Por Édson Moura*
Há homens que levam consigo o lugar de onde vieram. Podem conquistar reconhecimento, assumir grandes responsabilidades e percorrer caminhos que jamais imaginaram, mas conservam no coração a paisagem de sua origem. José Américo Lopes Góis, o nosso querido Zé da Coruja, é um desses homens.
Suas raízes estão na querida Coruja, hoje Irajaí, no município de Iguaracy, no Sertão do Pajeú. Nesse nome, que carrega com orgulho, permanece o compromisso afetivo com sua terra e com as lembranças que ajudam a dar sentido à sua caminhada. Sua trajetória representa a capacidade de vencer adversidades sem perder o vínculo com a própria história.
Leia maisFormado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, em 1982, Américo reuniu ao aprendizado acadêmico a experiência adquirida no trabalho e na convivência humana. E, numa expressão que traduz o valor dessa longa caminhada, pode ser considerado pós-graduado na escola de conhecimento da vida ao lado de Eduardo de Queiroz Monteiro, com quem compartilha uma trajetória profissional de mais de 48 anos. Uma escola feita de desafios, decisões, responsabilidade e aprendizado diário.
Na Folha de Pernambuco, onde exerce a função de diretor operacional, participa do esforço que permite ao jornal cumprir sua missão. Por trás de cada edição, existe também o trabalho de quem organiza, administra e ajuda a assegurar a continuidade de um empreendimento dedicado à informação.
É nesse cotidiano que se revela sua importância para o Grupo EQM. Sua longa convivência profissional com Eduardo de Queiroz Monteiro representa um patrimônio de experiência e conhecimento, construído ao longo de décadas. Reconhecer sua contribuição é também valorizar o trabalho persistente de quem participa da história de uma organização.
Mas a trajetória de Américo ganha seu significado mais íntimo dentro de casa. Casado com Mary Clere Alencar Falcão Lopes, do Araripe, construiu com ela uma família que ocupa lugar central em sua vida. Ao lado da companheira, as conquistas encontram com quem ser celebradas, e as dificuldades encontram o amparo do afeto.
É pai de Tiago Alencar Falcão Lopes, advogado, e de Raquel Alencar Falcão Lopes, médica. Ver os filhos seguirem seus caminhos, assumirem responsabilidades e exercerem profissões dedicadas às pessoas é motivo de orgulho e uma forma de reconhecer a continuidade dos valores cultivados em família.
Como avô de Bernardo e Maria Eduarda Lins Duarte Falcão Lopes, encontra novas razões para sorrir e renovar a ternura. Os netos acrescentam à caminhada uma alegria particular: a de acompanhar a vida que continua descobrindo em cada gesto pequenas lembranças e novas esperanças.
Nesse círculo de afeto, Bárbara Lins Duarte Falcão Lopes ocupa um lugar especial. Nora acolhida como filha, recebe de Américo profunda admiração, carinho e respeito. Esse sentimento revela a beleza de uma família cujos laços também se fortalecem pela escolha diária de acolher e amar.
É essa união que dá plenitude à sua história: a companheira, os filhos, os netos e a nora-filha, reunidos numa vida que ele reconhece como feliz, marcada pela ética, pela dignidade e pelo respeito.
Há ainda o Américo sensível à literatura, à poesia e às memórias do Sertão. Nos textos que assina como Zé da Coruja, o homem da gestão abre espaço para as recordações e para a palavra afetuosa. Ali, a terra de origem permanece próxima.
Ao homenageá-lo, quero reconhecer o profissional e o homem de família. Alguém cuja caminhada merece ser lembrada pelo que ajudou a construir e pelo amor que cultivou ao longo dela.
Seu Zé da Coruja, receba minha admiração e meu abraço. Que a alegria de sua família e o carinho de quem o estima acompanhem cada novo capítulo de sua história.
*Médico e escritor
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