Ao menos 75 ônibus do transporte público de Salvador haviam sido impedidos de sair de garagens neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), as interrupções ocorreram porque sindicalistas teriam colocado adesivos com o candidato à Presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A situação tem gerado reclamações de passageiros as ruas, nas estações de ônibus e na internet. Não há informações sobre quantas pessoas foram prejudicadas pelo impedimento das saídas dos ônibus. Com informações do g1 e do Metro1.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato da frota integral. A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento da ordem pelo Município, pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e pelas empresas concessionárias do sistema.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou, durante entrevista, que ônibus de um dos consórcios que operam o transporte público da capital baiana só começaram a circular após a retirada de adesivos com o número 13, do PT, dos veículos. O prefeito alega que sindicalistas queriam que os coletivos saíssem das garagens com os adesivos, o que classificou como crime eleitoral. Bruno Reis disse que os ônibus operados pelo consórcio Ótima saíram no horário e sem problemas, mas houve dificuldades na operação do consórcio Plataforma.
O caso também teve desdobramento judicial com a expedição de uma ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por retenção de ônibus durante o pleito. A medida foi confirmada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, à Rádio Metrópole.















