Se não pagar os precatórios do Fundef devido aos professores, a governadora poderá ter implicações jurídicas, segundo o deputado Fernando Rodolfo (PL). Confira amanhã na edição impressa da Folha de Pernambuco.
Se não pagar os precatórios do Fundef devido aos professores, a governadora poderá ter implicações jurídicas, segundo o deputado Fernando Rodolfo (PL). Confira amanhã na edição impressa da Folha de Pernambuco.
Do UOL
O ministro do STF Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que Romeu Zema seja investigado no inquérito das fake news após o ex-governador divulgar um vídeo satírico sobre ministros do STF.
Gilmar enviou a Moraes uma notícia-crime e uma representação pedindo apuração sobre a postagem feita por Zema nas redes sociais. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo UOL.
Leia maisMoraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aguarda manifestação antes de decidir se inclui Zema no inquérito. O procedimento tramita sob sigilo.
Vídeo compartilhado por Zema mostra uma conversa entre dois bonecos que representariam Gilmar e Dias Toffoli. No roteiro, o fantoche atribuído a Toffoli pede que o outro anule quebras de sigilo aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado e recebe uma cobrança em troca: “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, diz o personagem.
Críticas de Zema ao STF
Nas últimas semanas, Zema elevou o tom contra o Supremo em discursos e entrevistas, já como pré-candidato à Presidência. Em evento em 13 de abril, ele disse: “O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro”.
Zema também citou Moraes e Toffoli ao defender punições mais duras a ministros. Na semana passada, afirmou que eles “não merecem só impeachment, eles merecem prisão”.
Embate público com Gilmar
Gilmar e Zema já trocaram críticas nas redes sociais após declarações do ex-governador contra o STF. O ministro lembrou que Zema acionou a Corte para adiar parcelas da dívida de Minas Gerais com a União. Zema respondeu dizendo que a decisão do STF não poderia ser tratada como moeda de troca política. “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”, afirmou.
Leia menos
A Associação de Empresários do Brasil (AEBR) avançou, nas últimas semanas, em uma agenda estratégica de articulação nacional com representantes dos três poderes e lideranças empresariais. A mobilização foi liderada pelo presidente Fernando Mendonça e pelo vice-presidente André Pontes, com passagens por Brasília e São Paulo.
Em Brasília, a comitiva da AEBR cumpriu uma série de reuniões institucionais, incluindo visita ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, onde foram debatidos temas relacionados à responsabilidade na gestão pública e seus impactos diretos sobre o ambiente de negócios. A entidade também esteve na Câmara dos Deputados em encontros com o deputado federal Eriberto Medeiros e com o presidente da Casa, Hugo Motta.
Leia maisSegundo Fernando Mendonça, o objetivo da agenda foi ampliar o diálogo institucional e posicionar a AEBR como ponte entre o setor produtivo e o poder público. “Estamos em uma caminhada firme para que o empresário brasileiro seja ouvido, independentemente do porte do seu negócio. Defendemos um ambiente mais justo, com responsabilidade na gestão dos recursos públicos e mais segurança para quem gera emprego e renda”, afirmou. Ainda na capital federal, a entidade destacou a necessidade de união do empresariado nacional como pauta central.
Já em São Paulo, a agenda incluiu encontros com lideranças empresariais e institucionais. Na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, a diretoria da entidade foi recebida por nomes como Wilton Ruas, Fausto Longo e Sérgio Barbour.
Outro destaque da passagem por São Paulo foi o encontro com o empresário Janguiê Diniz, que reconheceu a atuação da AEBR e compartilhou experiências sobre gestão e expansão empresarial. A troca de conhecimentos reforça o compromisso da entidade com a capacitação e o fortalecimento do setor produtivo.
Para o presidente da AEBR, a atuação institucional da entidade também passa pela defesa de princípios fundamentais para o desenvolvimento econômico. “Defendemos a liberdade de imprensa, a responsabilidade dos gestores públicos e a construção de um ambiente favorável aos negócios. Precisamos evitar que empresários brasileiros busquem oportunidades fora do país por falta de condições internas. Nosso papel é defender quem emprega e movimenta a economia”, destacou Mendonça.
Leia menos
A ofensiva do governo Lula (PT) contra as apostas esportivas ganhou força na semana passada com a apresentação de um projeto para proibir as bets. Apesar disso, líderes partidários avaliam que a proposta dificilmente avançará no Congresso neste momento, com calendário apertado e eleições na mira.
Na reta final pré-campanha, o governo decidiu apostar contra as bets. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), protocolou um projeto para proibir as bets no Brasil, mirando nas chamadas “apostas de quota fixa”, que incluem plataformas digitais e aplicativos. O texto proíbe a exploração, operação, oferta, divulgação e publicidade desse tipo de aposta. A vedação também inclui a intermediação e o processamento de pagamentos, tanto em meios físicos quanto digitais, inclusive por empresas sediadas no exterior. As informações são do UOL.
Leia maisO projeto prevê punições para quem promover ou divulgar apostas. A proposta estabelece multas e possibilidade de reclusão para empresas e pessoas que incentivarem ou operarem esse tipo de atividade.
A proposta se dá em meio a uma subida de tom do presidente contra as apostas. “Se depender de mim, a gente fecha as bets”, afirmou o presidente, em entrevista na semana passada.
Uma preocupação eleitoral
Em ano eleitoral, nada é por acaso. O crescimento das bets no Brasil se entrelaça hoje com a principal preocupação econômica do governo: o endividamento das famílias. A equipe econômica viu as dívidas como o fator preponderante para o mau humor dos brasileiros com a política econômica do terceiro mandato, mesmo com melhorias nos números.
As bets estão no cerne da questão. Uma pesquisa do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da FIA Business School revelou que as apostas online se tornaram o principal fator de endividamento das famílias brasileiras, superando o impacto do crédito e dos juros no orçamento.
Lula tem criticado a modalidade. “O cassino está dentro da sua casa, está dentro da sua sala, está no celular do seu pai, no celular do seu avô, no celular da sua avó. Ou seja, induzindo as pessoas a fazerem apostas que não deveriam acontecer”, afirmou, em outra entrevista, na última semana.
Uczai cita isso em sua proposta. Em publicação nas redes sociais, o deputado disse que as bets “capturam a renda das famílias” e transformam um problema individual em uma questão coletiva.
A ofensiva já vinha sendo discutida pela bancada do PT. Segundo Uczai, havia duas alternativas em debate: proibir as apostas ou aumentar a tributação do setor, mas os deputados optaram pela proposta mais dura.
Não é prioridade
Ao UOL, líderes partidários avaliam que a proposta dificilmente avançará no Congresso neste momento. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a oposição já era contrária às apostas e criticou o governo, lembrando que a regulamentação foi sancionada na gestão Lula.
O líder do PDT, Mário Heringer (MG), também vê baixa chance de avanço. Segundo ele, o tema é relevante, mas não há espaço para votação neste momento, apesar de considerar que o crescimento das apostas virou um problema social. “Acho que é uma ideia, mas vejo pouca possibilidade de isso andar agora”, afirmou. Ele disse ainda que se arrependeu de ter votado a favor das apostas e avaliou que o modelo atual não gera empregos nem benefícios econômicos relevantes.
No centrão, a avaliação é que a proposta enfrenta dificuldades. O líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), disse que o Congresso pode avançar apenas em medidas contra apostas ilegais.
Segundo Coutinho, uma proibição total teria mais resistência. Ele afirmou que o próprio governo arrecada bilhões em impostos com as plataformas regulamentadas e que não chegou a analisar o texto do projeto.
O próprio presidente tem reclamado do lobby do setor no Congresso. “Eu sei que eles [empresas de bets] financiam [campanhas], eu sei que tem… Eu poderia até citar nomes, porque eu não sou policial. Mas todo mundo sabe quem são os deputados que estão envolvidos nisso, quem são os partidos que estão envolvidos nisso, quem são os senadores, todo mundo sabe.”
O governo arrecadou R$ 9,95 bilhões com bets em 2025. A receita veio da tributação de 12% sobre a receita bruta das apostas, além de impostos como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. A arrecadação deve aumentar nos próximos anos. O Congresso aprovou a elevação da alíquota para 13% em 2026, com previsão de aumento gradual até 15% em 2028, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.
O calendário legislativo também pesa contra o avanço da proposta. Parlamentares citam que o Congresso entra na segunda quinzena de abril com pauta carregada, seguida por maio com votações prioritárias e, depois, o período eleitoral, o que reduz o espaço.
Além disso, a pauta econômica tem dominado as discussões no Congresso. Líderes apontam que propostas como a redução da jornada de trabalho e outras medidas consideradas prioritárias tendem a ocupar o tempo disponível.
O tema das apostas já passou por diferentes fases no Congresso nos últimos anos. As bets foram legalizadas em 2018 e tiveram o marco regulatório ampliado em 2023, com regras de funcionamento e tributação.
Leia menos
Uma operação policial para prender chefes do Comando Vermelho que atuam no sul da Bahia provocou um intenso tiroteio na comunidade do Vidigal, na Zona Sul, na manhã desta segunda-feira (20).
Durante a ação, com investigação do Ministério Público da Bahia e apoio da Polícia Civil do Rio, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, foi liberada por volta das 6h50, com escolta da Polícia Militar a motoristas. As informações são do g1.
Leia maisMoradores relataram uma manhã de medo, com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Vídeos mostram um helicóptero da polícia sobrevoando o Vidigal em voos rasantes.
No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. A trilha de acesso ao ponto turístico — bastante procurado durante a madrugada para ver o nascer do sol — começa no alto da comunidade do Vidigal. Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, o grupo conseguiu deixar o local e desceu a comunidade em meio a blindados e carros da polícia.
Segundo os turistas, os guias orientaram que todos ficassem abaixados durante os tiros. “Claro que foi assustador, mas acho que foi tudo muito bem controlado pelos guias”, relatou uma turista portuguesa em entrevista ao Bom Dia Rio.
Alvo atua em Caraíva e fazia festa no Vidigal
Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participaram da operação, coordenada pelo MP da Bahia. O objetivo era cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho responsáveis pelo tráfico de drogas no sul baiano.
Segundo apuração da TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, o Dadá, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva e Trancoso. Em 2024, ele fugiu de um presídio na Bahia com outros 15 presos e passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, com a proteção do Comando Vermelho.

Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e neste feriadão recebia familiares e amigos para uma festa em uma casa. Monitorado pelo MP baiano, Dadá teve a movimentação identificada, o que levou à operação no Rio. Na fuga, por uma estreita passagem secreta, deixou parentes e amigos para trás.
Uma mulher, identificada como Núbia Santos de Oliveira, mulher do traficante Wallas Souza Soares, o Patola, foi a única presa na operação. Segundo a investigação, ela atuava na lavagem de dinheiro da facção.


A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) realiza, nos dias 6 e 7 de maio, no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), no Recife, o 15º Seminário Internacional de Qualidade do Ar Interior.
Dentre os participantes, estão representantes da Ashrae (sociedade técnica global dedicada ao avanço das artes e ciências de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração), Brasindoor (Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e Controle de Qualidade do Ar de Interiores), professores da Universidade de São Paulo (USP), além de técnicos e gestores da Embraer (Empresa Brasileira Aeronáutica) e da Caixa Econômica Federal.
Um dos destaques do seminário é Brian Monk, da Ashrae, que falará sobre a relação entre qualidade do ar interior nos ambientes de ensino e o funcionamento cognitivo dos alunos em instalações educacionais. Outros seminaristas confirmados são o professor Antonio Mariani, da USP, que também abordará o mesmo tema dentro do tratamento de ar nas salas de aula e Arthur Aikawa, representante da Brasindoor.
A programação inclui palestras e painéis sobre monitoramento do ar, projetos em desenvolvimento e impactos na saúde e no desempenho cognitivo. Também serão apresentados estudos de caso e soluções para ventilação e renovação do ar em espaços coletivos.
Por Marcus Prado*
Poucas publicações culturais em nosso idioma conseguem manter o vigor, a excelência temática e a relevância por tantas décadas como a revista Colóquio/Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Desde a sua fundação (1971), tem sido o ambiente onde os maiores intelectuais, poetas e ensaístas de Portugal, Brasil e demais países de língua oficial portuguesa se encontram.
O rigor e a curadoria singular dessa publicação não apenas acolhem textos; estabelecem cânones, em um processo de constante tensão entre a tradição (o desejo de imortalizar o legado) e a renovação (a necessidade de revisar padrões para incluir novas perspectivas e sensibilidades). O cuidado com a edição, a profundidade dos ensaios, a exigência na seleção dos artigos e as ilustrações temáticas — não restritas à capa — garantem que o leitor tenha acesso ao que há de mais refinado na reflexão sobre a literatura, não apenas a de Portugal.
Leia maisUm conjunto de circunstâncias favoráveis reuniu-se para fazer desta edição um número que, sob todos os títulos, pode-se dizer histórico. Muitos autores ligados ao ambiente acadêmico propuseram-se a comentar a importância cultural da revista. José Rodrigues de Paiva, autor de uma tese de doutorado sobre a ficção de Vergílio Ferreira, tem sido um deles e um dos mais brilhantes.
“Acontece que a Fundação ter programado para 2025 a exposição Complexo Brasil, com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Brito e Guilherme Wisnik; nada mais oportuno do que inserir, nesse contexto, o número da Colóquio correspondente a setembro de 2025. […] Assim, inserida no conjunto de circunstâncias que resultaram em grande visibilidade da cultura brasileira em Portugal, a revista foi lançada no âmbito da referida exposição. Repare-se que não é por acaso que a publicação traz como rubrica editorial a expressão ‘Este Brasil’.”
Por força de uma feliz coincidência, nos diz Rodrigues de Paiva, “esta edição do periódico recebeu o número 220. Sendo da última de 2025 (correspondente ao quadrimestre junho-setembro), ela encerra não somente mais um ano de atividade editorial, mas fecha os primeiros 25 anos deste século. Como o número 22 — formado pelos dois primeiros dígitos da edição — é muito representativo para o Brasil, tanto do ponto de vista da história política quanto da literatura, a revista da Gulbenkian presta sua homenagem à independência política do país (1822) e, simultaneamente, celebra sua independência estético-literária, simbolizada pelo ano de 1922 com a Semana.”
Estes são os motivos que fazem da edição 220 da Colóquio um marco: trata-se, junto à exposição Complexo Brasil, de uma homenagem da Gulbenkian ao Brasil-político e ao Brasil-cultural. Realiza-se um “balanço” dos valores da cultura brasileira centrados no primeiro quarto do século 21, sem perder de vista os nomes que os antecederam.
Trata-se, finalmente, do que parece ser o número inaugural de uma nova fase, agora denominada simplesmente Colóquio (sem a especificação de Letras), sugerindo um horizonte editorial mais amplo e abrangente de todas as artes. Por fim, não nos é fácil medir em poucas linhas todas as etapas, o alcance cultural dessa revista, a sua trajetória, desde o início, e o apoio à cultura literária do Brasil.
*Jornalista
Leia menos
O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Jorge Cury é o meu convidado do podcast Direto de Brasília, de amanhã (21), em parceria com a Folha de Pernambuco. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal, seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil. Na pauta, a sua recente decisão em concorrer à presidência da República pelo Avante.
Cury é reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI. Ao ingressar na política, ele se apresenta como alternativa para quebrar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury se propõe a romper a lógica da radicalização e ocupar um espaço de “terceira via”, baseado em projetos e pacificação.
Leia mais“Eu sou uma terceira via, mas eu não sou uma terceira via de alguém que entra para concorrer só porque existe uma polarização, existe uma radicalização. Eu sou uma terceira via consciente”, disse ele numa recente entrevista.
Cury nasceu em Colina, município de São Paulo, no dia 2 de outubro de 1958. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e concluiu o seu doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University, no ano de 2013, com a tese “Programa Freemind como ferramenta global para prevenção de transtornos psíquicos”.
Na carreira, dedicou-se à pesquisa sobre as dinâmicas da emoção. Cury é professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais.
O Direto de Brasília vai ao ar hoje, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos
Uma empresa pertencente ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma engrenagem de ocultação e lavagem de bens à disposição do tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do Estadão.
O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.
Leia maisApoiador da candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura em 2024, Ryan foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na última quarta-feira (15), quando foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets ilegais, além de atividades ligadas à produção musical e entretenimento.
Origem
A defesa de Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro “possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
Na representação da PF que embasou a Operação Narco Fluxo, os investigadores destacam créditos da empresa R66 Air Ltda., que enviou R$ 4,4 milhões à pessoa física de MC Ryan. O quadro societário da companhia é composto pelo coach Pablo Marçal.
Segundo a apuração, o capital social da empresa é compatível com o valor de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de que a transação esteja ligada à negociação da aeronave.
A rede de bets e rifas ilegais usada para lavar dinheiro do tráfico estruturou, segundo a investigação, “empresas de prateleira” e chegou a firmar contratos com fintechs investigadas nas Operações Compliance Zero, que atinge o Banco Master, e Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou milhares de aposentados e de pensionistas. O esquema da Narco Fluxo movimentou R$ 1,6 bilhão para o crime organizado, segundo a Polícia Federal, e tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital.
A defesa de Morgado afirma que ele “é profissional da área contábil, atuando estritamente dentro dos limites legais de sua profissão, não tendo qualquer envolvimento com atividades ilícitas”. Durante a Narco Fluxo, os federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram executados.
Leia menos
Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – As crateras do Banco Master são insondáveis e seus satélites financeiros guardam dezenas de bilhões depositados pelo gângster Vor-Cão. Assim feito na cápsula Orion da nave Orion da missão Artemis, Aiatolás da corrupção formam o escudo de proteção do bandoleiro.
A CPI do crime organizado deu chabu, zero novidade. A CPMI do INSS está sendo abortada feito um feto de oito meses. O destino dela é um buraco negro no Congresso Nacional. É mais fácil a cápsula Orion da vencer a força de gravidade entre a Lua e a Terra e navegar feito numa bola de fogo, que os guerreiros de São Jorge vencerem os dragões da corrupção nas crateras desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.
Em sua epopeia de corrupção os gângsters do INSS e do Banco Master alcançaram cifras estelares. Nem os cientistas da NASA conseguem calcular. Gotham City, sítio dos bandoleiros, é aqui.
Meu guru o sábio Nelson Rodrigues sentenciou: Só os profetas enxergam o óbvio. Eu sou quase um profeta. Eu estufo o peito e proclamo, monocraticamente: as bandeiras e CPIs de combate à corrupção serão hasteadas apenas a meio pau. Não têm força para romper a força de gravidade dos aiatolás. No passado recente a operação LavaJato aconteceu devido a um vacilo das potestades. Logo depois eles inverteram o processo, anularam as condenações e indenizaram os corruptos.
São as seguintes minhas profecias neste mês de abril: no próximo ano, depois das benditas eleições gerais, haverá novo escândalo bilionário e será abafado nos subterrâneos de Gotham City. Sim, Gotham City é aqui. Minha segunda profecia: o futuro governador do Rio de Janeiro, a ser eleito este ano, será preso por corrupção no final do mandato. Ele e também o presidente da Assembleia Legislativa, mais uma penca de deputados, serão presos. Depois serão soltos, pois assim a banda toca. Maktub, está escrito. Quem duvidar levante o braço. Ninguém levantou o braço. Significa que a galera concorda com minhas profecias.
Uma explicação para quem ainda não sabe. Na Santa Sé existem duas entidades numa só pessoa. 1) O Papa Leão XIV é chefe do Estado do Vaticano. 2) O outro Papa Leão XIV é líder espiritual da Igreja Católica, Apostólica, Romana. As críticas do cowboy Donald Tramp foram feitas ao seu homólogo o Chefe de Estado do Vaticano, porque o galegão não é católico, nem apostólico, nem romano.
O VELHINHO TEM QUASE 200 ANOS – Já meio cansado de guerra e na idade provecta de quase 200 anos, feito as tartarugas, o guru da seita vermelha não aguenta o rojão de ser candidato a um mandato perpétuo de presidente. Poderá ser substituído pelo Doutor Chuchu. Não haveria razões de vida para correr o risco de encerrar a carreira artística com uma derrota. No contexto externo, o comissário Dirceu já cantou a pedra: este ano não haverá a longa manus do governo Tramp para favorecer os movimentos de esquerda na América Latina. Coitado do velhinho!
*Periodista, escritor e quase poeta
João consolida liderança e amplia pressão sobre Raquel
A pesquisa do Instituto Opinião reforça um cenário que já vinha se desenhando em levantamentos anteriores: a consolidação de uma disputa altamente polarizada em Pernambuco, com dois polos claramente definidos. Nesse contexto, o desempenho de João Campos (PSB) ao atingir 56% dos votos válidos indica não apenas liderança, mas um patamar eleitoral que, se mantido, configuraria vitória em primeiro turno — algo que depende diretamente da manutenção dessa concentração de votos em um ambiente com poucas candidaturas competitivas.
A tendência de um confronto essencialmente binário entre João Campos e Raquel Lyra (PSD) é um fator central para compreender o resultado. Em disputas desse tipo, a fragmentação do eleitorado é menor, e vantagens numéricas tendem a se traduzir com mais facilidade em desfechos eleitorais antecipados. Nesse cenário, ultrapassar a barreira dos 50% dos votos válidos se torna mais factível, especialmente quando há consistência regional e desempenho equilibrado em diferentes segmentos sociais, como aponta o levantamento.
Leia maisOutro elemento relevante é o momento político dos dois nomes. João Campos aparece em fase de expansão de sua presença no Estado, intensificando agendas no interior e assumindo postura mais clara de pré-candidato. Esse movimento tende a impactar diretamente sua capilaridade eleitoral, sobretudo fora da Região Metropolitana, onde, segundo a própria pesquisa, ainda há espaço para ampliação de vantagem.
Ao mesmo tempo, o forte desempenho na Região Metropolitana do Recife — principal colégio eleitoral — funciona como base sólida de sustentação de sua liderança. Já no caso de Raquel, o cenário descrito pela pesquisa indica dificuldades em reduzir a distância. Em disputas diretas, comparações entre gestões costumam ganhar centralidade no debate público.
Isso faz com que o eleitor avalie entregas concretas, percepção de resultados e capacidade de resposta em áreas sensíveis. Nesse tipo de ambiente, temas como educação, saúde e segurança pública tendem a influenciar diretamente o comportamento do eleitor, sobretudo quando há divergência entre indicadores apresentados e percepção social.
A análise do quadro, portanto, sugere que a eleição caminha para um confronto direto em que três fatores devem ser determinantes: a manutenção ou não da vantagem numérica já consolidada, a capacidade de expansão territorial — especialmente no interior — e o peso das comparações entre experiências administrativas recentes.
Esses elementos, combinados, tendem a dar o tom até as convenções partidárias, marcadas entre meados de julho e agosto. Após essa fase, se inicia de fato a campanha propriamente dita, nas ruas, na TV, no rádio e nas redes sociais, com destaque para os debates entre os dois candidatos.
MARÍLIA CONSOLIDADA – Na disputa para o Senado, os números do Opinião apontam Marília Arraes (PDT) numa posição que parece cristalizada como a mais votada, enquanto seu companheiro de chapa, o senador Humberto Costa (PT), embora em segundo lugar, sofre ameaça dos concorrentes. No cenário em que Miguel Coelho é testado como candidato da federação Progressista, a distância para Humberto é de quatro pontos: 26,3% a 22,9%. Quando Miguel é trocado por Eduardo da Fonte, o petista aparece com 28,3% e Dudu 17,7%, seguido por Anderson Ferreira (PL), com 15,1%. Túlio Gadelha (PSD) é o lanterninha, com 11,5%. O que impressiona são os indecisos na corrida para o Senado: 51,7%.

Os números de Miguel e Dudu – Dois nomes ventilados para a segunda vaga de senador na chapa de Raquel Lyra (PSD) como alternativas da Federação Progressista, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho brigam de forma desequilibrada apenas no São Francisco, reduto de Miguel, que aparece com 48% e Dudu com 15,3%. Na Metropolitana, Miguel pontua 8% e Dudu 9%; na Zona da Mata, Miguel tem 5% e Dudu 6,1%. No Agreste, Miguel aparece com 8,3% e Dudu 6,4% e no Sertão, Miguel tem 14,2% e Dudu 10,8%. Com exceção do São Francisco, por razões óbvias, estão em igualdade de condições.
Só no Agreste – Já na disputa para o Governo do Estado, a única região que a governadora Raquel Lyra aparece na frente de João Campos é o Agreste, onde se situa Caruaru, município que governou e tem um aliado no poder. João, por sua vez, bate Raquel nas demais regiões, sendo sua maior vantagem a Metropolitana — 35 pontos de diferença. A Região Metropolitana representa 47% do eleitorado pernambucano. Por ter sido prefeito do Recife com altíssima aprovação, João nada de braçada nesse grande continente eleitoral, o que pode ser decisivo no resultado do pleito.
Lula se fragiliza no NE – Fortaleza eleitoral do PT há 20 anos, o Nordeste se transformou em motivo de alerta para a reeleição do presidente Lula, segundo as últimas pesquisas, que indicam um movimento de piora na aprovação do governo e redução na diferença sobre Flávio Bolsonaro (PL) na região. A perda de força ocorre em um cenário de divisão na base aliada e de desvantagem de nomes de partidos nas disputas estaduais.

Rejeição crescente – Ao longo dos anos, a rejeição de Lula também cresceu na região. O patamar de nordestinos que dizem não votar no petista de jeito nenhum é de 32%, um nível bem mais baixo do que o visto na média nacional, que é de 48%. Porém, em agosto de 2022, esse número era de 27%. Lula tem feito esforço para manter sua popularidade em alta no Nordeste. Só neste ano, ele teve agendas em cidades da região em oito ocasiões, como no início do mês, quando foi inaugurar um trecho de um quilômetro de metrô de Salvador. Apesar disso, houve uma piora na avaliação do petista neste terceiro mandato.
CURTAS
EMENDAS – O congresso municipal da Amupe, entre os dias 27 e 29 próximos, contará com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, na tarde da segunda-feira, primeiro dia do evento. Dino vai falar sobre as recentes medidas que tomou para moralizar a destinação das emendas parlamentares.
TERCEIRA VIA – A terceira via parece existir. Zema e Caiado vieram de governos bem avaliados. O mineiro com 47% e o goiano com 85%. Eles precisam pescar seus votos entre os indecisos e os 42% que estão com Flávio Bolsonaro. Como sua experiência administrativa, Zema limitou-se à gestão de um sobrenome e de uma loja de chocolates. A campanha pode favorecê-lo, assim como o governador Caiado, segundo as últimas pesquisas.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília desta terça-feira de feriado nacional, entrevisto o escritor e médico Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante. Meu podcast é uma parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Perguntar não ofende: Por que Lula está perdendo seu eleitorado cativo no Nordeste?
Leia menos
A pré-candidata do PDT ao Senado, Marília Arraes, lidera com folga a disputa para a Casa Alta, com quase o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Se as eleições fossem hoje, ela teria 45,5% dos votos, enquanto o petista Humberto Costa, candidato à reeleição, aparece com 26,3%. Miguel Coelho, da Federação Progressista, vem logo em seguida, com 22,9%.
Anderson Ferreira, do PL, que disputa como candidato avulso, ou seja, sem ter na sua chapa um candidato a governador, desponta com 15% e Túlio Gadelha (PSD), o primeiro nome praticamente já confirmado na chapa de Raquel, tem apenas 10,6%.
Leia maisBrancos e nulos somam 27% e indecisos chegam a 52,7%. No cenário no qual o nome de Miguel é trocado pelo do deputado Eduardo da Fonte, presidente da Federação Progressista, Marília sobe para 47,3% e Humberto avança um pouco mais, chegando a 28,3%. Já Eduardo da Fonte vem em seguida com 17,7%, enquanto Anderson pontua 15,1%. Túlio Gadelha é o lanterninha com apenas 11,5%. Neste cenário, brancos e nulos sobem para 28% e indecisos recuam para 51,4%.
Ambos os cenários representam a soma do primeiro com o segundo votos, já que estão em disputa duas vagas para o Senado, a de Humberto, que tenta a reeleição, e de Fernando Dueire, que trocou o MDB pelo PSD, mas não deve ser candidato. Ele assumiu o Senado na condição de primeiro-suplente com a renúncia de Jarbas Vasconcelos motivada por questões de saúde.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é forçado a lembrar o nome dos seus candidatos preferidos, sem acesso aos nomes, Marília também lidera com 13,6%, seguida de Humberto com 11,2%, Anderson aparece com 4,7%, Miguel 3,2%, Eduardo da Fonte também 3,2% e Túlio Gadelha 2,4%.
O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.
Leia menos