A Prefeitura de Petrolina inaugurou, hoje (08), o primeiro núcleo municipal de fisioterapia. O espaço, localizado no Hospital Municipal Dr. Alírio Brandão, foi entregue pelo prefeito Simão Durando e conta com duas salas especializadas, com capacidade para atender até 336 consultas e 1.008 sessões de fisioterapia por mês. A iniciativa busca oferecer atendimento gratuito e de qualidade para pacientes com necessidades motoras e respiratórias.
A solenidade de inauguração contou com a presença do vice-prefeito Ricardo Coelho, vereadores, profissionais da saúde e pacientes, que já iniciaram seus tratamentos no novo espaço. O investimento de aproximadamente R$ 130 mil permitiu a estruturação do serviço, voltado para crianças, jovens, adultos e idosos. Segundo o prefeito, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a saúde pública. “Nossa primeira inauguração no novo governo tinha que ser na saúde, nossa maior prioridade. Esse é um passo importante para oferecer atendimento especializado e melhorar a qualidade de vida da nossa população”, afirmou Simão Durando.
Para ter acesso ao serviço, os pacientes devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde serão avaliados por um médico e encaminhados para as sessões de fisioterapia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (87) 2018-1818.
Após quase quatro anos, a gestão de Raquel Lyra (PSD) mostra que é conjugada no futuro do pretérito. Em praticamente todas as áreas, as explicações do governo são de que faria e aconteceria, mas que não avançou por conta da oposição. Esse retrato ficou bem evidenciado em levantamento produzido pelo portal G1 sobre as promessas dos governadores.
Os dados mostram que Raquel tentará a reeleição este ano sem ter cumprido nem metade dos compromissos que assumiu em 2022. O mais emblemático é o da construção de creches. A autointitulada “Racreche” da campanha de quatro anos atrás prometeu 250 equipamentos, mas só entregou 11.
Na prática, vai enfrentar as urnas com 95% de sua principal meta não atingida. A implantação de cinco maternidades é outra promessa que ficou pelo caminho. Das cinco, ela só entregou uma – o Hospital da Mulher do Agreste –, que já tinha mais de 80% de conclusão e até a fachada pronta quando ela assumiu o governo, em 2023.
O ranking mostra Raquel em quinto lugar entre os governadores com mais promessas não cumpridas totalmente, índice que representa 40,5% do total. É o caso da ampliação do funcionamento das delegacias especializadas para o público feminino.
Em um estado governado por duas mulheres e que aparece entre os campeões de feminicídios, nem metade das unidades funciona no período noturno e nos fins de semana. Também deve ficar pelo caminho a meta de reduzir em 30% o número de mortes violentas intencionais em relação a 2022.
Nos dois primeiros anos da gestão de Raquel, o índice, inclusive, subiu. Somam-se, ainda, à lista de compromissos não cumpridos nos últimos três anos e meio a conclusão das obras do Canal do Fragoso, a criação de uma política estadual de apoio às pessoas com espectro autista, a implantação de distritos turísticos, a reforma do Hospital da Restauração – que segue com episódios de quedas de partes do teto, algo que Raquel prometeu acabar em 2022 – e a instituição de uma nova lei de incentivo à cultura, um paradoxo quando se considera que, em ranking recente, a governadora de Pernambuco apareceu como a gestora estadual que mais gastou com shows e cachês no País.
O retrato que o eleitor vai ver na campanha que se avizinha é o de uma gestão marcada por promessas, por tapumes e placas espalhados por todo o Estado, com pouco resultado entregue.
Foi o que se viu, inclusive, na última semana antes do defeso eleitoral, período que, em outras gestões, costumava ser marcado por entregas, mas que, com Raquel, foi repleto apenas de anúncios típicos de início de governo. Para quem esperava o tal “Estado de mudança” que o slogan dela pregava na propaganda, restou a frustração.
No fim das contas, o grande legado da governadora é ter ficado só na promessa.
ESTUPRADOR – A mãe de Beatriz Angélica Mota, Lucinha Mota, reagiu, ontem, ao pedido da defesa de Marcelo da Silva para transferir o julgamento do caso de Petrolina para o Recife. Em pronunciamento nas redes sociais, ela afirmou que não aceitará a mudança do local do Tribunal do Júri e classificou a solicitação como mais uma tentativa de protelar o andamento do processo. “Eu posso dizer com franqueza a vocês que, independente de onde aconteça o júri do caso de Beatriz, Marcelo da Silva vai ser condenado porque ele é um estuprador de uma criança. O processo tem as provas necessárias e suficientes para a condenação dele”, declarou.
Raquel discrimina São Lourenço – O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), voltou a criticar a falta de apoio do Governo Raquel à Festa de Agosto. Segundo ele, pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura encaminhou todos os pedidos dentro do prazo e com a documentação exigida às secretarias estaduais, mas não recebeu sequer uma resposta. “Não é justo punir uma cidade inteira por causa de uma posição política. São Lourenço da Mata também faz parte de Pernambuco e merece respeito”, afirmou o prefeito.
PP já caiu fora – O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), avisou, ontem, ao pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, que o partido adotará posição de neutralidade na disputa pela Presidência nas eleições deste ano, frustrando as expectativas do senador, que buscava apoio da federação da sigla com o União Brasil. Com a decisão do PP, o União Brasil também deverá adotar neutralidade, já que as duas siglas formalizaram uma federação partidária.
A razão – Interlocutores de Ciro afirmam, sob reserva, que o senador, antes entusiasta da aliança com Flávio Bolsonaro, se irritou com a postura do pré-candidato de se afastar dele após o presidente do PP ser alvo de operação da Polícia Federal que investiga suposta atuação do parlamentar para beneficiar Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, Ciro tem negado irregularidades e se queixou a aliados da forma como Flávio tratou o episódio da operação da PF, adotando distanciamento político.
Messias ganha homenagem – A solenidade de abertura das comemorações do bicentenário da Faculdade de Direito do Recife, no próximo dia 11 de agosto, terá como destaque uma homenagem ao ministro Jorge Messias, Advogado-Geral da União. Ex-aluno da instituição, o chefe da AGU receberá um conjunto inédito de honrarias concedidas pela UFPE e pelas principais forças jurídicas de Pernambuco, marcando o início dos festejos pelos 200 anos do ensino jurídico no País. O tributo conjunto é um reconhecimento à atuação de Jorge Messias à frente da AGU e à sua relevância na advocacia pública nacional.
CURTAS
AJUDA 1 – O governo federal lançou, ontem, o Brasil Soberano 3, nova etapa do programa de crédito para empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida provisória destina R$ 18,5 bilhões em financiamentos e amplia o alcance das linhas anteriores para incluir empresas atingidas pela Seção 301 da legislação comercial norte-americana, além de permitir a inclusão de novos setores caso outras restrições sejam anunciadas.
AJUDA 2 – Segundo o ministro do Desenvolvimento Econômico, Márcio Elias Rosa, o programa atende a uma reivindicação apresentada por 22 setores produtivos, oferecendo crédito para capital de giro, bens de capital, investimentos e diversificação de mercados.
AJUDA 3 – Segundo Elias Rosa, a iniciativa reforça a estratégia do governo de ampliar mercados para as exportações brasileiras e reduzir a dependência dos Estados Unidos, destacando que 73% das 2.400 empresas apoiadas pela ApexBrasil já exportam para outros destinos. As condições financeiras também foram aprimoradas, com juros a partir de 3% ao ano.
Perguntar não ofende: O Governo Raquel entrega algum projeto ou obra de infraestrutura?
O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, em evento em São Paulo na noite desta quarta-feira (22) que, caso a negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço não avançar, a Lei de Reciprocidade não deverá ser aplicada. Segundo ele, “não é este o objetivo” do governo brasileiro, e sim “resolver o problema”.
“Nós temos uma Lei de Reciprocidade aprovada por unanimidade, [mas] a ideia não é fazer retaliação, a ideia é buscar solução. A Lei de Reciprocidade é um instrumento importante, que o governo tem que adequar, tem que avaliar, está na mesa. Mas este não é o objetivo. O objetivo não é fazer guerra comercial, é resolver o problema”. As informações são do g1.
Na semana passada, o governo dos EUA confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês). A aplicação começou nesta quarta (22).
O vice também disse que o governo está trabalhando na negociação e, em paralelo, buscando novos mercados.
Alckmin já havia defendido essa posição na terça (21), quando disse que o Brasil buscará sempre negociar com os EUA para resolver a crise entre os dois países. “A ideia não é retaliação. Não é retaliação. ‘Olho por olho’, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?”
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não encontrou reciprocidade nos diálogos que teve com os Estados Unidos para tratar das tarifas. Mas que o país não vai deixar de tentar negociar com o governo norte-americano nem vai ficar “chorando” por produtos que o país deixará de vender aos EUA.
“Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, ficamos 3 horas discutindo negociação […] a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, disse Lula.
“Isso vai aumentar o nosso antagonismo aos EUA? Não, não vai, porque a gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não vão negociar, porque estamos lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e fazendo eles provarem que eles tinham alguma razão em taxar o Brasil”, completou o presidente.
Na semana passada, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. A sobretaxa passou a valer nesta quarta.
O candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) foi às redes sociais nesta quarta-feira agradecer o apoio do PL à sua postulação ao Executivo estadual. O tucano disse estar “profundamente honrado” com a homologação da aliança e disse estar reunindo forças para o combate à violência e à corrupção. A postulação de Ciro foi pivô de um embate na legenda, que posicionou publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra o presidenciável Flávio Bolsonaro.
No vídeo, Ciro acena para o presidente estadual do PL, deputado André Fernandes, e o deputado estadual Alcides Fernandes, que deve compor a chapa de Ciro em uma das vagas ao Senado. As informações são do jornal O GLOBO.
— Nosso estado está passando por um momento muito grave. Nos últimos doze anos, o Ceará viu disparar a violência e a corrupção. O governo do estado abandonou o nosso povo. Esse problema pede que sejamos capazes, como o PL está demonstrando de forma exemplar, de colocar de lado nossas diferenças — afirmou Ciro.
O tucano disputa o Palácio da Abolição contra o governador petista Elmano de Freitas, que tem o senador Cid Gomes na chapa. A homologação da candidatura de Ciro ocorreu na segunda-feira durante convenção, que também confirmou as postulações de 23 candidatos à Câmara dos Deputados e de 45 a Assembleia Legislativa.
O tucano aguarda a realização das convenções de outras legendas de oposição ao governo petista para definir a composição da chapa. O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União) deve ser o vice, enquanto o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) e Alcides são cotados para o Senado.
Crise no PL
A crise pelo apoio ao tucano começou em maio deste ano, quando o deputado federal André Fernandes, que preside o núcleo local do PL, anunciou o apoio a Ciro afirmando que “toda ajuda é bem-vinda” para derrotar a gestão do PT”. Para justificar a decisão, o parlamentar lembrou que já trocou críticas recíprocas com o tucano, mas ponderou que as diferenças “sempre irão existir”.
A primeira manifestação pública de Michelle contra a aliança ocorreu justamente durante o lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do estado. Àquela altura, André justificava ter tido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para buscar a composição com Ciro.
A ex-primeira-dama também compartilhou um vídeo em que Ciro defende que o ex-presidente era um homem “quase doente” e “burro”, com capacidade intelectual “curta”. Para Fernandes, no entanto, a nova composição política significa a “coragem de agir” em nome dos cearenses.
O pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (22) que as urnas eletrônicas do Brasil são “confiáveis”, mas defendeu que exista algum tipo de “recibo” impresso na hora do voto.
“Bom eu já fui interpelado diversas vezes sobre urna eletrônica. Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito. Fui eleito e reeleito pela urna eletrônica e considero o sistema confiavel”, disse em conversa com jornalistas, momentos antes de participar do evento Brasil de Ideias Mulher, organizado pelo Grupo Voto e Clube da Lu. As informações são da CNN.
O ex-governador de Minas Gerais também defendeu a implementação de uma amostra impressa dos votos que, segundo ele, serviria para “confirmar o digital com o físico”.
As declarações de Zema foram feitas após a repercussão de uma fala do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), na terça-feira (21), em que afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, alvos de investigação da CIA sobre manipulação das eleições venezuelanas de 2010.
“Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou.
Como a CNN mostrou, ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) classificaram a fala de Flávio como grave, mas adotaram cautela quanto a uma possível punição. Em nota emitida nesta quarta-feira, o senador negou que tivesse questionado a lisura das urnas ou contestado a sua integridade.
Ainda nesta quarta-feira, o PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou no TSE uma representação contra Flávio, afirmando que ele, seu irmão Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Gustavo Gayer (PL) manifestaram “desinformações contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro e a credibilidade da Justiça Eleitoral”.
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu R$ 500 mil de uma empresa, cujo dono está envolvido no esquema do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A relação aparece em uma nota fiscal, emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador. O documento, revelado pelo Metrópoles e confirmado pelo Estadão, indica que Flávio Bolsonaro, que é advogado, prestou serviço de “assessoria jurídica” à empresa Contabil Correa Contabilidade & Auditoria LTDA. As informações são da CNN.
A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A, empresa do conglomerado do Master.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador confirmou ter prestado serviços de advogado para Contabil Correa por meio de um contrato privado e legal.
O presidenciável, porém, não explicou quais teriam sido os serviços jurídicos e disse que estão tentando “marginalizar a advocacia”.
Além da nota fiscal emitida para a Contabil, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu, em 7 de abril de 2025, outras duas notas, de R$ 500 mil, cada, referentes a serviços para a Copenhagen. Os documentos, entretanto, foram cancelados, conforme consta no sistema da Secretaria de Economia do Distrito Federal.
A Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial de 2026 e não dará apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após reunião realizada na noite anterior, conduzida por Ciro Nogueira com outros dirigentes da legenda, e deve ser formalizada nos próximos dias.
No encontro, integrantes do partido avaliaram que a maioria da federação defende a neutralidade como forma de preservar as escolhas individuais dos estados. Segundo apuração de Caio Junqueira, Ciro Nogueira já indicava que 90% dos diretórios do PP eram favoráveis à neutralidade. As informações são da CNN.
O diretório do PP no Estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, havia se posicionado a favor do apoio a Flávio Bolsonaro como gesto para tentar reverter o cenário nacional, mas a iniciativa não foi suficiente.
Republicanos e Podemos como alternativas Diante do quadro desfavorável, Flávio Bolsonaro passou a buscar alternativas. Segundo apuração do analista de política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, as opções em negociação são o Republicanos e o Podemos — sendo este último o antigo partido do próprio Flávio.
O Republicanos sinalizou que também deve seguir o caminho da neutralidade, mas ainda mantém conversas abertas com Flávio Bolsonaro, sem encerrar as negociações. O Podemos, por sua vez, também indica que pode adotar posição semelhante.
Pedro Venceslau destacou que há uma reclamação no Centrão de que não houve empenho suficiente por parte de Flávio Bolsonaro e de seus interlocutores para construir essas alianças com antecedência.
“Agora, faltando pouco tempo para o final das convenções, que já estão na reta final, eles intensificaram as conversas, mas talvez já seja tarde demais”, observou o analista.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira teria começado a se deteriorar após uma operação da Polícia Federal que atingiu o senador, momento em que nem Flávio nem o PL saíram publicamente em sua defesa.
A decisão da Federação União Progressista repercute também nas articulações estaduais. Muitos estados que negociavam alianças com o PL local podem se distanciar dos candidatos aliados de Flávio Bolsonaro, uma vez que o argumento de apoio nacional pesava fortemente nas articulações políticas regionais.
Além disso, sem os partidos da federação, Flávio Bolsonaro teria menos tempo de televisão do que Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com o apoio de PT, PCdoB, PV, PSOL, PSB, PDT e outros partidos, conferindo-lhe ampla vantagem no chamado palanque eletrônico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início à campanha em 16 de agosto, às 10h, em um ato no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O local, conhecido anteriormente como estádio da Vila Euclides, ficou marcado por ser palco da militância de Lula no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, enquanto sindicalista.
Foi berço da grande greve dos trabalhadores do ABC, em 1979, além de ter sido fundamental para o surgimento do movimento político e sindical que deu origem à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT. A 1ª assembleia das greves contou com a participação de mais de 60.000 trabalhadores. As informações são do Poder360.
O objetivo era obter um reajuste de 78,1%. Lula chegou a discursar em cima de uma mesa e usou um megafone para falar com os presentes.
O petista havia sido eleito, em 1975, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e reeleito em 1978. A entidade passou a contemplar a região do ABC.
A sede do sindicato não tinha espaço suficiente para abrigar tantos trabalhadores. Daí a necessidade de utilizar o estádio da Vila Euclides.
Em 3 de junho de 2023, Lula retornou ao local e se emocionou. “Praticamente tudo na minha vida começou ali. Espero que esse estádio siga servindo de exemplo para tantas coisas que precisamos fazer no Brasil”, disse na ocasião.
Os candidatos ao Governo de Pernambuco nas Eleições 2026, entre eles a governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, e o ex-prefeito do Recife e pré-candidato João Campos (PSB), poderão gastar até R$ 11.562.724 durante a campanha no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o limite adicional será de R$ 5.781.362. Os valores foram divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que publicou os tetos de despesas para todos os cargos em disputa no país.
Os limites variam de estado para estado, conforme critérios definidos pela Justiça Eleitoral com base na legislação e no tamanho do eleitorado de cada unidade da federação. Em Pernambuco, os valores levam em consideração o número de 7.225.744 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, divulgado pelo TSE nesta semana. As informações são do JC.
Além da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, o Tribunal fixou em R$ 4.447.201,54 o limite de gastos para cada candidatura ao Senado em Pernambuco. Para os candidatos à Câmara dos Deputados, o teto será de R$ 3.176.572,53, enquanto os concorrentes à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) poderão gastar até R$ 1.270.629,01 durante a campanha.
No caso da eleição presidencial, o limite nacional de gastos permanece em R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno e R$ 44.472.015,40 para uma eventual segunda etapa da disputa.
Os valores foram mantidos nos mesmos patamares das eleições de 2022. A decisão foi tomada pelo plenário do TSE no início deste mês e considerou a ausência de mudanças na legislação eleitoral e a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em R$ 4,9 bilhões. Segundo a Corte, a medida busca preservar o equilíbrio financeiro das campanhas e garantir estabilidade na disputa eleitoral.
De acordo com a legislação, o limite de gastos abrange não apenas as despesas contratadas diretamente pelas candidaturas, mas também transferências financeiras destinadas a partidos e outros candidatos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços utilizados durante a campanha.
O candidato ou partido que ultrapassar o teto estabelecido estará sujeito ao pagamento de multa equivalente a 100% do valor excedente. Dependendo das circunstâncias, o excesso de gastos também poderá configurar abuso do poder econômico, podendo resultar em outras sanções previstas na legislação eleitoral.
As declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levantando dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas provocaram preocupação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que classificam a fala como grave e avaliam que o episódio merece atenção da Justiça Eleitoral, ainda que façam distinções em relação ao caso que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade.
Segundo relatos feitos ao GLOBO, ministros consideram que há diferenças relevantes entre os dois episódios, especialmente pelo contexto em que as declarações foram feitas e pelo alcance da manifestação. Apesar disso, afirmam que questionamentos ao sistema eletrônico de votação não devem ser relativizados e defendem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforce de forma clara sua posição em defesa da segurança e da confiabilidade das urnas.
Na avaliação reservada de integrantes da Corte, a Justiça Eleitoral consolidou, nos últimos anos, uma jurisprudência voltada à proteção da integridade do processo eleitoral diante da disseminação de desinformação sobre o sistema de votação. Por isso, entendem que a resposta do tribunal até agora, ao reproduzir uma nota já publicada em 2020, é insuficiente e que é preciso um posicionamento mais claro do TSE.
Na reunião com embaixadores desta terça-feira, Flávio afirmou que um relatório desclassificado pela CIA sobre supostas vulnerabilidades do sistema eleitoral venezuelano apontaria a atuação da empresa Smartmatic e disse que “muitas dessas máquinas que são registradas para as eleições brasileiras têm a mesma origem nessa empresa venezuelana”. Em seguida, pediu que os países enviassem observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras e voltou a defender a reunião promovida por Jair Bolsonaro com diplomatas em 2022.
Questionado sobre as declarações do senador, o TSE evitou comentar o episódio específico e limitou-se a encaminhar uma checagem feita pelo tribunal. Na nota, originalmente divulgada em 2020 e atualizada em 2022, a Corte esclarece que “a empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas, nem softwares eleitorais para o Brasil” e afirma que o tema já foi objeto de esclarecimentos oficiais. A checagem ressalta que a companhia nunca vendeu urnas eletrônicas ao país, apesar de frequentemente ser mencionada em conteúdos falsos sobre o processo eleitoral.
Esses ministros ressaltam, contudo, que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro possui características próprias e ainda dependerá da análise de circunstâncias específicas, como o contexto das declarações, seu alcance e eventual repercussão no processo eleitoral. A avaliação predominante, porém, é que a Corte não pode transmitir a mensagem de que voltou a tolerar discursos que coloquem em dúvida, sem provas, a legitimidade das eleições.
A expectativa entre integrantes do tribunal é que o TSE mantenha a linha adotada nos últimos anos e reitere publicamente sua confiança no sistema eletrônico de votação. Na visão desses ministros, preservar a posição institucional da Justiça Eleitoral em defesa das urnas é essencial para evitar o enfraquecimento da credibilidade do processo eleitoral às vésperas da campanha de 2026.
Como mostrou O GLOBO, uma ala de ministros do TSE afirma que o episódio inevitavelmente remete ao precedente firmado no julgamento do ex-deputado estadual Fernando Francischini. Em 2021, a Corte cassou o mandato do parlamentar por divulgar informações falsas sobre as urnas eletrônicas durante o segundo turno das eleições de 2018, entendimento que passou a balizar a atuação da Justiça Eleitoral em casos de ataques à confiabilidade do sistema.
Dois anos depois, essa linha foi reforçada no julgamento que tornou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos. O TSE entendeu que o então presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao reunir embaixadores, em julho de 2022, para apresentar acusações sem provas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
A resolução que disciplina a propaganda eleitoral estabelece que a utilização da internet, inclusive de serviços de mensagens, para difundir “informações falsas ou descontextualizadas” sobre o sistema eletrônico de votação e a Justiça Eleitoral configura uso indevido dos meios de comunicação e, conforme as circunstâncias do caso, também abuso de poder político e econômico.
“A utilização da internet, inclusive serviços de mensageria, para difundir informações falsas ou descontextualizadas em prejuízo de adversária(o) ou em benefício de candidata(o), ou a respeito do sistema eletrônico de votação e da Justiça Eleitoral (…) configura uso indevido dos meios de comunicação e, pelas circunstâncias do caso, também abuso dos poderes político e econômico”, diz o texto.
A governadora Raquel Lyra (PSD) convidou deputados estaduais e prefeitos do Partido Progressistas para um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas, nesta quinta-feira (23), às 8h. A informação foi dada em primeira mão pelo Blog Dellas, de Terezinha Nunes, e confirmada pela Folha de Pernambuco.
De acordo com fontes ouvidas pela Folha, o convite não adiantou o assunto que deve ser tratado no encontro, levantando especulações de que a governadora procura os membros do partido para comunicar definição em relação à chapa para o Senado.
O presidente da Federação União Progressista de Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), disputa com o presidente do União Brasil (UB) e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a participação em uma das vagas da chapa governista para o Senado.
Em reunião com a direção nacional da federação a governadora teria manifestado preferência por Miguel Coelho e informações de bastidores dão conta de que ela teria decidido colocar o político sertanejo na chapa, em detrimento de Eduardo da Fonte.
Enquanto Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil) seguem aguardando a definição de quem ocupará a vaga na disputa pelo Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o senador Fernando Dueire (PSD) resolveu entrar em campo e reforçar seu lugar na disputa.
Hoje, disparou para aliados e nas redes sociais um vídeo em que faz um balanço do mandato, destacando ações e parcerias em Pernambuco. Nos bastidores, o movimento foi interpretado como um recado de que continua firme na disputa pela recondução ao Senado e não pretende assistir de camarote às articulações em torno da chapa governista.
O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) lidera a corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, de acordo com pesquisa AtlasIntel/94FM divulgada nesta quarta-feira (22/7). No cenário estimulado, o petista soma 36,3% das intenções de voto, à frente de Álvaro Dias (PL), com 27,7%, e Allyson Bezerra (União Brasil), com 25,1%.
Na pesquisa estimulada, os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%: Robério Paulino (PSOL) registra 0,5%, enquanto Rodrigo Vieira (Agir) tem 0,1%. As informações são do Metrópoles.
Os votos em branco e nulos somam 5,1%, e 5,2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Cenários de segundo turno Nos cenários simulados para o segundo turno, Cadu Xavier aparece em vantagem contra os dois principais concorrentes.
Em uma disputa direta contra Álvaro Dias, o candidato do PT alcança 45,7% das intenções de voto, enquanto o nome do PL registra 35,5%. Brancos, nulos e indecisos representam 18,8%, o que resulta em uma vantagem de 10,2 pontos percentuais para Cadu.
Já em um eventual segundo turno contra Allyson Bezerra, o petista soma 39,4%, ante 34,2% do adversário do União Brasil. Nesse cenário, 26,4% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda não sabem em quem votar, e a diferença entre os candidatos é de 5,2 pontos percentuais.
No único cenário sem a participação do candidato do PT, Allyson Bezerra supera Álvaro Dias por 35,7% a 29,7%. Os votos brancos, nulos e os indecisos somam 34,6%, e a vantagem do prefeito de Mossoró é de seis pontos percentuais.
Recortes da pesquisa Entre homens, Cadu Xavier registra 35%, contra 30% de Allyson Bezerra e 27,2% de Álvaro Dias. Entre as mulheres, o petista amplia a vantagem, chegando a 37,7%, enquanto Álvaro tem 28,1% e Allyson aparece com 20,3%.
Regionalmente, Cadu lidera em Natal (36,2%), no Oeste Potiguar (41,5%) e na Central Potiguar (46,9%). Já Álvaro Dias apresenta melhor desempenho no Agreste/Leste Potiguar, onde alcança 35,3%, enquanto Allyson Bezerra obtém seu maior índice no Oeste Potiguar, com 36,1%.
Metodologia A pesquisa AtlasIntel/94FM ouviu 1.245 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 16 e 21 de julho de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04754/2026 e BR-07335/2026.
Foram entrevistados eleitores de 136 municípios potiguares, distribuídos pelas regiões Agreste e Leste Potiguar, Oeste Potiguar, Central Potiguar e Natal. A amostra é composta por 51,1% de mulheres e 48,9% de homens — proporcional à população.