O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, viu ‘estreita relação’ entre a investigação que mira o ex-deputado Roberto Jefferson e os inquéritos sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro. O magistrado diz que não lhe restam dúvidas sobre a ‘vinculação direta, decorrente de incitação, com os atos criminosos que resultaram na invasão e depredação’ dos prédios dos Três Poderes.
A conexão foi usada como argumento para que Moraes submetesse, ao Plenário do Supremo, um questionamento: se as apurações sobre a conduta de Jefferson, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, devem ser mantidas sob a alçada da Corte máxima. O despacho foi publicado nesta terça-feira, 9. As informações são do blog do Fausto Macedo.
Antes de a questão de ordem ser submetida à avaliação dos ministros do STF, o procurador-geral da República Paulo Gonet deverá se manifestar sobre onde as apurações sobre Jefferson deve tramitar. Moraes fixou prazo de 15 dias para que o chefe do Ministério Público Federal dê seu parecer sobre o caso.
Em agosto de 2022, o STF colocou Jefferson no banco dos réus pela suposta prática de calúnia e racismo, além de incitação a crimes previstos na antiga Lei de Segurança Nacional. À época, também foi determinada a remessa do caso para a Justiça Federal do Distrito Federal.
Em primeira instância tramita, por exemplo, a ação a que Jefferson responde pela tentativa de homicídio dos policiais federais que tentaram prendê-lo em outubro e foram atacados com granadas e tiros de fuzil.
No despacho assinado no dia 5, Moraes questiona tal determinação a partir de uma decisão da Corte tomada posteriormente: a que fixou a competência do Supremo para conduzir os inquéritos sobre supostos crimes de atos terroristas, ameaça, perseguição, associação criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito cometidos durante o levante antidemocrático de 8 de janeiro.
Segundo o ministro, o entendimento do STF sobre as denúncias relativas aos atos antidemocráticos, somado à constatação de que as condutas atribuídas a Jefferson têm conexão com os atos golpistas, ‘tornam necessário a reanálise da decisão no sentido de manter a competência’ do Supremo sobre o caso.
Como era esperado, a governadora Raquel Lyra (PSD) aproveitou o congresso estadual dos prefeitos, ontem, no Recife, para palanque eleitoral. Além de assinar o edital para duplicação da BR-232 no trecho entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, distribuiu dinheiro para quase todos os prefeitos presentes.
Parecia reviver Silvio Santos no seu “Baú da Felicidade”: “Quem quer dinheiro?” Só faltou imitar o refrão do comunicador diante de prefeitos sedentos por recursos. A dinheirama, simbolizada em cheques gigantes exibidos pelos gestores contemplados, sai do baú em que se transformou a Compesa com a sua privatização disfarçada de concessão.
Prometer grandes obras mirabolantes em época eleitoral, diz a tradição, se transforma em votos nas urnas. Desde que a obra nasça e vire realidade com o tempo, o que parece não ser o caso da duplicação de uma BR controlada pela União e não pelo Governo do Estado.
A primeira etapa dá continuidade à duplicação da BR-232, de São Caetano a Belo Jardim, com investimento superior a R$ 250 milhões, está em um projeto que prevê a ampliação da rodovia até Arcoverde. A governadora só não explicou de onde vai arrastar o dinheiro para fazer uma obra que compete ao Governo Federal e não ao Estado.
Com pose de candidata e acenando o tempo inteiro para os prefeitos, a governadora, em campanha pela reeleição, fez a entrega simbólica de cheques a prefeitos de 150 municípios referentes à primeira parcela da outorga da concessão dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
O valor distribuído nesta etapa soma mais de R$ 1,3 milhão. A concessão dos serviços da Compesa foi assumida por duas empresas, que deverão investir R$ 19,5 bilhões até 2035, com o objetivo de ampliar o acesso ao saneamento básico no estado. Segundo o governo de Pernambuco, a medida busca viabilizar a universalização do serviço dentro dos prazos estabelecidos pelo marco regulatório do setor.
PORTO PRESTA CONTAS – Um dos discursos mais elogiados, ontem, pelos prefeitos no congresso estadual da Amupe foi o do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB). “Já estivemos juntos, entre outras agendas, na luta contra a redução do FPM, na redistribuição do ICMS e, mais recentemente, na solução do impasse do projeto que alterou a LOA, garantindo a possibilidade de remanejamento de recursos do Executivo para os municípios”, afirmou, ao fazer uma espécie de prestação de contas do Legislativo sob o seu comando com um olhar municipalista.
Ele voltou em grande estilo! – Quem é vivo, aparece. Sumido do estado desde que pediu o boné na presidência da Compesa, o advogado Alex Campos reaparecerá hoje no congresso estadual dos prefeitos. Ele irá mediar, às 14h30, o painel “Compesa: O Novo Cenário de Pernambuco”, com a participação de representantes do governo estadual, da própria Compesa e da iniciativa privada, em um debate sobre os rumos do saneamento no estado depois da privatização da Compesa, missão que cumpriu à risca e depois caiu fora.
Perseguição em Itacuruba – Ao invés de bater palmas para a governadora, como a maioria dos prefeitos presentes, ontem, no congresso estadual da Amupe, o gestor Juninho Cantarelli (PSB), de Itacuruba, cobrou explicações para a paralisação das obras de uma importante estrada na sua região: a PE-422, principal acesso ao município pela BR-316. A justificativa do Estado foi a necessidade de “ajustes técnicos” no projeto, gerando insatisfação devido à precariedade da via. Mas o socialista afirma que, se estivesse fechado com a reeleição da governadora, nada havia sido suspenso. “Ela não libera nada para os prefeitos do PSB”, disse.
O vice ideal – Em um evento fechado com investidores em São Paulo, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) defenderam o nome de Romeu Zema (Novo) como vice ideal ao senador na disputa pela Presidência. Uma das avaliações é que o ex-governador de Minas Gerais traria atributos que o Zero Um não possui, entre eles senioridade e experiência no Executivo. Outra razão apontada é que a escolha de Zema seria um sinal para a sociedade de que Flávio está buscando um parceiro com “compliance total”, em vez de alguém do “Centrão esquemeiro”.
Noronha em boas mãos – Embora jovem, sem nunca ter ocupado cargos públicos, o administrador de Fernando de Noronha, Virgílio Oliveira, tem desempenhado a função com brilho e eficiência. Jeitoso e trabalhador, foca seu trabalho em obras estruturadoras, como a ampliação e reforma do aeroporto. Sua atuação se concentra no desenvolvimento sustentável, alinhando o turismo à preservação ambiental, e a manutenção de diálogo aberto com o Conselho Distrital e moradores.
CURTAS
REVERSÃO 1 – Extremamente competente e experiente, com trânsito nacional, o advogado Walber Agra está convencido de que o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, e o vice Daniel Valadares, ambos do PSB, revertam na segunda instância a cassação dos seus mandatos por abuso de poder político e econômico nas eleições em 2024.
REVERSÃO 2 – “Temos a certeza de que as provas dos autos não justificam a decisão pela cassação”, disse, em nota, o advogado Walber Agra. Ele também destacou que as contas da campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. “As contas da campanha foram plenamente aprovadas, inclusive com trânsito em julgado”, afirmou.
O CASO – A sentença de cassação partiu do juiz José Anastácio Guimarães Figueiredo Correia, da 66ª Zona Eleitoral. A sentença apontou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, incluindo o uso indevido da máquina pública e “confusão patrimonial”. As investigações envolvem R$ 35 mil em espécie, notas fiscais e tickets com o então secretário de Finanças e coordenador financeiro da campanha, Jandyson Henrique, na antevéspera da eleição de 2024.
Perguntar não ofende: A governadora tem autonomia para duplicar uma estrada federal?
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, realizou nesta segunda-feira, em São Paulo, a primeira reunião para elaboração de seu plano de governo, ao lado do coordenador dos trabalhos, Roberto Brant. O encontro tratou de propostas nas áreas de sistema Judiciário, Minas e Energia, Comunicações, Relações Internacionais e Ciência e Tecnologia.
“Estou determinado a investir em Ciência e ter o conhecimento científico, aliado à desburocratização estatal, como base para retomar grandes realizações do Estado brasileiro”, afirmou Caiado. Ficou definido que Roberto Brant irá aprofundar os temas discutidos com coordenadores específicos, que ainda serão indicados pelo pré-candidato, e novas reuniões devem ocorrer para ampliar o debate para outras áreas.
A comissão especial da Câmara que vai debater o fim da jornada de trabalho 6×1 tem o PL e a federação governista formada por PT, PC do B e PV com as maiores representações. A sigla da direita terá sete cadeiras, enquanto o grupo de esquerda tem seis lugares. A instalação da comissão deve ser formalizada na quarta-feira (29).
Os ajustes finais da formação do órgão colegiado devem se dar durante a reunião de líderes da Casa nesta terça-feira (28), prevista para às 14h. A expectativa é que sejam definidos o relator e o presidente da comissão durante o encontro. As informações são da CNN.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já disse que pretende também debater o cronograma da comissão e acelerar o rito para garantir aprovação na Casa até maio. Esse é outro tópico que deve ser levado às lideranças.
A comissão foi criada na sexta-feira (24) e cabe aos chefes de bancada indicar os integrantes. A composição segue a distribuição proporcional dos partidos na Câmara. No total, são 38 vagas de titulares e igual número de suplentes.
Além de PT e PL, o União terá quatro cadeiras e o PP, o MDB, o Republicanos e o PSD terão três cada um. Completam a lista Podemos, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, PRD, Novo e as federações Psol-Rede e PSDB-Cidadania, com uma cadeira cada.
Os primeiros nomes indicados foram os das deputadas Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das propostas em análise, e Lídice da Mata (PSB-BA).
Veja abaixo divisão de vagas na comissão especial que vai analisar a proposta de redução da jornada de trabalho:
PL – 7 vagas
Federação PT/PV/PCdoB – 6 vagas
União – 4 vagas
PP – 3 vagas
MDB – 3 vagas
Republicanos – 3 vagas
PSD – 3 vagas
Podemos – 1 vaga
PDT – 1 vaga
PSB – 1 vaga
Avante – 1 vaga
Solidariedade – 1 vaga
PRD – 1 vaga
Novo – 1 vaga
Federação Psol-Rede – 1 vaga
Federação PSDB-Cidadania – 1 vaga
Análise acelerada A comissão vai analisar o mérito da proposta, ou seja, as mudanças constitucionais. Serão analisadas duas propostas que tramitam em conjunto, uma de 2019 e outra apresentada no ano passado.
Ambas propõem a redução da jornada sem perdas salariais para o trabalhador. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou as propostas na semana passada, o que abriu caminho para o tema avançar na Casa.
A comissão especial deverá analisar, por exemplo, a possibilidade de um período de transição. Parte dos deputados também defende incentivos ao setor produtivo para compensar possíveis impactos econômicos da medida.
O aval na comissão especial depende da apresentação do relatório. O período mínimo para isso é de dez sessões do plenário. Depois disso, o relator pode apresentar o parecer e colocar em votação.
Depois de analisada no colegiado, a proposta deverá seguir para a votação no plenário. Motta pretende acelerar a tramitação. A ideia do presidente da Casa é votar a PEC no plenário até o final de maio e conseguir ter a aprovação no Congresso ainda no primeiro semestre.
O senador Fernando Dueire (PSD) destacou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura do 9º Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), no Recife, a importância do fortalecimento das gestões municipais e da escuta direta dos prefeitos para o encaminhamento de demandas locais.
“Os municípios são a base de tudo. É nas cidades que a vida acontece e onde os problemas chegam primeiro. Por isso, nosso mandato segue comprometido em apoiar os prefeitos, ouvir suas demandas e trabalhar por soluções concretas que fortaleçam a gestão municipal”, afirmou Dueire. O senador também citou pautas voltadas aos municípios que, segundo ele, avançaram com sua atuação.
O congresso reúne gestores públicos de diversas regiões do estado e segue até esta terça-feira. Durante a abertura, o presidente da Amupe, Pedro Freitas, afirmou que a programação aborda temas como inovação na gestão pública. “Não adianta discutir avanços na saúde, na educação ou na infraestrutura urbana se não colocarmos o cidadão no centro do debate. A inovação precisa sair de dentro da prefeitura e chegar à ponta”, disse.
A liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados divulgou uma nota oficial em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a circulação de materiais que associam seu nome ao escândalo do Banco Master. O posicionamento ocorre em meio a uma estratégia de comunicação do PT para conter o avanço do parlamentar nas pesquisas eleitorais.
Na manifestação publicada nas redes sociais, o líder do partido na Casa, Sóstenes Cavalcante, afirma que há uma tentativa deliberada de vincular o senador a um episódio no qua ele não é investigado. As informações são do jornal O GLOBO.
“Não há qualquer investigação que envolva o senador Flávio Bolsonaro nesse caso. Ainda assim, insiste-se na repetição de acusações sem base, numa tentativa evidente de construir uma narrativa artificial”, diz trecho da nota.
A reação foi motivada, principalmente, pela apresentação de uma nova linha de comunicação do PT durante o 8º Congresso Nacional da legenda, realizado no último fim de semana, em Brasília. No encontro, integrantes do partido tiveram acesso a um vídeo que busca estabelecer uma conexão entre o escândalo do Banco Master e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Um dos materiais exibidos termina com a frase: “A verdade é que o Banco Master é Bolso Master”, em referência ao fato de a instituição financeira ter obtido autorização para funcionamento durante o governo anterior.
Sóstenes, contudo, rebate a tentativa de atrelar o caso à família Bolsonaro, e diz que “a repetição de versões não comprovadas, com o objetivo de influenciar a opinião pública, substitui o compromisso com a verdade”.
Além da ofensiva comunicacional, o congresso petista também aprovou um manifesto com propostas de reformas estruturais, incluindo mudanças no Poder Judiciário — com previsão de “mecanismos de autocorreção” — e no sistema político, especialmente no modelo de execução das emendas parlamentares, tema que tem gerado atritos recorrentes entre Executivo e Legislativo.
A associação entre o caso do Banco Master e o entorno bolsonarista, no entanto, não é inédita. A expressão “Bolso Master” já vinha sendo utilizada há meses por parlamentares do PT, sobretudo por integrantes da CPI do INSS ligados ao partido, que passaram a adotar o termo à medida que a comissão avançava sobre o tema.
Na nota, o líder do PL na Câmara também tenta inverter o foco das críticas ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retoma um encontro do controlador do banco, Daniel Vorcaro, com o petista.
“O Brasil tem o direito de saber o que foi tratado nesses encontros e por que essas reuniões não foram devidamente registradas com transparência”, afirma.
O homem que invadiu, no fim de semana, um jantar de Donald Trump com correspondentes da Casa Branca foi formalmente acusado de tentar matar o presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (27). O crime pode levar à prisão perpétua. As informações são do g1.
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, compareceu nesta segunda-feira à primeira audiência sobre o caso, em um tribunal de Washington. le foi denunciado por três crimes, segundo o Departamento de Justiça:
tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, que pode levar à prisão perpétua;
transporte interestadual de arma de fogo para cometer um crime, com pena de até 10 anos de prisão;
disparo de arma de fogo durante um crime violento, com pena mínima de 10 anos e máxima de prisão perpétua.
A procuradora-geral dos EUA no Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, disse que mais acusações serão apresentadas conforme as investigações avançarem.
O jornal The New York Times informou que uma das promotoras do caso afirmou que Allen foi até Washington com uma espingarda, uma pistola e três facas, com o objetivo de realizar um “assassinato político”. As informações foram confirmadas por Pirro em uma coletiva de imprensa.
Allen respondeu a perguntas do juiz e permaneceu aparentemente calmo durante a audiência, segundo a imprensa americana. Ele não apresentou declaração de culpa ou inocência.
Ainda durante a audiência, promotores pediram a prisão preventiva do acusado. A Justiça determinou a custódia temporária e marcou nova audiência para quinta-feira (30).
Outros crimes devem ser adicionados ao processo, segundo Pirro. Também há a possibilidade de que o caso seja analisado por outras instâncias da Justiça dos Estados Unidos.
O caso
O jantar, evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com correspondentes que cobrem a Casa Branca, ocorria na noite de sábado (25), em um hotel em Washington, quando foi interrompido após tiros serem ouvidos. Trump foi retirado às pressas e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
Allen é professor e não tinha antecedentes criminais.
A polícia ainda investigava, nesta segunda-feira, a motivação do crime, com base em imagens e anotações do suspeito.
O jantar foi interrompido, e jornalistas e autoridades do alto escalão do governo Trump que estavam no local se agacharam. Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance, que estavam em uma mesa no palco do salão, foram retirados, enquanto os jornalistas permaneceram para checagens de agentes do Serviço Secreto.
Jornalistas relataram que o esquema de segurança para entrada no evento não foi rigoroso. A equipe da TV Globo que esteve no local afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
A defesa do deputado estadual Izaías Régis (PSD) afirmou que a decisão da Vara da Fazenda Pública de Garanhuns, que condenou o parlamentar ao ressarcimento de valores, diverge de entendimentos anteriores do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o mesmo caso. Segundo os advogados, o deputado ainda não foi formalmente notificado da sentença.
De acordo com a defesa, o MPF arquivou investigação relacionada ao contrato após análise baseada em relatórios do TCU, que apontaram a execução de cerca de 58% das obras de pavimentação e drenagem, em proporção compatível com os recursos federais repassados, estimados em aproximadamente R$ 394 mil. Os relatórios também indicaram que as intervenções estão em uso e em condições adequadas, além de registrar a devolução de parte dos valores não utilizados. Com base nesses elementos, o Ministério Público Federal concluiu pela ausência de dolo, improbidade administrativa ou prejuízo ao erário.
Ainda segundo a defesa, o contrato foi firmado com a Caixa Econômica Federal com base em decisão liminar válida à época, posteriormente revogada, o que resultou na rescisão e devolução de recursos remanescentes. Os advogados sustentam que há expectativa de reversão da decisão nas instâncias superiores e destacam que as contas do ex-prefeito foram aprovadas pelos órgãos de controle ao longo de sua gestão.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco fará, no próximo dia 7 de maio, às 14h, uma audiência pública para debater os riscos sanitários da importação de tilápia do Vietnã e os impactos na produção estadual. O encontro será realizado no auditório Sérgio Guerra e deve reunir produtores, empresas do setor, órgãos de fiscalização, representantes de universidades e gestores públicos.
A decisão foi tomada após reunião entre parlamentares e representantes da cadeia produtiva, nesta segunda-feira (27). “Vamos mobilizar a sociedade e colocar a Casa à disposição para encontrar soluções para esta questão que pode comprometer a produção estadual”, afirmou o presidente da Alepe, Álvaro Porto. Segundo o grupo, há preocupação com a possibilidade de entrada do vírus TiLV, associado a perdas na piscicultura, além de questionamentos sobre o controle sanitário do produto importado.
Pernambuco produz cerca de 35 mil toneladas anuais de tilápia e ocupa a 10ª posição no ranking nacional. Municípios como Petrolândia, Floresta, Itacuruba, Belém do São Francisco e Jatobá concentram a produção no estado. A audiência será articulada com a Comissão de Agricultura da Casa e tem como objetivo discutir medidas para proteção da atividade.
Há uma leitura de parte do governo de que os arroubos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, auxiliam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua tentativa de reeleição. Trump ajudaria Lula a recuperar o discurso nacionalista que por muito tempo ficou nas mãos do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, joga sobre o bolsonarismo a ideia de que o grupo é que age contra os interesses nacionais ao estar alinhado a Trump em ações que prejudicam o Brasil. De fato, houve um momento em que essa ideia alavancou Lula, logo depois do tarifaço. Agora, porém, a questão está em outro ponto: as ações do presidente Trump acentuam o maior problema hoje de Lula: o sentimento quanto à economia.
Impacto da inflação dos alimentos
É correta a leitura que faz o governo de que boa parte da sensação do brasileiro de que a economia vai mal parte do alto grau de endividamento da sociedade. Mas não é somente isso. Se a inflação de um modo geral está controlada, vem havendo uma alta no preço dos alimentos. Em março, a inflação apenas da comida teve alta de 1,56%, com alguns produtos tendo aumentos muito grandes. O tomate, por exemplo, subiu mais de 20%.
É onde trava o “Trump, go home”: talvez não importe muito de quem vem a culpa se o problema pesar no bolso. Como mostramos aqui no Correio Político, essa já era há alguns dias a preocupação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro. A guerra no Oriente Médio pode impactar ainda mais o preço dos alimentos porque pode provocar problemas na oferta de fertilizantes, que o Brasil importa, na sua grande maioria (mais de 80%), e boa parte vem do Irã, justamente o país com o qual os EUA estão em guerra.
Falta de soluções concretas
A falta de fertilizantes pode impactar a safra e fazer subir ainda mais o preço dos alimentos. A senadora chegou a pedir uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar do tema. A reunião aconteceu no dia 8 de abril, e dela participou também o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Mas a conversa acabou tratando mais de outro tema.
Efeitos
A conversa acabou girando mais em torno de um projeto de lei que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para produtores rurais afetados por eventos climáticos. Pouco se falou sobre os efeitos da guerra de Trump no Oriente Médio. Ficou uma sensação de que o governo não tinha soluções concretas.
Exportações
O impacto das exportações já está sendo sentido. As exportações para o Golfo Pérsico já tiveram uma redução, em março, de 31,47%. E os dados são do próprio Ministério do Desenvolvimento, por meio da plataforma ComexStat. E a queda vem bem na linha das preocupações, para países como Arábia Saudita.
Problema
Por enquanto, as contas ainda fecharam com superávit de US$ 41,4 milhões, apesar da queda, porque a venda de alguns produtos, como a carne bovina, compensou a queda grande de alguns outros produtos, especialmente milho e açúcar. A verdade é que esse não é apenas um problema brasileiro.
Diversificação
Mesmo antes do tarifaço, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) já vinha trabalhando na diversificação dos destinos internacionais dos produtos brasileiros. Há alguns ganhos importantes. Caso, por exemplo, do contrato que a gigante chinesa das cafeterias, Luckin’ Coffee, fechou com produtores de café de Rondônia.
Frango
O problema é que tais avanços não mitigam eventuais impactos. As exportações de frango, por exemplo, caíram 20% para os países do Oriente Médio. O custo da exportação aumentou com rotas alternativas. Cerca de 30% das exportações de frango brasileiras são para países do Oriente Médio.
Acordo
No dia 1º de maio, entra em vigor o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. E o governo aposta muito nele também para compensar perdas. Ocorre, porém, que o acordo entra de forma provisória. Há ainda resistência de países, como a França e a Polônia. O acordo foi judicializado. Nada foi, portanto, resolvido.
A senadora Teresa Leitão (PT) afirmou, nesta segunda-feira (27), que a divisão da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) no que diz respeito a apoios aos pré-candidatos ao governado de Pernambuco na eleição deste ano, além de um movimento particular, está em desacordo com a definição de quase 90% do diretório estadual, tomada recentemente, depois de plenárias realizadas.
“Como o PT vai tratar isso, eu ainda não sei, mas sei que vai tratar. O que alerto apenas é que temos que ter um cuidado grande com a chapa a qual compomos”, disse a senadora em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha 96,7 FM.
Teresa fez questão de lembrar que a chapa de pré-candidatos em Pernambuco a qual houve interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi a da Frente Popular, encabeçada pelo ex-prefeito João Campos (PSB), com Carlos Costa (Republicanos), como vice; Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), como senadores. “Esta foi a chapa (de pré-candidatos) conversada e dialogada com Lula”, ratificou.
Quanto ao fato deputados do partido ou da federação alegarem que a governadora Raquel Lyra (PSD) possa vir a apoiar o presidente Lula à reeleição, Teresa é enfática.
“O tempo é dela. Da mesma maneira que ninguém rasga dinheiro, ninguém rasga voto. Já houve, inclusive, na eleição dela, muita gente no segundo turno, que votou em Lula e votou nela, mas isso não é uma coisa para a gente está tensionando ou está se metendo nem está fazendo disso motivação para infidelidade partidária”, reclamou Teresa.
Indagada se, a partir das últimas pesquisas, que mostrariam Marília Arraes concentrando votos à esquerda, o PT tem receio de que os votos da esquerda se concentrem nela e não sejam divididos com Humberto Costa, Teresa disse que o pré-candidato petista aprece em segundo lugar ou tecnicamente empatado com Marília. “Pesquisa é o momento. Acho que nós temos condições de eleger os dois”, afirmou.
A experiência de ambos os pré-candidatos em campanhas majoritárias, em conjunturas bastante diferentes vai contar, segundo Teresa. “Estamos fazendo uma campanha dois em um: quem vota em Marília, vota em Humberto. Humberto também é primeiro voto em algumas circunstâncias. O que está havendo, e não é só em Pernambuco, é um ritual muito frenético de pesquisas. Parece que os institutos de pesquisa estão brigando entre si para apresentar melhores dados”, alegou.
Eleição presidencial No que diz respeito à eleição presidencial, Teresa disse que, diante da estratégia da extrema direita e da direita de lançarem mais de um candidato, compete à esquerda ampliar o seu campo e o número de apoiadores do presidente Lula.
“O foco é vencer a extrema direita. Então, no nosso governo, inclusive, temos partidos de direita à frente de ministérios. Dialogar com esses partidos, ampliar a vantagem de Lula no primeiro turno, ampliar a presença de Lula, que já é sempre muito boa no Nordeste, são também mecanismos que nós estamos analisando e avaliando”, disse a senadora.
Para Teresa, o vínculo do presidente Lula com palanques fortes nos estados, a eleição e a reeleição de senadores, seja do PT, seja da base aliada, também é um ponto fundamental nessa eleição. “A relação com as instituições, o respeito às instituições, tudo isso estará presente no nosso palanque justamente para fazer essa contraposição com aqueles que querem o atraso de volta”, acrescentou.
Para a senadora, em quatro anos, “com mais dois (anos) de golpe”, o Brasil desandou. “Não tivemos condições nem de enfrentar, com estratégia, com a ciência e com o cuidado com as pessoas uma pandemia. O governo anterior é responsável por quase 800 mil mortes no país, porque dizia que era mimimi, que era frescura, que tomar vacina era virar jacaré, que não era coveiro. Ninguém está esquecido disso”, relembrou.
A Câmara Municipal de Garanhuns realiza nesta quinta-feira (30), às 16h30, uma sessão solene para concessão de honrarias a personalidades com atuação no cenário político. A cerimônia será realizada no plenário da Casa e marca a entrega de medalhas e títulos de reconhecimento.
Serão homenageados Marília Arraes, que receberá a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva (mérito político); Silvio Costa Filho, que será agraciado com o título de cidadão honorário de Garanhuns; e João Campos, também com o título de cidadão honorário. Na ocasião, será entregue ainda a Medalha Oswaldo Ferreira da Silva, em memória do ex-governador Eduardo Campos, pai de João.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), anunciou nesta segunda-feira (27), durante o Congresso da Amupe, a chegada das águas do Rio São Francisco à Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. Segundo ele, a operação ocorreu durante a madrugada e encerra um período de mais de oito anos de desabastecimento. “Ver essa água chegar depois de quase uma década de espera é a realização de um compromisso com a dignidade do nosso povo”, disse.
Além do abastecimento, a Prefeitura informou que o município garantiu R$ 7,4 milhões provenientes da concessão da Compesa. De acordo com a gestão, os recursos serão aplicados em obras de saneamento básico, pavimentação asfáltica e calçamento, com o objetivo de ampliar a infraestrutura urbana.