De volta à Assembleia Legislativa de Pernambuco para o segundo mandato, a deputada estadual Socorro Pimentel (UB) confirmou seu nome na disputa pela 3ª Secretaria da Mesa Diretora da Alepe. A eleição da Mesa acontece amanhã, após a cerimônia de posse dos deputados eleitos.
Conhecida pela capacidade de diálogo e pela boa relação entre os pares, Socorro Pimentel tem despontado como favorita para a cargo. A candidatura da parlamentar ganhou corpo com o apoio da maioria dos membros do União Brasil, que reitera o nome de Socorro como representante oficial da sigla.
“Defendo a importância da representatividade feminina neste espaço de luta pela a altivez e independência da Casa. É inegável que estamos vivendo outros tempos e a equidade de gênero deve ser defendida pelo Poder Legislativo. Nós mulheres precisamos ocupar esse lugar de fala e mostrar à sociedade de que estamos sim, trabalhando por tempos menos desiguais. Tenho certeza de que contarei com o apoio irrestrito dos meus colegas nessa luta”, disse Socorro.
O podcast ‘Direto de Brasília’, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras de rádio no Nordeste, será exibido, excepcionalmente, hoje. O motivo é a concorrida agenda do entrevistado, o jornalista e escritor Xico Sá.
Xico vai falar da sua mais recente obra, o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’. A obra mistura perfil, reportagem e memórias que revisitam a trajetória de Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello.
Na época em que o escândalo envolvendo PC Farias estourou, Xico Sá já trabalhava como repórter de política da Folha de S.Paulo e foi o primeiro jornalista a revelar o paradeiro internacional do tesoureiro, após ele ter a prisão decretada e fugir do País.
O livro foca também nos bastidores da investigação da fuga cinematográfica de PC Farias Paraguai, Caribe e Europa, além de revisitar o assassinato dele e de sua namorada Suzana Marcolino em junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, crime cercado de mistérios e sem culpados formalmente apontados pela Justiça.
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, o Xico Sá, é natural do Crato, no Ceará, e já ganhou importantes prêmios do jornalismo, como o Esso, Folha, Abril e Comunique-se. Começou a carreira no Recife e foi colunista do jornal Folha de S.Paulo, no qual mantinha um blog diário em seu site até 2014.
Fez parte da bancada do programa esportivo Cartão Verde da TV Cultura, junto com o jornalista Victor Birner, o apresentador Vladir Lemos e o ex-futebolista Sócrates. Integrou também parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. Também participou do programa Amor e Sexo da Rede Globo.
Faz parte do programa Papo de Segunda, no GNT, com Marcelo Tas, João Vicente de Castro e Leo Jaime, além de contribuir semanalmente com uma coluna na edição brasileira do jornal El Pais. Desde 2021, tem uma coluna no Diário do Nordeste. Desde maio de 2022 é comentarista e apresentador eventual do programa jornalístico independente ICL Notícias, dividiu a bancada com a jornalista Vivian Mesquita e com o economista Eduardo Moreira.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, participou, ontem, do lançamento da candidatura de Cayo Albino a deputado estadual, em Garanhuns, no Agreste. Recebido por apoiadores e lideranças políticas de diversos municípios, o líder da Frente Popular relembrou o início de sua trajetória política na região e falou sobre a memória de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos.
Ao comentar a candidatura de Cayo, filho do prefeito Sivaldo Albino, João fez uma relação com a própria história familiar. Ele lembrou que Eduardo não teve a oportunidade de acompanhar, em vida, suas conquistas eleitorais. “Uma alegria que eu não tive a oportunidade de ter na terra. Mas eu tenho certeza que lá do céu, meu pai não só viu as três vitórias que eu tive, mas vai ver o filho dele ser governador do Estado de Pernambuco”, afirmou.
O candidato também destacou a importância de Garanhuns em sua trajetória. Em 2018, recebeu na cidade uma das principais votações de sua primeira disputa para deputado federal. Naquele ano, foi eleito com quase 500 mil votos em Pernambuco, tornando-se o deputado federal mais votado da história do Estado.
“Essa caminhada começou com a confiança do povo de Garanhuns quando me fez deputado e quando a gente caminhou junto. Então agora eu chego aqui para poder fazer uma nova caminhada, uma caminhada em favor do nosso Estado”, declarou.
O líder da Frente Popular afirmou que pretende manter uma relação de parceria com o município e defendeu a união entre os governos estadual e federal para ampliar investimentos. “Garanhuns vai ter um aliado. Vocês sabem quando tem um bom governador alinhado a um bom presidente pode fazer muito por Garanhuns”, disse, citando obras e investimentos realizados na região durante as gestões de Eduardo Campos e do presidente Lula.
Ao falar sobre segurança pública, João defendeu a ampliação do efetivo policial no interior e voltou a apresentar o IPVA zero para motocicletas como uma de suas principais propostas. Segundo ele, a medida deve beneficiar trabalhadores e agricultores que utilizam as motos no dia a dia. “É por isso que ano que vem vai ser IPVA zero para a moto. Porque a nossa polícia vai correr atrás de bandido e ladrão e vai deixar o trabalhador, o agricultor, o pai de família trabalhar”, afirmou.
João também reforçou estar preparado para disputar o Governo de Pernambuco. “Eu não sairia da Prefeitura do Recife, renunciar o cargo de prefeito como eu renunciei, se eu não tivesse a absoluta certeza de que eu estou pronto”, declarou.
O ato contou ainda com a presença dos integrantes da chapa majoritária da Frente Popular: o candidato a vice-governador, Carlos Costa; o candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa; e a candidata ao Senado, Marília Arraes. Também participaram o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino; o candidato a deputado federal Felipe Carreras; o vereador Hélio Guabiraba; os prefeitos Ruy Barbosa (Bonito), Edimilson da Bahia (Correntes), Nivaldo Tirri (Caetés) e Caíque (Angelim), além dos ex-prefeitos Douglas Duarte e Samuel Salgado (Angelim), Sandoval Cadengue e Beta Cadengue (Brejão), Marcelo Neves e Eudson Catão (Palmeirina) e Galego (Jurema).
Kleber Mendonça Filho relembrou a importância de Glória Menezes e Tarcísio Meira para a construção de “O agente secreto” (2025). Em uma publicação nas redes sociais, após a morte da atriz, aos 91 anos, ontem, o diretor compartilhou fotografias do casal encontradas por Cléo Doncoelho durante a pesquisa para o filme. As imagens mostram os atores durante uma turnê de uma peça e despertaram no cineasta lembranças de quando ele os acompanhava em novelas.
“Eu os conheci vendo as novelas dos anos 70 e 80 como pirraia. A segunda fotografia entrou na montagem que abre o filme. Glória faleceu hoje, cinco anos depois de Tarcísio. Obrigado”, escreveu o diretor. “Grande abraço para a sua família. Fazem parte da memória afetiva e dramática de milhões de brasileiros.”
Kleber também contou que uma das fotografias, na qual Glória e Tarcísio aparecem diante de um avião 727 da VASP, teve um impacto direto na realização de uma das cenas de “O agente secreto”. A imagem o “estimulou a filmar” a chegada dos personagens Augusto e Bobbi, interpretados por Roney Villela e Gabriel Leone, em busca do último 727 ainda em atividade no Brasil, utilizado como avião de carga pela empresa Total.
A ideia era viajar até Porto Alegre para registrar a sequência, mas as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 impediram a gravação. O próprio avião, segundo Kleber, acabou aparecendo em notícias durante o período, quando ficou estacionado na área alagada que atingiu o aeroporto Salgado Filho. No roteiro original, Augusto e Bobbi chegariam ao Recife em um 727 da Transbrasil.
Três das principais pesquisas eleitorais divulgadas no Ceará nas últimas semanas apresentaram uma semelhança da disputa pelo Governo do Estado: O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) aparece à frente do governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, em todas elas. A semelhança, porém, termina parcialmente aí. Os levantamentos dos institutos Quaest, AtlasIntel e Datafolha apresentam diferenças significativas sobre o tamanho da vantagem do tucano.
Cenários
No Datafolha, contratado pelo O POVO e divulgado no último dia 13, Ciro registrou 52% das intenções de voto, enquanto Elmano obteve 33% da preferência do eleitorado. Na pesquisa Atlas, divulgada em 12 de agosto, o cenário também foi favorável ao tucano, que teve 49,3% contra 44,6% do petista. Na Quaest, divulgada em 30 de julho, Ciro tinha 43% das intenções de voto, contra 33% de Elmano.
Assim, a margem favorável a Ciro varia de 4,7 pontos percentuais, na Atlas, a 19 pontos considerando o resultado do Datafolha. Na Quaest, são dez pontos percentuais de diferença.
Mais do que uma divergência sobre quem está na frente, os números mostram diferenças sobre o tamanho do eleitorado hoje identificado com cada candidatura. Ciro varia de 43% a 52% entre os três institutos. Elmano, por sua vez, aparece com 33% na Quaest e no Datafolha, mas chega a 44,6% na Atlas.
Os três institutos estão entre os que o O POVO classificou no grupo de maior precisão histórica para as eleições de 2026. A seleção foi feita a partir da comparação entre pesquisas de véspera das eleições presidenciais de 2014, 2018 e 2022 e os resultados efetivamente registrados nas urnas.
AtlasIntel, Datafolha e Quaest ficaram no grupo A, formado por institutos com erro absoluto de até 2,5 pontos percentuais nos cenários supracitados. Clique aqui e confira o levantamento completo.
Em novo vídeo divulgado hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a parceria com João Campos (PSB) e pediu votos para seu candidato a governador em Pernambuco. O petista disse que está pronto para fazer mais tendo um aliado à frente de seu estado natal.
“Tenho muito orgulho de tudo o que estamos fazendo aqui em Pernambuco. Estamos prontos para mais. Por isso, peço o seu voto para o companheiro João Campos para ser o governador de Pernambuco. Vamos juntos!”, declarou.
João Campos, que aparece ao lado de Lula no vídeo, agradeceu as palavras de apoio e destacou seu entusiasmo diante da expectativa de reeditar a parceria que Lula teve com seu pai, Eduardo Campos (1965-2014), no Governo de Pernambuco. “Presidente, eu estou animado, pronto e juntos vamos cuidar do povo e fazer o maior ciclo de obras da história do nosso estado. Estamos juntos!”, afirmou o candidato.
A divulgação do vídeo reforça a proximidade política entre Lula e João Campos e dá novo peso à participação do presidente na campanha do candidato do PSB ao Governo de Pernambuco. O gesto também evidencia a disposição do petista de participar diretamente da construção do projeto eleitoral de João no estado, consolidando a aliança entre os dois e entre os partidos que integram a Frente Popular.
Pernambuco teve cidades com volumes superiores a 80 mm de chuva nas últimas 24 horas. A Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste, Mata Sul e Mata Norte do estado estão em alerta laranja da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) para precipitações com intensidade moderada a forte desde a tarde da terça-feira (18).
O município onde mais choveu no período foi Abreu e Lima, na RMR, com 85,6 mm. A capital Recife vem logo depois, com 84,83 mm, seguido por Jaboatão dos Guararapes (84,3 mm), Camaragibe (75,28 mm), Pombos (73,2 mm) e Aliança (71 mm). Os dados são do Painel de Monitoramento da Apac, e foram acessados às 6h49 desta quarta (19). As informações são do portal FolhaPE.
Segundo a previsão da Apac, um canal de umidade continua favorecendo pancadas de chuva de intensidade moderada, com possibilidade de serem pontualmente fortes. De acordo com a agência, o sistema deve permanecer ativo principalmente durante a manhã desta quarta, perdendo força gradualmente durante a tarde e a noite. Confira abaixo recomendações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em caso de fortes chuvas:
Desligue aparelhos elétricos, quadro geral de energia.
Observe alteração nas encostas.
Permaneça em local abrigado.
Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, acredita que as pesquisas de intenção de voto tradicionais – aquelas que colhem as repostas diretamente com o entrevistado, nas ruas – tendem a ser mais aquilo que elas de fato se propõem: um retrato do momento. Já os modelos mais recentes, que fazem as pesquisas de forma on-line, buscando os entrevistados em grupos da internet, teriam, avalia Renan Santos, uma capacidade maior de projetar tendências futuras.
Ao acreditar nisso, Renan tenta explicar por que há um descolamento da performance que ele tem no mundo digital com relação àquilo que aparece nas pesquisas de intenção de voto. Renan Santos tem um dos melhores desempenhos nas redes sociais. Mas isso não se reflete na sua competitividade como candidato, pelo que mostram as pesquisas. Na BTG/Nexus, na segunda-feira (17), ele ficou com apenas 4%.
No Índice Brasil de Desempenho Digital (iBR), elaborado pelo DSC Lab, Renan Santos tem o segundo melhor desempenho nas redes sociais. Perde somente para Flávio Bolsonaro e vence Lula. Na BTG/Nexus, no entanto, ele está atrás de Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, 32 pontos atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e 37 pontos atrás de Lula (PT). “Ainda sou desconhecido”, disse Renan, respondendo ao Correio Político. “Mas, se com o rosto pouco conhecido já consigo movimentar as redes sociais, é um primeiro passo”.
Renan Santos esteve no início da tarde desta terça-feira (18) em almoço com deputados e senadores da Frente Parlamentar pelo Ambiente de Negócios, além de representantes do empresariado. A frente vem fazendo sabatinas com os candidatos à Presidência. Lá, já esteve Romeu Zema, do Novo, e no final da tarde desta mesma terça iria Ronaldo Caiado, do PSD. Os parlamentares que lá estiveram viram um Renan Santos menos lacrador, que parecia interessado em se apresentar como alguém capaz de negociar politicamente.
O candidato do Missão se mostrava como alguém que parecia compreender as regras do jogo que os deputados e senadores gostam de jogar, de formar coalizões e alianças. Renan disse considerar que o Brasil, com o fortalecimento que o Congresso teve nos últimos anos, já vive um sistema semipresidencialista. E que, caso eleito, terá de formar associação com os partidos para governar.
Ele, porém, disse que fará isso em outros termos: “Não sou antissistema, sou antirroubalheira”. Disse, então, que as alianças de outros partidos no seu governo aconteceriam a partir da adesão formal a um programa de governo. “Queremos usar o Centrão; não sermos usados pelo Centrão”, afirmou, referindo-se ao grupo de partidos de centro.
A verdade, porém, é que os parlamentares da Frente pelo Ambiente de Negócios viram um Renan Santos mais palatável. Segundo ele mesmo disse, a transformação do Movimento Brasil Livre (MBL) em partido, o Missão, teria conferido uma maior responsabilidade. Era, diz ele, necessário, apresentar de fato propostas à sociedade.
Não era, portanto, o MBL somente disposto a provocar e gerar reações para obter lacrações nas redes. Como no famoso episódio que envolveu o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), que acabou suspenso por seis meses por empurrar e chutar Gabriel Costenaro dentro da Câmara dos Deputados. Talvez não por acaso Costenaro deixou o MBL.
Costenaro deixou o MBL no final do mês passado, dizendo ser vítima de difamação e chantagem do movimento. Na saída, brigou com outra figura controversa do movimento, o ex-deputado estadual paulista Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”. Do Val foi cassado depois de um vídeo com declarações sexistas contra mulheres ucranianas.
No vídeo, Mamãe Falei comentava que teria ido à zona de guerra na Ucrânia com o propósito de tentar pegar mulheres ucranianas fragilizadas pela situação de conflito. Uma prática apelidada de “Tour de blondes”. É um problema para Renan Santos. Ele fazia parte do mesmo grupo de Arthur do Val que foi na ocasião a Ucrânia.
A lacração original, portanto, parece por vezes rodear o MBL. E Renan Santos, tentando se viabilizar como candidato, tenta se afastar dela. No ambiente de deputados e senadores ligados ao empresariado e à livre iniciativa, pelo menos, ele parece ter obtido sucesso, com os aplausos que recebeu. Precisa agora sair dos 4% da BTG/Nexus…
As novas revelações sobre as relações entre Lulinha, o ex-chefe de gabinete da Presidência Marcola e a lobista Roberta Luchsinger estão gerando mal-estar e irritação no presidente Lula. Assessores de Lula seguem garantindo que, até agora, não há nenhum “ato de ofício” que possa mostrar que o filho do presidente conseguiu aprovar algum contrato em favor da lobista no governo. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Eles reconhecem, porém, que as conversas divulgadas são inoportunas, inadequadas e não deveriam ter acontecido. Novas trocas de mensagens mostram Marcola recebendo um contrato de venda de canabidiol para o Ministério da Saúde, Lulinha falando para a empresária emitir nota fiscal para um cliente dela e fotos de joias trocadas entre a lobista e Marcola.
Segundo assessores, Lula está se sentindo muito contrariado com tudo e garantindo que não tinha conhecimento de nada disso. E que seu mantra seguirá o de que, se algo for comprovado contra seu filho e seu ex-chefe de gabinete, eles terão de pagar na Justiça. Além disso, vai cobrar que seu filho preste depoimento na Polícia Federal para esclarecer tudo.
A Polícia Federal vai convocar o filho mais velho de Lula para depor, mas está aguardando finalizar a análise de todo material recolhido até agora nos três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal que acabam tratando de Fábio Luís Lula da Silva. Ele está morando na Espanha, mas já disse que, quando o depoimento for marcado, virá ao Brasil depor na PF.
No plano eleitoral, o PT vai usar a verba de Daniel Vorcaro pedida por Flávio Bolsonaro para bancar o filme sobre o pai como munição para tentar acuar o candidato do PL. A equipe de Lula aposta nas investigações da PF sobre o caminho dos R$ 61 milhões investidos pelo banqueiro no filme “Dark Horse”. A suspeita é que o dinheiro não tenha sido totalmente utilizado para financiar o filme, mas também para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Ele nega.
Depois de alguns ciclos eleitorais em que ocupou as manchetes pela relação com escândalos de corrupção, o marketing político volta a movimentar o noticiário às vésperas do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, mas por outra razão: o intenso entra e sai de profissionais em várias campanhas, inclusive presidenciais.
A última troca se deu com a saída do publicitário Paulo Vasconcelos (na foto em destaque) do comando do marketing de Ronaldo Caiado (PSD), anunciada nesta semana. O mesmo movimento já aconteceu, e duas vezes, na cozinha de Flávio Bolsonaro. E as conversas de bastidores dão conta de intensa disputa, com bateção de cabeça, também no Q.G. da campanha de Lula. As informações são da colunista Vera Magalhães, de O Globo.
Em todos os casos, chama a atenção uma mudança de paradigma relevante: foi-se o tempo em que aquilo que o marqueteiro ditava era lei e se espraiava para todas as áreas da campanha, inclusive a estratégia política — mesmo quando, logo em seguida ou em revisão histórica, o direcionamento se mostrava equivocado.
Basta lembrar episódios como a desconstrução de Marina Silva promovida pela campanha de Dilma Rousseff em 2014, então pilotada por João Santana. Ou a suavização da imagem de Lula orquestrada por Duda Mendonça em 2002, com direito a um balé de grávidas ao som do “Bolero” de Ravel. Ficou famosa também a favela cenográfica idealizada por Luiz Gonzalez na campanha de José Serra em 2010.
Agora, os marqueteiros se queixam de dificuldade de definir a linha mestra das narrativas eleitorais, devido à grande relevância que candidatos e seu entorno passaram a conferir às redes sociais, que tendem a adotar linguagem bem mais imediatista e estética bem menos sofisticada.
Graças a esse barulho digital que dita as conversas, pauta a imprensa e impressiona o entorno pela repercussão instantânea, aumentou o número de pessoas que passaram a agir como versadas em comunicação. Assim como todo brasileiro se converte em técnico de futebol em tempos de Copa do Mundo, mulheres, irmãos, cunhados, filhos e aspones em geral se sentem empoderados para falar em linguagem visual, storytelling e impulsionamento, dirigir vídeos e opinar até sobre o visual dos candidatos, tornando uma relação naturalmente tensa em praticamente inviável.
A entrada com tudo da inteligência artificial (IA) no front político veio para arrematar esse feirão de ideias quase sempre infelizes que viraram as campanhas. Os profissionais há mais tempo nesse jogo tendem a ter cuidado na hora de atestar que redes sociais fortes, engajamento e truques de IA podem ser a solução de que seus clientes têm de lançar mão para crescer nas pesquisas. Essa resistência em parte se explica pela crença, ainda à espera de comprovação neste ano, de que a TV é capaz de virar o jogo.
Nas últimas vezes em que a máxima que vigorou inabalável praticamente até 2014 foi testada, os resultados foram múltiplos. Com Bolsonaro, o fator TV foi nulo. Alguns anos depois, no entanto, foi relevante para que candidatos com maior poderio de alianças e tempo de propaganda implodissem o cometa Pablo Marçal — que, diga-se, ajudou bastante na tarefa com suas bizarrices.
Por último, um fator que pesa em 2026 para a sacolejada que o mercado do marketing sofre é a falta de dinheiro. Campanhas antes milionárias lidam com orçamentos mais modestos desde que os partidos passaram a destinar as maiores fatias do fundo eleitoral para eleger bancadas de deputado federal, já que justamente elas definirão o valor do mesmo fundo dali a quatro anos, num mecanismo que se retroalimenta.
Com tantas variáveis a ditar uma rápida mudança na lógica de produção de campanhas — como, de resto, em todas as atividades econômicas e mais dramaticamente na comunicação —, pode-se estar diante do esgotamento de um ciclo de certo glamour em que marqueteiros, literalmente, ganhavam ou perdiam eleições. Por ora, eles têm dificuldade até de se fazer ouvir em meio ao caos tecnológico e ao ruído das tais narrativas.
É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos.
Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes.
A arrecadação foi de R$ 5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$ 40.476.846,63.
Vídeo de Lula com João desmonta narrativa de Raquel
O início oficial da campanha foi suficiente para Lula (PT) transformar em gesto eleitoral aquilo que, há meses, já estava definido no terreno político. Em vídeo gravado em Brasília, o presidente pediu votos de forma explícita e combinada para João Campos (PSB), seu candidato ao Governo de Pernambuco, e para Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), candidatos ao Senado pela Frente Popular.
A gravação não representa apenas mais uma manifestação de apoio. Estabelece, de maneira inequívoca, a fronteira entre relação institucional e aliança política e esvazia a zona de ambiguidade que Raquel Lyra (PSD) tentou preservar em torno de sua relação com o presidente.
Ao longo dos últimos meses, a governadora procurou extrair dividendos políticos da interlocução administrativa com Brasília. Obras, investimentos e parcerias federais foram incorporados ao discurso de uma suposta proximidade com Lula, como se a cooperação entre União e Estado pudesse sugerir algum tipo de convergência eleitoral.
A premissa, contudo, ignora uma característica conhecida da atuação do presidente: Lula mantém relações republicanas com governadores de campos políticos distintos do seu, inclusive adversários declarados.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, são exemplos eloquentes. Divergências políticas não impediram a manutenção do diálogo federativo nem a realização de investimentos da União.
Isso não significa, evidentemente, identidade política ou apoio eleitoral. Pernambuco nunca foi exceção a essa regra. O Governo Federal fez o que lhe cabe institucionalmente; Raquel tentou conferir significado político a uma relação essencialmente administrativa.
O contraste se torna ainda mais evidente porque a própria governadora evita dizer em quem votará para presidente e reúne em seu palanque algumas das principais forças do bolsonarismo no Estado.
Lula, em sentido oposto, não deixou margem para dúvida: disse em quem votaria para governador, para as duas vagas do Senado e pediu aos pernambucanos que façam o mesmo.
Na sabatina do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, João Campos recorreu a uma distinção simples para explicar essa diferença: uma coisa é ser conhecido; outra, bastante diferente, é ser amigo. Ao falar de Lula, lembrou uma relação pessoal construída desde a infância e uma convivência que atravessa décadas e gerações de sua família.
O vídeo divulgado confere dimensão política àquela definição. Lula não apareceu apenas ao lado de aliados partidários. Pediu voto para pessoas com quem compartilha uma trajetória política e uma relação de confiança.
É justamente nesse ponto que a estratégia de Raquel encontra seu limite. A governadora ainda dispõe de cinco meses de mandato para reivindicar recursos, celebrar convênios e construir parcerias com Brasília.
É legítimo que o faça e, sobretudo, é sua obrigação institucional. O que já não parece possível é converter essa relação federativa em insinuação de proximidade eleitoral. Essa dúvida, se algum dia existiu, Lula tratou de dissipá-la pessoalmente.
Restam agora 45 dias de campanha e uma realidade política mais nítida. Raquel terá de explicar por que, apesar de tantas fotografias, agendas e parcerias administrativas com Brasília, Lula escolheu João Campos e fez questão de pedir publicamente votos para ele.
No fim, a diferença entre relação institucional e escolha política coube em um vídeo. Lula conhece Raquel Lyra e governa republicanamente com Pernambuco. Mas sua confiança política, sua aliança e seu voto estão em outro lugar. Se fosse eleitor pernambucano, o presidente já disse, sem rodeios, em quem votaria: João Campos.
PERFIL DOS CANDIDATOS – O Tribunal Superior Eleitoral registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano – 8.732 a menos do que no pleito de 2022. Do total, 13.374 ou 65% são de pessoas do sexo masculino e 7.156 ou 35% são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.
As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Acredite se quiser! – Se eleito presidente da República, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, promete um projeto de impacto na região nordestina, o chamado Trem do Nordeste, ferrovia de cerca de 1.400 quilômetros ligando Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza. O plano também prevê a extensão da Transnordestina. A ideia já circulava durante o governo de Jair Bolsonaro, mas não saiu do papel. O principal desafio continua sendo o custo e a execução de uma obra dessa dimensão.
Perda de receita – O secretário estadual de Planejamento, Fabrício Marques, confirmou, ontem, a perda de R$ 700 milhões do Fundo de Participação dos Estados, de responsabilidade da União. “A própria LDO traz esse risco, precifica que a gente, a partir do mês de julho (de 2027), vai reduzir nossa participação no fundo. Claro que o governo do estado vai trabalhar muito com outros estados para, junto ao Congresso Nacional, aprovar uma nova regra”, declarou, sem explicar claramente a razão.
Entrave na fiscalização – A coordenadora da Comissão de Propaganda Eleitoral do TRE, Luciana Barros, admitiu, ontem, em entrevista na Rádio Folha, dificuldades na fiscalização da propaganda dos candidatos na internet. “Nas redes sociais, são perfis falsos que muitas vezes transmitem propaganda irregular e fazem ataques. É mais fácil as pessoas se esconderem atrás desses mecanismos de internet e realmente disseminar essas informações”, explicou. Segundo ela, a análise de conteúdos publicados na internet envolve situações que podem exigir avaliação jurídica antes de uma eventual retirada.
Ex-chefe de gabinete de Lula se complica – Uma mensagem de WhatsApp encontrada pela Polícia Federal mostra que Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu um modelo de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. O documento foi enviado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Naquela época, ela tentava fazer negócio com a pasta, o que não ocorreu, em meio à eclosão do escândalo dos descontos indevidos no INSS. Marcola confirmou a interlocutores que recebeu o material, mas disse que não o encaminhou. A defesa da empresária afirmou que o processo está sob sigilo e não vai se manifestar.
CURTAS
EMPRÉSTIMO – Devido à proximidade com integrantes do governo, Roberta foi contratada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS. A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação.
VENDA – O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.
CASO PC – No podcast Direto de Brasília de hoje, uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, transmitido para 165 emissoras no Nordeste, o jornalista Xico Sá vai explicar as razões que o levaram a mergulhar na investigação da morte de PC Farias, ex-tesoureiro de Collor, em 96, para a produção de um livro que dará muito o que falar.
Perguntar não ofende: Raquel vai finalmente dizer quem apoia para presidente?
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou nesta terça-feira (18) uma extensa agenda de campanha em Belo Horizonte, com compromissos em diferentes regiões da capital mineira. Durante os eventos, ele destacou a importância estratégica de Minas Gerais para as eleições e anunciou propostas relacionadas à mineração.
Durante a manhã, Flávio iniciou os compromissos na região do Barreiro, uma das áreas mais movimentadas de Belo Horizonte. As informações são da CNN.
Ele conversou com apoiadores, realizou uma caminhada e discursou em cima de um carro de som. Na véspera, o candidato já havia cumprido agenda na região centro-sul da capital.
Durante o discurso no Barreiro, Flávio também abordou a questão de sua própria segurança, mencionando o uso de colete à prova de balas e o aumento do efetivo policial em sua escolta.
Mais tarde, reuniu-se com candidatos conservadores e apoiadores em uma cafeteria na Avenida Afonso Pena, no hipercentro de Belo Horizonte, acompanhado de Nicolas Ferreira.
Em entrevista coletiva, Flávio destacou pontos de seu plano de governo e afirmou que, em relação a Minas Gerais, pretende tratar principalmente da mineração, com a flexibilização das regras para concessão de licença ambiental, especialmente no que diz respeito aos minerais raros.
Flávio afirmou que vai “transformar esses minerais em fonte de riqueza para todos os brasileiros”.
“Quem vence em Minas vence o Brasil”
Ao discursar para seus apoiadores, Flávio ressaltou a relevância do estado para o resultado das eleições. “Vamos começar a campanha fazendo o que a gente mais gosta, que é estar na rua, no meio do povo”, declarou.
“A mudança vai começar aqui por Minas Gerais, porque quem vence em Minas vence o Brasil”, afirmou o candidato, acrescentando que considera ter “o melhor time” no estado para apresentar o que chamou de “o melhor projeto”.