Além de lideranças políticas, a festa dos 18 anos do blog também contou com a presença de importantes integrantes do Poder Judiciário. Confira a seguir as ilustres presenças que fizeram parte da celebração.






Além de lideranças políticas, a festa dos 18 anos do blog também contou com a presença de importantes integrantes do Poder Judiciário. Confira a seguir as ilustres presenças que fizeram parte da celebração.






O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, se reuniram na noite de segunda-feira para discutir a rejeição da sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.
Após a derrota na quarta-feira, Messias já havia ido ao Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. O ministro das Relações Instuicionais, José Guimarães, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também participaram dessa primeira reunião, que teve um caráter mais de solidariedade ao AGU,34 votos a favor de sua indicação, oito a menos que o necessário. Foram 42 votos contrários. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNa conversa de segunda-feira, Lula pediu que o ministro continue no governo. Os dois, porém, não definiram se Messias seguirá à frente da AGU ou se será transferido para uma outra pasta. Aliados defendem que ele assuma o comando do Ministério da Justiça.
Uma nova reunião deve acontecer na semana que vem depois que o presidente retornar da viagem que fará aos Estados Unidos para se encontrar na quinta-feira com Donald Trump.
Lula e o ministro avaliaram na segunda-feira de forma mais aprofundada o contexto político da derrota no Senado. Foi a primeira vez em 132 anos que a Casa rejeitou uma indicação do presidente para o STF. A conclusão foi que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interferiu para barrar a aprovação do AGU e esse foi o fator principal que levou à rejeição.
O presidente e Messias ainda destacaram que até senadores de oposição que o indicado cumpria os requisitos exigidos pela constituição para fazer do Supremo.
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A Fundação Cultural Cabras de Lampião realiza, neste sábado (9), às 19h, no Shopping Serra Talhada, o lançamento do projeto da edição 2026 do espetáculo “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”. O evento será aberto ao público e apresentará o formato e as novidades da próxima edição, que terá como tema os 100 anos do episódio conhecido como Fogo da Serra Grande.
A apresentação contará com a presença do elenco e da equipe de produção, incluindo os intérpretes de Lampião, Karl Marx, e Maria Bonita, Bruna Florie, além do autor Anildomá Willans de Souza e do diretor Izaltino Caetano. Considerado um dos maiores espetáculos ao ar livre da região, o evento detalhará a proposta artística e a organização da montagem prevista para 2026.
A Prefeitura de Ipojuca foi premiada no Social Media Gov, evento voltado à comunicação pública digital realizado em Florianópolis, durante o Redes WeGov. A gestão municipal também foi indicada ao “Top 10” de prefeituras do país e figurou entre as finalistas na categoria conteúdo do ano. A premiação foi recebida pelo secretário de Comunicação, Fernando Monteiro.
O reconhecimento teve como base um vídeo publicado nas redes sociais da prefeitura, em outubro de 2025, com a proposta “E se você fosse o diretor(a)?”. A produção contou com a participação de alunos da rede municipal e foi avaliada entre iniciativas de diferentes regiões do país, considerando critérios como engajamento e alcance.
“Esse prêmio mostra que Ipojuca está na vanguarda da comunicação pública no Brasil”, afirmou o prefeito Carlos Santana. O secretário Fernando Monteiro também comentou o resultado. “Esse resultado é fruto de uma comunicação que coloca o ipojucano no centro”, disse. Segundo a gestão, a estratégia inclui ações voltadas à presença digital e à interação com a população por meio das redes sociais.
A cúpula do Congresso Nacional e parlamentares envolvidos na articulação do chamado PL da Dosimetria apostam que o Supremo Tribunal Federal deve manter a lei aprovada pelo Congresso.
A avaliação é de que um “acordo informal” sobre o texto deve servir como base para os ministros manterem a medida. A CNN Brasil já havia informado que, durante a elaboração do texto, ministros do STF chegaram a ser consultados sobre a necessidade da proposta, que só foi à votação depois de avalizada pelo Supremo. As informações são da CNN.
Leia maisAté mesmo o ajuste feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à matéria teria sido submetido a ministros. Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto da dosimetria que contradiziam a nova Lei Antifacção.
O texto aprovado pelo Congresso altera critérios de cálculo de penas e progressão de regime, podendo beneficiar diretamente condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo aliados e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo relatos de parlamentares e informações de bastidores, à época, houve uma tentativa de calibrar o projeto em conversas com integrantes do STF. Além de evitar um confronto direto com o Judiciário, parlamentares tentavam justamente evitar que a medida fosse derrubada pelo Supremo.
O relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), atuou como um dos principais articuladores dessa ponte.
A CNN Brasil apurou que o deputado buscou interlocução com ministros do STF para discutir o conteúdo da proposta e trabalhou para consolidar apoio dentro do Congresso com a segurança de que o Parlamento não sofreria um revés posteriormente.
Apesar do esforço, o risco de a matéria ser contestada ainda existe. Especialistas apontam que a proposta pode ser questionada por alterar critérios de punição em casos já julgados e impactar decisões do próprio STF sobre os atos de oito de janeiro.
Ainda assim, a aposta do Congresso é que um texto “ajustado” previamente tem mais chances de resistir a eventuais ações na Suprema Corte.
Na última semana, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria por 318 votos a 144, com cinco abstenções. O PT deve recorrer ao Supremo para tentar barrar a lei.
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Por Aldo Paes Barreto
Poeta consagrado, o pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968) só entrou no universo mais direto da poesia dos cantadores e repentistas quando ouviu e viu de perto os seus colegas em ação. Foi em 1959, quando o Jornal do Brasil patrocinou, no Rio de Janeiro, o Congresso de Cantadores e Violeiros do Nordeste. Bandeira encantou-se com a genialidade dos participantes e dias depois publicou naquele jornal um poema louvando a arte dos conterrâneos.
“Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação
Como faz Dimas Batista
E Otacílio seu irmão;
Como faz qualquer violeiro
Bom cantador do Sertão,
A todos os quais, humilde,
Mando minha saudação.”
Anos mais tarde, em uma das poucas entrevistas concedidas à televisão, Manuel Bandeira lembrava sua admiração pelos sonetos e citava dois versos alheios que gostaria de ter produzido. O primeiro é parte do poema “Eu vi minha mãe rezando”, do médico e trovador pernambucano Barreto Coutinho (Limoeiro, 30 de junho de 1893 — Curitiba, 31 de agosto de 1975) e dizia:
“Eu vi minha mãe rezando/aos pés da Virgem Maria. /Era uma santa escutando/o que outra santa dizia…”
O segundo verso citado por Bandeira era também de outro nordestino, o pernambucanizado Manoel Pinto, o Pinto do Monteiro, nascido na Paraíba, considerado com toda justiça o Rei dos Cantadores. Em cima de um mote — saudade — sugerido por alguém da plateia, Pinto versejou no calor e na genialidade do repente:
“Essa palavra saudade
Conheço desde criança
Saudade de amor ausente
Não é saudade, é lembrança
Saudade só é saudade;
Quando se perde a esperança.”
Naquela apresentação no Rio, brilharam os irmãos Dimas e Otacílio, mas faltou o principal representante da trinca conhecida como os Três Faraós da Poesia do Sertão — Lourival Batista —, o sempre lembrado Louro do Pajeú, falecido em 1992, aos 77 anos.
Incomparável no trocadilho poético, Lourival foi desafiado certa feita pelo cantador João Andorinha, que se valeu do romance de João Martins de Athayde, “O Dragão do Rio Negro”, para o autoelogio:
“Sou igualmente ao Dragão/Do Rio Negro falado…”
Lourival dizimou o adversário, impingindo-lhe uma baita desinteira na ágil resposta:
“Pra Dragão está distante
Pois Lourival já te explica
Tira letra, apaga letra
Bota letra e metrifica
Tira o “d”, apaga o “r”
Bota o “c”, vê como fica!”
Pinto do Monteiro, Severino Lourenço da Silva Pinto, o lendário poeta nordestino, nasceu no interior da Paraíba (1895-1995) e faleceu como pernambucano, graças ao governador Eraldo Gueiros, um dos mais profícuos governantes da multissecular história do nosso Estado. Foi ele, por sugestão de Marco Vilaça e deste articulista, quem assinou o decreto concedendo pensão vitalícia ao velho cantador que sequer tinha aposentadoria ou qualquer meio de subsistência. Fez mais: providenciou a ida de um soldado da PM de Pernambuco para ser uma espécie de cuidador do poeta. Quando Pinto morreu, o soldado estava lá segurando a alça do caixão, declamando o verso da “Saudade”, chorando pelo poeta.
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O Recife Antigo recebe, entre os dias 7 e 9 de maio, a 31ª edição do Festival Nacional da Seresta, evento que integra o calendário cultural da cidade e reúne artistas da música romântica. A programação ocorre ao longo de três noites e contará com apresentações de nomes nacionais e artistas pernambucanos, em shows abertos ao público.
Entre os destaques da programação estão Adilson Ramos, Almir (ex-Fevers), Altemar Dutra Jr., Leonardo Sullivan, Biafra e Gilliard. O cantor Moacyr Franco também integra a grade e se apresenta na sexta-feira (8). A programação inclui ainda artistas locais, como Walmir Chagas, Edilza, Augusto César Filho, Banda O Disco, Banda Labaredas e Orquestra das Pás.
Criado em 1995, o festival é realizado anualmente em homenagem ao Dia das Mães e conta com apoio do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife. As apresentações acontecem no Recife Antigo e reúnem público em torno de repertórios ligados à seresta e à música romântica.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho formalizou um acordo de cooperação com a cidade de Koper, na Eslovênia, durante evento realizado no Recife, na abertura do Mês Cultural da Associação dos Eslovenos no Nordeste (Adene). A agenda contou com a presença do prefeito Lula Cabral, da embaixadora da Eslovênia no Brasil, Mateja Kračun, e do cônsul honorário em Pernambuco, Rainier Michael.
O acordo prevê intercâmbio entre os municípios em áreas como logística, economia e cultura, envolvendo cidades com atividade portuária. “Essa parceria com Koper coloca o Cabo em um novo patamar nas relações internacionais”, afirmou Lula Cabral, ao comentar a formalização do entendimento.
A embaixadora Mateja Kračun também comentou a iniciativa. “A cooperação entre o Cabo de Santo Agostinho e Koper é um passo importante para aproximar ainda mais nossos países”, declarou. Segundo os participantes, a parceria integra ações institucionais voltadas à cooperação entre municípios e ao fortalecimento de relações internacionais.
Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5).
Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump. As informações são do g1.
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma “boa química” obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado.
Leia maisO governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos:
Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump.
Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da “temperatura” que a Casa Branca dará à reunião.
Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto.
A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix.
A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano.
Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração.
As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento.
O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta.
Apesar disso, o assunto voltou à tona em março deste ano.
O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas.
O Pix é citado três vezes nas mais de 500 páginas do National Trade Estimate Report de 2026.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas”.
Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix.
Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação.
A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país.
Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump.
Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia.
Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos.
Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.
Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros.
À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo Trump chamou o processo de “caça às bruxas”. A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente.
O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia.
Em novembro, o governo Trump retirou parte das tarifas que incidiam sobre produtos brasileiros.
Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o “tarifaço” de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país.
Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos.
Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997.
As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras.
Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos.
“Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico.
De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos.
Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima.
Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.
Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.
Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras.
Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos.
Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China.
Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos.
O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos.
O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos.
A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril.
Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia.
A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões.
Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos.
Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD).
Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional.
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Por Maysa Sena – Folha de Pernambuco
Recém-lançado em São Paulo, o PORTE, grupo de relacionamento focado em conectar líderes empresariais ao redor do país, começa a expandir sua atuação e estende um braço para a Região Nordeste com a criação do PORTE Nordeste.
A iniciativa, apresentada noite de ontem no Casarão do Grupo Preserve Liserve, no bairro do Carmo, em Olinda, propõe aproximar grandes empresas nordestinas dos principais centros decisórios do Brasil.
Idealizado por André Farias, o projeto é resultado de mais de uma década de construção de relações em ecossistemas estratégicos, consolidando uma rede pautada pela confiança, consistência e visão de longo prazo. A proposta segue o mesmo conceito do grupo lançado em abril último na capital paulista, que reúne acionistas, CEOs e representantes de famílias empresárias de destaque no cenário nacional.
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Segundo Farias, o PORTE surge como um ambiente complementar às iniciativas já existentes no meio empresarial. “A gente criou algo mais intimista. Não é um grupo pequeno, mas é um ambiente mais curado”, explicou. Atualmente, o projeto reúne cerca de 80 CNPJs como membros oficiais, com empresas de diferentes setores, que incluem indústria, construção, varejo, tecnologia e automotivo.
A proposta é reunir diretamente líderes no topo das organizações. “São pessoas que já chegaram ao topo dos seus segmentos e que precisam estar próximas, não mais sendo apresentadas. O PORTE é um ambiente estratégico de relacionamento”, destacou.
Diferencial
O diferencial, segundo o idealizador, está no formato e no foco de longo prazo. “É um ambiente mais pessoal, minimalista, com encontros e jantares que priorizam a qualidade das relações. A preocupação não está no negócio imediato, mas na construção e manutenção dessas conexões ao longo do tempo”, afirmou.
A expansão para o Nordeste também carrega um objetivo estratégico de integração regional. “Colocar Pernambuco na pauta do PORTE em São Paulo é um desafio pessoal. Muitas empresas de fora querem se aproximar da região e não sabem como, e o grupo acaba funcionando como um canal institucional”, disse.
Nesse sentido, ele ressalta que a iniciativa busca conectar diferentes regiões do país. “O Brasil não é só São Paulo. A gente fala de Goiás, Sul, Norte, Minas, Rio. A ideia é integrar essas lideranças e criar pontes entre elas”, pontuou.
Entre os resultados esperados está a geração de novas oportunidades a partir dessas conexões. “Espero que o grupo seja um acelerador de relacionamentos, negócios e novas empresas entre várias partes do país”, acrescentou.
O evento de lançamento contou com uma programação que incluiu um talk com a empresária Cila Schulman, que abordou o cenário das eleições de 2026, seguido por um painel sobre economia com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Gustavo Montezano, mediado pelo head de Private Markets para o Brasil no UBS GWM, Victor Schmutzler.
Montezano frisou que a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil e que essa percepção já vinha sendo construída desde 2022. O desafio, disse, está em apoiar empreendedores na criação de projetos sustentáveis no longo prazo.
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O meu podcast ‘Direto de Brasília’ desta terça-feira (05), em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho. Franca confirmou que o governo federal estuda zerar impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV) para conter o aumento no preço das passagens aéreas.
Ele anunciou também medidas em análise para auxiliar companhias aéreas, incluindo linhas de crédito com recursos do Tesouro, via Banco do Brasil, com limite de até R$ 400 milhões. Tomé assumiu a pasta no início de abril passado com o objetivo de consolidar o Brasil como um hub logístico na América Latina. Antes de ser ministro, ele foi secretário-executivo, nacional de aviação civil e chefe de gabinete de Sílvio Filho, que deixou a pasta para disputar a reeleição de deputado federal pelo Republicanos.
Leia maisTomé acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenou a auxiliares do governo que pretende definir uma nova indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) após retornar de sua viagem aos Estados Unidos.
O petista embarcará nesta quarta-feira (6) para um encontro na quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é de que retorne ao Brasil no final de semana. As informações são da CNN.
Leia maisA ideia desenhada atualmente é que Lula se reúna novamente com o advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi recusado pelo Senado Federal na semana passada.
O petista quer definir o destino de Messias antes de indicar um novo nome. Hoje, a tendência é de que Messias assuma o Ministério da Justiça e se mantenha em evidência para ser indicado de novo à Suprema Corte caso o petista seja reeleito em outubro deste ano.
Depois, Lula quer ter uma conversa com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), O esforço é para que ambos superem as diferenças e o petista aproveite o encontro para sondar o senador sobre a disposição de uma nova indicação.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta segunda-feira (4) que Lula quer definir a indicação ainda em maio.
Atualmente, o petista considera três nomes para a vaga. Além de Simone Tebet, são citadas no Palácio do Planalto a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, da AGU (Advocacia-Geral da União).
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O protesto por melhorias na PE-507, em Serrita, continua nesta terça-feira (5) e entrou no segundo dia com ampliação dos bloqueios. Após a interdição registrada na segunda-feira (4), na entrada do município, manifestantes passaram a fechar novos pontos, incluindo vias internas da cidade e o acesso ao distrito de Ipueira, que liga Serrita a Moreilândia.
Segundo participantes do movimento, a ampliação ocorreu diante da ausência de resposta às reivindicações. “Como não teve resposta ontem, o pessoal foi e fechou hoje na entrada da cidade, ali na ‘cabeça do cavalo’. A gente manteve um bloqueio e abriu mais dois: um dentro da cidade e outro no distrito de Ipueira”, afirmou uma fonte. Os bloqueios permanecem com liberação apenas para veículos em situações de emergência.
