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O podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o cientista de dados, publicitário, empresário e pesquisador Alek Maracajá. Ele vai falar sobre o impacto das pesquisas eleitorais, se elas influenciam o eleitor, se a multiplicidade de institutos e levantamentos causam algum tipo de confusão na cabeça do eleitor e o impacto que recorte de pesquisas estão causando nas redes sociais.
Com formação e trajetória profissional voltadas à integração entre tecnologia, comunicação e análise de comportamento, Alek atua também como professor da ESPM e pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde ampliou sua atuação para temas relacionados à inteligência artificial, ética e desinformação. É autor do livro ‘Brasil Digital nas Entrelinhas da Polarização Política’, resultado de pesquisas baseadas em grandes volumes de dados das redes sociais.
Leia maisNa área profissional, Maracajá é CEO da Ativaweb e acumula experiência em análise de dados, redes sociais, comunicação e marketing político. Seu trabalho envolve o monitoramento e a interpretação de dados digitais para identificar tendências, comportamento de públicos, engajamento e circulação de narrativas. Ao longo da carreira, participou de estudos e projetos relacionados a campanhas eleitorais e comunicação política, consolidando-se como especialista na aplicação de Big Data à compreensão do comportamento político nas redes sociais.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Minha amiga Rosineide Oliveira, jornalista extremamente competente, encerrou, ontem, sua temporada longeva na chefia da comunicação da Compesa: 31 anos. Como nada dura para sempre, Rosineide, colega de turma da Unicap, partiu para um novo desafio, que não quis ainda me antecipar. Mas, certamente será de pleno êxito, porque ela se especializou na área de comunicação pública e empresarial e dará conta em qualquer situação que aparecer. Boa sorte para minha amiga, que me enviou o texto abaixo:
Hoje, encerro um dos capítulos mais importantes da minha vida profissional. Após 31 anos e sete meses na comunicação da Compesa, concluo essa jornada marcada por muito trabalho, aprendizado e, sobretudo, pelo compromisso de construir uma relação de transparência e respeito com os veículos de comunicação e com a sociedade pernambucana.
Leia maisÉ com o coração cheio de carinho e gratidão que encerro o meu ciclo na Compesa para assumir, em breve, um novo desafio. Agradeço imensamente o apoio da atual diretoria e de todos os presidentes da estatal com quem tive o privilégio de trabalhar. Obrigada pela confiança. Agradeço também a todos os secretários de imprensa que me acolheram ao longo de mais de três décadas. Gratidão a todos os profissionais, estagiários e colaboradores com quem trabalhei durante essa longa jornada na grande família Compesa.
Ao longo desses anos, tive a honra de estruturar o relacionamento da empresa com a imprensa. Esse trabalho só foi possível graças à parceria constante com jornalistas, veículos, blogueiros e páginas de Instagram de todo o estado, sempre abertos ao diálogo e à busca por informação qualificada para a população. Foi muito gratificante.
Levo comigo a certeza de um trabalho conduzido com seriedade, sempre pautado pelo respeito ao cliente e à opinião pública, seja na mídia tradicional, nas redes sociais, junto aos blogueiros e às páginas que também ajudaram a levar informação à sociedade. Agradeço imensamente a cada um que colaborou nesses anos, contribuindo para que informações relevantes chegassem com agilidade e clareza à população.
Deixo a Compesa com a consciência tranquila de dever cumprido e com profunda gratidão por toda a parceria construída ao longo deste tempo, tanto no trabalho dentro da Companhia como no relacionamento com a imprensa.
Meus sinceros agradecimentos, um forte abraço a todos e que venha o próximo desafio.
Rosineide Oliveira
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Uma semana depois das graves revelações da TV Record em que o ex-servidor Amisadai Andrade é flagrado revelando que teve um encontro com Raquel Lyra para desidratar “João Campos”, nenhuma medida judicial foi tomada pela governadora. Ao contrário, o que temos é um aliado de Raquel Lyra sendo anunciado como advogado de defesa de Amisadai, que deu coletiva de imprensa nesta terça-feira (01).
Apesar de ter exonerado o servidor, a chefe do executivo estadual não fez queixa-crime, não interpelou e não tomou nenhuma providência em relação a ele. Preferiu atacar o seu adversário, João Campos, que reforçou a investigação da Polícia Federal, já em curso, como apontou o jornal Folha de S.Paulo. Em entrevista, o advogado e candidato pela coligação de Lyra, Luiz Rocha, reafirma que Amisadai não tinha relação com João Campos. E não nega que o seu cliente pode ter se encontrado com a governadora de Pernambuco.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou, hoje, que as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam encaminhadas para o Comando do Exército, para “destruição ou doação aos órgãos de segurança”.
“Considerando o atual estágio processual, não subsiste interesse na manutenção cautelar das armas de fogo para fins de persecução penal, circunstância que autoriza sua destinação ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas, após a confecção dos respectivos laudos periciais”, diz a decisão.
No último domingo (30), uma notícia explosiva apareceu na campanha de Pernambuco. Um panfleto apócrifo fazendo ataques covardes contra a governadora Raquel Lyra, mencionando o seu marido, falecido no dia do primeiro turno das eleições de 2022. Um texto absurdo.
Os principais adversários, João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSol), imediatamente negaram a autoria e ingressaram na Justiça Eleitoral pedindo uma rigorosa apuração. A governadora gravou um vídeo de repúdio à mencionada notícia do panfleto e postou em suas redes sociais. O vídeo rodou Pernambuco e repercutiu no País.
A Justiça Eleitoral iniciou a investigação solicitada pelos três candidatos. A imprensa e as campanhas também. Nossa apuração, encontrou informações relevantes. A principal foto divulgada na imprensa, do panfleto que menciona o marido da governadora, foi publicada no perfil do Instagram “bastidor.pe”. A partir dessa publicação, foi amplamente divulgada em outras páginas.
A página “bastidor.pe” pertence a Rodrigo Santos Ambrósio e Felipe Carlos Vilar. O terceiro articulista da página é Leonardo Malafaia Alves. Os dois primeiros foram nomeados por Raquel para trabalhar na Secretaria de Turismo em 2023, início do Governo, na secretaria comandada por Daniel Coelho. Ambos saíram dos cargos em 2025, quando criaram a página “bastidor.pe”.
A página tem como linha o combate ao ex-prefeito João Campos. Quase a totalidade, ou pelo menos 75% do que é publicado, contém ataques diretos ao candidato a governador, opositor de Raquel. Já o terceiro articulista da página, Leonardo Malafaia Alves, foi nomeado pela governadora, em 2025, para trabalhar como cargo comissionado na Casa Civil. Leonardo continua como cargo de confiança até hoje, segundo dados obtidos no portal “Tome Conta” do Tribunal de Contas do Estado.
Diante desses fatos, a governadora, em sabatina na tarde de ontem no SBT News, visivelmente abatida, afirmou: “Eu pedi investigação à polícia, que é quem tem a competência de fazê-la, eu não posso ser irresponsável, agora o que eu estou vendo circular, lamentavelmente, é que vão tentar imputar a mim”. A imprensa não encontrou, pelo menos nessas 48h, o panfleto que menciona o marido dela em nenhum muro, poste ou parede da cidade.
Juntando todas essas informações, parece que o único caminho que poderá esclarecer de onde nasceu a tal foto publicada no “bastidor.pe”, objetivo central das investigações da Justiça Eleitoral e da Polícia, é perguntar aos responsáveis pela própria página de onde veio a foto publicada. Só os três responsáveis pela página do Instagram, um deles cargo comissionado da Casa Civil do Governo do Estado e os outros dois, ex-cargos comissionados, podem esclarecer de onde veio essa fotografia que já causou tanta polêmica na campanha de 2026.
O servidor federal Amisadai Andrade contratou o ex-juiz Luiz Rocha como advogado para defendê-lo de acusações de integrar um suposto “Gabinete do Ódio” vinculado ao Governo Raquel Lyra. O magistrado é candidato a deputado federal pelo Novo, partido que apoia a reeleição da governadora e faz oposição ao candidato a governador João Campos (PSB).
O advogado falará com a imprensa ainda nesta terça-feira (1º), em frente à sede da Polícia Federal (PF), onde protocolará documentos e prestará esclarecimentos sobre as supostas milícias digitais na atual gestão do Governo de Pernambuco. No aviso à imprensa, o comunicado já classifica o caso como fruto de “narrativas do PSB”, antecipando o tom da entrevista.
Leia maisAmisadai Andrade é considerado o pivô de uma crise no Governo Raquel Lyra. Na semana passada, reportagem veiculada pela TV Record mostrou uma gravação em que ele aparece admitindo que esteve no Palácio do Campo das Princesas, no segundo semestre de 2024, para tratar de formas de “desidratar” João Campos, na época, já cotado como pré-candidato ao Governo de Pernambuco.
No período das reuniões, Amisadai era sócio do Portal de Prefeitura, veículo de comunicação que passou a atacar João Campos nas redes sociais. Em 2025, ele próprio ganhou um cargo comissionado no Governo Raquel Lyra, de onde só foi exonerado na última quarta-feira (27), depois que o escândalo veio à tona.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Candidato a vice-presidente na chapa de Augusto Cury, do Avante, o ex-deputado mineiro Júlio Delgado disse ao Correio Político que os trackings da campanha na semana passada já indicavam que as pesquisas indiciariam uma saída nas intenções de voto. “Só não imaginávamos que ultrapassaria os dois dígitos. Isso, mesmo para nós, foi uma surpresa”, disse Delgado.
Duas pesquisas foram divulgadas nesta segunda-feira (31). Na BTG/Nexus, Cury chegou a 11%. Na AtlasIntel, ficou com 7,8%. Em ambas, tornou-se o terceiro colocado na corrida eleitoral, atrás somente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. Júlio Delgado disse ter tido um indicador, além dos trackings, antes da sabatina de Cury ao Jornal Nacional no sábado (29). Ele e Cury estiveram na Rocinha, no Rio de Janeiro. “A receptividade foi impressionante”.
Leia mais“Sempre é preciso lembrar que ele já tinha antes da campanha 8 milhões de seguidores”, considera Júlio Delgado. Para o candidato a vice, o debate da Band e a sabatina da Globo teriam tido o efeito de mostrar às pessoas que o escritor de livros de autoajuda e o candidato à Presidência eram a mesma pessoa. “Então, muitos dos autoajudados com os livros de Augusto Cury ficaram sabendo que o candidato não era um homônimo, mas a mesma pessoa que os ajudou”, considera Delgado.
As avaliações quanto à subida de Augusto Cury decorrem, segundo a leitura dos institutos, do seu desempenho no debate da Band, já que as reações quanto à sabatina no sábado não teriam chegado a ser medidas. E, aí, o ponto considerado mais importante no debate, para a equipe do Avante, teria sido quando Cury dirigiu-se a Renan Santos. “Você tem um nível de agressividade que me assombra”, diss Cury para Renan. Para o Avante, a leitura feita ali foi que se tratou de um diagnóstico de psicólogo.
A postura ao criticar a agressividade de Renan Santos o teria feito crescer porque os que não optam nem por Lula nem por Flávio buscam justamente uma alternativa ao nível de agressividade da polarização política. “Bateu a estafa no povo brasileiro”, considera Júlio Delgado. “Isso só não se refletia de forma mais evidente porque o eleitor não estava enxergando alternativa”.
Para Delgado, a virulência das reações nas redes sociais a partir do fim de semana após a sabatina no Jornal Nacional mostraria que Augusto Cury de fato começou a incomodar os adversários. “Somos a agulhinha a furar a bolha”, provoca o candidato a vice. Delgado refere-se à reação às propostas que Cury fez no Jornal Nacional.
Boa parte das postagens como reação tentam ironizar as propostas de Cury como as de um lunático, ao propor a criação de um Ministério da Inteligência Artificial, o uso de drones para combater a violência contra a mulher ou apostando que a telemedicina poderia resolver 80% dos casos de saúde de menor complexidade.
“São reações de quem não está enxergando o século 21”, diz Delgado. “O que a pessoa vai achar melhor? Receber on-line um diagnóstico para comprar um xarope para bronquite ou esperar 60 dias por um tratamento ambulatorial?”, questiona. “O uso da telemedicina cresce em sistemas como o do Reino Unido”.
“É evidente que os drones não irão coibir um ato de violência, mas servirão como forte advertência”, considera Júlio Delgado. A ideia é que o drone faça a identificação facial do agressor. Então, cruzando dados, saberá de quem se trata e onde localizá-lo. “A prisão, então, se dará depois”, afirma. “E ele já estará advertido que foi observado”.
Segundo Delgado, o uso de drones já tem sido usado pelas forças policiais da China. “Em vez da forte repressão que houve, por exemplo, nos atos da Praça da Paz Celestial, os drones identificam os rostos e vão prender depois as pessoas nas suas casas”, diz. “Para além de superficialidade na reação, é esse o uso”.
“As críticas parecem ser feitas por aqueles que querem prender o Brasil no século passado”, acusa Delgado. “E nós sabemos que motivos essas pessoas têm para não permitir que o Brasil avance para o novo século”. Até onde irá o escritor de autoajuda, só o tempo poderá dizer. Para seu candidato a vice, porém, a bolha foi furada.
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A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que retirou do ar os perfis de Renan Santos citados na decisão do ministro Dias Toffoli que restringiu parte da campanha digital do candidato do Missão à Presidência da República.
Em manifestação enviada à Corte, a empresa afirmou que tornou indisponíveis as contas e o perfil indicados na ordem judicial e que também retirou essas páginas dos sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram. As informações são do portal G1.
Leia maisAlém da Meta, o TikTok também informou ao TSE ter suspendido os perfis do candidato na plataforma. O g1 conferiu ainda o perfil de Renan Santos no Youtube e verificou que a conta está fora do ar.
A medida atende a uma decisão de Toffoli divulgada nesta segunda-feira (31), que determinou a suspensão da propaganda eleitoral em perfis não informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo legal.
A Meta também informou que adotou providências para preservar os dados disponíveis relacionados às contas a partir de 7 de agosto, conforme determinado pelo ministro. A decisão de Toffoli faz parte da análise do pedido de registro de candidatura de Renan Santos.
O ministro apontou indícios de irregularidades na atuação digital da campanha e considerou que houve uma “omissão estratégica” na comunicação à Justiça Eleitoral das contas utilizadas para propaganda.
Meta diz que cumpriu decisão
No documento encaminhado ao TSE, o Facebook Brasil informou que, após ser comunicado da decisão, acionou a Meta Platforms para adotar as medidas determinadas pela Justiça Eleitoral.
Segundo a manifestação, a empresa:
A empresa também afirmou que poderá ser novamente oficiada para cumprir eventuais novas determinações judiciais.
O que decidiu Toffoli
Na decisão divulgada nesta segunda, Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral da chapa de Renan Santos e Aroldo Medina em perfis não informados ao TSE dentro do prazo previsto na legislação.
O ministro também determinou:
Renan Santos informou ao registrar a candidatura apenas um perfil na rede X e um site. Posteriormente, a campanha apresentou outras contas à Justiça Eleitoral.
Para Toffoli, a comunicação tardia dos perfis compromete a fiscalização da propaganda digital. O candidato pode continuar utilizando os canais informados originalmente ao TSE.
Perfis e conteúdos sob investigação
Ao determinar a suspensão dos perfis, Toffoli ordenou que as plataformas preservassem conteúdos e registros relacionados às contas desde 7 de agosto.
O ministro também exigiu o fornecimento de informações sobre postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios realizados nesses perfis, incluindo dados de alcance e valores eventualmente envolvidos.
Em um áudio enviado pela equipe de campanha de Renan Santos e disponível no aplicativo Valete Plus, Renan Santos lamentou a suspensão dos seus perfis.
“Vocês devem ter visto que caiu paulatinamente o TikTok, o Youtube, o Insta [Instagram]. O Insta é da Meta, então o Facebook que vai cair no momento. Não sei como vai ser com o Kawai, com o WhatsApp, mas é questão de tempo também. E vai restar muito pouco para mim”, afirmou.
Contas fora do ar
Das 18 contas informadas pela campanha de Renan Santos ao TSE em 19 de agosto, apenas duas, registradas no dia 7, estão no ar nesta terça (1º). Saíram do ar um canal no YouTube, um perfil no Facebook, sete contas no Instagram e sete contas no TikTok. Seguem funcionando o site oficial da campanha e o perfil de Renan no X.
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Por Tales Faria – Correio da Manhã
Um pedido explícito do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, levou o ministro Bruno Dantas a antecipar sua renúncia à Corte para ontem. Dantas planejava formalizar a saída dois dias depois, mas Vital disse que a antecipação era necessária para o Senado conseguir aprovar até a quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB) como ministro.
Por trás do pedido está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articula para Pacheco ser o único indicado pelos senadores. Ele antecedeu Alcolumbre no comando do Senado e fez campanha pelo seu sucessor. Agora tem seu nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela base governista no Senado, pelo centrão e por grande parte da oposição.
O TCU é composto por nove ministros, sendo três indicados pelo presidente da República e seis, pelo Congresso Nacional, alternando-se entre Câmara e Senado. A vaga de Bruno Dantas cabe aos senadores. Uma vez aprovado no plenário da Casa por maioria absoluta (41 votos), Pacheco terá seu nome enviado à Câmara para nova votação.
Um acordo fechado no encontro do dia 14 no Palácio da Alvorada, entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê que a indicação do Senado será rapidamente votada na Câmara. Davi Alcolumbre quer que o nome de Rodrigo Pacheco nem mesmo seja submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Vá direto a plenário.
A Constituição obriga a realizar sabatinas apenas de indicados pela Presidência da República. Mas, tradicionalmente, os demais ministros da cota do Congresso também passam pela sabatina na CCJ do Senado. Alcolumbre argumenta que, embora o rito ordinário preveja a arguição do candidato, há precedentes de indicações do Congresso levadas diretamente a plenário em regime de urgência.
Se isto ocorrer, Rodrigo Pacheco poderá ter seu nome referendado nas duas Casas até o final desta semana de esforço concentrado.
O senador foi pivô de um rompimento de Lula com Alcolumbre que durou três meses entre o final de abril e o início de agosto. O presidente do Senado queria fazer de Pacheco o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula planejava que o senador fosse o seu candidato ao governo de Minas Gerais.
Resultado: o indicado de Lula foi o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome derrubado pelo plenário do Senado. E Rodrigo Pacheco não aceitou se candidatar a governador, mesmo tendo transferido sua filiação partidária do PSD para o PSB.
A reconciliação entre os presidentes da República e do Senado só ocorreu após um almoço promovido pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Quem não gostou da reconciliação foi a oposição. Daí porque Alcolumbre já está procurando senadores contrários ao governo para convencê-los a poupar Rodrigo Pacheco.
A Associação de Empresários do Brasil (AEBR) convoca empresários, empreendedores e representantes do setor produtivo para uma caminhada na Avenida Boa Viagem, no Recife, no próximo dia 7 de setembro. A concentração será às 9h, em frente à Padaria Boa Viagem, e terá como pauta a defesa de melhores condições para quem empreende, investe e gera empregos no país.
A mobilização pretende chamar atenção para questões que impactam diretamente o dia a dia das empresas, como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito, excesso de burocracia e aumento dos custos para manter um negócio em funcionamento. A proposta é reunir empresários de diferentes portes e segmentos em uma manifestação em defesa de um ambiente econômico mais favorável ao desenvolvimento.
Segundo o presidente da AEBR, Fernando Mendonça, é necessário ampliar a participação do setor produtivo no debate sobre os rumos da economia. “Quem empreende precisa ser ouvido. Estamos falando de pessoas que investem, assumem riscos, pagam impostos e são responsáveis pela geração de milhões de empregos. Queremos crédito menos burocrático, juros mais baixos e condições reais para que as empresas possam sobreviver, crescer e contratar”, afirma.
Para a AEBR, levar essas reivindicações às ruas justamente no Dia da Independência também representa uma oportunidade de defender maior liberdade e segurança para empreender no Brasil. A caminhada será aberta à participação de empresários e empreendedores que compartilhem dessas reivindicações. “É hora de unir forças. Defendemos quem emprega e quem faz a economia acontecer”, reforça Fernando Mendonça.
Com uma agenda marcada por encontros, visitas e conversas com moradores e lideranças comunitárias, a candidata a deputada federal Priscila Ferraz (PSB) intensificou, neste fim de semana, sua presença em comunidades do Recife e da Região Metropolitana. Para Priscila, estar presente nas comunidades é fundamental para conhecer de perto os desafios e manter um diálogo permanente com a população. “É nas ruas e nas comunidades que a gente entende de perto os desafios e as necessidades das pessoas. Eu acredito no diálogo, na proximidade e em uma construção feita junto com quem vive diariamente essas realidades”, afirmou. Com uma trajetória ligada à defesa da Enfermagem, à valorização dos profissionais de saúde e ao fortalecimento do SUS, Priscila vem ampliando suas agendas e fortalecendo o contato com diferentes comunidades do Recife e da Região Metropolitana.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, reconheceu, em entrevista ao portal G1, o peso da pauta de votações desta semana de esforço concentrado do Congresso Nacional, a última antes das eleições de outubro.
O governo trabalha pela aprovação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) — a que estabelece o fim da escala 6×1 e a que cria novas regras para a política de segurança pública — e articula o aval ao projeto de lei do marco legal dos minerais críticos e das terras raras.
“Não há de se negar que ela [PEC que acaba com a escala 6×1] tem efeitos eleitorais porque ela está na boca do povo”, afirmou a senadora.
Primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado, Teresa Leitão assumiu o cargo no lugar do senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o posto após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que revelou um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
Teresa chegou à liderança do governo no Senado dois meses depois de o presidente Lula passar pela sua mais dura derrota na Casa: a rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A senadora falou sobre o desgaste na relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas negou ter havido ruptura entre os dois.
“Houve um afastamento entre os dois presidentes dessas instâncias, fundamentais para a democracia Brasileira, mas não houve ruptura”, disse Teresa.
