A Polícia Federal teve de fazer tratativas com a família de Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para que o vereador acompanhasse as buscas da nova fase da operação que investiga o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e obter informações sobre investigações contra a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Carlos, os irmãos Flávio e Eduardo e o pai estavam em Angra dos Reis na segunda. Segundo os advogados da família, Bolsonaro, Flávio e Carlos saíram para pescar antes das 6h e, ao tomarem conhecimento das buscas na casa, “todos retornaram imediatamente para acompanhar e atender plenamente ao mandado judicial”.
Segundo uma fonte da PF ouvida pelo blog da Andréia Sadi, testemunhas ouvidas pelos policiais na região apontam que o grupo saiu um pouco mais tarde, por volta das 6h40. Nesse momento, segundo a mesma fonte, a PF já estava na casa de Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro e na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
A PF iniciou as buscas na casa por volta das 8h40. Às 9h30, de acordo com a fonte, a PF começa a tratativas com familiares para que Carlos se apresente e acompanhe as buscas. O vereador chegaria à casa 11h, acompanhado do pai.
O advogado Eduardo Kuntz diz que o grupo estava sem sinal e só ficou sabendo da busca às 10h, quando um segurança que havia voltado para buscar combustível viu mensagens sobre a busca que tinham sido enviadas a ele. Segundo Kuntz, Tércio Arnaud, assessor da família Bolsonaro, teve bens apreendidos na busca. Por isso ele estava no local acompanhando as buscas.
O coronel Eduardo Araripe Pacheco de Souza foi empossado como novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), no Quartel do Comando-Geral, área central do Recife, nesta segunda-feira (20).
A cerimônia foi conduzida pela governadora Raquel Lyra, que transmitiu o cargo do coronel Francisco de Assis Cantarelli Alves após quase dois anos à frente da Corporação. A vice-governadora Priscila Krause também participou do evento. As informações são do JC.
Eduardo Araripe tem uma trajetória consolidada na Corporação, com passagens pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), pela Chefia do Gabinete do Comando, pelo comando da Academia Bombeiro Militar dos Guararapes (ABMG) e do Grupamento de Bombeiros de Atendimento Pré-Hospitalar (GBAPH).
“Maior do que o desafio do cargo é o nosso desejo de continuar conduzindo a Corporação no patamar que ela merece, sendo referência regional e nacional na proteção, na prevenção e no socorro ao nosso povo”, afirmou.
Também estiveram presentes na cerimônia o comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres; o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro; a secretária de Administração, Ana Maraíza; o defensor público-geral de Pernambuco, Henrique Seixas, e o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), José Paulo Xavier.
“Hoje nós damos as boas-vindas ao novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar, o coronel Eduardo Araripe, que, pela sua trajetória, pelo seu currículo e pela sua capacidade de entrega, já demonstrou que está à altura do desafio. Ao mesmo tempo, o coronel Cantarelli deixa o comando tendo dado sua contribuição para que pudéssemos garantir o maior investimento da história no Corpo de Bombeiros do nosso Estado, assim como estamos fazendo com toda a segurança pública”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Já o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, saudou o novo comandante-geral e pontuou os investimentos que foram realizados na corporação nos últimos anos: mais de R$ 300 milhões para a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), viaturas, requalificação de imóveis e outras ações.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, Luciano Rodrigues Pacheco, divulgou nota de esclarecimento após a crise que atinge o Legislativo local, marcada por uma sessão tumultuada na última segunda-feira (20), críticas de vereadores à condução dos trabalhos e pela renúncia do vereador Claudelino Costa (PSB). O parlamentar anunciou a saída do mandato no mesmo dia em que seria realizada sessão para tratar de um processo de cassação por suposta quebra de decoro parlamentar.
Na nota, Pacheco afirmou que sua atuação à frente da Casa tem sido pautada pelo cumprimento do regimento interno e pela defesa da ética nos debates, sem exercer censura prévia. “Sempre atento à preservação da honra e dignidade dos parlamentares e servidores, bem como das pessoas que fazem parte do debate”, declarou. O presidente também citou episódios anteriores de conflitos na tribuna e disse que não tomou partido em situações semelhantes.
A manifestação ocorre após vereadores divulgarem nota conjunta em defesa da vereadora Célia Galindo e criticarem a presidência por não intervir durante falas consideradas ofensivas na tribuna livre. No documento, os parlamentares apontam omissão na condução da sessão e classificam as declarações como “ofensivas” e “violência política de gênero”. Em resposta, Pacheco afirmou que espera que os debates “se mantenham dentro do respeito e da ética que o debate exige, evitando-se excessos”.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou a análise das duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) relacionadas à escala 6×1 que tramitam na Casa, após um pedido de vista coletiva nesta quarta-feira (15). Apuração é de Teo Cury e Gabriel Monteiro ao CNN Novo Dia.
As propostas em tramitação na Câmara apresentam diferenças significativas em comparação ao projeto de lei enviado pelo governo federal em caráter de urgência. Uma delas é de autoria da deputada Erika Hilton e a outra do deputado Reginaldo Lopes, do Partido dos Trabalhadores. As informações são da CNN.
O projeto do governo prevê uma redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sendo considerada a proposta mais conservadora entre as três. Já as PECs de Erika Hilton e Reginaldo Lopes propõem uma redução mais acentuada, estabelecendo uma carga horária de 36 horas semanais.
“A do governo se aproxima mais do que a gente tem hoje como média de horas trabalhadas no Brasil. A média da jornada no Brasil é de cerca de 38.4 horas, então, essa está mais próxima da média e teria teoricamente menos custos econômicos”, apontou Monteiro.
Diferenças nos modelos de escala Além da carga horária, as propostas também diferem quanto ao formato de dias trabalhados. Atualmente, o regime é de seis dias trabalhados para um dia de descanso (6×1). O projeto do governo federal sugere uma escala 5×2, com preferência para folgas aos sábados e domingos, embora outros dias possam ser considerados.
A proposta da deputada Erika Hilton é mais ousada, estabelecendo um modelo 4×3, com quatro dias de trabalho e três dias de folga. Já a PEC de Reginaldo Lopes segue a mesma linha do projeto governamental, mantendo a escala 5×2.
Impacto econômico e resistências setoriais A mudança no modelo de escala gera preocupações em diversos setores da economia. Representantes de bares e restaurantes, por exemplo, afirmam que a alteração na escala de trabalho poderia prejudicar o funcionamento nos finais de semana, quando há maior movimento, exigindo a contratação de mais funcionários sem a compensação financeira adequada.
O setor de construção civil também apresenta ressalvas, principalmente por realizar atividades específicas aos finais de semana devido a questões de trânsito e impacto urbano. De modo geral, os setores produtivos demonstram maior abertura para discutir a redução da carga horária, mas resistem à mudança no modelo de escala de trabalho.
Os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP) apresentaram o Projeto de Lei nº 1831/2026, que estabelece a responsabilização de instituições financeiras por fraudes não interrompidas. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor para explicitar o dever de monitoramento e bloqueio de operações consideradas atípicas.
De acordo com o texto, bancos, fintechs e instituições de pagamento poderão responder objetivamente quando não adotarem mecanismos eficazes de prevenção, detecção e bloqueio de transações suspeitas, como movimentações fora do perfil do cliente ou transferências sucessivas para contas desconhecidas.
O projeto também prevê a adoção de sistemas automatizados de análise de risco, inclusive com uso de inteligência artificial, além da comunicação imediata ao consumidor em caso de indícios de fraude. Segundo os autores, a proposta busca reforçar a proteção ao cliente diante do aumento das fraudes bancárias.
O recém-empossado ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Tadeu Alencar (PSB), deixou o cargo. Ele foi empossado em 3 de abril, há 18 dias, e se manifestou nas redes sociais nesta terça-feira (21) sobre a passagem breve no ministério.
A saída de Alencar já foi oficializada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB). Quem assume a função é Paulo Henrique Pereira, ex-chefe da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). A mudança será publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (22). As informações são do Metrópoles.
A mudança na Esplanada tem como pano de fundo um atrito no PSB, de Alckmin. A substituição não foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) porque o petista está em viagem pela Europa, que se encerrou nesta terça.
A troca no Empreendedorismo deu após um pedido de reorganização interna do próprio PSB, em um imbróglio sobre a nomeação de Alencar, que não era reforçada pelo presidente da legenda, João Campos, que tinha Paulo Henrique como nome para a pasta.
No Instagram, Alencar afirmou que não articulou para assumir o cargo, defendeu evitar conflitos dentro do partido e priorizar a unidade do governo.
“A minha nomeação para ministro do Empreendedorismo, embora seja uma honra para qualquer servidor público de carreira, terminou por acarretar tensões no meu partido, o PSB, que são, sob todos os aspectos, indesejáveis”, declarou.
“É indispensável que o governo, desde logo, possa gastar a sua energia para continuar melhorando a vida da população, com inclusão e combate às desigualdades”, acrescentou Alencar.
Quem é o novo ministro Paulo Henrique Pereira, professor de Direito, foi secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável e secretário nacional do Consumidor no governo Lula.
A defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito. O pedido foi protocolado na última terça-feira na Corte. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o final de março após duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia.
Segundo os advogados, Bolsonaro apresenta quadro de dor persistente e incapacidade funcional no ombro direito, mesmo após tratamento conservador. De acordo com a petição, ele faz uso diário de medicação analgésica. Exames físicos e de imagem apontam lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, além de comprometimento do tendão do subescapular, subluxação do bíceps e outras lesões associadas. As informações são do jornal O GLOBO.
Relatório médico de 14 de abril indica a necessidade de procedimento cirúrgico para reparação de estruturas afetadas. O documento também afirma que o ex-presidente está apto para a realização da cirurgia.
Na solicitação, a defesa sustenta que o procedimento tem caráter “estritamente humanitário e sanitário”, com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro, a qualidade de vida e a dignidade do paciente. Os advogados argumentam que a manutenção do quadro clínico pode representar restrição ao direito fundamental à saúde.
O pedido inclui autorização para todos os atos relacionados ao tratamento, como этапas pré-operatórias, internação, cirurgia, pós-operatório e reabilitação. A defesa também solicita que o procedimento seja realizado nos dias 24 ou 25 de abril.
A rotina de Bolsonaro em casa inclui acompanhamento médico frequente e um acirramento da tensão entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-mandatário, em um momento em que o acesso a ele está restrito.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara vota nesta quarta-feira (22) o relatório sobre o fim da escala 6×1. A PEC 8/2025, que trata do tema, já conta com parecer favorável do relator, Paulo Azi (União-BA), apresentado na semana passada. A votação, no entanto, foi adiada após pedido de vista.
O texto sugere uma redução na jornada de trabalho semanal sem alteração nos salários dos trabalhadores. O documento agrupa dois projetos. Um da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que determina a redução para 4 dias de trabalho por semana e 3 de descanso em uma jornada de 36 horas semanais. O outro do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) fala somente em uma redução da jornada para 36 horas semanais. As informações são da CNN.
A expectativa do governo e de deputados do centrão é de aprovação do texto nesta quarta. Para avançar na CCJ, a PEC exige maioria simples, com quórum mínimo de 34 deputados. Com isso, o próximo passo é levar a proposta para uma comissão especial que será responsável por discutir o mérito da proposta.
O relator foi favorável à admissibilidade da PEC, ou seja, a legitimidade do projeto junto à Constituição. Azi, no entanto, deixou claro que é preciso que a comissão especial faça ajustes. Ele disse que vai recomendar no relatório uma redução para que a jornada semanal seja de 5×2 e usou a proposta do próprio governo para justificar esse argumento.
“O próprio governo e as próprias centrais sindicais sinalizaram para uma proposta intermediária, que seria a redução da jornada para 40 horas e a adoção da escala 5×2. Esse é o primeiro ponto que nós vamos indicar como sendo um objeto de avaliação da comissão especial”, disse o relator.
A votação estava marcada para acontecer na última quarta, mas foi adiada por um pedido de vista de Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF) 15. Por isso, foi necessário cumprir o prazo de duas sessões de plenário para retomar a pauta.
Projeto do governo O governo enviou um PL (Projeto de Lei) na semana passada sugerindo justamente uma jornada de trabalho de 5×2 e 40 horas por semana. A ideia do executivo era acelerar a tramitação, ter maior facilidade na aprovação e retomar o protagonismo sobre o tema em um ano eleitoral.
A votação da proposta gera expectativa no governo especialmente pela popularidade da pauta. O Planalto começou a apoiar o texto no segundo semestre de 2025. A base governista entende que a aprovação do fim da 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 no final do ano passado são duas pautas que dão lastro para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tente a reeleição ao quarto mandato.
Para ser aprovada em forma de PEC, o texto demanda o apoio de ao menos três quintos dos deputados (308 votos). Já um PL exige apenas maioria simples para aprovação (257 votos).
A PEC entrou nos holofotes do Congresso depois que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), abraçou a pauta e decidiu dar encaminhamento. O parlamentar tem enfatizado a importância da pauta para a “classe trabalhadora” e sinalizado pressa na tramitação.
O objetivo do congressista é aprovar o texto ainda no primeiro semestre, realizando a votação até o final de maio no plenário.
Hugo teve encontros recentes com integrantes do governo para discutir os detalhes da proposta. Na última sexta (17), ele se reuniu com o ministro da SRI (Secretaria Relações Institucionais), José Guimarães.
Nenhum dos dois se pronunciou depois do encontro, mas a relação já havia sido colocada à prova depois do envio do PL pelo Executivo. Guimarães era líder do governo na Câmara quando Hugo anunciou um acordo com o Planalto para tramitar somente a PEC. Em coletiva, o presidente da Casa chegou a dizer que o governo não enviaria nenhuma proposta alternativa. Isso não foi cumprido.
O texto do governo foi enviado em regime de urgência para acelerar a votação. Com isso, a proposta deve ser votada em até 45 dias na Câmara. O objetivo de Hugo é terminar a tramitação da PEC antes disso.
Agora, Hugo encostou o PL do governo e vai manter a celeridade na aprovação da PEC. Ele disse que definirá o relator do texto na comissão especial depois da aprovação na CCJ. O presidente da Casa manifestou o interesse em ter um nome do centrão que seja a favor da proposta.
Augusto Cury tenta se viabilizar com discurso social e antipolítica
O psiquiatra e escritor Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, tem buscado se apresentar ao eleitorado como uma alternativa fora da política tradicional, combinando discurso de forte apelo social com críticas à experiência dos atuais líderes. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, ele destacou especialmente sua relação com o Nordeste brasileiro, região que afirma conhecer profundamente e à qual promete dar centralidade em um eventual governo.
Cury define sua ligação com o Nordeste como um “caso de amor” e costuma descrever a região como “mais do que um território, uma poesia”. Segundo ele, o conhecimento adquirido ao visitar todos os nove estados reforçou a convicção de que o semiárido precisa deixar de ser negligenciado e passar a ocupar posição estratégica nas políticas públicas nacionais.
Entre as propostas apresentadas, o pré-candidato defende a criação de um “Banco do Empreendedor”, voltado especialmente para micro e pequenos negócios nordestinos. A ideia inclui redirecionar parte de recursos de instituições como o BNDES e de dividendos de estatais para fomentar o empreendedorismo local. Para Cury, essa seria uma forma de reduzir desigualdades históricas e transformar a região em um polo de geração de renda.
Apesar do tom propositivo, o próprio Cury reconhece um dos principais pontos de questionamento sobre sua candidatura, a ausência de experiência política. Ele não apenas admite essa condição, como a transforma em argumento, ao afirmar que os políticos tradicionais são corresponsáveis pelo cenário atual do país. Em suas declarações, critica práticas como conchavos e interesses pessoais, que diz não querer reproduzir.
O pré-candidato também procura contrapor sua falta de trajetória política com a experiência acumulada na área empresarial e na saúde mental. Ele ressalta ter liderado projetos que alcançaram milhões de pessoas, além de décadas de atuação clínica. Segundo Cury, essa vivência lhe daria uma visão mais humanizada da gestão pública, resumida na ideia de “mente capitalista e coração social”.
Ao justificar sua entrada na disputa presidencial, Cury afirma não ser movido pelo desejo de poder, mas por um compromisso com o que chama de combate à polarização e à desesperança. Ele aposta no prestígio como escritor e psiquiatra para viabilizar a candidatura e sustenta que sua participação no processo político se dá justamente por não depender dele, reforçando a narrativa de independência em relação ao sistema tradicional.
“Make Humanity Great Again” – Cury quer apostar em uma campanha barata, pacífica e inteligente, que promova uma “repaginação” educacional no país, voltada a criar profissionais para a nova economia e com forte estímulo ao empreendedorismo. O slogan bolado para a sua campanha – Make Humanity Great Again (fazer a humanidade grande outra vez) – é propositalmente adaptado do “Make America Great Again”, da campanha do norte-americano Donald Trump. Se dizendo de centro, Augusto Cury ambiciona preparar o Brasil para o que chama de ‘grande tsunami da robótica e da inteligência artificial”, propondo a criação de clubes de empreendedorismo pelo país.
Nobel da “Guerra” – O presidente Lula afirmou ontem (21) que o presidente norte-americano Donald Trump tem que “ganhar logo” o Prêmio Nobel da Paz para que as guerras no mundo acabem. “O que a gente vê todo santo dia são declarações, que eu não sei se são brincadeira ou não, do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o prêmio Nobel da Paz”, afirmou Lula. “É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel ao Trump, para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou. A fala ocorreu enquanto o brasileiro defendia o multilateralismo e a cooperação entre os países durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro.
A pedidos – Menos de um mês após assumir, Tadeu Alencar foi substituído pelo advogado Paulo Pereira, nome apoiado pela cúpula do PSB para conter ruídos internos. A troca ocorreu ontem pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), em consonância com articulação do presidente nacional da sigla, João Campos. A pasta mantém-se sob influência do PSB, mas muda o perfil do comando: sai um quadro político e entra um técnico com trânsito no governo federal. Nos bastidores, a indicação teve aval de Márcio França e ocorre após uma confusão na nomeação anterior, que desagradou lideranças da legenda. Alencar deve ser realocado e pode retornar à Câmara como suplente dentro da reorganização partidária em Pernambuco.
“Mais Justiça, não menos” – O artigo do ministro do STF Flávio Dino, publicado no site ICL Notícias, em defesa de mudanças no Judiciário, abriu divergências no Supremo. Embora elogiado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, o texto incomodou parte dos ministros, que, sob reserva, apontam falhas no foco das propostas e cobram o enfrentamento de problemas mais sensíveis. Em um texto recheado de recados velados, Dino defende ampliar eficiência e transparência, endurecer punições e reduzir a sobrecarga do sistema, além de criticar a autocontenção, linha defendida por Fachin, ao afirmar que “o Brasil precisa de mais Justiça, não menos”. Nos bastidores, a iniciativa foi lida como um recado interno e acirrou o debate sobre os rumos da Corte. As informações são do jornal O Globo.
“Escravidão” de R$ 91 mil – A fala da desembargadora Eva do Amaral Coelho, que comparou a situação de magistrados a um “regime de escravidão” após mudanças em penduricalhos salariais, provocou reação e ironia nos bastidores. Em sessão do Tribunal de Justiça do Pará, ela criticou o novo patamar remuneratório e alegou que colegas estão abrindo mão de consultas médicas e remédios. A declaração ganhou ainda mais repercussão diante dos vencimentos da magistrada, que chegaram a R$ 91 mil líquidos em um único mês. O contraste com a realidade de um terço dos brasileiros (cerca de 68 milhões que vivem com salário-mínimo de R$ 1.621) é inevitável: a remuneração da desembargadora chega a ser quase 50 vezes maior.
CURTAS
PROFECIA – O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), afirmou que João Campos deve vencer a eleição ao Governo de Pernambuco no município com “bastante tranquilidade”. Segundo ele, há sentimento favorável ao pré-candidato no Agreste Meridional, “mesmo sem a maioria dos prefeitos”.
RENÚNCIA – O vereador Claudelino Costa (PSB), vice-presidente da Câmara de Arcoverde, renunciou ao mandato na segunda (20) para se dedicar à própria defesa. Ele afirma que vai “restabelecer a verdade dos fatos” e provar inocência. A saída ocorre no dia em que seria discutido processo de cassação por suposta quebra de decoro, após denúncia de oferta de cargos como pagamento de dívida.
RECORDISTA – Pelo sexto mês seguido, “Os Leões do Norte”, publicado pela editora Eu Escrevo, continua entre os mais vendidos na livraria Leitura, do Riomar, no Recife. Já no interior, a lojinha de conveniência do posto Cruzeiro, em Arcoverde, é campeã em vendas. Em seis meses, 1,2 mil exemplares foram vendidos.
Perguntar não ofende: se Augusto Cury diz combater a polarização, como concilia esse discurso com a defesa aberta da dosimetria aos acusados por tentativa de golpe de Estado em sua “terceira via”?
Considerado a grande surpresa da corrida presidencial, o médico e escritor Augusto Cury (Avante) promete levar a pré-candidatura à frente. Contra a polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o intelectual aposta em seu “prestígio nacional e internacional” como diferencial para furar a bolha política. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele justificou a entrada no páreo por “um caso de amor com a sociedade brasileira e a humanidade”.
“Estou pré-candidato porque sou contra a polarização e a radicalização. Como psiquiatra mais lido do mundo, talvez eu jamais deveria entrar no teatro da política. Como escritor brasileiro mais lido no Brasil no século XXI, também não deveria entrar na política. Mas é porque eu não preciso que estou entrando. Nós vivemos a era da desesperança, e não há líder político que fale sobre esse tema. Estou pré-candidato porque sou a favor de 210 milhões de brasileiros. O Brasil dos nossos filhos, dos nossos netos, dos nossos sonhos. Por causa disso, porque eu não amo poder e não preciso do poder, e é um ambiente onde há muita agressividade, infelizmente”, destacou Cury.
O psiquiatra revelou que tomou a decisão há mais de uma década, e que chocou a família ao anunciar. “A minha voz talvez seja a única que aborda 100% projetos e 0% de ataques pessoais, e a única contra a polarização e a radicalização. Há 12 anos, comentei com minhas filhas e com minha esposa, e elas choraram. Em hipótese alguma elas queriam que eu enfrentasse essa batalha e que entrasse num ambiente onde há tantas pessoas que se digladiam e criticam outros sem generosidade, amam o poder e querem fazer de tudo para alcança-lo. Eu não amo poder, não preciso do poder, eu tenho o que esses políticos sonham e talvez nunca alcancem, que é prestígio nacional e internacional. Portanto, eu estou fazendo porque eu não preciso, estou fazendo porque eu tenho um caso de amor com a sociedade brasileira e com a humanidade”, completou.
Reconhecido mundialmente como psiquiatra e escritor, o agora pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, reconhece que não tem experiência política. Com uma carreira exitosa dedicada aos estudos e às sessões de psicoterapia e atendimentos psiquiátricos, ele se prepara para o desafio de convencer o eleitor a furar a polarização. E acredita que a condição de neófito não atrapalhará a postulação.
“Eu não tenho experiência política de fato, mas quem tem experiência levou o Brasil a esse estado. Será que quem tem experiência é de fato um bom administrador?”, disparou Cury, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Eu não tenho experiência de política, e nem quero ter essa política de conchavos, de proteção, de amigos, de fazer projeto pessoais. Eu não tenho essa experiência, nem quero ter. Tenho experiência de gestão, meus projetos abarcaram milhões de pessoas, de pais e professores. Eu sou empresário e não apenas intelectual, e temos vários projetos também de prevenção de suicídio gratuitamente e de transtornos psíquicos em várias países do mundo. Não tenho a experiência clássica, mas tenha certeza que eu tenho a experiência que os políticos tradicionais nunca tiveram, porque eles não entenderam que quem vem sem riscos triunfa sem glória. Não é um projeto Augusto Cury, é um projeto para o Brasil. E sou um colecionador de amigos, vou convidar as melhores mentes da política e as melhores mentes da iniciativa privada para construir o Brasil dos nossos sonhos”, completou o pré-candidato do Avante.
“Minha mente tem o melhor do capitalismo, mas meu coração tem o melhor do social. Não o socialismo, o social, porque eu lidei e tratei da dor das pessoas a vida toda, fiz mais de 20 mil sessões de psicoterapia e atendimentos psiquiátricos. Eu sei o que é a dor, eu vi a dor de perto e quero comunicar para as pessoas que é possível ter um coração social, que cuida dos direitos humanos, que protege as crianças. Quero mostrar que é possível fazer uma política econômica, de estado, educacional e industrial que contemple 210 milhões de brasileiros. Acredito que o brasileiro é muito inteligente e vai entender a diferença de uma pessoa que não é radicalizada e que é contra radicalização e contra a polarização, com mente capitalista e coração social, com 100% projeto e 0% de ataques pessoais”, concluiu Cury.
Apaixonado pelo Nordeste. Assim se define o psiquiatra, escritor e atual pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele afirmou que conhece todos os nove estados da região, incluindo o interior, e prometeu dar prioridade ao desenvolvimento local, em especial do semiárido.
“Esse é um país profundamente desigual. O Nordeste brasileiro na minha opinião é mais do que uma região, é uma poesia. Eu tenho um caso de amor com o Nordeste, é uma das populações mais generosas, mais altruístas e mais solidárias do mundo. E o Nordeste, em destaque o semiárido, que preenche cerca de 12% a 15% do território brasileiro, sempre foi desprezado. Eu gostaria, se sentasse na cadeira de presidente, de colocar o semiárido no centro do projeto de governo. Tenho sonhado e escrito”, declarou Cury.
“Eu não sou político, mas embora não tenha experiência política, tenho experiência de gestão de empresas de sucesso, que impactaram milhões e impactaram vários outros países. E tem muitos candidatos que nunca plantaram uma horta e querem decidir o destino da agricultura”, disparou.
“Se eu me sentar na cadeira de presidente, o Nordeste vai ser contemplado como jamais foi. Precisamos transformar o Nordeste em uma região de milhões de microempreendedores. Por isso tenho desenhado o Banco do Empreendedor. Metade do BNDES não pode servir só para grandes empresas, tem que servir ao microempreendedor. Metade do dinheiro que vem da Petrobras, os dividendos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica têm que suprir um Banco do Empreendedor. Temos que trazer dinheiro de fora também. Esse é o sonho que quero transformar em realidade no Nordeste brasileiro, e infelizmente não vejo nenhum candidato falando sobre isso”, completou Cury.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o psiquiatra e escritor Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!