Como bom pernambucano, sensível aos problemas sociais e estando coordenador do Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça do nosso Estado, iniciei em abril do ano passado, após as tragédias ocorridas no Edifício Leme e no Conjunto Beira-Mar, em parceria com a Desa. Joana Carolina, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, uma série de reuniões formais e informais para conversarmos e encontrarmos soluções para os gravíssimos problemas criados com a construção dos prédios-caixão.
Participaram das reuniões a Advocacia-Geral da União, o Estado de Pernambuco, os municípios de Olinda, Paulista, Recife e Jaboatão dos Guararapes, os Núcleos de Conciliação, o Núcleo 4.0, os Ministérios Públicos Estadual e Federal, a Caixa Econômica Federal, o Conselho Curador do Fundo de Compensação de Variações Salarias – FCVS, a Secretaria do Patrimônio da União, o Instituto de Tecnologia de Pernambuco, a Sulamérica Seguros, atual Traditio, a Caixa Seguradora, o Tribunal de Contas do Estado, Escritórios de Advocacia, dentre outros.
Como as tratativas não evoluíam, o TJPE e o TRF-5 apresentaram proposta de Mediação Institucional, abrindo-se prazo para apresentação de emendas. Após o acolhimento de algumas sugestões, o texto final foi apresentado, mas não foi aceito, pois persistia a transferência de responsabilidades entre alguns dos entes responsáveis ou envolvidos. A última reunião formal ocorreu no dia 20 de dezembro de 2023.
Publiquei neste renomado jornal, em 04 de janeiro do corrente ano, artigo intitulado Prédios-Caixão: Problemas Sem Solução?, concluindo-o da seguinte forma: ¨Dessarte, oremos para que a solução chegue antes da próxima tragédia, que se aproxima com a chegada do inverno; que nossos governantes, parlamentares e, em especial, a Caixa e o Conselho Curador do FCVS, tenham vontade política e a sensibilidade para resolverem em definitivo e com brevidade esta calamidade que se arrasta por décadas e, por fim, para que todos os prédios-caixão sejam recuperados ou deixem de existir, pois até o momento eles sepultam a esperança, a dignidade, os sonhos e as vidas da nossa população.
Em audiência com a Governadora do Estado, Raquel Lyra, a mesma destacou que o Estado de Pernambuco não tem responsabilidade direta sobre o problema, mas, como Governadora, tinha todo interesse em participar da solução. Da mesma forma, destaco a atuação do Senador Humberto Costa, presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, que teve participação decisiva na construção do acordo, assim como os Secretários Estaduais, os Ministros de Estado, a Presidência da República, além dos nominados Entes públicos e privados.
Em 11 de junho deste ano, foi celebrado o Acordo-Base entre a União, a Caixa Econômica Federal, o Estado de Pernambuco, a Confederação Nacional das Seguradoras e os Ministérios Públicos Estadual e Federal, contando com a nossa ciência e da citada desembargadora, estabelecendo-se parâmetros para adoção de medidas administrativas e sociais que irão beneficiar as pessoas atingidas, com a demolição de 133 prédios, neste ano, que se encontram interditados judicialmente e com elevado risco de desabamento, além da demolição de outras 298 edificações com menor risco, no próximo ano. Os pontos mais importantes foram a elevação do valor das indenizações, que subiu de pouco mais de trinta mil reais, para cento e vinte mil reais; as doações de alguns milhões de reais das citadas Seguradoras para custear as demolições, além da possibilidade de inclusão das pessoas em programas sociais e a utilização dos terrenos onde os imóveis eram localizados, que serão doados ao Estado de Pernambuco, para construção de novos empreendimentos habitacionais ou outra destinação social.
Enche-nos de alegria saber que nossa proposta de Mediação serviu como lastro para elaboração dos termos do Acordo-Base, como registrado no seu próprio texto; que conseguimos juntar todos os envolvidos para dialogar em uma mesa de negociação, jogando luz sobre o seriíssimo problema, que teve ampla cobertura da imprensa. Ressalto que o primeiro edifício selecionado foi demolido recentemente, com todas as pessoas atingidas aceitando as condições do acordo e sendo indenizadas de forma justa e imediata. Desta forma, encerra-se para eles o sofrimento de quem nutriu o sonho da casa própria, mas teve de conviver por décadas com o pesadelo causado pelos prédios-caixão, podendo cada um, com suas respectivas famílias, recomeçar suas vidas.
Resta-nos a esperança de que todos os imóveis com elevado risco de desabamento sejam demolidos antes que ocorram novas tragédias; que quase todos os mutuários, ex-mutuários, ocupantes legitimados, promitentes adquirentes e/ou gaveteiros aceitem as propostas apresentadas e encerrem suas demandas judiciais de forma amigável e imediata, na certeza de que a continuação das ações pode se estender por anos ou décadas, além de não se prever qual o resultado final da demanda, com seu inevitável desgaste emocional.
Por fim, resta-nos parabenizar todos os envolvidos, ficando a lição de que uma sentença ou acórdão podem pôr fim ao processo, mas que a conciliação ou mediação normalmente encerram o litígio, o desentendimento. Ademais, quando as partes têm interesse em solucionar seus problemas de forma autocompositiva basta sentarem à mesa, assumindo suas parcelas de responsabilidade, superando possíveis divergências políticas, com bom senso, sentimento elevado, despidos de vaidades e com interesse em resolver a questão, que o desentendimento quase sempre desaparece, com a construção da solução elaborada pelas próprias partes, pondo fim ao conflito, pacificando a sociedade, que é o maior objetivo dos que fazem a Justiça pernambucana.
Desembargador do TJPE, coordenador geral do Núcleo de Conciliação*
Dos 513 deputados federais eleitos para a próxima legislatura, 308 tiveram ao menos 50% de seus votos em 10 cidades. Essa estatística mostra que o Brasil já tem uma espécie de voto distrital informal — quando o político é eleito numa circunscrição geográfica delimitada dentro de cada unidade da Federação.
A concentração é ainda mais elevada quando se observam recortes dessa estatística: 33 desses 308 deputados receberam mais de 90% dos votos nos 10 municípios em que foram mais votados. Para outros 102, esse percentual ficou no intervalo de 70% a 89,9%.
O resultado da eleição de 2026 repete padrão de pleitos anteriores. O Brasil já elege mais da metade dos representantes da Câmara num sistema informal de voto distrital. O dado é de levantamento do Poder360 com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.
Esses dados são particularmente relevantes no momento porque foi lançado um movimento de partidos médios e pequenos para apoiar uma emenda à Constituição que crie oficialmente um sistema de voto distrital e proporcional misto no país. Trata-se de uma reação dessas agremiações ao avanço de duas legendas que tendem a dominar a Câmara, o PL (direita) e o PT (esquerda), que agora em 2026 elegeram 121 e 70 deputados, respectivamente.
A ideia é que metade das 513 vagas da Câmara (seria necessário aumentar ou cortar uma vaga para fazer essa divisão de forma exata) seria eleita em distritos. A outra metade seria escolhida a partir dos votos dos eleitores nos partidos, que teriam listas pré-ordenadas de candidatos (quanto mais votos uma sigla receber, mais candidatos da lista serão escolhidos para ocupar cadeiras na Câmara). Quem definirá a ordem dos nomes nessa lista será o partido, em convenção, mas os caciques de cada sigla terão grande influência nesse processo.
Esse sistema não tem ganho em relação ao que já existe. Trata-se apenas de uma manobra de partidos médios e pequenos para impedir o avanço do PL e do PT.
Tome-se como exemplo o Estado de São Paulo. Hoje, os 34,1 milhões de eleitores de todas as 645 cidades paulistas podem votar em qualquer candidato a deputado federal de qualquer partido. A eleição é proporcional. Os votos dados para os candidatos e só para os partidos (o voto na legenda) se somam e quem tem mais votos fica com mais cadeiras na Câmara — São Paulo tem 70 vagas. Foi nesse sistema que PL e PT cresceram. O PL elegeu 19 dos 70 deputados federais paulistas. O PT, 11 deputados.
É por causa da prevalência de PL e PT que os partidos médios e pequenos agora querem mudar a regra para tentar impedir o avanço dessas duas grandes siglas. O argumento público — que esconde a real intenção das siglas médias e pequenas — é que com o voto distrital o deputado ficará mais próximo do eleitor e será mais cobrado durante o mandato. Ocorre que essa proximidade já existe, como mostram as estatísticas oficiais descritas nesta reportagem — há 308 dos 513 deputados que já têm grande proximidade com distritos dentro de seus Estados. No modelo que está sendo proposto, só metade seria eleita em distritos. Haveria, portanto, um distanciamento entre deputados e eleitores quando se compara ao que existe hoje.
Há um outro problema adicional ao modelo de voto distrital e proporcional misto que está sendo defendido hoje no Congresso: seria um modelo exclusivo do Brasil e jamais visto em outro país no planeta Terra.
É que nenhum país que adota o sistema distrital deixa de seguir também algo que é inerente a esse modelo de escolha de deputados: a premissa da equivalência entre um homem e um voto: todos os distritos precisam ter aproximadamente o mesmo número de eleitores. Dessa forma, cada deputado federal chegará à Câmara representando parcelas iguais do eleitorado.
No Brasil, entretanto, a Câmara tem uma disfuncionalidade antiga e o número de deputados não corresponde à proporção dos eleitores de cada unidade da Federação, como mostra o quadro a seguir:
A proposta defendida por partidos médios e pequenos não quer mexer nessa desproporcionalidade de representação dos Estados na Câmara. Dessa forma, Roraima, que tem 8 vagas, vai eleger 4 deputados em 4 distritos e outros 4 por meio das listas partidárias. Os 4 distritos de Roraima terão, aproximadamente, 100 mil eleitores cada 1.
Já em São Paulo, que tem 70 vagas de deputados e uma população muito maior, os 35 distritos terão 975 mil eleitores cada 1. Em suma, o deputado federal eleito por São Paulo vai representar 9 vezes mais eleitores do que o colega que for eleito por Roraima.
A desproporcionalidade entre votos para eleger deputados nas 27 unidades da Federação já existe e não será sanada com a proposta de emenda à Constituição para implantar o sistema de voto distrital e proporcional misto. Além disso, como mostram as estatísticas desta reportagem, a pretensa maior proximidade do deputado com os eleitores de uma circunscrição tampouco vai melhorar — na prática, vai piorar: hoje mais deputados já são eleitos num sistema informal distritalizado.
Variações regionais
O fenômeno do voto distrital informal varia dependendo do Estado. No Rio de Janeiro, todos os 46 deputados eleitos receberam mais da metade dos votos em até 10 municípios. Em São Paulo, foram 47 dos 70 congressistas. Já em Minas Gerais, 19 dos 53 eleitos tiveram esse mesmo nível de concentração.
Distritos informais
Embora o país não adote o voto distrital para eleger deputados federais, parte da representação política já funciona, na prática, com uma lógica de distritos informais. Pelo sistema proporcional em vigor, os deputados são eleitos com votos de todo o Estado, e as cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e das federações. Não há uma divisão oficial do território estadual em distritos, como em países que adotam o voto distrital.
Na prática, porém, muitos congressistas constroem – por necessidade – suas bases eleitorais em determinadas cidades ou regiões. São localidades nas quais se concentram campanhas, estabelecem-se alianças políticas e vínculos com as comunidades locais e acumulam apoio suficiente para assegurar parte majoritária dos votos necessários à eleição.
Esse padrão pode ter consequências para o exercício do mandato. Um deputado eleito para representar todo um Estado pode encontrar incentivos políticos para concentrar sua atuação nos poucos municípios dos quais depende eleitoralmente. A lógica pode influenciar, por exemplo, a articulação com prefeitos, a destinação de emendas parlamentares e a defesa de investimentos públicos.
A questão é relevante porque os recursos e as decisões de um deputado têm alcance mais amplo do que suas bases eleitorais. A concentração dos votos levanta, portanto, uma discussão sobre até que ponto os interesses dos redutos políticos podem se sobrepor às demandas de outras regiões do mesmo Estado.
A ideia de distritos informais não é nova. Estudos publicados na revista E-Legis, da Câmara dos Deputados, já analisaram a relação entre a distribuição territorial dos votos e a atuação dos congressistas, inclusive na apresentação e execução de emendas parlamentares.
Número de deputados
Um outro aspecto da representação na Câmara dos Deputados tem sido sempre negligenciado pelos políticos: o número ideal de congressistas para a Casa Baixa. Exceto por um breve período durante a ditadura militar, o número de deputados só cresce no Brasil:
Nos Estados Unidos, a democracia representativa mais antiga do mundo, há uma população de 349,7 milhões e 435 vagas na Casa dos Representantes em Washington, o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. A população brasileira hoje é de 214,2 milhões, mas aqui há 513 deputados federais — 78 a mais do que nos EUA. Quanto mais deputados, como se sabe, mais complexa fica a governança interna de uma casa legislativa.
A proposta de emenda à Constituição para criar um sistema de voto distrital e proporcional misto no Brasil nem toca nesse assunto. O que se supõe é que nos Estados em que o número de vagas de deputados federais seja ímpar haverá a necessidade de aumentar uma vaga.
Há sete estados com número ímpar de cadeiras na Câmara: Alagoas (9 deputados), Bahia (39), Goiás (17), Minas Gerais (53), Pará (17), Pernambuco (25) e Rio Grande do Sul (31). Com o número de cadeiras pelo sistema distrital e proporcional terá de ser igual pelo que está sendo proposto, certamente essas sete unidades da Federação receberão mais uma vaga cada uma. Em resumo, os 513 deputados federais passarão a ser 520 caso prospere a ideia em debate no Congresso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode permanecer no país pelo tempo que desejar. Apesar da manifestação de apoio ao candidato derrotado na eleição presidencial brasileira, Trump disse não ter planos de encontrá-lo. Flávio está em Miami desde quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil contrariando uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Em conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que não pretende receber o senador. “Não tenho planos de encontrá-lo, mas acho que ele foi muito maltratado. Muito maltratado. Então, ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, declarou. As informações são do Congresso em Foco.
Questionado se havia conversado com Flávio, o republicano não respondeu diretamente. Repetiu que o senador poderia permanecer nos Estados Unidos e voltou a criticar o resultado eleitoral brasileiro. “Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha”, afirmou.
Trump não apresentou provas de irregularidades na votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O PL, partido do senador, reconheceu o resultado das urnas.
Trump autorizou entrada de Flávio
As declarações ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou participação direta do governo dos Estados Unidos na organização da saída de Flávio do Brasil. “Não facilitamos nada”, afirmou Rubio. O secretário confirmou, porém, que Trump autorizou a entrada do senador e de sua família em território americano.
Segundo Rubio, Flávio já possuía visto e recebeu uma autorização migratória temporária, conhecida como parole. O mecanismo permite o ingresso no país por decisão das autoridades americanas, mas não equivale à concessão de asilo ou residência permanente. Assim, a declaração de Trump de que o senador pode ficar pelo tempo que quiser não significa, por si só, autorização legal para permanência indefinida.
A negativa de Rubio contrasta com reportagens dos jornais The Wall Street Journal e The New York Times, segundo as quais Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, ajudou a providenciar o avião particular utilizado por Flávio. Não está esclarecido se Miller agiu por iniciativa própria ou em nome do governo americano.
Entidades de defesa do consumidor pressionam Luiz Fux para participarem do julgamento no STF sobre a MP que proibiu as bets no Brasil.
Institutos e associações ingressaram com pedidos para serem aceitos como amicus curiae (terceiros que subsidiam o juiz com informações e dados técnicos) e estarem entre os presentes da audiência pública marcada para a próxima terça-feira (3). As informações são do blog do Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O encontro vai reunir clubes de futebol — entre eles Flamengo, Fluminense, Corinthians, Botafogo, São Paulo e Cruzeiro —, órgãos públicos e entidades esportivas, como CBF e COB, e do setor de apostas.
A audiência não teve abertura para inscrição e nenhuma entidade de defesa do consumidor e de defesa da saúde foi convidada. O argumento principal dos interessados é que no centro do debate está o apostador, ou seja, aquele que consome e é o mais vulnerável.
As entidades citam que podem contribuir com informações relacionadas a superendividamento e regime do Código de Defesa do Consumidor, além de debater a posição do consumidor na transição, poder econômico e publicidade massiva e marketing de influência, afiliados e publicidade algorítmica.
Entre os requerentes, estão Instituto de Defesa dos Consumidores, Brasilcon, Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor e Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).
Uma multidão se reuniu na noite de ontem (31) para prestar as últimas homenagens a João Caio, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues e de Tarciane Pereira Melo, que já esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde.
O momento foi marcado por muita comoção, tristeza e manifestações de carinho e solidariedade aos familiares. Amigos, parentes e populares estiveram presentes para acompanhar a despedida e prestar suas últimas homenagens ao jovem. Com informações e imagens da Rádio Triunfo FM 87.9.
A morte de João Caio, ocorrida na madrugada do último sábado, causou grande repercussão e deixou familiares e amigos consternados. Ele morreu após a motocicleta que conduzia colidir com um carro na PE-365, na Vila Jatiúca, zona rural de Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco. Segundo relatos de populares repassados à Polícia Militar, o motorista de um Volkswagen Polo teria fugido do local sem prestar assistência à vítima. O caso está sendo investigado pela polícia.
Neste momento de dor, Triunfo se une em solidariedade à família, desejando força e conforto a todos que sofrem com essa perda.
O deputado estadual eleito Vinicius Castello (PCdoB) afirmou, na última sexta-feira (30), em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que está disposto a concorrer à prefeitura de Olinda na eleição de 2028, mas compreende que depende da adesão do povo e das forças políticas para lançar a candidatura.
“Sempre vou estar disposto quando envolve Olinda, mas esta é uma vontade individual que precisa entender como vai se dar o comportamento do governo da atual prefeita e também precisa da participação coletiva do povo e de figuras importantes para a cidade, como a senadora Teresa Leitão (PT) e a ministra Luciana Santos”, explicou.
O deputado ressaltou que Olinda seguirá como uma prioridade e que pretende consolidar parcerias necessárias para uma possível segunda candidatura à prefeitura por meio do diálogo.
“Olinda possui limitações orçamentária […] e o que me move é a tentativa de organizar essa cidade tão potente. Por isso, preciso ter a responsabilidade de entender o orçamento e o que pode ser feito com articulação”, defendeu.
Esquerda
Vinicius Castello saiu em defesa do diálogo geracional como medida para fortalecer o campo da esquerda no Brasil. Segundo ele, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi possível porque a campanha do petista entendeu que a mobilização da população mais jovem nas ruas e dos políticos eleitos para os primeiros mandatos nas redes seriam o diferencial.
“A política precisa aproximar as pessoas. É preciso escutar as perspectivas de quem está chegando no jogo político; e quem tem um novo olhar precisa andar com quem abriu os caminhos”, defendeu.
Por fim, o deputado se mostrou otimista com o futuro da esquerda no Brasil. De acordo com Vinicius, o resultado da eleição garantiu a retomada da autoestima da força popular e progressista.
Confesso que não tenho muita simpatia para mobilizações como as do “Exército do Lula”, embora admita que foi fundamental para a virada nas eleições presidenciais. Mas sempre me incomodou a linguagem militarizada utilizada pelo deputado Janones para arregimentar os apoios. Achei até engraçado quando Lula disse que se alistara no exército com o codinome de “Marechal Silva”.
O caso oferece uma oportunidade para refletir sobre os limites entre a legítima mobilização política e a transformação de cidadãos em instrumentos de uma estratégia de poder. Principalmente agora que, passada a eleição, o tetra-presidente anuncia que vai usar o seu “Exército” para se aproximar dos cidadãos.
A questão começa quando a capacidade de mobilização passa a ser empregada para estimular a hostilidade, dispensar a reflexão e fazer com que milhares de pessoas reproduzam, de maneira coordenada, mensagens cuja veracidade ou cujas consequências sequer examinaram. O medo, a esperança, a indignação e o sentimento de pertencimento são componentes antigos da comunicação entre líderes e liderados. A contribuição do sociólogo espanhol Manuel Castells para compreender esse fenômeno é fundamental. Em A “Network Theory of Power”, Castells aprofunda essa análise ao examinar como o poder se exerce por meio das redes e como seus organizadores podem influenciar os valores, as ideias e as percepções dos indivíduos.
O risco surge quando a participação deixa de ser uma oportunidade de reflexão e se converte em obediência coletiva. Um grupo organizado pode receber instruções para divulgar determinada mensagem, pressionar adversários, impulsionar palavras de ordem ou ocupar simultaneamente diferentes espaços digitais. O problema aparece quando a coordenação é acompanhada pela disseminação consciente de informações falsas, pela intimidação de adversários ou pela tentativa de desqualificar qualquer fonte de informação que contrarie o líder. Nesse ambiente, o cidadão corre o risco de deixar de atuar como sujeito da política para funcionar como extensão de uma máquina de comunicação.
Compartilha antes de verificar, reage antes de compreender e considera uma informação verdadeira porque ela confirma suas convicções ou porque foi repetida por pessoas em quem confia. Uma mensagem que aparece inúmeras vezes em diferentes grupos parece adquirir credibilidade pela própria frequência com que circula. A quantidade de compartilhamentos passa a ser confundida com a qualidade da informação, e a popularidade de uma afirmação substitui a verificação de sua veracidade. O que deve ser examinado é o conteúdo das mensagens, a natureza das instruções transmitidas, o respeito aos fatos, a relação com os adversários e a disposição para aceitar as regras comuns da disputa democrática.
A pergunta fundamental não é quantas pessoas um político consegue mobilizar, mas para quê e de que maneira as mobiliza. A força de uma organização digital pode servir à participação cidadã ou à formação de uma militância impermeável a argumentos contrários. Pode ampliar o debate público ou transformá-lo numa sucessão de ataques. Pode aproximar pessoas de uma causa ou convencê-las de que qualquer adversário é um inimigo a ser destruído.
No caso do “Exército do Lula”, as ordens eram peremptórias — Pessoal, urgente!” — uma das chamadas que Janones usou para mobilizar os participantes de seu canal no WhatsApp, o Exército do Lula. “Ninguém tá cumprindo missão, ninguém tá curtindo link.” — reclamação feita em áudio, ao cobrar dos seguidores o cumprimento das tarefas de divulgação. “Parece que eu tô lidando com criança.” — frase usada na mesma bronca, ao reclamar da queda no ritmo das atividades do grupo. “Não posso sair um minuto que vira bagunça.” — outra passagem do áudio, reveladora da cobrança de disciplina e da centralização do comando. A democracia exige que as paixões não eliminem a capacidade de julgar.
Após prometer colocar a regulação das big techs no centro de seu quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva correrá contra o tempo para tentar aprovar este ano projetos que avancem no regramento das plataformas no país.
A estratégia é buscar, ainda nesta legislatura, avanços em novas regras com projetos que já existem, antes da mudança na composição do Congresso, com maior participação de parlamentares alinhados à direita, que, para o Executivo, tendem a ser mais refratários às propostas. O objetivo esbarra, porém, em uma agenda legislativa lotada de pautas até dezembro e na própria atuação das empresas, que se movimentaram por exemplo contra o projeto de lei (PL) das fake news, em 2023.
O governo vê uma janela de oportunidade para votar até dezembro o Marco Legal da Inteligência Artificial (IA), que cria novo regime de obrigações para as gigantes de tecnologia. O projeto traz exigências de transparência, responsabilização por danos e limites para o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais.
Em outra frente, o Ministério da Fazenda quer aprovar este ano projeto que fortalece a regulação concorrencial de big techs. A proposta cria obrigações prévias para empresas consideradas de relevância sistêmica em mercados digitais, ou seja, gigantes que têm o poder de criar monopólios e sujeitar às suas regras não só consumidores, mas também setores econômicos.
Aplicativos da Meta: Facebook, Instagram e Whatsapp — Foto: Roy Liu / Bloomberg
“A garantia de soberania digital depende de leis claras que fortaleçam as condições para o desenvolvimento de IA no país e enfrentem a extração de valor promovida pelas grandes plataformas em relação ao que produzimos aqui”, disse o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação, João Brant.
Nenhum dos dois textos trata de regulação de conteúdo, e o governo não tem intenção de mexer nessa seara para desmobilizar o argumento de opositores, que costumam apontar risco de censura a qualquer iniciativa de regulamentação das plataformas.
O Palácio do Planalto espera contar com o capital político após a virada histórica de Lula para acelerar os projetos. Na conta do Executivo, a própria repercussão negativa entre usuários da conduta da Meta nas eleições deve ajudar.
Atuação concentrada
A dona de Facebook, Instagram e WhatsApp reconheceu falhas técnicas e lacunas em sistemas que afetaram temporariamente as contas e a distribuição de conteúdos da campanha petista. No Instagram, o perfil oficial de Lula ficou horas sem o botão de repostar e houve problemas nos stories do presidente. A Meta nega interferência para beneficiar Flávio Bolsonaro (PL).
No discurso da vitória no domingo passado, Lula citou a “intromissão” das big techs, o “crime digital” e disse que empresas “monstruosas” não pagam impostos: “Tivemos que vencer a intromissão de fora para dentro, através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular.”
O projeto de lei da regulamentação de IA já foi aprovado no Senado e falta ser apreciado pela Câmara, onde a relatoria é de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O Planalto deve se aproximar do parlamentar nos próximos dias para incentivar que o texto ande na Casa. Um dos tópicos da proposta é a aplicação de multas de até R$ 50 milhões, além de suspensão temporária ou definitiva de sistemas e proibição de utilização de determinadas bases de dados.
Também está na Câmara o projeto de regulação antitruste das plataformas digitais. O projeto está pronto para ser votado no plenário da Casa, e as mudanças realizadas pelo relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), foram consideradas positivas pela Fazenda e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela regulação concorrencial. De acordo com Machado, a proposta será discutida na reunião de líderes nesta semana. Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dito que a sinalização sobre a votação deve ocorrer a partir da reunião desse encontro.
“As regras concorrenciais valem para outros setores e têm que valer para esse também. O que estamos buscando é uma legislação que permita ao Cade agir com mais eficiência”, disse Machado.
Na avaliação do governo, o Cade atua hoje quando identifica práticas anticoncorrenciais, mas o modelo tem sido insuficiente para lidar com big techs pela organização em plataformas e pela velocidade com que conseguem controlar os setores em que atuam.
O nível de concentração ficou claro na eleição, segundo interlocutores do governo. Uma única empresa fornece IA, vende publicidade, administra redes sociais e é dona do principal aplicativo de mensagens do país, ou seja, concentra poder em vários segmentos da vida digital.
No caso de marketplaces, que reúnem um grande contingente de clientes, elas conseguem cobrar mais vantagens dos vendedores que, sem eles, ficam sem acesso à demanda. Isso muitas vezes leva a comportamentos abusivos, como obrigatoriedade de usar outros serviços da empresa ou cobrança de taxas elevadas.
A ideia é fazer uma regulação prévia para essas plataformas, considerando os setores nos quais atuam, como redes sociais, sistemas de celulares, marketplaces, entre outros. No caso de sistemas operacionais, um exemplo de exigência prévia é proibir que a empresa só habilite um aplicativo de carteira digital.
Para definir as empresas sujeitas à regulação mais dura haverá dois critérios, segundo o projeto, que serão avaliados em processo administrativo pelo Cade, com direito a contraditório, audiência pública e tomada de subsídios. O primeiro é uma linha de corte financeira: só poderão ser designadas as plataformas com faturamento anual superior a R$ 5 bilhões no Brasil e R$ 50 bilhões em termos globais.
Se a empresa ficar nessa faixa, depois serão analisados parâmetros qualitativos, como se ela tem posição estratégica da qual resulte a dependência de terceiros para desenvolvimento de atividades empresariais ou para acesso de usuários. Ou ainda o acesso, controle ou combinação de quantidade significativa de dados pessoais ou comerciais relevantes.
Mais transparência
Segundo interlocutores, o deputado incorporou demandas do setor privado, limitando o escopo do projeto e aumentando garantias processuais, inclusive com mecanismos de transparência. O relator incluiu, por exemplo, que o faturamento será atualizado pelo IPCA e que a designação como plataforma sistemicamente relevante não implica determinação automática de obrigações, que seguirão rito próprio. Ele reduziu o prazo de designação de dez para seis anos.
Filippo Lancieri, professor associado na Universidade Georgetown (EUA) — onde pesquisa sobre política antitruste e desenho regulatório —, afirma que o projeto é baseado na necessidade de adaptar os instrumentos de defesa da concorrência para a realidade dos mercados digitais.
“O projeto visa fechar diversas lacunas no regime concorrencial brasileiro que são exploradas pelas big techs para impedir a concorrência efetiva em mercados muito importantes. O resultado são maiores preços, margens de lucro astronômicas, menor qualidade e menor inovação, prejudicando os consumidores e empresas nacionais”, disse.
Enquanto os textos não são aprovados, o governo vem trabalhando em implementar os instrumentos gerados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que define as regras sobre a responsabilidade civil das plataformas digitais por danos causados por conteúdos publicados por terceiros.
O Executivo chegou a preparar projeto de lei sobre o tema. Quando a proposta seria enviada ao Congresso, porém, avançou a tramitação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente e a avaliação passou a considerar que a decisão do STF, combinada à atualização da regulamentação do Marco Civil, contemplava parte dos objetivos do texto.
Essas atualizações determinam que plataformas devem remover conteúdos de crimes graves expressamente listados (como terrorismo, exploração sexual infantil, incentivo à automutilação e tráfico de pessoas), após notificação extrajudicial, sem necessidade prévia de ordem judicial. E obriga as redes sociais e provedores a manterem canais de denúncia acessíveis, gratuitos, destacados e permanente.
Se existe uma ironia dramática na trajetória recente do conservadorismo brasileiro, é o fato de que a maior parte dos políticos e militantes que hoje dizem herdar o legado de Olavo de Carvalho ignorou solenemente a lição mais fundamental do seu pensamento: a política eleitoral é a última camada da mudança social, jamais a primeira.
Ao longo de décadas no Curso Online de Filosofia (COF) e em seus livros, Olavo insistiu em um diagnóstico central: a esquerda dominou o cenário brasileiro não porque venceu eleições da noite para o dia, mas porque promoveu um trabalho de base contínuo, paciente e silencioso.
Ocupou o ambiente universitário, a burocracia estatal, os conselhos de classe, a produção literária e o meio cultural. Esse método, inspirado na estratégia da conquista de hegemonia cultural de Antonio Gramsci, ensinava que, sem a formação prévia de uma elite intelectual, técnica e moral, qualquer vitória no Executivo ou no Legislativo seria um castelo de areia.
A direita brasileira, no entanto, preferiu o atalho.
Tomada pelo apressamento e pela ilusão de poder instantâneo a partir de 2018, grande parte da liderança conservadora trocou a formação intelectual de longo prazo pelo ativismo ruidoso. Trocou-se a preparação de juristas, diplomatas, professores, burocratas e gestores pela busca por engajamento em redes sociais, pela produção de memes e pelo embate direto e muitas vezes precipitado, contra o establishment e o Judiciário.
Confundiu-se a capacidade de arrastar multidões nas ruas com a capacidade de ocupação técnica das engrenagens do Estado. A consequência do atropelo foi imediata: sem quadros qualificados no interior do funcionalismo e sem o devido respaldo institucional, a reação do sistema foi devastadora, deixando o movimento exposto e isolado.
Recentemente, declarações de figuras influentes da própria direita vêm pedindo “pés no chão”, moderação e o fim de confrontos diretos contra os poderes constituídos. Esse movimento de recuo e sobriedade mostra que a realidade se impôs. O problema é que isso já havia sido desenhado pelo próprio Olavo anos atrás: tentar resolver conflitos históricos “no grito” ou via rupturas sem base estrutural é uma armadilha.
Para construir uma alternativa política real e duradoura no Brasil, a direita precisará parar de instrumentalizar slogans e voltar ao dever de casa. Isso exige paciência histórica: ocupar as universidades com rigor acadêmico, formar quadros preparados para disputar concursos públicos estratégicos, investir em institutos de pesquisa e entender que o ritmo da política real é lento, burocrático e exige método.
Não quero entrar aqui no resultado de tudo que aconteceu nestas eleições, isso fica para depois que voltar das férias, mas já deu pra entender que muita coisa ruim está para acontecer e teremos que aguentar “orando e jejuando” com esperança.
Enquanto a direita focar apenas na próxima eleição em vez de focar nas próximas gerações, continuará tropeçando na própria ansiedade — provando que esqueceu a principal lição daquele que dizia: “O poder político é apenas a espuma na superfície das ondas; quem não domina o que está embaixo, é engolido pelo mar.” (Olavo de Carvalho)
Depois de uma noite muito triste, de despedida do jovem João Caio, 26 anos, filho do meu amigo João Batista Rodrigues, ex-prefeito de Triunfo, morto na madrugada de sábado passado num acidente de moto, cumpri, há pouco, minha meta diária da corridinha de 8 km, no calçadão do açude João Barbosa Sidônio, que está sendo reformado e ampliado pelo prefeito Luciano Bonfim (PSD).
Vim a Triunfo, na companhia da minha Nayla, abraçar o meu amigo João Batista, que sofreu a maior dor da sua vida, a perda do seu único filho, um jovem promissor na área de Direito, super querido na cidade e muito amado pelo pai.
Logo cedo, tentei confortar meu amigo João falando do amor lindo de pai e filho nesta crônica: clique e leia!
A política sempre foi um espaço de confronto de ideias e diferentes visões de mundo. Em uma democracia, discordar é legítimo e necessário. O problema começa quando a divergência deixa de ser um exercício de reflexão e passa a ser encarada como uma ameaça pessoal.
Não é difícil encontrar pessoas que romperam amizades, comprometeram relações familiares e transformaram conversas cotidianas em verdadeiros campos de batalha por causa de posicionamentos políticos. Mas o que acontece conosco quando uma opinião diferente provoca tanta hostilidade?
Do ponto de vista da neurociência, o cérebro está constantemente avaliando estímulos, interpretando ameaças e regulando emoções. Quando determinadas convicções políticas passam a fazer parte da identidade de uma pessoa, uma crítica às suas ideias pode ser percebida como um ataque pessoal. Nesse processo, estruturas como a amígdala cerebral participam das respostas emocionais, enquanto o estresse e a intensidade da reação podem dificultar uma análise mais ponderada da situação.
Outro fenômeno importante é o viés de confirmação: tendemos a valorizar informações que reforçam nossas crenças e rejeitar aquelas que as contrariam. Nas redes sociais, esse comportamento pode ser intensificado pela exposição constante a conteúdos polarizadores, criando ambientes nos quais a discordância é cada vez menos tolerada.
As consequências podem ultrapassar o debate político. A indignação permanente, os conflitos frequentes e a exposição excessiva a notícias negativas podem contribuir para ansiedade, irritabilidade, alterações do sono e desgaste nas relações interpessoais.
É importante compreender que ter opiniões firmes, defender ideologias ou participar ativamente da política não representa um problema de saúde mental. A questão está na dificuldade de estabelecer limites emocionais e reconhecer que pessoas podem pensar de maneira diferente sem se tornarem adversárias pessoais.
Talvez um dos maiores desafios da sociedade atual seja recuperar algo essencial: a capacidade de discordar sem odiar.
A política deve fazer parte da nossa consciência, não assumir o controle das nossas emoções. Nenhuma convicção ideológica deveria custar nossa saúde mental, nossos relacionamentos e nossa capacidade de respeitar o próximo.
*Médico com pós graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Compass ganha motorização MHEV de 48V. Vale a pena
A Jeep acaba de apresentar a linha 2027 do Compass, líder de mercado entre os SUVs médios nos últimos nove anos e também no acumulado de 2026 — sendo o único da sua categoria com mais de 35 mil emplacamentos esse ano. Desde o seu lançamento, o Jeep Compass já vendeu mais de 580 mil unidades no Brasil. A linha 2027 traz uma evolução: a chegada da motorização MHEV de 48V. A nova opção eletrificada amplia o portfólio do modelo e proporciona redução de até 11% no consumo de combustível, combinando desempenho e menor impacto ambiental.
O Compass MHEV, que chega com essa opção de hibridização leve nas versões Longitude Night Eagle e Série S, conta com isenção do rodízio de veículos na cidade de São Paulo e pode ter acesso a descontos no IPVA em seis estados, conforme as regras e a legislação vigente em cada localidade. A linha 2027 também evolui no design, com novos conjuntos de rodas desenvolvidos para reforçar a identidade de cada versão. O Compass passa a contar com novas rodas nas versões Sport, Longitude — ambas com 18 polegadas, e Longitude Night Eagle, Série S e Blackhawk, de 19 polegadas. A gama 2027 também incorpora o interior com revestimento premium de série em todas as suas versões e amplia as áreas revestidas em Suede — que agora recobrem painéis de instrumentos e das portas das versões Série S e Blackhawk.
Em relação ao motor, a linha 2027 oferece diferentes soluções de desempenho, eficiência e capacidade. As configurações 4×2 MHEV são voltadas aos consumidores que buscam maior eficiência energética, redução de consumo e de emissões e benefícios associados à eletrificação. Já a versão 4×4 equipada com motorização Hurricane turboflex de 272cv preserva a proposta de alta performance e capacidade fora-de-estrada, atendendo quem procura desempenho mais intenso e a segurança adicional da tração integral. Assim, cada cliente escolhe o Compass mais adequado ao seu perfil, seja para a rotina urbana, viagens em família ou experiências em terrenos de menor aderência.
Assistência à condução – O modelo traz o pacote de segurança e assistência ao motorista Adas nível 2, conforme a versão, para oferecer recursos capazes de tornar a condução mais confortável, previsível e segura.
Entre as tecnologias disponíveis estão:
Assistente de centralização em faixa: atua para manter o veículo centralizado dentro da faixa de rodagem;
Piloto automático adaptativo com Stop&Go: ajusta automaticamente a velocidade para preservar uma distância segura em relação ao veículo à frente ou “segui-lo” em condições de trânsito intenso;
Frenagem automática de emergência: identifica riscos de colisão e pode acionar automaticamente os freios;
Detecção de ponto cego: monitora áreas de baixa visibilidade nas laterais e alerta sobre a presença de outros veículos;
Detector de fadiga do motorista: analisa sinais de cansaço e recomenda uma pausa quando necessário;
Comutação automática do farol alto: alterna entre os fachos alto e baixo de acordo com as condições da via e a presença de outros veículos;
Detector de tráfego cruzado: auxilia em manobras de saída de vagas ao identificar veículos cruzando a trajetória traseira;
Reconhecimento de placas de trânsito: identifica sinalizações da via e apresenta as informações ao motorista;
Assistente de permanência em faixa: monitora as marcações da pista e pode atuar para evitar saídas involuntárias;
Detecção de mãos fora do volante: verifica a interação do motorista com a direção e emite alertas quando necessário.
Telas a bordo – A linha 2027 mantém mais de 20 polegadas de telas combinadas, distribuídas entre a central multimídia de 10,1 polegadas e o quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas. A central multimídia concentra funções de conectividade, entretenimento e configuração do veículo, enquanto o painel digital apresenta informações de condução de forma clara e personalizável. Juntos, os dois displays proporcionam uma experiência integrada, intuitiva e tecnológica para motorista e passageiros.
Fora-de-estrada – Na configuração 4×4, o modelo oferece recursos como tração integral, seletor de terrenos e controle automático de descida, que auxiliam o motorista em diferentes condições de piso e aderência. O sistema permite adaptar o funcionamento do veículo às características do terreno, proporcionando mais controle e confiança em situações desafiadoras.
Nas versões 4×2 – Estas versões têm o Jeep Traction Control, amplia a capacidade de superar obstáculos ao atuar sobre a roda que perde aderência, transferindo torque para a roda com maior contato com o solo. A tecnologia ajuda a manter a evolução do veículo em condições de baixa aderência.
Leapmotor B10 ultra-híbrido custa R$ 180 mil – As concessionárias da Leapmotor já estão vendendo e entregando o mais recente lançamento da marca no Brasil, o B10 ultra-híbrido. O SUV médio, que chegou ao país primeiro na versão elétrica, passa a oferecer, assim como o C10, uma versão equipada com a tecnologia REEV, que permite aos proprietários escolher entre recarregar ou reabastecer, mantendo a experiência de condução totalmente elétrica e eliminando a ansiedade de autonomia.
Quem visitar as lojas neste momento tem a oportunidade de aproveitar o preço de lançamento do modelo, em vigor por tempo determinado: R$ 180 mil. O B10 Ultra-Híbrido é impulsionado por um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5kgfm, com uma bateria de 18,8 kWh. Um propulsor a gasolina atua exclusivamente como um gerador de energia para a bateria e, desta forma, permite que a autonomia combinada do modelo seja de aproximadamente 900 km no ciclo WLTP. No quesito segurança, o B10 ultra-híbrido possui uma carroceria composta por aços de diferentes graus de resistência para proteger os ocupantes e é o único da categoria equipado com sete airbags.
Para tornar a condução ainda mais segura, quem estiver ao volante do modelo conta com os múltiplos recursos do Leap Pilot. Ele comanda sistemas de condução semiautônoma de nível 2, que inclui itens como frenagem automática de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, assistente de manutenção de faixa, controlador de velocidade adaptativo, assistente de tráfego cruzado, aviso de veículo no ponto cego, farol alto automático, leitor de placas, entre outros.
O interior amplo do B10 Ultra-Híbrido tem como um dos principais destaques os assentos com o revestimento premium hipoalergênico, que oferece mais conforto a todos os ocupantes, incluindo crianças e pets. Os assentos dianteiros têm ajuste elétrico. A tecnologia a bordo do B10 ultra-híbrido tem como ponto central a multimídia de 14,6”, que possui Android Auto e Apple Carplay sem fio e é integrado a um sistema de som 7.1 de 840W de potência, equipado com 12 alto-falantes + subwoofer. A tela, além de dar acesso às configurações de preferências sonoras, permite alterar os modos de condução e de gerenciamento de energia, controlar o ar-condicionado digital automático, criar cenários automatizados, visualizar diversos parâmetros do veículo e as imagens das câmeras com visão 360º e muito mais recursos do modelo.
Ram ganha versão Laramie Night Edition da 2500 – A Ram, marca premium de picapes do mercado, traz mais uma novidade para a linha Heavy Duty. Por R$ 570 mil, chega ao país a 2500 Laramie Night Edition, com acabamentos escurecidos e que, ao lado da 3500, forma a dupla de picapes a diesel mais potentes à venda no mercado brasileiro, graças ao motor Cummins 6.7 turbodiesel de 436cv de potência e 148,7kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas.
O sistema de tração é 4×4 com reduzida e três modos de funcionamento (4×2, 4×4 High e 4×4 Low), com acionamento eletrônico por botão. Com a chegada da 2500 Laramie Night Edition, todas as picapes da gama atual da Ram no Brasil passam a oferecer ao público uma opção com os acabamentos escurecidos no lugar dos cromados que são clássicos em uma Ram. Na nova 2500 Laramie Night Edition, os contornos superior e inferior da grade dianteira são da cor da carroceria, assim como as molduras dos faróis e os para-choques.
A grade, cromada na 2500 Laramie já comercializada no Brasil, recebe o preto brilhante característico de toda Night Edition. Assim como na 3500 Laramie Night Edition, a 2500 Laramie Night Edition ganha um toque de esportividade no capô, que conta com uma entrada de ar na parte central e saídas de ar nas laterais. O badge do modelo, que na variante cromado é posicionado nas extremidades do capô, é reposicionado e passa a ocupar a parte central elevada do capô. Completam o visual externo da novidade as capas de retrovisor, estribos laterais, logotipos e rodas de 18 polegadas com acabamentos escurecidos.
Internamente, como de costume em uma Night Edition, a 2500 recebe bancos de couro, painel de instrumentos, volante e acabamentos de portas na cor preta. O nível de tecnologia se mantém na 2500 Laramie Night Edition, com destaque para a central multimídia de 12” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e sistema de câmeras 360° — mais a exclusiva câmera de caçamba, além do quadro de instrumentos colorido e customizável de 12,3″.
O sistema permite visualizar e ajustar diversos parâmetros da picape, além de acompanhar a atuação dos diversos assistentes de condução semiautônoma (Adas), que inclui assistente ativo de manutenção de faixa, leitura automática de placas, piloto automático adaptativo com função Stop, sistema de monitoramento de ponto cego, entre outros. Também é possível espelhar a navegação nativa no quadro de instrumentos. Além da tecnologia, a 2500 Laramie Night Edition faz jus ao pilar de capacidade de uma Ram, sendo capaz de rebocar até 8.948 quilos, sendo superada apenas pela 3500 nesse quesito.
Freio de reboque – A picape vem com predisposição para reboque com tomadas de 7 e 12 pinos, além do controle eletrônico do freio de reboque e função Tow/Haul, que altera as trocas de marcha, melhora a resposta do acelerador e usa o freio motor quando uma carga pesada está sendo rebocada. Auxiliam o motorista nesta tarefa os espelhos retrovisores de reboque que podem ser expandidos eletronicamente, aumentando o campo de visão.
A capacidade de carga da picape, por sua vez, é de 1.287 quilos, número que a posiciona como uma das líderes nesse aspecto no mercado brasileiro. Quando o assunto é capacidade volumétrica, a caçamba, revestida com material especial, possui 1.200 litros no vão de carga e os Rambox, compartimentos localizados nas laterais, 122 litros de capacidade cada. Cada compartimento conta com trava elétrica e iluminação interna, além de a Rambox do lado esquerdo ser equipada ainda com uma tomada de 115V.
A Ram 2500 Laramie Night Edition é dotada de uma série de recursos voltados para o conforto do motorista e passageiros, como bancos dianteiros com regulagem elétrica, aquecidos e ventilados e 2 posições de memória para o motorista. O ar-condicionado é digital de duas zonas com saídas de ar traseiras. O console central possui apoia-braço com porta objetos; 4 porta-copos; espaço para guardar um notebook de até 15 polegadas; 4 portas USB na parte frontal, sendo 2 do tipo C, de carregamento rápido, e mais 2 portas USB tipo C na parte traseira. Somam-se as portas USB, duas tomadas de 115V. Os assentos dos bancos traseiros podem ser rebatidos, dando acesso a uma plataforma que transforma o assoalho traseiro em uma superfície plana.
Novo CLA 200 AMG Line custa R$ 364.900 – A Mercedes-Benz acaba de iniciar a pré-venda do CLA 200 AMG Line no mercado brasileiro, primeiro automóvel da nova geração de compactos da plataforma MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture). O veículo inaugura a próxima ofensiva de produtos da marca, com soluções digitais inovadoras e tecnologias focadas em conforto e conveniência. Sua chegada traz a renovação de um dos automóveis mais emblemáticos da Mercedes-Benz e representa o início de um novo capítulo para o portfólio da marca no Brasil.
O lançamento combina esportividade e inovação tecnológica. Entre os destaques estão a nova identidade visual do automóvel, o pacote AMG Line, teto solar panorâmico e recursos que ampliam a conveniência no dia a dia, como o sistema Hands-free access. O destaque é a experiência digital proporcionada pela nova geração do sistema MBUX com Superscreen. O novo CLA conta com as funcionalidades como chave digital do veículo, monitoramento e localização do veículo, comando por voz online, entre outros. A pré-instalação para câmera integrada complementa o conjunto e reforça o conceito de um veículo cada vez mais conectado ao estilo de vida dos clientes. A segurança também é um dos pilares do automóvel que oferece um amplo conjunto de sistemas de assistência à condução. Entre eles, estão o assistente de distância, assistente de manutenção de faixa, assistente de frenagem, Parktronic, assistente de ponto cego plus e tecnologias de apoio a manobras e estacionamento.
Motorista de aplicativo pode ter 60% de desconto nas multas – Motoristas e entregadores de aplicativos como Uber, 99 e iFood podem vir a ganhar um grande (e também polêmico) benefício. Um projeto de lei (o de nº 2.381/2026) em análise na Câmara dos Deputados pretende reduzir em 60% o valor das multas de trânsito aplicadas a estes profissionais. E mais: a iniciativa também prevê o parcelamento do valor restante em até 12 vezes, sem juros. O benefício foi proposto pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE). E mais ainda: a redução seria concedida automaticamente aos profissionais que estivessem cadastrados como ativos em plataformas digitais de transporte de passageiros ou de entrega na data da autuação. Nem mesmo algum cadastro precisaria ser feito (o PL não exige a apresentação de documentos nem registro no Detran, por exemplo).
A identificação teria que ser feita pelas próprias empresas de aplicativos, que ficariam responsáveis por enviar mensalmente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) os números de CPF de seus motoristas e entregadores ativos. Depois, esses dados seriam cruzados com os registros de infrações de trânsito para a aplicação automática do desconto. Se essas plataformas não fornecerem os dados dos trabalhadores poderão sofrer até suspensão temporária do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além de outras sanções administrativas.
Condutores ativos – E quem seria beneficiado? Pelo PL, o desconto valeria apenas a condutores que estivessem ativos em aplicativos de transporte individual de passageiros ou de entrega de mercadorias na data em que a infração fosse registrada. O desconto vale mesmo para infração considerada gravíssima — que, hoje, é de R$ 293,47. Com o desconto, o motorista ou entregador infrator pagaria R$ 117,39 — e ainda poderia pagar em até 12 vezes. Mas nem todas as infrações dão direito ao benefício, segundo o deputado André Fernandes (PL/CE).
Por exemplo: não entram nessa conta aquelas que configuram crime dirigir com a capacidade psicomotora alterada por álcool ou outras substâncias psicoativas e as que resultem em acidentes com vítimas. À Agência Câmara de Notícias, o parlamentar argumenta que motoristas e entregadores de aplicativos passam mais tempo nas ruas e, por isso, estão mais expostos ao risco de receber multas. Segundo o parlamentar, a proposta busca reduzir o impacto financeiro das autuações sobre trabalhadores que dependem do veículo para obter renda. “O benefício é para o entregador que trabalha com responsabilidade e eventualmente comete uma infração”, diz Fernandes. “A proposição não protege o infrator imprudente, pois exclui expressamente casos de embriaguez ao volante e acidentes com vítima”.
Uber dá preferência de partida a idosos e PCDs – A Uber acaba de anunciar novas funcionalidades no aplicativo para ampliar a acessibilidade e melhorar a experiência de embarque para idosos e pessoas com deficiência. Com as Preferências de Partida, os usuários podem informar como preferem ser avisados da chegada do veículo (como piscar as luzes ou buzinar) e como o motorista pode identificá-los no ponto de encontro (por exemplo, uso de cadeira de rodas ou bengala).
Muitos usuários enviam mensagens aos motoristas com antecedência para ajudar no encontro ou para informar que usam algum dispositivo de assistência ou tecnologia assistiva. Com a nova ferramenta, será possível configurar e informar o motorista automaticamente. O recurso será disponibilizado gradualmente nos próximos dias em todo o país e se soma a outras ferramentas e configurações da Uber para idosos e pessoas com deficiência.
Preferências de Partida Informe aos motoristas parceiros como sinalizar a chegada deles:
Chamar meu nome ao chegar
Entrar em contato comigo pelo aplicativo ao chegar
Piscar as luzes do veículo ao chegar
Buzinar ao chegar
Informe aos motoristas parceiros como identificar o usuário:
Eu uso óculos escuros e/ou uso uma bengala branca
Eu uso uma bengala
Eu uso muletas
Eu uso um andador
Eu uso uma cadeira de rodas
Para configurar, é simples
Toque em Conta > Configurações > Acessibilidade > Preferências de partida. Em seguida, selecione as opções que deseja habilitar e informar o motorista parceiro. Além disso, a plataforma oferece um fluxo de suporte específico para questões relacionadas à acessibilidade. Em parceria com o Me Too Brasil, a Uber também conta com um canal de suporte psicológico e não tolera atitudes discriminatórias em viagens pelo aplicativo. “Compreendemos os desafios únicos que passageiros com deficiência e idosos enfrentam todos os dias. É por isso que seguimos criando novas funcionalidades para proporcionar uma experiência melhor e mais personalizada aos nossos usuários”, reforça Araceli Almeida, head de Operações de Segurança da Uber no Brasil.
Outros recursos – Personalização e indicação de deficiência: em Conta > Configurações > Acessibilidade, os usuários podem indicar se possuem alguma deficiência visual ou auditiva, permitindo que os motoristas vejam essa informação ao lado do nome do usuário, evitando algum tipo de constrangimento.
Autoidentificação para usuários com cão-guia: em Conta > Configurações > Acessibilidade, é possível se autoidentificar como usuário com cão-guia e optar por informar apenas à Uber ou também, de forma automática, ao motorista parceiro. A ferramenta é opcional. Caso o motorista tente cancelar a viagem de um usuário autoidentificado, o aplicativo alerta o parceiro sobre as obrigações legais previstas na Lei Federal nº 11.126.
Uber conta sênior: o design da conta sênior disponibiliza texto e ícones maiores, menos botões e telas, para que o processo de pedir uma viagem seja mais direto e intuitivo. O organizador do perfil da família no aplicativo pode solicitar viagens, gerenciar pagamentos e receber as atualizações da viagem em tempo real. Confira o passo a passo para configurar a conta sênior.
Leitores de tela compatíveis: a Uber é compatível com os leitores de tela TalkBack (Android) e VoiceOver (iOS), permitindo que usuários com deficiência visual naveguem pela plataforma com mais facilidade. A partir de sugestões de usuários, tornamos o app ainda mais compatível com essas ferramentas, por exemplo, colocando a cor do veículo e a distância até o carro em texto escrito, em vez de apenas uma ilustração, que não é compatível com esses softwares.
Isenção da taxa de espera: usuários com deficiência podem precisar de mais tempo para embarcar no veículo e, por isso, conseguem solicitar o reembolso ou isenção das taxas de espera.
Novos motores, novos lubrificantes: entenda essa evolução – A evolução dos motores trouxe mudanças que vão muito além de potência e desempenho. Para atender às novas exigências de eficiência, emissões e durabilidade, os fabricantes passaram a desenvolver equipamentos com tecnologias cada vez mais sofisticadas. Nesse cenário, os lubrificantes também precisaram acompanhar essa transformação. Motores mais modernos trabalham com componentes projetados para operar de maneira mais eficiente e, em muitos casos, sob condições mais específicas. Isso aumenta a importância de utilizar um lubrificante compatível com as características e especificações de cada aplicação.
“A evolução dos motores trouxe novas demandas para os lubrificantes. Hoje, não basta escolher um produto apenas pela viscosidade. É necessário considerar as especificações e aprovações exigidas pelo fabricante para garantir que o lubrificante esteja adequado à tecnologia daquele motor”, Jose Cesario Neto, especialista da marca de lubrificantes Mobil.
Redução do atrito – Uma das principais funções do lubrificante continua sendo reduzir o atrito entre as partes móveis do motor. Mas os produtos atuais também precisam desempenhar outras funções, como auxiliar na manutenção da limpeza, contribuir para a economia de combustível, proteger contra desgaste e contribuir para a estabilidade do sistema em diferentes condições de operação. A formulação precisa acompanhar as características de cada motor. Mudanças em componentes, temperaturas de operação, sistemas de pós-tratamento de emissões e intervalos de manutenção podem influenciar os requisitos necessários para o lubrificante. Um lubrificante desenvolvido para gerações anteriores de motores pode não atender às exigências das tecnologias mais recentes. Por isso, é fundamental seguir as especificações e recomendações do fabricante para garantir a proteção e o desempenho adequado do motor.
Formulação do lubrificante – Outro ponto relevante é o avanço das tecnologias utilizadas na formulação dos lubrificantes. Novas tecnologias de aditivos e bases lubrificantes permitem desenvolver produtos capazes de atender requisitos cada vez mais específicos, conciliando proteção dos componentes e desempenho. “Cada nova geração de motores traz uma série de requisitos técnicos. O desenvolvimento do lubrificante precisa acompanhar esse movimento para entregar as características necessárias àquela aplicação. Por isso, as especificações técnicas são tão importantes na hora da escolha”, complementa o especialista.
Para quem trabalha com manutenção ou precisa escolher um lubrificante, acompanhar essa evolução significa olhar além da viscosidade e verificar as especificações e aprovações indicadas para cada motor. É essa compatibilidade que permite que o produto cumpra corretamente sua função dentro do sistema. À medida que os motores incorporam novas tecnologias, os lubrificantes também evoluem. O resultado é uma relação cada vez mais estreita entre a engenharia do equipamento e a formulação desenvolvida para protegê-lo.
Os novos 4×4 – Durante muito tempo, um SUV era avaliado apenas por potência, capacidade off-road e robustez. Hoje, a tecnologia embarcada passou a ter um papel decisivo no momento de compra. Sistemas inteligentes capazes de interpretar o terreno, gerenciar eletronicamente diferentes componentes do veículo, oferecer conectividade semelhante à de um smartphone e ampliar a segurança estão redefinindo a experiência de dirigir. É nessa pegada que o novo Jetour T2 XWD 4×4 aposta. O SUV híbrido plug-in, que acaba de ser lançado no Brasil, é um dos que reúne tecnologias desenvolvidas para tornar a condução mais inteligente, segura e eficiente, dentro e fora do asfalto.
No T2 XWD 4×4, por exemplo, boa parte do trabalho é feita pela eletrônica. Um dos destaques é o Tank Turn, sistema que reduz o raio de giro para apenas 4,785 metros, facilitando manobras em espaços reduzidos por meio da atuação seletiva dos freios nas rodas traseiras. Outro recurso interessante é o Crawl Mode (Modo Rastejamento), que controla automaticamente velocidade, torque, frenagem e o sistema de controle de descida (HDC) para superar obstáculos com mais precisão. Já o Modo de Resfriamento Off-road prepara previamente o sistema de arrefecimento para situações de maior exigência, preservando a temperatura ideal do motor, bateria e demais componentes do conjunto híbrido durante percursos severos.
O terreno muda, o carro se adapta sozinho – Em vez de exigir que o motorista configure diferentes parâmetros manualmente, o T2 XWD 4×4 utiliza um gerenciamento eletrônico capaz de adaptar o veículo conforme o tipo de piso. São oito modos de condução: Eco, Normal e Sport para o uso urbano; Neve, Lama, Areia e Pedra para o off-road; além do Modo X, que identifica automaticamente as condições do terreno e ajusta resposta do acelerador, distribuição de torque, transmissão, controle de tração, estabilidade e refrigeração dos sistemas. O resultado é uma condução mais intuitiva, tanto para quem já tem experiência no fora de estrada quanto para quem está começando.
Quer melhorar a frenagem do seu carro? – Qual a primeira coisa que vem à cabeça da maioria dos motoristas quanto se debate a frenagem de um automóvel? O sistema de freios, claro. De fato, discos, pastilhas e sistemas eletrônicos, como o ABS, são fundamentais para a segurança. No entanto, existe outro componente que desempenha um papel decisivo na hora de parar o veículo: os pneus. Afinal, são eles os responsáveis por transmitir ao asfalto as forças geradas durante a frenagem. Por mais eficiente que seja o sistema de freios, a capacidade de desaceleração de um automóvel depende da aderência entre os pneus e o solo. Quando essa aderência é insuficiente, especialmente em situações de emergência ou em pistas molhadas, a distância necessária para parar o veículo pode aumentar significativamente.
“É importante entender que o freio atua sobre a rotação das rodas, mas são os pneus que transmitem essa força ao solo para desacelerar o carro”, explica Roberto Falkenstein, consultor de tecnologias inovativas da Pirelli para a América Latina. Ele lembra até de um track day, aquele evento recreativo e não competitivo que permite a motoristas comuns e entusiastas conduzirem seus próprios carros (de rua, modificados ou superesportivos) em um autódromo oficial. “É um ambiente controlado, na qual se discute muito a eficiência dos sistemas de freios. Mas, mesmo nesse cenário, ter freios mais robustos não significa necessariamente conseguir parar o carro em uma distância menor”, reforça Falkenstein. “Se o limite de aderência dos pneus já foi atingido, é essa capacidade de contato com o asfalto que vai determinar o resultado da frenagem”, ressalta.
Nível de tecnologia – É justamente por isso que os pneus modernos incorporam um elevado nível de tecnologia. Compostos de borracha desenvolvidos com materiais avançados, estruturas internas projetadas para distribuir adequadamente as forças e desenhos da banda de rodagem que favorecem o contato com o solo são alguns dos elementos que influenciam diretamente a capacidade de frenagem. Em condições de chuva, os sulcos também desempenham um papel fundamental ao contribuir para o escoamento da água, reduzindo o risco de aquaplanagem. “Existe um trabalho de engenharia muito complexo por trás de cada pneu”, informa o consultor da Pirelli.
“Quando desenvolvemos um produto, estudamos desde a composição da borracha até a maneira como ele se comporta em contato com diferentes tipos de asfalto”. O objetivo dos especialistas é encontrar o melhor equilíbrio entre segurança, desempenho, eficiência e durabilidade. São tecnologias que muitas vezes o motorista não consegue enxergar, mas que fazem diferença justamente quando ele mais precisa do veículo. Para os motoristas, a recomendação é manter os pneus em boas condições, respeitar as medidas e especificações indicadas pela montadora, verificar regularmente a calibragem e acompanhar o desgaste da banda de rodagem. Afinal, uma frenagem segura depende do funcionamento adequado de todo o conjunto, incluindo pneus, freios e suspensão.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
Esta foi a crônica domingueira mais dramática e difícil de fluir da minha alma poética, porque trata de uma tragédia humana: a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues, de apenas 26 anos, filho do meu amigo-irmão João Batista Rodrigues, ex-prefeito de Triunfo, comentarista de política municipal no meu programa Frente a Frente pela Rede Nordeste de Rádio. Foi num acidente de motocicleta na madrugada do sábado, nas imediações do distrito de Jatiúca, na PE-365, em Santa Cruz da Baixa Verde.
A perda de um filho é uma dor indescritível. Tudo porque a partida de um herdeiro, seja em qualquer circunstância, contraria a ordem natural da vida, de filho enterrar pai. Quem perde, tem que buscar muito a proteção da mão divina para superar o vazio deixado. Buscar conforto espiritual em Deus. Só Ele traça as curvas da vida e nos fortalece em momentos tão difíceis.
Caio era filho único de João Batista. Advogado jovem, já tinha virado o braço direito do pai no escritório de advocacia e contabilidade da família, em Triunfo. Moravam juntos numa harmonia bela e perfeita, num casarão que vivia repleto de amigos e familiares. Era a razão do mundo colorido de João, orgulhoso do filho tão promissor e generoso como ele.
Meu pai Gastão Cerquinha, que fez a última viagem aos 100 anos, sempre agradecia a Deus por protegê-lo de tragédias envolvendo filhos. Erguia as mãos ao céu em sinal de graça a cada reunião familiar. Já o seu irmão, meu tio José Cerquinha, o tio Coió, teve o infortúnio da perda de dois filhos, um assassinado, aos 18 anos, outro vítima de um acidente de carro, com pouco mais de 50 anos.
Meu tio nunca mais foi o mesmo! No seu semblante, passava o tamanho da dor. Ninguém se prepara para uma perda tão devastadora. Tão logo tomei o choque brutal com a notícia trágica, ontem cedo, me veio à memória outras fatalidades envolvendo, inclusive, gente famosa.
Em 1990, Pedro, de 19 anos, baterista da banda Ego Trip, filho do cantor Gilberto Gil, morreu em um grave acidente de carro após perder o controle do veículo na Rodovia Presidente Dutra. Já em 2019, Danilo, o filho mais velho de Cafu, ex-capitão da Seleção Brasileira, sofreu um infarto fulminante aos 30 anos de idade enquanto jogava futebol na casa da família, em Barueri.
A icônica cantora Wanderléa, da Jovem Guarda, por sua vez, sofreu uma perda irreparável em 1984, quando seu filho de apenas dois anos morreu por afogamento após cair acidentalmente na piscina de uma casa em que a família estava hospedada
A João, meu grande amigo, só restará a lembrança de cada emoção vivida ao lado de Caio. Nas suas lágrimas, o amor — algo eterno, maior que a própria vida —, e as memórias, que são tesouros que ninguém pode tirar. Que João possa ter muitos ombros amigos, para conversar ou simplesmente ficar em silêncio ao seu lado.
Que o tempo, o senhor da razão, possa trazer algum alívio e que João encontre formas de voltar a sentir paz e esperança no seu coração. Não tenho ideia do que dizer mais para confortar meu amigo, pois sei que a vida dele, como se deu com a do meu tio, nunca mais será a mesma sem a presença querida do filho.
O mundo pode parecer mais escuro agora, mas cada momento compartilhado, cada sorriso e cada lembrança de Caio se transformarão em luz no dolorido coração dele. Que a força do amor e o apoio de todos ao redor tragam algum conforto neste período tão difícil.
Sou cristão, temente a Deus e creio na vida eterna, mas é muito doloroso um pai ou uma mãe se despedir de um filho para sempre. A ordem natural da vida foi quebrada. Perder um filho não é apenas perder alguém que se ama, é perder o futuro, os sonhos e a história que ainda estava por ser escrita.
Na vida de João e da mãe Tarciane se instalará um silêncio incompreensível, uma dor sem nome para uma ausência eterna. Eles precisam, mais do que nunca, da proteção, do amparo e da misericórdia de Deus. Que entreguem a dor nas mãos do Senhor!