Há 20 anos, Sebastião Oliveira, hoje pré-candidato a vice-governador na chapa de Marília Arraes, recebe o diploma do primeiro mandato de deputado estadual das mãos de Marco Maciel. Se você tem uma foto histórica no seu baú e deseja vê-la postada neste quadro, envie agora pelo WhatsApp: (81) 9.8222-4888.
O senador Camilo Santana apresentou à imprensa, hoje, um documento que afirma que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) autorizam abertura de sigilos de ambos de forma total e simultânea, com divulgação em endereço eletrônico de acesso público.
O documento será entregue ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pelo caso na Corte. Ele ainda precisa dar o aval à abertura dos sigilos e requisitar os dados a operadoras de telefonia e ao Banco Central do Brasil. As informações são do portal G1.
“Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos”, diz o documento.
As devidas liberações devem ser enviadas ao TSE até às 23h59 desta quinta-feira, segundo o acordo.
Mais cedo, a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha registrado que o petista “não se opõe a absolutamente nada” quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
No entanto, Lula afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) inclua, na divulgação de sigilos, os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do adversário.
A petição de Lula diz que a Polícia Federal encontrou registros indicando que Flávio figurava como “usuário master” da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito apenas em maio de 2025, após o início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
O texto também menciona viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. “Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta”, diz a petição do presidente.
Acordo assinado
No início desta tarde, Camilo Santana, que integra a campanha do petista, leu para a imprensa o documento que prevê o acordo. “A abertura será imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos. Os dados relativos às autorizações já apresentadas, próprias, de familiares, e de empresas, serão abertos e divulgados hoje, 22.10.2026”, prossegue.
O texto requer que o ministro Mendonça determine, “ainda hoje, a requisição de dados ao Banco Central do Brasil, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia, e sua divulgação simultânea no DivulgaCandContas ou em outro sítio eletrônico de acesso público”. O documento é assinado pelo presidente Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, hoje, que vai apresentar os documentos e informações solicitados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no embate sobre a abertura de sigilos.
“O desafio foi aceito”, declarou a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ao dizer que a entrega será feita após a equipe verificar se Lula cumpriu o que prometeu. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo a advogada, Flávio pretende fornecer tudo o que foi solicitado pela campanha petista, sem ressalvas. Ela, no entanto, condicionou a apresentação à conferência dos documentos que devem ser entregues pelo presidente. Questionada, afirmou que a equipe já tem o material e que a entrega poderá ocorrer imediatamente após a análise.
A discussão envolve a abertura de informações sigilosas dos dois candidatos e a cobrança por transparência durante a campanha eleitoral, a três dias do segundo turno. “Absolutamente tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula, a campanha de Flávio vai oferecer sem nenhuma reserva”, afirmou a advogada.
Bucchianeri disse que a campanha de Flávio quer acesso a informações sobre o padrão de vida do casal presidencial, incluindo despesas pagas com cartão corporativo, além de registros de entradas e saídas dos palácios presidenciais.
O senador e ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol ficará responsável pela análise dos documentos apresentados. Segundo a advogada, a equipe quer verificar o conteúdo efetivamente entregue e evitar que a divulgação se limite a informações consideradas insuficientes.
A representante da campanha do PL afirmou que a equipe não pretende recuar do compromisso assumido publicamente, mas reiterou que a entrega ocorrerá após a conferência do material apresentado pela campanha de Lula. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, disse.
Em manifestação apresentada, hoje, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou que o petista “não se opõe a absolutamente nada” quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
No entanto, Lula afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) inclua, na divulgação de sigilos, os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do adversário.
No documento enviado ao ministro André Mendonça, Lula diz que a régua da transparência deve ser a mesma para ambos os lados.
A petição de Lula diz que a Polícia Federal encontrou registros indicando que Flávio figurava como “usuário master” da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito apenas em maio de 2025, após o início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
O texto também menciona viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. “Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta”, diz a petição do presidente.
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro deste ano, informou hoje a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 226,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).
O valor também é o maior já registrado para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 – ou seja, em 32 anos.
O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo e, também, com a alta no preço do petróleo.
Relembre alguns aumentos de impostos ao longo do terceiro mandato do presidente Lula:
· alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
· mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
· aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;
· reoneração gradual da folha de pagamentos;
· fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
· aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
· alta na tributação dos juros sobre capital próprio.
Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como “royalties” e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.
O Datafolha divulga, hoje, a terceira rodada da pesquisa de intenção de votos do segundo turno das eleições presidenciais. A divulgação está prevista para 19h.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 2.154 pessoas entrevistadas de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada sob o código BR-09709/2026.
“Traidor da Constituição é traidor da Pátria”. Este foi um alerta do então presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, Ulysses Guimarães, ao promulgar a Carta Magna reformada na redemocratização do País. O aviso do político, depois de 38 anos, continua válido no momento que a Lei Maior segue sendo descumprida regularmente por quem teria que protegê-la, o que vem levando o país ao caos jurídico e à alta dose de autoritarismo.
O discurso de Ulysses, o Senhor Diretas, líder da oposição ao Regime Militar que durou 21 anos. Foi um marco de uma Nova República livre e democrática. Ele afirmou que “a Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca”.
Ulysses disse conhecer um caminho maldito usado anteriormente que lembra os dias de hoje, como “rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina”.
Foi uma sessão histórica do Congresso, no dia 5 de outubro de 1988, coincidentemente na mesma data do meu aniversário. Fui testemunha presencial, juntamente com o jornalista Magno Martins. E ouvi Ulysses falando para um Plenário lotado de políticos, convidados nacionais e representantes de outros países adeptos da democracia, assinalar algumas marcas da Constituição que passaram a vigorar naquele dia. “A primeira é a coragem. A coragem é a matéria-prima da civilização. Sem ela, o dever e as instituições perecem. Sem a coragem, as demais virtudes sucumbem na hora do perigo. Sem ela, não haveria a cruz, nem os evangelhos”.
Para Ulysses, “a Constituição é caracteristicamente o estatuto do homem. É sua marca de fábrica. O inimigo mortal do homem é a miséria. O estado de direito, consectário da igualdade, não pode conviver com estado de miséria. Mais miserável do que os miseráveis é a sociedade que não acaba com a miséria”.
Na sua fala, o então presidente da Constituinte destacou também que “a Federação é a unidade na desigualdade, é a coesão pela autonomia das províncias. Comprimidas pelo centralismo, há o perigo de serem empurradas para a secessão. É a irmandade entre as regiões. Para que não se rompa o elo, as mais prósperas devem colaborar com as menos desenvolvidas. Enquanto houver Norte e Nordeste fracos, não haverá na União Estado forte, pois fraco é o Brasil”.
Para o deputado federal Ulysses Guimarães (SP), falecido em outubro de 1992 num misterioso acidente aéreo sobre o mar de Angra dos Reis (RJ), “as necessidades básicas do homem estão nos Estados e nos Municípios. Neles deve estar o dinheiro para atendê-las. A Federação é a governabilidade. A governabilidade da Nação passa pela governabilidade dos Estados e dos Municípios. O desgoverno, filho da penúria de recursos, acende a ira popular, que invade primeiro os paços municipais, arranca as grades dos palácios e acabará chegando à rampa do Palácio do Planalto”.
Segundo o político paulista, “a democracia é a vontade da lei, que é plural e igual para todos, e não a do príncipe, que é unipessoal e desigual para os favorecimentos e os privilégios. Se a democracia é o governo da lei, não só ao elaborá-la, mas também para cumpri-la, são governo o Executivo e o Legislativo. O Legislativo brasileiro investiu-se das competências dos Parlamentos contemporâneos. É axiomático que muitos têm maior probabilidade de acertar do que um só. O governo associativo e gregário é mais apto do que o solitário. Eis outro imperativo de governabilidade: a coparticipação e a corresponsabilidade”.
Ainda no discurso de Ulysses na sessão do Congresso: “a vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do Presidente da República ao Prefeito, do Senador ao Vereador. A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”.
A redação da nova Carta contou com a participação ativa de parlamentares constituintes e de brasileiros fora da Assembleia Constituinte, gerando mais de 61 mil emendas e 122 emendas populares.
Mas, o que parecia ter o apoio dos brasileiros democratas, a redação final da nova Carta foi rejeitada, em 22 de setembro de 1988, pela bancada do PT na Assembleia Nacional Constituinte, composta por 15 ou 16 deputados, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva. Os petistas a consideraram conservadora e insuficiente para os interesses da classe trabalhadora. Segundo os partidários de Lula, a Constituição Cidadã também protegia fortemente a propriedade privada, mantinha a tutela dos militares e se insurgia contra a ordem econômica conservadora.
Apesar de votarem “não” ao mérito do texto, a direção do partido decidiu que a bancada assinaria a ata e o documento final para cumprir o papel institucional, legitimando a participação na Assembleia Constituinte. Hoje, esta assinatura é de pouca valia, pois o PT e o puxadinho do STF, que deveria ser o guardião da Carta Magna, violam em larga escala o que foi acertado com o povo brasileiro em 1988. É isso.
Coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) deu algumas orientações ao candidato para o debate da TV Globo, marcado para a noite da sexta-feira (23/10). As informações são do portal Metrópoles.
Uma das principais dicas de Marinho foi para Flávio focar na apresentação de propostas, algo que passou longe do foco do candidato do PL e do presidente Lula (PT) durante o debate da Band, no domingo (18/10).
Marinho também orientou Flávio a se preparar mais para responder as perguntas e acusações feitas por Lula ao longo do debate da Globo, sem desviar do assunto, como fez no confronto anterior. Segundo fontes da campanha de Flávio, o coordenador-geral avalia que o candidato do PL dominou mais o formato do debate da Band, mas teve um desempenho aquém do esperado no conteúdo.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), deu início ao segundo ciclo de inscrições do Edital Recaatingar, que seleciona projetos voltados à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. A chamada pública conta com cerca de R$ 30 milhões nesta etapa e tem como foco ações que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar, geração de renda e adaptação às mudanças climáticas em nove estados.
O primeiro ciclo selecionou sete propostas nos estados de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, Alagoas e Piauí. Rio Grande do Norte e Sergipe também estão entre os estados prioritários no segundo ciclo. O resultado completo da primeira etapa do Edital Recaatingar pode ser consultado no site da iniciativa.
As propostas classificadas, mas não contempladas por insuficiência de recursos, serão automaticamente consideradas no segundo ciclo, mantendo a nota recebida na primeira etapa. Essas instituições também poderão reapresentar suas propostas com melhorias para tentar elevar a pontuação. Propostas que não conseguiram se classificar e novas iniciativas também poderão ser inscritas nesta etapa.
A iniciativa integra o programa Floresta Viva 2, dedicado à restauração ecológica com espécies nativas, à restauração produtiva e à conservação de ecossistemas nos biomas brasileiros, com exceção da Amazônia.
“O Edital Recaatingar cria condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com segurança hídrica, produtiva e ambiental, ao mesmo tempo em que apoia a agricultura familiar, gera renda e recupera áreas degradadas”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Para o diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire, a iniciativa também contribui para conciliar conservação ambiental e desenvolvimento regional. “Recuperar a Caatinga é também criar oportunidades de renda e fortalecer as atividades produtivas sustentáveis no Semiárido”, afirma.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 47% de Lula (PT), segundo pesquisa da Gerp Mercadologia, divulgada ontem. A diferença de 6 pontos percentuais é considerada estatisticamente significativa. O instituto Gerp foi um dos poucos que apontaram a vitória de Flávio em primeiro turno, com números que praticamente se confirmaram: 46% a 44% para o petista. Todos os demais institutos previam vitória de Lula na votação de 4 de outubro.
Os votos válidos excluem respostas de eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos ou que não souberam responder. Em relação ao levantamento anterior da Gerp, divulgado em 16 de outubro, Flávio subiu 1 ponto percentual (de 52% para 53%), enquanto Lula caiu 1 ponto (de 48% para 47%). As variações estão dentro da margem de erro.
Intenção de voto estimulada (todos os entrevistados)
Flávio Bolsonaro (PL): 50%
Lula (PT): 45%
Nenhum dos candidatos: 2%
Não sabe/não respondeu: 2%
(A soma chega a 99% por causa de arredondamentos).
A pesquisa ouviu 2.400 eleitores por telefone em todo o Brasil, entre os dias 19 e 21 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03835/2026 e teve custo de R$ 15 mil, pago com recursos próprios do instituto.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Outras fontes que repercutiram a mesma pesquisa apontam rejeição de 49% a Lula e 46% a Flávio no cenário de segundo turno.
A três dias do 2º turno da eleição, pesquisa PoderData/Aya, divulgada hoje, mostra que as intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilaram 1 ponto percentual para baixo em 3 dias, enquanto as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram na mesma proporção. Agora, o candidato do PL tem 51% dos votos válidos, ante 49% do petista. Essas variações foram dentro da margem de erro do levantamento, o que significa que os candidatos podem estar no mesmo lugar, em empate técnico.
A pesquisa foi realizada de 19 a 21 de outubro, com 4.000 entrevistas e margem de erro de 1,6 ponto percentual.
O estudo capta os impactos dos desdobramentos políticos da última semana, que incluem a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN, na noite de sábado (17.out), com críticas a Lula, e o debate entre os 2 candidatos, realizado pela Band no domingo (18.out). Capta também uma onda de propagandas negativas de Lula contra Flávio nas redes sociais, bem como o disparo do governo federal de milhões de mensagens via WhatsApp para beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais. Clique aqui e confira o levantamento na íntegra.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) busca no Nordeste votos de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno e de moradores insatisfeitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha quer diminuir a vantagem de Lula na região para ampliar a dianteira nacional na votação de domingo (25/10). As informações são do portal Metrópoles.
O trabalho foi dividido entre o presidenciável e aliados capazes de reunir público sem a presença dele. Flávio participou de uma agenda em Fortaleza nessa quarta-feira (21/10). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que passou por Salvador, Teresina e Aracaju, tem caminhada prevista no Recife na quinta (22/10) e outra mobilização na capital cearense na sexta (23/10), com o deputado federal André Fernandes (PL-CE).
Os eventos com trios elétricos, chamados de Bloquinho do 22, mantêm os apoiadores nas ruas enquanto o candidato também se prepara para o debate da TV Globo. Na internet, o parlamentar mineiro assumiu uma outra frente de mobilização.
Nikolas tem procurado alcançar quem ainda pode mudar de voto com publicações de relatos sobre supostas dificuldades financeiras e frustrações com promessas do governo petista para a região.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nessa quarta, mostra que Lula conserva ampla liderança entre os nordestinos: tem 61% das intenções de voto, contra 31% de Flávio. No país, porém, a diferença é de apenas um ponto, com 45% para o senador e 44% para o presidente, em empate técnico.
No primeiro turno, em 4 de outubro, o petista liderou na região, que concentra 43,5 milhões de eleitores, ou 27,42% do total brasileiro. Lula teve cerca de 21,5 milhões de votos no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou mais de 10,4 milhões.
O esforço bolsonarista nos estados nordestinos busca prolongar um movimento registrado na primeira etapa da corrida presidencial. Flávio cresceu na região, ao passo que Lula perdeu votos.
Flávio Bolsonaro recebeu 1,6 milhão a mais que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na comparação com a disputa de 2022. O crescimento foi de 18,3%. A participação nos votos válidos passou de 26,97%, com o pai, para 30,85%, com o filho.
Lula venceu nos nove estados, chegando a 63,77% dos votos válidos. O petista, porém, perdeu cerca de 259 mil votos na comparação com o resultado do primeiro turno de 2022.
Como no primeiro turno, Lula só lidera no Nordeste
Na eleição passada, Lula despachou Bolsonaro (PL), o único presidente não reeleito desde o processo de redemocratização, por apenas um ponto percentual, graças à enxurrada de votos dos nordestinos, enquanto o Sul votou em peso em Bolsonaro e boa parte do Sudeste também, as duas regiões que concentram a maioria dos eleitores no País.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
Na penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno, no próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve ampla vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) no Nordeste, enquanto o senador permanece à frente nas demais regiões do país.
No Sudeste, Flávio marca 48% das intenções de voto, enquanto 39% dizem votar em Lula. A distância entre eles caiu em uma semana — eles marcavam 49% e 38%, respectivamente. Já no Nordeste, o petista manteve 61% e o bolsonarista variou de 32% para 31%.
No Sul, por sua vez, o senador permanece com 61% e Lula variou de 30% para 28%. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, Flávio variou de 50% para 49% e o petista passou de 42% para 41%. Ao longo da campanha, ambos os candidatos intensificaram agendas no Sudeste e Nordeste.
Enquanto Flávio atua para manter a dianteira na região com maior eleitorado do país, o petista atua para preservar a ampla vantagem no berço eleitoral do PT. A pesquisa também mostra Flávio criando vantagem entre os jovens, mas perdendo espaço na faixa etária mais numerosa do instituto, que inclui os brasileiros de 35 a 59 anos.
Além do recorte por idade, a sondagem mantém alguns padrões. O presidente Lula vai melhor entre as mulheres, e Flávio, no eleitorado masculino. Na leitura por renda, o petista segue como o preferido dos mais pobres, embora tenha oscilado dois pontos para baixo, e é citado por 51% dos que ganham até dois salários mínimos por mês.
O bolsonarista tem 37%. Já entre os mais ricos acontece o oposto: Flávio segue à frente, mas variou para baixo e tem 50%, contra 39% do candidato à reeleição. Os pesquisadores da Quaest foram às ruas entre os dias 17 e 20 de outubro. Ocorreram 2.154 entrevistas, feitas pessoalmente.
OFENSIVA NO SOCIAL – A três dias do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu concentrar sua ofensiva final na tentativa de conquistar eleitores de baixa renda, segmento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem. A estratégia prevê ampliar o espaço dedicado à defesa de benefícios sociais e à apresentação de propostas econômicas nos discursos do candidato, na propaganda eleitoral e no debate da Globo, marcado para amanhã. A movimentação inclui a divulgação de vídeos gravados com cantores sertanejos e uma “superlive” com influenciadores digitais.
Teimoso e trabalhoso – Integrantes da campanha de Lula avaliaram que o presidente está “teimoso”, após o desempenho dele no debate da Band contra Flávio Bolsonaro, no último domingo. Não é que ele tenha resistido ao treinamento para o confronto. Lula até fez, “mas cumprir é outra história”, comentou um auxiliar, segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo.
Sem bloqueio – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, afirmou ao Globo que o tribunal não vai bloquear todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores à eleição. “Não haverá alteração alguma. Não marquei reunião para discutir o assunto nem vou marcar. Sou contra alterações de última hora nas regras, às vésperas da eleição”, disse. A proposta, de autoria de Mendonça, atingiria em cheio o Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones que já tem mais de 7 milhões de inscritos e tem conseguido mobilizar a esquerda nas redes.
Hoje tem Datafolha – O Datafolha divulga, hoje, nova pesquisa sobre a intenção de voto no segundo turno da eleição presidencial, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a partir das 19h. Levantamento divulgado no último dia 15 apontou que o candidato do PL tinha 51% dos votos válidos no segundo turno, ante 49% do petista, configurando assim um empate técnico dentro da margem de erro. O período de coleta da nova pesquisa é de 20 a 22 de outubro, com 2.520 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09709/2026.
Primeira vitória política de Victor – A nova Mesa Diretora da Câmara do Recife, eleita ontem, reforça a presença da base do prefeito Victor Marques (PCdoB) no comando do Legislativo. Os dois principais cargos do colegiado, de presidente e de primeiro-secretário, serão ocupados por dois aliados fiéis da gestão municipal, Samuel Salazar (MDB) e Marco Aurélio Filho (PV), respectivamente. Dos nove vereadores escolhidos para o biênio 2027-2028, oito integram o campo governista. A única exceção é Fred Ferreira (PL), eleito terceiro vice-presidente. Samuel deixa a liderança do Governo, função que exerceu nos últimos anos e na qual esteve diretamente envolvido na interlocução entre a Prefeitura e os vereadores, primeiro durante a gestão de João Campos e, mais recentemente, com Victor Marques.
CURTAS
CASA DA MULHER – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve no Recife prestigiando a formatura da turma do Projeto Asas para o Futuro. Visitou a obra da Casa da Mulher Brasileira no bairro do Cordeiro. Eixo do programa “Mulher Viver sem Violência”, a Casa da Mulher Brasileira está em processo de construção no bairro do Cordeiro. De acordo com a ministra, o investimento é de R$ 17 milhões.
ALIENAÇÃO – Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, a virada de Lula só acontecerá se a campanha conseguir reduzir a alienação eleitoral, assim como fez Dilma Rousseff em 2014. Segundo ele, a alienação eleitoral é a soma do número de abstenções e dos votos nulos e brancos.
RETRATO DE 26 – No primeiro turno das eleições 2026, foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e quase seis milhões que não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis. Em 2022, a soma das abstenções e dos nulos e brancos caiu somente 0,21% entre o primeiro e o segundo turno.
Perguntar não ofende: Como virão hoje os números do Datafolha?