A Missa do Vaqueiro, assim batizada desde o seu nascimento, em 1970, é um ato da liturgia católica, que se realiza anualmente, sempre com orações e muita fé, em sufrágio da alma de Raimundo Jacó e que costuma contar com os vaqueiros da região, reunidos a céu aberto, no sítio Lages, zona rural de Serrita, sertão pernambucano onde o sol escaldante faz o calor aquecer os corações sofridos pelo choro da ausência do vaqueiro Jacó.
A origem desta celebração decorre da comoção causada pela barbárie impune em decorrência do assassinato do vaqueiro Raimundo Jacó, encontrado morto em 1954, em pleno mês de julho, no sítio Lages onde hoje se encontra o Parque Nacional do Vaqueiro.
Nos primeiros anos, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, participou, até o seu desenlace, cantando e encantando com a magia da sua voz, louvando o seu primo Jacó, a quem ele, reverenciando o seu espírito, elevava, com os seus aboios, a figura emblemática do sertão, o vaqueiro, em especial a Raimundo Jacó.
Destaque para os shows de grandes cantores contratados para a parte profana da liturgia, e que promovem o cometimento espiritual para os que encontram, na música, os seus encantos.
Como compreender, minha gente, que, agora, 54 anos depois, possam políticos desprevenidos e desavisados, tentar mudar o nome do evento, numa agressão de lesa-cultura aos que lutam pela preservação dos nomes que dão relevo aos eventos, às ruas, às avenidas, aos monumentos, às instituições, etc.
A Missa do Vaqueiro, que é de autoria do padre João Câncio, patrono da Fundação que leva o seu nome e tem como acervo principal a Missa do Vaqueiro, é Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco, num reconhecimento do Estado à grandeza do evento, numa incorporação à argamassa da cultura do nosso povo, além de ser com este nome batismal um produto turístico de Pernambuco para o mundo.
Por que mudar o nome da missa para a Festa de Jacó? Compreende-se que a liturgia em questão, quanto mais se chamar por seu nome de origem, a Missa do Vaqueiro, quanto mais será a Festa de Jacó, porque sendo do vaqueiro, é também de Jacó, e quanto mais missa, mais festa.
Gonzaga tinha em Raimundo Jacó o grande vaqueiro, o grande aboiador, capaz de conduzir o gado na paisagem entre matos e matas. A sua canção, A Morte do Vaqueiro, é um grito de saudade, homenageando o primo Jacó.
Assim canta, no início da sua composição, o inesquecível Rei do Baião:
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar.
Que a Missa do Vaqueiro conserve o seu nome de origem, mantendo em nós o encanto de uma liturgia que reza preces em defesa de um espírito tão do Sertão e tão do nosso coração!
Roberto Pereira é ex-secretário de Educação e Cultura de Pernambuco e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo
O blog apurou e constatou que o presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, fez uso da assessoria de comunicação do partido para disparar, em massa, um release para a imprensa no qual categoricamente reduziu o senador Flávio Bolsonaro (PL) como “candidato derrotado” à Presidência da República.
Não que tal atitude soe como surpresa para veículos locais dado o histórico de oportuna apropriação eleitoral do clã, hoje ainda composto por André e Fred Ferreira, ambos egressos do PSC e, assim como Anderson, desprovidos de qualquer compromisso ideológico-partidário.
Mas até onde é possível ludibriar o eleitorado? Seria a direita pernambucana tão facilmente capaz de ser enganada sob a luz do sol ante as sombras de um projeto familiar de perpetuação no poder há anos desenhado sem qualquer respeito ao próprio eleitor? Para tanto, vamos aos fatos.
Do que vale a pena ser rememorado em sua trajetória, Anderson ganhou protagonismo na política por apresentar, em Brasília, enquanto parlamentar, um natimorto projeto de lei; e, em seguida, por ter abandonado a base aliada e subitamente encampado uma raivosa oposição ao então governador de Pernambuco, Paulo Câmara, à época filiado ao PSB.
O primeiro desvario veio como saída para um projeto de eleição municipal, enquanto o segundo por sobrevivência política, vide a imprevisibilidade que resultou no ingresso do ex-presidente Jair Bolsonaro no PL. Embriagado pelo poder, Anderson jamais cogitou a possibilidade de deixar a presidência estadual do PL.
Paralelamente, assistiu Bolsonaro ganhar corpo dentro do partido e impor ameaças, como o ex-ministro e hoje deputado federal eleito Gilson Machado Neto, indiscutivelmente o principal nome da direita e do bolsonarismo não apenas em Pernambuco, mas no Nordeste.
Para não ser preterido numa canetada, passou a se “vender”como arauto do conservadorismo, e para esse abismo levou consigo o irmão André, o cunhado Fred e a irmã Adriana, que foi empurrada goela abaixo como suplente do engodo eleitoral que foi a candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado.
Para tanto, precisaram se curvar a nomes como Lucas Pavanato (PL) e Nikolas Ferreira (PL), tendo que, literalmente, dançar conforme a cartilha, com corografias vexaminosas em busca de um mínimo de sobrevivência política.
Eis que chegamos ao capítulo “01”. Quem percorre os bastidores da política pernambucana sabe do asco que os Ferreira têm dos Bolsonaro. E sabe, também, mesmo que sem entender, de sua subserviência aos pés de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Ainda, sabe que o amor de última hora por Flávio Bolsonaro não veio por acaso.
Organizaram atos e venderam um apoio incondicional. Tentaram rifar candidaturas com táticas a partir da supressão do fundo partidário. Elegeram-se. Mas a que custo? Porque o — em tese — líder-mor acabou perdendo para o agora reeleito presidente Lula (PT).
Pouco mais de 24 horas depois, Anderson enviou um texto pronto para mais de uma dezena de blogs e veículos de comunicação com uma única mensagem: Flávio havia sido derrotado nas urnas, fugido do país, abandonado a pátria. Fora uma muleta eleitoral, mas diante do que passara a ser lido como um erro, tornara-se um déspota.
Diante de tudo, fica a pergunta: por que o eleitor de direita ainda se deixa enganar tão facilmente?
JANONES NÃO QUER MINISTÉRIO – O deputado André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do canal na internet “Exército de Lula”, postou em suas redes sociais um texto no qual explica a razão de não aceitar ser ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alegou que não poderia ter amarras do cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos. Segundo ele, o único lugar em que conseguirá entregar a Lula o que entregou no segundo turno da eleição é na Câmara dos Deputados. “Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!”, escreveu.
Surubim perde um dos filhos mais ilustres – Surubim está enlutada. Morreu, ontem, aos 91 anos, um dos seus filhos mais ilustres e mais apaixonado pela cidade, com relevantes serviços prestados ao município e ao Estado: Adalberto Farias Cabral, ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, pai do ex-deputado federal Danilo Cabral, atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo. Engenheiro agrônomo, foi honrado pelo voto popular com três mandatos para o parlamento estadual antes de chegar ao TCE, corte que presidiu com elevado espírito público e competência. Fez uma legião de amigos na vida pública, deixando em seu lugar o filho Danilo, que deu continuidade a sua obra, fiel ao legado e ao aprendizado. O velório e o sepultamento estão previstos para hoje, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, a partir das 9 horas.
Na cruzada contra Milei – Por falar em Janones, ele se reuniu, ontem, com o ex-ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, derrotado por Javier Milei na última eleição presidencial. Massa é um dos nomes do peronismo cotado para ser candidato na eleição do ano que vem, na qual o atual presidente deve tentar a reeleição. Janones deve se encontrar ainda com a ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar. Janones se encontrou com Cristina após a reunião com Massa. Ele compartilhou uma publicação nas redes com uma foto ao lado da ex-presidente. “Ao lado de Cristina Kirchner para dizer ao mundo que sim, nós podemos derrotar a extrema direita ! Creiam!”, escreveu.
O fujão reaparece – O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira aparição pública após a fuga para os Estados Unidos, foi a um culto evangélico domingo passado, na Flórida. Nas fotos, ele aparece acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada, Heloísa. Ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja: Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão. Durante o culto, o pastor José Maurício chegou a falar diretamente para o senador sobre derrota, mas sem citar diretamente a eleição. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, falou o pastor.
O adeus de José Múcio – “Já dei minha cota ao governo. Agora, vou cuidar de mim”, disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, numa conversa com este blogueiro. Mesmo que o presidente Lula (PT) venha a insistir com a presença do “Pacificador das Forças Armadas”, como assim ganhou notoriedade ao devolver paz e harmonia aos quartéis, que se inquietaram na gestão Bolsonaro, Múcio não irá ceder, porque já decidiu buscar qualidade de vida ao lado da família.
CURTAS
CHANTAGEM – Após a queda nas bolsas e a subida do dólar na semana passada, integrantes do governo e do PT intensificaram uma ofensiva contra o que classificam de “chantagem, terrorismo e especulação” do mercado financeiro, com críticas à cobrança de ajuste fiscal.
PAÍS 1 – A investida começou com o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia, Rui Costa, que criticou o setor financeiro, dizendo que esses agentes também precisam pensar no país.
PAÍS 2 – “O Brasil precisa discutir o setor financeiro, aqueles que fazem formação de preço, formação de expectativas. Eles precisam também pensar no país”, disse Rui em entrevista ao portal Metrópoles. “Tem muito, na minha opinião, de especulação, de busca de ganhos extraordinários”, acrescentou.
Perguntar não ofende: Quando a governadora vai pagar os passivos dos hospitais conveniados ao Sassepe?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar no quarto mandato um Ministério da Comunicação Digital, reunindo secretarias vinculadas hoje a outras pastas e permitindo ao petista uma atuação mais forte nas redes sociais.
Se vingar, a expectativa é que a nova estrutura fique com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o parlamentar afirmou, no entanto, que seu plano é integrar a base do governo na Câmara. As informações são do jornal O Globo.
No seu primeiro discurso após ser reeleito, o presidente agradeceu Janones mais de uma vez por ter criado o canal de Whatsapp “Exército do Lula”. Ele frisou que o aliado teve um “papel crucial na campanha” e prometeu mais espaço para a área na nova gestão: “Quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande.”
Segundo aliados, pelo plano em discussão, o ministério teria autonomia em relação à pasta de Comunicação Social (Secom). A nova estrutura herdaria a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à própria Secom.
A princípio, caberia ao novo ministério cuidar da regulamentação das redes sociais, outra promessa feita por Lula na noite da vitória. No atual mandato, o governo não conseguiu adesão no Congresso para tratar do tema.
“Nessa eleição a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, discursou.
Desde a divulgação do resultado, o presidente deu mostras de reconhecimento a Janones. Na última quinta-feira, Lula chamou o mineiro para um almoço no Palácio da Alvorada.
No encontro, gravou um áudio para o canal e Whatsapp, que ultrapassou os 10,5 milhões de inscritos, no qual anunciou que fará uma live com o parlamentar na semana que vem.
“Eu vou seguir o que o presidente determinar. Se ele falar que é no ministério, se ele falar que é na Câmara, se ele falar que é na liderança, eu vou ouvi-lo”, desconversou Janones na chegada para a agenda.
O presidente do PT, Edinho Silva, que coordenou a campanha de Lula, afirma que a criação da nova pasta não é certa: “O presidente ainda não decidiu nada sobre ministério, mas ele acha que é preciso ter uma área do governo que priorize o diálogo por meio das redes sociais.”
Por outro lado, há no próprio governo quem veja com ressalvas a possibilidade de Janones comandar um ministério, pois existem dúvidas se ele seria tão bom gestor como comunicador.
É certo, por enquanto, que o canal de Whatsapp “Exército do Lula” permanecerá ativo.
Ao longo do terceiro mandato do petista, a comunicação digital foi alvo de críticas. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, chegou a ter forte influência na área até a chegada de Sidônio Palmeira à Secom, em janeiro de 2025. Nos primeiros anos de governo, a secretaria de Estratégias e Redes era comandada por Brunna Rosa, próxima de Janja.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira (2), pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.
“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, acrescentou.
O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Matemático, apontado como um “prodígio” no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.
O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, divulgou nota de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) Adalberto Farias Cabral, ocorrido nesta segunda-feira (2). O parlamentar destacou a trajetória política e administrativa do pernambucano, que também ocupou cargos na Prefeitura do Recife.
Confira a nota na íntegra:
Nota de pesar
A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE.
No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele teve ainda atuação marcante na administração municipal do Recife, ocupando os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Nascido em Surubim, no Agreste, o ex-deputado era engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Externamos aqui os nossos pêsames e solidariedade aos familiares e amigos neste de momento de despedida e saudade.
Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
A disputa pela Prefeitura de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). O ex-prefeito Bruno Martiniano entrou em contato com a redação do Pernambuco Notícias para confirmar que pretende disputar as eleições municipais de 2028. A declaração ocorreu pouco depois de o portal divulgar uma relação de possíveis candidatos ao comando do Executivo municipal. As informações são do Pernambuco Notícias.
Ao comentar seu futuro político, Martiniano foi enfático: “Sou candidatíssimo”, afirmou, deixando clara sua intenção de retornar à Prefeitura de Gravatá. A manifestação acrescenta mais um nome ao cenário eleitoral que começa a se desenhar no município. Entre os possíveis concorrentes mencionados anteriormente pelo Pernambuco Notícias estão Léo do Ar, Ozano Brito, Rafael Prequé, João Paulo e Bruno Sales.
Durante o contato com a reportagem, Bruno Martiniano declarou que está com a situação eleitoral regularizada e que reúne condições para participar da próxima eleição municipal. O ex-prefeito ressaltou que ainda existe um intervalo considerável até as eleições municipais de 2028, período durante o qual poderão ocorrer articulações, negociações partidárias e mudanças no cenário político local.
O ex-gestor também voltou a questionar as circunstâncias que provocaram sua saída da administração municipal. Segundo ele, seu afastamento ocorreu de maneira injusta, em decorrência de acusações que, conforme sua versão, não foram comprovadas.
Martiniano sustenta que teve o mandato interrompido antes de conseguir concluir projetos e ações planejados para Gravatá. Ele considera que uma eventual volta à prefeitura representaria a oportunidade de dar continuidade ao trabalho iniciado durante sua gestão.
As afirmações sobre a ausência de impedimentos eleitorais e sobre as acusações relacionadas ao afastamento são declarações do próprio ex-prefeito. A confirmação de sua elegibilidade dependerá das condições legais aplicáveis ao registro de candidatura em 2028.
A trajetória política de Bruno Martiniano à frente da Prefeitura de Gravatá foi marcada por uma intervenção estadual que resultou na interrupção de sua administração. Na ocasião, nem Martiniano nem o então vice-prefeito, Rafael Prequé, permaneceram no comando do município. A administração passou a ser conduzida pelo coronel Mário Cavalcanti, indicado pelo então governador de Pernambuco, Paulo Câmara.
O episódio permanece como um dos acontecimentos mais marcantes da história política recente de Gravatá e voltou a ser mencionado pelo ex-prefeito ao justificar seu interesse em retornar à vida pública.
Foi confirmada a morte de Girlânia Cachoeira, 51 anos, esposa do cantor e compositor sertaniense César Amaral. Girlânia encontrava-se internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave de saúde. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
César Amaral chegou a anunciar nesta segunda-feira (2), nas redes sociais, o cancelamento temporário do evento de gravação do seu audiovisual “No Canto do Forró”, com participações confirmadas de Flávio José, Flávio Leandro, Juarez entre outros artistas que seriam divulgados ao longo do período do evento. O motivo era o agravamento da saúde da esposa. O novo audiovisual estava programado para acontecer no dia 27 de novembro, no município de Sertânia. As informações são do Blog do Nill Júnior.
O ex-deputado estadual e ex-presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco Adalberto Farias Cabral morreu, nesta segunda-feira (2). O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, entre as 9h e 11h desta terça (3). As informações são do Blog da Folha.
Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, nasceu em 15 de fevereiro de 1935 e dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, à política e à administração pública. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Adalberto construiu uma trajetória marcada pela atuação em diferentes instituições públicas do estado.
Exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1982, 1983 e 1986 e 1987 e 1988. Também integrou a administração municipal do Recife, onde ocupou os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU).
Em 1988, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco pelo então governador Miguel Arraes de Alencar. Na instituição, exerceu a presidência em dois períodos, de 1992 a 1993 e de 2000 a 2001, além de desempenhar outras funções de direção, entre elas as de ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Aposentou-se em fevereiro de 2005.
Adalberto Farias Cabral deixa a esposa, Maria do Amparo, seis filhos — Danilo Cabral, ex-deputado federal e atual secretário nacional do Ministério do Empreendedorismo ; Lúcia Helena; Marcos Jorge (in memoriam); Glauco; Adalberto Filho; e Luciana —, além de 13 netos e quatro bisnetos.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, fez duras críticas aos principais institutos de pesquisa do país após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (25). Em publicações no X, Roman afirmou que o receio de sofrer represálias judiciais e de enfrentar uma CPI das pesquisas levou os institutos a superestimarem o desempenho do candidato bolsonarista.
Segundo Roman, Quaest e Datafolha utilizaram modelos equivocados de eleitor provável, ignorando o crescimento da mobilização lulista na reta final da campanha. O executivo também reconheceu um erro da própria AtlasIntel: a coleta de dados durante cinco dias teria diluído a tendência de aproximação entre os candidatos. Segundo ele, o monitoramento mais recente da empresa apontava uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual, contra os 1,6 ponto divulgados anteriormente.
O pesquisador ainda elogiou a concorrente Futura, afirmando que ela teve mais coragem que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas. Para Roman, a pressão política e judicial comprometeu a independência dos levantamentos. Ele defendeu uma profunda reforma e despolitização da Justiça brasileira, além do impeachment de ministros, mas não apresentou, nas publicações, provas de que as pressões mencionadas tenham efetivamente alterado os resultados das pesquisas.
A manifestação ocorre após uma eleição em que Lula contrariou as projeções de vitória de Flávio Bolsonaro e conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. As declarações de Roman, à frente de um dos principais institutos de pesquisa do país, reacendem a discussão sobre a precisão dos levantamentos e os efeitos da judicialização sobre a atividade dos pesquisadores.
Uma pessoa ficou ferida após uma forte ventania atingir a orla do Janga, na cidade de Paulista, no Grande Recife, na noite do domingo (1º). Imagens que circulavam nas redes sociais mostram a força do vento, que arrastou cadeiras, tendas de barracas, brinquedos infláveis, balanços e outros equipamentos instalados na orla.
Segundo comerciantes e moradores que estavam no local, a ventania aconteceu por volta das 19h50 e provocou momentos de tensão entre as pessoas que aproveitavam a véspera do feriado do Dia de Finados na área. As informações são do g1.
Um homem que estava sentado na calçada foi atingido por uma placa de um estabelecimento comercial. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível obter informações sobre o estado de saúde.
Um morador identificado apenas como Gesiel contou que esteve no local pouco depois da ventania e que os ventos fortes atingiram um trecho específico da orla. “As pessoas estavam assustadas, realmente, essa ventania não aconteceu na orla toda, foi apenas nesse ponto específico. O pessoal ficou assustado, e algumas pessoas que estavam em outras áreas da orla, para elas, nada aconteceu. A gente não sabe exatamente como uma coisa dessas acontece apenas numa área específica”, disse o morador à TV Globo.
O que diz a Apac
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), rajadas fortes de vento podem ser provocadas pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), sistema meteorológico que costuma apresentar maior intensidade entre os meses de agosto e dezembro.
Por meio de nota, a Apac explicou, ainda, que a presença do fenômeno El Niño, que apresenta forte intensidade no Oceano Pacífico nessa época do ano, também pode contribuir para alterações no padrão de pressão atmosférica, favorecendo:
o fortalecimento do sistema Asas;
o aumento da velocidade dos ventos.
Além disso, a Alta Subtropical atua como inibidora da formação de chuvas, contribuindo para a redução das precipitações.
O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, fez uma crítica ao lema “Deus, Pátria e família”, associado à família Bolsonaro. Em trecho da declaração que viralizou nas redes sociais neste fim de semana, o líder da organização religiosa questiona a hierarquia citada na declaração, e coloca a família à frente do Estado ou “o que mais queira ser”.
A fala, no entanto, foi dada no dia 25 de outubro pela manhã, ou seja, no domingo da eleição do segundo turno. “Eu não aprovo aquela teoria “Deus, pátria e família” (…). Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser. Na igreja Universal do Reino de Deus nós priorizamos essa hierarquia: primeiro Deus. Assim foi com Abraão, assim foi com Isaac, assim foi com quem seguiu esse padrão: Deus, família, e então, o resto”, diz Edir Macedo, citando personagens bíblicos durante a declaração no culto.
O bispo complementa a oratória: “Se não houver família, vai haver pátria?”, questiona, enfatizando a declaração no púlpito aos fieis. “Hein? Impossível! Só vai haver pátria quando vier da família, que vem de Deus. Primeiro Deus, aí a família e todas as demais coisas.”
A declaração do líder ocorre após a igreja adotar uma postura de afastamento das eleições presidenciais deste ano. Durante o primeiro turno, a Universal manteve distância da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A posição difere da adotada em 2022, quando apoiou o nome de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.
No primeiro turno, a igreja lançou uma campanha espiritual, e os bispos reforçaram a necessidade de eleger nomes vinculados à Universal e seus valores para cargos no Legislativo. A estratégia era construir “muros” para protegê-la do que encaram como ameaças, como o PL da Misoginia e a taxação de templos.
A estratégia, no entanto, não obteve o êxito desejado. Na eleição à Câmara dos Deputados, a Universal viu metade dos seus 12 deputados que tentaram a reeleição, todos do Republicanos, fracassarem.
Em São Paulo, os deputados Marcos Pereira e Maria Rosas se reelegeram com votações inferiores às de 2022, enquanto Milton Vieira e Vinicius Carvalho ficaram fora. Pereira, que é também o presidente nacional do Republicanos, caiu de 231 mil votos há quatro anos para 196 mil agora.
Além da derrota na Câmara, o Rio quebrou sua tradição de eleger um senador com identidade evangélica quando há duas cadeiras em disputa. Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) foram superados por Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL e associados ao bolsonarismo.
Para analistas, o resultado sinaliza que políticos evangélicos que se aproximaram do bolsonarismo, com aval de suas igrejas, vêm perdendo espaço entre esses apoiadores, que também têm identidade religiosa, mas atuam sem a chancela de pastores ou bispos.
Deixei a chave reserva sob o vaso de samambaia, no degrau que dá para a rua. Era o nosso costume. Quem chegasse primeiro entrava e tornava a pôr a chave no lugar, uma pequena delicadeza que durante anos nos poupou de acordar um ao outro. Naquela manhã de sábado, porém, eu levava uma mala e ambos sabíamos que eu ia embora. Ainda assim me abaixei, ergui o vaso, acomodei a chave na marca que o tempo lhe cavara na madeira. Dos gestos daquela despedida, foi esse o que mais demorei a compreender. Eu havia decidido partir e, diante da porta, minhas mãos só sabiam fazer o que tinham aprendido para voltar.
No domingo anterior, ela usara um vestido amarelo. Lembro que, ao atravessarmos a ponte, o vento colara a saia em minhas pernas e ela dissera, com aquela seriedade que reservava para as coisas engraçadas, “Agora vais ter de acertar o passo comigo”. Foi assim que atravessamos, um pouco aos tropeços, rindo da dificuldade de andar a dois dentro de um vestido feito para um corpo só. Durante o resto da tarde ainda me aconteceu olhar para ela e rir sozinho, e ela, que sabia muito bem do que eu estava rindo, juntava os joelhos e prendia a saia com as duas mãos, embora estivéssemos sentados e já não houvesse vento algum.
Gente de fora da nossa casa invejava a alegria que tínhamos juntos e via na nossa união um obstáculo às próprias ambições. Era sobre a mulher que eu amava que recaía a parte mais dura daquele sofrimento. Naquela manhã de sábado, perto da janela onde ela costumava ler, contei-lhe por que eu tinha decidido partir. Queria poupá-la, e me custou dizer isso olhando para os olhos que eu teria querido ver envelhecer de perto. Depois fui buscar a mala. Ao atravessar a sala, pisei de leve, como quem passa por uma casa de madrugada e toma cuidado para não acordar nenhum cômodo.
No quarto alugado onde passei a morar, descobri aos poucos a extensão da mudança. Certa manhã, vesti a camisa pelo avesso e só dei por isso na padaria, ao procurar o bolso para pagar o pão. Levei a mão ao peito, achei o bolso do lado de dentro e me ocorreu, inteira, a frase que lhe diria ao chegar em casa, que eu andava tão distraído que já precisava entrar na camisa para tirar o dinheiro. Era uma tolice das nossas. Havia anos eu lhe dizia coisas assim com a liberdade de quem sabia que podia ser um pouco menino aos olhos de uma mulher sem que ela o amasse menos por isso. Voltei com o pão debaixo do braço e, pela primeira vez desde a partida, senti saudade de mim. Daquele homem que atravessara uma ponte metido na saia do vestido dela e, se a ponte fosse mais comprida, teria agradecido.
Hoje, quando passo pela rua, ainda olho o degrau. A samambaia cresceu, as folhas mais compridas já tocam o chão. Nunca mais vi seu rosto. Não bato. Não ligo. Nunca mais levantei o vaso.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
O senador Flávio Bolsonaro, em sua primeira aparição pública após fuga para os Estados Unidos, foi a um culto evangélico, na Flórida. Nas fotos, ele aparece acompanhado da mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, o irmão Eduardo Bolsonaro e a cunhada, Heloísa.
Ele também posou com os pastores responsáveis pela igreja Alice Fernandes, a Mãezona, e José Maurício Fernandes, conhecido como Paizão.
Durante o culto, José Maurício chegou a falar diretamente para o senador sobre derrota, mas sem citar diretamente a eleição. “Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando”, falou o pastor.