O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, criticou o governo e afirmou que não quer conversar com o presidente Lula (PT) sobre a Medida Provisória (MP) do PIS/Cofins.
Em almoço na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para tratar sobre a medida, Martins chamou o governo Lula de “desgoverno”. “Eu não quero falar com o presidente Lula. Me recuso a falar com o presidente, porque estamos vivendo um desgoverno. Vocês que fazem o Congresso, que fazem com que no Congresso as coisas aconteçam, está na hora de a gente dizer que o país precisa de um plano para poder se desenvolver. O país não pode ficar à mercê do momento que o agro vai bem, o país vai bem”, criticou João Martins. As informações são do Diário do Poder.
Ainda no encontro, a senadora e ex-ministra da Agricultura, Teresa Cristina (PP-MS), também criticou o governo e classificou que a medida “é o fim do mundo mesmo”, fazendo alusão ao nome pelo qual a MP ficou conhecida.
“Imagine que as empresas precisam recolher agora, no dia 20, o PIS/Cofins. Muitas não têm dinheiro em caixa e precisarão pegar dinheiro emprestado. Nós deveríamos devolvê-la”, afirmou a parlamentar.
Sobre a medida
A Medida Provisória, apelidada de ‘MP do Fim do Mundo’, restringe o uso de créditos tributários em relação aos impostos Pis e Cofins, na intenção de compensar o que a receita ‘perde’ com a desoneração da folha de pagamentos.
Mais uma derrota de Lula
Na terça-feira (11), o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou a devolução da parte da MP. A parte devolvida trata da limitação dos créditos do PIS/Cofins. Com a decisão, o trecho perde a validade imediatamente.
“Com absoluto respeito à prerrogativa do Poder Executivo, de sua Excelência, o presidente da República, na edição de medidas provisórias, o que se observa em relação a essa medida provisória, no que toca a parte das compensações de ressarcimento de regras relativas a isso, é o descumprimento dessa regra do artigo 195, do parágrafo sexto da Constituição Federal. O que impõe a esta presidência do Congresso Nacional impugnar esta matéria, com a devolução desses dispositivos à presidência da República”, disse Pacheco, no plenário.
A governadora Raquel Lyra (PSD) joga pedras no ex-governador Paulo Câmara injustamente. Dele, recebeu, ao contrário do que propaga, um Estado enxuto, ajustado financeiramente. Do contrário, não teria contratado cerca de R$ 15,2 bilhões em operações de crédito. Adicionalmente, foram aprovados US$ 275 milhões para a reestruturação e refinanciamento de dívidas antigas do Estado.
O montante acumulado por meio dessas diversas operações de crédito é dividido entre contratos já executados e novas autorizações de captação concedidas pela Assembleia Legislativa.
Ontem, a Alepe aprovou mais R$ 2 bilhões sem conhecer, com clareza, onde os recursos serão aplicados, quais serão as condições dos empréstimos e quanto essa conta custará aos cofres públicos.
O projeto enviado pela governadora à Assembleia Legislativa prevê autorização para contratar até R$ 1,935 bilhão em operações de crédito, inclusive sem garantia da União, oferecendo receitas estaduais, como ICMS e FPE, como garantias.
Estamos falando de dinheiro público e de compromissos que poderão alcançar os próximos governos e comprometer receitas futuras. Por isso, algumas perguntas precisam ser respondidas: quais obras e projetos serão beneficiados? Quanto será destinado a cada um? Quais serão os juros, os prazos e o custo total dos financiamentos?
Não se trata de impedir Pernambuco de captar recursos. Trata-se de exigir planejamento, transparência e responsabilidade na utilização do dinheiro público. A Assembleia Legislativa tem o dever de discutir, fiscalizar e conhecer a destinação desses recursos antes de conceder uma autorização dessa dimensão.
O desenvolvimento de Pernambuco exige investimentos, mas também exige responsabilidade com o dinheiro dos pernambucanos. Investimentos, sim. Cheque em branco, não. Pernambuco não pode assumir mais uma dívida de quase R$ 2 bilhões sem saber exatamente o que está financiando, quanto vai pagar e quem ficará responsável por essa conta.
BRASÍLIA BURBULHA – Em Brasília, o que não falta é especulação sobre a montagem do novo ministério do Governo Lula 4. Comecemos pela equipe econômica. O ministro da Fazenda não seria Geraldo Alckmin nem o governador reeleito do Piauí, Rafael Fernandes (PT), mas alguém com perfil mais técnico e não político. Fernando Haddad iria para o BNDES no lugar de Aloizio Mercadante e este seria remanejado para a CEF ou o Banco do Brasil.
Veras na Agricultura – O atual ministro da Agricultura, André de Paula, o entrevistado de ontem no meu podcast Direto de Brasília, não seria mantido. Em seu lugar, assumiria outro pernambucano, mas do PT: o deputado Carlos Veras, atual primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. A explicação é a de que o presidente Lula gosta muito do deputado Renildo Calheiros (PCdoB), não reeleito e que assumiria o mandato na condição de suplente da federação PT-PV-PCdoB.
Valdemar ministro, Rands deputado – Ainda tem mais: o deputado reeleito Valdemar Oliveira (Avante) assumiria o Ministério da Ciência e Tecnologia, numa articulação direta de Fernando Haddad, amigo do peito do ex-deputado Maurício Rands, que assumiria o mandato na condição de primeiro suplente do Avante. Esta equação parece um pouco sem lógica por um simples detalhe: Lula precisa de votos na Câmara e o Avante só elegeu quatro deputados. Passa a ter sentido se houver a federação do PSB, PDT e Avante, mas a senadora eleita Marília Arraes ameaça deixar o PDT, caso a federação se concretize.
João no Desenvolvimento Regional – Já o presidente nacional do PSB, João Campos, não teria a menor empolgação pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. Nos seus planos, o Ministério do Desenvolvimento Regional, recheado de políticas públicas voltadas para o Nordeste, tendo como principal braço para os programas de demanda dos Estados a Codevasf, de orçamento robusto. A pasta também é responsável pela execução de programas de enfrentamento aos ciclos periódicos de seca, agravados com o fenômeno do El Niño.
Dudu, o nome do PP para o Ministério – Por fim, o deputado Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação PP-UB, não eleito para o Senado, estaria na bolsa de apostas para um gabinete na Esplanada dos Ministérios desde que viesse a ser indicado pela bancada do PP. Dudu, como é conhecido e tratado carinhosamente em Brasília, tem prestígio na federação, circula bem entre todos os partidos no Congresso e não seria nenhuma surpresa o PP, com o respaldo da federação, bancar a sua indicação.
CURTAS
DERRETEU – A vitória dos democratas nas eleições para governador e Senado no Texas provocou uma perda de mais de US$ 120 bilhões em valor de mercado para as empresas de Elon Musk. As ações da Tesla e da SpaceX caíram 2,4% e 4,9%, respectivamente, após o resultado eleitoral no estado onde o bilionário concentra seu império empresarial.
RISCO – A vitória expressiva do partido em todo o país acrescenta uma nova camada de risco, uma vez que Musk é um importante financiador dos republicanos. Antes do dia da eleição, analistas de mercado alertavam que o domínio democrata nas urnas poderia fortalecer a capacidade do partido de dificultar o desenvolvimento da inteligência artificial, investigar a conduta de Musk e impedir uma possível união entre Tesla e SpaceX.
PACIFICAÇÃO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um pronunciamento à nação em que dará recado sobre a saúde das contas públicas no seu quarto mandato. Na primeira fala para rádio e TV após ser reeleito, Lula fará, segundo aliados, um discurso de pacificação nacional e agradecerá pelos 64 milhões de votos. O pronunciamento foi gravado na terça-feira e está previsto para ser exibido no próximo domingo.
Perguntar não ofende: Por que a governadora não especificou o destino do novo empréstimo de R$ 2 bilhões?
Integrantes do governo Lula trabalham com a expectativa de uma reunião bilateral entre o presidente brasileiro e Donald Trump ainda neste ano. O encontro deve ocorrer às margens da cúpula do G20, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro, em Miami, na Flórida.
Até o momento, não houve pedido formal de nenhum dos dois lados. No entanto, segundo apuração da âncora Débora Bergamasco, para o CNN 360º desta quarta-feira (4), o governo brasileiro avalia que pode tomar a iniciativa caso não haja sinalização do lado americano. As informações são da CNN.
A expectativa surgiu após Trump declarar publicamente que falaria com Lula. Quando questionado sobre a vitória eleitoral do presidente brasileiro, Trump afirmou que entraria em contato.
“Vitória que, aliás, Trump ainda não reconheceu, nem parabenizou, mas disse que vai falar com Lula”, destacou Bergasmasco.
Segundo a âncora, o governo brasileiro ainda não formalizou o pedido de reunião bilateral por avaliar que é cedo para tal iniciativa. Contudo, caso não haja sinalização do lado americano, o Brasil deve tomar a frente e solicitar o encontro.
A movimentação também leva em conta o que o governo brasileiro descreve como um reequilíbrio de forças na relação entre os dois países.
“Governo Lula está empoderado, foi reeleito, renovou seu capital político, e o tem o enfraquecimento de Donald Trump, com essa derrota dos republicanos no Congresso americano”, afirmou Bergamasco.
Outro ponto central nas tratativas diplomáticas é a questão do agrément de Daniel Perez para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O governo brasileiro está avaliando conceder esse aval ainda neste ano, como um gesto para tornar mais fluida a relação diplomática entre os dois países.
A embaixada americana no Brasil está sem embaixador desde o início do governo Trump. Após a indicação de Daniel Perez, feita de maneira considerada atabalhoada pelo lado brasileiro, o governo deixou a indicação pendente.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez nesta quarta-feira um discurso contra os questionamentos do PL ao resultado da eleição presidencial, horas depois de o partido lançar Rogério Marinho (RN) como candidato ao comando da Casa. A manifestação ocorreu em meio a um embate com a oposição após a decisão de adiar a votação da proposta de redução da maioridade penal, que provocou críticas à condução dos trabalhos pelo senador.
Alcolumbre ironizou o fato de o partido de Flávio Bolsonaro ter comemorado a eleição de deputados e senadores no primeiro turno, mas passado a contestar a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota do candidato para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do jornal O GLOBO.
— O pior de tudo isso é que, no primeiro turno, a urna prestou. Abriu a urna eletrônica e ela serviu para eleger 120 candidatos a deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição e serviu para eleger 20 e tantos senadores. Serviu para comemorar no primeiro turno uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula. Mas, quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna — afirmou.
O discurso ocorreu depois de Alcolumbre retirar da pauta a proposta de redução da maioridade penal. O presidente do Senado justificou a decisão com um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aguardar a conclusão da análise do tema pelos deputados.
A mudança provocou reclamações de senadores da oposição. O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), acusou Alcolumbre de descumprir um entendimento construído para viabilizar a votação e afirmou que não faria novos acordos com o presidente da Casa.
Diante das críticas, Alcolumbre fez um discurso de oito minutos sobre as dificuldades de presidir o Congresso em um cenário de polarização política. O senador reclamou de ataques pessoais e mencionou lideranças que foram ao Amapá, seu estado, para criticá-lo, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que fez um ato durante as eleições. Também fez referência às cobranças para que autorize a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
— Não achei um para dizer que estava errado desde o primeiro turno. Foi a mesma urna eletrônica. Eu estou pedindo a vossas excelências para que nós possamos pensar o que vamos fazer para melhorar a vida dos brasileiros — declarou.
O episódio ocorre em meio à disputa pelo comando do Senado a partir de fevereiro de 2027. Nesta quarta-feira, o PL reuniu senadores eleitos e aliados para oficializar a candidatura de Marinho, que pretende unificar a oposição contra a reeleição de Alcolumbre. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém sua candidatura, e os dois afirmam que buscarão um entendimento para evitar a divisão dos votos contrários ao atual presidente.
Alcolumbre tenta consolidar apoios entre partidos governistas e do Centrão para permanecer no cargo. A eleição será realizada por voto secreto, o que amplia a importância das negociações individuais com os senadores.
O presidente nacional do PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro), Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (4) que a sigla está articulando com outras legendas em busca de consenso e apoio para aprovar o voto distrital misto nas próximas semanas.
O deputado federal destacou que os tucanos apoiam historicamente uma transição no modelo eleitoral, mas ainda avaliam qual alternativa é mais adequada. Segundo o parlamentar, os partidos de centro devem decidir em breve se apoiarão o projeto de “distritão misto”, com um período de transição, ou o “distritão puro”, sem transição. As informações são da CNN.
As siglas de centro — que, na avaliação do deputado, consideram que o modelo atual precisa “evoluir” – buscam o apoio de outros partidos, como o PT (Partido dos Trabalhadores) e o PL (Partido Liberal), para que o projeto avance ainda neste ano.
“Eu acho que o PT está caminhando para vir a apoiar também, por conta da adoção da lista partidária nesse processo. Já o PL prefere o atual sistema. Eu não vejo nenhuma movimentação de o partido vir. É muito bem-vindo, mas o núcleo dessa discussão são os partidos de centro”, pontuou.
Aécio Neves estima que o projeto deve avançar já nas próximas semanas, com a designação de um relator e a votação do tema no plenário da Câmara.
“A ideia é que na semana que vem o presidente Hugo Motta designe o deputado Domingos Sávio (PL-MG) para a relatoria e marque a data de apresentação do relatório. Eu compreendo que nas próximas duas semanas ele possa ser votado, porque precisa ainda passar pelo Senado, que tem, segundo o presidente Davi [Alcolumbre], o compromisso de manter aquilo que vier a ser aprovado na Câmara”, afirmou.
Futuro do PSDB após as eleições
O presidente nacional do partido afirmou que, passado o pleito deste ano, o foco da sigla é fortalecer lideranças locais visando às eleições municipais de 2028. Aécio Neves elogiou o bom desempenho de JHC, eleito governador de Alagoas no primeiro turno, e reforçou a importância do político no futuro dos tucanos.
“Alagoas poderá ser essa grande vitrine de políticas exitosas, com eficiência, boa governança e transparência na defesa dos valores do partido. Alagoas vai participar desse novo capítulo, desse novo momento do PSDB, que tem sido capitaneado pelo presidente Aécio Neves”, defendeu JHC.
No pleito de 2026, os tucanos venceram em dois estados — JHC em Alagoas (eleito no primeiro turno) e Vicentino Júnior no Tocantins (eleito no segundo turno) —, um estado a menos em comparação com 2022.
No Senado, a sigla conquistou duas cadeiras (Plínio Valério no Amazonas e Marina Candia/JHC em Alagoas). No pleito de 2022, os tucanos não haviam conquistado nenhuma vaga para a Casa Alta.
O partido teve derrotas importantes, como no caso do próprio presidente nacional da sigla, Aécio Neves (PSDB-MG), que vai ficar sem mandato eletivo pela primeira vez em 40 anos.
Já na Câmara, o partido conquistou 11 assentos, dois a mais do que em 2022. A sigla conseguiu emplacar deputados nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Alagoas e Tocantins.
Com o baixo número de cadeiras no Congresso, Aécio Neves afirmou que o partido conversa com outras siglas para ganhar apoio no Legislativo, mas não revelou quais seriam esses possíveis acordos.
“Estamos conversando com outras forças partidárias para ganharmos um pouco mais de musculatura no Congresso Nacional”, destacou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira (4) que nunca se filiará ao PL. A declaração foi dada ao g1 após o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, anunciar publicamente que pretende levar a parlamentar para o partido.
“Nunca! Eu estou é convidando Michelle pra vir para o Republicanos e daí ele saiu com essa, fazendo resenha”, afirmou Damares. As informações são do g1.
A troca de declarações ocorre em meio a articulações do Republicanos para filiar a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF). Damares negou que vá mudar de sigla e confirmou que há um esforço para atrair Michelle. A ex-primeira-dama conquistou 38.496 votos e assumirá a cadeira em 2027.
Lideranças do Republicanos, entre elas o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, já disseram publicamente que a ex-primeira-dama seria bem-vinda ao partido. Michelle tem papel central no PL e foi convidada recentemente a voltar ao comando do PL Mulheres.
Na terça-feira (3), ao ser questionado pelo portal “Metrópoles”, sobre a movimentação do Republicanos, Valdemar classificou a articulação como “bobagem” e afirmou que o PL é que filiaria Damares. “Vamos trazer a Damares”, disse.
Valdemar afirmou que a filiação seria concretizada “em breve”, mas evitou detalhar as negociações. “Não posso falar mais”, declarou.
Damares já exerce mandato no Senado pelo Distrito Federal. Michelle foi eleita neste ano com 38.496 votos (29%), a maior votação da história do DF, e assumirá uma cadeira na Casa em 2027. As duas são importantes lideranças da direita, sobretudo entre mulheres.
À frente do PL Mulheres, Michelle atuou na mobilização de eleitoras e na ampliação da presença feminina na legenda. Segundo a própria ex-primeira-dama, o número de mulheres filiadas ao partido dobrou durante sua gestão, entre 2023 e junho de 2026.
Michelle é vista como um nome que pode assumir protagonismo na oposição ao governo Lula, principalmente após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Derrotado pelo petista na eleição presidencial, Flávio deixou um vácuo de liderança na direita. Além da ex-primeira-dama, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é apontado como uma possível liderança desse campo.
Na semana passada, Michelle defendeu Tarcísio nas redes sociais e afirmou que Jair Bolsonaro é grato a ele. O governador havia sido alvo de ataques de bolsonaristas após admitir publicamente a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira que a Casa irá analisar a possibilidade do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) continuar participando de votações remotamente, mesmo estando nos Estados Unidos, para onde fugiu após a derrota na eleição presidencial.
A declaração ocorreu após uma questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Congresso Randolfe Rodrigues (PT-AP), que questionou a ausência de comunicação formal da saída do país, as providências que serão adotadas pelo Senado e a validade dos votos registrados pelo parlamentar na terça-feira. As informações são do jornal O GLOBO.
Alcolumbre explicou que Flávio conseguiu votar na PEC da Segurança porque a sessão foi convocada na modalidade semipresencial, que permite aos senadores registrar presença e participar das deliberações pelo aplicativo da Casa. O presidente do Senado, no entanto, afirmou que irá consultar a assessoria para avaliar a situação.
— É óbvio que Flávio teve condições de votar no dia de ontem pelo único motivo de que, em todas as sessões semipresenciais, os colegas senadores podem votar no aplicativo do celular. Na essência da convocação, todos puderam votar e registrar presença. Nós vamos analisar a solicitação feita por Vossa Excelência. Vou convocar os assessores para ver, do ponto de vista do Senado e do Congresso, qual encaminhamento podemos dar à questão de ordem — afirmou Alcolumbre.
A questão de ordem apresentada por Randolfe busca esclarecer se Flávio cumpriu a obrigação de comunicar sua ausência do país à Presidência do Senado e quais consequências regimentais podem decorrer da viagem.
O senador também questionou se os votos registrados a partir dos Estados Unidos devem ser considerados válidos.
Nos bastidores, porém, interlocutores da cúpula do Senado afirmam que Alcolumbre não pretende tomar medidas para impulsionar um eventual processo de perda do mandato de Flávio.
Flávio está nos Estados Unidos desde o fim de outubro, após deixar o Brasil na sequência da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrou o processo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se desafiaram a divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos, incluindo informações de familiares e empresas.
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (4/11), após manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE). O órgão considerou não haver motivos para o TSE intervir na disputa entre os dois adversários. As informações são do Metrópoles.
Lula venceu Flávio na eleição presidencial deste ano, com 51,79% dos votos válidos, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 48,21%.
Os dois candidatos apresentaram petições ao TSE autorizando a divulgação dos dados, desde que o adversário também concordasse e tornasse públicas as mesmas informações.
Em decisão anterior, Mendonça havia ressaltado que ambos poderiam divulgar voluntariamente os próprios dados. Com o fim do pleito e a manifestação do MPE, o ministro encerrou o processo.
“Com efeito, na linha do que anotado na decisão, cujo teor foi integralmente corroborado pela manifestação do Ministério Público Eleitoral, julgo extinta esta petição sem resolução do mérito, nos exatos termos do art. 485, VI, do CPC c.c. art. 36, § 6º , do RITSE”, escreveu o ministro.
Parecer
O MPE afirmou que a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas é uma decisão individual, protegida pelo direito constitucional à privacidade.
O órgão também destacou que não havia uma controvérsia jurídica que justificasse a intervenção do TSE, uma vez que os próprios candidatos poderiam tornar públicas as informações.
“Assim, o que a legislação protege é a indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade, sem impedir que o próprio titular, voluntariamente, autorize a divulgação de informações abrangidas pelo sigilo que lhe é assegurado por lei”, afirmou o MPE.
O processo foi encerrado sem análise do mérito do pedido.
A vitória dos democratas no Congresso dos Estados Unidos projeta dificuldades crescentes para a família Bolsonaro que reside no país. Na avaliação de diplomatas brasileiros, a nova configuração do parlamento americano será um terreno de críticas diretas e duras para Flávio e Eduardo Bolsonaro, que contam com o abrigo do governo Donald Trump, que amarga uma grande derrota.
Integrantes do Itamaraty avaliam que a eleição do Congresso é muito ruim para os filhos de Bolsonaro porque “haverá pouca paciência dos parlamentares com Trump e seus intentos de interferir nos processos democráticos na América do Sul e no Brasil, em particular”. As informações são do jornal O GLOBO.
A postura do presidente americano de abrigar condenados pela justiça brasileira, defensores de golpe de Estado e impor sanções via tarifas terá um terreno crítico no Congresso americano, pontuam os diplomatas. Ainda segundo uma dessas fontes, essa nova conjuntura “é um mau presságio para os Bolsonaros, que talvez tenham de fazer planos de pedir ‘asilo’ em outro país daqui a dois anos”, caso o trumpismo perca as eleições presidenciais em 2028.
Os democratas terão ainda o palco das comissões sobre temas estrangeiros no Congresso para chamar a atenção sobre o abrigo de Flávio e Eduardo Bolsonaro dado pelo governo Trump.
Além do impacto para os Bolsonaros, a eleição majoritária de democratas sobre republicanos no Senado e na Câmara marcam a maior derrota política da carreira de Donald Trump. Para diplomatas brasileiros, o resultado foi uma reação à extrema impopularidade do governo dos EUA, que agora terá de enfrentar um Congresso hostil. Embora Trump tenha declarado que vetará sistematicamente iniciativas do parlamento, ele não pode fugir de relações com o Congresso, especialmente em temas cruciais, como a negociação do orçamento.
A maioria democrata também deverá endurecer as cobranças e exercer fiscalização mais rigorosa sobre desmandos e erros na política externa do governo Trump. Com o comando das comissões de relações exteriores de ambas as casas legislativas, os democratas prometem fazer muito barulho contra as políticas e práticas do presidente na área internacional.
Além disso, a postura dos democratas será crítica em relação ao Escudo das Américas — coalizão de segurança liderada pelos EUA com potencial de aumentar a interferência de Trump na região — e à Doutrina Monroe, política externa americana contra interferências europeias no continente e que suscita debates sobre intervencionismo americano na América Latina.
Apesar do cenário adverso, há a leitura de que Trump poderá tentar acomodar a relação bilateral com o Brasil, evitando que o confronto no Congresso se agrave ainda mais.
O presidente do PT (Partidos do Trabalhadores), Edinho Silva, abriu nesta quarta-feira (4) conversas com as siglas do chamado Centrão sobre a montagem do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula delegou a Edinho essa tarefa de articulação. O dirigente irá se reunir com todas as legendas do Centrão, inclusive as que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. As informações são da CNN.
O primeiro contato se deu com o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Edinho se reuniu com o presidente da legenda, Baleia Rossi, em Brasília, por volta das 12h. Segundo fontes próximas ao dirigente, o encontro durou cerca de 40 minutos.
A sigla liberou seus diretórios no segundo turno das eleições – enquanto a maior parte do Centrão decidiu apoiar Flávio. Dez diretórios da legenda, no Norte e Nordeste, estiveram ao lado de Lula.
O MDB teve três ministérios no governo Lula 3: Planejamento e Orçamento, Transportes e Cidades.
O PT quer garantir, nas negociações, maior fidelidade das bancadas do Centrão que integrarem o governo com cargos na Esplanada.
Além do MDB, PSD, Republicanos, PP e União Brasil também tiveram espaço no Lula 3, mas houve ruídos sobre o não respaldo dos parlamentares das legendas a pautas de interesse da gestão federal.
A jornalista Miriam Leitão, 73 anos, do Grupo Globo, disse nesta quarta-feira (4) que “do ponto de vista da democracia, a vitória brasileira e a vitória nos Estados Unidos do Partido Democrata são excelentes notícias”.
Ela estava se referindo aos resultados eleitorais recentes nos 2 países: no Brasil, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, nos EUA, a derrota do presidente Donald Trump (republicano), nas disputas de meio de mandato para o Congresso norte-americano. As informações são do Poder 360.
A declaração foi dada à rádio CBN, do Grupo Globo, no início da tarde, quando a jornalista falava dos possíveis impactos da derrota dos republicanos nas eleições desta semana nos EUA: “[…] Nós aqui precisamos, como eu tenho falado, o governo Lula precisa explicar melhor o caminho da economia. Nós temos um problema que é só nosso, que é a dificuldade de fazer um horizonte para as contas públicas. No caso da dívida pública, no mundo inteiro houve aumento da dívida pública. Não é só o [caso do] Brasil. Mas o Brasil tem uma dívida muito cara. E essa discussão dos últimos tempos só complicou mais.
Ouça a declaração:
#vídeo Miriam Leitão: "vitórias" brasileira e nos EUA são "excelentes notícias"
A jornalista Miriam Leitão, 73 anos, do Grupo Globo, disse nesta 4ª feira (4.nov.2026) que “do ponto de vista da democracia, a vitória brasileira e a vitória nos Estados Unidos do Partido Democrata são excelentes notícias”. Ela estava se referindo aos resultados eleitorais recentes nos 2 países: no Brasil, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, nos EUA, a derrota do presidente Donald Trump (republicano), nas disputas de meio de mandato para o Congresso norte-americano.
Uma agência de turismo de Santa Catarina afirmou que começou a receber mensagens de clientes solicitando o cancelamento de viagens já marcadas para a região Nordeste após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições 2026. Em resposta, representantes da empresa, de São Miguel do Oeste, publicaram um vídeo em que dizem não terem a pretensão de encerrar os negócios no destino turístico.
Ivone Taube e Kaliane Pilatti, que trabalham na Multimarcas Viagens, empresa que acumula pouco mais de 15 mil seguidores nas redes sociais, disseram no vídeo que possuem divergências políticas com a região, que votou majoritariamente em Lula para presidente, com 69,37% dos votos para o candidato petista. As informações são do NSC Total.
No entanto, afirmaram que os parceiros que trabalham com a agência na região “compartilham dos mesmos valores que a nossa empresa”, como mergulhadores, guias turísticos e motoristas, por exemplo.
“Nós não podemos perder a fé e nem a esperança, porque nós somos um povo batalhador e corremos atrás daquilo que nos motiva, daquilo que é a nossa convicção. […] só esperar o tempo ruim passar”, disseram no vídeo, que acumula quase 140 mil visualizações.
As representantes também convidam os clientes a irem para o Nordeste, afirmando que eles serão “bem atendidos por pessoas que acreditam na mesma coisa que você”.
Listas de boicotes O relato das funcionárias da agência de turismo também relembra o contexto dos boicotes contra trabalhadores e estabelecimentos vistos como “petistas” por terem supostamente apoiado a reeleição do presidente Lula (PT). Neste caso, elas tentam desmotivar um boicote à região Nordeste do Brasil, onde houve 784 denúncias de assédio eleitoral em apenas três dias pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O movimento é chamado de “Demita um petista”, com publicações nas redes sociais que incentivam empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinado candidato.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano na reunião desta quarta-feira (4), interrompe o ciclo de flexibilização monetária iniciado em março, com cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. A inflexão ocorre na primeira reunião do colegiado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto de deterioração das expectativas de inflação, alta do dólar, recuo do Ibovespa para a faixa dos 165 mil pontos e expectativas sobre a condução da política fiscal no quarto mandato.
“A manutenção corresponde ao esperado por grande parte do mercado financeiro e sinaliza uma postura mais cautelosa do BC, reduzindo, no curto prazo, a perspectiva de retomada dos cortes da taxa básica de juros. Mas a decisão pode gerar diversos impactos na economia, e o encarecimento do financiamento imobiliário em três dos maiores bancos privados do país, antes mesmo da reunião do Copom, antecipa um pouco do cenário que pode se materializar”, analisa o economista-chefe da Pequod Investimentos, Diogo Almeida.
“Embora o cenário externo não seja a maior preocupação do Banco Central no momento, esse panorama interno se soma à persistência de alta volatilidade na geopolítica global, gerada principalmente pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que tende a seguir pressionando o petróleo, a logística internacional e os preços no mercado interno brasileiro”, explica o analista.
Desde o encerramento da eleição presidencial, o real perdeu aproximadamente 10% do valor frente ao dólar, enquanto as projeções de inflação, consolidadas no boletim Focus, subiram para todos os horizontes, de 2026 a 2029. De acordo com o economista-chefe da Pequod, esse novo panorama reflete diversos fatores, entre eles as medidas fiscais expansionistas do governo antes do 2º turno, com potencial de estimular o consumo, reduzindo a eficácia dos mecanismos do BC para controle da alta de preços.
Para os próximos meses, a possibilidade de retomada dos cortes dependerá, sobretudo, da condução da política fiscal. Na avaliação de Almeida, a trajetória da dívida pública e a percepção de sua sustentabilidade continuarão influenciando os prêmios de risco dos ativos domésticos, especialmente o câmbio. Medidas firmes e críveis de equilíbrio das contas públicas poderiam abrir espaço para juros menores ao longo de 2027.
Cenário para investimentos Com a Selic em patamar restritivo e as expectativas de inflação elevadas, os pós-fixados seguem atrativos para investimentos de curto prazo e reservas de liquidez. “Os prefixados de longo prazo exigem cautela diante do risco inflacionário, enquanto os títulos indexados à inflação ajudam a preservar o poder de compra”, orienta Diogo Almeida. Na renda variável, juros elevados pressionam o custo de capital e exigem maior seletividade, com preferência por empresas pouco alavancadas e de geração consistente de caixa. A diversificação internacional também ganha importância como proteção contra riscos domésticos, sempre considerando o perfil e o horizonte de cada investidor.
Sobre a Pequod Investimentos Fundada em 2019, a Pequod Investimentos possui operações no Recife (PE), Caruaru (PE), Fortaleza (CE) e Maceió (AL), com R$ 4,5 bilhões sob custódia em ativos no Brasil e no exterior. Em fase de expansão com foco nos polos econômicos mais dinâmicos do interior nordestino, a companhia está ampliando o quadro, hoje de 40 assessores, com a contratação de 150 novos profissionais nos próximos 5 anos.
Há 4 anos, a empresa acumula premiações no Brazil Advisor Awards, que reconhece o desempenho dos escritórios associados à XP Inc. em todo o país. A XP Investimentos é a maior instituição financeira independente da América Latina. A Pequod Investimentos nasceu com o propósito de transformar a experiência de investimento para clientes Private e Alta Renda. Seu nome foi inspirado no clássico Moby Dick, de Herman Melville. No romance, o Pequod é a embarcação que parte em busca da baleia branca, símbolo da busca por grandes objetivos.