Senadores e deputados repercutem nas redes sociais a sessão desta quarta-feira (30) do Congresso Nacional que decidirá se será mantido o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes em 2023, o chamado PL da Dosimetria.
Até a publicação desta reportagem, a sessão seguia em andamento. O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou no X que “bandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro”. Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou na mesma rede social a possibilidade de derrubada do veto como “parte do sequestro de todos os poderes da República pelo Legislativo”. As informações são do g1.
Leia maisBandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro. pic.twitter.com/q2Wlwjva8D
— Humberto Costa (@senadorhumberto) April 30, 2026
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu no X: “Contra a anistia aos golpistas: defender a democracia é defender o Brasil”. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), por sua vez, afirmou que a proposta tenta mascarar o real objetivo ao usar o termo “dosimetria”.
“O que a extrema direita articula no Congresso, ao pressionar pela derrubada do veto do presidente Lula, é mais uma tentativa de beneficiar os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro e esvaziar a responsabilização pelos crimes cometidos”, escreveu.
Ontem, o Senado negou a indicação de Jorge Messias ao STF.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) April 30, 2026
Hoje, o Congresso vai tentar derrubar o veto ao PL da “Dosimetria” e impedir que criminosos e corruptos sejam punidos.
E isso tudo faz parte do sequestro de todos os poderes da República por parte do poder Legislativo.…
Direita elogia discurso de Flávio
Entre parlamentares da direita, os deputados Júlia Zanatta (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) comentaram nas redes sociais o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a sessão que votará o PL da Dosimetria.
“Um jovem me mandou mensagem dizendo que o Flávio estava ‘farmando aura’ na sessão. Como sou uma jovem senhora, fui obrigada a perguntar o que seria ‘farmar aura’. Então, ele me respondeu: ‘farmar aura’ é uma expressão que significa acumular carisma, moral. É isso mesmo, jovens?”, escreveu Zanatta.
Um jovem me mandou dizendo que o Flávio estava “farmando aura na sessão”.
— Júlia Zanatta (@apropriajulia) April 30, 2026
Como sou uma jovem senhora fui obrigada a perguntar o que seria “farmar aura” e então ele me respondeu:
“farmar aura” é um expressão que significa acumular carisma, moral.
É isso mesmo, jovens? pic.twitter.com/fn4O9zNBZp
Durante a sessão, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete integrantes do “escritório do crime”.
A fala faz referência à mãe e à mulher do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes da organização criminosa suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). As mulheres eram funcionárias de Flávio até 2018.
Em resposta, o senador, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “nunca foi condenado a nada” e fez um aceno eleitoral aos colegas parlamentares.
“Tudo o que o Brasil não precisa é desse ódio. Se for da vontade de Deus, eu vou governar esse país para todo mundo, inclusive para quem me xinga nessa tribuna com mentiras e calúnias”, declarou.
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