Nos próximos dias, o pernambucano Luiz Abel Amorim deve deixar a Diretoria de Negócios do Banco do Nordeste. Apadrinhado pelo Centrão, ele deverá ser substituído por um indicado do MDB de Alagoas.
Nos próximos dias, o pernambucano Luiz Abel Amorim deve deixar a Diretoria de Negócios do Banco do Nordeste. Apadrinhado pelo Centrão, ele deverá ser substituído por um indicado do MDB de Alagoas.
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira 23, durante o debate promovido pela TV Globo, que Flávio Bolsonaro (PL) “consegue decorar, mas não consegue aprender”. A ofensiva do petista foi após o candidato do PL perguntar sobre a infraestrutura e questionar as ações do governo na área.
“Parece aqueles alunos que se preparam para o vestibular, consegue decorar, mas não consegue aprender. Se ele olhasse com atenção o que
está acontecendo no Brasil, perceberia que nós estamos fazendo uma rodovia muito importante que ninguém teve coragem de fazer, que liga
Porto Velho a Manaus, que é a BR-319. Nós estamos fazendo a Transnordestina e a Fico [Ferrovia de Integração Centro-Oeste]. Não é que vamos fazer, estamos fazendo”, disse. As informações são da Carta Capital.
O debate desta sexta, que é o último antes do segundo turno, conta com uma dinâmica diferente do embate anterior. Nos três primeiros blocos,
quem está com a palavra pode circular pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer junto ao púlpito.
A regra impede que Flávio fique atrás de Lula durante as falas do presidente, como ocorreu na Band. No quarto bloco, de tema livre, os candidatos poderão se movimentar dentro de seus respectivos lados do palco.
Com a disputa apertada e a votação marcada para domingo, as campanhas esperam que o último confronto televisivo ajude a conquistar indecisos e consolidar apoios na reta final.
Convidados
O presidente Lula (PT) levou Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara, para acompanhar na plateia o debate da TV Globo. A criança,
de 5 anos, morreu em 2021, após ser atingida por um disparo durante uma ação policial em Niterói (RJ).
O caso voltou ao centro da campanha após Lula questionar Flávio Bolsonaro sobre sua atuação como advogado do policial acusado pela
morte da menina.
Já do lado de Flávio, o candidato do PL levou aos Estúdios Globo a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), ex-esposa de André Janones (Rede-MG), que tem uma medida protetiva contra o deputado e criador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
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A mãe da menina Ana Clara, Cristiane Gomes da Silva, disse ter ido ao encontro de Flávio Bolsonaro (PL) em busca de explicações sobre o motivo de o senador ter participado da defesa do policial acusado de assassinar a criança.
“Tô animada para ele explicar, por que ele defendeu o assassino da minha filha. Já que ele nunca me procurou, eu vim até ele”, disse Cristiane em um vídeo publicado nas redes sociais pelo deputado eleito pelo Rio de Janeiro Marcelo Freixo (PT). As informações são do Metrópoles.
Leia maisSerá que Flávio Bolsonaro terá coragem de olhar nos olhos de Cristiane e dizer por que ele defendeu o assassino da Ana Clara? https://t.co/jihEp9jDVO
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) October 24, 2026
Ana Clara morreu em 2021, quando tinha cinco anos de idade. Na época, ela foi alvejada por um tiro de fuzil durante uma operação policial em Niterói, no Rio de Janeiro.
De acordo com o Ministério Público, o policial militar Bruno Dias Delaroli foi o responsável pelo tiro fatal.
Em 2024, o candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL) participou da defesa do acusado.
A mãe de Ana Clara foi convidada pela campanha do presidente Lula (PT) para acompanhar o debate desta sexta-feira (23/10) na TV Globo.
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Blog da Malu Gaspar – Jornal O GLOBO
O jogo de tensão para desestabilizar o adversário no debate da TV Globo começou bem antes do confronto, com lances pensados pelas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para gerar fatos fora do palco. Enquanto aliados de Flávio levaram aos Estúdios Globo a ex-mulher de André Janones (Rede-MG), que tem uma medida protetiva contra o deputado e criador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, o deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) chegou à emissora acompanhado da mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos que morreu baleada na porta de casa em Niterói (RJ) em 2021. O acusado pelo assassinato, um policial militar, é defendido na Justiça por Flávio.
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, está sentada no estúdio ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. A criança foi morta na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em fevereiro de 2021. O PM Bruno Dias Delaroli, acusado de matá-la, chegou a ser preso em flagrante depois que a perícia apontou vestígios compatíveis com o fuzil do policial e não comprovou a troca de tiros alegada pela defesa. Freixo declarou à equipe da coluna que pretende apresentar a mãe da menina ao candidato do PL.
Leia maisA morte de Ana Clara voltou aos holofotes após a série “Revelando”, do canal do YouTube “Calma Urgente”, mostrar que Flávio atuou na defesa de Delaroli. O caso passou a ser explorado pela campanha do presidente Lula, e foi mencionado por ele no debate da Band no último domingo (18).
Já a ex-mulher de Janones, a prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes (Avante), foi convidada pela campanha do PL para acompanhar Flávio no debate. Há expectativa de que ela conceda entrevista após o confronto entre os presidenciáveis. Leandra conseguiu uma medida protetiva contra o deputado e ex-marido sob a alegação de que ele ameaçou vazar fotos e vídeos íntimos após o fim do relacionamento. O parlamentar estava na lista de convidados de Lula, mas não compareceu em razão da presença da ex-companheira.
O próprio presidente e candidato à reeleição também deu o tom deste jogo de tensão ao chegar aos Estúdios Globo, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Em entrevista ao repórter Pedro Figueiredo, da GloboNews, Lula chamou Flávio Bolsonaro de “miliciano”, em referência às ligações entre o adversário do PL e integrantes de grupos paramilitares e familiares que foram empregados em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
“Entre as duas candidaturas eu não tenho dúvida nenhuma que eu sou muito mais futuro para esse país do que um miliciano”, disparou o petista.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, participam, nesta sexta-feira (23), do último debate antes do segundo turno das eleições. O encontro começa por volta das 21h20, logo após o Jornal Nacional, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli. A transmissão será feita pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay.
A TV Globo realiza nesta sexta-feira (23) o debate presidencial com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das Eleições 2026.
Ao chegar aos Estúdios Globo, Lula afirmou que foi ao debate “para ganhar as eleições”. “Eu vim ao debate exatamente para ganhar as eleições, porque eu acho que o povo está definindo claramente o que ele quer para esse país”. As informações são do g1.
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O encontro é realizado ao vivo, no Rio de Janeiro, e mediado pelo jornalista César Tralli. A transmissão é feita pela TV Globo, com exibição simultânea pela GloboNews e pelo g1.
O debate é dividido em quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A proposta é aprofundar os planos de governo dos candidatos, com discussões sobre temas de interesse da população.
Esse é o último encontro promovido pela TV Globo entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
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A TV Globo realiza nesta sexta-feira (23) o debate presidencial com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das Eleições 2026.
Ao chegar aos Estúdios Globo, Flávio falou que a expectativa é “a melhor possível”. “Espero mais uma vez mostrar aos brasileiros que nossas propostas são as melhores, que o Brasil tem dois caminhos para escolher”.
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O encontro é realizado ao vivo, no Rio de Janeiro, e mediado pelo jornalista César Tralli. A transmissão é feita pela TV Globo, com exibição simultânea pela GloboNews e pelo g1.
O debate é dividido em quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A proposta é aprofundar os planos de governo dos candidatos, com discussões sobre temas de interesse da população.
Esse é o último encontro promovido pela TV Globo entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
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A Viação Progresso afirmou, nesta sexta-feira (23), que vinha cumprindo integralmente as regras estabelecidas pelo primeiro decreto do Governo de Pernambuco sobre a gratuidade do transporte intermunicipal no segundo turno das eleições e destacou que a governadora Raquel Lyra publicou um novo decreto alterando a regulamentação. Segundo a empresa, a mudança confirma que as regras inicialmente em vigor eram diferentes das que passaram a valer após a nova publicação.
O Decreto nº 61.565, publicado na quinta-feira (22), limitava a gratuidade às linhas intermunicipais identificadas pela EPTI como de natureza urbana ou semiurbana e estabelecia como facultativa a emissão antecipada dos bilhetes a partir desta sexta-feira. Já o Decreto nº 61.587, publicado em edição extra do Diário Oficial nesta sexta, modificou a regulamentação e ampliou a abrangência do benefício, além de estabelecer novas regras para a emissão das passagens.
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Em nota, a Progresso afirmou que “em nenhum momento houve recusa ou negativa deliberada em cumprir as determinações vigentes”, mas apenas a aplicação do texto originalmente publicado. A empresa informou ainda que seguirá as novas disposições estabelecidas pelo Governo do Estado após a alteração do decreto.
Confira a nota da Progresso na íntegra:
“A Viação Progresso esclarece que, em nenhum momento, houve recusa ou negativa deliberada em cumprir as determinações vigentes. A empresa vinha aplicando integralmente as regras estabelecidas pelo Decreto nº 61.565, publicado pelo Governo de Pernambuco, que regulamentava a gratuidade do transporte intermunicipal no segundo turno das eleições.
O decreto anterior limitava o benefício às linhas intermunicipais identificadas pela EPTI como de natureza urbana ou semiurbana e estabelecia como facultativa a emissão antecipada dos bilhetes. Dessa forma, a Progresso estava cumprindo o texto legal então vigente.
Com a publicação do Decreto nº 61.587, em edição extra do Diário Oficial, o Governo do Estado alterou as regras anteriormente estabelecidas, ampliando a abrangência da gratuidade e modificando os procedimentos para a emissão das passagens.
A Viação Progresso informa que seguirá integralmente as novas determinações do Governo de Pernambuco e permanece à disposição dos passageiros para prestar os esclarecimentos necessários.”
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos EUA nesta sexta-feira (23), que é a favor de que o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil se perder a eleição. Na mesma entrevista, ele colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.
Eduardo participou ao vivo, no estúdio, do programa “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. Em 2021, o norte-americano teve o canal no YouTube suspenso por uma semana por divulgar alegações falsas sobre a eleição presidencial dos EUA de 2020. As informações são do g1.
Leia maisFlávio e Lula (PT) disputam o segundo turno no domingo (25). No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%.
A declaração sobre Flávio foi uma resposta à pergunta de um espectador enviada pelo chat do programa:
“Se o seu irmão não ganhar a eleição, vocês têm algo planejado para ajudar o seu pai? Ou é uma situação em que vocês vão ver o que fazer se chegar a esse ponto?”
Eduardo respondeu em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais.” Em seguida, ele riu.
Após os risos no estúdio, Steven Crowder respondeu em tom sério: “Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão”.
Eduardo respondeu: “Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão.”
“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, disse Eduardo Bolsonaro.
Antes disso, Eduardo também criticou o sistema eleitoral brasileiro:
“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”.
Em seguida, ele citou uma frase que atribuiu ao ditador soviético Josef Stálin: “Como disse Stálin, não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema. Então, da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve.”
O ex-deputado criticou o Supremo Tribunal Federal (STF): “E o Congresso aprovou por três vezes o que chamamos de projeto do voto impresso.Mas todas as vezes que aprovamos isso, o Supremo Tribunal Federal disse que era inconstitucional.”
A urna eletrônica é usada no Brasil desde 1996, e o TSE afirma que nunca houve fraude comprovada no sistema. Ao fim da votação, cada urna imprime um boletim com o total de votos daquela seção. Uma via é afixada na porta da seção, e os fiscais de partidos presentes recebem cópias. O TSE também publica cada boletim na internet, e qualquer pessoa pode comparar os números com o resultado oficial.
O Congresso aprovou leis prevendo o voto impresso em 2002, 2009 e 2015. A primeira foi revogada pelo próprio Congresso em 2003. Nas outras duas, os trechos sobre voto impresso foram derrubados pelo STF, em 2013 e em 2020, sob o argumento de que a medida ameaçava o sigilo do voto.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025. Em dezembro daquele ano, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do mandato dele por excesso de faltas às sessões.
Em junho, a Primeira Turma do STF o condenou, por unanimidade, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a denúncia da PGR, aceita pelo STF, ele atuou junto ao governo americano para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo e do STF. O tribunal concluiu que ele agiu para interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.
A pena é de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. A condenação se tornou definitiva em 3 de outubro, sem possibilidade de novos recursos. Em decisão assinada em 7 de outubro e divulgada no dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena e a expedição de um mandado de prisão. Ele também ordenou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros de Eduardo.
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O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), compartilhou nas redes sociais, nesta sexta-feira (23), imagens de uma visita à Creche Criança Feliz, no Alto José Bonifácio, onde acompanhou as obras de ampliação da unidade. Segundo o gestor, a capacidade passará de 84 para 188 estudantes, um aumento de 124%.
No vídeo, Victor também aparece interagindo com as crianças durante o Dia do Pijama e afirmou que a ampliação permitirá atender mais famílias. “Imaginem agora quantas mães estão em casa sem poder trabalhar, quantos pais estão em casa sem poder trabalhar, porque precisam cuidar das crianças”, disse.
CARTA CAPITAL
Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) fez declarações polêmicas a respeito do desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, advogado que presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil entre 2019 e 2022. Ao criticar a instituição, Bolsonaro afirmou: “um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele”, insinuando que o advogado “não gostaria de ouvir a resposta”.
As declarações foram proferidas como forma de retaliação e constrangimento à OAB, após a entidade ter defendido as prerrogativas do advogado de Adélio Bispo dos Santos, autor do atentado a faca contra ao então candidato à presidência da República, em setembro de 2018.
Estudante de Direito e funcionário público, Fernando Santa Cruz foi preso por agentes do DOI-Codi em 23 de fevereiro de 1974, aos 26 anos, e nunca mais foi visto. Em 2008, CartaCapital identificou o coronel Homero César Machado como um dos responsáveis pela tortura e desaparecimento de Fernando. Quatro anos depois, o ex-delegado Cláudio Guerra afirmou que Fernando e outros presos políticos foram incinerados na Usina Cambahyba, no Rio de Janeiro.
Leia maisEm setembro, Felipe Santa Cruz participou da sessão de exibição do documentário Usina Cambahyba, na sede do Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro. Por sinal, o documentário foi alvo de uma recente interpelação judicial por parte dos herdeiros do proprietário da usina.
Felipe contava dois anos de idade à época do desaparecimento do pai, e o trauma da ausência paterna marcou toda sua existência. O advogado ressignificou essa perda com a fundação do Instituto Fernando Santa Cruz, organização voltada à defesa da democracia, dos direitos humanos e à preservação da memória histórica sobre o período da ditadura militar no Brasil.
Recentemente, o instituto recebeu arquivos sigilosos relacionados ao coronel Cyro Etchegoyen, membro do Centro de Informações do Exército e um dos mentores da Casa da Morte, centro de tortura e execução do governo militar. Em junho, o acervo foi oficalmente doado ao Arquivo Nacional.
Santa Cruz acredita que os documentos estarão seguros “caso os democratas vençam”. O advogado vê com apreensão o período das eleições e questiona a postura do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. “Kassio está jogando a vida no Flávio [Bolsonaro]. Ele sempre garantiu que Flávio ganharia”.
Carta Capital conversou com Felipe Santa Cruz sobre as eleições de 2026. Confira a entrevista:
Carta Capital: Qual a sua visão sobre as eleições de 2026? Os resultados o surpreenderam?
Felipe Santa Cruz: Trata-se de um momento decisivo em nossa história. A maioria obtida pela extrema-direita, guiada pela submissão aos Estados
Unidos e pela agenda de um capitalismo predatório e individualista, colocará a Constituição de 1988 na berlinda, com sério risco de desidratação de seus textos. Os direitos consolidados no processo de redemocratização estão sob grave ameaça e tendem a ser aniquilados caso Flávio Bolsonaro saia vitorioso.
CC: Acredita que haja algum favorecimento para um dos candidatos à Presidência?
Santa Cruz: Resta evidente a ingerência dos Estados Unidos no processo político brasileiro e a consequente afronta à soberania nacional. Um
grupo conspirador, liderado pelo irmão do candidato presidencial, articulou-se sorrateiramente contra os interesses do país. Além disso, o
pleito evidencia o avanço descabido da “ditadura do algoritmo”, com plataformas norte-americanas admitindo a facilitação na circulação de
conteúdos da extrema-direita. A gravidade dos fatos exige reação.
CC: Como residente no Rio de Janeiro, qual a sua opinião sobre o resultado da eleição para governador do estado?
Santa Cruz: É lamentável que Eduardo Paes não se tenha elegido. Conheço sua capacidade como gestor e sei que estava preparado para assumir essa responsabilidade. O Rio de Janeiro padece sob uma profunda deterioração de suas instituições, tornando-se, não por acaso, solo fértil para o surgimento do bolsonarismo.
CC: Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, você acredita na possibilidade da volta de uma ditadura ou estado de exceção?
Santa Cruz: Julgo que isso talvez nem se faça necessário. A conjuntura mais grave já está posta, marcada pela formação de uma expressiva
bancada de extrema-direita e pela subordinação irrestrita aos Estados Unidos. Nela, os maiores retrocessos correm o risco de ser mascarados
por uma aparência de pseudonormalidade.
CC: Em 2019, o então presidente da República eleito fez uma agressão direta a você, enquanto presidente da OAB. Houve algum processo em
relação à fala dele, que mencionava o paradeiro de seu pai?
Santa Cruz: Hoje cumprindo pena, o ex-presidente atacou repetidas vezes a memória do meu pai: um jovem de 26 anos, estudante de Direito
e servidor público assassinado pela ditadura. Notificado a provar o que disse ou a se retratar, escolheu o caminho dos covardes, encolhendo-se e
fingindo ignorar o fato.
CC: Como filho de perseguido e desaparecido político durante a ditadura militar, o que você poderia falar, como alerta, sobre o perigo da volta de uma ditadura?
Santa Cruz: Assim como em 1964, estamos diante da ameaça de 20 anos de trevas. A nova ditadura utilizará os mesmos mecanismos da anterior,
oscilando entre o arbítrio e a falsa legalidade. Quem se calar agora poderá não ter voz para falar no futuro.
O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, publicou, nesta sexta-feira (23), um vídeo nas redes sociais em resposta ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participou, na noite anterior, do “Bloquinho 22”, ato em apoio a Flávio Bolsonaro realizado em Boa Viagem. Durante o evento, Nikolas fez críticas a João e puxou um coro de “desempregado” contra o socialista.
No vídeo, João afirmou que Nikolas vem ao Nordeste “de quatro em quatro anos” e acusou o deputado de levar “discurso de ódio, desinformação e mentira” à região. “Nikolas Ferreira, profissão não declarada. Quem nunca trabalhou na vida resolveu vir passear aqui no Nordeste e desrespeitar a nossa gente”, disse. Ao final, João também citou o Galo da Madrugada, após Nikolas afirmar, durante a passagem pelo Recife, que não conhecia o bloco.
A coordenação estadual da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco manterá plantão neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais, para acompanhar a movimentação nos locais de votação e o andamento do processo eleitoral. O presidente estadual do PT e coordenador da campanha, deputado federal Carlos Veras, fará visitas a locais de votação ao lado de parlamentares e lideranças políticas. A partir das 17h, a coordenação, parlamentares e militantes se reunirão no Comitê Lula 13, na Rua do Príncipe, nº 225, no bairro da Boa Vista, no Recife, para acompanhar a apuração dos votos.
