Chegou o Carnaval! Mantendo a tradição, este blog fica sem atualização a partir desta postagem, voltando na Quarta-Feira de Cinzas. Em 19 anos, a serem completados em abril próximo, nunca trabalhamos nos quatro dias de folia. Fico, literalmente, de pernas para o ar. A paradinha serve, igualmente, para uma reflexão.
Enquanto muitos se divertem no carnaval, eu leio muito e faço minhas reflexões. Reflexões, por exemplo, sobre a labuta exaustiva do dia a dia para deixar nosso público leitor bem-informado. Para mim, o trabalho não é apenas uma obrigação diária, mas um caminho de crescimento e realização. Cada desafio enfrentado, cada esforço dedicado e cada aprendizado adquirido constroem minha jornada profissional.
Não vejo o trabalho apenas como um meio de sobrevivência, mas como uma chance de deixar minha marca no mundo. Encontro propósito no que faço e a motivação, claro, naturalmente, me deixa com mais energia. Trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar? Eis uma boa pergunta. Acho que o equilíbrio entre esforço e descanso define a qualidade da vida.
O trabalho me dignifica, me ensina disciplina e me proporciona conquistas, mas nunca encaro como única fonte de identidade. Entendo que o verdadeiro sucesso na vida não está apenas no que acumulamos, mas no impacto positivo que deixamos nas pessoas ao nosso redor. Nenhum grande feito foi alcançado sem dedicação e persistência.
O sucesso não acontece de um dia para o outro. Com o tempo, e lá se vão 40 anos de jornalismo, aprendi que é construído nas pequenas escolhas diárias, no esforço constante e na paixão pelo que se faz. Eu amo o que faço. Sinto-me feliz! Digo isso todo dia aos meus filhos, a minha Nayla, amor da minha vida.
Eles sabem que, mesmo nos dias difíceis, encaro cada passo como um degrau na escada do crescimento. Trabalhar apenas pelo lado econômico pode fazer os dias parecerem longos e cansativos. Mas quando encontramos um propósito no que fazemos, até os momentos mais difíceis se tornam alegres, gostosos e felizes.
Se o seu trabalho não te motiva, faça uma reflexão. Busque ressignificá-lo. Como ele impacta na tua vida? Como pode ser um meio para conquistar seus sonhos? Propósito transforma esforço em realização. Vivemos em uma sociedade que glorifica o cansaço e mede o valor de alguém pela produtividade. Mas será que trabalhar até a exaustão é realmente sinônimo de sucesso?
O descanso não é preguiça, mas um direito e uma necessidade. Trabalhar com qualidade e equilíbrio vale mais do que se perder em longas jornadas sem sentido. Aprenda a valorizar seu tempo, sua saúde e sua vida. Nenhum profissional cresce sozinho. O verdadeiro sucesso se constrói através de colaboração, respeito e troca de conhecimento.
Por isso, compartilho tudo isso com minha equipe, meus colaboradores, gente que faz notícia, gente que acorda cedo e dorme tarde para deixar nossos leitores por dentro de tudo. Trabalhar em equipe não significa apenas dividir tarefas, mas compartilhar sonhos, aprender com os outros e construir juntos algo maior. Por isso, valorizo as pessoas ao meu redor, pois são elas que tornam minha jornada mais significativa.
Por que paramos no Carnaval? Porque entendo que há dois tipos de leitores: o que brinca, não está nem aí para notícias. Quer se desligar do mundo. O que relaxa, longe da folia, sabe que durante o carnaval não acontece absolutamente nada de importante na política e na economia que possa trazer reflexos de uma forma negativa ou positiva na vida de quem quer que seja.
Pensador e filósofo chinês, uma das maiores referências na filosofia da moralidade pessoal e governamental, nos procedimentos corretos nas relações sociais, na justiça e na sinceridade, Confúcio nos ensinou: “Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.
Apesar dos vídeos publicados com pedidos mútuos de desculpas, Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) não se falaram em momento algum.
Os próximos passos, dizem aliados da ex-primeira-dama, dependerão de novos gestos de Flávio. Isso inclui o papel que Michelle pode desempenhar na campanha presidencial de Flávio após o convite frisado pelo senador em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (23) para que ela trabalhe com ele.
A intenção manifestada por Michelle a aliados é de colaborar com a campanha do senador à presidência da República, mas fontes pontuam que esperam a manutenção de postura de humildade de Flávio e que ambos precisarão balizar qual é o limite de cada um.
Michelle não deve ir à convenção do PL no sábado (25), que irá oficializar Flávio como candidato. A justificativa apresentada é de que ela deve ficar em casa para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A reaproximação dos dois foi costurada a partir da intermediação de três interlocutores: a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.
Valdemar foi a primeira pessoa procurada para que o acordo pudesse sair. Aliados de Michelle avaliam que ele foi fundamental para sensibilizar os dois lados e que entende a importância da ex-primeira-dama junto ao eleitorado de direita.
Ao longo da negociação para que os vídeos fossem gravados, diferentes versões foram apresentadas.
Inicialmente, pessoas próximas a Michelle colocaram pré-requisitos que o time de Flávio não topou. Os “bombeiros” da crise foram modulando versões do que cada um falaria até chegar ao texto final.
A intenção de ambos os lados foi trabalhar no convencimento público de que a paz foi selada em prol de um inimigo em comum: o PT. Neste sentido, a ideia é trabalhar com o mote de “todos contra Lula” para unir a direita bolsonarista.
Pessoas próximas de Michelle avaliam que o impacto dos vídeos divulgados em junho que somam 26 minutos e expuseram a crise com Flávio foi um tiro no pé e não trouxe o efeito esperado.
A avaliação é de que os atritos também impactaram outras candidaturas da direita e o cenário eleitoral no Distrito Federal, tanto para as vagas ao Senado quanto para a disputa ao governo do DF.
Divulgado nesta quinta-feira (23), o Anuário Brasileiro de Segurança Pública pinta um cenário crítico para Pernambuco. Em números absolutos, o estado é o terceiro mais violento do Brasil, com 2.970 homicídios em 2025, atrás apenas da Bahia e do Ceará. A atual taxa de 33 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes segue superando, e muito, a média nacional de 19,1 – e ainda longe da marca menor de 10 prevista como “minimamente aceitável” pela OMS. A taxa de aumento de feminicídios, segundo o estudo, é três vezes maior que a nacional: enquanto no Brasil o aumento foi de 4%, em Pernambuco foi de 12,5%. Pernambuco também é destaque negativo no quesito roubo de veículos. Enquanto o Brasil registrou uma redução de mais de 20% nessa modalidade, o estado andou na contramão e teve um aumento de 0,8%, atingindo a segunda maior taxa do país (299,3 por 100 mil habitantes) – quase quatro vezes a média nacional. Além disso, a criminalidade urbana se manifesta fortemente no furto e roubo de celulares, com Olinda ocupando a 8ª posição no ranking nacional de municípios com as maiores taxas deste crime. O documento também destaca um avanço preocupante na letalidade policial, que cresceu 32,1% entre 2024 e 2025, passando de 78 para 103 mortes. Esse índice é o maior crescimento registrado em todo o Nordeste e é 5,4 vezes superior à média nacional de aumento para o mesmo período. Atualmente, a taxa de mortes por intervenção policial em Pernambuco é 2,2 vezes maior que a média da região Nordeste. “Em um governo sem marca e sem rumo, a crise assume as mais variadas faces. Penando com tetos caindo na saúde, correndo para maquiar o que pode, sem atrair investimentos e batendo recorde de gastos com shows e cachês, o governo Raquel Lyra também não disse a que veio na segurança pública – considerada a maior preocupação da população”, afirma o deputado estadual Diogo Moraes (PSB). A complexidade da violência no estado é agravada pela atuação do crime organizado. O Porto de Suape foi identificado pela pesquisa como um ponto estratégico no corredor logístico para o tráfico internacional de cocaína, atraindo a disputa entre grandes facções como o PCC e o Comando Vermelho. “Essa presença do crime organizado não apenas impulsiona a mortalidade, mas também é uuma ameaça direta à economia local, pois eleva custos, afasta investimentos e compromete a competitividade do complexo. E a gente não consegue ver qualquer ação minimamente coordenada no sentido de combater esses grupos”, explica… “A política de segurança de Raquel Lyra é apenas colocar policiais militares em bairros mais abastados e desfilar com viaturas pelas ruas e helicópteros no céu. É um espetáculo grotesco e que mostra toda falta de planejamento dessa gestão. Um governo sério e comprometido teria feito – como Eduardo Campos com o Pacto pela Vida – um programa estruturado, com monitoramento constante. A governadora demorou praticamente um ano para ir à primeira reunião de segurança pública. E sabe-se lá se ela foi para outras”, diz o deputado.
O PSD de Pernambuco convocou a convenção estadual do partido e decidiu mudar o local do evento. O encontro, marcado para o próximo domingo (2), a partir das 9h, ocorreria no Clube Português, no bairro das Graças. Com a mudança, a convenção foi confirmada para o Parador, grande espaço de eventos localizado no Bairro do Recife.
A legenda se consolida como uma das maiores do estado, com sete deputados estaduais, dois deputados federais, um senador e 80 prefeitos. O evento reunirá líderes de todas as regiões de Pernambuco e oficializará a candidatura da governadora Raquel Lyra à reeleição. As informações são do Blog da Folha.
A convenção também deve formalizar o nome do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) como candidato ao Senado na chapa governista. A segunda vaga à Casa Alta, no entanto, ainda não está definida. O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) disputam a candidatura pela Federação União Progressista.
Até o momento, a convenção estadual da federação está marcada para o dia 5 de agosto, três dias após o evento partidário da governadora. Buscando chegar à convenção do PSD com a chapa completa, Raquel Lyra solicitou a Da Fonte, que também é presidente estadual da União Progressista, que antecipasse a data do evento da federação, articulação que ainda não foi concluída.
O livro “Eleições Municipais e o que elas antecipam para 2026”, organizado pelos cientistas políticos Antonio Lavareda, Helcimara Telles e Silvana Krause, será lançado no dia 3 de agosto, durante o 15º Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política, em Belém, no Pará. Publicada pela FGV Editora, a obra integra o quinto volume da Coleção Eleições Municipais e aborda temas como a consolidação da ultradireita, o uso de mídias digitais e inteligência artificial nas campanhas, os agregadores de pesquisas e as possíveis tendências para a composição do Congresso Nacional em 2026. O lançamento contará com uma mesa-redonda com a participação dos autores.
O MDB de Pernambuco realiza, neste sábado (25), das 9h às 12h, sua Convenção Partidária Estadual de 2026, na Câmara Municipal do Recife. O encontro reunirá filiados, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças partidárias para definir as deliberações da legenda para as eleições deste ano.
Durante a convenção, o partido oficializará sua participação na Frente Popular de Pernambuco, que terá João Campos (PSB) como candidato ao Governo do Estado, além de homologar as chapas para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. “O MDB chega a esta convenção unido, com chapas proporcionais competitivas e integrado a um projeto político”, afirmou o presidente estadual da sigla, Raul Henry.
Os indicadores da segurança pública no Cabo de Santo Agostinho seguem apresentando resultados muito positivos. Em pouco mais de um ano da gestão Lula Cabral, a cidade alcançou uma das maiores reduções de homicídios dos últimos anos, refletindo uma estratégia baseada na integração entre prevenção, tecnologia, fortalecimento institucional, a atuação em conjunto com os demais operadores de segurança pública com e políticas sociais, numa clara definição de Design Estratégico e Governança.
Em 2025, o município encerrou o ano com uma redução próxima de 11% no número de homicídios em comparação ao período anterior, saindo de uma taxa de 73,3, para uma taxa de 65,1 homicídios por 100 mil habitantes. Já em 2026, os resultados se intensificaram: no acumulado do primeiro semestre, o Cabo registrou uma queda superior a 37% nos homicídios em relação ao mesmo período de 2025, consolidando uma trajetória de redução da violência letal.
O desempenho fez com que o município deixasse as primeiras posições no ranking nacional de violência, publicado no Anuário de Segurança Pública, caindo da quinta posição e passando a ocupar a oitava colocação, um indicador que demonstra a evolução substancial dos índices criminais e os reflexos das políticas públicas implementadas pela administração municipal.
A gestão fortaleceu programas preventivos, como a Patrulha da Mulher, ampliando a proteção às vítimas de violência doméstica, e a Patrulha Escolar, reforçando a segurança no ambiente educacional. Paralelamente, houve ampliação do efetivo da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e do policiamento ostensivo preventivo em áreas estratégicas da cidade.
Um indicador que chama atenção é o enfrentamento à violência contra a mulher. O Cabo de Santo Agostinho chega hoje a marca de 520 dias sem o registro de feminicídios, resultado atribuído a uma política pública estruturada e integrada entre diferentes órgãos da administração municipal.
Entre as principais ações está o fortalecimento da Patrulha da Mulher, que ampliou sua capacidade de atendimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência, atuando de forma preventiva e articulada com a rede de proteção, só no primeiro semestre de 2026 foram realizados quase 8 mil atendimentos as mulheres usuárias do serviço dessa Patrulha. O trabalho é desenvolvido em conjunto com as ações da Secretaria da Mulher, que intensificou campanhas de conscientização, acolhimento e acompanhamento das vítimas.
A rede de proteção também foi ampliada com a implantação do Abrigamento Provisório Municipal, oferecendo proteção imediata às mulheres em situação de risco, evitando a revitimização da mulher vítima de violência, implantou também o Espaço Acolher, equipamento voltado ao atendimento humanizado, orientação e encaminhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A integração dessas políticas públicas tem fortalecido a prevenção, ampliado a proteção às vítimas e contribuído para que o município alcance um marco histórico no combate ao feminicídio.
Na área social, foram implementadas ações voltadas à prevenção da violência por meio da expansão do número de creches, da ampliação das escolas em tempo integral, da criação de novos espaços públicos de convivência, como por exemplo o Parque da Igrejinha, da implantação do Conselho Municipal de Segurança Pública e da consolidação de políticas de atenção à população em situação de rua.
Outro eixo estratégico adotado pela gestão municipal tem sido o reordenamento urbano e a recuperação dos espaços públicos, compreendendo que a organização da cidade também exerce papel fundamental na prevenção da violência. Como exemplo, a Prefeitura realizou a Operação Cidade em Ordem, que promoveu a retirada de mais de 40 carcaças de veículos abandonados em vias públicas, eliminando pontos de degradação urbana, reduzindo áreas propícias à prática de delitos e devolvendo segurança e sensação de pertencimento à população. A ação integra uma política mais ampla de ocupação qualificada dos espaços públicos e fortalecimento da convivência social.
A Guarda Civil Municipal também recebeu investimentos importantes, com aquisição de novas viaturas e equipamentos, além da intensificação dos programas de capacitação e treinamento dos agentes, além da promoção de 143 guardas, dentro do compromisso de valorizar o profissional de segurança pública. O município ainda aderiu ao programa Município Mais Seguro, do Governo Federal, fortalecendo a integração com políticas nacionais de segurança pública, além da execução do PRONASCI Juventude, voltado à prevenção da violência entre jovens, atendendo 200 jovens em situação de vulnerabilidade de áreas previamente mapeadas como de interesse de segurança pública.
A Secretaria de Defesa Social promoveu a modernização da Central de Videomonitoramento, a instalação de câmeras inteligentes com leitura automática de placas de veículos, além da celebração do acordo de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal, por meio do sistema Alerta Brasil, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
A administração municipal afirma que os investimentos não param por aí. Entre os projetos previstos para os próximos anos estão a construção de três unidades do COMPAZ em regiões identificadas como de maior vulnerabilidade social, a implantação de um CONVIVE, em parceria com o Governo Federal, no bairro de Ponte dos Carvalhos.
Também estão previstas novas ações de reurbanização de áreas vulneráveis, expansão dos espaços públicos destinados ao lazer e convivência, realização de concurso público, ainda nesse ano de 2026, para a contratação de 200 novos guardas municipais, a aquisição de novas viaturas e equipamentos e continuidade dos investimentos em treinamento e qualificação da Guarda Civil Municipal.
A gestão ainda não está satisfeita com a posição ocupada, mas os resultados reforçam que a estratégia de integrar tecnologia, prevenção, presença do poder público e políticas sociais como instrumentos para a redução da criminalidade, tem sinalizado uma mudança consistente nos indicadores de segurança do Cabo de Santo Agostinho e consolidando uma agenda voltada para a construção de uma cidade mais segura para sua população.
*Secretário Municipal de Defesa Social do Cabo de Santo Agostinho
Durante viagem para a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o advogado e escritor Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, visitou, em Santos, no litoral paulista, o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco. O acidente, ocorrido em agosto de 2014, provocou a morte do então candidato à Presidência da República e de outras seis pessoas.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita desde 2017 na 4ª Vara Federal de Santos. O processo pede o aprofundamento da análise técnica sobre as circunstâncias do acidente. Um parecer apresentado nos autos pelo perito Carlos Camacho aponta indícios de possível falha na aeronave e defende novos estudos, inclusive sobre uma eventual interferência externa.
Durante a visita, Antônio afirmou que continuará buscando esclarecimentos sobre a morte do irmão. “Não desistirei de buscar Justiça e a verdade sobre a morte prematura de Eduardo Campos. É necessário esclarecer, com rigor técnico e independência, se o acidente decorreu de uma falha da aeronave e se essa falha pode ter sido provocada”, declarou.
O escritor Bruno Lago lançou seu segundo romance, “Paradise Supernova”, pela Editora Quimera Produções. A obra sucede “O Descobrimento da Terra”, publicado no ano passado pela Editora Tagore, e mantém a narrativa distópica adotada pelo autor em seu livro de estreia.
A história se passa em um planeta atingido pela seca, onde a rádio Paradise Supernova divulga informações sobre como sobreviver às altas temperaturas e combate as mensagens transmitidas pelo governador. Após perder a filha para a insolação, a jornalista Bianca Rodrigues deixa a rádio sob a responsabilidade do melhor amigo e atravessa o deserto formado no local onde existia o Oceano Atlântico para confrontar o governante.
Durante a jornada, Bianca conhece uma mulher que também perdeu pessoas próximas para a insolação e encontrou nas transmissões da rádio uma razão para continuar vivendo. Publicitário e especialista em redes sociais, Bruno Lago escreveu o romance após receber um convite da editora. O livro está disponível em formato digital pela Amazon e em versão impressa no site da Quimera Produções.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) provocou nesta sexta-feira (24/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao dizer que o petista quer fugir dos debates presidienciais. “Estou começando a achar que é pessoal. Com Flávio estava confortável, quero ver comigo”, ironizou.
Em publicação no X, o goiano relembrou que tabto ele quanto Lula partiparam da roda de conversas em 1989, e agora, 37 anos depois, o petista cogita “fugir dos debates”. As informações são do Metrópoles.
“Vamos debater segurança, saúde, educação e inovação? Vamos comparar quem enfrentou o crime organizado, combateu a corrupção e entregou resultados? Coragem, Lula. Quem quer governar o Brasil não foge do confronto nem das próprias contas”, escreveu. “Te espero lá”.
Como mostrou o Metrópoles, Lula ainda calcula os cenários para comparecer aos debates. O primeiro está marcado para 16 de agosto e será transmitido pela Rede Bandeirantes.
O motivo estaria no receio do petista em se colocar de frente a outros candidatos, visto que ele é o único expoente de esquerda obrigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser convidado para a rodada de conversa. A regra impõe que o candidato deve ter ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional.
Com isso, Lula enfrentaria Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Ao ressuscitar o discurso contra as urnas eletrônicas, o candidato parece preparar uma justificativa para uma derrota que parte de seus próprios aliados já considera possível
Toda campanha presidencial atravessa momentos de dificuldade. A diferença está na forma de enfrentá-los. Há candidatos que respondem às adversidades ampliando o diálogo com a sociedade. Outros preferem construir uma narrativa para explicar antecipadamente um eventual fracasso.
É essa impressão que transmite Flávio Bolsonaro ao voltar a questionar a credibilidade das urnas eletrônicas, repetindo a estratégia adotada por seu pai em 2022. Não se trata de uma denúncia inédita, mas da retomada de um discurso que já foi analisado e rejeitado pela Justiça Eleitoral.
O episódio ganha contornos ainda mais simbólicos porque o Tribunal Superior Eleitoral voltou a rebater essas alegações sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro. Isso desmonta a narrativa de perseguição política e reforça que a resposta veio da própria instituição responsável por garantir a lisura do processo eleitoral.
Ao mesmo tempo, a campanha acumula desgastes sucessivos. As investigações envolvendo recursos destinados à produção do documentário Dark Horse, os desdobramentos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e outros episódios recentes mantêm o candidato permanentemente na defensiva, desviando o foco do debate sobre propostas para o país.
No plano político, o isolamento tornou-se ainda mais evidente. A decisão da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, de não integrar a candidatura de Flávio Bolsonaro retirou dele uma das mais importantes bases partidárias do país. A perda não é apenas eleitoral; ela possui forte valor simbólico. Quando partidos com grande capilaridade preferem manter distância de um candidato, transmitem ao eleitor a percepção de que já enxergam limites para sua viabilidade.
Também pesam os efeitos da atuação internacional de Eduardo Bolsonaro durante a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Independentemente das justificativas apresentadas pela família, consolidou-se entre muitos brasileiros a percepção de que interesses eleitorais acabaram se confundindo com interesses nacionais. Em uma eleição presidencial, soberania costuma ser um tema que mobiliza sentimentos muito além das disputas partidárias.
Nesse ambiente, voltar a atacar as urnas eletrônicas parece cumprir uma função política bastante clara: preparar o terreno para contestar um eventual resultado desfavorável. É como se a explicação para a derrota começasse a ser construída antes mesmo da votação.
Naturalmente, eleições são decididas nas urnas, não nas pesquisas nem nas análises de bastidores. O eleitor continua sendo o único árbitro da democracia. Mas campanhas emitem sinais. E quando um candidato perde apoios relevantes, enfrenta sucessivos desgastes políticos, vê crescer seu isolamento e passa a dedicar mais energia à desconfiança sobre o processo eleitoral do que à apresentação de um projeto de governo, transmite uma mensagem difícil de ignorar.
Talvez o maior adversário de Flávio Bolsonaro hoje não seja Lula. Talvez seja a percepção de que sua campanha deixou de disputar o futuro para começar a administrar uma possível derrota. E quem passa a questionar a legitimidade da eleição antes de ela acontecer, muitas vezes revela que já não confia na própria capacidade de vencê-la.
A recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021 é, sem dúvida, uma grande conquista para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Contudo, para os gestores municipais, a medida acende um grande sinal de alerta financeiro e abre uma porta para futuras disputas judiciais.
O mérito da proposta é inquestionável. Trata-se de corrigir uma distorção de anos, retirando milhares de trabalhadores da precariedade jurídica e integrando-os formalmente aos quadros efetivos das prefeituras. A PEC não apenas reconhece o papel vital desses profissionais na atenção primária, mas concede a eles o direito à aposentadoria especial devido aos riscos inerentes à função.
É exatamente neste ponto que reside a maior preocupação dos municipalistas: o impacto atuarial e orçamentário sobre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e o Regime Geral (RGPS).
Para que a efetivação ocorra com segurança jurídica, a regra é clara: o agente precisa comprovar vínculo ativo com o SUS na data de promulgação da Emenda e, obrigatoriamente, ter sido aprovado em processo seletivo público, respeitando as exigências vigentes à época de sua realização, antes ou depois de 14 de fevereiro de 2006.
A responsabilidade dessa transição está sobre a mesa dos prefeitos e secretários municipais, que têm até 31 de dezembro de 2028 para adequar a legislação e os quadros locais. Contudo, cumprir esse mandamento exige muito mais do que a simples edição de uma lei municipal; requer um plano de ação administrativo estratégico e realista.
Em primeiro lugar, é indispensável realizar um censo cadastral e uma auditoria minuciosa da documentação dos agentes para certificar quem realmente atende aos requisitos constitucionais, prevenindo despesas indevidas e a responsabilização dos gestores.
Nos casos em que houver lacunas na documentação funcional, a instituição de comissões especiais de validação deve ser pautada pela máxima transparência, evitando questionamentos por parte dos órgãos de controle.
Por fim, reside no aspecto atuarial o pilar mais sensível dessa transição. Se a efetivação traz um impacto imediato na folha de pagamento, a aposentadoria especial representará um custo futuro exponencialmente maior.
Os municípios precisam realizar estudos de impacto atuarial robustos para entender o quanto essa nova despesa comprometerá a saúde do seu regime de previdência e o orçamento geral nas próximas décadas.
Não se pode ignorar que a criação de despesas obrigatórias sem a devida indicação da fonte de custeio por parte da União recoloca no horizonte a tese da inconstitucionalidade. O questionamento judicial por parte de estados ou entidades municipalistas é uma possibilidade real, sustentado no descumprimento dos princípios básicos da responsabilidade fiscal e na ingerência desproporcional sobre a autonomia financeira dos municípios.
A PEC 14/2021 coloca a gestão pública municipal em uma encruzilhada. De um lado, a obrigação moral e legal de valorizar os profissionais que sustentam a saúde na ponta; do outro, o dever de zelar pelo equilíbrio das contas públicas.
Garantir os direitos dos agentes é um passo civilizatório, mas a sua aplicação exige pés no chão e responsabilidade atuarial. Sem planejamento e auxílio financeiro correspondente, corremos o risco de transformar uma justa conquista social em um colapso fiscal para os municípios brasileiros.
*Advogado, prefeito de Triunfo (2017–2020), ex-presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP).
A Mansão Harley Lundgren, entre os bairros da Tamarineira e Parnamirim, na Zona Norte do Recife, é uma construção imponente rodeada por mangueiras, flamboyants e pau-brasil. É por conta dessa exuberante vegetação que o imóvel é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Proteção de Área Verde (IPAV), o que exige a manutenção de no mínimo 70% da sua área verde cadastrada. No dia 2 de julho, porém, o Conselho de Desenvolvimento Urbano do Recife (CDU) aprovou a viabilidade para a construção de três prédios de 19 pavimentos e quase 40 mil m² de área construída nos jardins da mansão – a mesma que ganhou repercussão nacional com o documentário O Testamento: O Segredo de Anita Harley, do Globoplay. Serão 85 apartamentos de alto padrão, entre 297 m² e 370 m².
A ata da reunião não está disponível ainda no site do CDU, mas a Marco Zero obteve acesso aos dois pareceres relacionados ao imóvel que foram aprovados. O problema é que não há, no parecer sobre a viabilidade da construção, a garantia de que o empreendimento imobiliário irá preservar 70% da vegetação hoje existente.
Na mesma reunião do CDU foi aprovada também a classificação do casarão como um Imóvel Especial de Preservação (IEP). Antiga residência da família Lundgren, fundadora da rede de lojas Casas Pernambucanas, o casarão é uma edificação eclética construída provavelmente nos anos 1910. O parecer da aprovação dos prédios foi feito pelo representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) no CDU, o conselheiro Roberto Lemos Muniz. Já o que transforma o casarão em IEP foi relatado pela conselheira Emília Márcia Avelino, representante da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (Sedul).
Características do empreendimento aprovado:
3 prédios, cada um com 19 pavimentos
As torres terão aproximadamente 60 metros de altura, com 39.430,69 m² de área total construída
85 apartamentos de alto padrão, com áreas privativas entre 297 m² e 370 m²
362 vagas de estacionamento – o que dá uma média de 4,25 vagas por unidade
Valor do investimento não foi informado no parecer
Segundo o parecer para inclusão como IEP, o tombamento municipal surgiu por conta de um parecer técnico da Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) “exarado durante análise de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)” feito pela construtora responsável pelo projeto, a OR Empreendimentos Imobiliários e Participações S.A., do Grupo Novonor, antiga Odebrecht. Ao contrário do que acontece com outros empreendimentos de impacto analisados pelo CDU, este não trouxe o valor total previsto de investimentos. O casarão, agora preservado, deverá servir como área de lazer para os moradores.
Parecer não apresenta a conta da área verde protegida
O terreno do casarão dos Lundgren é o IPAV de número 45. A ficha cadastral dele, reproduzida no parecer, registra área verde de 9.806,39 m² em 2013 (área verde original: 9.783,30 m²), num lote de 11.097,30 m². Setenta por cento disso são 6.864 m². O quadro de dados do Estudo de Impacto de Vizinhança, também reproduzido no parecer, declara solo natural de 5.740,68 m², ou seja, 1.124 m² a menos.
Projeção do futuro empreendimento incluída no parecer Crédito: Reprodução/parecer CDU
Os dois números, contudo, não medem exatamente a mesma coisa: “solo natural” é parâmetro urbanístico e “área verde cadastrada” é levantamento ambiental, ambos definidos separadamente pela legislação municipal do Recife. Mas o parecer não apresenta nenhum outro número que permita saber se os 70% foram alcançados. Em nenhum ponto do documento aparece a área verde remanescente do projeto.
Ainda assim, o documento conclui que o empreendimento “apresenta conformidade com as diretrizes de uso e ocupação do solo estabelecidas para a área, incluindo a incidência de imóvel classificado como área de proteção de vegetação (IPAV), o que impõe condicionantes à ocupação, especialmente quanto à manutenção de percentual mínimo de área verde” e aponta uma posterior exigência da licença ambiental como condição para aprovação do projeto.
Cálculo da Marco Zero a partir dos números da ficha cadastral indica que a área verde ocupa cerca de 88% do lote: praticamente tudo o que o projeto das torres impermeabiliza sai de dentro da área de vegetação, já que o casarão, agora preservado, não pode ceder lugar às torres. O parecer não informa quantas árvores serão retiradas, nem exige qualquer compensação ambiental, plantio ou transplante pelas árvores que serão derrubadas.
As principais contradições do parecer
1. Declara conformidade com o IPAV sem apresentar um único cálculo;
2. Não informa quantas árvores serão retiradas nem exige compensação ambiental, plantio ou transplante;
3. Conclui pela viabilidade antes da licença ambiental que verificaria o IPAV. A licença prévia é exigida como condição posterior, o que retira do colegiado e da consulta pública a aferição dos 70%;
4. A única mitigação paisagística exige permeabilidade visual do muro — e ainda subtrai lote com o recuo de alinhamento, sem recalcular o saldo.
As ações mitigadoras e compensatórias exigidas pelo parecer são apenas duas: uma de mobilidade e outra de paisagem. A primeira é um Plano de Circulação e Acessibilidade, que prevê, entre outras ações, travessias elevadas e a qualificação de uma rota de pedestres que ligue o empreendimento aos parques da Tamarineira e da Jaqueira. A segunda é o recuo do alinhamento com ampliação da calçada e o tratamento do muro frontal com permeabilidade visual, “de modo a viabilizar a visualização do casarão preservado e da área verde do IPAV a partir do logradouro”.
Aqui vale lembrar que a nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Recife (LPUOS) criou um mecanismo pelo qual um IPAV que abra ao menos 50% da área verde cadastrada ao acesso público ganha áreas não computáveis no coeficiente de aproveitamento. Mas o projeto aprovado é um condomínio fechado e o jardim seguirá privado.
O parecer também afirma que houve uma consulta pública sobre a construção das três torres, que ocorreu entre os dias 10 de dezembro de 2025 e 30 de abril de 2026, quase cinco meses, e que não registrou uma única manifestação. Também não houve nenhum pedido de audiência pública. O documento mostra que havia uma placa dentro do imóvel, atrás do muro, com um QR Code para o site de licenciamento da Prefeitura do Recife.
A Marco Zero entrou em contato com a Prefeitura do Recife para saber quais as próximas fases de licenciamento do empreendimento, o motivo das incongruências no parecer aprovado e se a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade ou a Sedul já verificaram se o empreendimento cumpre o mínimo de 70% de área verde preservada e quais árvores serão retiradas com as construções. A MZ também entrou em contato com a OR para saber qual o total de investimentos no terreno e como será feita a preservação da área verde e do casarão. Quando recebermos as respostas, esta reportagem será atualizada ou um novo texto será publicado.
A rica vegetação da Mansão Harley Lundgren
A ficha cadastral do imóvel como IPAV traz 43 espécies catalogadas nos jardins da mansão. A vistoria foi feita há dez anos, em 04 de julho de 2016, e traz as seguintes espécies:
Espécies frutíferas (8)
abacateiro (Persea americana Mill.), bananeira (Musa L.), cajá (Spondias mombin L.), coqueiro (Cocos nucifera L.), fruta-pão (Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg), mamoeiro (Carica papaya L.), mangueira (Mangifera indica L.) e noni (Morinda citrifolia L.)