafio nesses dois dias”, enfatizou Pedro Freitas. As informações são do Blog Dantas Barreto.
O presidente da Amupe também falou sobre a necessidade de desburocratizar o serviço público, visando à agilidade no atendimento soluções. “A burocracia muitas vezes é necessária para a gente ter o controle adequado, mas ela não pode se sobrepor à solução. E esse é o desafio desses dois dias. São mais de 50 expositores, mais de 20 salas temáticas, superamos a casa das 5.300 inscrições, que é o maior número das nove edições. Então, esse congresso já nasce sendo um sucesso”, disse.
RECIFE
Anfitrião do evento por ser prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) também destacou a importância da inovação e citou que a Capital pernambucana é referência para o País. “É um tema extremamente acertado, que é o da inovação. Um tema que é muito caro para gente na Prefeitura do Recife. Hoje, o Recife é uma cidade referência, não só em Pernambuco, mas no Brasil inteiro, na utilização da inovação, seja na tecnologia, seja em diversas outras áreas como infraestrutura”, assinalou.
Victor garantiu aos prefeitos presentes no Congresso da Amupe que o canal está aberto para troca de experiências. “É a porta aberta com todas as cidades, todos os governos do Brasil, de diversas tecnologias da Prefeitura do Recife que hoje são empregadas no Brasil inteiro. A gente pode ver outras cidades conquistando aquilo que a gente mais acredita e eu, pessoalmente, defendo que a inovação é a melhor forma da redução da desigualdade institucional. O que funciona aqui no Recife pode funcionar em todas as cidades. O que funciona em Pernambuco pode funcionar em todos os estados”, enfatizou o prefeito recifense.
O PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou um vídeo que vincula a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao escândalo do Banco Master.
A peça foi divulgada inicialmente no Congresso Nacional do PT, realizado durante o fim de semana, e também será veiculada nas redes sociais. O vídeo chama o episódio de “BolsoMaster” e lembra que o cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, foi o maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022. As informações são da CNN.
A divulgação da gravação deu início à estratégia eleitoral de tentar desconstruir a imagem do primogênito de Jair Bolsonaro, que tem aparecido à frente de Lula em algumas pesquisas eleitorais para este ano.
À CNN, Flávio criticou a peça e citou o encontro que Lula teve com Vorcaro em dezembro de 2024. A reunião não foi divulgada na agenda oficial do petista. Também participou da reunião o à época indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo.
“Mentira tem perna curta e nove dedos. Quem se encontrou com Daniel Vorcaro no escurinho do Palácio do Alvorada foi o Lula, e não o Bolsonaro. O Pix é do Bolsonaro e o Master é do Lula”, afirmou à CNN.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também reagiu à inserção partidária e chamou o conteúdo do vídeo de “grande piada”.
“Os senadores do PT não assinam a CPI do Banco Master. Por que não querem a CPI?”, questionou.
O escândalo do Banco Master tem vinculações com políticos de direita, de centro e de esquerda. As investigações da Polícia Federal mostraram que as vinculações não se restringiram a um grupo partidário.
O tema entrou no debate eleitoral e deve ser explorado tanto por Lula como por Flávio, no esforço de desgastar o adversário político no rastro do discurso de combate à corrupção.
O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins, entregou novos equipamentos e veículos à Guarda Civil Municipal (GCM) e anunciou a realização de concurso público para ampliar o efetivo da corporação. A solenidade ocorreu no sábado (25), no distrito de Pão de Açúcar, com a presença do vice-prefeito Paulo de Necão, representantes da Polícia Militar e autoridades locais.
A GCM recebeu uma viatura modelo Mitsubishi L200 Triton, três motocicletas Honda Sahara 300 e novos fardamentos. A base da Guarda no distrito também foi revitalizada. Durante o evento, o prefeito afirmou que a gestão prepara o edital do concurso e prevê a implantação de uma armaria em 2027. “Entregamos motos, caminhonete, fardamento e reestruturamos a base da GCM. Ainda este ano iniciaremos o concurso para reforçar o efetivo”, disse.
O advogado e ex-presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Alex Campos, participará do painel de Saneamento do 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Amupe. O evento será realizado nos dias 27 e 28 de abril, no Recife Expo Center, no bairro de São José, e terá como tema “Inovação a Serviço da População”, reunindo gestores e especialistas para discutir a gestão municipal.
O painel “Compesa: O Novo Cenário de Pernambuco”, que será mediado por Alex Campos, contará com representantes do governo estadual, da companhia e da iniciativa privada. A proposta é debater os desafios e perspectivas do setor de saneamento no estado.
Alex Campos presidiu a Compesa entre 2023 e 2025. É formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com especializações em Direito Administrativo e Direito Sanitário, além de mestrado em Poder Legislativo. Também integrou a diretoria da Anvisa durante a pandemia de Covid-19 e atuou como chefe de gabinete no Ministério da Saúde.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Que tal a Venezuela antes e depois da intervenção de Tramp? Não precisa responder. A pergunta contém a própria resposta. Adelante!
Gravamos na memória as informações de que a ilha-presídio de Cuba é um regime comunista falido e cuja população é submetida a perseguições, prisões e torturas. Verdade. Mas também existe um lado oculto de Cuba, assim como existe um lado oculto na lua.
Uma elite corrupta e secreta controla, por meio do conglomerado Gaesa — Grupo de Administración Empresarial S.A., as principais atividades econômicas da ilha, a começar pelo turismo, hotéis, transportes, finanças. São transas bilionárias. A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Pontificam na organização os familiares e aderentes de Raúl Castro e Fidel Castro, com licença da palavra, alguns generais e agregados da máfia comunista. O homem mais poderoso de Cuba atualmente é uma múmia de 94 anos chamada Raúl Castro. É conhecido como o aiatolá Raúl. O fantasma de Fidel Castro continua assustando os cubanos.
A organização mafiosa não publica balanços, não tem sites na Internet, não presta nenhuma informação ao mercado nem à sociedade. Os levantamentos e documentos foram garimpados pelo jornal americano Miami Herald. A Gaesa possui bens no valor de 17,9 bilhões de dólares, inclusive contas bancárias. A holding funciona como um polvo e se apropriou de grande parte da economia cubana nos últimos 15 anos.
Ao longo de quase seis décadas, a Nação cubana enfrentou duas guerras: a guerra da ditadura contra seus compatriotas e a guerra do embargo dos EUA contra o governo. A guerra do fanatismo comunista é a mais perniciosa.
O embargo serviu como pretexto para a ditadura comunista justificar a sua própria degradação. Sem sofrer nenhum embargo, a Venezuela navegava num mar de petróleo e foi à bancarrota. A degradação é inerente aos regimes comunistas. Vide bula os governos da antiga Alemanha Oriental, do Camboja, da Nicarágua e da própria Venezuela. Há sempre uma mistura de corrupção, repressão e incompetência.
Afora o turismo, Cuba só tem para vender os charutos do tipo Romeo y Julieta e Cohiba, caros e fedorentos. Esses charutos faziam a cabeça dos intelectuais de esquerda de antigamente. Miguel Arraes nunca comprou charutos cubanos, mas adorava receber de presente. Dava umas baforadas e usava para espantar mosquitos em Casa Forte. Eu mesmo, quando era pobre e tirava onda de intelectual, tentei degustar um puro Romeo y Julieta e me engasguei com a fumaça. Rompi com a esquerda e desisti de ser revolucionário.
A longa manus do cowboy Donald Tramp mantém tratativas com agentes da ditadura de Cuba na busca de aggiornamento do regime. A caixa-preta da organização mafiosa Gaesa vai entrar no inventário. O secretário-ministro de Estado Marco Rubio tem o mapa da mina nas mãos.
O ditador de plantão Díaz-Canel funciona como um fantoche, símbolo do regime fracassado. Vai pegar o beco.
Quando o gladiador Donald Tramp proclamar “Cuba libre!”, os cubanos vão adorar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata tecnicamente em um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), segundo a pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (27).
Uma simulação entre Lula e Flávio mostra o petista com 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 45%. As informações são da CNN.
Aqueles que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois somam 8%. Outro 1% não sabe ou não respondeu.
O levantamento ainda comparou os resultados atuais com os de março deste ano. Na ocasião, Lula e Flávio empatavam com 46%.
Já um quadro entre Lula e Zema mostra que o petista fica à frente numericamente, com 45%, contra os 41% do ex-governador de Minas Gerais.
São 12% os que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
Em março, Lula tinha 46% e Zema alcançava 40%, indicando oscilação de um ponto percentual no resultado do pré-candidato do Novo.
O último cenário, entre Lula e Caiado, indica o chefe do Executivo com 45% das intenções de voto. O ex-governador de Goiás soma 41%.
Outros 11% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Os que não sabem ou não responderam são 2%.
No mês passado, Lula registrou 46%, enquanto Caiado, permaneceu com 41% das intenções de voto.
Metodologia A Nexus/BTG entrevistou 2.028 eleitores, entre os dias 24 e 26 de abril, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01075/2026.
A ideia de uma “realidade paralela” ajuda a explicar o tom adotado pela governadora Raquel Lyra (PSD), que teve o atrevimento de postar em suas redes que o Palácio das Princesas, sede do Governo do Estado, estava sendo aberto, finalmente, ao povo pernambucano pela primeira vez, somente com a sua chegada ao poder.
Isso em parte dá o tom de sua comunicação política. Ao sugerir, ainda que indiretamente, que Pernambuco começa a existir a partir de sua gestão, constrói-se uma narrativa que ignora deliberadamente a trajetória histórica do Estado, como se antes não houvesse avanços em infraestrutura, saúde, educação ou segurança pública.
Esse tipo de abordagem não apenas simplifica a realidade, como também desconsidera o acúmulo institucional construído ao longo de décadas por diferentes governos. Essa tentativa de reescrever o ponto de partida também aparece quando a governadora se apresenta como a primeira a “abrir as portas” do Palácio do Campo das Princesas à população.
A história, no entanto, não corrobora essa afirmação. Lideranças como Miguel Arraes fizeram da proximidade com o povo uma marca de gestão, mantendo diálogo direto e simbólico com a população pernambucana. Mais do que um debate sobre estilo, o que está em jogo é a construção de uma narrativa política que, ao exagerar rupturas e minimizar continuidades, pode soar desconectada da percepção coletiva.
Esse tipo de discurso, comum em certos setores mais radicalizados do debate público, aposta na ideia de que é possível redefinir a realidade pela repetição — mesmo quando ela entra em choque com fatos amplamente conhecidos.
Mega escândalo – Um interessado nos grandes casos de fraudes financeiras do planeta pesquisou se Daniel Vorcaro tinha tamanho para se ombrear com os maiores escândalos do século. E o sempre superlativo ex-dono do Master chegou lá. Está no top 5 dos cérebros de megafalcatruas, segundo Lauro Jardim, de O Globo. O rombo estimado de US$ 10 bilhões produzidos pelo Master, segundo o colunista, só fica atrás dos US$ 64,8 bilhões da fraude orquestrada por Bernie Madoff em 2008, nos EUA; do caso Enron, de 2001, que resultou em US$ 63,4 bilhões em fraudes contábeis e corrupção corporativa; e do escândalo da WorldCom, em 2002, em que o CEO Bernie Ebbers inflou os lucros da empresa em US$ 11 bilhões.
Uma primeira-dama invejável e adorada – Petrolândia, no Sertão de Itaparica, a 410 km do Recife, se despede hoje, extremamente comovida, da primeira-dama Aninha, que falaeceu na madrugada de ontem em decorrência das sequelas de um AVC. Esposa do prefeito Fabiano Marques (Republicanos) e mãe do jovem político Bruno Marques, candidato a deputado estadual, Aninha fez história no município na área social, tinha luz própria, vocacionada para servir sem servir-se de cargos. A cidade está muito triste. Ela ficou quatro anos longe do povo, enfrentando a enfermidade que tirou a sua vida precocemente.
Raquel abre congresso da Amupe – Considerado o maior encontro municipalista de Pernambuco, com programação focada em tecnologia e melhoria dos serviços públicos, o congresso estadual da Amupe será aberto hoje no Recife Expo Center pela governadora Raquel Lyra (PSD). A temática será “Inovação a Serviço da População”, com destaque para soluções práticas e gestão pública. Reúne gestores, técnicos e especialistas de todo o Estado. Jaboatão dos Guararapes terá estande com projetos inovadores, e o Recife destaca o “Conecta Recife” e “Embarque Digital”. Entre os painéis, “Discussão sobre comunicação na era das redes sociais e transformação digital nas prefeituras”.
Painéis, prêmios e palestras – Sob a liderança do presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, o congresso deve reunir 60 palestrantes, distribuídos em 12 espaços simultâneos, e quatro painéis com debates sobre temas como transformação digital, captação de recursos, previdência municipal, segurança pública, educação, saúde, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. O 9º Congresso Pernambucano de Municípios conta com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na palestra sobre “Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal”; e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia, no painel “Controle Externo e a Boa Gestão Municipal”. A programação do evento terá ainda a entrega do “Prêmio Prefeitura Empreendedora”, promovido pelo Sebrae, e a apresentação de projetos de sucesso, o “10 Boas Práticas Municipais”, conduzida pela própria Amupe.
Flávio Dino fala a prefeitos – Uma das presenças mais aguardadas é a do ministro Flávio Dino, do STF. Ele faz palestra hoje à tarde, das 17h às 18h, no auditório principal, com o painel “Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal”. O ministro é um dos principais protagonistas do debate nacional sobre o tema, liderando um movimento pela transparência, definição critérios de aplicação e rastreabilidade dos recursos. A discussão gira em torno do equilíbrio entre o poder de alocação de recursos pelo Congresso Nacional e os princípios constitucionais de transparência, impessoalidade e planejamento orçamentário. Decisões recentes do STF, sob relatoria de Flávio Dino, têm buscado restringir práticas conhecidas como “orçamento secreto” e ampliar o controle sobre as chamadas “emendas PIX”, transferências especiais que chegam diretamente aos municípios.
CURTAS
MERCADO 1 – O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar as condições estruturais do Mercado da Ribeira, um dos marcos históricos do Sítio Histórico de Olinda. O procedimento foi instaurado após a identificação de risco de desabamento na cobertura do imóvel, cuja estrutura de madeira apresenta sinais avançados de deterioração provocada por cupins.
MERCADO 2 – Além do comprometimento das vigas, há preocupação com a presença de uma caixa d’água feita de amianto instalada sobre o telhado. O material, proibido no Brasil devido aos riscos à saúde, pode agravar a situação em caso de colapso da estrutura. Relatórios técnicos elaborados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Defesa Civil de Olinda indicam problemas estruturais no mercado há pelo menos dois anos.
PODCAST – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada do meu podcast de amanhã em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. No programa, ela deve comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
Perguntar não ofende: Como prega Raquel, nem Arraes abriu o Palácio para o povo?
Vi, há pouco, o filme sobre Michael Jackson. Muitos não gostaram porque não aprofunda a vida complexa e polêmica do artista, um dos maiores astros mundiais da música. Mas eu gostei. Encarei mais como um musical e fiz uma viagem no tempo.
Michael foi um estrondoso astro, Rei do Pop. As cenas são emocionantes e bem construídas. O sobrinho de Michael Jackson é amplamente elogiado por encarnar os trejeitos, voz e dança do tio com singularidade. Entendi que o filme atua como um tributo eficaz para os fãs, focando na magia artística.
Entre os principais defeitos apontados, o roteiro que evita temas espinhosos, foca intensamente nas performances musicais e no talento artístico de Jackson para garantir o apelo emocional e comercial.
Michael é muito mais um musical do que uma cinebiografia. E funciona muito bem como homenagem a uma parte da carreira de um dos artistas musicais mais geniais de todos os tempos. É entretenimento da melhor qualidade. As pessoas saem felizes da sala e com um gosto de “quero mais”.
Por isso, a obra conta com aprovação impressionante de 97% do público no site Rotten Tomatoes. Sob a direção de Antoine Fuqua, a trama percorre a trajetória de Michael Jackson desde os seus primeiros passos como integrante do Jackson 5 até o auge de sua carreira como o maior artista do planeta.
O elenco traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, fazendo sua estreia no cinema em um papel desafiador onde ele encarna os trejeitos e a voz do tio de forma singular. Os pais do astro, Joe e Katherine Jackson, são interpretados por Colman Domingo e Nia Long, respectivamente.
O filme também conta com Miles Teller no papel de John Branca. Com cerca de duas horas de duração, o filme encerra sua narrativa durante a turnê Bad, em 1988, deixando o terreno preparado para possíveis sequências que explorem fases posteriores — e mais polêmicas — da vida do ídolo. Com filas nos cinemas e o público entoando clássicos nas poltronas, Michael prova que o legado do Rei do Pop continua mais vivo do que nunca na cultura popular.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (26), o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que tem um plano: privatizar completamente empresas de economia mista sob controle do governo, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Adiante, Zema ataca o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao afirmar que o presidente gasta mais do que arrecada. “Eu vou privatizar a Petrobras, eu vou privatizar o Banco do Brasil e vou passar a faca nos supersalários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, disse.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino voltou a defender neste domingo (26) um endurecimento das regras para punir corrupção no sistema de Justiça, com aumento de penas, afastamento imediato de investigados e perda automática de cargos após condenação definitiva.
As propostas foram apresentadas no artigo “Como punir a corrupção na Justiça?”, publicado hoje no Correio Braziliense. No texto, Dino afirma que os mecanismos atuais de controle e punição “seguem sendo importantes”, mas têm se mostrado insuficientes diante do aumento e da gravidade dos casos. As informações são do jornal da Globo.
Entre os pontos destacados está a criação de punições mais severas para crimes como corrupção, peculato, prevaricação e tráfico de influência quando praticados por juízes, promotores, advogados e servidores. Para o ministro, essas condutas exigem tratamento mais rigoroso por atingirem diretamente a credibilidade do sistema responsável por aplicar a lei.
Dino também propõe mudanças nas regras de responsabilização funcional. Pela sugestão, o recebimento de denúncia já levaria ao afastamento imediato do cargo, enquanto a condenação definitiva implicaria perda automática da função, independentemente da pena aplicada.
Outro eixo da proposta é a ampliação da responsabilização por obstrução à Justiça. A ideia é tipificar de forma mais abrangente condutas que impeçam, atrasem ou interfiram no andamento de investigações e processos.
O ministro argumenta que, quando decisões judiciais passam a ter “valor econômico”, a corrupção deixa de atingir interesses individuais e passa a comprometer o interesse público.
“Quando o exercício da jurisdição, um parecer ou um indiciamento, por exemplo, passam a ter valor econômico e é possível utilizar o capital para obter posicionamento num sentido ou em outro, a corrupção elimina o interesse público. É nessa conjuntura que se mostra necessário e urgente se perguntar ‘Como punir a corrupção na Justiça?’. Contudo, mais que se perguntar, é igualmente necessário e urgente buscar saídas que carreguem soluções eficazes”, diz trecho do artigo.
A pressão por mudanças no Judiciário aumentou nos últimos meses, depois de casos que levantaram dúvidas sobre a capacidade do sistema de punir irregularidades com rapidez e clareza. O principal exemplo recente é o caso Master, que começou como um problema no sistema financeiro, mas acabou envolvendo decisões judiciais e ampliando o debate sobre o funcionamento da Justiça.
As investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias trouxeram desgaste para o sistema e reforçaram a percepção, em Brasília, de que processos demorados e decisões divergentes podem gerar insegurança — não só no Judiciário, mas também na economia, ao afetar bancos e a confiança de investidores.
Diante desse cenário, a discussão sobre uma reforma do Judiciário ganhou força. Dino já havia defendido uma reforma estrutural do sistema, incluindo o fim da aposentadoria compulsória como punição e o combate a benefícios considerados excessivos.
Além disso, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) discute a criação de um Código de Conduta para os ministros, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A ideia é estabelecer regras mais claras de atuação e reforçar a confiança nas decisões do tribunal.
Ela chegou no apartamento às nove e quinze, tirou os sapatos de salto como quem tira uma máscara, e ficou ali, descalça sobre o piso frio da cozinha, olhando para a chaleira. Não tinha lágrimas, não tinha sorriso. Tinha apenas um cansaço que não morava nos músculos, morava num lugar mais antigo, mais fundo, naquela região imprecisa onde a gente guarda o que não consegue nomear.
O dia fora normal. Reuniões, prazos, um colega que desabou na mesa ao lado, dizendo que não aguentava mais, e ela, prontamente, ofereceu o ombro e as palavras certas. “Vai passar”, disse. “Você é mais forte do que imagina.” E acreditou no que dizia, como sempre acreditava. O problema não é a mentira, o problema é quando a mentira vira hábito, e o hábito vira armadura, e a armadura vira pele.
Aliás, quem inventou que ser forte é virtude sem custo? A força que se vê, essa que estufa o peito e sustenta os outros, quase sempre vem acompanhada de uma fatura silenciosa que ninguém pergunta se podemos pagar. Pagamos. Parcelamos em noites mal dormidas, em gargantas que aprendem a engolir o choro antes que ele desça, em ombros que se curvam sozinhos quando ninguém está olhando. Ser forte é ofício de anônimos.
Ela pensou na vizinha do terceiro andar, viúva há dois anos, que todas as manhãs desce com o lixo e um sorriso impecável. Pensou no amigo que riu na festa enquanto o casamento se desfazia em silêncio dentro do bolso do paletó. Pensou no pai, que nunca disse “estou cansado” num país onde homens da idade dele não podem dizer isso sem que algo neles se quebre de vez. Pensou em si mesma.
A chaleira apitou. O gesto de fazer chá é quase uma prece leiga, água, folhas, espera. Ela preparou a caneca, sentou-se à mesa da cozinha, e deixou que o silêncio ocupasse o lugar das palavras que costumava fabricar para os outros. Foi então que aconteceu: um soluço. Não veio dos olhos, veio do peito, como se dentro dela houvesse uma corda há muito esticada que enfim se partia. E ela não fez nada para impedir. Pela primeira vez em semanas, não se chamou de fraca. Apenas deixou.
Porque há um cansaço que não se resolve com café, com frases de autoajuda ou com uma semana de praia. Há um cansaço que é existencial, que nasce da contradição entre o que sentimos e o que mostramos, entre o que precisamos e o que oferecemos, entre a fragilidade que somos e a força que o mundo nos cobra como se fosse calçamento. Estamos exaustos de sustentar o inexaurível.
Ela terminou o chá, lavou a caneca, foi para o banho. A água quente demorou a descer pelas costas, precisou ensinar os músculos a desarmarem. Depois, já na cama, pegou o telefone e escreveu para a amiga distante: “Estou cansada. Não de fazer coisas. Cansada de ter que parecer inteira quando por dentro sou só retalho.” Enviou antes que a coragem fosse embora. A resposta chegou três minutos depois: “Eu também. Sempre achei que era só comigo.”
Ali repousa o paradoxo mais humano: sofremos a solidão da força escondida, quando a verdade é que quase ninguém está inteiro — quase todo mundo só aprendeu a disfarçar melhor. O grande medo não é o desabamento; é descobrir que desabar, às vezes, é o movimento mais honesto do corpo.
Ela dormiu sem travesseiro, de lado, como quem se permite, enfim, o peso que sempre carregou. E no escuro do quarto, antes que o sono chegasse, pensou que talvez a coragem não esteja em nunca cair, mas em deixar que o chão nos receba quando cairmos. Pensou que ser forte, às vezes, é justamente parar de tentar ser forte. Pensou que o descanso não é para os fracos: o descanso é para os que já correram demais.
Lá fora, a noite seguia indiferente. Dentro dela, algo pequeno e novo começava, não a força antiga, mas uma trégua. Uma permissão. Um lembrete de que a alma também tem fadiga, e que a fadiga, quando bem ouvida, vira sabedoria. Ela sorriu no escuro. Não era um sorriso de vencedora. Era melhor: era um sorriso de quem, finalmente, baixou a guarda e descobriu que ainda assim, miraculosa e absurdamente, continuava em pé.
Há uma beleza no cansaço que ninguém avisa. A beleza de parar de representar. A beleza de, por um instante, ser apenas água que não precisa correr para lugar nenhum.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
Morreu ontem (25), aos 102 anos, o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro José Frejat, pai do cantor Roberto Frejat. A informação foi confirmada pela equipe do líder da banda Barão Vermelho, mas a causa da morte não foi divulgada. José Frejat estava hospitalizado. Nem o nome do hospital onde o político estava internado nem a cidade onde se localiza foram informados. As informações são do UOL.
Filiado ao PDT na época, José Frejat foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1979 e 1987. Ele também foi vereador no Rio entre 1977 e 1979. Em 2018, tentou disputar a eleição para deputado estadual pela Rede Sustentabilidade, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
O político nasceu em março de 1924 em Cururupu, no interior do Maranhão. Ele se formou em direito na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1950. Também foi fundador e secretário-geral do MNB (Movimento Nacionalista Brasileiro).
José Frejat fez oposição ao regime militar. Durante o processo de redemocratização, na Câmara dos Deputados, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que defendia eleições diretas para presidente da República.