Por Betânia Santana
Da Folha Política – Folha de Pernambuco
A presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), em Pernambuco ontem (12) desenhou uma disputa política silenciosa entre os dois principais postulantes ao governo do estado. O presidente nacional do PSB, João Campos, e a governadora Raquel Lyra (PSD) exploraram e desfrutaram das agendas, cada um em seu território.
O dia do vice-presidente começou com João Campos e o prefeito do Recife, Victor Marques, na assinatura da ordem de serviço para drenagem e urbanização de dois canais, um investimento de R$ 64 milhões, em parceria municipal e federal. O evento virou ato de pré-campanha.
Leia maisOvacionado, João Campos discursou, tirou selfies, recebeu abraços. Ciceroneando o correligionário, marcou presença em Suape. Não teve direito a voz, mas apareceu na foto da visita ao terminal, sem a governadora, que não havia chegado. Ficou na última fileira e saiu antes da fala de Raquel Lyra e Alckmin.
Em seu discurso, na solenidade de inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, em Suape, a governadora agradeceu ao vice-presidente e ao presidente Lula o compromisso com Pernambuco. Disse que o estado vive um novo momento e que o jogo virou.
Pontuou ações, registrou ter iniciado o Arco Metropolitano e lembrou a Alckmin que a segunda etapa da obra é com o governo federal. Não subiu em cadeira, mas segurou a bandeira do estado para mostrar o que deve unir todos. Foi aplaudida em vários momentos. Depois de Suape, seguiu para entregar duas creches no interior.
Sem liberação do TCU
Quem ouviu Geraldo Alckmin dizer que a Transnordestina tem recursos, está licitada e contratada — e só depende do TCU dizer “sim” para a obra começar — saiu de Suape com a sensação de que nem tão cedo o trecho da ferrovia em Pernambuco vai virar realidade. Garantiu trabalhar pela liberação, mas sem garantia de prazo.
Porto do Recife
Alckmin ainda assinou, com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ordem de serviço de R$ 108 milhões para dragagem e proteção de embarcações, no Porto de Recife. A vice-governadora Priscila Krause e o prefeito Victor Marques participaram do ato.
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Teve início, há pouco, em Arcoverde, a 260 quilômetros do Recife, o 1º Forró do Magno. Boa música e alto astral dão o tom da festa. Além de uma deliciosa feijoada e um xerem com galinha de capoeira.
Venha que ainda dá tempo! As últimas mesas e senhas podem ser adquiridas pelo contato (87) 9.8824-0969, com Tayse Lira.
Por Agência Brasil
O ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), e o Instituto Alana irão destinar R$ 60 milhões para financiar pesquisas e o desenvolvimento de tecnologias para diagnóstico e tratamento de endometriose, dor pélvica e melhoria da saúde menstrual — problemas que afetam 10% de mulheres em idade fértil, inclusive adolescentes.
As causas da endometriose não são conhecidas. As hipóteses de especialistas relacionam a fatores genéticos, hormonais, imunológicos e o percurso do sangue menstrual em direção à cavidade abdominal.
Leia maisDo total anunciado na última terça-feira (9) em Brasília, R$ 50 milhões serão desembolsados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em editais de pesquisa e inovação da saúde da mulher. Os outros R$ 10 milhões serão providos pelo Instituto Alana para a criação de uma rede nacional de pesquisa especializada em saúde da mulher.
Problema de saúde pública
Segundo a ministra Luciana Santos, os investimentos são uma resposta do Estado para um problema de saúde pública. “Demonstram o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras.” “O que não é pesquisado não é compreendido. O que não é compreendido não é tratado”, disse a CEO do Instituto Alana, Flavia Doria.
O diagnóstico precoce da endometriose permite um melhor tratamento médico, promove a redução das dores e evita o agravamento da doença. “Quanto mais tarde essa dor é tratada, maior o preço. O corpo aprende a sentir essa dor. Com o tempo, os mecanismos de inflamação se acumulam. O que não foi cuidado na adolescência podem se tornar dores crônicas na vida adulta”, alerta a CEO do Instituto Alana.
Atendimento do SUS
Conforme o portal do Ministério da Saúde, a endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais (partes do tecido que reveste o útero internamente) fora da cavidade uterina.
Esse deslocamento do tecido pode provocar uma reação inflamatória crônica, com taxa de prevalência estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente no anúncio, avalia que há pouca visibilidade das doenças que afligem às mulheres. Ele tem a expectativa que as pesquisas que serão feitas permitirão “construir uma política pública robusta” e melhorar o atendimento às mulheres no Sistema único de Saúde (SUS). “É fundamental avaliar a qualidade do que está sendo entregue e desenvolver novas tecnologias”, defendeu o ministro.
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Por Fabio Nóbrega
Da Folha de Pernambuco
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nas redes sociais na manhã deste sábado (13) um vídeo para desejar boa sorte à Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026. O pentacampeão Brasil estreia no torneio contra o Marrocos, quarto colocado em 2022, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Vestido com a camisa amarela do Brasil com um adesivo com a frase “O Brasil é do brasileiros”, Lula enviou uma mensagem de incentivo ao treinador Carlo Ancelotti e aos jogadores da Seleção. Lula, que disse acompanhar a Copa do Mundo desde 1958, quando o Brasil foi campeão pela primeira vez, destacou que os jogadores representam o sentimento de uma nação inteira ao vestirem a camisa da Seleção.
Leia mais“Eu sei que você já ouviu comparação com a Copa de 58, 62, 66, 70. Não vale nada. O que vale na verdade é que você convocou o time, a meninada que tá aí, a meninada que você tem, que você escolheu”, afirmou o presidente. “Portanto, uma coisa que eu queria pedir para você, nessa Copa, o que vale é essa meninada compreender que jogar bola eles sabem, mas para ganhar numa Copa do Mundo é necessário mais do que jogar o que eles sabem por uma coisa importante: eles estão jogando para o povo brasileiro”, falou Lula.
Para finalizar, o presidente lembrou da garra e da unidade do time na busca pelo hexa e afirmou que, caso conquiste o título, Ancelotti se tornará um herói nacional, figurando ao lado de nomes lendários como Zagallo, Feola, Parreira e Felipão. “Eles [os jogadores] têm que estar bem, eles têm que estar motivados. Eles precisam jogar pensando no povo brasileiro que está precisando de uma vitória. Se você conseguir, Ancelotti, você vai virar o nosso herói como foi o Zagallo, como foi o Feola, o Parreira e como poderá ser você agora. Foi o Felipão em 2002. Time você tem”, completou Lula.
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O ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e pré-candidato a deputado estadual Fábio Aragão anunciou a adesão do ex-prefeito de Taquaritinga do Norte, Jânio Arruda, à sua pré-candidatura. A movimentação foi divulgada nas redes sociais de Fábio, que agradeceu a confiança do ex-gestor e afirmou que o gesto fortalece seu projeto político para as eleições deste ano.
Presidente do PSD municipial, ex-prefeito por três mandatos e ex-vereador, Jânio é uma das principais lideranças políticas de Taquaritinga do Norte. A adesão reforça a articulação de Fábio Aragão no Agreste pernambucano.
Do Blog da Folha
O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, recebeu uma importante demonstração de força política em Jaboatão dos Guararapes, um dos maiores colégios eleitorais de Pernambuco. O ex-prefeito de Petrolina conquistou o apoio do prefeito Mano Medeiros, do deputado federal Guilherme Uchôa Júnior, do presidente da Câmara Municipal, Getúlio Belém, além de um expressivo grupo de vereadores do município. A governadora Raquel Lyra também esteve presente ao ato.
Passam a integrar o projeto político de Miguel os vereadores Neco Filho, Birobiro, Adeildo da Igreja, Adiel, Lica do Micro-ônibus, Sou mais Hugo, Charles Motorista, Belarmino, Pereira da Oficina, Jeane Candido, Flora, Eurico Moura, Nivaldo do Gás, Nado do Caminhão, Marlos Costa e Irmão Jailton.
Leia maisA adesão das lideranças representa um importante reforço para a construção da candidatura de Miguel ao Senado nas eleições de 2026. Jaboatão dos Guararapes ocupa posição estratégica no cenário político estadual e tem papel decisivo na formação das grandes alianças eleitorais de Pernambuco.
O apoio simultâneo do prefeito Mano Medeiros, do deputado federal Guilherme Uchôa Júnior, do presidente da Câmara Municipal, Getúlio Belém, e de uma ampla bancada de vereadores evidencia a consolidação de um grupo político alinhado em torno do projeto liderado por Miguel Coelho. O movimento amplia a presença do pré-candidato na Região Metropolitana do Recife e fortalece sua articulação junto às principais lideranças do estado.
Nos bastidores, a aliança é vista como um dos mais relevantes movimentos políticos deste início de pré-campanha. Além de ampliar a capilaridade do União Brasil, o apoio fortalece o diálogo de Miguel com setores importantes da população e consolida sua posição entre os principais nomes da disputa pelo Senado.
“Recebo esse apoio com muita gratidão e responsabilidade. Jaboatão é uma cidade fundamental para o desenvolvimento de Pernambuco e contar com a confiança do prefeito Mano Medeiros, do deputado Guilherme Uchôa Júnior, do presidente Getúlio Belém e desse grupo qualificado de vereadores fortalece ainda mais nosso compromisso de construir um estado mais forte, com mais oportunidades e qualidade de vida para a população”, afirmou Miguel Coelho.
Para aliados e observadores da cena política pernambucana, a formação desse bloco em Jaboatão reforça a capacidade de articulação de Miguel Coelho e amplia sua presença em uma região considerada decisiva para o resultado das eleições estaduais. A adesão de lideranças com forte atuação política e eleitoral fortalece o projeto do União Brasil e consolida a caminhada de Miguel rumo ao Senado Federal em 2026.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Já vimos este filme. Como em 2018, temos um ex-presidente preso e um candidato por ele nomeado para enfrentar e derrotar tudo o que está aí. Há ainda o risco real do crescimento avassalador de Renan Santos (Missão), outsider que tudo tem a ganhar e nada a perder. Nos últimos 8 anos, seguimos polarizados, mas agora temos novo ingrediente: os desafios a caminho virão com força.
Eles rebentarão no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Leia maisQuem olha adiante enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto-mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver.
As projeções do mercado apontam crescimento em torno de 1,7% para 2027. Vamos andar de lado, sem melhorar a renda da população ou arrecadar o suficiente para bancar demandas como segurança, educação e saúde. Ao mesmo tempo, as expectativas para a inflação permanecem em torno de 4%, acima da meta perseguida pelo Banco Central, enquanto a Selic projetada continua em dois dígitos.
Se os investidores acreditassem em mudanças para melhor, os juros futuros estariam caindo ao invés de se manterem acima de 14% nos curto e médio prazos. Se assim o é, significa que o mercado enxerga riscos relevantes adiante.
Basta olhar as contas do governo. O deficit público permanece próximo de 8% do PIB. A dívida bruta aproxima-se de 80% do PIB e continua subindo. Ao mesmo tempo, a maior parte do orçamento federal são despesas obrigatórias. Sobra pouco ou quase nada para investir. E ainda temos o saco de bondades de R$ 227 bilhões aberto pelo governo neste ano eleitoral. A conta vai chegar salgada e reluzente no ano que vem.
O Brasil já não consegue pagar o básico. Em 2025, o MEC ficou sem dinheiro para comprar livros didáticos e teve de pedir R$ 1 bilhão a mais. A penúria das agências reguladoras é grande. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) avisou que os cortes afetaram atividades essenciais de certificação, fiscalização e supervisão. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) não tem dinheiro para fiscalizar e mandou parte do pessoal trabalhar em casa. Estão ao Deus dará mais de 40.000 postos de combustíveis, além de refinarias, distribuidoras e bases de armazenamento Brasil afora.
Isso não pauta a eleição, mas revela a vida como ela é fora da campanha eleitoral. O governo bate seguidos recordes de arrecadação, mas sempre falta dinheiro. A economia segue vulnerável a riscos externos. O agronegócio tem segurado a balança comercial, mas amarga fragilidades, porque importa 85% dos fertilizantes consumidos a cada safra. Em 2025, foram 45 milhões de toneladas, recorde histórico. O preço médio dos fertilizantes importados explodiu. Alguns subiram mais de 30% em março. Aumenta o preço da comida e produz inflação e mais juros. O petróleo ficou cada vez mais caro e mesmo que a guerra no Irã acabe amanhã ainda vai demorar até tudo voltar ao normal. E o presidente eleito em 2026 terá de fazer das tripas coração para governar.
Crises nos centros de poder
O sociólogo Michael Mann, em sua obra “As fontes do poder social”, ensina que as sociedades raramente entram em crise por falta de recursos ou por ausência de instituições. As crises surgem quando os diversos centros de poder deixam de atuar de forma coordenada e passam a responder prioritariamente às suas próprias lógicas.
O olhar de Mann ajuda a entender o que vem por aí. O Brasil tem instituições fortes. Congresso influente e autônomo, o Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo político e o Executivo segue poderoso. Mas todos esses centros de poder produzem cada vez menos decisões convergentes.
O Executivo perdeu capacidade de coordenação. O Congresso ampliou seu controle sobre o orçamento. O Supremo tornou-se árbitro permanente de conflitos com a judicialização da política promovida pelo Executivo com minoria parlamentar.
Em setembro de 2027, teremos ator político extremamente relevante entrando em cena. O ministro Alexandre de Moraes será presidente do Supremo. Na corte, existem três ministros com vocação e preparo para o exercício do poder. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Moraes. Cada qual ao seu estilo, todos se enquadram na definição do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães: “O poder é só para quem tem apetite. Quem não tem pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando, que não vai conseguir mandar”. O ministro exercerá o poder ocupando a pista toda. Não sobrará um milímetro sequer.
No século 1 a.C., a República Romana era a maior potência do mundo conhecida. Rica, militarmente dominante e politicamente sofisticada, não enfrentava pobreza. O problema era outro. Senadores, tribunos, juízes e generais acumulavam poder e influência, mas não administravam bem os conflitos entre eles. As instituições permaneciam de pé. O sistema continuava funcionando. Mas a capacidade de governar diminuía progressivamente.
O Brasil não é Roma e estamos no século 21. Mas, às vezes, o passado ajuda a entender o presente e suas consequências. Sociedades raramente entram em dificuldades por falta de recursos, mas por falhas nos mecanismos de decisão quando os problemas surgem.
O próximo ano tem todos os ingredientes para o fim do ciclo do Brasil na encruzilhada. Zuenir Ventura viu isso quando escreveu “1968: O Ano que Não Terminou”. O livro é o testemunho de alguém com sensibilidade para entender que certos anos não terminam quando o calendário acaba. Continuam vivos na memória coletiva, influenciando gerações presentes e futuras. Já se vão quase 50 anos.
Fique atento a 2027. Não porque a crise seja inevitável, muito menos a instabilidade econômica, mas porque tem tudo para ser palco de algo que nos tocará fundo, seja ruptura ou consenso. Pode ser que nada seja como antes, igual em 1968.
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