Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira — a primeira contratada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO — mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% das intenções de voto em eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 40%. Outros 13% indicam intenção de votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, e 4% se dizem indecisos.
Trata-se de uma oscilação positiva para Flávio na comparação com a pesquisa anterior. Hoje de três pontos, a diferença entre Lula e o candidato do PL era de cinco no levantamento do início do mês e de oito em julho. O resultado de agora configura empate técnico. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
A Quaest testou ainda outros cenários de segundo turno. Ronaldo Caiado (PSD) registra 37% contra 44% do presidente; Renan Santos (Missão), 36% a 44%; Romeu Zema (Novo), 34% a 45%.
Contexto
O levantamento do instituto é o primeiro feito após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a Polícia Federal (PF) a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, por suspeita de tráfico de influência. A corporação também apura um repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Em relação a Flávio, a pesquisa é a primeira depois da escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator da CPI do INSS, como candidato a vice na chapa presidencial. Gaspar é alvo de procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado a uma acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares, o que ele nega.
O deputado colocou seu material genético à disposição para um exame de DNA. Como mostrou O GLOBO, um comerciante que é peça-chave na acusação apresentou versões opostas sobre o caso.
Além disso, Flávio se reconciliou com a madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que havia feito um vídeo para criticar o presidenciável.
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