Não é de hoje que a oposição em Riacho das Almas, no Agreste, ganha força e vem ampliando seu poder frente à atual gestão. Fontes próximas ao prefeito Dió Filho, relataram que o mandatário foi pego de surpresa com a repercussão positiva do ato de filiação do seu principal opositor, Alberes, ao PSB, na primeira Tribuna 40, que foi realizada no último domingo (25).
“Foi uma grande surpresa para ele. Ele não esperava que o evento seria tão grande e uniria toda a oposição. Hoje na cidade, todo o grupo político estava de cabeça baixa, o clima era tenso. Em Riacho das Almas não se fala em outra coisa, a não ser no grande sucesso do evento de Alberes e em sua pré-candidatura”, disse uma fonte ligada ao cenário político da cidade.
Pré-candidato à Prefeitura de Riacho das Almas, Alberes promoveu a Agenda 40 e conseguiu unir a oposição, formando uma frente com o PSB. Entre os presentes, estiveram: o deputado federal Felipe Carreras e os deputados estaduais Romero Sales Filho e Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, os ex-deputados, Romero Sales e Miguel Coelho, além do suplente de deputado, Caio Albino.
Muitos apontam a exponencial crescente liderança de Alberes que, na última eleição para prefeito, em 2020, obteve 41,75% dos votos válidos, ficando em segundo lugar. Atualmente, ele também segue com apoio de mais da metade da Câmara dos Vereadores de Riacho das Almas, o que mostra sua forte articulação política na cidade.
A ministra Cármen Lúcia talvez tivesse o biotipo para fazer a versão clássica da Tia May, que cria o Homem-Aranha. Mas mesmo ela a essa altura talvez não compreendesse bem o ensinamento do tio do personagem das histórias em quadrinhos e dos filmes de super-heróis: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. A crise por que passa o Supremo Tribunal Federal (STF) decorre do fato de os ministros não terem sido capazes de entender as responsabilidades que vinham com os grandes poderes que obtiveram.
Da Corte atualmente com dez ministros, quatro estão mencionados de alguma forma nos documentos decorrentes das investigações do caso Master. Talvez devessem se considerar impedidos de julgar a si mesmos. Mas aí talvez não houvesse o quórum mínimo para o julgamento. Segundo o Regimento Interno, o quórum mínimo são seis ministros.
Por que dissemos acima que talvez nem Cármen Lúcia tenha compreendido totalmente o ensinamento do tio do Homem-Aranha? Porque, para alguns, e talvez mesmo para ela mesma quando, ao pedir desculpas, disse que deveria ter atuado de maneira mais firme para evitar a escalada da crise, há quem avalie que ela, de certa forma, tirou o corpo fora. Até agora, o saldo no STF foi uma sessão de baixarias para não chegar a lugar nenhum, após o pedido de vista feito por Flávio Dino.
Ao pedir vista, Flávio Dino claramente teve o propósito de congelar a crise. O passo seguinte, o adiamento da segunda sessão de UFC que estava marcada para o octógono do STF na próxima quarta-feira, já era previsível. Se ele pediu vista quando se julgava a questão de ordem de Gilmar Mendes quanto a fazer ou não um julgamento conjunto dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça, era óbvio que, ao final, a sessão sobre Mendonça fosse também adiada. O pedido de vista pode se estender por 90 dias.
Dino, assim, evitou nova sessão de pugilato na categoria peso toga antes das eleições presidenciais. Dino, porém, conseguiu com isso congelar a crise? O analista político e advogado que atua nas Cortes superiores, Melillo Dinis, a quem o Correio Político tem recorrido para entender essa crise, crê que qualquer movimento agora é importante numa eleição que, segundo ele, será definida por “um beiço de pulga”.
Na edição de quinta-feira (17), mostramos aqui, a partir de pesquisa Indexa, que o caso Master não estava no foco da atenção da maioria do eleitor. Somente 22% dizia estar acompanhando a crise no STF com atenção. “Mas é um percentual mais do que suficiente para definir para que lado vai a eleição deste ano”, observa Melillo.
“Se em 2022 tivemos uma eleição definida por menos de 2%, agora talvez tenhamos uma definida por 0,5%”, conclui o analista e advogado. Nesse ponto, torna-se importante, então, observar um outro indicador: o comportamento das redes sociais em torno da crise. Para isso, o Correio Político obteve um relatório feito pelo DSC Lab.
De acordo com o Relatório Brasil, do DSC Lab, na terça-feira, dia da sessão do STF, as menções ao caso Master/STF cresceram 526% nas redes sociais. Foram 4,7 bilhões de visualizações relacionadas ao tema. Elas impactam não somente a reputação dos ministros do Supremo diretamente envolvidos, mas as eleições deste ano.
O relatório mostra que aconteceram oscilações quanto à percepção dos principais envolvidos no rolo. Sem surpresa, Alexandre de Moraes foi o que teve maior exposição. E maior exposição adversa também. André Mendonça veio em segundo. Mas, alvo da maior parte dos ataques durante a sessão, também acabou tendo exposição adversa.
Antes da sessão, Mendonça tinha assumido maior visibilidade nas redes. Moraes a recuperou na terça-feira. Ele apareceu em 72,8% das publicações. Acusações, cobranças ou contestações preencheram 7.124 textos, quase oito vezes mais do que no dia anterior. Assim, 58% da exposição de Moraes nas redes foi adversa.
André Mendonça foi o centro de 7.124 publicações, das quais 1.524 tiveram exposição adversa. As críticas na sessão fizeram com que 19,9% das menções a ele fossem contraposições. “A contagem inclui cobranças, acusações e contestações reconhecidas no texto; uma defesa pode estar presente na mesma publicação”, explica Tiago Falqueiro.
O celular do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi clonado, e golpistas passaram a enviar mensagens em nome dele a contatos do ministro nesta sexta-feira (18). Na abordagem, escrita com diversos erros de português, os criminosos anunciam um suposto evento em apoio ao Criança Esperança, pedem contribuições de R$ 5 mil e fornecem o contato de um homem apresentado como sobrinho de José Múcio. Pessoas próximas já estão sendo alertadas sobre o ocorrido e orientadas a ignorar qualquer mensagem desse tipo.
Vorcaro foi preso pela segunda vez há mais seis meses e atualmente ocupa uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) a revogação da prisão preventiva dele decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira. As informações são do g1.
Segundo a Polícia Federal, o ex-banqueiro seria o líder de uma organização criminosa para captação de recursos ilícitos e teria montado uma rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República.
No pedido, os advogados alegam ao Supremo que o prazo de 90 dias para reavaliação dos elementos para a prisão, como determina o Código de Processo Penal, venceu no fim de agosto e não houve análise pelo tribunal os critérios para a manutenção da medida permanecem válidos.
A defesa alega ainda que Vorcaro tem tentado cooperar com as investigações e com a Justiça.
As propostas de delação d banqueiro foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por serem consideradas insuficientes. Os advogados, no entanto, tentam reabrir as negociações.
“As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações”.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (17), que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), seu aliado, a acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou. As informações são do g1.
O presidente Lula anunciou um reajuste de 15,04% no benefício. Com isso, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. A medida foi classificada como eleitoreira pela oposição. Lula é candidato à reeleição para a Presidência da República.
Sorteado relator, o ministro André Mendonça rejeitou a ação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele citou decisões anteriores segundo as quais um candidato a deputado federal não tem legitimidade para apresentar uma ação contra um candidato à Presidência, uma vez que os cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes.
Mendonça ressaltou que a rejeição não representa uma análise sobre a legalidade do aumento nem sobre uma eventual violação da legislação eleitoral.
“Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/1997”, afirmou o ministro na decisão.
Críticas a Lula Apesar de discordar da ação apresentada por Zé Trovão, Flávio criticou o reajuste anunciado pelo governo e acusou Lula de tentar conquistar votos com o aumento do benefício.
O candidato do PL também comparou o impacto da medida nas contas públicas ao resultado das empresas estatais.
“Essa merreca? Você não tem vergonha na cara?”, questionou Flávio, dirigindo-se ao presidente. “Lula está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês. Você acha que R$ 90 vão proporcionar uma vida melhor ao pobre? Que ele vai poder voltar a sonhar?”
Mais cedo, em uma agenda na Bahia, o candidato já havia feito críticas ao governo por causa do anúncio.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, afirmou.
Com o aumento anunciado pelo governo, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial, caso haja segundo turno.
O Ministério da Fazenda afirmou que a medida apenas recompõe as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e, por isso, não representaria um aumento real do benefício. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, negou que o reajuste tenha relação com as eleições.
De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.
O deputado federal e candidato à reeleição Lucas Ramos (PSB) publicou nas redes sociais, na noite desta quinta-feira (17), registros de um ato de campanha realizado no Coqueiral. O encontro contou com a presença do prefeito Victor Marques, do deputado estadual Rodrigo Farias e de Ivo do Armazém.
O debate da Rádio Cultura, realizado na quinta-feira (17), colocou frente a frente dois estilos distintos de atuação política. De um lado, João Campos (PSB) buscou concentrar sua participação na apresentação de propostas e na discussão dos problemas de Pernambuco. Do outro, Raquel Lyra (PSD) apostou em começar citando furto de bandeiras e ataques ao adversário, mas acabou confrontada com questionamentos sobre contradições e questões relacionadas à sua própria gestão.
Logo nas considerações iniciais, João Campos direcionou sua fala para o futuro de Pernambuco e para as propostas que pretende apresentar. Raquel Lyra, por sua vez, optou por falar em peças de campanha que podem ter sido furtadas nas ruas. A abertura também foi marcada por um primeiro confronto de tom mais elevado. Na avaliação da equipe de João, a fala da governadora ultrapassou os limites do debate e motivou um pedido de direito de resposta, concedido ao candidato do PSB.
Campos aproveitou o espaço para retomar a discussão sobre os problemas do estado, sem prolongar o embate em torno de ataques pessoais. A escolha ajudou a estabelecer o tom que procuraria manter ao longo do encontro: concentrar a discussão na gestão pública e nas propostas.
No primeiro confronto direto, João Campos abordou o tratamento do câncer no Sertão e apresentou propostas para ampliar a estrutura de saúde em Pernambuco. Entre os compromissos citados, destacou a construção de quatro novos hospitais, em parceria com o presidente Lula.
A discussão sobre as apostas on-line, as chamadas BETs, abriu outra frente de confronto. Raquel Lyra utilizou o tema para questionar João Campos, mas acabou sendo confrontada com contradições envolvendo Caruaru e contratos do próprio governo estadual para divulgação de apostas em ônibus. O episódio deslocou parte da discussão para a coerência entre as críticas feitas pela governadora e as práticas de sua administração.
Outro momento relevante ocorreu quando João questionou Raquel sobre a Caruaruense, empresa da qual ela foi sócia e que pertence à sua família. A governadora afirmou ter participação acionária de 1%, mas não respondeu de maneira suficiente aos problemas levantados sobre a empresa.
Ao longo do debate, João Campos procurou transmitir calma e segurança nas respostas, combinando críticas à gestão estadual com a apresentação de propostas. A imagem que buscou construir foi a de um candidato preparado para discutir tanto os problemas cotidianos da população quanto os projetos estruturantes para Pernambuco.
A sua fala sobre os 5 segundos que Raquel teria e não soube responder sobre delegacias que não foram abertas marcou um momento muito repercutido nas redes sociais. O embate segue firme. Mas João vem mostrando estar cada vez mais preparado para cada novo confronto com adversários para tratar do futuro de Pernambuco.
Nunca uma eleição presidencial no Brasil esteve atrelada a um outro poder, o Judiciário, cuja crise no Supremo Tribunal Federal pode interferir no resultado do pleito. Até a imprensa internacional tem conduzido seu noticiário nessa direção.
O britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, descreve a crise no STF como uma “disputa acirrada” entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ressalta que está “lançando uma sombra sobre a disputa” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O jornal cita analistas ao informar que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“Embora Lula não tenha sido acusado no caso do banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas”, afirma o jornal londrino.
O jornal segue informando que Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. ‘Um voto em Lula é um voto em Moraes’, disse ele a apoiadores na semana passada, relata o jornal.
O jornal destaca que Flávio foi citado no escândalo do Master, que é tema de inquérito no STF, após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal.
Apesar dessas revelações, Flávio reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula. O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022”, diz o jornal. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão.”
“O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário”, acrescenta. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão”, completa.
EMPATE TÉCNICO – A nova pesquisa Datafolha não mostrou mudança significativa no cenário eleitoral em função da crise no STF. Nem Flávio Bolsonaro, após a revelação de que é investigado em inquérito relacionado ao caso envolvendo Daniel Vorcaro, teve alteração nos índices. O levantamento, realizado entre terça-feira e quinta-feira, mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, o mesmo percentual da rodada anterior. Flávio Bolsonaro passou de 35% para 36%, dentro da margem de erro. No segundo turno, os dois repetiram os números da pesquisa anterior: Lula com 46% e Flávio com 44%.
Empatados na rejeição também – A pesquisa não é ruim para o presidente Lula. Ele permanece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos. A avaliação do governo teve ligeira melhora no ótimo e bom, ainda que a avaliação negativa continue maior e o “desaprova” é maior do que o “aprova”. Esse é o ponto a melhorar nos poucos dias que restam. O empate na rejeição, com 47% para cada um dos dois candidatos, é o retrato dessa eleição: a batalha de rejeições. Flávio Bolsonaro se mostra um competidor difícil e resiliente. Quadro ainda indefinido a 17 dias do primeiro turno. O empate técnico mostra que a luta será voto a voto. Ganha quem conseguir mobilizar mais seus eleitores e os independentes.
Aumento do Bolsa questionado – A decisão do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anunciar um reajuste do Bolsa Família em meio à disputa pelo Palácio do Planalto é considerada uma medida “eleitoreira” e que pode ter sua validade questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com especialistas em direito eleitoral. Economistas também contestam a medida. José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos e professor titular do Departamento de Economia da PUC-Rio, afirma que os efeitos colaterais poderão ser mais desequilíbrio nas contas do governo e mais inflação. Ele pondera ainda que, no patamar atual de transferência, o programa pode acabar servindo de desincentivo ao trabalho.
Bandeiras manipuladas – A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), diz ter elementos de que bandeiras da candidata teriam sido usadas no ato de Flávio Bolsonaro por uma ação orquestrada pela direção do PSB. “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com a qual ela não tem nenhuma conexão”, disse o advogado Edgar Moury Neto.
O ataque de Lula – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, em entrevista para a Rádio Itatiaia, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está utilizando o cargo na Corte para “fazer política”. “O André Mendonça estava utilizando o cargo dele de relator para fazer política, está provado. Estava fazendo denúncia seletiva, divulgando apenas aquilo que interessava para ele”, declarou. Sobre Alexandre de Moraes, Lula declarou que o magistrado sofre oposição do bolsonarismo por ter “defendido a democracia” durante as eleições de 2022 e o julgamento de tentativa de golpe de Estado.
CURTAS
BOLSA 1 – O reajuste do Bolsa Família anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 17 dias do primeiro turno colocou o seu adversário Flávio Bolsonaro, candidato do PL, diante de um dilema sobre como reagir à medida.
BOLSA 2 – Embora o candidato classifique o aumento como “ilegal” e diga que o petista tenta tirar proveito eleitoral do benefício, sua campanha avalia que não pode atacar frontalmente o programa sem correr o risco de ser associado à ideia de retirar ou reduzir recursos destinados à população de baixa renda.
NEGOCIAÇÕES – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a receber ministros em seu gabinete ao longo do dia de ontem em mais uma rodada de conversas em meio à crise interna na Corte, após o impasse no julgamento desta semana e uma nova troca de acusações envolvendo integrantes do tribunal.
Perguntar não ofende: Alexandre de Moraes pode derrotar Lula?
O segundo debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, encerrado há pouco, trouxe, na realidade, o mesmo cenário do confronto anterior: de um lado, um João Campos (PSB) convicto, assertivo e propositivo; do outro, uma Raquel Lyra, que vem acumulando dificuldades em sabatinas e confrontos públicos.
A expectativa em torno da participação da governadora era grande, mas ela não conseguiu controlar seu nervosismo, gaguejou e, em alguns momentos, como no embate sobre a empresa de ônibus do seu pai, da qual foi sócia, chegou, verdadeiramente, a ser nocauteada por um João bem informado sobre as condições da empresa e do grupo, além dos trabalhadores prejudicados.
Raquel não apresentou novidades, não respondeu de forma convincente às perguntas e voltou a demonstrar dificuldades para defender o seu governo e justificar o que não foi feito ao longo dos últimos quatro anos.
Um dos pontos altos do debate voltou a ser a educação. A promessa de 250 creches, que esteve entre as principais bandeiras da campanha de 2022, continua distante de ser cumprida. Até agosto, apenas 14 unidades haviam sido entregues, e a própria governadora já passou a projetar a conclusão da meta para 2027.
Mais uma vez, a governadora preferiu olhar para o futuro como se não tivesse um passado a explicar. O problema é que, em uma eleição, promessas precisam necessariamente ser confrontadas com aquilo que foi realizado, ou deixado de realizar, durante o período em que se esteve à frente do governo.
Na segurança pública, o contraste também apareceu. Em quatro anos, Raquel não inaugurou nem uma delegacia, e as delegacias da mulher deixaram de funcionar 24 h. Consequentemente, o Estado teve aumento do feminicídio em escala preocupante. Neste caso, ficou claro que o importante não é apenas defender as mulheres, mas fazer por elas.
Na saúde, o fechamento de cerca de 1.200 leitos foi novamente um dos temas que marcaram o confronto, sem resposta da governadora. E o debate terminou de forma melancólica quando entrou em cena a situação da empresa de ônibus pertencente ao pai de Raquel. A empresa encerrou as atividades depois de acumular dívidas trabalhistas, deixando trabalhadores afetados pelo passivo acumulado.
O episódio também levantou questionamentos sobre a falta de fiscalização, em um contexto no qual a empresa recebeu benefícios ao longo dos anos e acabou tendo suas atividades encerradas. Raquel integrou o quadro societário até 2018. A gestão estadual nega qualquer favorecimento à empresa.
Ao final, o debate da Cultura reforçou uma diferença que vem aparecendo nos confrontos entre os candidatos: João manteve uma linha de discurso baseada na defesa do que pretende fazer e na cobrança pelos resultados do atual governo; Raquel, por sua vez, voltou a ser confrontada com promessas e problemas que permanecem sem uma resposta definitiva.
A disputa eleitoral está longe de acabar e ainda haverá outros embates que poderão contribuir para definir os rumos da eleição. Mas, na noite da Cultura, a montanha novamente parecia muito maior do que o resultado apresentado por Raquel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá na próxima quarta-feira (23), às 19h, com artistas em ato na Fundição Progresso, no Rio. A expectativa é de que nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia participem. Antes desse evento, o petista terá uma ação de campanha voltada ao setor da saúde na capital fluminense.
Lula recebeu endosso de integrantes da classe artística nos últimos dias, como a atriz Malu Mader, Caetano e Bethânia. Em 2022, o petista também participou de ato de campanha com artistas em São Paulo.
No domingo (13), Caetano Veloso declarou voto em Lula. O artista baiano fez o gesto “L” com os dedos e disse “bora, Lula” durante show do Sesc, no Taguaparque, em Taguatinga, no Distrito Federal.
Em 2022, Caetano também anunciou apoio à eleição de Lula. Agora, em 2026, ele se junta à irmã, Maria Bethânia, que declarou voto no petista. A manifestação da cantora foi feita no sábado (12), durante apresentação no Coala Festival, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, disse, na terça-feira (15), ao Poder360, não ter sido “convidado” para o ato de Lula com artistas no Rio. O dirigente é coordenador da campanha do presidente no Estado.
Quaquá fez elogios a Caetano, Chico e Maria Bethânia, que são eleitores de Lula, mas fez uma ponderação. “Não ganha 1 voto com isso. Não há dúvida de que Caetano, Chico e Bethânia são grandes artistas, mas eles já votam no Lula. Precisamos ganhar o voto de quem não vota nele. Do cantor gospel, do sertanejo. Política é agregar o que não tem”, declarou a este jornal digital.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) voltaram a se enfrentar diretamente no debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. João iniciou o embate perguntando sobre direitos trabalhistas e, em seguida, citou a participação societária de Raquel na Logo Caruaruense, empresa de transporte da família. “No período em que a candidata era sócia, tem mais de R$ 3 milhões de débitos de Previdência, inclusive quase R$ 1 milhão de débitos recolhidos dos trabalhadores e não transferidos para a Previdência”, afirmou.
Raquel contestou as acusações, disse que possuía participação minoritária, não administrava a empresa e que as obrigações foram pagas com o encerramento das atividades. “É impressionante como você tem capacidade de produzir informações falsas”, reagiu. João também questionou a governadora sobre a fiscalização dos ônibus da companhia durante sua gestão. “Quantas fiscalizações foram feitas nos ônibus da empresa da sua família enquanto você esteve como governadora?”, perguntou.
A discussão avançou para uma licitação envolvendo a empresa da família de Raquel. João citou o processo e lembrou que João Lyra Neto, pai da governadora, integrava o Governo de Pernambuco na época. Raquel rebateu lembrando que Eduardo Campos, pai do socialista, era o governador naquele período.
Logo depois de terminar o tempo do confronto entre os dois, Raquel aproveitou a dinâmica seguinte, com Ivan Moraes (PSOL), para retomar as críticas a João e comparar as trajetórias políticas dos adversários. Ivan reagiu à nova troca de acusações e citou a relação histórica entre as famílias dos dois candidatos. “Está muito chata essa arenga de vocês dois. É o tempo todo um xingando o outro. ‘Ah, foi o seu pai que fez, foi o seu pai que fez’. Os pais de vocês foram eleitos juntos. O pai dele era governador, o seu pai era vice”, afirmou.
O candidato do PSOL também mencionou a confusão registrada entre militantes antes do debate e defendeu que o confronto se concentrasse em propostas. “Está muito chato esse debate enquanto só há críticas de um lado e de outro”, disse. Segundo Ivan, a disputa entre os dois principais adversários estaria ocupando espaço que poderia ser usado para discutir medidas para áreas como educação e serviço público.
Em um trecho do primeiro embate direto entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) no debate realizado nesta quinta-feira (17), os dois discutiram sobre a área de segurança pública.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) foi questionado, durante o debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, sobre como pretende garantir governabilidade e recursos federais ao estado caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial. A pergunta foi feita pelo jornalista Alexandre Cunha, que citou a proximidade política de João com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o cenário apertado da disputa nacional. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
João concentrou a resposta na defesa da reeleição de Lula e não detalhou como seria a relação com um eventual governo de Flávio. “Eu tenho uma alegria muito grande de poder ser candidato ao Governo de Pernambuco contando com o apoio do presidente Lula. Eu tenho certeza que juntos nós vamos fazer muito por Pernambuco. Eu acredito verdadeiramente na reeleição do presidente Lula”, afirmou. O socialista também disse que pretende buscar parceria com o Governo Federal para obras como a Transnordestina, duplicação de rodovias e projetos de abastecimento de água.