O prefeito de Gravatá, Padre Joselito (Avante), terá que pagar multa de R$ 10.495,92 por empregar duas sobrinhas como comissionadas na Prefeitura. A decisão foi tomada pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), que considerou irregular o objeto de uma auditoria na prefeitura da cidade para investigar as práticas de nepotismo e acúmulo ilegal de cargos. A ex-secretária de Educação do município, Iranice Lima, também terá que arcar com multa no mesmo valor, por ter tido um sobrinho comissionado na gestão municipal.
Além disso, Iranice terá que devolver R$ 256.097,80 aos cofres públicos, por acúmulo ilegal de cargos entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023. Conforme a auditoria, ela desfrutava simultaneamente dos salários de secretária municipal, professora efetiva em escolas locais e de servidora do município de Chã Grande, o que é proibido pela Constituição Federal. As informações são do Diário de Pernambuco.
O processo foi analisado, na última quinta-feira (13), pelo conselheiro Marcos Loreto. A decisão acompanhou o parecer do Ministério Público de Contas (MPC-PE) e o relatório da auditoria sobre o caso. Os interessados ainda podem recorrer. A decisão do TCE-PE levou em consideração a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede a contratação de familiares de agentes públicos até 3º grau para funções de confiança ou cargos comissionados. Na auditoria do TCE-PE, as sobrinhas do Padre Joselito foram identificadas como Thayse Millena Gomes da Silva e Camila Facundes de Souza.
A reportagem apurou que Thayse ingressou na prefeitura como comissionada no dia 1º de março de 2022 e foi exonerada no dia 1º de março de 2024. Nesse ínterim, ela ocupou dois cargos de diretora e um de assessora especial da prefeitura. Por sua vez, Camila ocupava o cargo de gestora de núcleo da prefeitura, mas foi afastada de suas funções em 25 de setembro de 2023. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Padre Joselito reforçou que ainda cabe recurso da decisão. O posicionamento também reitera que Iranice Lima não é mais secretária da prefeitura.
Na semana passada, pesquisa Real Time Big Data deu algum alento ao candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, ao colocá-lo à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, embora dentro da margem de erro: 44% a 43%. Para vir a esboçar isso, no entanto, Caiado tem um grande problema anterior: ele precisa chegar no segundo turno.
Caiado começa então a ensaiar um discurso de “voto útil”: a direita devia votar nele, e não no candidato do PL, Flávio Bolsonaro, porque ele seria alguém com maior possibilidade de vencer Lula no segundo turno. Caiado repete, assim, o discurso e a estratégia utilizada por Ciro Gomes, então no PDT, na disputa presidencial de 2018 contra Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT. Como sabemos, essa estratégia não deu resultado para Ciro naquela eleição. E de alguma forma pode ter ajudado Bolsonaro na sua vitória.
Em 2018, quando pesquisas começaram a apontar para a hipótese de Ciro talvez agregar mais votos que Haddad num eventual segundo turno contra Bolsonaro, a ideia do voto útil foi cogitada. E ela acabou fazendo com que os eleitores de cada uma dessas opções – Ciro e Haddad – começassem a se atacar em vez de se unirem no combate a Bolsonaro. Alguns perfis que se iniciaram unidos foram o exemplo claro disso. Como o grupo Mulheres contra Bolsonaro.
No início, o grupo tinha como foco explorar o aspecto machista do então candidato do PSL – meso aspecto que hoje tem a candidatura de Flávio Bolsonaro. À medida que a eleição avançou, eleitoras de Ciro e de Haddad, no entanto, começaram mais a discutir no grupo que se unirem contra Bolsonaro. O mesmo tipo de comportamento foi se disseminando entre os eleitores. Ao final, Ciro, mercurial como sempre, embarcou para Paris no segundo turno e não deu apoio nem a Haddad nem a Bolsonaro, que acabou vencendo.
No caminho a seguir, Ciro afastou-se da esquerda. Deixou o PDT, que agora apoia a reeleição de Lula. Voltou para o PSDB, e sai agora candidato a governador do Ceará com o apoio do PL de Flávio. É improvável que Caiado faça um caminho no sentido contrário. Afinal, ele meio ocupa o posto de político de direita mais antigo do país. Mas a estratégia de voto útil pode ter o efeito oposto de dividir eleitores de direita.
A ideia do voto útil em Caiado no momento cresce especialmente no interior de São Paulo, entre eleitores ligados ao agronegócio, grupo com quem o ex-governador de Goiás tem mais proximidade. Pesa no caso também a ação do vice de Caiado, Gilberto Kassab, presidente do PSD, que tem bom transito com o setor no estado.
A ideia se dissemina também no eleitorado do agro que Caiado já tinha mais aproximação, na região Centro-Oeste, especialmente no estado que ele governou, Goiás. O problema para Caiado com relação a essa estratégia é que outras pesquisas não confirmaram a Real Time Big Data. Caiado ou empatou ou perdeu para Lula no segundo turno.
Na pesquisa Atlas/Bloomberg que foi divulgada nesta quarta-feira, Caiado está 32,7 pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de primeiro turno. O candidato do PL tem 35,8%, e ele aparece com 3,1%, atrás de Renan Santos (Missão), com 7,8%. Lula lidera o primeiro turno com 44,9%. Caiado está 41,8 pontos atrás.
Pelo menos nessa Atlas/Bloomberg, a ideia de que Caiado é alguém com potencial maior de vencer Lula no segundo turno não se verificou. Nesse levantamento, Caiado aparece com performance até pior que a de Romeu Zema, o candidato do Novo. E Flávio é quem aparece com o melhor desempenho contra Lula no segundo turno.
Contra Flávio, Lula teria no segundo turno 49,2%. Flávio ficaria com 42,9%. No caso, Lula subiu um pouco com relação à rodada anterior, quando tinha 48,8%. Mas Flávio Bolsonaro subiu também. Antes tinha 42,3%. Ou seja, Flávio vai demonstrando uma resiliência. Embora não vença Lula, segue bem à frente dos demais como adversário.
Na simulação com Caiado, Lula aparece no segundo turno com 48,2%, percentual menor do que com Flávio. Em contrapartida, Caiado fica somente com 38,9%. Contra Zema, Lula tem 48,6%. E Zema aparece 39,6%. O problema para Lula é que todos os seus principais adversários são de direita. Mas, se eles brigarem forte, será que se unem depois?
Uma parcela do eleitorado brasileiro está disposta a levar o País a uma situação mais desastrosa. Quer manter no poder um cidadão que foi condenado em três instâncias do Judiciário por corrupção e lavagem de dinheiro. Quer levar a Nação pelo caminho da insensatez já anunciada pelo dito cujo para “fazer mais do que fez” nos períodos anteriores que governou pessoalmente e em outros virtualmente com uma preposta. O resultado todos conhecem.
Este homem e seu insensato pessoal veem, sem dor na consciência, o estrago que foi feito até agora. E continuam desejando estar no poder contra todas as evidências de má gestão. O livro ‘A Marcha da Insensatez’ da historiadora norte-americana Barbara Tuchman, duas vezes vencedora do Pulitzer, trata de um dos grandes paradoxos da humanidade: a insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses.
A obra cobre quatro conflitos históricos em que decisões erradas daqueles que estavam em posições de liderança tiveram consequências catastróficas: a Guerra de Troia; a Reforma Protestante; a Independência dos Estados Unidos; e a Guerra do Vietnã. “A reflexão mais interessante, eu diria até assustadora, é a completa incapacidade de governantes (e governados) enxergarem quando estão repetindo exatamente os mesmos erros trágicos do passado — muitas vezes, um passado bem próximo”, avalia o resenhista do Meio e Mensagem, Marcos Caetano.
“Se os homens pudessem aprender da História, que lições nos poderiam dar”, lamentou-se o ensaísta inglês Samuel Coliridge (1772-1834), citado por Barbara Tuchman no seu excelente livro. “Mas a paixão cega nossos olhos e a luz que a experiência nos dá é a de uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que deixamos para trás”, completa o gringo.
E é isso que se vê nesta campanha eleitoral para a Presidência da República. A insensata busca dos petistas por um passado controverso que não volta mais. O chefão já não distribui migalhas ou pão com mortadela para o eleitor, como no passado. Agora não há mais a prometida picanha, nem a inclusão do pobre no orçamento da Nação. O que foi dito na campanha eleitoral anterior desfez-se no tempo. Das promessas restaram dívidas para 70 por cento das famílias brasileiras.
Cresceram os gastos desnecessários ou descontrolados, com viagens do casal presidencial, com cartões corporativos e suas contas sigilosas por 100 anos. As críticas atuais focam no crescimento da despesa acima da receita, nos R$ 300 bilhões fora das metas fiscais. E com elas crescendo num ritmo quase duas vezes maior que o aumento da arrecadação, que, mesmo com o aumento de impostos – só nestes 4 anos foram 37 iniciativas de novas taxas e tributos – não cobriu o rombo das contas públicas.
O Brasil é hoje um país com os Poderes da Nação desequilibrados, descumprindo a Constituição Federal. Onde são caçados opositores e dissidentes do regime PT-STF-Velha Mídia, exilam jornalistas e políticos. Prendem milhares de pessoas comuns acusadas e condenadas por um crime inexistente. E nem mesmo com os R$ 255,3 milhões investidos pelo governo petista na propaganda governamental, vai ser possível encobrir o atual desmantelo político e econômico do Brasil e muito menos o caos do próximo ano já anunciado.
E não se podem esquecer os escândalos de corrupção que envolveram altas autoridades e parentes como “correntistas” do Banco Master de Vorcaro ou “amigos da onça” dos velhinhos aposentados do INSS. Desvios de bilhões de reais. Toda a grana roubada poderia ter sido usada em benefício dos brasileiros, lamentam os paisanos.
Neste momento, o palanque governista já se enche de discursos roucos e raivosos, encaminhando propostas e programas marqueteiros. Isso depois do fracasso de gestão de empresas públicas, antes superavitárias, que só serviram nesta gestão do PT para dar emprego à sua turma e facilitar o uso do caixa. Voltou, como se viu, o trem da alegria de militantes e apaniguados, também a censura à imprensa não aparelhada e às redes sociais, onde a população vem conseguindo minimamente se expressar contra o estabelecimento pautas de comportamento social em desacordo com que pensam os brasileiros sensatos.
Esta parcela governista pode estar pavimentando o caminho para a marcha da insensatez, uma expressão política difundida no livro de Barbara Tuchman. O candidato do PT não quer ver aonde podemos chegar com sua administração. Basta observar a devastação da vizinhança na América Latina governada no passado recente pela esquerda do Fórum de São Paulo, que só agora se recupera como nações livres. Caso seja reeleito o atual mandatário, o prenúncio é de um amanhã de tristezas com o cheque de despesas estouradas. É isso.
O pré-candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou, ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ao Estado no 1º turno das eleições. A participação do petista na campanha de Campos frustra a expectativa da equipe de Raquel Lyra (PSD), que apostava em um acordo com o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para que Lula não fosse ao palanque do adversário.
“O presidente vai a Pernambuco. Claro, a gente vai marcar a agenda a partir do dia 16, quando começa a campanha. O presidente vai ter uma agenda muito intensa no Estado de São Paulo, em Minas. Vai passar pelo Nordeste também”, declarou a jornalistas.
Campos falou sobre o tema depois da Convenção Nacional do PSB, em Brasília. O ato oficializou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os 2 vão reeditar a aliança vitoriosa de 2022. Ao ser questionado sobre a disputa acirrada no Estado, o ex-prefeito do Recife reconheceu o cenário equilibrado, mas projetou uma vitória baseada no seu “legado” enquanto administrou a capital pernambucana.
“Vejo um cenário de equilíbrio na eleição de Pernambuco, mas tenho absoluta convicção da nossa vitória. É uma eleição disputada, equilibrada e que será vitoriosa. Uma eleição onde a gente vai ter as melhores propostas, um legado para mostrar tudo o que eu tive a oportunidade de fazer enquanto gestor. Uma aliança política clara, nítida, dentro do campo que a gente representa”, disse.
Campos também falou sobre a aliança entre PT e PSB, exaltando a parceria entre Lula e Alckmin. “O jogo está sendo jogado da forma certa, defendendo um projeto de país”, acrescentou. João Campos também é presidente nacional do PSB e projetou dobrar a bancada da sigla na Câmara. Dessa forma, passaria a ter até 36 deputados federais.
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizará, na próxima segunda-feira (03), uma Assembleia Extraordinária com os prefeitos e prefeitas dos municípios filiados. O encontro acontecerá das 9h às 13h, na sede da entidade, reunindo gestores municipais para discutir pautas estratégicas de interesse do municipalismo pernambucano.
Entre os principais temas da reunião estarão os impactos do Tema 1.308 do STF sobre o piso do magistério para contratados e a aposentadoria especial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). A pauta contará com apresentações do presidente da Amupe, Pedro Freitas, e do consultor da CNM, Eduardo Stranz.
Também será debatida a Transnordestina, abordando as oportunidades e os desafios para os municípios pernambucanos, com apresentação do superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre.
Durante a Assembleia, os gestores ainda receberão informes sobre o novo prazo e plano de aplicação dos recursos da Compesa, a parceria Amupe/CPRH para licenciamento ambiental, o convênio Amupe/TJPE sobre o ISS dos cartórios e as ações do programa Amupe Capacita.
Após os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmarem que ele não sabia do vídeo divulgado na convenção, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que Nunes Marques terá de punir o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, com multa e uma advertência para que o recurso não seja usado novamente. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Afinal, dizem os ministros, a resolução sobre “deepfake” é clara. A inteligência artificial não pode prejudicar adversários nem beneficiar um candidato. Enquanto a resolução estiver em vigor, não haveria outro caminho. Deepfake é um conteúdo criado ou manipulado por inteligência artificial para reproduzir, de forma realista, a imagem, a voz ou os movimentos de uma pessoa. A tecnologia pode fazer alguém parecer dizer ou fazer algo que nunca aconteceu.
Se o TSE não punir o candidato do PL, o caso vai acabar parando no STF, que acabaria funcionando como uma instância revisora de decisões da Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, foi sorteado como relator da ação apresentada ao tribunal pelo PT, que contesta o uso de inteligência artificial na convenção do PL, no último sábado (25).
Na ocasião, um vídeo mostrou uma imagem criada por IA com o ex-presidente Jair Bolsonaro pedindo apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, na disputa presidencial. Os advogados de Bolsonaro, questionados pelo ministro Alexandre de Moraes, disseram que o ex-presidente não tomou nem teria como tomar conhecimento do vídeo, pois está em vigor uma proibição de que o filho visite o pai.
Diante dessa resposta, a responsabilidade recai sobre o PL e o candidato Flávio Bolsonaro. E, pelas regras atuais, eles tendem a ser punidos. Segundo ministros, uma punição não seria adotada se a resolução não estivesse em vigor. O temor de ministros do STF e do TSE é que a Justiça Eleitoral, sob o comando de Nunes Marques, adote uma política mais liberal para o uso de IA durante a campanha.
“Neste caso, corremos o risco de ter um festival de avatares declarando apoio a candidatos, principalmente de Bolsonaro, o que seria uma forma de driblar as restrições impostas pelo STF ao ex-presidente”, disse um ministro.
Pernambuco integra a nova etapa de adesões ao componente Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal. O Ministério da Saúde publicou, na última sexta-feira (24), 101 novos contratos que somam R$ 327,4 milhões em serviços especializados destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram registrados cinco novos contratos, além da entrada de duas novas instituições privadas e filantrópicas para reforçar a rede de atendimento.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), as novas adesões são da Clínica do Cabo de Santo Agostinho e da Clínica de Vitória de Santo Antão, que passam a ofertar serviços especializados pelo programa. as informações são do Diário de Pernambuco.
Pernambuco tem outros hospitais e clínicas que já possuem termo de execução assinado entre as três partes envolvidas no programa, sendo eles o Imip, Hospital Maria Lucinda, SEOPE, Max Day, Santa Casa de Misericórdia, Clínica de Olhos de Caruaru, Medianeiras da Paz, Palmira Sales e Memorial Pernambuco. Os serviços ofertados incluem cirurgias eletivas diversas e cuidado integrado.
Nacionalmente, Pernambuco aparece entre os estados com maior número de novos contratos, ao lado da Bahia e do Piauí, com cinco adesões. São Paulo lidera a lista, com 20 contratos, seguido pelo Rio Grande do Sul (14), Minas Gerais (9), Paraná (8) e Santa Catarina (7).
Lançado pelo Governo Federal e regulamentado pela Lei nº 15.233/2025, o programa Agora Tem Especialistas foi criado para ampliar e acelerar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados pelo SUS, reduzindo as filas de espera.
Uma das estratégias do programa é utilizar a capacidade instalada de hospitais privados, filantrópicos e clínicas especializadas para ampliar a oferta de atendimento à rede pública. No componente Crédito Financeiro, as instituições contratadas oferecem serviços especializados ao SUS em troca de créditos financeiros previstos pelo programa. Com a nova rodada de adesões, o componente passa a acumular R$ 730,5 milhões em serviços contratados em todo o país.
Hemodiálise passa a integrar programa
Pela primeira vez, prestadores de Terapia Renal Substitutiva (TRS) também passam a integrar o componente Crédito Financeiro. Foram habilitadas 58 instituições de 20 estados, que juntas responderão por R$ 155,6 milhões em serviços voltados ao atendimento de pacientes com doença renal crônica.
Os outros R$ 171,8 milhões anunciados nesta etapa serão destinados à contratação de hospitais privados e filantrópicos de 12 estados para a realização de consultas, exames e procedimentos especializados pelo SUS nas áreas de oncologia, oftalmologia, diagnóstico por imagem, saúde da mulher e cirurgias.
A conta chegou para o Palácio do Campo das Princesas. Os Progressistas deixaram no colo da governadora Raquel Lyra (PSD) a decisão sobre o tempo do horário eleitoral na TV e no rádio. Para garantir dois minutos e 28 segundos a cada bloco de 10 minutos, o caminho é um só: indicar ao Senado o presidente da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), cujo nome foi aprovado em reunião da executiva.
Se mantiver o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB), alertam progressistas, a consequência será imediata: a governadora perde o tempo de propaganda. Avisam que Eduardo da Fonte não vai assinar a documentação que precisa ser encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral para homologação. Sem esse documento, a candidatura não ficará sequer sub judice. Ela não existirá.
Nos bastidores do PP, a ironia é direta. Dizem que a governadora pode caminhar ao lado de Miguel Coelho, do Palácio ao Parador, no Bairro do Recife – onde será sua convenção – quantas vezes desejar, mas ele não ocupará a vaga. A pressão ocorre às vésperas do evento governista, marcado para domingo. Admitem, no entanto, que há margem para recuo.
Caso Raquel Lyra mude de ideia, progressistas afirmam ser possível antecipar a convenção da federação para o mesmo dia, descartando realizar o evento no prazo limite de 5 de agosto. E lembram o preço da fidelidade: foi a bancada do PP na Alepe quem sustentou o governo até agora. Pontuam que cabe à gestora decidir o caminho a tomar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou, ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para “tomar um café” depois de uma cerimônia no Palácio do Planalto. O evento marcou a sanção de medidas como o Pix Pensão Alimentícia e a Lei do 180. O diálogo foi registrado pelas câmeras da transmissão oficial. As informações são do portal Poder360.
Moraes se aproximou de Lula depois do encerramento da cerimônia. Na conversa, o presidente convidou o ministro: “Vamos tomar um café?”. Não especificou onde nem quando. O gesto foi feito dias depois de o presidente da Argentina, Javier Milei, criticar Moraes durante a convenção nacional do PL, que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
No evento, Milei chamou o ministro do STF de “lixo careca” ao criticar a decisão que impediu sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. O argentino também criticou Lula e afirmou que o Brasil enfrenta um “risco Lula”. Em resposta, o presidente brasileiro chamou Milei de “coisa” durante discurso na convenção nacional do PSB, também realizada ontem, e disse que o argentino fez uma “patacoada” ao discursar no evento do PL.
As declarações elevaram a tensão entre Brasil e Argentina. Em resposta, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos e chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas. Bitelli se reuniu com Lula e com o chanceler Mauro Vieira ontem e permanecerá no Brasil por tempo indeterminado, enquanto o governo avalia os próximos passos da relação bilateral.
O PT decidiu adotar estratégia diferente da do PL e, até o momento, não prevê que a primeira-dama Janja da Silva faça discurso na convenção que oficializará a candidatura à reeleição do presidente Lula ao Palácio do Planalto. O evento será realizado no domingo, no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo (SP), cidade do ABC Paulista considerada o berço político do PT.
Integrantes da campanha avaliam que Janja terá papel relevante na reeleição de Lula, com agendas próprias voltadas, sobretudo, ao diálogo com o eleitorado feminino. Ainda assim, ela não deverá discursar na convenção. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa pela Presidência da República, escalou a dentista e esposa do parlamentar, Fernanda Bolsonaro, para discursar na convenção do PL, realizada no último sábado.
Sem experiência na política, Fernanda ganhou protagonismo em meio ao desgaste provocado pela briga pública entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, madrasta do senador. Em seu discurso, a cirurgiã-dentista fez acenos ao eleitorado feminino e aos empreendedores. Ela criticou a carga tributária, defendeu políticas de combate à violência contra a mulher e afirmou ter “reeducado” o marido.
Neste vídeo, reproduzimos os momentos mais importantes da confirmação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como candidato a vice-presidente na chapa da reeleição do presidente Lula (PT), ontem, na convenção do PSB em Brasília, à frente o presidente nacional da legenda, João Campos. Ele encerra seu emocionante, duro, mas elegante discurso afirmando: “Vamos pra frente. Quem anda para trás é caranguejo”.
Numa convenção super concorrida, em alto astral, o PSB referendou, ontem, em Brasília, o apoio à reeleição do presidente Lula (PT), que chega à disputa eleitoral com a mesma chapa que venceu as eleições de 2022, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e com apoio de partidos de centro e esquerda. O PSB foi o segundo partido a formalizar apoio a Lula, que prestigiou a convenção ao lado de Alckmin e do presidente nacional da legenda, João Campos.
O primeiro partido a confirmar a aliança com Lula foi o PDT, na semana passada. Além do PSB e do PDT, siglas como PCdoB, PV e PSOL sinalizaram apoio à candidatura do petista à reeleição. A permanência de Alckmin na vice-presidência mantém uma das principais marcas da coalizão construída em 2022.
Ex-governador de São Paulo e adversário histórico do PT em disputas presidenciais, o atual vice aproximou-se de Lula na eleição passada para ampliar o diálogo do governo com setores de centro e da centro-direita.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, Alckmin consolidou espaço na administração federal. Além de exercer a vice-presidência da República, comandou o Ministério do Desenvolvimento Econômico, onde esteve à frente de políticas voltadas à reindustrialização do país e à ampliação da competitividade da indústria nacional.
Nos últimos meses, também ganhou protagonismo nas negociações comerciais conduzidas pelo governo brasileiro diante da imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros. A atuação do vice-presidente passou a ser vista pelo Palácio do Planalto como um dos principais instrumentos de diálogo com o setor produtivo e com parceiros internacionais.
A relação entre Lula e Alckmin tem sido marcada pela ausência de divergências públicas relevantes ao longo do mandato, contrastando com o histórico de embates entre os dois nas eleições presidenciais de 2006 e 2018. A manutenção da chapa sinaliza a intenção do governo de preservar uma imagem de estabilidade política durante a campanha.
CALENDÁRIO SE AFUNILA – Os partidos têm até 5 de agosto para fazer convenções partidárias, em que oficializam candidatos e coligações para as eleições. As siglas têm até 15 de agosto para registrar no sistema da Justiça Eleitoral os candidatos escolhidos para a disputa. As propagandas eleitorais começam em 16 de agosto. A expectativa é que alguns partidos utilizem o prazo final para formalizar apoio, conforme as convenções partidárias avancem e o cenário eleitoral vá se consolidando.
João rouba a cena – Ainda na condição de pré-candidato ao Governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, João Campos, foi uma das estrelas da convenção do PSB ontem em Brasília, que formalizou Geraldo Alckmin na vice de Lula e o apoio do partido à reeleição do presidente da República. Fez um discurso emocionante, na condição de presidente nacional do PSB. Disse não ter dúvidas da reeleição de Lula e se apresentou como candidato ao Governo de Pernambuco, afirmando que pretende recolocar o Estado em sintonia com o Governo Federal para, segundo ele, “reencontrar o caminho de novos tempos de desenvolvimento”.
Ampliação da frente – A estratégia do governo é ampliar a frente de sustentação política reunindo partidos de esquerda e centro, repetindo a fórmula adotada em 2022. Nos bastidores, houve conversas com siglas como MDB, mas as articulações não resultaram em novos acordos nacionais até o momento. Enquanto isso, parte dos partidos de centro mantém posição indefinida e deve aguardar o encerramento das convenções para anunciar eventual apoio ou optar pela neutralidade.
Sem aval do pai – O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz no vídeo produzido com inteligência artificial e divulgado pela campanha de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em petição apresentada ontem, a defesa sustenta que Bolsonaro sequer poderia ter dado essa autorização em razão das restrições de contato impostas pelo ministro no âmbito da execução penal. Os esclarecimentos foram enviados após Moraes determinar que Bolsonaro explicasse se havia participado da produção do material.
De Raquel para João – A Federação Solidariedade/PRD em Pernambuco, que havia se comprometido com a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), passou a apoiar a candidatura de João Campos (PSB) para o Governo do Estado. A aliança com o ex-prefeito do Recife será oficializada durante convenção partidária das legendas, no próximo sábado, segundo o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, que assume a presidência do PRD estadual. O presidente estadual do Solidariedade, Edinazio Silva, disse que o cenário nacional motivou a mudança. “Lula está aliado com João em Pernambuco”, afirmou.
CURTAS
VIOLÊNCIA – Levantamento do instituto Fogo Cruzado apontou que ao menos 53 pessoas foram baleadas em assaltos no Grande Recife no primeiro semestre de 2026. A Secretaria de Defesa Social, no entanto, afirmou que o número oficial de casos foi menor. A estatística mostra que a violência urbana continua sendo um desafio da segurança pública e que as ações adotadas pelo Estado estão mais focadas na reação ao crime do que na prevenção.
CIRO LIDERA – No Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) desponta com 51% das intenções de voto para o Governo do Estado em pesquisa do Ipec, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) aparece com 41%, dez pontos de desvantagem.
AMPLIOU – Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) abriu 15 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, segundo pesquisa Quaest. O petista estagnou em 26% no primeiro turno, enquanto Tarcísio subiu de 38% para 41%, sinal vermelho para a campanha do petista, oficializado candidato no último sábado.
Perguntar não ofende: Qual será o próximo teto de hospital a desabar?