Do UOL
Após o ultimato de Lula na reunião ministerial dessa semana, o ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), decidiu sair do governo federal. A federação entre PP e União Brasil ajudou opositores a assumirem CPMI do INSS e tem sinalizado uma guinada à oposição, articulando desde já a favor de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a presidente no ano que vem.
Após a publicação dessa reportagem, o Ministério do Turismo disse que Sabino “segue trabalhando pelo turismo e desenvolvimento do Brasil”.
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Na reunião ministerial da última terça-feira, Lula sugeriu que ministros que não estivessem à vontade para defendê-lo saíssem do governo, e acrescentou que não gosta de Antonio Rueda, presidente do União. A observação teve dois alvos específicos: André Fufuca (PP-MA), ministro do Esporte, e Celso Sabino, do Turismo.
Ao longo da semana, Sabino foi pressionado por integrantes da bancada do partido na Câmara dos Deputados a sair. No grupo de WhatsApp do partido, se defendeu e rebateu as críticas, apontando deputados que tinham conseguido nomear apadrinhados em seu ministério desde que ele assumiu.
O ultimato que Lula deu, porém, Fufuca e Sabino também receberam de seus dirigentes partidários, Ciro Nogueira (PP-PI) e Rueda: deverão escolher entre seus partidos e o governo.
O UOL apurou que a situação se tornou insustentável e Sabino já comunicou a interlocutores que irá sair. Fufuca, por sua vez, deve ter uma conversa na semana que vem com Nogueira antes de decidir que rumo seguir.
Na semana que vem, a Executiva do União Brasil irá se reunir para oficializar uma deliberação para entregar os cargos no governo.
Para os dois ministros, ficar no governo seria importante para suas bases eleitorais. No Maranhão e no Pará, Lula é bem votado e deve continuar assim em 2026.
A federação, com 109 deputados e 14 senadores, quer se consolidar como uma força independente da direita, plano que não é compatível com a manutenção de um ministro na Esplanada.
Os outros dois ministros ligados ao União, Waldez Góes (PDT), do Desenvolvimento Regional, e Frederico Siqueira, das Comunicações, são da cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e devem ficar.
Em nota, o Ministério do Turismo disse que “Celso Sabino segue trabalhando pelo turismo e desenvolvimento do Brasil, não sendo verídicos os rumores sobre a sua saída da Pasta”.
“Nesta sexta-feira (29), cumpriu agenda em Belém (PA), onde comandou a instalação das primeiras placas de sinalização turística da cidade. A ação recebeu R$ 4,7 milhões do Ministério do Turismo.”
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