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Em ritmo acelerado de execução, a prefeitura segue avançando com o Programa Areninha Petrolina e amplia os investimentos em esporte e qualidade de vida. A mais nova unidade foi implantada na Escola Estevão Rodrigues, no distrito de Rajada, oferecendo aos estudantes e à comunidade um espaço moderno, seguro e adequado para a prática esportiva, além de fortalecer o lazer, a inclusão social e a convivência comunitária.
Com investimento de quase R$ 5 milhões, o programa prevê a construção de 23 areninhas em escolas e creches do município. As primeiras unidades foram entregues na Escola Ricardina Ferreira, no N-11, e na Escola Maria Odete Sampaio, no Jardim São Paulo. Além da nova estrutura em Rajada, outras três areninhas estão em fase de construção.
As obras são executadas por lotes, estratégia que garante mais agilidade no andamento dos serviços e amplia o alcance do programa em diversas regiões da cidade. O programa Areninha Petrolina também beneficiará as comunidades de C-3, NM-01, R-4, Bebedouro, Ouro Preto, São Gonçalo, Assentamento Água Viva, Vila das Imbiras, Areia Branca, Jardim Amazonas, Dom Avelar, NM-07, João de Deus, Vale do Grande Rio, Cohab VI, Alto da Boa Vista, Cohab Massangano e Nova Petrolina.
O deputado estadual Izaías Régis participou, nesta segunda-feira (8), da entrega de 40 novos ônibus que passam a integrar o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife (RMR). A solenidade foi realizada no Palácio do Campo das Princesas e contou com a presença da governadora Raquel Lyra. Os veículos serão operados pela empresa Mobibrasil e fazem parte do programa de renovação da frota coordenado pelo Grande Recife Consórcio de Transporte.
Os novos ônibus contam com ar-condicionado, equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência e espaço destinado a cadeirantes. Com a entrega, o número de veículos incorporados ao sistema em 2026 chega a 80. Segundo o Governo de Pernambuco, desde o início da atual gestão já foram incorporados 420 ônibus climatizados ao transporte público da Região Metropolitana, com previsão de entrada em operação de mais de 200 veículos até o fim do ano.
Durante o evento, Izaías Régis destacou a importância da renovação da frota para os usuários do transporte coletivo. “Quem depende do transporte público sabe o quanto um ônibus novo faz diferença no dia a dia. Estamos falando de mais conforto, mais segurança e mais qualidade para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias que utilizam esse serviço diariamente”, afirmou. O governo estadual também informou que estão em andamento projetos voltados à mobilidade urbana, incluindo a aquisição de 100 ônibus elétricos para a região e novos processos de concessão das linhas metropolitanas.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se negou a declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista concedida nesta segunda-feira (8), no Palácio do Campo das Princesas. Questionada sobre o tema após declarações do ministro Wellington Dias envolvendo o cenário político de Pernambuco para 2026, a governadora evitou assumir qualquer compromisso eleitoral com o presidente.
Em vez de responder objetivamente à pergunta, Raquel limitou-se a citar ações realizadas pelo Governo Federal no estado, sem confirmar apoio a Lula ou sinalizar participação em um eventual palanque do petista em Pernambuco.
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A posição da governadora contrasta com o movimento do PT nacional. Também nesta segunda-feira, o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, afirmou publicamente que o único palanque de Lula em Pernambuco será o liderado por João Campos (PSB).
Ao optar por não declarar apoio ao presidente, Raquel mantém distância do projeto de reeleição de Lula e deixa em aberto qual será seu posicionamento na disputa presidencial de 2026.
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As festas de São João tendem a esvaziar o Congresso Nacional em junho todos os anos. Em 2026, porém, o impacto pode ser maior, com reflexos sobre o calendário de votações importantes para o ano eleitoral.
É o caso de matérias de diferentes áreas, como a trabalhista, cuja pauta principal é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, e a econômica, como o Projeto de Lei Complementar (PLP) que busca baratear os combustíveis. As informações são do Metrópoles.
Leia maisO Senado acumula o maior número de projetos estratégicos que aguardam o despacho do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que deverá reunir os líderes partidários nos próximos dias para dar andamento à pauta.
Aliados tanto do senador amapaense, quanto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam destravar o andamento das matérias estratégicas para os próximos meses e superar o desgaste entre os dois líderes dos Poderes.
O fim da escala 6×1 está no centro dessas negociações, já que é citada como “prioridade zero” por líderes do governo na Casa. Por outro lado, a oposição tenta segurar o avanço da proposta e pleiteia a criação de comissão especial, que não está prevista no regimento.
Alcolumbre disse, na última sessão, que reunirá os líderes para estipular o rito que considerar “razoável” e que o Senado não pode se comportar como casa “carimbadora” dos projetos provenientes da Câmara dos Deputados, mesmo temas “polêmicos” aquém do período eleitoral de 2026.
Aliados ouvidos pelo Metrópoles descartam a possibilidade de estender a discussão com uma comissão especial e pontuam que Alcolumbre tem garantido que deverá dar andamento à proposta dentro dos limites do regimento, com votação prevista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois no plenário.
Além da redução da jornada de trabalho, o Senado precisa debater sobre a exploração dos minerais críticos, a PEC da Segurança Pública, o uso do fundo social do pré-sal para financiar a renegociação de dívidas rurais, pauta que ainda divide o governo e a bancada do agro e que deve chegar ao plenário esta semana.
O baixo quórum no Senado ainda tem deixado entre as pendências a indicação de autoridades. É o caso da ida do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para ser corregedor-nacional de Justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A indicação chegou ao plenário em 20 de maio, mas teve de ser adiada por falta de quórum.
As festas de São João compõem o calendário de parlamentares especialmente das bancadas do Nordeste, que retornam às suas bases para as festividades todos os anos, mas esses eventos ganham ainda maior importância durante o ano eleitoral.
Na Câmara, o cenário é de pauta com menos pendências estratégicas. O principal embate gira ao redor do projeto de lei complementar sobre o uso de receitas extraordinárias do petróleo para conter dos combustíveis diante da guerra no Irã.
No entanto, o substitutivo acabou acoplando benefício fiscal de R$ 600 milhões para produtores de etanol, além de mecanismos de compensação ao querosene de aviação (QAV). O projeto foi fruto de negociação com o Ministério da Fazenda, mas ainda enfrenta resistência dentro da base do governo por estender isenções de impostos a setores.
Apesar de ter dado andamento rápido à 6×1, a Câmara também precisará debater nos próximos meses o projeto de lei das especificações. O PL nº 1838/2026, enviado pelo governo, deverá ser a base para as regras de cada segmento para a redução da jornada de trabalho.
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UOL
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido do PL e suspendeu a divulgação de pesquisa da AtlasIntel que mostrava a queda da intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) em seis pontos porcentuais em um eventual segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. A pesquisa foi divulgada em 19 de maio, após a revelação de áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.
Nunes Marques entendeu que há “suspeitas de indução ao eleitor” nas perguntas formuladas pelo instituto. A decisão é liminar e será submetida ao referendo do plenário da Corte.
Na decisão, o ministro citou entrevista concedida pelo CEO do instituto de pesquisa em 19 de maio à CNN, na qual ele afirma que o áudio de Flávio seria “muito problemático para a imagem” do pré-candidato e revelaria “fatos extremamente graves”, capazes de comprometer “a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida”.
Leia mais“O CEO da AtlasIntel (…) reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato mencionado na representação”, afirmou Nunes Marques.
Como a pesquisa já foi divulgada, no despacho, o presidente do TSE determina que o instituto de pesquisa se abstenha de promover nova divulgação desse levantamento. “Ante o exposto, defiro parcialmente o pedido liminar para determinar à representada que se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa registrada sob o n. BR-06939/2026 em seus canais oficiais de comunicação, até ulterior deliberação deste Tribunal Superior.”
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O PODER COM BLOG DO ELIELSON
Marolas existem sempre em processos eleitorais. Existe uma ala baiana do PT que conspira contra Pernambuco e se aliou à governadora Raquel Lyra. E realmente tentou emplacar a tese do palanque duplo. Mas o projeto está cada vez mais distante. Você imagina Lula no palanque com o time mais bolsonarista do Brasil? Difícil.
Já desmentido
O presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula, Edinho Silva, afirmou que o petista terá apenas um palanque em Pernambuco nas eleições deste ano. Segundo ele, a aliança prioritária no estado é com o PSB e com o prefeito do Recife, João Campos.
Leia maisA declaração ocorre após o ministro e senador Wellington Dias, coordenador da campanha de Lula no Nordeste, afirmar que Pernambuco poderia contar com dois palanques de apoio ao presidente. Edinho Silva, na condição de presidente nacional, no entanto, assegura que a posição do partido está definida.
Clareza
“Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, que é o de João Campos. O PSB é o maior aliado do PT em todo o Brasil. Esse ruído é desnecessário”, declarou.
A fala reforça a estratégia nacional da federação liderada pelo PT de priorizar a aliança histórica com o PSB nos principais estados do país, especialmente em Pernambuco, onde João Campos é apontado como uma das principais lideranças socialistas da nova geração.
Agora, imagine Lula disputando vaga no time da foto acima, reforçado pelos bolsonaristas Anderson Ferreira, Coronel Meira, Clarissa Tércio, Mendonça Filho, Miguel Coelho e outros do mesmo naipe.
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Por Mauro Souza*
Tem acelerado, de forma exponencial, o apetite de investidores de longo prazo em ativos brasileiros correlacionados com a transição energética, portos, rodovias, refino de elementos de terras raras, agro, petróleo, saneamento básico e infraestrutura digital (data centers). No entanto, estes mesmos fundos de investimento, em boa parte originários da China, Oriente Médio e Singapura, esbarram no “cipoal” normativo do nosso país, na complexidade burocrática e nas mudanças das regras com o “jogo” em andamento (vide a recente MP 1340, que afeta diretamente o setor de petróleo).
O Brasil possui uma das estruturas de Agências Reguladoras mais maduras e tecnicamente preparadas do mundo emergente. No entanto, a governança macro do país gera atritos com os grandes investidores, tendo por ofensores a diversidade de regulamentos, a complexidade tarifária e a sobreposição de competências entre a União, Estados e Municípios.
Leia maisNo caso brasileiro, a adoção de tecnologia de IA Regulatória (RegTech) por multinacionais, empresas nacionais e investidores internacionais teria um papel estratégico. Este tipo de IA funcionaria como uma “ponte de tradução”, dispondo de potencial para mitigar parte do emaranhado que afasta o capital estrangeiro do país. Ao transformar a nossa realidade caótica em fluxos de dados previsíveis, ela reduziria o chamado “Custo Brasil” e tornaria o ambiente de negócios do país mais competitivo frente aos concorrentes globais.
O “Custo Brasil” não é um elemento abstrato; ele é composto por fricções burocráticas, contenciosos jurídicos e complexidade tributária — gargalos que custam às empresas cerca de R$ 1,7 trilhão por ano, segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O combate a este “Custo Brasil” passa, em parte, pela interpretação em tempo real das incontáveis normas, portarias e resoluções publicadas. Também merece destaque o ganho resultante da aceleração da análise de relatórios e do acompanhamento das decisões geradas nas Agências Reguladoras.
A adoção de uma IA Regulatória em larga escala constituir-se-ia, por conseguinte, em agente transformador de dados brutos e decisões fragmentadas em métricas de risco compreensíveis para comitês de investimento em Nova York, Londres ou Singapura.
Investimentos de longo prazo exigem previsibilidade sobre o fluxo de caixa futuro. Uma mudança repentina em uma tarifa regulada pode destruir as premissas de retorno. O cruzamento de normas, consultas e decisões de Agências Reguladoras alerta os investidores, mitigando os riscos de perdas financeiras.
Existe uma startup brasileira, denominada JX, que se apresenta como elemento de combate ao “Custo Brasil”. Ela desenvolveu uma IA Regulatória que disponibiliza o mapa do setor regulatório brasileiro. A plataforma da JX centraliza, estrutura e analisa decisões, processos, normas e projetos das Agências Reguladoras de uma forma geral.
A solução possui um extrator proprietário, que coleta e mantém atualizados os documentos das Agências. Esses dados são processados por um algoritmo especificamente ajustado para o domínio jurídico-regulatório brasileiro, capaz de interpretar a terminologia técnica e as nuances contextuais dos julgados e normativos.
Por intermédio de uma interface intuitiva, o usuário da plataforma submete consultas e recebe uma análise direcionada, com o resumo das respostas e a cópia integral de todas as decisões e normas que serviram de fundamentação.
Para empresas e investidores globais, a plataforma da JX provê vantagem competitiva. Ela agiliza o acesso a documentos essenciais para a consecução de fusões e aquisições, para a análise de mercado e para a participação em consultas públicas, leilões e licitações.
O jogo está feito. A entrada em campo de uma solução robusta de IA Regulatória reduz os riscos dos investimentos de longo prazo na infraestrutura brasileira, destravando a entrada de aportes bilionários advindos de fundos soberanos e de Venture Capital.
*Engenheiro elétrico, mestre em telecomunicações e especialista em tecnologia da informação. Foi diretor de tecnologia do STF, STJ e da Presidência da República. Atualmente é CEO da JX Tecnologia e IA e atua na área de inovação e transformação digital.
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Após as últimas declarações feitas em entrevista ao jornal O Globo pelo ministro do Desenvolvimento Social do Governo Federal, Wellington Dias, em que ele afirmou que o presidente Lula terá dois palanques em Pernambuco, com a governadora Raquel Lyra (PSD) e o pré-candidato ao Governo, João Campos (PSB), o presidente nacional do PT, que também será coordenador da campanha petista, Edinho Silva, emitiu uma nota apaziguando os ânimos e dizendo que não haverá mais de um palanque no estado. As informações são do Blog Cenário.
“Essa posição está clara desde o início. Em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, disse o cacique do PT.
Leia maisA declaração de Wellington Dias gerou ruídos na política pernambucana, onde João já havia afirmado algumas vezes que Lula, inclusive, viria ao estado mais adiante caminhar junto ao palanque da Frente Popular. As declarações também abrem mais um ponto de inflexão principalmente dentro do PT que hoje possui divisões entre o apoio do Governo do Estado.
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O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins, assinou no último sábado (6) a ordem de serviço para o início das obras de revitalização da Avenida Otacílio Coelho da Mata, principal acesso ao município. A intervenção será executada pela empresa Vértice Serviços de Engenharia e Consultoria Ltda. e prevê a implantação de ciclovia, praça de caminhada, iluminação em LED e paisagismo. Segundo a prefeitura, a obra também promoverá a integração do bairro Mãe Rainha à PE-130 e às melhorias já realizadas na Avenida Sorocaba.
Durante a solenidade, o prefeito informou que os recursos para a construção do novo Pórtico da Cidade já estão garantidos, ampliando o projeto de requalificação da entrada do município. “Essa obra representa um sonho antigo da população e um compromisso que assumimos de mudar a paisagem da entrada da nossa cidade”, afirmou. O ato contou com a presença de vereadores, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores.
De acordo com a gestão municipal, a revitalização integra um conjunto de investimentos em infraestrutura que ultrapassa R$ 8 milhões. Entre as ações previstas estão a pavimentação de 28 ruas em diferentes comunidades, obras de asfaltamento em localidades do município, drenagem e recapeamento asfáltico na entrada de Gravatá do Ibiapina e a construção do canal de Pão de Açúcar. A prefeitura também informou que mantém investimentos nas áreas de saúde, educação e esporte, incluindo novos blocos cirúrgicos, unidades escolares e a implantação da Arena Brasil, em Silva de Cima.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) recebeu, nesta segunda-feira (8), o apoio de lideranças políticas de Itaíba, no Agreste Meridional. Declararam adesão ao projeto político do socialista o ex-vice-prefeito Valdo do Pipa (PT), os vereadores Manoel de Louro (PSDB) e Lula do Doce (Republicanos), além dos ex-vereadores Cláudio de Tadeu e Eraldo Pequeno. O encontro ocorreu durante agenda do pré-candidato no município.
Durante a reunião, as lideranças destacaram demandas relacionadas à infraestrutura e ao desenvolvimento local. Na ocasião, João Campos afirmou que pretende trabalhar pela pavimentação da estrada que liga a sede de Itaíba ao povoado de Trapiche, reivindicação apresentada por moradores da região. Segundo ele, a obra pode contribuir para melhorar a mobilidade e facilitar o escoamento da produção local.
“Isso é muito importante para escoar a produção leiteira dessa região. Dá para fazer. Precisa de um engenheiro para fazer. Como eu sou engenheiro, sendo governador, vamos fazer a obra”, declarou João Campos. A agenda integrou uma série de visitas realizadas pelo pré-candidato em municípios do interior pernambucano.
O desembargador Dirceu Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro foram alvos da Operação Gemini, nesta segunda-feira (8), em Cuiabá, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Faissal, que teve o celular apreendido pela PF, disse à imprensa que a operação não tem a ver com o mandato como deputado e negou qualquer contato com os demais alvos. As informações são do g1.
“Não nenhuma transação econômica minha com ele [desembargador]. Desde que virei deputado e saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato e simplesmente me afastei
Leia maisO g1 tenta localizar a defesa de Dirceu e Bruno Castro. A reportagem também entrou em contato com a corregedoria do TJMT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados, além de buscas pessoais e da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, com autorização da Justiça. Na ação, foram apreendidos Rolex, armas e canetas de luxo.
Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa — que ocorre quando um servidor público utiliza do cargo para defender interesses particulares.
As investigações apontaram que o desembargador contava com o advogado e o deputado para receber supostas vantagens indevidas, pagar dívidas da família e realizar negociações imobiliárias.
Segundo a PF, essas operações tinham o objetivo de ocultar a origem dos recursos e dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.
A análise das contas bancárias dos investigados também identificou movimentações consideradas suspeitas, incluindo mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques em dinheiro.
Os investigadores apontaram ainda transferências de recursos feitas por empresas do agronegócio que tinham disputas judiciais em andamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sem justificativa comercial identificada até o momento.
Em março deste ano, Dirceu foi afastado, por tempo indeterminado, após decisão da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele foi o terceiro magistrado a ser afastado da Justiça de Mato Grosso desde o início das investigações por venda de decisões.
Na época, o CNJ apontou indícios de que o desembargador teria proferido decisões judiciais “mediante possível recebimento de vantagens indevidas”, com intermediação de terceiros, entre eles empresários e advogados.
A medida de afastamento foi adotada após a investigação também apontar movimentação financeira considerada atípica nas contas do magistrado, que somaram mais de R$ 14,6 milhões em um período de cinco anos.
Desde o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, além do afastamento dos três magistrados em Mato Grosso, as investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais avançaram e também resultaram no afastamento de outros cinco em Mato Grosso do Sul.
Em agosto de 2024, os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho foram afastados das funções por decisão da Corregedoria do CNJ. Eles estão entre os investigados por suspeita de participação no esquema de comercialização de sentenças.
De acordo com as apurações, o Conselho identificou que os magistrados mantinham relação próxima com Zampieri e, supostamente, teriam recebido vantagens financeiras para julgar recursos conforme os interesses do advogado.
Mensagens e arquivos encontrados no celular de Zampieri, morto a tiros dentro do próprio carro, em Cuiabá, teriam revelado detalhes do esquema de venda de decisões judiciais. O material também apontaria para a existência de uma organização criminosa com estrutura empresarial, envolvida em práticas como espionagem e homicídios sob encomenda, com a participação de militares da ativa e da reserva.
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O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) afirma que a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ser acompanhada por uma articulação voltada ao centro político. Em entrevista ao GLOBO, o ministro avalia que o principal erro do terceiro mandato foi não consolidar uma maioria simples na Câmara e no Senado, diz que faltou cuidado e atenção na relação com os aliados, e defende a construção de palanques estaduais capazes de assegurar governabilidade em um eventual novo mandato.
Dias atuará na coordenação de campanha da reeleição ao petista, com foco na região Nordeste. Ex-governador do Piauí e senador licenciado, o ministro afirma que é preciso retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defende a prerrogativa de Lula em reenviar o nome de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que a atuação de Flávio Bolsonaro (PL) junto ao governo Donald Trump que resultou na classificação do PCC e do CV como organizações terroristas é para “abafar o escândalo do Master”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO presidente Lula afirmou que vai reenviar o nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para uma vaga ao STF. É um erro diante do distanciamento que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem mostrado?
É possível reenviar o nome e um direito do presidente da República. Precisamos alcançar os votos que faltaram para ter a maioria, por meio de diálogo com Alcolumbre e senadores e senadoras.
É possível uma reconciliação entre Alcolumbre e Lula?
Sim. Davi Alcolumbre é, em primeiro lugar, do estado do Amapá, e lá ele é parte do campo político que apoia o presidente Lula. Além de tudo, é um líder que tem compromisso com o Brasil. De 2023 para cá, nós tivemos vários momentos de tensão gerados por vários fatores. E reabrimos, através do diálogo, boas relações que resultaram em mudanças profundas e projetos que fizeram o Brasil avançar. São dois líderes que têm seus sentimentos, suas emoções, mas são dois Poderes.
A comunicação do governo é alvo de críticas. É um dos motivos que travam o aumento da popularidade do presidente?
Não é fácil conduzir uma orquestra de comunicação governamental sem ter uma orquestra afinada, que chegue em cada canto. A eleição agora vai dizer qual é o time do governo. Hoje não está claro, tem gente que é governo em Brasília e oposição no estado, ou o contrário. Hoje, temos palanques nos estados muito melhores do que tínhamos em 2022.
O senhor fala em uma falta de sintonia nessa relação com os partidos. Defende tirar espaços no governo federal?
Você tem que compor com quem tem compromisso com o projeto. Os que se diziam governo, mas não atuavam assim, precisarão tomar a decisão. E isso está acontecendo. Estamos trabalhando com mais de um palanque em vários estados: Maranhão, Paraíba, Pernambuco…
Haverá duplo palanque em Pernambuco?
Sim. Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição (em 2022) e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela.
Quem se coloca como oposição deve deixar o governo? Por exemplo, União Brasil e PP.
Não. Pelo modelo partidário brasileiro, a organização tem que ser pelos estados. Esse foi um erro que cometemos em querer resolver por cima. Devemos organizar estado por estado, porque é lá que sabemos quem é governo e quem é oposição. É lá que estão colados com o eleitor.
A eleição ao Senado é considerada prioritária por integrantes do governo diante do investimento que a direita tem feito para essa eleição. Como o PT e o presidente Lula estão se preparando para essa disputa?
Temos que cuidar das duas Casas e ter uma maioria simples nelas. Qual foi o erro político desse terceiro mandato do presidente Lula? A obsessão de ter dois terços na Câmara e no Senado, que era impossível, fez com que a gente não valorizasse a chance que tínhamos de ter acima de 257 votos na Câmara e acima de 41 no Senado. A gente saiu do resultado da eleição de 2022 com 39 senadores. Bastava que a gente cuidasse bem deles, buscasse dialogar com mais parlamentares e teríamos uma maioria simples que é o que um governo precisa para 95% das matérias que chegam ao Parlamento. Na Câmara, saímos com 242 deputados eleitos que, de alguma forma, no primeiro ou segundo turno, participaram da eleição apoiando o presidente Lula. E a gente não cuidou de conseguir mais 30 parlamentares. Um líder do tamanho do presidente Lula não pode, num segundo mandato, não ter isso. E se tiver matéria que precisa de mais votos, resolvemos no diálogo.
E como é possível construir essa maioria simples no Congresso? É ir mais ao centro?
Nós já estamos organizando os palanques. Temos lugares em que é um líder da esquerda apoiado pelo centro, como na Bahia, no Piauí, no Ceará. Mas a maior parte dos palanques é o centro apoiado pela esquerda. Rio de Janeiro, Amazonas, Pará por exemplo. Isso reflete esse momento do Brasil.
Essa maioria no Congresso virá por meio da construção dos palanques mais ao centro? É o que o senhor defende?
Isso, exatamente. É no estado e em cada município que as coisas acontecem. Se a gente tem esse compromisso e valoriza esse parlamentar para ser a referência do que o governo faz ali, eles passam a ser protagonistas, representando e com apoio governamental para as políticas. A população valoriza e daí nasce a fidelidade.
Flávio Bolsonaro aparecia tecnicamente empatado com o presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto. Com a revelação do áudio dele cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro houve uma mudança de cenário. Como a campanha vai explorar isso? A campanha teme a possibilidade de Flávio ser substituído por outro nome, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro?
Aprendemos a não buscar nem ter qualquer iniciativa ou desejo sobre organização de chapa adversária. Nós temos a firmeza de uma chapa com dois líderes muito experientes, o presidente Lula e Alckmin. Nessa eleição também teremos um peso muito grande para essa separação da política do crime organizado. Como uma autoridade do Senado ou da Câmara ou governador se mete com o PCC, com lavagem de dinheiro, com Vorcaro? Como é que se envolve com tantas linhas criminosas? O Vorcaro é como um posto Ipiranga do crime no Brasil. Precisa de uma mesada? Fala com o Vorcaro. Precisa fazer um filme de papai? Fala com o Vorcaro.
O governo Donald Trump decidiu classificar as organizações PCC e Comando Vermelho como terroristas, algo que o governo vinha tentando impedir que acontecesse. Isso aconteceu depois da viagem do Flávio Bolsonaro para se reunir com o Trump. Como essa decisão afeta eleitoralmente o governo?
Nada mais claro entre tantos passos do pré-candidato Flávio Bolsonaro como esse de abafar o escândalo do Master. Uma medida irresponsável, antipatriota, que coloca o interesse individual, familiar, de pequenos grupos acima do interesse maior do povo brasileiro. Veja que o presidente do Brasil, legitimamente, esteve com o presidente dos EUA, e acertaram trabalhar juntos sobre esse tema. Estamos falando de um momento em que, seguindo o caminho do dinheiro, mais se atingiu o PCC e o Comando Vermelho. Qual o interesse de chegar de forma tão subalterna perante o presidente dos EUA para fazer um pedido? Tem um risco real de prejuízo econômico para o país. Há que se avaliar do ponto de vista até do crime de lesa-pátria.
O governo avalia ser possível reverter essa decisão dos EUA?
A gente continua acreditando nos tratados internacionais. Nós não somos um país qualquer. Somos um país com soberania, democracia e laços com outros países do mundo.
O discurso dos adversários é que o governo Lula e o PT defendem bandidos. Com essa decisão dos EUA, vai ficar mais difícil o governo explicar à população que o presidente Lula e o PT não defendem bandidos?
Quem mais atingiu o coração do crime foi o governo Bolsonaro ou foi o governo Lula? Quem mais prendeu criminosos? Quem mais teve a coragem de alcançar os grandões do crime? Foi o governo do presidente Lula. Acho que aqui se tenta abafar, esconder o elo entre criminosos do Master com o PCC. Quem tem que se explicar são eles.
Está no horizonte aumentar o valor do Bolsa Família?
É uma decisão que não será para este ano de 2026. Vamos tratar quando o governo for falar do Orçamento de 2027, que é a hora que podemos avaliar que mudanças podemos fazer. A princípio não há razão para alteração neste momento. Essa discussão acontece em outubro, em novembro, depois das eleições e fora de qualquer discussão política, é uma discussão mais técnica. Será uma decisão do presidente Lula.
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