Pela primeira vez, a família Magalhães, de tantas tradições, histórias e gente de elevado espírito público, entre os quais o estadista Agamenon Magalhães, saudoso ex-governador do Estado, vai se reunir hoje, em Serra Talhada. Será no Iate Clube, a partir de meio-dia. Um dia de muita emoção, abraços, beijos e confraternização.
A família Magalhães é uma das mais tradicionais de Serra Talhada, símbolo de uma fortaleza e de resistência como o mandacaru. “Tem uma importante contribuição na história do município desde a fundação, quando o português Agostinho Nunes de Magalhães arrendou a fazenda para criar gado e a transformou numa vila, que hoje é uma cidade próspera”, lembra Sandra Magalhães, ex-prefeita de Calumbi, uma das organizadoras do encontro.
Leia maisO médico João Cosme de Magalhães Neto vai aproveitar a oportunidade de agregar tantos descendentes do brasão Magalhães para lançar um livro contando histórias da família. Embora não possa ir, a geóloga Juscelia Magalhães, residente no Recife, também deu uma força para o evento, com a previsão, segundo ela, de atrair cerca de 500 pessoas com o DNA Magalhães.
“Estou roendo as unhas por não estar presente, mas vou acompanhar tudo online”, disse Juscelia. Magalhães é um apelido de família da onomástica língua portuguesa. Tem raízes toponímicas, que terá sido tirado da Torre de Magalhães, na freguesia de São Martinho do Paço Vedro de Magalhães, Ponte da Barca.
O sobrenome tem variantes, em espanhol é escrito Magallanes, em Inglês é Magellan. O nome da família teria se originado em Afonso Rodrigues de Magalhães, senhor daquela torre e que vivia em 1312. Revela a história que era raçoeiro do Mosteiro de Tibães e do seu casamento com D. Alda Martins de Castelões teve descendência que deu continuidade ao apelido. Destaque para o navegador Fernão de Magalhães.
Brasão de Armas

O brasão da família é de prata, com três faixas xadrezadas de vermelho e prata, de três tiras. Seu timbre é um abutre de sua cor, estendido e armado de ouro. Outros Magalhães, no entanto, usam escudo esquartelado, sendo os primeiro e quarto de prata, uma árvore arrancada de verde, e os segundo e terceiro de azul, uma cruz de ouro florenciada e vazia. Timbre: a árvore do escudo.
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