O ex-governador Paulo Câmara, atual presidente do Banco do Nordeste (BNB), deve deixar o cargo nos próximos dias, segundo Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda. Ele continuava no posto mesmo com uma decisão contrária do Supremo Tribunal Federal, que exigia o cumprimento da legislação. Câmara, que já foi vice-presidente do PSB, assumiu a presidência do BNB em março de 2023, amparado por uma liminar que suspendeu a quarentena imposta pela Lei das Estatais.
A liminar que permitiu a Câmara ocupar o cargo foi derrubada em dezembro de 2023, e o prazo para sua saída expirou em 27 de agosto. No entanto, um artigo do estatuto do banco previa a prorrogação do mandato até a posse de uma nova diretoria. A legislação estipula que o conselho do BNB convoque eleições em, no máximo, trinta dias, o que indica que a mudança deve ocorrer em breve. As informações são do portal Folha de São Paulo.
A gestão de Câmara no BNB foi marcada pela implementação de políticas de microcrédito com juros baixos, apoiadas pelo governo de Lula, que visam estimular o empreendedorismo entre beneficiários do Bolsa Família, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Assessores do governo indicam que a intenção é que Câmara seja reconduzido apenas em 2026, quando a quarentena partidária terá expirado, permitindo uma nova candidatura.
Consultado sobre a situação, o BNB não se manifestou. Câmara não atendeu às solicitações para comentar a mudança. A saída de Câmara representa uma reestruturação significativa na diretoria do banco, que desempenha um papel crucial no fomento de negócios de pequeno porte na região.
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, decidiu incorporar um dos temas mais sensíveis do campo bolsonarista à sua estratégia eleitoral. Ontem, em entrevista à Globo News, o ex-governador de Goiás afirmou que, se eleito, encaminhará ao Congresso, já no primeiro dia de governo, um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Sob o argumento de que a medida seria necessária para “pacificar o país”, Caiado sinaliza uma tentativa de se aproximar de um eleitorado que tem na revisão das punições impostas aos envolvidos nos atos uma de suas principais bandeiras.
A proposta também revela uma movimentação de Caiado em um espaço político disputado pela direita, especialmente pelo bolsonarismo. Ao assumir uma posição favorável à anistia, o candidato procura dialogar com eleitores que rejeitam as condenações e defendem o fim do que consideram perseguição política aos envolvidos no 8 de Janeiro. A estratégia ganha relevância em uma eleição na qual o campo conservador tende a concentrar parte importante da disputa pelo eleitorado que apoiou Jair Bolsonaro nas últimas eleições.
Caiado evitou responder diretamente se considera os atos de 8 de Janeiro uma tentativa de golpe de Estado. Em vez disso, comparou o episódio à anulação das condenações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que permitiu ao petista recuperar os direitos políticos e disputar novamente eleições. O argumento mostra como o candidato pretende enquadrar a discussão dentro de uma narrativa de tratamento desigual por parte das instituições, discurso que encontra forte receptividade entre setores do eleitorado bolsonarista.
Ao mesmo tempo em que busca esse espaço na direita, Caiado tenta apresentar a anistia como parte de uma agenda mais ampla de reconstrução institucional. O candidato afirmou que pretende encaminhar, logo no início de eventual governo, propostas de reforma administrativa e política, mudanças na reforma tributária e revisão de pontos da Previdência. A promessa é retirar o 8 de Janeiro do centro do debate político e concentrar o governo em pautas econômicas e administrativas.
O conjunto das propostas revela uma estratégia que combina discurso de austeridade, endurecimento na segurança e, principalmente, uma aproximação com pautas caras ao bolsonarismo. Ao colocar a anistia no centro de seu discurso, Caiado tenta ocupar uma faixa do eleitorado de direita que será decisiva na eleição e, ao mesmo tempo, diferenciar-se de outros candidatos que também disputam esse mesmo espaço.
Privatizações e vendas – Ainda durante a entrevista, Caiado afirmou que pretende promover um ajuste fiscal e “cortar na carne” administrativamente. Ele citou redução de despesas da máquina pública e revisão de programas do governo, se for eleito. Afirmou também que privatizaria os Correios e venderia segmentos da Petrobras, mas descartou privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. “Correios, sem dúvida [privatizaria]. Banco do Brasil, de maneira nenhuma, porque tem um poder ainda de contemplar regiões de maior carência no Brasil, [garantindo] acesso a esse sistema de crédito, que é muito importante. E Caixa, de maneira alguma [privatizaria]”, afirmou.
Ataque ao Judiciário – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) elevou o tom contra o Judiciário, ontem, durante almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O senador afirmou que vem divulgando “a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário brasileiro”, mas não apresentou provas nem especificou a quais integrantes ou episódios se referia. Flávio também disse que seus adversários têm “pavor” de uma eventual vitória sua e que estariam dispostos a impedir sua chegada ao Planalto. “Eles vão ultrapassar o limite da maldade”, declarou. O candidato também voltou a citar o pai, Jair Bolsonaro: “Vamos virar essa página triste da história. Vocês vão ver o presidente Bolsonaro subindo aquela rampa junto comigo”.
De olho nos evangélicos – A campanha de Flávio decidiu intensificar a ofensiva sobre o eleitorado evangélico após a redução da vantagem do candidato nesse segmento. A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira apontou o senador com 35% das intenções de voto entre evangélicos e Lula com 28%, empate técnico considerando a margem de erro de quatro pontos percentuais. Em julho, o placar era de 39% a 26%. A nova estratégia prevê vídeos personalizados para diferentes denominações, com saudações e temas específicos de cada igreja. A campanha também pretende aproximar Flávio de lideranças do Ministério de Madureira, da Igreja Universal e da Igreja Mundial do Poder de Deus. Um encontro com o bispo Valdemiro Santiago é esperado neste fim de semana.
Porto rompe com Marília – O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), e seu filho, o médico Gabriel Porto (PSB), candidatos a deputado estadual e federal, respectivamente, retiraram, ontem, o apoio à candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado. Em nota conjunta, os dois acusaram a candidata de descumprir acordos políticos, sem detalhar quais compromissos teriam sido quebrados. Álvaro e Gabriel ressaltaram que estiveram entre os primeiros a apoiar Marília, antes mesmo da oficialização de sua candidatura. “Infelizmente, Marília, mais uma vez, demonstrou dificuldade em cumprir aquilo que foi acordado e em honrar a palavra empenhada”, afirmaram.
Marília se esquiva – Marília preferiu não rebater as acusações feitas por Álvaro e Gabriel Porto ao anunciarem o rompimento político. Por meio da assessoria, a candidata ao Senado afirmou que não comentaria a alegação dos ex-aliados de que teria descumprido acordos e tratou a retirada do apoio como uma decisão legítima. “Quando um não quer, dois não brigam. É um direito e escolha deles. Faz parte da democracia. Desejo boa sorte a eles na eleição”, declarou. Marília também sinalizou que não pretende prolongar publicamente a divergência: “Nosso foco agora é unir pessoas e trabalhar pra mudar Pernambuco”.
CURTAS
João terá mais tempo de TV – João Campos (PSB) deverá ter o maior espaço no horário eleitoral gratuito entre os candidatos ao Governo de Pernambuco. Segundo cálculo do Jornal do Commercio, o socialista terá cerca de 4 minutos e 32 segundos por bloco, contra 3 minutos e 51 segundos de Raquel Lyra (PSD). A diferença estimada entre os dois é de 41 segundos.
Só três candidatos estarão nos blocos – Dos oito candidatos ao Governo de Pernambuco, apenas João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes (PSOL) deverão participar dos blocos do horário eleitoral gratuito. Ivan terá aproximadamente 36 segundos. Professora Camila, Guilherme Fonseca, Renan, Professor Jeremias do Banco e Victor Assis devem ficar fora por não atenderem aos critérios de representação partidária previstos na legislação.
Peso das coligações – A divisão do tempo leva em consideração principalmente o tamanho das bancadas federais dos partidos que integram cada coligação. A Frente Popular, de João, soma 206 deputados federais considerados no cálculo, contra 173 da coligação de Raquel e 15 da Federação PSOL-Rede. Os números são uma estimativa e ainda dependem de homologação da Justiça Eleitoral.
Perguntar não ofende: Até onde Caiado irá para conquistar o eleitor bolsonarista?
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (7), durante um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, que tem divulgado “a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário Brasileiro”.
“É isso que a gente está disputando”, afirmou o candidato do PL. O senador não apresentou provas nem especificou a quais integrantes ou episódios se referia ao falar em “roubalheira”. As informações são do g1.
Na sequência, Flávio disse que seus adversários têm “pavor” da possibilidade de sua vitória na eleição e afirmou que eles estariam dispostos a agir para impedir que ele chegue à Presidência.
“Vocês entendem qual é o pavor daqueles que querem chegar e fazer a coisa certa, como nós vamos fazer? Vocês imaginam o que eles estão dispostos [a fazer] para impedir que nós, juntos, cheguemos lá em Brasília? Eles vão ultrapassar o limite da maldade”, disse.
O candidato afirmou ainda que pretende “resistir” durante os 57 dias restantes até a eleição e voltou a mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Vamos virar essa página triste da história. Vocês vão ver o presidente Bolsonaro subindo aquela rampa junto comigo”, declarou.
Durante o evento, Flávio também afirmou que sua vida foi “virada do avesso”, mas disse que adversários não encontraram irregularidades contra ele e que não há nada que possa aparecer durante a campanha porque “ele não é filho do presidente Lula (PT)”.
A candidata ao Senado Federal Marília Arraes (PDT) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai comentar as declarações do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), e do médico Gabriel Porto (PSB), que anunciaram nesta sexta-feira (7) a retirada do apoio à sua candidatura.
Em nota, Marília afirmou que a decisão é uma escolha dos dois e desejou boa sorte aos ex-aliados na disputa eleitoral. “Quando um não quer, dois não brigam. É um direito e escolha deles. Faz parte da democracia. Desejo boa sorte a eles na eleição”, declarou. As informações são do Blog da Folha.
A candidata também afirmou que pretende concentrar os esforços na construção de sua campanha. “Nosso foco agora é unir pessoas e trabalhar pra mudar Pernambuco”, disse.
O rompimento foi anunciado por Álvaro Porto, candidato à reeleição para a presidência da Alepe, e Gabriel Porto, candidato a deputado federal, por meio de uma nota oficial. Os dois afirmam que a decisão ocorreu após, segundo eles, o descumprimento de acordos políticos firmados com Marília.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (7), que pretende construir o Hospital Geral do Araripe caso seja eleito. A proposta foi apresentada durante agenda em Araripina e prevê uma unidade de alta complexidade para ampliar o atendimento especializado na região.
“Hoje essa demanda não é suficientemente atendida nem pelo Hospital Regional de Ouricuri, porque há uma série de especialidades que não existem lá”, disse João. Segundo o candidato, o novo hospital funcionaria de forma complementar à estrutura já existente em Ouricuri e também teria foco no atendimento a pacientes oncológicos.
Durante a passagem pelo município, João também voltou a defender a implantação da Adutora de Negreiros, a isenção da conta de água para famílias submetidas a rodízio, melhorias na malha rodoviária, a retomada da Transnordestina e a ampliação da estrutura das polícias Militar, Civil e Científica.
O apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura de Flávio Bolsonaro, em agosto, não teve impacto sobre as intenções de voto no presidenciável do PL. Permaneceu em 29%, entre junho e agosto, o percentual de eleitores que afirmam que o apoio do presidente americano aumentaria as chances de votar em Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Genial/Quaest.
Para a maioria dos eleitores, 51%, porém, o endosso de Trump teria o efeito contrário: 35% dizem que ele aumenta as chances de votar em Lula, enquanto 16% afirmam que os levaria a optar por outro candidato. Para 15%, a aliança com o líder americano não faz diferença.
No mesmo período, a pesquisa mostra que cresceu em oito pontos percentuais a fatia de brasileiros que defendem que o presidente da República mantenha uma relação independente dos Estados Unidos: passou de 31% para 39%. O maior avanço dessa percepção ocorreu justamente na Região Sudeste, onde Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto. Ali, o índice saltou de 32%, em junho, para 43%, em agosto. Na avaliação nacional, caiu 46% para 41% os que defendem a postura de aliado. A maior queda foi nas regiões Centro-Oeste/Norte, de 16 pontos percentuais: de 53% para 46%.
O último levantamento também indica que o conhecimento da população sobre as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil é menor do que o registrado em relação à taxação do ano passado: 63% dizem conhecer as novas medidas, ante 83% no caso das tarifas de 2025.
A pesquisa mostra ainda que diminuiu a parcela dos brasileiros que percebem impacto negativo das novas tarifas em sua vida ou na de suas famílias. Enquanto 74% avaliavam que a taxação de 2025 teria efeitos negativos, o percentual dos que enxergam prejuízos com a nova tarifa caiu de 63% para 61% entre junho e agosto.
A maioria dos brasileiros continua avaliando que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos não prejudica as empresas americanas, mas esse percentual recuou de 57% para 54%. Já a parcela dos que acreditam que as companhias americanas são prejudicadas aumentou cinco pontos percentuais, passando de 21% para 26%.
Entre junho e julho, também cresceu a avaliação de que o governo reagiu mal ao tarifaço americano. O percentual subiu sete pontos percentuais, de 36% para 43%. Como mostramos no blog, a taxação começa a impor um custo político ao presidente Lula.
O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), deverá ter o maior tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão nas eleições de 2026. Cálculo realizado pela reportagem do Jornal do Commercio, com base na metodologia prevista na Lei nº 9.504/1997, indica que o socialista terá 4 minutos e 32 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral.
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), aparece em seguida, com 3 minutos e 51 segundos. Já o candidato da Federação PSOL-Rede, Ivan Moraes (PSOL), deverá contar com cerca de 36 segundos por bloco.
O levantamento considera a composição das coligações registradas em Pernambuco e o número de deputados federais eleitos em 2022 pelas legendas que as integram e que atingiram a cláusula de desempenho prevista na Emenda Constitucional nº 97.
Ao todo, oito candidatos disputam o Governo de Pernambuco. Além de João Campos, Raquel Lyra e Ivan Moraes, também concorrem Professora Camila (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Renan (Missão), Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO). As cinco candidaturas, no entanto, não deverão ter tempo nos blocos do horário eleitoral gratuito, já que seus partidos não possuem representação na Câmara dos Deputados apta à distribuição prevista na Lei das Eleições.
Confira abaixo os tempos de TV e Rádio dos candidatos ao Governo de Pernambuco:
Pela metodologia prevista na Lei nº 9.504/1997, o tempo estimado para cada bloco do horário eleitoral gratuito é o seguinte:
João Campos (PSB): 4 minutos e 32 segundos
Raquel Lyra (PSD): 3 minutos e 51 segundos
Ivan Moraes (PSOL): 36 segundos
Entenda o cálculo
A Lei das Eleições estabelece que, nas eleições em que há renovação de dois terços do Senado Federal, caso de 2026, os blocos do horário eleitoral para governador têm duração de nove minutos, tanto no rádio quanto na televisão.
Desse total, 90% do tempo são distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos pelas legendas que compõem cada coligação ou federação apta, enquanto os 10% restantes são divididos igualmente entre todas as candidaturas.
Para o cálculo, o JC considerou o número de deputados federais eleitos em 2022 pelas legendas que atingiram a cláusula de desempenho e integram as coligações e federações que disputam o Governo de Pernambuco, conforme os critérios previstos na Lei nº 9.504/1997.
Com isso, a Frente Popular de Pernambuco soma 206 deputados federais; a coligação Pernambuco de Coração reúne 173 deputados; e a Federação PSOL-Rede conta com 15 deputados, totalizando 394 parlamentares considerados na distribuição do tempo.
Os tempos apresentados representam uma estimativa elaborada pelo Jornal do Commercio a partir dos critérios definidos na legislação eleitoral. A distribuição oficial do horário eleitoral gratuito será homologada pela Justiça Eleitoral durante a elaboração do plano de mídia da campanha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com integrantes da cúpula do Republicanos e do Podemos em Brasília na véspera de os partidos anunciarem neutralidade no pleito nacional, nesta semana. As duas siglas vinham sendo cortejadas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista nas eleições, para que formassem aliança com ele, mas as conversas não foram adiante. Os encontros ocorreram, separadamente, na segunda-feira. Na terça, os dois partidos oficializaram a posição de neutralidade, numa vitória para governistas.
De acordo com relatos de pessoas que acompanharam as conversas, o presidente se reuniu pela manhã de segunda-feira com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), além do presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais). No mesmo dia, Lula conversou com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). Ali, foi informado que as siglas ficariam neutras na disputa nacional. As informações são do jornal O GLOBO.
Aliados de Hugo Motta dizem que o encontro do Republicanos não teve como objetivo discutir eventual apoio de Lula, do PT e do governo federal à reeleição do parlamentar na presidência da Câmara, a partir de 2027. Mas afirmam que política é feita de gestos e a costura da neutralidade, que favoreceu Lula, passou também pelas mãos de Motta. Nesse sentido, defendem esse apoio em retribuição. Um parlamentar próximo do presidente da Câmara diz que já estão sendo feitas negociações com deputados e partidos a favor da reeleição de Motta, em fevereiro.
Quatro pessoas, entre participantes e interlocutores, dizem que o presidente do partido, Marcos Pereira, também esteve no encontro. Ele nega. Na convenção do Republicanos, Pereira afirmou à imprensa que apesar do posicionamento de neutralidade da sigla, ele “pessoalmente” irá colaborar com a campanha de Flávio Bolsonaro e disse que o partido “só não emprestará o tempo de televisão”. Procurado, Motta não respondeu.
Também na segunda-feira, num segundo momento, Lula conversou com a presidente do Podemos, Renata Abreu (SP). A interlocutores, a dirigente partidária relatou que foi um encontro positivo. Procurada, via assessoria de imprensa, não respondeu. Edinho e Guimarães foram procurados, mas não responderam. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) também foi procurada, mas não se manifestou.
De acordo com relatos dessas pessoas a par das conversas com Lula e os dirigentes partidários, o presidente da República pediu para que ocorram novas conversas com as siglas num eventual segundo turno e falou para que os partidos não tomassem decisões sobre eventuais apoios antes de conversarem. Dois políticos que ouviram relatos das conversas dizem que Lula sinalizou que, nessas novas conversas, sejam discutidos apoios futuros —o que foi interpretado como a participação desses partidos num eventual Lula 4.
Os dois encontros aconteceram após integrantes desses partidos terem conversado, separadamente, com interlocutores do entorno de Lula, entre Guimarães e Edinho, nas últimas semanas. Petistas destacam a atuação deles junto aos partidos da centro-direita para garantir a neutralidade deles na eleição, num grande revés para Flávio Bolsonaro. Isolado, o senador chegou a oferecer a vice em sua chapa para Republicanos, PP, União Brasil e Podemos, mas sem sucesso. Na quarta, anunciou o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu companheiro de chapa.
Tanto Edinho quanto Guimarães têm proximidade com nomes do centrão no Congresso, o que facilitou nesse processo. No caso da operação para garantir a neutralidade da federação União Brasil-PP, são lembrados os nomes dos líderes dos partidos na Câmara, Doutor Luizinho (PP-RJ) e Pedro Lucas (União Brasil-MA). Com o Republicanos, destacam ainda a atuação do ex-ministro Silvio Costa Filho (PE), aliado de longa data de Lula.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), candidato à reeleição, e o médico Gabriel Porto (PSB), candidato a deputado federal, anunciaram nesta sexta-feira (7) o rompimento do apoio à candidatura de Marília Arraes (Solidariedade) ao Senado Federal.
A decisão foi comunicada por meio de uma nota oficial, na qual ambos afirmam que a retirada do apoio decorre do descumprimento de acordos políticos por parte da candidata. As informações são do Blog da Folha.
Segundo o comunicado, Álvaro e Gabriel Porto foram os primeiros a declarar apoio à candidatura de Marília, ainda antes da oficialização de seu nome na chapa majoritária. Eles afirmam que a decisão, à época, foi baseada na confiança e nos compromissos assumidos durante as articulações políticas.
Na nota, os dois criticam a postura da candidata e afirmam que ela “mais uma vez demonstrou dificuldade em cumprir aquilo que foi acordado e em honrar a palavra empenhada”. Também defendem que a confiança é um elemento indispensável nas relações políticas.
Os parlamentares afirmam ainda que a decisão não foi motivada por circunstâncias eleitorais, mas por coerência política. Para eles, quem pretende representar Pernambuco no Senado deve demonstrar capacidade de cumprir os compromissos assumidos.
Com o rompimento, Álvaro Porto e Gabriel Porto deixam de integrar o grupo de apoiadores da candidatura de Marília Arraes ao Senado e afirmam que seguirão atuando com base na lealdade política e no compromisso com o estado.
Por meio da assessoria de imprensa, Marília Arraes declarou que não vai comentar as declarações do deputado. “Quando um não quer, dois não brigam. É um direito e escolha deles. Faz parte da democracia. Desejo boa sorte a eles na eleição. Nosso foco agora é unir pessoas e trabalhar pra mudar Pernambuco”.
Confira a nota oficial na íntegra:
Fomos os primeiros a declarar apoio à candidatura de Marília Arraes ao Senado, quando ela sequer era oficialmente candidata da chapa majoritária. Fizemos isso com confiança, lealdade e acreditando na palavra e nos compromissos políticos assumidos.
Infelizmente, Marília, mais uma vez, demonstrou dificuldade em cumprir aquilo que foi acordado e em honrar a palavra empenhada.
Política se faz com diálogo, compromisso e, acima de tudo, palavra. Quando a palavra deixa de ter valor, a confiança também deixa de existir.
Por esse motivo, retiramos, a partir de hoje, nosso apoio à candidatura de Marília Arraes ao Senado.
Álvaro Porto (MDB), deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição.
Gabriel Porto (PSB), médico e candidato a deputado federal.
Em evento que comemorou os 65 anos do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos (SP), nesta sexta-feira (7), o presidente Lula (PT) voltou a criticar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Para o petista, Rubio “odeia o Brasil” e seria um “latino-americano frustrado”.
“O Márcio [ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] se reuniu umas quatro ou cinco vezes com o secretário de comércio dos Estados Unidos, mas ele tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista”, disse. As informações são da CNN.
“É o Marco Rubio. Eu disse pro Trump: ‘Esse moço não gosta do Brasil’. Não gosta, ele é um anti-latino-americano. Ou um latino-americano frustrado, porque ele foi embora de Cuba, o avô dele, o bisavô de lá, ele nunca morou em Cuba. Mas ele foi embora, ele é um descendente de cubano de Miami. Então ele odeia. Odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil.”
Durante os discursos, foi divulgada a queda nos números dos alertas de desmatamento, assunto utilizado pelos Estados Unidos ao justificar a determinação do novo tarifaço. Segundo o relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), o Brasil tem se beneficiado da destruição da Floresta Amazônica.
“A nova tarifa diz que o Brasil não cuida do desmatamento. Ninguém leva a sério a questão climática como leva o Brasil. Eu já vi depoimento dele [Trump] na ONU dizendo que não acredita na questão climática. Que não acredita, que é tudo mentira”, retrucou Lula.
O presidente relembrou em seu discurso a reunião que teve com o presidente americano Donaldo Trump no Salão Oval da Casa Branca. Segundo ele, foi entregue a Trump documentos sobre a balança comercial brasileira.
“Durante a semana, eu tô tranquilo e vejo nos jornais que os Estados Unidos iriam fazer uma nova tarifa contra o Brasil. Fiquei esperando, não teve telefonema, veio pela imprensa como sempre.”
O presidente do PSDB, Aécio Neves, anunciou, nesta sexta-feira (7), a filiação do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, à legenda. “Vai permitir ao PSDB dar musculatura a um grande e novo projeto de transformação no Nordeste e no Brasil. Estamos todos muitos felizes com a chegada do prefeito de João Pessoa. E estejam certos, o PSDB se prepara para construir um novo caminho para o Brasil”, frisou Aécio.
O prefeito estava no PSB desde 2022, quando saiu do Cidadania e retornou ao partido juntamente com o ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB).
Na Paraíba, o PSDB é comandado por Vitor Cavalcanti, ligado a Leo Bezerra. A expectativa é que o prefeito da capital paraibana presida a legenda no estado.
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o Rei da Lambada, Beto Barbosa, ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O deputado federal Augusto Coutinho e o vereador do Recife Rodrigo Coutinho, ambos do Republicanos, anunciaram nesta sexta-feira (7) apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado Federal. O posicionamento foi divulgado durante uma reunião realizada no Recife.
Líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Augusto Coutinho afirmou que o apoio será acompanhado de atuação política para fortalecer a candidatura do ex-deputado federal. As informações são do Blog da Folha.
“É um voto que darei com muita vontade e trabalho. Mendonça é um homem sério, que construiu sua vida pública com coerência. Vamos trabalhar muito por sua eleição ao Senado Federal”, declarou.
Rodrigo Coutinho destacou a atuação de Mendonça em pautas relacionadas ao esporte e afirmou que pretende contribuir para a eleição do candidato.
“Mendonça sempre dialogou com muitas pautas importantes, como a pauta dos esportes, que também venho trabalhando no Recife. A gente tem muita tranquilidade de dizer que vai trabalhar diuturnamente para fazê-lo senador, e eu tenho certeza que sua presença vai engrandecer o Senado da República”, afirmou.
Mendonça Filho agradeceu o apoio recebido e disse que pretende ampliar sua presença política em diferentes regiões do estado.
“Quero agradecer o apoio de Augusto e Rodrigo Coutinho. Vamos fortalecer nossa presença no Recife e evidentemente no Sertão e no Agreste do Estado”, declarou o candidato.