No túnel do tempo

Há 20 anos, Sebastião Oliveira, hoje pré-candidato a vice-governador na chapa de Marília Arraes, recebe o diploma do primeiro mandato de deputado estadual das mãos de Marco Maciel. Se você tem uma foto histórica no seu baú e deseja vê-la postada neste quadro, envie agora pelo WhatsApp: (81) 9.8222-4888.

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Meu amigo Bocão, um dos âncoras de rádio de maior audiência do Estado, com seu programa diário na Rádio Folha, comemorou, ontem, 70 anos de vida e 50 de radiofonia. Que duas belas datas! Com a cabeça centrada na eleição o tempo todo, passei batido ontem com meu amigo.

Mas Bocão compreende perfeitamente, porque ele também está extremamente atarefado na cobertura da campanha e sabe que não fui desatencioso. Conheci Bocão nos anos 90, quando deixei Brasília “sequestrado” pelo então candidato a governador, Joaquim Francisco, para coordenar a área de imprensa da sua campanha vitoriosa ante Jarbas Vasconcelos.

Fontes em Petrolina me revelaram, há pouco, que após a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, convidar pelas redes sociais apenas o prefeito Simão Durando e Miguel Coelho, ambos do União Brasil, para a caminhada da semana passada, uma onda de insatisfação tomou conta de aliados.

Não gostaram da omissão os ex-prefeitos Guilherme Coelho e Júlio Lóssio, além dos candidatos a deputado Carlos Brito e Lara Cavalcante, do PL. Essas mesmas fontes admitem que o candidato do PSB a governador, João Campos, poderá receber expressivas adesões na reta final em Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, hoje, que a Polícia Federal investigue e a Procuradoria-Geral da República (PGR) verifique a necessidade de abertura de um processo para apurar uma onda de ataques a imagens religiosas no país.

A determinação ocorre em meio à polêmica envolvendo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tema de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta. As informações são do portal G1.

Caruaru - Minha rua nova

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Depois de divulgada a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebatendo a acusação feita pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de que a instituição estaria por trás da boataria que se espalhou de que ele iria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, a Igreja Católica fez várias reuniões. Não exatamente para discutir o impacto político da nota ou de toda essa polêmica. Mas porque tudo isso coincidiu com um momento crucial de organização de festividades religiosas no país.

Outubro é o Mês de Nossa Senhora. Na próxima quarta-feira, dia 7 de outubro, começam as festividades do Círio de Nazaré, em Belém (PA), que avançam até o dia 26 de outubro. Serão 14 procissões a serem realizadas nesses dias. E o tema deste ano é “Maria, Missionária que nos dá Jesus”. Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou.

Ou seja, algo muito na linha da discussão religiosa que se entranhou na campanha eleitoral: evangélicos mostram-se contrários à idolatria à Nossa Senhora, mas não podem negar que ela é a mãe daquele que idolatram, Jesus Cristo. A estimativa da organização do Círio de Nazaré é de que mais de quatro milhões de fiéis se somem aos vários eventos que acontecerão. O principal deles é a Procissão do Círio, no dia 11 de outubro, com uma previsão de mais de 2 milhões nas ruas.

Se a eleição passar para o segundo turno, o que parece o mais provável segundo as pesquisas, o Círio de Nazaré permeará todo o tempo de discussão política. O Círio acaba um dia depois do segundo turno, em 25 de outubro. No meio disso tudo, há o próprio dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, uma segunda-feira, feriado prolongado. Durante todo o ano passado, mais de 10 milhões de devotos foram ao Santuário de Nossa Aparecida, em Aparecida do Norte (SP), um número 15% maior do que o de 2024.

Devoto de Nossa Senhora, representante da CNBB no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o advogado e analista político Melillo Dinis lamenta ver a Padroeira do Brasil usada como cabo eleitoral da disputa presidencial, seja contra ou a favor. “É muito triste”, comenta. “A devoção à Nossa Senhora é muito forte no país e é muito mais do que um ciclo eleitoral”

Para Melillo, a polarização e o acirradíssimo grau da disputa política estão fazendo com que se parta para um “vale tudo”, onde o que menos se discute são propostas para o país. “Qual é o projeto de educação dos candidatos? De saúde?”, questiona. “Isso muito pouco se discute, enquanto vai se gerando um quadro de divisão da sociedade”.

Para Melillo, católicos e evangélicos têm mais pontos de semelhança do que de diferença. Até porque ambos os segmentos religiosos têm em torno de si a mesma figura central: Jesus Cristo. Ambos são cristãos e têm como livro que baliza as suas atitudes a mesma Bíblica, o Velho e o Novo Testamento. As diferenças estão em interpretações.

Nessa linha, começou a circular nas redes sociais um vídeo produzido pela CNBB que fala sobre tolerância religiosa. “A fé brasileira tem muitos ritos, muitos nomes, muitas expressões”, diz o vídeo. “Em um país tão grande e diverso, nenhuma crença precisa desaparecer para que outra possa florescer”. O vídeo não é novo.

Mas, diante da polêmica atual, voltou a ser compartilhado por alguns. Segundo Melillo, no caso da Igreja Católica, uma questão determinada a partir do Concílio Vaticano II, iniciado por João XXIII e concluído por Paulo VI. A partir daí, a Igreja Católica começou a considerar mais uma relação de maior tolerância com os não cristãos.

Em torno de toda essa discussão, entra também uma discussão de julgamento moral, que de alguma forma se associa. Nesse sentido, repercutem histórias sobre Flávio, a partir de reportagem do site Platô com seu antigo sócio na loja de chocolates que tinha no Rio, Alexandre Santini. A reportagem fala de festas com garotas de programa.

“Isso pode gerar um abalo sobre Flávio, mas pode ser também um tiro no pé”, adverte Melillo. “Vai depender do grau de hipocrisia de quem julgue”. Para Melillo, pode tento gerar reação de quem exerce padrões morais muito rígidos quando levar em conta que Flávio, convertido, afirma num dos diálogos ter se arrependido.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Este Blog recebeu, na manhã de hoje, diversas mensagens de trabalhadores terceirizados da rede estadual de Educação relatando uma convocação para que todos compareçam, após o expediente desta terça-feira (30), em Apipucos, no Recife. Segundo os relatos encaminhados ao blog, a orientação teria partido da vice-governadora, Priscilla Krause (PSD).

As mensagens relatam, ainda, que os trabalhadores estariam sendo informados de que seus empregos poderiam estar ameaçados em caso de vitória de João Campos (PSB) na eleição para o Governo do Estado, no próximo domingo.

Se a informação for confirmada, trata-se de uma situação grave e que merece esclarecimentos imediatos do Governo de Pernambuco. Utilizar o temor da perda do emprego de trabalhadores terceirizados, justamente um segmento mais vulnerável, como instrumento de mobilização eleitoral representaria um uso preocupante da estrutura pública em uma campanha de reeleição. O episódio precisa ser explicado pela gestão.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

A governadora Raquel Lyra (PSD) chegou ao debate da Globo, ontem, já sob forte pressão. Antes mesmo de entrar no estúdio, vinha de uma sequência de cinco pesquisas que mostram João Campos (PSB), seu opositor, encurtando a distância, empatando ou assumindo numericamente a dianteira na disputa pelo Governo de Pernambuco.

O que durante meses foi tratado por aliados da governadora como uma eleição praticamente resolvida havia se transformado em uma corrida aberta. E o debate mostrou, no confronto direto, uma diferença importante de momento entre os dois candidatos. João parecia à vontade para atacar, cobrar e comparar.

Palmares - Forró Mares 2026

Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, realizado pela Globo, na noite de ontem, o candidato João Campos (PSB) confrontou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre um vídeo antigo em que ela teria sugerido que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento.

João afirmou que nunca defendeu violações aos direitos das mulheres e criticou a fala atribuída à governadora. “Quem tem um vídeo falando, faz sem ela saber, numa ala pediátrica de um hospital é você, candidata. Isso é um absurdo. Não tente confundir as pessoas. Essa postura envergonhou Pernambuco, chocou o Brasil”, afirmou.

Na sequência, João questionou Raquel sobre a declaração relacionada à esterilização de uma mulher pobre com sete filhos. “Dizer ‘faz sem ela saber’, defendendo uma esterilização forçada de uma mulher pobre com sete filhos, isso sim é cruel. Você se arrepende disso? Como é que pode ter dito algo tão duro?”, questionou.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, em plenário virtual, nesta quarta-feira (30/9), a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou a exclusão de publicações com conteúdos envolvendo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A convocação para a sessão extraordinária foi feita pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

A análise terá início às 10h e se estenderá até as 23h59 desta quarta no ambiente remoto, modalidade em que os ministros registram seus votos formalmente, sem espaço para debates orais. As informações saindo portal Metrópoles.

A determinação individual de Mendonça foi direcionada inicialmente a um post do ator Antonio Tabet e depois estendida a outras postagens que indicavam a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

O caso deflagrou um novo atrito no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio gerou sobreposição de decisões, discussões nos bastidores e levou Nunes Marques a acionar o presidente do STF, Edson Fachin, pedindo providências.

Integrantes do TSE avaliam reservadamente que o desgaste institucional e a escalada da crise poderiam ter sido evitados caso a matéria tivesse sido encaminhada diretamente para deliberação do colegiado desde o início.

A ideia, com uma análise colegiada pelo plenário do TSE, é esvaziar o movimento feito pelo ministro Flávio Dino de discutir o caso no plenário do STF.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Diário de Pernambuco

Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, encomendada pelo Diário de Pernambuco, mostra o candidato João Campos (PSB) com 49,1% das intenções de votos válidos no primeiro turno – numericamente à frente da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que tem 48,6% das intenções de voto. A pesquisa foi divulgada hoje.

Ainda no mesmo recorte estatístico, Ivan Moraes (PSOL) é citado por 1,1% dos eleitores; o estudo também computou intenções de votos para Professora Camila (UP), 0,4%; Renan Hallais (Missão), 0,4%; Victor Assis (PCO), 0,2%; e Guilherme Fonseca (PSTU), 0,1%.

O levantamento Diário de Pernambuco/Paraná Pesquisas está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número PE-01835/2026, e foi realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, através de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais.

No total, 1352 eleitores foram consultados em 57 municípios. A amostra tem grau de confiança de 95,0%; a margem estimada de erro é de aproximadamente 2,7 pontos percentuais.

Primeiro turno

Na pesquisa espontânea de primeiro turno, quando não são mencionados os nomes dos candidatos, João Campos tem 36,7% das intenções de votos, ante 36,5% de Raquel Lyra. Os demais candidatos não chegam a pontuar 1%. O grupo dos que não sabem/não opinaram registra 20,6%; já os votos brancos/nulos/em ninguém somam 5,2%

Já no cenário estimulado, João Campos tem 45,3%, seguido de Raquel Lyra, com 44,8%. Os demais nomes aparecem com percentuais bem inferiores: Ivan Moraes soma 1,0%, enquanto Professora Camila e Renan têm 0,4% cada, Victor Assis registra 0,2% e Guilherme Fonseca, 0,1%.

O levantamento também aponta 4,4% de entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,5% não souberam ou não quiseram opinar.

Segundo turno

A pesquisa também simulou o cenário de segundo turno entre os candidatos com mais intenção de voto. O estudo aponta João Campos com 46,9%, com Raquel Lyra logo em seguida, 46,0%. Entres os eleitores que disseram votar branco, nulo ou nenhum dos dois, 4,3%. Não sabem/não opinaram são 2,8%.

Considerando apenas os votos válidos, aparece com João Campos 50,5%, contra 49,5% de Raquel Lyra no segundo turno.

João cresce na hora certa

A nova pesquisa da Quaest de ontem apontou que, diferentemente da governadora Raquel Lyra (PSD), o candidato do PSB, João Campos, manteve uma onda crescente. De agosto para cá, o socialista cresceu seis pontos, saindo de 36% para 42%, enquanto a atual gestora estadual perdeu dois pontos, saindo de 44% em agosto para 42% no levantamento de ontem.

Isso mostra uma tendência de o eleitorado que ainda está indeciso optar por quem está em ascensão, no caso João Campos. Polarizando a disputa, João e Raquel se defrontaram ontem em mais um debate, desta feita na poderosa TV Globo. Como estão empatados numericamente, a percepção do eleitor indeciso sobre o duelo global pode influenciar no resultado da eleição.

Em debate na TV Globo, nesta terça-feira (29), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apontou uma suposta contradição nas críticas da governadora Raquel Lyra (PSD) direcionadas ao PSB e à gestão do ex-governador Paulo Câmara. O socialista ressaltou o vínculo de Raquel com o partido que preside atualmente.

“Ela fala muito do PSB, mas vocês sabiam que o partido que ela passou mais tempo filiada na vida foi o PSB? Vocês sabiam que ela já pediu voto para Paulo Câmara? Pode ver na minha rede, estou postando uma foto dela pedindo voto para Paulo Câmara. Vocês sabiam disso ela foi duas vezes deputada estadual pelo PSB o número dela era 40789”, disse. As informações são do Diario de Pernambuco.

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) ironizou, no segundo bloco do debate da TV Globo, nesta terça-feira (29), a postura da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em relação à disputa presidencial. Desde 2022, Raquel evita declarar publicamente apoio a um candidato ao Palácio do Planalto e, nesta eleição, voltou a não revelar em quem pretende votar. Ao comparar a posição da governadora com o apoio declarado do ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) ao presidente Lula, Ivan afirmou: “Ela está com o Lula mais no off. Você está com o Lula no on”.

A provocação surgiu durante um questionamento sobre a trajetória política do PSB e o atual alinhamento de João com Lula. O socialista rebateu e direcionou parte da resposta para Raquel. “Eu esperava até da outra candidata, que está cercada dos bolsonaristas de Pernambuco. Mas eu não esperava isso de você”, afirmou. João também lembrou que o PSOL nasceu de uma dissidência do PT e citou candidaturas lançadas pela legenda contra Lula. Ivan respondeu que considera João e Raquel integrantes do “campo democrático”.