Por Cláudio Soares*
A corrida presidencial entra em sua fase decisiva com uma intensa agenda de pesquisas eleitorais registradas para os dois últimos dias antes da votação.
Na sexta-feira (23), estão previstas sete pesquisas nacionais. No sábado (24), véspera do segundo turno, outros dez levantamentos poderão ser divulgados.
O volume de entrevistas chama a atenção e permitirá uma comparação importante entre diferentes institutos, metodologias e períodos de coleta.
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Sexta-feira, 23 de outubro
Para a sexta-feira estão previstas pesquisas dos seguintes institutos:
DataTrends, com 2.000 entrevistados.
Alfa Inteligência, com 1.200.
RealTime Big Data, com 2.000.
Veritá, com 15.554.
Ipespe, com 1.500.
Vox Brasil, com 2.100.
Vetor Arrow, com 3.000 entrevistados.
Somadas, essas sete pesquisas representam 28.354 entrevistas.
Sábado, 24 de outubro
A véspera da eleição terá uma concentração ainda maior de levantamentos.
Estão previstos estudos da Phoenix, com 4.001 entrevistados; AtlasIntel, com 5.000; CNT/MDA, com 2.002; Veritá, com 15.554; Gerp, com 2.400; Apex/Futura, com 2.000; Palver, com 5.000; Nexus/BTG, com 2.000; Quaest, com 3.702; e Datafolha, com 4.050 entrevistados.
Ao todo, são 45.709 entrevistas previstas nesses dez levantamentos.
A última fotografia antes das urnas
O interesse não está apenas no número de pesquisas, mas principalmente no período em que os entrevistados serão ouvidos.
Quaest, Datafolha, AtlasIntel e outros institutos terão trabalhos de campo realizados muito próximos da votação, oferecendo ao eleitorado uma das últimas fotografias da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A comparação entre os resultados deverá ser feita com cautela. Diferenças de metodologia, tamanho da amostra, margem de erro e período de coleta podem produzir números diferentes sem que isso necessariamente represente uma mudança real na preferência do eleitor.
Outro ponto fundamental é distinguir registro de pesquisa de aprovação do resultado. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é uma exigência legal e permite consultar informações como contratante, metodologia, amostra e período de realização. O TSE, entretanto, não chancela previamente os números apresentados pelos institutos.
Na reta final, portanto, mais importante do que observar uma pesquisa isoladamente será verificar a tendência conjunta dos levantamentos.
A sexta-feira poderá indicar o movimento da disputa. No sábado, a véspera da eleição, poderá apresentar a última grande fotografia antes de o eleitor transformar números de pesquisas em votos nas urnas.
*Advogado e jornalista
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