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Da Agência Brasil
A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE ontem (5).
Leia maisSegundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Izaías Régis declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado durante agenda realizada na quinta-feira (5), em Garanhuns, no Agreste Meridional de Pernambuco. A manifestação ocorreu durante um encontro que reuniu parlamentares, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região.
Ao anunciar o apoio, Izaías mencionou a relação que mantinha com o ex-governador Carlos Wilson, avô do deputado federal Lula da Fonte. O parlamentar foi líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Com a declaração, Izaías passa a integrar o grupo de lideranças que apoiam a pré-candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado. “Estaremos firmes, levando o nome de Raquel e de Eduardo da Fonte no Agreste Meridional. Garanhuns é grata à governadora pela maternidade e por tantas obras estruturadoras do seu governo. Por isso, não tenho dúvidas que iremos reeleger Raquel e colocar Eduardo da Fonte no Senado”, disse o deputado.
A Polícia Federal planeja colocar o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na lista de difusão prateada da Interpol (Polícia Internacional) com o objetivo de rastrear e bloquear as movimentações financeiras dele no exterior. A ferramenta foi utilizada pela primeira vez no início de 2025 contra um mafioso italiano e viabiliza a cooperação internacional na identificação e retenção de bens de pessoas investigadas. Diferente da difusão vermelha, que visa a captura do fugitivo, o dispositivo foca no patrimônio do alvo.
Caso seja pedida formalmente pela PF, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e acatada por autoridades norte-americanas, a medida poderia alcançar os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro a um fundo norte-americano sob o pretexto de financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisTanto o Brasil como os Estados Unidos participam do programa piloto da Interpol que testa o alerta. Até o momento, a liquidante do Banco Master tem buscado bloquear os bens ligados a Vorcaro nos EUA por meio de ações diretas na Justiça americana e não via Interpol.
A indicação de fundos, contas e bens no exterior é um dos pontos que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) esperam que Vorcaro entregue em seu acordo de delação premiada, que vem sendo negociado desde março. Os investigadores suspeitam que o banqueiro ainda mantém recursos fora do território nacional que não foram mapeados. Além disso, eles consideram que o dinheiro pode ser utilizado para cobrir os prejuízos das fraudes bilionárias provocadas pelo Master.
Na operação que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a PF apontou que Vorcaro contava com um operador que tinha uma empresa aberta nas Ilhas Virgens para pagar as despesas de viagens do parlamentar pela Europa, Estados Unidos e Caribe.
Nesta semana, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a abertura de um novo inquérito para apurar os repasses de Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse. O dinheiro foi remetido aos Estados Unidos a um fundo que está no nome de um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Uma das hipóteses aventadas pela PF é que o dinheiro foi usado para financiar a estadia de Eduardo nos EUA, o que o ex-deputado nega. Como parte desse eixo de investigação que busca as transações de Vorcaro fora do país, também deve ser pedida posteriormente a quebra de sigilo bancário do fundo.
Nesse contexto, a PF aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber em que processo o caso deve tramitar. Se no inquérito das fraudes do Master, que é conduzido pelo ministro André Mendonça, ou no processo sobre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro para sancionar o Brasil, que está sob os cuidados de Alexandre de Moraes. “Agora precisamos aguardar a decisão jurídica e dar os passos seguintes”, afirmou Andrei, em entrevista à GloboNews, na última terça-feira.
No fim de maio, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chegou a pedir providências da Interpol e da direção da PF para “fins de cooperação penal internacional, intercâmbio de informações policiais e eventual acionamento dos canais próprios” sobre o financiamento de Dark Horse por meio do fundo norte-americano.
“Possibilidade de emissão de Silver Notice, Silver Difusion, alerta, difusão ou instrumento equivalente da INTERPOL para preservação, localização e identificação de ativos, documentos e informações financeiras associados às pessoas físicas e jurídicas envolvidas, caso preenchidos os requisitos jurídicos e operacionais aplicáveis”, diz o pedido assinado pelo deputado petista e a coordenador jurídico da liderança do PT na Câmara.
A difusão prateada promove a troca de informações entre os países integrantes do programa no rastreamento de bens de um determinado alvo. Se encontrar alguma movimentação financeira em seu território, as autoridades daquele país podem avisar o Brasil sobre os repasses e facilitar o seu confisco.
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Túlio Gadelha corre o risco de reproduzir um traço que marcou Jânio Quadros: a dificuldade de separar independência de incoerência. Em um momento se posiciona de um lado, no seguinte sinaliza para outro.
O problema não é pensar diferente, mas fazer da imprevisibilidade um método político. A crítica deixa de ser sobre personalidade e passa a ser sobre comportamento político: incoerência, volatilidade, personalismo e excesso de gestos contraditórios.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) propôs, neste sábado (6), criar uma rede estadual de atendimento especializado a crianças neurodivergentes. O anúncio foi feito em Bom Conselho, no Agreste Meridional, região que sofre com a falta de assistência nessa área. A demanda foi uma das principais queixas feitas pela população durante o “Anota Aí!”, iniciativa de escuta popular promovida pela pré-campanha de João em locais de grande circulação. Na cidade, o pré-candidato também caminhou pela feira livre ao lado de apoiadores e deu entrevista a uma rádio local.
“Nós vamos criar uma rede estadual de cuidado com a criança neurodivergente, para poder levar atendimento de fono, fisioterapia, terapia ocupacional, psiquiatra, psicólogo infantil. Assim como eu fiz os centros TEA no Recife, a gente vai levar a rede desses centros especializados para o interior do estado”, declarou João.
Leia maisSegundo o pré-candidato, o número de atendimentos na área no Recife passou de 2,5 mil para 28 mil por mês durante sua gestão. “É muito importante a gente ter uma política de cuidado, em que a gente faça que as mães, as famílias, as crianças sejam atendidas. No Recife, quando assumi, havia 2,5 mil atendimentos por mês. Eu entreguei oito centros e, depois de cinco anos, nós tínhamos 28 mil atendimentos por mês. Multipliquei mais de dez vezes o atendimento para as crianças neurodivergentes, e isso a gente vai fazer por Pernambuco”, completou.
Durante a visita ao município, moradores também relataram preocupações relacionadas à situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bom Conselho. Em resposta, João Campos afirmou que pretende reabrir a unidade caso seja eleito governador e reiterou a proposta de criar uma rede de atendimento a crianças com TEA no interior do estado.
A agenda em Bom Conselho foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), pelo deputado estadual Cayo Albino (PSB), pelo ex-candidato a prefeito de Bom Conselho Danniel Godoy e por ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças do Agreste Meridional.
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Por Elias Gomes*
É possível melhorar as condições de trabalho no Brasil sem comprometer o crescimento econômico, sem provocar uma queda do PIB e sem colocar em risco a competitividade das empresas. Mais do que isso: é possível construir uma sociedade mais saudável, mais equilibrada e mais feliz.
Afinal, a economia é fundamental, mas não é tudo. O ser humano não existe para servir aos números. O PIB não abraça filhos, não participa de aniversários, não cuida da saúde mental e não devolve o tempo perdido. Precisamos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.
Leia maisO debate sobre o fim da escala 6×1, atualmente em discussão no Congresso Nacional, trouxe à tona uma questão muito mais profunda do que a simples organização da jornada de trabalho. O que está em jogo é a qualidade de vida de milhões de brasileiras e brasileiros que dedicam a maior parte de seus dias ao trabalho e dispõem de apenas um único dia para descansar, cuidar da casa, conviver com a família, resolver problemas pessoais e tentar recuperar as energias para recomeçar tudo novamente.
Os trabalhadores defendem a mudança porque conhecem, na prática, o peso dessa rotina exaustiva. Diversos estudos e reportagens apontam a relação entre jornadas excessivas e problemas como ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outras doenças físicas e emocionais. Não se trata apenas de cansaço. Trata-se de saúde, dignidade e humanidade. Do outro lado, parte do empresariado e de alguns setores econômicos argumenta que a mudança elevará custos, reduzirá a produtividade e afetará a economia. É um argumento conhecido. Aliás, conhecido demais.
Ao longo da história, praticamente todo avanço social enfrentou resistência semelhante. Foi assim com a abolição da escravidão. Foi assim com a criação das férias remuneradas. Foi assim com o décimo terceiro salário. Em todos esses momentos, ouviu-se a mesma profecia: “a economia vai quebrar”, “os custos serão insuportáveis”, “a produtividade cairá”. Mas a história mostrou o contrário.
Hoje, ninguém em sã consciência defenderia a retirada das férias ou do décimo terceiro salário sob o argumento de aumentar a competitividade econômica. Pelo contrário: esses direitos se incorporaram à própria ideia de civilização, respeito e valorização do trabalho humano. Por isso, talvez esteja na hora de ampliar o foco do debate. Além do PIB (Produto Interno Bruto), precisamos falar também do FIB: Felicidade Interna Bruta.
Precisamos medir não apenas quanto o país produz, mas também como vivem as pessoas que produzem essa riqueza. Precisamos perguntar se os trabalhadores têm tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, praticar esportes, estudar, participar da vida comunitária, frequentar espaços culturais ou simplesmente descansar sem culpa.
Um dia a mais de descanso não representa apenas uma folga a mais no calendário. Pode representar mais saúde, mais convivência familiar, mais oportunidades de qualificação profissional, mais lazer, mais cultura e mais qualidade de vida.
E há outro aspecto frequentemente ignorado: trabalhadores mais satisfeitos tendem a ser mais produtivos, mais criativos e mais comprometidos. Empresas modernas ao redor do mundo já compreenderam que investir no bem-estar das pessoas não é caridade, é inteligência empresarial.
A mão de obra não é um custo qualquer em uma planilha. É um ativo estratégico. É o coração que movimenta a economia. Valorizar quem trabalha não significa enfraquecer as empresas, significa fortalecer a própria base sobre a qual elas se sustentam.
O Brasil do futuro não será construído apenas com indicadores econômicos positivos. Será construído com pessoas saudáveis, motivadas e felizes.
Por isso, parafraseando e invertendo a célebre frase de James Carville (“É a economia, estúpido”), ouso afirmar: Não é apenas a economia, estúpido. É a felicidade!
*Ex-prefeito do Cabo, Jaboatão e ex-Secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos
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Do Blog da Folha
Após especulações de que o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) ficaria fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), o pré-candidato ao Senado reforçou a ofensiva para garantir espaço no grupo governista. Neste sábado (6), Coelho publicou uma foto nas redes sociais ao lado de Raquel e do também pré-candidato a senador Túlio Gadêlha (PSD), gerando a interpretação de que esse seria um registro da “chapa oficial”.
Na legenda, o presidente estadual do União Brasil escreveu “quatro pessoas que querem o melhor pra Pernambuco se olhando”. A gestora estadual também deixou um comentário na publicação, afirmando que os aliados seguem unidos no trabalho e no compromisso com Pernambuco.
Leia maisNo final de maio, Miguel Coelho concedeu uma entrevista ao programa Café no Ponto, onde declarou que existia a possibilidade de ele concorrer a uma candidatura avulsa à Casa Alta, caso não fosse um dos escolhidos pela governadora. A declaração repercutiu negativamente entre alguns integrantes da Federação União Progressista, que definiram o posicionamento do ex-prefeito como um “projeto individual e isolado”.
Em nota, o diretório estadual do União Brasil afirmou que a postulação de Coelho “trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a federação reúne em Pernambuco”.
Depois do ocorrido, começou-se a especular que a presença de Túlio Gadêlha e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na reunião do Consórcio Público para o Desenvolvimento da Região Agreste Meridional de Pernambuco (Codeam), que ocorreu ontem (5), em Garanhuns, teria objetivo eleitoral, para apresentar os dois nomes escolhidos para integrar a chapa ao Senado de Raquel Lyra.
Gadêlha cancelou a participação no evento e deixou claro que “a governadora está no comando do processo” e tem tempo para fazer definições eleitorais. Os postulantes à chapa, porém, buscam garantir que seus nomes estejam em evidência. A governadora Raquel Lyra terá que escolher entre Miguel Coelho, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e o senador Fernando Dueire (PSD).
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Em mais uma parada no Agreste Meridional, o pré-candidato a governador João Campos (PSB) foi a Angelim, neste sábado (6), para receber o título de cidadão do município. No local, reforçou o compromisso com a expansão do Embarque Digital, programa que foi uma das marcas de sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. O pessebista disse que, se eleito, pretende fazer de Angelim um dos polos da iniciativa de formação superior em tecnologia no interior de Pernambuco.
“A partir de hoje, eu posso ter o orgulho de bater no peito e dizer que meu compromisso é ainda maior com Angelim, porque agora sou filho dessa terra. E quero firmar um compromisso: Angelim será a primeira cidade onde a gente vai lançar o Embarque Digital de Pernambuco, para que ela tenha um polo de funcionamento do programa aqui no interior do estado”, declarou.
Leia maisAo lado do prefeito Caíque (PSB), João Campos elogiou a Prefeitura de Angelim pelo investimento em transformação digital. Por meio de uma parceria com a Prefeitura do Recife, a cidade do Agreste está lançando o Conecta Angelim, com serviços públicos à disposição da população por meio digital. “Tenho um orgulho muito grande de você, Caíque, que é um prefeito que toda cidade do Brasil gostaria de ter, alguém decente, zeloso. Se Caíque está fazendo isso agora, imagine quando ele tiver um amigo governador? Eu não vou sair de casa para perseguir ninguém, porque a gente tem que cuidar bem de quem cuida do povo”, discursou João Campos.
Já o prefeito Caíque agradeceu a parceria com João Campos. “O povo de Angelim mostra que é grande. Angelim é a primeira cidade do interior de Pernambuco a ter essa gama de serviços digitais. Agradeço a você, João, por ouvir esse sonho que eu tinha, lhe apresentei quando você estava na prefeitura e que começa a virar realidade”, disse.
Estiveram na solenidade o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), o ex-prefeito de Angelim Douglas Duarte (PSB) e outras lideranças.
Por Betânia Santana
Da Folha Política – Folha de Pernambuco
O mapa político de Pernambuco neste sábado tem um novo arranjo, costurado pela governadora Raquel Lyra, que há pouco mais de um ano se filiou ao PSD. O partido abriga agora 78 prefeitos.
A virada de chave mais recente, nessa sexta-feira, foi da prefeita de Ribeira, na Mata Sul, Carol Jordão. Com o desembarque dela, aliada do presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto (MDB), sobe para nove o total de gestores que decidiram deixar o PSB e caminhar com a governadora.
Leia maisCada adesão é um gol de placa para quem recebe e, na maioria das vezes, dor de cabeça para quem perde. Mas convém não confundir quantidade de prefeito com passaporte autenticado para a vitória. Prefeito ajuda, mobiliza, mas não carrega o eleitor pelo braço.
O voto majoritário em Pernambuco costuma ser arredio às ordens das prefeituras. Raquel Lyra sabe disso por experiência própria. Em 2022, chegou ao Palácio das Princesas carregando o apoio de menos de dez prefeitos.
Essa lição de independência do eleitor foi vivenciada por Eduardo Campos, pai do ex-prefeito do Recife. Em 2006, ele era a terceira via de uma disputa que parecia decidida. De um lado, Mendonça Filho, na época vice-governador de Jarbas Vasconcelos; do outro, Humberto Costa, com o motor do governo federal.
Quase sem prefeitos, Eduardo chegou ao segundo turno, unificou palanque e liquidou a fatura com 65,36% dos votos. A governadora faz o dever de casa, mas no dia do pleito, quem manda é o cidadão.
Balanço da migração
Oito prefeitos do PSB, além de Carol Jordão, migraram para o PSD de Raquel Lyra: Zé Martins (João Alfredo), Nego do Mercado (Capoeiras), Gilberto Ribeiro (Flores), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Camila Souza (Iati), Lindonaldo da Farinha (Frei Miguelinho), Juarez da Banana (Machados) e Dr. Evaldo Bezerra (Mirandiba).
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A Festa de Santo Antônio, realizada no povoado de Ipojuca, na zona rural de Arcoverde, abriu oficialmente a programação junina do município. A abertura ocorreu ontem (5) e reuniu moradores, visitantes e devotos em uma celebração marcada por apresentações musicais e atividades religiosas. A programação de abertura contou com apresentações da Filarmônica José Belarmino Duarte e do cantor Henrique Caiçara. As festividades continuam neste sábado (6), com shows da Filarmônica José Belarmino Duarte, Robson Torres, Maciel Kuré e Assisão.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Pedro Brandão, a Festa de Santo Antônio, que abre o ciclo junino no município, reforça a identidade cultural do povo arcoverdense. “A Festa de Santo Antônio celebra um dos três santos do ciclo junino e abre as portas para o São João de Arcoverde, valorizando nossas tradições e fortalecendo a cultura popular nas comunidades rurais”, afirmou.
A programação segue nos próximos dias com apresentações de Kaio Limah e Allex Pernambuco na próxima quinta-feira (11), Maizinho Vaqueiro, Valdinho Paes e Jorge do Sinal na sexta (12) e Ju Cavalcanti, Labaredas e Ciro Santos no sábado (13).
Além dos shows, a festa mantém sua programação religiosa, com celebrações voltadas à comunidade local. O encerramento está previsto para o dia 14 de junho, com missa, procissão e a tradicional transmissão da bandeira de Santo Antônio.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem enfrentado episódios de soluços com frequência “acima da média” desde o fim de maio, diz boletim médico enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Com informações do jornal O Poder e Folha de S.Paulo.
O quadro se agravou nos últimos quatro dias. Segundo apuração do jornal O Poder, a equipe médica está avaliando o quadro em tempo integral e, caso não aconteça uma melhora substancial, provavelmente Bolsonaro deve voltar ainda hoje para o hospital.
Bolsonaro tem um histórico recorrente de crises de soluço (singulto) prolongadas que já exigiram internações, exames e até mesmo procedimentos de bloqueio do nervo frênico. O médico Brasil Ramos Caiado diz estar mantendo “doses elevadas” de medicações específicas, além de “rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. O agravamento do quadro, caso não ceda, deve levar Bolsonaro de volta ao hospital entre hoje (6) e amanhã (7).
Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro do ano passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder. Ele foi preso em novembro ao tentar violar sua tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente. Na ocasião, Bolsonaro estava internado com broncopneumonia. Ele enfrenta sequelas da facada recebida em 2018.
Os últimos movimentos da política pernambucana podem produzir mais uma derrota para o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Mesmo comandando em Pernambuco a Federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, e dispondo de uma das estruturas partidárias mais influentes do estado, o parlamentar ainda não conseguiu reunir força política suficiente para garantir uma das vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
Os sinais emitidos nos últimos dias apontam justamente na direção contrária. A presença da governadora ao lado do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), e do deputado federal Túlio Gadelha (PSD), durante ato político realizado em Paudalho, reforçou a percepção de que a composição para o Senado está cada vez mais próxima de ser definida.
Leia maisAs imagens do encontro reuniram, no mesmo palanque, os dois nomes que hoje aparecem como mais cotados para integrar a chapa governista. O episódio ganha ainda mais significado quando observado à luz do que ocorreu na véspera. Eduardo da Fonte vinha articulando um ato político na Codeam, em Garanhuns, ao lado de Túlio Gadelha.
A movimentação era vista como uma tentativa de demonstrar convergência entre os dois parlamentares e fortalecer a construção de uma alternativa dentro da disputa pelas vagas ao Senado. O plano, no entanto, acabou esvaziado quando Túlio decidiu cancelar sua participação no evento.
O gesto teve forte repercussão nos bastidores. Afinal, poucas horas depois de desistir da agenda construída com Eduardo, Túlio surgiu ao lado de Raquel Lyra e Miguel Coelho em um evento político de grande visibilidade. A sequência dos acontecimentos foi interpretada por muitos observadores da cena política como uma demonstração de que o deputado do PSD já fez sua escolha dentro do tabuleiro eleitoral de 2026.
Se ainda restava alguma dúvida sobre a direção desse movimento, ela foi reduzida neste sábado. Raquel Lyra, Miguel Coelho e Túlio Gadelha realizaram uma publicação conjunta nas redes sociais, em formato collab, repercutindo justamente a agenda de Paudalho. Mais do que um simples registro de evento, a postagem teve forte simbolismo político.
Ao compartilharem o mesmo conteúdo e a mesma narrativa, os três líderes reforçaram publicamente uma sintonia que já vinha sendo construída nos bastidores e que passa a ganhar contornos cada vez mais concretos no debate sobre a formação da chapa governista.
Na prática, o collab funcionou como uma espécie de segundo capítulo do ato político realizado no dia anterior. Primeiro veio a imagem dos três juntos no palanque. Depois, a decisão de amplificar essa imagem de forma coordenada nas redes sociais. Em um ambiente político onde os gestos costumam carregar mensagens cuidadosamente calculadas, a iniciativa foi interpretada como mais um indicativo de alinhamento entre os nomes que despontam como favoritos para compor a chapa majoritária de Raquel Lyra.
Para Eduardo da Fonte, o episódio representa mais um revés em uma trajetória recente marcada por tentativas de viabilizar seu projeto ao Senado. Nos últimos meses, o deputado também buscou aproximação com o campo político liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), numa articulação de última hora para encontrar espaço na chapa oposicionista.
A movimentação, porém, não prosperou. Naquele ambiente, os espaços acabaram sendo ocupados por nomes como Marília Arraes e o senador Humberto Costa, deixando o presidente estadual do PP fora das principais construções em curso.
O resultado é que Eduardo se vê diante de uma situação paradoxal. Embora detenha o controle da federação que reúne dois dos maiores partidos do país e concentre relevante influência política em Pernambuco, não conseguiu converter esse ativo em protagonismo na formação das chapas majoritárias que começam a ganhar forma para 2026.
Enquanto isso, Miguel Coelho e Túlio Gadelha avançam. O ato de Paudalho, o cancelamento da agenda da Codeam e, agora, a publicação conjunta com Raquel Lyra formam uma sequência de acontecimentos que aponta para a mesma direção. A governadora parece cada vez mais próxima de consolidar sua chapa para o Senado, tendo Miguel e Túlio como seus principais postulantes.
Na política, raramente os movimentos decisivos são anunciados de forma explícita. Muitas vezes, eles são construídos por etapas, por símbolos e por gestos cuidadosamente calculados. E os acontecimentos desta semana sugerem exatamente isso: enquanto Miguel Coelho e Túlio Gadelha acumulam sinais de fortalecimento dentro do grupo governista, Eduardo da Fonte vê diminuir, mais uma vez, o espaço para seu projeto de chegar ao Senado.
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