Com o anúncio da filiação da ex-deputada federal Marília Arraes ao PDT, e a discussão sobre quem a pré-candidata ao Senado apoiaria na corrida pelo governo de Pernambuco, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, revelou que sente que o PDT já foi descartado pelo possível projeto do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Segundo o líder partidário, as conversas com o gestor municipal e as especulações da imprensa esclarecem que Campos não pretende trazer nomes do Partido Democrático Trabalhista para a chapa da Frente Popular. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Estamos vendo pela imprensa que o prefeito João já fechou a sua nominata com seus candidatos, e nós estamos excluídos, e estamos buscando outras alternativas. Como a gente pode ficar com quem não quer ficar com a gente?”, defendeu Carlos Lupi, durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta quinta-feira (12).
O presidente nacional do PDT também esclareceu que a candidatura de Marília ao Senado é irreversível, e que, por isso, o foco da legenda é montar alianças que favoreçam a ex-deputada.
“Nós precisamos de uma aliança que viabilize à candidatura da Marília. A decisão de Marília é irreversível de ser candidata ao Senado. E eu nunca vi em nenhum estado da federação ninguém que lidera uma pesquisa para o Senado, tendo sido candidata a governadora, tendo o nome que ela tem, desistir antes do processo eleitoral com a popularidade que ela tem”, argumenta o líder partidário.
Atualmente, o partido vê como possibilidade ter uma candidatura própria para governador, formalizar uma aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), ou ainda ter uma candidatura avulsa para o estado. De todo modo, a ideia defendida pelo PDT é de que Marília Arraes será candidata independente do cenário.
“Isso é que nem casamento, a gente namora, se conhece, noiva, e depois casa, é um processo. Tem a questão da candidatura passada, que deixou algumas sequelas (Raquel e Marília foram concorrentes ao governo em 2022. […] Mas eu vejo com muita simpatia duas mulheres, uma no governo do estado, outra no Senado”, afirma o presidente do PDT, que diz manter conversas com a chefe do Executivo estadual.
De acordo com Lupi, João Campos lhe revelou que, com a consolidação do nome do senador Humberto Costa (PT) em sua chapa majoritária, agora a busca é por um candidato que represente o centro político para ocupar a segunda vaga ao Senado Federal.
“Ele conversou comigo há uma semana, e falou com clareza que queria uma aliança mais ao centro, pois, já tendo Humberto Costa, ele precisava de um candidato mais ao centro para fechar sua chapa”, contou Lupi, que acredita que, pelos comentários internos, também não terá nomes para vice-governador e para outros cargos parlamentares.
Túlio Gadêlha
Na entrevista, Carlos Lupi também falou sobre uma possível volta do deputado federal Túlio Gadêlha ao PDT. A legenda já articula esse movimento com o parlamentar, além de sua reeleição à Câmara dos Deputados.
Em meio a isso, surge o comentário de que Gadêlha teria receio de integrar o time do PDT, e, durante o processo, Marília pudesse desistir do Senado e disputar o cargo de deputada federal, dispersando os votos do eleitorado. Contudo, o presidente nacional do partido desmente essa ideia.
“Eu não posso obrigar ele. Eu posso desejar, eu posso abrir as portas. Posso dizer para ele assim: “Volta para tua casa. A sua casa é aqui”. Então vou manter essa conversa. Ele sabe que a decisão da Marília é irreversível de ser candidata ao Senado. Essa é a nossa decisão”, conclui.
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