Por Nickson Monteiro*
Há uma questão gravíssima que precisa ser esclarecida pela presidente do Sinpolpen, Márcia: a utilização de recursos do sindicato em ações de promoção política, inclusive outdoor envolvendo Mendonça Filho.
A pergunta é objetiva: quem autorizou esse gasto?
Houve assembleia da categoria autorizando o Sinpolpen a utilizar o dinheiro dos Policiais Penais para promover candidato? Qual foi o valor gasto? De onde saiu o recurso? Quem aprovou? Onde estão os documentos e a prestação de contas?
Leia maisO dinheiro do Sinpolpen pertence à categoria. Não pertence à presidente, à diretoria, a governo ou a candidato político algum.
Nós pagamos nossas contribuições com sacrifício e, enquanto isso, enfrentamos uma realidade vergonhosa de desvalorização salarial. Portanto, é inadmissível que recursos destinados à defesa dos Policiais Penais sejam utilizados para promoção político-eleitoral sem autorização da categoria.
Se houve utilização de dinheiro sindical sem a devida autorização estatutária ou assemblear, defendo que os valores sejam integralmente ressarcidos ao Sinpolpen e que todas as responsabilidades sejam apuradas.
E tem mais: não adianta produzir vídeos tentando vender uma realidade que o contracheque desmente. Queremos saber quais foram os resultados concretos dessa proximidade com o Governo Raquel. Onde estão as conquistas? Onde esteve a mobilização? Onde esteve o enfrentamento quando a categoria mais precisou?
O que o Policial Penal precisava era de sindicato na luta, mobilizando, cobrando e enfrentando o governo pela valorização da categoria.
Tenho compromisso com os Policiais Penais e com cada centavo que pertence ao nosso sindicato. Por isso, vou buscar as medidas cabíveis para que sejam esclarecidos e, se for constatada alguma irregularidade, ressarcidos os recursos eventualmente utilizados na promoção de políticos sem autorização da categoria.
Márcia, os Policiais Penais querem respostas.
Mostre os valores.
Mostre quem autorizou.
Mostre a prestação de contas.
Dinheiro do Policial Penal é para defender o Policial Penal — não para promover político.
*Policial Penal
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