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Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que vai ao ar logo mais, às 18h, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), disparou contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). O parlamentar, que foi relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os desvios no INSS, teria sido essencial para que os trabalhos no colegiado tivessem se perdido. O relatório de Gaspar foi rejeitado pela comissão.
“Até tentei falar pouco sobre isso, primeiro pelo respeito que tenho ao Parlamento e ao instituto da CPMI. Meu receio era que houvesse uma demasiada participação do envolvimento político no dia a dia da comissão, e foi de fato o que aconteceu. Muito embora o presidente Carlos Viana (senador pelo Podemos-MG) procurou ser equilibrado na medida do possível, o relatório para mim foi um desastre. Foi um relatório completamente caricato, ele (Gaspar) se vestiu de promotor de justiça, perdeu a condição de conduzir de forma equilibrada e não conseguiu a aprovação do relatório”, disparou Wolney.
Leia mais“Um relator precisa conduzir de forma a conquistar o respeito do plenário, dos membros, para quando apresentar o relatório este seja incontestável, denso, técnico, equilibrado. Na hora em que ele se mete na discussão, com clara tendência política exacerbada na condução, perde a condição de sensibilizar. Ficou uma CPMI sem relatório, depois de tanto tempo de dedicação. Não havia condição de aprovar um relatório malfeito, sem provas, midiático e de espetacularização. Eu diria que a CPMI podia ter ido mais além”, completou o ministro.
A entrevista completa com Wolney Queiroz será transmitida das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Diana Câmara
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar um dos principais desafios das Eleições de 2026. Se, de um lado, a tecnologia amplia as possibilidades de comunicação entre candidatos e eleitores, de outro, inaugura riscos inéditos para a autenticidade da propaganda eleitoral.
O primeiro caso de maior repercussão nacional já chegou à Justiça Eleitoral. A utilização de um vídeo produzido por inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz de uma liderança política em apoio a uma candidatura provocou o debate sobre os limites do uso da IA nas campanhas.
Leia maisMais importante do que o caso concreto é a discussão jurídica que ele inaugura.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral, competente para apreciar as ações relativas à eleição presidencial, poderá servir como importante parâmetro para os Tribunais Regionais Eleitorais no julgamento das inúmeras controvérsias que certamente surgirão durante o processo eleitoral.
A regulamentação do TSE não proibiu a inteligência artificial. Ao contrário, reconheceu que ela faz parte da nova realidade das campanhas. O que a norma combate é a manipulação da realidade por meio da chamada deepfake.
A Resolução nº 23.610/2019, com as alterações promovidas para as Eleições de 2026, permite o uso de conteúdos produzidos por inteligência artificial em diversas situações, desde que haja identificação clara de que aquele material foi artificialmente criado ou alterado.
Contudo, a lógica muda completamente quando a tecnologia passa a fabricar uma manifestação política que nunca existiu.
A resolução proíbe a utilização de conteúdos sintéticos capazes de criar ou alterar a imagem ou a voz de pessoa viva, falecida ou até mesmo fictícia para favorecer ou prejudicar candidatura. Nesses casos, a simples informação de que o vídeo foi produzido por inteligência artificial não é suficiente para afastar a irregularidade.
A questão é simples: uma coisa é utilizar IA para melhorar a comunicação da campanha. Outra, completamente diferente, é fazer alguém dizer aquilo que jamais disse.
O debate ganha contornos ainda mais delicados quando pensamos na utilização da imagem de pessoas já falecidas.
Imagine uma campanha eleitoral que reproduza, por inteligência artificial, a imagem de um ex-presidente, de um ex-governador ou de um líder político já falecido declarando apoio a determinado candidato.
Embora a tecnologia permita esse tipo de produção com impressionante grau de realismo, a legislação eleitoral brasileira caminha em sentido contrário.
Além de mencionar expressamente a proteção da imagem e da voz de pessoas falecidas, a própria Justiça Eleitoral já enfrentou situação semelhante nas eleições municipais de 2024, quando determinou a retirada de vídeo produzido por inteligência artificial que recriava a interação entre um candidato e seu avô falecido, ex-prefeito da cidade.
A preocupação da Justiça Eleitoral é evidente: impedir que a inteligência artificial seja utilizada para criar fatos políticos inexistentes e influenciar emocionalmente o eleitor.
Também merece reflexão a hipótese de utilização de registros históricos verdadeiros.
É perfeitamente possível que campanhas utilizem fotografias, discursos ou gravações autênticas de lideranças políticas. O problema surge quando esses registros são modificados pela inteligência artificial para atribuir ao personagem declarações, gestos ou manifestações de apoio que jamais existiram.
Nesse momento, deixa-se de preservar a memória histórica para criar uma realidade artificial.
As consequências jurídicas podem ser expressivas.
Além da retirada imediata do conteúdo e do eventual direito de resposta, a utilização irregular de deepfake poderá fundamentar ações por abuso de poder ou uso indevido dos meios de comunicação, sem prejuízo de outras responsabilidades previstas na legislação eleitoral e civil
A inteligência artificial representa uma extraordinária ferramenta de inovação. Pode ampliar a acessibilidade, facilitar a comunicação e aproximar candidatos do eleitorado.
Mas ela não pode substituir a verdade.
A democracia pressupõe que o eleitor saiba quem realmente falou, quem efetivamente declarou apoio e quais manifestações ocorreram no mundo real. Quando a tecnologia passa a fabricar pessoas, discursos e posicionamentos políticos, deixa de servir à democracia para colocar em risco um de seus pilares: a autenticidade da vontade popular.
O primeiro grande julgamento envolvendo inteligência artificial poderá estabelecer os contornos da propaganda eleitoral digital nos próximos anos. Mais do que decidir um caso específico, o Tribunal Superior Eleitoral terá a oportunidade de definir quais são os limites éticos e jurídicos para o uso da IA nas eleições brasileiras.
Em um cenário em que a tecnologia evolui em velocidade muito superior à legislação, caberá à Justiça Eleitoral assegurar que a inteligência artificial continue sendo uma ferramenta de comunicação e nunca um instrumento para fabricar a realidade.
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A nova pesquisa do Ipespe para o Senado trouxe uma curiosidade que vem se repetindo e que já começa a chamar atenção: a situação do neodireitista Túlio Gadêlha (PSD). Na numerologia, o número 5 reúne características positivas e negativas. Politicamente, inclusive, o simbolismo do 5 pode ser interessante: é o número de quem se movimenta, muda de posição, experimenta alianças e procura novos caminhos, mas, justamente por isso, pode passar uma imagem de inconstância quando as mudanças são excessivas. E parece que a numerologia resolveu funcionar para Túlio Gadêlha.
Desde as primeiras pesquisas em que apareceu como pré-candidato ao Senado, ele não sai do lugar. Não consegue ultrapassar a barreira dos 5%. É como se tivesse encontrado no número 5 não apenas um percentual, mas um verdadeiro endereço eleitoral.
Túlio, que se afastou de seu antigo campo político, a esquerda, passou a fazer acenos cada vez mais explícitos à direita e tentou construir uma nova identidade política. Se a numerologia estiver certa, pelo menos uma característica do número 5 está funcionando perfeitamente para ele: a instabilidade.
Um levantamento de intenção de votos realizado pelo Instituto Falpe Pesquisas aponta Renan Calheiros (MDB) como candidato preferido dos alagoanos para assumir o Senado Federal. Os dados foram publicados nesta semana. Segundo a pesquisa, os números revelam que Renan Calheiros aparece em primeiro lugar, tanto no cenário de primeiro voto, quanto na soma do primeiro e do segundo votos, consolidando sua posição na preferência do eleitorado alagoano.
No cenário de primeiro voto para o Senado, o candidato emedebista tem 26,5% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os demais concorrentes. Alfredo Gaspar aparece com 16,25%, seguido por Arthur Lira, com 12,75%. Quando considerada a possibilidade de o eleitor escolher dois candidatos ao Senado, Renan Calheiros amplia sua vantagem e chega a 38,25% das intenções de voto, permanecendo na liderança. Arthur Lira aparece com 26,75%, enquanto Alfredo Gaspar registra 24,75%.
Leia maisAo comentar o resultado do Instituto Falpe Pesquisas, o senador Renan Calheiros disse que recebe a manifestação de confiança da população com humildade e senso de responsabilidade. “Recebo esse resultado com muita gratidão e, acima de tudo, com a responsabilidade de continuar trabalhando por Alagoas. A confiança dos alagoanos é fruto de uma trajetória de dedicação ao nosso Estado, da defesa dos municípios, da luta por investimentos e da construção de soluções para melhorar a vida das pessoas”, disse o senador.
Pesquisa Falpe
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 20 de julho de 2026, ouvindo 5.000 eleitores em municípios das zonas urbana e rural de Alagoas. O levantamento possui margem de erro de 1,38 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A Falpe registrou a pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o cargo de Presidente da República sob o número BR-01239/2026 e, para cargos de Governador e Senador sob o número AL-08123/2026.
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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, é o entrevistado de hoje do podcast ‘Direto de Brasília’, projeto deste Blog em parceria com a Folha de Pernambuco. Na pauta, as propostas de corte nos juros do crédito consignado para aposentados, a meta de zerar a fila do INSS e a devolução do dinheiro dos aposentados surrupiado por uma quadrilha no escândalo do INSS.
Também a abertura de um crédito extraordinário, no valor de R$ 547 milhões, feita pelo presidente Lula (PT), para ressarcimento dos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social que sofreram descontos indevidos. Por iniciativa do Ministério, milhares de aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber, desde a semana passada, a devolução de valores descontados de forma irregular em seus benefícios.
Leia maisA devolução é resultado da Operação Sem Desconto, que identificou cobranças indevidas feitas por associações entre março de 2020 e março de 2025. Natural de Caruaru, Wolney se filiou ao PDT em 1992 e, no ano seguinte, se elegeu vereador, onde exerceu a vice-presidência da Câmara Municipal e presidiu a Comissão de Orçamento e Finanças. Em 1994, aos 21 anos, foi eleito deputado federal, tornando-se o parlamentar mais jovem do Brasil a ocupar aquela cadeira.
Já em 1995, foi escolhido vice-líder do PDT na Câmara dos Deputados, iniciando uma longa e destacada trajetória no Congresso Nacional. Com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wolney Queiroz e o PDT integraram a base aliada do novo governo, e ele assumiu o cargo de secretário Executivo do Ministério da Previdência Social, dedicando-se ao avanço dos debates previdenciários com foco na justiça social. Em maio de 2025, Wolney deu mais um passo significativo nessa missão ao ser empossado ministro da Previdência Social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A experiência brasileira desde a redemocratização demonstra que não se deve dar como favas contadas pesquisas faltando mais de três meses para a eleição. Em julho de 2018, por exemplo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha 33% das intenções de voto numa pesquisa do Ibope. Jair Bolsonaro (então no PSL) tinha 15%. Lula acabou preso e não disputou as eleições, que foram vencidas por Bolsonaro.
Agora, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) mostrou Lula com 42% no cenário estimulado de primeiro turno. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), tem 33%. A experiência mostra que muita água pode rolar por debaixo da ponte daqui até outubro. Mas a mesma pesquisa BTG/Nexus traz indicações que uma reversão do atual quadro de polarização entre Lula e Flávio vai ficando cada vez mais difícil. Eles estão muito à frente dos demais candidatos.
Leia maisA pesquisa até mostra movimentos entre os candidatos, mas em um ritmo muito pequeno. Que até podem não ter acontecido mesmo, se levada em conta a margem de erro. Lula subiu dois pontos, passando de 40% na rodada de 13 de julho para 42%. Mas voltou para o mesmo percentual que tinha na rodada de 29 de junho. Flávio caiu de 34% para 33%. Mas é o mesmo percentual que tinha na rodada de 15 de junho. Outras pesquisas mostram os dois líderes em percentuais parecidos.
Há possibilidade de esses movimentos de ascensão de Lula e de decréscimo de Flávio levarem a eleição a ser decidida no primeiro turno? Bem, Lula estaria a oito pontos percentuais dessa possibilidade. Flávio e os demais candidatos hoje somam 50%. Para Lula vencer no primeiro turno, ele precisaria ter a soma dos votos dos demais candidatos, descontados os votos nulos, em branco e as abstenções. Na BTG/Nexus, eles hoje somam exatamente 8%. A hipótese tem, porém, um problema: a pesquisa aponta alta certeza dos votos.
Segundo a BTG/Nexus, 73% dos entrevistados dizem já ter decidido o seu voto, e afirmam que não irão mudar. Esse percentual aumentou três pontos com relação à rodada anterior, mas já foi maior em 29 de junho: 74%. Em contrapartida, o percentual de quem admite poder mudar de voto caiu quatro pontos, de 29% para 25%. Voltou também ao patamar de 29 de junho.
Para Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, instituto responsável pela pesquisa, o cenário vai apontando mesmo para uma eleição polarizada, na qual a rejeição será o fator decisivo. Como, aliás, já acontecera em 2022 e também em 2018. “A eleição vai se consolidando cada vez mais em ser pró e anti-Lula”, observa Tokarski.
“Prova disso é que todos os demais candidatos mostram competitividade num eventual segundo turno contra Lula”, observa Marcelo Tokarski. Contra Flávio, Lula tem 47% e ele 43%. Flávio caiu um ponto. Contra Zema, 46% a 42% (Lula caiu um ponto e Zema subiu um). Contra Caiado, 45% a 43% (Lula caiu dois pontos, Caiado subiu cinco).
A própria leitura do percentual de rejeição das candidaturas será fator decisivo. Os dois nomes que despontam com larga vantagem têm, ambos, rejeição bem alta. Mas a rejeição de Flávio Bolsonaro é ainda mais alta que a de Lula. O percentual daqueles que dizem que não votariam em Lula é 48%. A rejeição de Flávio é de 50%.
Para onde irão, então, os eleitores dos demais candidatos? Se o raciocínio ideológico fosse preciso, a conclusão seria que a maioria desses votos iria para Flávio, uma vez que a maioria dos demais candidatos também têm perfil mais à direita. Mas não é bem assim que o raciocínio do eleitor se movimenta. Se fosse, não haveria alternância.
As eleições presidenciais movimentam-se, assim, na busca dos eleitores ainda indecisos que, a julgar pela pesquisa BTG/Nexus são hoje poucos. Mas ainda com potencial de determinar o resultado, como vimos. As convenções realizadas até agora mostram estratégias diferentes dos candidatos e partidos para conquistá-los.
O PL apostou no discurso “antissistema”. O PSD no discurso do “sistema”: é “tranquilidade e previsibilidade”. Romeu Zema do Novo foi nesta segunda em linha parecida à do PL: o cidadão até então fora da política que se move por indignação. Curioso é Lula hoje ser o “sistema”. Na oposição e para sua militância ainda, ele é contra.
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O movimento ‘Mulheres que Pensam o Brasil’, conduzido pela ‘Quero Você Eleita’, ‘Instituto Global ESG’, ‘Elas Pedem Vista’, ‘Elas no Poder’, dentre outras instituições, inicia, hoje, a entrega oficial da Carta das Mulheres para a Política aos pré-candidatos à Presidência da República. O médico, escritor e pré-candidato Augusto Cury será o primeiro a receber o documento, construído de forma colaborativa por mais de 400 lideranças e 80 instituições.
Suprapartidária, a iniciativa reúne 22 diretrizes prioritárias, tais como:
“A Carta é uma construção coletiva da sociedade civil. Vamos entregar o documento a todas as candidaturas presidenciais para registrar quem realmente está disposto a assumir compromissos concretos com a maioria da população no plano de governo”, destaca a advogada e cientista política Gabriela Rollemberg, idealizadora do projeto.
Segundo a advogada, as entregas serão documentadas publicamente até o dia 15 de agosto, data final para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Nosso objetivo estimular um diálogo transparente sobre compromissos reais com a representatividade feminina”.
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O deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) participou da 52ª EXPOCOSE (Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Sertânia) e celebrou o sucesso de uma das mais tradicionais feiras do agronegócio nordestino, realizada pela Prefeitura de Sertânia, sob a liderança da prefeita Pollyanna Abreu (PSD), em parceria com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Referência nacional na caprinovinocultura, a EXPOCOSE reúne criadores, produtores, expositores e visitantes de diversas regiões do Brasil, impulsionando a economia local, fortalecendo a produção rural e valorizando um dos setores mais importantes para o Sertão pernambucano.
Leia maisDurante a visita ao evento, Clodoaldo destacou a importância da feira para o desenvolvimento regional e parabenizou a gestão municipal pela organização de mais uma edição de sucesso. “A EXPOCOSE é um patrimônio de Sertânia e de Pernambuco. É um evento que fortalece o homem e a mulher do campo, gera emprego, renda e oportunidades, além de projetar o potencial do nosso Sertão para todo o Brasil. Parabenizo a prefeita Pollyanna Abreu, a governadora Raquel Lyra e todos os envolvidos pela realização de mais uma grande edição”, afirmou o parlamentar.
Clodoaldo ressaltou que o fortalecimento da agropecuária e da agricultura familiar passa pelo incentivo a iniciativas que promovam conhecimento, negócios e valorização dos produtores rurais. Segundo ele, a EXPOCOSE cumpre esse papel ao unir tradição, inovação e desenvolvimento econômico.
O deputado também destacou a importância da parceria entre a Prefeitura de Sertânia e o Governo de Pernambuco para ampliar investimentos e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do município. Segundo Clodoaldo, a união de esforços entre a prefeita Pollyanna Abreu e a governadora Raquel Lyra tem contribuído para impulsionar ações que beneficiam a população sertaniense e fortalecem o potencial econômico da região.
O parlamentar também reafirmou seu compromisso de continuar trabalhando em Brasília para viabilizar recursos e iniciativas que contribuam para o crescimento de Sertânia, especialmente por meio do fortalecimento do setor agropecuário e da geração de oportunidades para quem vive e produz no campo.
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Por Inácio Feitosa*
Há uma honestidade que só se conquista quando se muda de lugar. Já fui oposição na OAB Pernambuco. Depois, estive dentro da gestão de Ingrid Zanella, à frente da criação da OAB Editora – a primeira editora de uma seccional da advocacia no país. Hoje, observo a advocacia pernambucana de fora, sem cargo, sem chapa e sem interesse. É desse lugar – de quem já discordou, já colaborou e agora analisa à distância – que afirmo com convicção: a advocacia estará ao lado de Ingrid e consolidará a união da classe nas eleições de 2027.
A primeira em 93 anos
Ingrid Zanella é a primeira mulher a presidir a OAB Pernambuco em 93 anos de história. Chegou pela porta da frente, com a maior votação já registrada na seccional – mais de onze mil votos –, num pleito disputado contra dois adversários. Não foi ungida por ninguém: foi escolhida pela advocacia. Assumir a OAB em tempo de aperto orçamentário, com anuidade contida por anos e uma categoria pressionada pela precarização, e ainda entregar resultados concretos, não é obra do acaso. É competência, método e coragem.
Leia maisA grande vitória da advocacia da ativa
Valorizo o que se mede por resultado. Por isso destaco a realização que fala diretamente ao bolso e à dignidade de quem exerce a profissão todos os dias: a advocacia da ativa, que vive dos próprios honorários. Sob a liderança de Ingrid, Pernambuco tornou-se pioneiro com a legislação que assegura o destaque dos honorários advocatícios – inclusive nos processos administrativos, aprovada por unanimidade em parceria com o poder público. É segurança jurídica para o advogado e o reconhecimento, na prática, de que honorário não é favor: é a natureza alimentar do trabalho da advocacia. A isso se somam a diretoria de prerrogativas, os mutirões de RPVs e precatórios, a defesa da inscrição suplementar contra a concorrência desleal, o aplicativo que aproximou os serviços da Ordem do advogado e a Editora, que democratizou a produção de conhecimento jurídico e cultural da classe. Gestão que entrega. Gestão que faz.
Independência não se herda: exerce-se
Há quem tente reduzir esta gestão a uma suposta continuidade de grupos do passado. Não há como sustentar a tese: quem conhece a história política da Ordem sabe que aqueles grupos encerraram sua vida útil há muito tempo. Ingrid não pertence ao grupo A, ao grupo B nem ao grupo C. É totalmente independente e autônoma, e exerce uma liderança de alcance e articulação extraordinários, sem se curvar a padrinhos. Essa independência é a garantia de que a OAB seguirá sendo a casa de toda a advocacia, e não o quintal de facção alguma.
Do Cais ao Sertão
Sou do Sertão e faço questão de dizê-lo. Por isso reconheço o compromisso desta gestão de valorizar igualmente o Cais e o Sertão – de estar em Petrolina, São José do Egito e Ouricuri com a mesma seriedade com que se está no Recife. A interiorização deixou de ser promessa para virar prática de gestão. Defendo a reeleição de Ingrid Zanella por três razões: a certeza de uma gestão equilibrada e madura; a valorização efetiva do Sertão e do Cais, sem hierarquia entre regiões; e a aposta num projeto que inclui todos os segmentos da advocacia – a jovem e a experiente, a pública e a privada, a mulher advogada, o interior e a capital, o grande escritório e o profissional autônomo. Uma OAB que não escolhe uma parte da classe: representa a classe inteira.
2027 será um momento de escolhas, e escolhas responsáveis também sabem reconhecer o que funciona. Quando há trabalho, resultados e um caminho que se consolida, a continuidade deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma decisão de responsabilidade. Falo como quem já foi voz dissonante e, por isso mesmo, tem autoridade para reconhecer o acerto. Por convicção, e não por conveniência, é do lado de Ingrid que estarei.
*Advogado, mestre em Educação pela UFPE e escritor
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A ala radical adorou. A moderada, não. A radical avaliou que a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, ajudou a incendiar os bolsonaristas durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Os moderados têm outra visão. Consideram que Milei foi grosseiro e isso pesa contra Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes. As informações são do Blog do Valdo Cruz.
Leia mais“Estamos precisando atrair eleitores, como os independentes, os que já estão conosco vão continuar, as pesquisas mostram isso”, diz um líder da cúpula do PL que não gostou nem um pouco da presença de Javier Milei na convenção do PL.
Para cúpula do PL, a última pesquisa Datafolha mostrou a resiliência de Flávio Bolsonaro, não perdendo apoio significativo mesmo depois de um período de crise intensa na sua campanha.
Os integrantes da cúpula entendem que é preciso mobilizar a militância do PL, mas não adotando um estilo radical demais que acabe garantindo a ida para o segundo turno, por outro lado afaste os eleitores independentes.
A ala radical da campanha de Flávio Bolsonaro está prejudicando o trabalho feito no início do ano para vender a imagem de que o senador é o Bolsonaro moderado, que tomou vacinas e não seria explosivo como o pai. O próprio agora candidato tem se posicionado numa posição mais radical.
Dentro da campanha, o maior temor segue sendo o surgimento de novidades sobre o relacionamento do candidato com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Interlocutores da campanha não gostaram nem um pouco da última novidade, sobre a emissão de notas fiscais do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro para um empresário com relações próximas a Vorcaro.
O entendimento é que o caso não é grave, mas não deixa de ser uma novidade sobre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, sendo que o candidato havia prometido que nada mais viria a público sobre a relação dos dois.
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Nota oficial
Este blog publicou, ontem, uma matéria sobre a antiga condenação de Tássio Bezerra, ex-gestor do município de Santa Cruz da Baixa Verde, em ação de improbidade administrativa, sobre a qual já foi interposto o recurso cabível, que certamente reformará a sentença baseada unicamente em possível irregularidade formal.
Apesar da própria sentença já ter reduzido o débito apontado na acusação, realizada por outro ex-gestor do município, de R$ 311 mil para R$ 31 mil, no recurso foi demonstrado que os comprovantes das viagens e os seus bons resultados para o município existem, e que não é comum prefeitos apresentarem estes relatórios, sendo uma irregularidade meramente formal, desprovida de dolo e de dano ao patrimônio público.
Temos, assim, a certeza de que a sentença será reformada, à luz da nova Lei de Improbidade Administrativa, que exige responsabilidade objetiva e efetivo dano ao patrimônio para a configuração de improbidade.
Tássio Bezerra
Ex-Prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde (2013-2020).
O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.
Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%. As informações são do Blog da Folha.
A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.
Apoio
A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.
Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.
Avaliação
Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.
Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.
O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.
