De volta à Assembleia Legislativa de Pernambuco para o segundo mandato, a deputada estadual Socorro Pimentel (UB) confirmou seu nome na disputa pela 3ª Secretaria da Mesa Diretora da Alepe. A eleição da Mesa acontece amanhã, após a cerimônia de posse dos deputados eleitos.
Conhecida pela capacidade de diálogo e pela boa relação entre os pares, Socorro Pimentel tem despontado como favorita para a cargo. A candidatura da parlamentar ganhou corpo com o apoio da maioria dos membros do União Brasil, que reitera o nome de Socorro como representante oficial da sigla.
“Defendo a importância da representatividade feminina neste espaço de luta pela a altivez e independência da Casa. É inegável que estamos vivendo outros tempos e a equidade de gênero deve ser defendida pelo Poder Legislativo. Nós mulheres precisamos ocupar esse lugar de fala e mostrar à sociedade de que estamos sim, trabalhando por tempos menos desiguais. Tenho certeza de que contarei com o apoio irrestrito dos meus colegas nessa luta”, disse Socorro.
A Gerdau, maior produtora de aço do Brasil e uma das principais multinacionais do setor, anunciou uma reestruturação na unidade Açonorte, localizada no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife, o que resultou na demissão de cerca de 160 trabalhadores. A empresa encerrou as operações dos setores de aciaria e laminação, informando que a fábrica passará a concentrar sua produção em produtos trefilados, como arames, telas e pregos. A unidade Açonorte é uma das principais plantas da cadeia siderúrgica pernambucana.
Em nota, a siderúrgica afirmou que a mudança faz parte de uma estratégia de otimização de ativos e de revisão do modelo de negócios das chamadas mini-mills, que é produção semi-integrada de aço em menor escala, focando em baixo custo fixo e uso de material reciclado, com o objetivo de ampliar a produtividade e a rentabilidade das operações. A empresa ressaltou que 450 postos de trabalho serão mantidos na unidade e que o atendimento aos clientes seguirá normalmente.
Segundo a Gerdau, parte dos trabalhadores recebeu proposta de transferência para outras unidades da companhia. Para os funcionários desligados, foi oferecido um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que prevê o pagamento de três salários adicionais, manutenção do plano de saúde por seis meses, para o empregado e seus dependentes, além de cursos de qualificação e apoio para recolocação profissional.
Sindicato avalia proposta com advogados trabalhistas
O Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) afirmou que acompanha de perto a comunicação das demissões e disponibilizou advogados trabalhistas e previdenciários para orientar os trabalhadores. A entidade informou que continuará fiscalizando o cumprimento dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Convenção Coletiva da categoria.
Em nota, o presidente do Sindmetal-PE, Abinadabe Santos, afirmou que a entidade seguirá atuando para garantir os direitos dos empregados desligados, especialmente trabalhadores em situação de estabilidade, como pré-aposentados, gestantes, cipeiros e empregados afastados por doença ocupacional, além de representar aqueles que optarem por não aderir ao PDI.
Cenário da indústria do aço
A reestruturação ocorre em um momento em que a Gerdau tem defendido medidas para aumentar a competitividade da indústria siderúrgica nacional diante do crescimento das importações de aço. Contudo, mesmo com a redução das atividades em Pernambuco, a empresa vem apresentando, conforme divulgações de suas operações em seu site oficial, robusto desempenho financeiro e operacional, voltando-se a segmentos considerados mais rentáveis no setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.
A medida beneficiaria participantes dos atos realizados depois da vitória de Lula sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. Os manifestantes contestavam o resultado da eleição. Parte deles defendia intervenção militar e o impedimento da posse do petista. As informações são do portal Poder360.
A anistia alcançaria transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas punidos pela participação em manifestações, bloqueios de rodovias ou atos relacionados realizados em 2022.
Inábil, Raquel não escolheu nenhum dos três senadores
Mesmo sentada na cadeira de governadora, lugar confortável para liderar articulações políticas, Raquel Lyra (PSD) sequer conseguiu escolher seus senadores. Foi, literalmente, obrigada a ter Eduardo da Fonte, da federação União Progressista, em sua chapa, depois de um processo tumultuado e com muita chafurdação. As relações conflituosas deles dois são antigas e conhecidas por todos.
Teve que aceitar Mendonça Filho (PL) se lançar candidato, trazendo Flávio Bolsonaro e sua alta rejeição em Pernambuco para o palanque governista, o que terá que explicar diariamente durante a campanha. Aceitou também a indicação de Túlio Gadelha, vinda ninguém sabe de onde; alguns dizem Bahia, outros São Paulo.
Túlio é um político tradicionalmente individualista, nunca esteve em um grupo político. Este ano, migrou de um partido de esquerda radical para um de direita, o PSD de Raquel, sem uma explicação plausível. Aliás, Túlio, como aconteceu na convenção, deverá trazer constrangimento para Raquel todas as vezes que pegar no microfone.
O sorriso desconfortável dela deverá se repetir durante toda a campanha, porque o discurso de Túlio é direcionado a uma plateia lulista e petista, centrado apenas na repetitiva ladainha de bajulação ao presidente da República, enquanto o eleitorado da governadora, em sua expressiva maioria, está no campo da direita e do bolsonarismo.
A inabilidade política da governadora se expressa, mais uma vez, neste cenário confuso da montagem da sua chapa para o Senado, com reflexos para a sua candidatura, que tende a pagar um preço alto por isso.
E AGORA, JOSÉ? – Ao final da convenção da federação União Brasil, ontem, no Recife, que se iniciou num impasse envolvendo lideranças dos dois partidos que integram o colegiado, o deputado Eduardo da Fonte, que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), informou que dará as condições (bases políticas no interior) para o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que com ele travou uma guerra pelo espaço no palanque oficial com vistas ao Senado, disputar um mandato de deputado federal. Acontece, no entanto, que Miguel inventou a candidatura de Mendonça Filho à Casa Alta.
A vingança de Miguel – O que se diz nos bastidores, inclusive, é que Miguel fez a cabeça de Mendonça na disputa ao Senado com o único objetivo de criar dificuldades para a eleição de Eduardo da Fonte na chapa de Raquel. E, o mais grave: a governadora estaria por trás, seria conivente. O que, se confirmado, diga-se de passagem, será um tiro no próprio pé, pois quanto mais confusa estiver a sua chapa, melhor para o adversário João Campos (PSB).
Piauí passa PE no Ideb – Após 12 anos no topo da educação pública no Nordeste, Pernambuco perdeu a liderança do ensino médio entre os estados da região. O Piauí passou a ocupar o primeiro lugar regional, ampliando o desempenho de 4,3 para 4,9 e ultrapassando Pernambuco. Esta é a segunda queda consecutiva do estado no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. Em 2023, Pernambuco liderava o Nordeste com Ideb 4,5, à frente do Ceará, com 4,4, e do Piauí, com 4,3. Em 2025, o cenário mudou. O Piauí, por exemplo, avançou seis décimos, alcançou 4,9 e assumiu a primeira colocação regional.
O avanço potiguar – O Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento do Nordeste, passando de 3,2 para 3,9, uma alta de 0,7 ponto. Mesmo com o salto, ficou na sétima posição. Bahia e Maranhão fecharam a classificação regional, ambos com Ideb 3,8. Em 2023, os dois estados também estavam empatados, com 3,7. Na comparação nacional apresentada na tabela, Pernambuco, com Ideb 4,7, caiu da quarta para a quinta posição, ficando abaixo do Paraná, que alcançou 5,1, e do Espírito Santo, Goiás e Piauí, todos com 4,9. O estado empatou com o Rio Grande do Sul.
Articulação da cúpula – A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro foi uma articulação mantida sob sigilo e restrita a três integrantes da cúpula da campanha. Além do presidenciável, apenas o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), participaram diretamente das conversas que levaram ao nome do deputado. Segundo aliados, o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi consultado e deu seu aval.
CURTAS
SURPRESA – O nome de Gaspar ganhou força apenas nesta semana, depois que as sucessivas tentativas de Flávio de atrair partidos do Centrão fracassaram e reduziram o leque de alternativas para a vice. A definição foi tão acelerada que, na terça-feira passada, Gaspar havia sido oficializado pelo PL como candidato ao Senado por Alagoas.
SEM RASTRO – Bastou ser anunciado como vice de Flávio para Gaspar ter sua vida vasculhada. O Globo informou que ele enviou uma emenda de R$ 6,2 milhões a uma prefeitura alagoana sem que o destino dos recursos pudesse ser rastreado, segundo apontou uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o relatório dos técnicos do órgão, o dinheiro foi transferido entre contas bancárias da administração municipal, impedindo que fosse rastreado.
RABO DA GATA – A rede estadual do Rio de Janeiro registrou, em 2025, a menor taxa de aprendizagem no ensino médio do país, de acordo com os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) divulgados ontem. Ainda assim, o Estado teve um aumento na nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), já que afrouxou as regras de aprovação.
Perguntar não ofende:Depois de ganhar o apoio de Eduardo da Fonte para deputado federal, Miguel ainda apoiará Mendonça?
O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, afirmou nesta quinta-feira (5) que a política do governo de Donald Trump de utilizar tarifas comerciais como “instrumento de coerção” do Estados Unidos é desastrosa.
Em entrevista à CNN, Edinho, que também é um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, defendeu a política externa brasileira de “não se submeter à posição autoritária” dos EUA. As informações são da CNN.
“A questão é que o governo Trump tem uma política externa desastrosa. Ele utiliza as tarifas comerciais como instrumento de coerção, instrumento de enfrentamento mundo afora. O Brasil não vai se submeter a essa posição autoritária do Trump, não vai permitir que faça ingerência em assuntos do Brasil”, disse Edinho.
Segundo o presidente do PT, as tarifas comerciais são utilizadas para equilibrar o comércio entre as nações, mas Donald Trump as impõe com o objetivo de beneficiar interesses dos Estados Unidos.
“O governo Trump não pode impor sanções para que o Brasil entregue as terras raras e metais críticos (…) Quando o Lula enfrenta o Trump, ele está enfrentando temas importantes para o povo brasileiro, como o Pix. Porque o Pix afronta os interesses das empresas de cartão de crédito americanas”, afirmou.
Edinho pontuou ainda que o governo brasileiro não permitirá a atuação de representantes estrangeiros para interferir no processo eleitoral.
“E não vamos permitir que o governo Trump mande funcionários para interferir no processo eleitoral brasileiro e para questionar as urnas (…) As urnas se tornaram patrimônio do povo brasileiro.”
Edinho também criticou a postura do presidente da Argentina, Javier Milei, que fez críticas ao presidente Lula e a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) durante a visita ao Brasil.
“E o Milei não se posiciona como chefe de Estado, mas como militante político. Mas ele representa a Argentina, o povo argentino, e tem que se portar como tal, respeitar o Brasil como tal e as instituições brasileiras.”
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a decisão do governo Donald Trump ao alterar o visto da atual embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, “fecha portas” para o processo que dá aval ao indicado de Trump para a embaixada do Brasil. Auxiliares de Lula afirmam que o governo não cederá a “chantagem norte-americana”, concedendo o agrément ao embaixador americano nesse momento.
A aprovação do embaixador americano no Brasil está em processo de análise pelo Itamaraty e cabe ao presidente Lula chancelá-la ou não. Se houver recursa, o chefe de estado não precisa especificar o motivo. Internamente, a avaliação é de que se o Itamaraty não tiver nada que o desabone, o agrément será concedido, mas não agora, diante da “chantagem pública” feita pelos EUA, o que dificulta o processo. As informações são do jornal O GLOBO.
Como o GLOBO mostrou, a decisão da administração Trump foi uma medida de reciprocidade, segundo um porta-voz do Departamento de Estado, pelo não aval do governo do Brasil ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília.
Esse porta-voz afirma que houve contato contínuo com autoridades brasileiras nas últimas semanas e que o Brasil teve “todas as oportunidades para fazer a coisa certa”, referindo-se à falta de aval do governo brasileiro ao nome de Daniel Perez, indicado pelos EUA para assumir funções como novo embaixador em Brasília. De acordo com essa autoridade, o governo brasileiro criou obstáculos para analisar o nome de Perez.
Parlamentar no estado da Flórida, Perez foi indicado para o cargo pelo governo Trump em junho e, há duas semanas, teve o seu nome confirmado no cargo por uma comissão do Senado dos EUA. A indicação de Perez para comandar a embaixada americana ainda precisa passar pelo plenário da Casa. A falta de um aval para o nome de Perez por parte das autoridades brasileiras teria levado à revogação do visto de Viotti.
As informações repassadas pelo Departamento de Estado dos EUA à Embaixada Brasileira em Washington apontam que houve uma alteração no visto de Maria Luiza Viotti, que deixou de ter a permissão de múltiplas entradas nos EUA e ficou restrito a uma entrada só. Ou sejam se a embaixadora brasileira deixar os EUA, precisará requisitar novo visto para ingressar no país.
Também de acordo com esse informe do governo americano ao Brasil, a embaixadora segue sendo a mais alta representante do governo brasileiro em solo americano, com sua função preservada. Se houvesse revogação do visto da embaixadora, Viotti precisaria deixar os EUA. No momento, o governo brasileiro não pretende pedir o retorno da embaixadora ao Brasil.
O governo brasileiro também não prevê uma medida de reciprocidade ao governo Trump nesse momento. Como não há embaixador no norte-americano no Brasil há um ano e meio e nem mesmo o encarregado de negócios dos EUA está em Brasília, não há porque pensar em uma medida recíproca que seria direcionada a um funcionário americano de quarto ou quinto escalão, afirmam auxiliares de Lula.
O Palácio do Planalto irá aguardar os próximos dias para ver se há rescaldos da medida, se a embaixadora será constrangida e se conseguirá ter pleno exercício de suas funções nos EUA. A alteração no visto da embaixadora foi vista como uma arapuca ao governo Lula que pode anteceder novas medidas. O entorno de Lula avalia que qualquer resposta nesse momento pode ser usada pelos EUA se vitimizarem e tomarem ainda uma decisão ainda mais dura contra o governo brasileiro. Até o momento, o governo divulgou apenas nota em que “repudia” a decisão e diz ainda que as “justificativas apresentadas são falsas”.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira que “fez duas filhas” para que elas pudessem cuidar dele na velhice. A declaração ocorre no contexto de críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por recuar sobre a escolha de uma mulher como vice na sua chapa ao Planalto.
— Muitas vezes, na grande parte das vezes, quem tem que tomar conta dos idosos são as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para isso. Quando eu ficar velhinho, eu vou ter quem vai tomar conta de mim porque as mulheres são assim: são família, são coração, são sentimento, são sensibilidade — disse Flávio. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração ocorreu durante evento no qual Flavio anunciou o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. O tema do cuidado com idosos foi tratado pelo presidenciável ao citar o escândalo do INSS como forma de ataque ao governo Lula.
Gaspar foi relator da CPI que investigou as fraudes contra aposentados e pensionistas.
Nesta quarta-feira, Flávio também disse que tem aprendido sobre a chamada economia do cuidado durante os últimos meses. Com a escolha de Gaspar, o presidenciável abandonou a preferência manifestada durante meses por uma chapa com uma mulher.
A opção provocou frustração entre integrantes da ala feminina do PL, que passaram os últimos meses trabalhando com a expectativa de que uma mulher completaria a chapa presidencial. Reservadamente, aliadas questionam a mudança de planos e avaliam que havia nomes dentro do próprio partido capazes de cumprir funções semelhantes às atribuídas ao novo companheiro de chapa.
Recuo sobre vice
Durante boa parte da pré-campanha, Flávio dizia preferir uma mulher como companheira de chapa, tanto para tentar reduzir sua resistência entre eleitoras quanto para buscar uma composição com outro partido.
Tereza Cristina (PP-MS) foi a principal aposta, mas não recebeu autorização do PP para aceitar a vaga. Depois, a campanha investiu na ex-presidente da Caixa Daniella Marques, aliada de Michelle e recém-filiada ao Republicanos, mas a legenda decidiu não integrar a coligação de Flávio.
Já na reta final, Priscila Costa voltou a ser considerada. Aliada próxima de Michelle e personagem da crise que havia separado a ex-primeira-dama de Flávio, a deputada chegou a ser sondada para integrar a chapa. A possibilidade, no entanto, também esbarrou nas consequências de abandonar um projeto político próprio para assumir a candidatura a vice.
R$ 366,1 bilhões. Esta foi a cifra injetada na economia brasileira em 2025 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que significou R$ 1 bilhão em investimentos por dia. Desse total, R$ 169,7 bilhões foram efetivamente liberados, 27% acima dos desembolsos do ano anterior. O valor foi aplicado em projetos relevantes de desenvolvimento, de modernização e de equilíbrio ambiental.
Neste ano, somente de janeiro a março, os desembolsos do BNDES atingiram R$ 36,2 bilhões, direcionados à indústria (R$ 8 bilhões), infraestrutura (R$ 13,4 bilhões), agropecuária (R$ 9,1 bilhões) e serviços (R$ 5,7 bilhões). No primeiro trimestre, o Nordeste respondeu por menos de 10% do total, puxado pela Bahia (4%), Ceará (1,3%), Rio Grande do Norte (1,2%) e Pernambuco (1,1%). Em âmbito nacional, a liderança é de São Paulo (19%), seguido pelo Rio Grande do Sul (17%), Paraná (11%), Minas Gerais (9%) e Santa Catarina (7,3%). As informações são do portal Trends.
A maior instituição de fomento do país vai conseguir manter a média diária de R$ 1 bilhão no atual exercício? Projetos não faltam. Por questões de legislação, em período eleitoral, o Banco não pode fazer projeções. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante (foto), costuma classificar o impacto de R$ 1 bilhão de fomento por dia como “contribuição fantástica”, que permite investimento, inovação, modernização e descarbonização da economia.
Dentre os setores impulsionados pelas aprovações de crédito, a liderança é das atividades ligadas à infraestrutura, que receberam R$ 71,4 bilhões. Na sequência aparece a indústria, com R$ 71 bilhões, à frente da agropecuária (R$ 54,3 bilhões) e do comércio e serviços (R$ 41,2 bilhões). Dos quatro setores, o que apresentou maior expansão na concessão de crédito, na comparação com 2024, foi a indústria, com salto de 35%.
Região Nordeste
Segundo fontes oficiais do BNDES, do total aprovado para a região Nordeste, R$ 2,2 bilhões foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), atendidas por meio das instituições financeiras parceiras do BNDES, que hoje cobrem mais de 90% dos municípios brasileiros. As aprovações do BNDES para o Nordeste cresceram 98,3% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,38 bilhões, resultado apresentado, em julho, pela diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Coelho.
O dado foi apresentado durante o evento “Nordeste em Pauta – Resultados e perspectivas da região que mais cresce no país”, realizado em Brasília. O resultado, segundo ela, se deve às linhas incentivadas, como o Mais Inovação e o Fundo Clima, e às condições de juros mais vantajosas para quem toma crédito na região. Também apontou o treinamento e a reativação do relacionamento com bancos parceiros, como o Banco do Nordeste (BNB), que já acumula mais de R$ 800 milhões em repasses.
Os demais recursos contemplaram diferentes eixos econômicos: infraestrutura (R$ 1,35 bilhão), comércio e serviços (R$ 838,3 milhões), agropecuária (R$ 650,2 milhões) e indústria (R$ 560,8 milhões). Os custos e taxas praticadas variam de acordo com as linhas de crédito acessadas pelos clientes.
Conforme dados disponíveis nas estatísticas de desempenho do Portal da Transparência do governo, no Brasil, metade (ou exatos 50,1%) do desembolso do BNDES nos três primeiros meses beneficiou 18.158 grandes empresas. A outra metade foi destinada a financiamentos envolvendo empresas de médio porte (25,1%), pequenas empresas (17,7%) e microempresas (7,2%).
Criado no segundo governo de Getúlio Vargas, em 1952, quando faltavam estradas e energia, o BNDES nasceu como um motor financeiro para financiar grandes obras de infraestrutura e indústrias. Atualmente, o banco empresta dinheiro a juros mais baixos. Trata-se de recursos originados, principalmente, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de outras fontes, como o Tesouro Nacional, fundos, captações externas e internas, além de operações compromissadas e patrimônio líquido.
Principais programas de apoio:
BNDES Crédito PMEs
BNDES Crédito Serviços 4.0
Cartão BNDES
BNDES Finem Crédito para projetos diretos
BNDES Finame – financiamento de máquinas e equipamentos
BNDES Microcrédito – Condições ao Microempreendedor
BNDES Automático – Projeto de Investimento
BNDES Crédito Direto a Médias Empresas
Inovagro – Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária
Programa BNDES Investimentos Públicos de Impacto – BNDES Invest Impacto
Os resultados mais recentes do Ideb acenderam um sinal de alerta em Pernambuco. O estado perdeu espaço para o Piauí nos indicadores do ensino médio, mostrando que investir mais recursos não garante, por si só, uma educação de melhor qualidade.
O contraste chama atenção. Enquanto o Piauí, com cerca de 3,3 milhões de habitantes, destinou R$ 2,92 bilhões para a educação em 2025 e aplicou R$ 2,69 bilhões até o segundo quadrimestre do ano, Pernambuco, com uma população de aproximadamente 9,5 milhões de habitantes e um orçamento estadual significativamente maior, ficou atrás nos resultados do Ideb.
Os números reforçam uma lição importante: educação não se mede apenas pelo volume de dinheiro investido, mas pela eficiência da gestão. Planejamento, acompanhamento pedagógico, valorização dos professores e metas claras fazem diferença no desempenho dos estudantes.
A população espera mais do que anúncios de investimentos e inaugurações de escolas. Espera resultados concretos, com alunos aprendendo mais e a educação pública cumprindo seu papel de transformar vidas.
O avanço do Piauí demonstra que é possível alcançar excelência mesmo com uma estrutura financeira menor. Pernambuco tem tradição e capacidade para recuperar seu protagonismo, mas isso exigirá mais eficiência na aplicação dos recursos públicos.
Afinal, cada real investido em educação deve retornar na forma de aprendizado, oportunidades e desenvolvimento. Quando isso não acontece, a sociedade tem o direito de cobrar respostas e mudanças de rumo.
A pré-candidata a deputada estadual Viviane Facundes e o deputado federal Waldemar Oliveira anunciaram, nesta quarta-feira (5), uma dobradinha política em Gravatá para as eleições deste ano. A aliança conta com o apoio do prefeito Padre Joselito.
Homologado como candidato ao Senado pela Federação União Progressista, o deputado federal Eduardo Fonte (PP) afirmou não integrar nem o campo político da direita, nem o da esquerda.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (5), em coletiva de imprensa realizada durante a convenção da coligação partidária.
“Eu sou um candidato que defende Pernambuco. O povo de Pernambuco sabe onde eu estive durante as cinco eleições que disputei. Sempre estive do mesmo lado. Não quero ser nem direta, nem esquerda. Eu sou Pernambuco”, disse.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos afirmou, nesta quarta-feira (5), que pretende criar, em janeiro de 2027, caso seja eleito, um grupo de trabalho para viabilizar a regularização fundiária das ilhas de Belém de São Francisco, no Sertão de Itaparica. A proposta foi apresentada durante agenda no município.
Segundo João, o grupo deverá contar com a participação de moradores e produtores da região. “Isso vai permitir acesso ao crédito, fortalecer a produção agrícola, gerar emprego, renda e mais oportunidades para quem vive nesta região”, afirmou.
Durante entrevista à Rádio Educadora, o candidato também apresentou propostas para ampliar o uso de tecnologia na segurança das rodovias estaduais e interiorizar o atendimento oncológico no Sertão. A agenda reuniu o candidato a vice-governador Carlos Costa, o deputado Fabrizio Ferraz, o ex-prefeito Gustavo Caribé e outras lideranças políticas.
Estado perde a liderança da região após 12 anos; resultado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2025 interrompe uma trajetória de liderança construída por Pernambuco ao longo de quase duas décadas
Após 12 anos no topo da educação pública no Nordeste, Pernambuco perdeu a liderança do ensino médio entre os estados da região. O Piauí passou a ocupar o primeiro lugar regional, ampliando o desempenho de 4,3 para 4,9 e ultrapassando Pernambuco. Esta é a segunda queda consecutiva do estado no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2023, Pernambuco liderava o Nordeste com Ideb 4,5, à frente do Ceará, com 4,4, e do Piauí, com 4,3.
Em 2025, o cenário mudou. O Piauí, por exemplo, avançou seis décimos, alcançou 4,9 e assumiu a primeira colocação regional. Pernambuco cresceu dois décimos e caiu uma posição no ranking, ficando em segundo lugar, com 4,7. O Ceará chegou a 4,5 e permaneceu na terceira colocação. Na sequência do ranking regional, aparece Alagoas, que passou de 4,0 para 4,2. Paraíba e Sergipe chegaram a 4,1 e dividiram a quinta colocação. A Paraíba saiu de 3,6, enquanto Sergipe avançou a partir de 3,7.
O Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento do Nordeste, passando de 3,2 para 3,9, uma alta de 0,7 ponto. Mesmo com o salto, ficou na sétima posição. Bahia e Maranhão fecharam a classificação regional, ambos com Ideb 3,8. Em 2023, os dois estados também estavam empatados, com 3,7.
Na comparação nacional apresentada na tabela, Pernambuco, com Ideb 4,7, caiu da quarta para a quinta posição, ficando abaixo do Paraná, que alcançou 5,1, e do Espírito Santo, Goiás e Piauí, todos com 4,9. O estado empatou com o Rio Grande do Sul.
Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, é o principal indicador usado no Brasil para acompanhar a qualidade da educação básica. A escala vai de zero a dez. O índice combina dois pontos fundamentais: a aprendizagem dos estudantes, medida pelas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb, e o rendimento escolar, calculado a partir das taxas de aprovação.
PIOR RESULTADO DOS ÚLTIMOS 20 ANOS
O resultado interrompe uma trajetória de liderança construída por Pernambuco ao longo de quase duas décadas. Em 2007, o estado ocupava a 21ª posição no ranking do Ideb do ensino médio. Em 2013, já havia chegado ao quarto lugar e, em 2015, alcançou a primeira colocação do Brasil. Naquele período, Pernambuco transformou um dos piores resultados do país em referência nacional.
A expansão das escolas de tempo integral e a melhoria dos indicadores de aprovação e permanência dos estudantes tiveram papel importante nessa trajetória. O protagonismo continuou nas avaliações seguintes. Entre 2005 e 2019, a nota pernambucana no ensino médio passou de 2,7 para 4,4. Em 2019, o estado alcançou o terceiro melhor resultado do país e manteve a liderança do Nordeste.
Em 2021, apesar dos impactos da pandemia, Pernambuco continuou com 4,4 e permaneceu no grupo dos três melhores desempenhos nacionais, atrás apenas de Paraná e Goiás.
O resultado de 2025 rompe essa sequência. Pernambuco melhorou sua nota, mas perdeu velocidade em relação ao principal concorrente regional. Enquanto o Ideb pernambucano cresceu dois décimos, o Piauí avançou seis, saiu do terceiro lugar e assumiu o topo do Nordeste.