Faça como eu, corra ou ande todos os dias, para ter uma vida saudável!
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O ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, anunciará o apoio do seu grupo político à candidatura de Mendonça Filho ao Senado Federal.
O pronunciamento oficial acontecerá, logo mais, às 15h, no escritório da família Coelho, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e marcará a formalização da aliança política entre as duas lideranças.
O Instagram deste blog alcançou mais de dez milhões de contas alcançadas em apenas 30 dias. Embora exclusivo na área política, num momento em que a sociedade brasileira anda extremamente descrente com o segmento, os números são motivos de comemoração. Se você ainda não nos segue, veja como entrar nas nossas redes:
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Fotos: Blog Ponto de Vista
A convenção do PL, que oficializou a candidatura de Mendonça Filho ao Senado, transformou-se em um grande ato político da direita em Pernambuco. O evento, comandado pelo presidente estadual do partido, Anderson Ferreira, reuniu as principais lideranças da legenda e aliados.

Um aspecto chamou a atenção durante toda a programação: a associação explícita entre o senador Flávio Bolsonaro e a governadora Raquel Lyra. Discursos, manifestações do público e peças de comunicação reforçaram o alinhamento político entre o PL e a governadora, algo que já vinha sendo esperado nos bastidores.
Leia maisNas últimas 24 horas, ficou evidente que as principais lideranças da direita e da extrema direita no Estado, inclusive Gilson Machado, fecharam apoio em torno da candidatura de Mendonça Filho e da aliança com Raquel Lyra.
Com isso, o cenário eleitoral ganha contornos mais definidos. Raquel Lyra passa a disputar a eleição ao lado de dois nomes identificados com a direita, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte, além de Túlio Gadelha, que tem adotado posições que seus críticos classificam como de uma nova direita.
No campo adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia deixado clara sua posição ao sinalizar apoio ao palanque formado por João Campos, Humberto Costa e Marília Arraes.
Agora, resta acompanhar os próximos capítulos de uma disputa que tende a ser marcada pela polarização entre os dois projetos políticos.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Veterano na política do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque foi deputado federal pela última vez até 2015. Dez anos depois, tenta voltar à disputa eleitoral, sempre pelo PSB, novamente candidato a deputado federal. Nessa tentativa, ele se torna um personagem em carne e osso da injustiça política do atual esquema de emendas orçamentárias, com orçamento secreto, emendas Pix e de liderança.
Em conversa com o Correio Político, Beto Albuquerque narrou como a disputa é inglória. “Quem não tem mandato tem uma imensa desvantagem com relação a quem tem”, comenta Beto. “O sistema de distribuição orçamentária deixa todos os prefeitos nas mãos de quem já é deputado federal. Trata-se de um sistema de compra de votos”, denuncia. E conclui que isso precisa mudar de maneira urgente. “A quem interessa distribuição de recursos orçamentários dessa maneira?”
Leia maisBeto Albuquerque responde. “Ao cidadão é que não é”, diz ele. A experiência que o candidato do PSB relata no Rio Grande do Sul é exatamente o que vem alertando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Se não estiverem parando no bolso dos responsáveis, as emendas orçamentárias hoje azeitam um esquema de caixa dois nas campanhas eleitorais. Sem rastreio, esse dinheiro vai parar nos municípios e serve para os parlamentares acertarem com prefeitos os cabos eleitorais em suas bases.
As dificuldades que Beto Albuquerque relata vir sofrendo na tentativa de obter os votos necessários para voltar a ser deputado federal se encaixam na avaliação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que é “amicus curiae” nas ações sobre orçamento. O termo, traduzido do latim para “amigo da Corte”, designa instituições que fazem parte das ações de forma indireta. Para o MCCE, essas ferramentas que vêm tornando o orçamento menos transparentes acabam por sequestrar o voto do brasileiro.
Segundo o ex-juiz eleitoral Márlon Reis, integrante do MCCE, os partidos conseguem hoje, com uma margem de erro mínima, saber exatamente quem elegerão quando elaboram as suas listas de candidatos. A forma como distribuem os recursos e como montam as listas permite saber exatamente quem será eleito, quem vai puxar votos e quem vai fazer figuração. No caso dos recursos, os legais e os ilegais.
Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e divulgada no final do mês de julho ajuda a entender um pouco mais o tamanho da encrenca. O TCU analisou 100 repasses de emendas Pix para 73 municípios e dois estados brasileiros. E constatou a existência de irregularidades em nada menos que 82% dessas transferências.
Quanto aos supostos beneficiários, as irregularidades alcançam 82,4% dos beneficiários. Estamos falando de R$ 198 milhões no total e pelos R$ 49 milhões de prejuízo aos cofres públicos. A auditoria do TCU investigou emendas feitas aos orçamentos de 2020 a 2024. E o problema maior é exatamente a caixa preta.
A caixa preta significa não se saber exatamente quem destinou, para quem, para onde e com qual finalidade. Os auditores identificaram diversos outros problemas mesmo onde foi possível identificar. Movimentação de recursos em contas correntes não específicas. Falta de relatórios de gestão. Pagamentos sem a comprovação adequada.
Os problemas seguem. Fraudes em licitações. Obras não concluídas ou parcialmente executadas. Diversas dessas coisas infelizmente fazem parte da rotina de rolos desde o escândalo dos Anões do Orçamento. Ou mesmo antes. O que espanta é que isso cada vez mais venha se tornando regra. Deixa de ser esquema para ser a própria regra.
O resultado prático disso é que a renovação da Câmara dos Deputados torna-se baixíssima. Nas eleições de 2022, mais de 60% dos deputados que disputaram o mandato novamente se reelegeram. O MCCE estima que essa taxa de manutenção dos mandatos chegue em outubro a 80%. Seria menos ruim se a população estivesse satisfeita.
Datafolha em março apontou que 39% consideram o Congresso ruim ou péssimo. Somente 21% o acham ótimo ou bom. Mas os senhores parlamentares lá seguirão. Beto Albuquerque luta para ser um caso de renovação. Com outro dado triste: se ele vier a conseguir ou não, serão poucos os eleitores que mais adiante se lembrarão.
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Blog da Folha
O PL confirmou que o deputado federal Mendonça Filho (PL) será o nome do partido nas eleições para o Senado. O anúncio foi realizado há pouco, durante a convenção da sigla, no Bugan Hotel, em Boa Viagem.
Na ocasião, o deputado federal e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou estar animado com o lançamento da candidatura de Mendonça à Casa Alta.
“Estou muito animado. Mendonça tem história, tem legado. Não tenho dúvida nenhuma que vamos ter o primeiro senador de direita de Pernambuco”, afirmou.
Cerca de mil pessoas participaram, na noite de ontem, do XIII ato do movimento ‘Direitos Já’, no auditório do Tuca, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O deputado federal e candidato a suplente ao Senado, Luciano Bivar (MDB), participou do evento. Em sua fala, ele falou sobre os ataques sistemáticos para enfraquecer o judiciário, a distorção do financiamento público e a situação de congressistas corruptos, entre outros temas. Confira abaixo o seu pronunciamento.
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) deve ser o vice na chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do impasse gerado com o veto do PL ao nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) pela cúpula do partido dela. Para a crise não se estender, Marinho já teria aceitado o convite de Flávio, abrindo mão do papel de coordenador.
Por Claudio Soares*
Em um ambiente político marcado pela renovação constante de nomes e discursos, poucas lideranças pernambucanas acumulam uma trajetória tão extensa na vida pública quanto a de Mendonça Filho. Com passagens pelos Poderes Executivo e Legislativo, ele construiu uma carreira marcada pela atuação em diferentes áreas da administração pública, reunindo experiência em funções estratégicas nos âmbitos estadual e federal.
Poucos nomes na política pernambucana reúnem uma trajetória tão consistente quanto a de Mendonça Filho.
Leia maisHomem inteligente, íntegro e experiente, foi governador de Pernambuco, ministro da Educação e construiu uma atuação destacada no Poder Legislativo, acumulando conhecimento sobre os principais desafios do Estado e do Brasil.
Pela experiência, capacidade de diálogo e preparo para o debate nacional, Mendonça Filho representa uma excelente opção para o Senado Federal. Pernambuco precisa de parlamentares com independência, competência e compromisso com o interesse público, qualidades que marcam sua vida pública.
Administrador por formação, Mendonça iniciou sua vida pública ainda jovem, tornando-se deputado estadual aos 20 anos. Posteriormente, exerceu os cargos de secretário de Estado, deputado federal, vice-governador, governador de Pernambuco e ministro da Educação, além de retornar à Câmara dos Deputados em diferentes legislaturas. Essa trajetória lhe proporcionou conhecimento sobre os principais desafios relacionados ao desenvolvimento econômico, à educação, à infraestrutura e à gestão pública.
Durante sua passagem pelo Ministério da Educação, esteve à frente de políticas voltadas para a área educacional e participou de debates nacionais sobre o ensino brasileiro. No Congresso Nacional, teve atuação em comissões e discussões de temas de interesse para Pernambuco e para o país.
Ao longo de sua carreira, Mendonça Filho consolidou uma imagem de político experiente, com capacidade de diálogo e trânsito entre diferentes setores da sociedade e da administração pública. Seu currículo reúne experiências administrativas e legislativas que o colocam entre os nomes mais conhecidos da política pernambucana.
Com as eleições se aproximando, seu nome volta a ser citado nos debates sobre a representação de Pernambuco no Senado Federal. O histórico de cargos exercidos e a experiência acumulada fazem dele um dos protagonistas do cenário político estadual, cabendo ao eleitor avaliar, nas urnas, as propostas e os perfis apresentados pelos diferentes candidatos.
*Advogado criminalista e jornalista
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Por Joel de Hollanda*
Durante décadas, o futebol brasileiro foi tratado como o verdadeiro ópio do povo – uma cortina de fumaça capaz de esconder as mazelas de um país desigual. Hoje, porém, nem essa paixão nacional consegue anestesiar a realidade. O declínio da Seleção Brasileira não é apenas esportivo; tornou-se o retrato de um país que perdeu referências, abandonou valores, planejamento e compromisso com a excelência.
Se outrora a seleção simbolizava a inesquecível “pátria de chuteiras”, hoje parece representar uma “pátria de tornozeleira”, onde criminalidade, impunidade e inversão de valores convivem com a resignação de uma sociedade que já não se surpreende com o absurdo.
Leia maisDentro de campo, falta o espírito de quem carregava o orgulho de representar milhões de brasileiros. Fora dele, prevalece a lógica do mercado. Muitos atletas milionários, acostumados à bolha de riqueza e privilégios da Europa, enxergam a convocação mais como um fardo do que como uma honra nacional. A camisa amarela perdeu a mística construída por gerações que transformaram a ginga, a criatividade, o talento e a garra em patrimônio do futebol mundial.
Há uma inquietante semelhança entre o conformismo da seleção diante das derrotas e a passividade com que o país assiste aos sucessivos escândalos políticos, descalabros econômicos e abusos institucionais. Em ambos os casos, a indignação foi substituída pela indiferença. A perda da identidade da camisa canarinho reflete um Brasil que desaprendeu a planejar o futuro, desprezou o mérito e se acomodou à cultura do improviso. O futebol reproduz o que tantas vezes se observa nas instituições públicas: desfile de vaidades, exibição de poder, ausência de planejamento e falta de compromisso com resultados duradouros.
A CBF, por sua vez, tornou-se símbolo desse modelo. Em vez de priorizar a formação de talentos, a gestão eficiente e o mérito esportivo, frequentemente transmite a imagem de uma estrutura dominada por interesses políticos, corporativos e econômicos. O sucesso beneficia poucos; o fracasso recai sobre milhões de torcedores. Enquanto isso, multiplicam-se vexames diante de seleções antes consideradas tecnicamente inferiores.
Esses resultados extrapolam o esporte. Revelam um país acostumado ao improviso, incapaz de estabelecer objetivos de longo prazo e resistente às reformas estruturais de que tanto necessita. Preferimos soluções imediatas à construção paciente de um futuro sólido.
O Brasil que encantava o mundo pela alegria, criatividade e ousadia do seu futebol perdeu essa essência. A bola murchou porque, antes dela, esvaziaram-se valores como responsabilidade, disciplina, respeito ao mérito e compromisso com o interesse coletivo.
O futebol brasileiro atravessa uma grave crise. O Brasil, porém, enfrenta algo ainda mais profundo: uma crise de identidade. Enquanto não recuperarmos a seriedade, a competência e o senso de responsabilidade na vida pública, continuaremos procurando explicações para as derrotas nos gramados, quando a verdadeira derrota começou muito antes do apito inicial.
*Economista
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O entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, é o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Robson Andrade. Hoje, atuando como empresário em Minas, Robson vai falar sobre o impacto da nova taxação americana aos produtos exportados para os EUA, a economia nacional, o Governo Lula, as altas taxas de juros e as eleições deste ano.
Eleito por unanimidade como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em maio de 2010, foi empossado oficialmente em outubro deste mesmo ano, substituindo Armando Monteiro Neto. Robson é mineiro de São João Del Rei e engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Leia maisHá 30 anos, preside a Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, empresa sediada em Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O Globo
A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.
Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista. Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.
Leia maisLulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal. O filho do presidente da República e Roberta também mantiveram relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos no contracheque de aposentados.
Os investigadores buscam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta. A empresária é apontada pela PF como uma pessoa responsável por prospectar contratos governamentais. Em depoimento prestado em um dos casos nos quais é investigada, Roberta afirmou que nunca repassou recursos ao filho do presidente e negou qualquer irregularidade em sua atuação profissional.
Em nota publicada pela coluna de Lauro Jardim, do GLOBO, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo e alegou que a operação não teve relação com suas funções no governo. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, diz a nota.
Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Lulinha após a PF fazer citações ao gabinete presidencial. Lulinha nega qualquer irregularidade, enquanto o seu pai, o presidente da República, afirmou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.
A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, também faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Lulinha começou a ser investigado a partir do avanço da Operação Sem Desconto, escândalo que gera grande preocupação no governo desde o ano passado.
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Quem inventou a candidatura do deputado Mendonça Filho ao Senado a ser referendada, hoje, em convenção do Partido Liberal (PL), legenda bolsonarista raiz, que banca Flávio Bolsonaro na corrida presidencial? Não precisa ir muito longe, mesmo os neófitos em política, para matar a charada: a governadora Raquel Lyra (PSD), mentora e madrinha.
Ela prepara o segundo golpe de trairagem em cima do deputado Eduardo da Fonte, escolhido para o Senado representando a federação União Progressista, depois de apunhalar mortalmente pelas costas o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que virou um poço de mágoa.
Raquel é malvada. Estimulou enquanto foi possível três candidatos ao Senado: Miguel, Eduardo e Fernando Dueire, mas não queria nenhum deles, porque, nos bastidores, o que se sabe é que o seu candidato in pectoris é o senador Humberto Costa (PT), que não está oficialmente na sua chapa, mas agregado na do adversário João Campos, candidato a governador pelo bloco da Frente Popular.
Política tem dessas coisas: o faz de conta e os acertos secretos. Raquel fez de contas que queria Miguel, faz de contas que aceitou Eduardo. O que deseja, na verdade, é eleger Túlio Gadelha em sua chapa e Humberto no outro lado do balcão.
Mendonça Filho devia ler Maquiavel ou buscar uma lição básica do velho Agamenon Magalhães, que dizia que a ilusão da política é pior do que a do amor. Entra para o Senado iludido que terá o apoio indireto de Raquel, que galvaniza os eleitores bolsonaristas.
Nem uma coisa nem outra. Será a próxima vítima de Raquel!
