Roraima realiza, neste domingo (21), uma eleição suplementar para escolher governador e vice-governador. São 384.582 eleitores aptos a votar das 8h às 17h em 350 locais de votação distribuídos pelos 15 municípios do Estado. O mandato em disputa vai até 5 de janeiro de 2027. A eleição foi determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) depois da cassação do governador Edilson Damião (União Brasil).
Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu interinamente o governo até a definição dos novos gestores pelo voto popular. As informações são do Poder360.
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As seções eleitorais somam 1.483 unidades, distribuídas em nove zonas eleitorais que atendem aos 15 municípios do Estado. Boa Vista concentra 229.509 eleitores, o equivalente a quase 60% do total. Rorainópolis aparece em seguida, com 22.606 eleitores, e Cantá registra 17.254 aptos. São João da Baliza tem o menor colégio eleitoral do Estado, com 5.556 eleitores, o equivalente a quase 60% do total.
Rorainópolis aparece em seguida, com 22.606 eleitores, e Cantá registra 17.254 aptos. São João da Baliza tem o menor colégio eleitoral do Estado, com 5.556 eleitores.
As chapas na disputa
Três chapas concorrem ao governo de Roraima. Sampaio disputa a eleição ao lado de Tayla Peres (Republicanos). Nelita Frank (PT) tem Bartô Macuxi (PSOL) como candidato a vice. Arthur Henrique (PL) e Subtenente Velton (PL) participam do pleito em situação sub judice, ou seja, está em análise pela Justiça e ainda não teve decisão definitiva. A chapa foi barrada por descumprimento da regra de desincompatibilização e aguarda o julgamento de recursos.
O voto é obrigatório. Os eleitores que não comparecerem às urnas nem justificarem a ausência estão sujeitos a multa e a outras penalidades previstas na legislação eleitoral.
Entenda
As eleições suplementares em Roraima foram convocadas após o TSE cassar, em 30 de abril, o mandato do então governador Damião e determinar a realização de um novo pleito. Sampaio, então presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o governo interinamente.
A data das eleições suplementares foi fixada com pouca antecedência, e os interessados em disputar seguiram uma decisão do TRE-RR que fixou prazo de desincompatibilização em 24 horas, de acordo com jurisprudência da Justiça Eleitoral. Esse prazo define quando ocupantes de cargos públicos devem deixar suas posições para concorrer à eleição.
No entanto, em 27 de maio, Dino cassou o acórdão do TRE-RR e determinou que a Corte eleitoral local reexaminasse o calendário da eleição suplementar e adotasse as regras gerais de desincompatibilização – 3, 4 ou 6 meses.
Isso beneficiou Sampaio, filiado ao Republicanos, partido que acionou o Supremo contra a regra fixada pelo TRE-RR. Ele tem apoio do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido do ex-senador Romero Jucá.
Por outro lado, a medida prejudicou Arthur Henrique, que era prefeito da capital do Estado, Boa Vista, havia renunciado ao mandato no prazo fixado pelo TRE local para concorrer ao governo e aparecia bem posicionado nas pesquisas.
Na mesma situação ficou Antônia Pedrosa (PT), professora e funcionária pública, que se afastou de vínculos municipal e estadual dentro do prazo fixado pelo TRE-RR e foi impedida de concorrer. Em 1º de junho, o PT anunciou a substituição de Pedrosa pela socióloga Nelita Frank, mas a legenda tem pouca força eleitoral no Estado. O PL decidiu não indicar um substituto. Arthur Henrique segue fazendo campanha e terá seu nome na urna, mas deve ter seus votos anulados se a decisão de Dino prevalecer.
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