A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deu início, nesta quarta-feira (29), à votação da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
O painel de votação foi aberto após um pedido da senadora Eliziane Gama (PT-MA) e faz parte de uma estratégia do governo para agilizar o processo de sabatina, que seguirá até que todos os senadores inscritos façam seus questionamentos a Messias. As informações são da CNN.
Leia maisA CCJ do Senado é composta por 27 senadores. A votação foi aberta após 14 parlamentares registrarem presença no colegiado. Para ser aprovado, Messias precisa do voto favorável da maioria dos presentes.
Se aprovada, a indicação segue para o plenário do Senado. A votação, nessa etapa, só começa quando o quórum atingir a presença de 41 senadores. Este também é o patamar mínimo que Messias precisa atingir para ter o nome aprovado. O Senado conta com 81 parlamentares.
A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
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Em aceno à oposição, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta nesta quarta-feira (29) que a discussão acerca de anistia é política e cabe ao Congresso Nacional.
O ministro da AGU defendeu que o Legilslativo tem o direito de discutir o tema e que não cabe a ele, como eventual ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), fazer intervenções antecipadas e sem provocação. As informações são da CNN.
Leia mais“A discussão acerca de anistia é própria do ambiente político institucional. A critica pública também. Agora, a definição acerca desse tema cabe aos senhores, e não a mim na condição de operador do direito. A anistia é um ato jurídico politico institucional que cabe ao Parlamento, portanto é algo que poderá estar em debate nesta casa. Não acredito que meu papel seja apresentar manifestações antecipadas a respeito de qualquer assunto e muito menos intereferir num debate politico. O ministro da Suprema Corte pode atuar no debate político quando solicitado a bem de mediar conflitos, essa é a posição que acredito”, disse.
A declaração foi feita durante Sabatina no Senado Federal para cargo no STF. Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na Suprema Corte e agora precisa ser aprovado pelos senadores.
Indicação, sabatina e votação
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.
Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.
A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse nesta quarta-feira (29), em resposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que o 8 de Janeiro de 2023 “foi um dos episódios mais tristes da história” do Brasil.
Indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias deu a declaração durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. As informações são do g1.
Ele foi questionado por Flávio sobre a condenação, pela Suprema Corte, de idosos que participaram dos atos golpistas em Brasília. Na pergunta, o pré-candidato do PL fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que relatou os inquéritos sobre o 8 de Janeiro no STF.
Leia mais“O 8 de Janeiro, como já pude declarar, foi um dos episódios mais tristes da história recente e acho que fez muito mal ao país. Efetivamente, as pessoas que foram presas no 8 de Janeiro foram submetidas a um processo, foram processadas, muitas foram condenadas, algumas assinaram acordos de não persecução penal, algumas ainda estão presas. A prisão e o processo penal sempre carregam uma tragédia pessoal e familiar, nós não podemos desconhecer”, disse Jorge Messias.
Na resposta a Flávio Bolsonaro, Messias disse também que o sistema penal brasileiro prevê mecanismos de revisão criminal, que permitem a condenados solicitar, na Justiça, uma reanálise e eventuais correções dos seus casos.
Sobre a possibilidade de o Congresso conceder anistia a condenados, por meio da derrubada do veto de Lula ao projeto que trata do tema, Messias evitou fazer comentários e disse que cabe ao Legislativo tomar uma decisão sobre o perdão aos envolvidos no 8 de Janeiro.
“A discussão acerca de anistia é própria do ambiente político e institucional. A crítica pública também é própria. A liberdade de expressão permite que se critique qualquer tipo de posição. Agora, a definição acerca deste tema compete às vossas excelências. E não a mim, na condição de operador do direito. Anistia é um ato jurídico político institucional que cabe ao parlamento”, declarou.
Ao formular perguntas a Jorge Messias, Flávio Bolsonaro também citou o escândalo de desvios de aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, cuja primeira fase ocorreu em abril de 2025 na gestão Lula.
Nas suas perguntas, no entanto, Flávio não mencionou integrantes do governo Jair Bolsonaro que foram alvos das investigações da PF.
Na resposta, Jorge Messias disse que a Advocacia-Geral da União cumpriu seu papel “de forma absolutamente técnica e republicana” nos processos sobre as fraudes no INSS.
“Eu quero dizer que nós já bloqueamos mais de R$ 2,33 bilhões em valores e bens. E quero dizer também que neste processo nós já conseguimos devolver para mais de 4,5 milhões de aposentados e pensionistas os valores que foram indevidamente descontados e integralmente corrigidos”, disse Messias.
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Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou o seu tempo de fala durante a sabatina de Jorge Messias, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, nesta quarta-feira (29), para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em sua fala, o parlamentar ainda defendeu a anistia e questionou Messias sobre o assunto. As informações são da CNN.
Leia maisIndicação, sabatina e votação
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.
Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.
A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.
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Em sua fala de apresentação, antes de começar a ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (29), Jorge Messias falou sobre o que chamou de “identidade evangélica”.
“Minha identidade é evangélica, todavia eu tenho plena clareza que o Estado constitucional é laico, uma laicidade clara, mas colaborativa que fomenta o diálogo construtivo entre o estado e todas as religiões em prol da fraternidade”, disse o indicado de Lula ao STF. As informações são do g1.
Leia maisMessias também fez consideração sobre a cobrança de parlamentares a questões de costumes, como o “direito à vida”.
“Sem discriminações o edifício Cristão também evoca a proteção irrestrita da família, a proteção integral das nossas crianças e adolescentes e a defesa da inviolabilidade do direito à vida claramente no artigo quinto caput da Constituição Federal”, comentou.
Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após Luís Roberto Barroso anunciar sua aposentadoria da Corte.
Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e é natural de Pernambuco. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023.
Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:
➡️ Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;
➡️ Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central (2006-2007) e o BNDES ();
➡️ É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;
➡️ Mantém relação próxima e leal com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.
➡️Como advogado-geral da União, defendeu as instituições democráticas, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), diante das ameaças do governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump;
➡️Também liderou ações judicias ligadas a pautas consideradas estratégicas para o governo Lula, como a defesa do decreto do IOF, derrubado no Congresso, e a regulamentação de redes sociais.
Desde que assumiu o comando da Advocacia-Geral da União (AGU), Messias desempenhou papel central na estratégia jurídica do governo Lula, liderando ações em frentes consideradas sensíveis para o Planalto.
Entre os principais casos, está a atuação na tentativa de reverter, no Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão do Congresso Nacional que sustou o decreto do Executivo que previa um aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A medida era considerada fundamental para o governo fechar as contas públicas. O caso gerou uma queda de braço entre governo e Congresso que envolveu a separação dos poderes e a autonomia do governo na condução da política fiscal.
Após o STF ser convocado a se manifestar, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, decidiu manter quase a totalidade do decreto do governo que aumentou o IOF.
Messias também se colocou como uma voz atuante nas discussões sobre a regulamentação das redes sociais, apoiando juridicamente iniciativas do Executivo para estabelecer regras mais rígidas contra desinformação e discursos de ódio nas plataformas digitais.
Em janeiro do ano passado, a AGU enviou uma notificação extrajudicial para que a Meta — empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — informasse, em um prazo de até 72 horas, como iria garantir o cumprimento legal da obrigação de combater crimes como racismo e homofobia em suas plataformas.
A notificação foi a primeira reação oficial do governo após a Meta anunciar que iria encerrar seu programa de checagem de fatos, que minimizava a circulação de fake news, e relativizou discursos preconceituosos e de ódio, principalmente contra imigrantes, população LGBTQIA+ e mulheres.
A Meta respondeu, esclarecendo que a medida era tomada apenas para a atuação das plataformas em território norte-americano.
Messias também usou as redes sociais para defender as pautas. “Aqui não é terra sem lei, obviamente. Nosso ordenamento jurídico já oferece anticorpos para combatermos desordem informacional. Portando, não vamos ficar de braços cruzados”. Relembre aqui.
Em julho de 2025, o ministro também afirmou, em nota da AGU, que o Brasil tomaria “todas as medidas adequadas” para defender sua soberania e instituições, após sanções dos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Moraes e a esposa foram sancionados com a Lei Magnistky, usada pelo governo norte-americano para punir estrangeiros . Na comunicação, a AGU classificou as sanções como “grave e inaceitável ataque à soberania do nosso país”.
Por conta dos posicionamentos, ele também entrou na lista de autoridades brasileiras que tiveram o visto norte-americano revogado.
“Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro”, afirmou o ministro à época, em nota.
Evangélico, Messias participou de uma reunião de Lula com lideranças evangélicas no Palácio do Planalto, em 16 de outubro.
O nome de Messias para uma vaga na Suprema Corte contou com o apoio de alguns membros da bancada evangélica no Congresso, inclusive de parlamentares que não são governistas.
Inclusive, o ministro já foi acionado pelo governo Lula em outros momentos para construir pontes com a bancada e com a população evangélica. Em uma postagem nas redes sociais, Lula disse que o encontro foi “especial, de emoção e fé”.
O presidente afirmou que, durante a reunião, o pastor relatou o crescimento da igreja evangélica no país e o acolhimento aos fiéis.
Lula relatou ter recebido presentes durante o encontro: a Bíblia do Culto do Ministro e a edição de ouro do Centenário de Glória da Igreja. Uma oração também foi feita durante a reunião.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.
Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES.
Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023. A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao Supremo Tribunal Federal.
Durante o governo Dilma Rousseff, Messias ocupou o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ).
Ficou conhecido nacionalmente após ter seu nome citado em uma conversa entre Dilma e Lula, interceptada pela Operação Lava Jato. Na gravação, seu nome foi ouvido como “Bessias”, por conta da qualidade do áudio.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), recebeu nesta terça-feira (28) dois prêmios do Sebrae na etapa estadual do Prêmio Prefeitura Empreendedora. O município foi reconhecido nas categorias Sala do Empreendedor, com o projeto Sala Diamante, e Sustentabilidade e Meio Ambiente, com o Recicla+ Serra Talhada.
De acordo com dados da gestão, a Sala do Empreendedor ultrapassou 7 mil atendimentos, com ações de orientação e acesso a crédito. Já o Recicla+ Serra Talhada ampliou a coleta seletiva e soma mais de mil toneladas de resíduos reciclados. “Receber esse reconhecimento é motivo de muita alegria”, afirmou a prefeita.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
Mais de dez dias depois de cumprir agenda pelo interior de Pernambuco — a última foi no dia 13, em Vitória de Santo Antão —, o pré-candidato da Frente Popular ao governo, João Campos (PSB), retoma as andanças pelo estado.
Vai reforçar a presença no Agreste a partir de amanhã e, até domingo, tem visitas confirmadas em, pelo menos, seis municípios.
O roteiro começa por Garanhuns, cujo prefeito Sivaldo Albino (PSB) é aliado. Chega à tarde, vistoria as obras no Hospital de Amor, uma parceria dos governos federal e municipal, e entrega a Sala Azul, na Escola Municipal Pacífico Carlos Zoby.
Leia maisVai receber o Título de Cidadão Honorário de Garanhuns, no fim da tarde. A mesma honraria será entregue ao deputado federal Silvio Costa Filho.
João Campos também será agraciado com a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva em referência póstuma a seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em 2014. A medalha também será entregue à pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).
O dia em Garanhuns termina na abertura do Festival Viva Garanhuns, ao lado de líderes locais e regionais.
O feriado de 1º de maio, na sexta-feira, está reservado para três municípios comandados por aliados: Panelas, onde prestigia o 52º Festival Nacional de Jericos, ao lado do prefeito Ruben Lima, é um deles.
Também está na lista Sanharó, para o Bingo do Trabalhador, no Pátio de Eventos, com o prefeito César Freitas; e o dia termina no 11º Festival da Carroça de Burro, ao lado de Josafá Almeida, prefeito de São Caetano.
No sábado, será a vez de Pesqueira. Participa da filiação do Delegado Rossine ao PSB, a partir das 19h, no Clube União.
João Campos está sendo aguardado no domingo em Bom Jardim. Participa da posse da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, às 9h.
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Por Valdo Cruz – G1
A oposição quer impor nesta semana uma derrota dupla ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e busca rejeitar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubar os vetos ao projeto de redução de pena dos condenados na trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No caso dos vetos, a oposição já dá como certa uma vitória. No de Messias, trabalha para impor a derrota a Lula na votação prevista para esta quarta-feira (29).
Lula está transformando a aprovação do nome de Jorge Messias para o STF em uma questão pessoal.
Leia maisEle tem dito que a indicação é uma prerrogativa dele, e a aprovação, do Senado. Mas entende que uma rejeição só virá se houver uma traição e vingança de senadores que costumam votar com o governo, seguindo uma articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O presidente da República tentou convencer Alcolumbre a fazer um gesto público pelo menos de imparcialidade, mas até hoje não teve sucesso. Pelo contrário, nos bastidores, Alcolumbre tem sinalizado que, se depender dele, Jorge Messias está entregue à própria sorte.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), espera uma sabatina longa, mas acredita que Jorge Messias será aprovado na comissão com 17 a 18 votos a favor.
E irá repetir o placar da recondução de Paulo Gonet para a Procuradoria Geral da República no plenário do Senado, quando teve 45 votos favoráveis, quatro além do mínimo necessário.
A oposição, comandada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quer rejeitar Jorge Messias para que, numa eventual vitória do pré-candidato da direita, fique com ele a indicação do ministro que irá ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente no ano passado.
É uma estratégia para ter o controle do STF, hoje numa composição que os bolsonaristas consideram adversa para o ex-presidente Bolsonaro, em prisão domiciliar pela condenação na ação penal do golpe.
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A sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deu início à sessão voltada sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A escolha de um ministro do STF é prerrogativa do presidente da República. A Constituição estabelece que os indicados devem ser cidadãos brasileiros natos, com idade entre 35 e 70 anos, reconhecido conhecimento jurídico e reputação ilibada. As informações são da CNN.
Leia maisDurante a sabatina, o indicado é questionado sobre diversos assuntos em diferentes áreas, sem limitação temática, podendo tratar de assuntos políticos até questionamentos pessoais. A duração da sessão costuma durar de 8 a 12 horas em média.
Os senadores deram inícios aos trabalhos às 9h03. Antes da sabatina de Messias, os senadores analisaram a indicação da juíza Margareth Rodrigues Costa, para o cargo de ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para o cargo de defensora pública na DPU (Defensoria Pública da União).
A sabatina de Messias começou às 9h46. Messias chegou ao Senado às 8h45, acompanhado de sua esposa, Karina Messias, e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O indicado do STF carregava um exemplar da Constitução e uma pasta preta.
Ao final do interrogatório, os senadores titulares da comissão votam o texto final do relator da indicação. No caso de Messias, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é favorável à aprovação. Serão posicionadas cabines ao lado do plenário da CCJ, para que os senadores possam votar secretamente em todos os nomes indicados.
No discurso inicial, Messias cumprimentou a imprensa, os integrantes do Poder Judiciário e Executivo, além de servidores da AGU (Advocacia-Geral da União). “Apresento-me com a consciência de que a Constituição somente se concretiza seus valores fundamentais quando aplicada com humanismo e diversidade de saberes”, afirmou.
O indicado de Lula ficou emocionado e com a voz embargada ao relembrar sua história pessoal e profissional.
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Nessa época, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de votos. A indicação foi formalizada somente em abril.
Após a sabatina na CCJ, a indicação de Messias será votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Se aprovado, o indicado estará apto a assumir a função de ministro da Suprema Corte.
Para ser aprovado, um indicado ao STF precisa alcançar um patamar mínimo de votos favoráveis.
A votação será secreta nas duas etapas. Logo, não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado.
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Jantei, ontem, em Brasília, como faço sempre, com meu amigo Cláudio Humberto, um dos jornalistas mais bem informados da corte. Apreciador de bons vinhos, o presenteei com uma garrafa de um tinto da vinícola Rupestre, no Vale do Catimbau, a grande e surpreendente novidade no Nordeste semiárido em produção de vinhos.
Informei a Cláudio Humberto que o Vale do Catimbau, onde estive recentemente curtindo um fim de semana na pousada Vila Mara, na companhia da minha Nayla, entrou no mapa da produção de vinhos finos, impulsionado pela Vinícola Rupestre. A região aproveita a altitude e a amplitude térmica local para cultivar uvas de qualidade, buscando fomentar o enoturismo e gerar novas oportunidades de renda na área do parque nacional.

A proposta vai além da produção de vinhos e busca inserir o Catimbau no mapa do enoturismo, ampliando a permanência dos visitantes e gerando novas oportunidades de renda. A história da vinícola tem raízes familiares e um olhar de longo prazo sobre o território. “Minha família é entusiasta do Vale. A gente tem terra lá desde o início dos anos 2000 e sempre quis empreender na região”, conta a sócia da vinícola, Maria Cecília Peixoto.
A virada veio há cerca de seis anos, quando surgiu a percepção de que as características naturais do Catimbau, como altitude e amplitude térmica, poderiam favorecer a produção de vinhos de qualidade.
Com 14 hectares já plantados e mais de 18 variedades de uvas viníferas em teste, o projeto da Vinícola Rupestre ainda está em fase de consolidação técnica. A diversidade de castas é estratégica, pois permite avaliar quais variedades melhor se adaptam às condições climáticas do Agreste.
“Somos os primeiros a plantar uva para vinho no Catimbau. Então, existe um trabalho muito forte de estudo para entender o que funciona, o que não funciona e por quê”, afirma Cecília.
Segundo ela, algumas variedades apresentam desafios iniciais, como o Chardonnay, que teve desempenho insatisfatório na primeira safra. “Mas é uma uva com grande potencial. Fizemos novos testes de manejo e vamos replantar com ajustes”, acrescenta.
O processo conta com suporte técnico especializado, incluindo um enólogo português, João Costeira, que acompanha as etapas mais críticas da produção, como colheita e vinificação. No campo, uma equipe de quase 30 trabalhadores atua diretamente no cultivo, além do acompanhamento de um engenheiro agrônomo trazido do Vale do São Francisco.
A produção regional é valorizada do início ao fim da produção. O envase dos vinhos é realizado em uma indústria no município de Belo Jardim.
Produção crescente e mercado regional do vinho. A vinícola opera atualmente com uma safra anual e já projeta expansão significativa. Em 2026, a estimativa é de envase de 60 mil garrafas, com a meta de atingir 100 mil por ano até 2027. Apesar da demanda crescente de outros estados, a estratégia inicial tem sido consolidar a presença no mercado pernambucano.
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o pastor Silas Malafaia réu por injúria em episódio envolvendo o comandante do Exército e outros generais.
Em sessão nesta terça-feira (28), os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia divergiram parcialmente do relator, Alexandre de Moraes, que votou para tornar Malafaia réu também pelo crime de calúnia. As informações são do Metrópoles.
Leia maisO julgamento foi levado ao plenário físico após destaque de Zanin, que abriu divergência quanto à calúnia, mas acompanhou Moraes em relação à injúria.
Na sequência, Cármen acompanhou Zanin na divergência, enquanto o ministro Flávio Dino, presidente da Turma, votou com o relator.
Com o resultado, Malafaia tornou-se réu apenas por injúria, já que o empate em relação à acusação de calúnia favorece o réu. A Turma tem quatro ministros.
De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), as ofensas miraram generais de quatro estrelas e o comandante do Exército. As declarações foram feitas durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 6 de abril de 2025.
Na ocasião, o pastor, segundo a PGR, “proferiu discurso ofensivo à dignidade e ao decoro dos generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército”. Entre as afirmações destacadas, a PGR cita: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”.
Malafaia prosseguiu, ao declarar: “Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”.
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A corridinha diária de 8 km, hoje, em Brasília, foi no maravilhoso Parque da Cidade, que adoro. Tem pistas de até 10 km e é um verdadeiro pulmão verde da corte. Tem de tudo, de parque de diversão a hipódromo. No passado, sua maior atração era uma piscina de ondas.
