No túnel do tempo

Há 20 anos, Sebastião Oliveira, hoje pré-candidato a vice-governador na chapa de Marília Arraes, recebe o diploma do primeiro mandato de deputado estadual das mãos de Marco Maciel. Se você tem uma foto histórica no seu baú e deseja vê-la postada neste quadro, envie agora pelo WhatsApp: (81) 9.8222-4888.

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Por Bela Megale
Do jornal O Globo

Aliados de Lula entraram em campo para pacificar os ânimos da lobista Roberta Luchsinger, investigada nos inquéritos que apuram desvios no INSS e suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha. Pessoas próximas a Roberta relataram que ela ficou “possessa” ao ver o presidente chamá-la de “pilantra” durante a entrevista no “JN”, na noite de quinta-feira (27).

A lobista se sentiu como o único nome rifado por Lula, que defendeu o filho Fábio Luís, o ex-líder do governo Jaques Wagner e também fez gestos em direção ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

O candidato a governador João Campos (PSB) participou de um ato de panfletagem na feira livre de Caruaru, no Agreste pernambucano, neste sábado (29). Ao lado de lideranças políticas locais e apoiadores, ele cumprimentou comerciantes e pediu votos para toda a chapa da Frente Popular de Pernambuco.

Animado, João interagiu com o público, conversou com comerciantes e chegou a dançar com algumas pessoas durante a passagem pela feira.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Do jornal O Globo

Líderes em intenções de votos na campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram pela bancada do Jornal Nacional durante a semana para entrevistas, nas quais tiveram a oportunidade de responder questionamentos e apresentar suas ideias aos eleitores. O jornal O Globo, com seu time de colunistas, acompanhou e analisou as entrevistas em tempo real, com balanços ao final de cada uma.

Entre os dois, o primeiro entrevistado, na quinta-feira (27), foi Lula, que concorre à reeleição, no que seria seu quarto mandato no cargo. Já Flávio, senador que busca pela primeira vez a presidência, foi ouvido ontem (28). Ao longo da semana, a TV Globo também entrevistou Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), outros postulantes ao cargo.

Veja os comentários dos colunistas sobre os desempenhos de Lula e de Flávio no Jornal Nacional:

Caruaru - Transparência 2026

Por Ancelmo Gois
Do jornal O Globo

Faltam apenas 35 dias para as eleições gerais de 2026. O cientista político Jairo Nicolau, nosso maior estudioso de duas décadas de eleições presidenciais no Brasil (2002-2022), desconfia que esta é, até agora, a com maior número de pessoas desinteressadas pelo pleito.

Para ele, das duas, uma: ou o interesse aumenta repentinamente em setembro, com o começo, ontem, do horário eleitoral, ou podemos assistir a um aumento considerável de votos brancos e nulos e de abstenção. “Acho”, diz ele, “que existe um certo enfado, um certo cansaço. Não dá para ficar polarizado na vida e nas redes por tantos anos”. Faz sentido.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma em 2 de setembro o julgamento que pode definir se empresas e holdings imobiliárias precisam pagar o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) ao receber imóveis para formar seu capital social. A análise havia chegado a quatro votos a favor dos contribuintes e um contra, mas o placar foi desconsiderado após um pedido de destaque e o julgamento será reiniciado.

Na prática, a discussão envolve situações em que uma pessoa transfere um imóvel para uma empresa e, em troca, recebe participação na sociedade. A Constituição prevê que essa operação não seja tributada pelo ITBI, mas há dúvida se a regra também vale quando a empresa tem como principal atividade a compra, venda ou aluguel de imóveis. Com informações do Congresso em Foco.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A governadora Raquel Lyra (PSD) segue dando demonstrações cada vez mais explícitas de sua proximidade com o bolsonarismo. Neste sábado (29), durante caminhada na comunidade do Bode, no Recife, ela aparece dançando uma releitura do principal jingle usado por Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022, associando-se diretamente ao ex-presidente.

“Agora é Raquel e Mendonça”, diz o refrão, usando a mesma sonoridade de “22 é Bolsonaro”, que virou uma espécie de hino de guerra de eleitores de direita em passeatas e outros atos políticos durante e após as eleições de quatro anos atrás. No jingle atualizado, Raquel associa sua imagem à de Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo no estado.

O momento foi flagrado em transmissão ao vivo nas próprias redes sociais da governadora. Percebendo que a cena poderia ser usada para alertar eleitores de esquerda que acreditam em uma suposta proximidade dela com o presidente Lula (PT), a equipe de comunicação do PSD pausou a live e só a retomou quando um jingle de Raquel já era tocado no carro de som.

Ao mesmo tempo em que tenta confundir o eleitorado com agradecimentos a Lula por ações institucionais sem declarar voto nele, Raquel vem fazendo diversos acenos ao bolsonarismo. No início do mês, ela participou de um culto na igreja controlada pela família da deputada Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada como candidata a vice de Jair Bolsonaro (PL).

Palmares - Forró Mares 2026

Por Vera Magalhães
Do Jornal O Globo

Flávio Bolsonaro adotou um script de bom moço para se apresentar na TV Globo. Soando completamente ensaiado num minucioso media training, começou se solidarizando com a entrevistadora Renata Vasconcellos pelo que chamou de “grosseria” do presidente Lula na véspera.

Retratou-se sobre as dúvidas que levantou sobre as urnas eletrônicas, repreendeu o irmão Eduardo por ter comemorado o primeiro tarifaço de Donald Trump contra o Brasil e se esquivou de explicar o destino dos milhões que pediu, cobrou e obteve de Daniel Vorcaro, banqueiro que perpetrou a fraude do Master, sobretudo a parcela paga nos EUA.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), participou, ontem (28), de uma caminhada pelas ruas da Vila Santa Luzia, na Torre, no Recife. Ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de lideranças políticas, João conversou com moradores durante o percurso.

Em seu discurso, o candidato afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em uma guerra de ataques. “A gente não vai perder tempo perseguindo adversário. Não vai perder tempo com gabinete do ódio, com dinheiro público, porque isso é crime. Enquanto eles gastam tempo tentando manchar a imagem de pessoas sérias, a gente gastou o nosso tempo fazendo vaga de creche, fazendo hospital, fazendo rua e obra de encosta”, afirmou.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Em 1989, o deputado Ulysses Guimarães disputou a Presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidindo seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e pela “Diretas Já”. Mas naquela eleição, o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 anos de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico: a 1ª eleição desde 1960.

Ex-presidente nacional do PSB por 11 anos e atual dirigente da fundação de formação política do partido, Carlos Siqueira dedicou os últimos anos a uma pesquisa sobre o novo perfil do eleitorado brasileiro. O trabalho resultou no livro “O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro”, lançado pela Fundação João Mangabeira. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Siqueira falou sobre a importância da esquerda se atualizar sobre as mudanças da sociedade. “Hoje temos um governo de manutenção da ordem e do status quo. Precisamos ter um governo de transformações que elevem o país a patamar político, econômico e social muito maior do que estamos a viver”, afirmou o ex-dirigente.

Seu livro procura desvendar muitos questionamentos sobre o atual pensamento do eleitorado brasileiro. O que pode falar a respeito?

Nós da Fundação João Mangabeira e do PSB tivemos a preocupação de saber as razões da mudança do perfil do eleitorado brasileiro. Fizemos pesquisas quantitativas e qualitativas em todo o país, com um foco especial no eleitorado evangélico, nas juventudes e em mulheres chefes de família. Isso resultou em uma pesquisa ampla, um estudo das razões pelas quais chegamos nessas mudanças. O eleitorado brasileiro está muito dividido, bem ao meio. Tanto que você tem hoje uma eleição presidencial na qual ninguém pode apostar no resultado. Só depois da apuração. Dois polos foram criados. Antes era PT e PSDB, agora são PT e PL.

A propaganda eleitoral obrigatória, conhecida em Pernambuco como guia eleitoral, começou nesta sexta-feira (28). Na TV, o primeiro dia dos programas dos candidatos ao governo estadual teve o ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) relembrando sua trajetória política; o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) pilotando uma Kombi em várias regiões do estado; e um relato emocionado da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Apenas esses três candidatos ao governo têm direito a ter propaganda eleitoral no rádio e na TV nas eleições de 2026, já que os demais partidos não atingiram a cláusula de barreira, como determina a Justiça Eleitoral. Além deles, também são candidatos ao governo Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP), Renan Hallais (Missão) e Victor Assis (PCO). As informações são do portal g1.

Por Gastão Cerquinha Neto*

A chuva que cai sobre a cidade não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Para uma parcela da população, uma noite de chuva pode significar apenas uma mudança nos planos ou algum transtorno no trânsito. Para outra, significa o medo de dormir sem saber se a água vai em casa ou se uma encosta poderá cair durante a madrugada. Essa insegurança faz parte da rotina de muitos grupos socialmente vulneráveis, que frequentemente vivem em áreas de risco e têm acesso limitado a condições básicas de moradia e infraestrutura urbana.

Quem vive nessas áreas geralmente conhece os riscos a que está exposto. Tem uma ideia de onde a água costuma subir, quais ruas alagam primeiro e quais encostas já cederam ou que precisa de proteção. Permanecer nesses locais, entretanto, nem sempre é uma escolha. Os custos de moradia, a necessidade de viver próximo ao trabalho, os vínculos familiares e comunitários e o acesso a serviços e oportunidades fazem com que muitas famílias tenham poucas alternativas para morar em locais mais seguros.