A atriz, cantora e escritora paraibana Mayana Neiva é uma das atrações do Festival Juá Literária, que movimenta Juazeiro (BA) com uma programação voltada à literatura, música e formação de leitores. A artista participou, nesta sexta-feira (24), de um bate-papo sobre o livro Sofia, no espaço Carreta Literária – Criança Leitora, e volta ao palco neste sábado (25), às 20h, na Orla Nova, com o espetáculo musical “Tá tudo aqui dentro”.
Com exclusividade para o blog, Mayana falou sobre a emoção de integrar o festival e sobre o impacto da iniciativa para o fomento da leitura. “É um movimento super bonito. Eles estão querendo tornar Juazeiro uma cidade leitora, é um evento enorme, cheio de artistas grandes, tanto da literatura quanto da música. São seis mil crianças por dia, então vem criança de todo lugar. Está super bonita a iniciativa aqui, vale a pena mesmo”, afirmou.
No encontro literário, ela apresentou Sofia, livro escrito e ilustrado em parceria com Luana Neiva. “A história do livro é sobre uma menina que engoliu o sol e o que acontece com ela depois. O sol, para mim, também é uma metáfora da nossa consciência, da luz que a gente tem, do nosso coração. A cada tempo, quando a gente entra em contato com a luz que a gente é, o mundo se revela diferente”, explicou Mayana.
O show “Tá tudo aqui dentro”, criado e apresentado pela própria Mayana Neiva, propõe uma travessia entre poesia e ritmo, em que o forró encontra o tango, o xote dialoga com a cumbia e o carimbó se mistura à salsa. O repertório presta tributo a grandes mulheres da música nordestina e latino-americana, como Anastácia, Glorinha Gadelha, Elba Ramalho, Marinês, Clara Nunes, Mercedes Sosa e Violeta Parra, em uma celebração da força feminina e da diversidade cultural.
A programação da Juá Literária inclui nomes como Arnaldo Antunes, Bia Marinho, Wil Contador, Manuel Cavalcante, Lenice Gomes, Thami Cavalcanti e o grupo Educação Cósmica, entre outras atrações.
O festival é uma realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, dentro do Programa Juá Literária, com apoio da Editora IMEPH, Ande Livros, Governo da Bahia e Fundação Pedro Calmon, e produção da Carranca Produções e Entre Versos e Canções Produções Artísticas. Entre os espaços de destaque está a FLIJUÁ – Feira de Literatura de Juazeiro, realizada na Tenda das Palavras, conforme a Lei Municipal nº 3.238/2024.
“Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha”, diz Wolney Queiroz
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que 4,8 milhões de aposentados e pensionistas foram ressarcidos pelos descontos associativos feitos sem autorização em seus benefícios. Segundo ele, a União desembolsou R$ 3,2 bilhões para antecipar os pagamentos, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta recuperar os recursos junto aos responsáveis pela fraude.
Wolney rejeitou a classificação do caso como um escândalo da própria instituição, embora o episódio tenha provocado desgaste no Governo Lula (PT) e levado à instalação de uma CPMI no Congresso. “Não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha que roubou os aposentados. Meu dever é preservar a instituição”, declarou.
O prazo para requerer a devolução terminou em 20 de junho, quando, de acordo com o ministro, já não havia procura significativa pelos canais de atendimento. “Ressarcimos integralmente 4,8 milhões de aposentados e pensionistas”, disse. A União optou por antecipar o pagamento para que os beneficiários não precisassem aguardar o fim das ações judiciais.
Até o momento, a AGU conseguiu bloquear R$ 2,8 bilhões em bens e valores ligados aos investigados, quantia ainda inferior ao total pago aos segurados. Segundo Wolney, 42 pessoas já foram indiciadas e os bloqueios poderão aumentar com o avanço das investigações. “O caixa da União será ressarcido”, assegurou.
Sobre a fila do INSS também foi abordada na entrevista, o ministro informou que número de pedidos com mais de 45 dias de espera caiu de 1,8 milhão, em janeiro, para aproximadamente 390 mil. “Esse é o tamanho da fila”, explicou. O instituto recebe cerca de 1,3 milhão de novos requerimentos por mês, que não são contabilizados como atraso enquanto permanecem dentro do prazo.
Para reduzir o estoque, foram contratados 500 novos peritos, instaladas 800 salas de perícia conectadas e ampliados os mutirões, que somaram mais de 300 mil atendimentos no primeiro semestre. Wolney afirmou que a meta é eliminar os processos acima de 45 dias até o fim do ano. “Quando resolvermos, a fila estará zerada, não existirá mais represamento, só fluxo”, projetou.
Além da fraude e do acúmulo de requerimentos, o ministro apontou a pejotização e a baixa contribuição dos microempreendedores individuais como os principais desafios da Previdência. Segundo ele, trabalhadores de aplicativos permanecem, em grande parte, sem cobertura em caso de acidentes, afastamentos ou aposentadoria. “O INSS não é só para quando se aposenta, mas também um seguro para quem sofre acidente”, ressaltou.
Wolney defendeu uma contribuição menor para incorporar esses profissionais ao sistema, mesmo diante do possível impacto inicial nas contas previdenciárias. “É melhor botar esse povo todo na Previdência do que na assistência social sem contribuir”, argumentou.
Moraes cobra explicações sobre vídeo de Bolsonaro por IA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro (PL) esclarecer se o ex-presidente autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo produzido por inteligência artificial e exibido na convenção nacional do PL, no sábado (25), em São Paulo. Na gravação, Bolsonaro aparece apoiando a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmando estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”. Moraes advertiu que uma eventual autorização poderá representar novo descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente, hoje em prisão domiciliar humanitária. Caso não tenha havido consentimento, o ministro apontou possível desrespeito à ordem judicial por Flávio e pelo partido, além da eventual configuração de deepfake, prática proibida pela legislação eleitoral.
De olho em 2030 – O partido Republicanos está mirando em 2030, numa candidatura à Presidência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e não deve fechar aliança com o PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. A estratégia é reeleger o governador de São Paulo, que seria um candidato natural da legenda em 2030, quando o presidente Lula (PT), se vencer a eleição deste ano, não poderá mais ser candidato. Amigos de Tarcísio destacam que, publicamente, o governador de São Paulo não pode deixar de dar apoio a Flávio Bolsonaro, até por gratidão. Integrantes do Republicanos confidenciaram, porém, ao blog do Valdo Cruz, que a maioria da legenda atualmente não quer um apoio ao filho de Bolsonaro. Prefere apostar no projeto de 2030.
Flávio nega calúnia – O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, decidiu não prestar depoimento à Polícia Federal em inquérito sobre suspeita de calúnia contra o presidente Lula (PT) e enviou esclarecimentos por escrito ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolve uma publicação de Flávio em rede social na qual o senador comentava uma notícia sobre eventual delação premiada do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e fazia relação do tema com o presidente brasileiro. A defesa de Flávio afirmou que isso não poderia ser considerado crime. “Dizer que alguém ‘será delatado’ significa, tão somente, afirmar que essa pessoa será mencionada por um colaborador no âmbito de seu depoimento. Nada além disto. E ser mencionado por um colaborador em seu depoimento não significa ter contra si uma imputação criminosa ou ter a atribuição de uma prática ilícita em seu desfavor”, diz a petição. O inquérito tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes para apurar se houve crime contra a honra do presidente Lula.
Governo Lula prorrogará Desenrola Brasil 2.0 – O governo Lula renovará o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil 2.0 por ao menos mais 30 dias. O programa é uma das apostas do governo para alavancar a popularidade do presidente no ano eleitoral, e seria encerrado no dia 3 de agosto. A informação foi divulgada pelo O Globo. Segundo um integrante da equipe econômica, a prorrogação pode ser ampliada para além dos 30 dias atuais. O último balanço do Ministério da Fazenda aponta que até o dia 23 foram renegociados R$ 22 bilhões em dívidas, com 3,6 milhões de operações. Pesquisa Quaest divulgada em julho indicou que o programa auxilia na melhora da aprovação do presidente. Na ocasião, 55% dos entrevistados afirmaram que o programa era positivo.
Estado de emergência – Em meio às recentes tensões, o governo Donald Trump decidiu prorrogar o estado de emergência contra o Brasil por mais 1 ano. No comunicado, que será publicado amanhã, no Federal Register, o Diário Oficial norte-americano, o presidente dos Estados Unidos voltou a falar sobre casos de “censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil” e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro para justificar a decisão. Na prática, a prorrogação do estado de emergência somente estende uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano em 30 de julho de 2025. Segundo reportagem do portal Metrópoles, para estender a “emergência nacional” sobre o Brasil, Trump usou os mesmos argumentos que basearam a decisão do último ano.
CURTAS
MILITANTES – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o limite de contratações de pessoal para as campanhas de presidentes, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Em Pernambuco, candidatos ao Governo do Estado poderão contratar até 2.998 pessoas em todo o estado para trabalhar na militância, de acordo com a tabela divulgada pela corte. As informações são do Blog da Folha.
MILITANTES II – Já candidatos à Presidência da República e ao Senado Federal terão direito de contratar até 1.499 cabos eleitorais, enquanto deputados federais poderão ter 1.049 pessoas atuando na campanha. Deputados estaduais vão poder contratar 525 agentes de campanha. Os militantes voluntários, que não recebem remuneração, ficam fora desse cálculo, assim como fiscais de partido, delegados, advogados e pessoal contratado para atividades administrativas internas.
FGTS – O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 13,042 bilhões entre os trabalhadores cotistas. O valor representa 89% do lucro auferido pelo Fundo em 2025, de R$ 14,7 bilhões. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal de forma proporcional ao saldo das contas ativas e inativas com saldo existente em 31 de dezembro de 2025. Para saber se o trabalhador tem direito, basta acessar o site do Fundo de Garantia.
Perguntar não ofende: Até quando Trump usará Bolsonaro como pretexto para atacar o Brasil?
O porta-voz da Casa Rosada, Adrian Ravier, afirmou nesta terça-feira (28) que a troca de ataques entre os governos da Argentina e do Brasil incluiu ofensas dos dois lados. A declaração foi dada após o presidente argentino, Javier Milei, chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” durante o lançamento candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo ele, as divergências entre os dois países são de natureza política e ideológica, mas não foram levadas pelo governo argentino para o campo diplomático. As informações são do g1.
“Sempre houve insultos de ambos os lados. Penso que se tratam de diferenças ideológicas e políticas, mas a Argentina nunca levou essas diferenças para o âmbito diplomático”, disse o porta-voz.
A fala ocorre em meio ao aumento da tensão entre Brasília e Buenos Aires, após as declarações de Milei durante o evento realizado na capital paulista.
Troca de farpas
A crise diplomática entre Brasil e Argentina começou após Milei participar da convenção partidária do PL. Durante o discurso, Milei chamou o presidente Lula de “ladrão”, o ministro do STF Alexandre de Moraes de “lixo careca” e fez críticas ao governo e a economia brasileira.
O governo brasileiro reagiu convocando o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, uma medida adotada em momentos de tensão entre países.
Desde, autoridades dos dois governos trocaram novas declarações. Milei voltou a criticar Lula nas redes sociais. No Brasil, integrantes do governo responderam às falas do presidente argentino, enquanto Lula evitou ampliar o confronto ao comentar o episódio.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se o uso de imagem e voz do ex-presidente em vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), exibido na convenção nacional do PL, neste sábado (25).
Na gravação, a imagem do ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro “de braços abertos” como candidato à Presidência. As informações são do g1.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.
Na decisão, Moraes diz que é preciso esclarecer se Bolsonaro autorizou ou não o uso da imagem e cita possível descumprimento das medidas impostas na prisão domiciliar.
“A eventual concordância de JAIR MESSIAS BOLSONARO com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado”.
Ao justificar a medida, Moraes afirma que o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal e também está proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.
O ministro diz ainda que, se o ex-presidente não autorizou o uso, “além de constituir desrespeito à ordem judicial por FLÁVIO NANTES BOLSONARO e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de deepfakes, ou conteúdo sintético, para substituir a imagem ou voz de pessoa viva, mesmo com autorização. Deepfake é um tipo conteúdo criado ou manipulado por inteligência artificial para simular falas, imagens ou vídeos de uma pessoa com aparência de autenticidade.
Neste domingo, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra o PL e o senador Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial.
Restrições impostas a Bolsonaro
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está sujeito a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a proibição de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado.
Antes da convenção, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as condições da prisão domiciliar após Flávio divulgar uma carta na qual o pai o indicava como porta-voz e reafirmava apoio à candidatura do filho. Como consequência, Moraes proibiu o senador de visitar o ex-presidente por 90 dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (28) que não pretende “brigar” com a China e os Estados Unidos. De acordo com ele, o Brasil não tem o “tanque” desses dois países em uma disputa militar e tecnológica.
A fala foi feita na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O mandatário afirmou que o desafio do Brasil é disputar campo com esses países na pesquisa em diferentes áreas como na exploração de terras raras. As informações são da CNN.
“Você acha que eu quero brigar com a China? Eu não sou louco. Você acha que eu quero brigar com os Estados Unidos? Eu não sou louco. Eu não sou louco. Eu não tenho nem os aviões que eles têm, nem os tanques que eles têm, nem as bombas que eles têm, nem o dinheiro que eles têm, nem o conhecimento científico tecnológico que eles têm. Ao invés de ficar brigando com ele, eu quero derrota-los. Estudando mais do que eles, investindo mais do que eles, pesquisando mais do que eles”, disse.
Lula voltou a falar sobre as ações de seus mandatos para a ciência e tecnologia, principalmente com a criação de universidades e a ampliação de vagas no ensino superior.
Durante o seu discurso, o mandatário também reforçou a importância de desenvolver a tecnologia na Defesa. De acordo com ele, é preciso investir em produtos militares para defender os recursos nacionais e o território brasileiro.
“Quem que vai tomar conta do nosso petróleo no mar? Precisamos de um plano de defesa. Temos uma reserva enorme de terras raras que a gente precisa tomar conta. Se a gente não tiver defesa a gente não toma conta. Qualquer dia alguém invade a gente e a gente tá despreparado”, disse.
A 78ª Reunião Anual da SBPC tem como tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”. O evento começou no último domingo (26) e vai até a próxima sexta (1) com mesas de debate, conferências, minicursos e exposições para apresentar os avanços da ciência nas diferentes áreas do conhecimento.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (28) a prorrogação por mais um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil no dia 30 de julho de 2025, com base na chamada Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
O anúncio desta terça, porém, não tem efeito prático com relação ao tarifaço. Isso porque a medida de 2025, que impunha uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, acabou derrubada pela Suprema Corte. As informações são do g1.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo explica que o efeito é político.
“A Suprema Corte reverteu a autoridade do presidente de atuar na área tarifária, mas continuam, por exemplo, as sanções financeiras que foram aplicadas contra autoridades brasileiras.”
As tarifas atuais em vigor contra o Brasil são resultado de outro mecanismo: uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — instrumento que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
Roberto Azevêdo explica, no entanto, que “tudo que não é tarifário continua valendo” – por exemplo, sanções financeiras contra autoridades brasileiras, embargo ou congelamento de bens.
Acusações contra o governo brasileiro
No comunicado desta terça, o governo Trump voltou a fazer uma série de acusações contra o governo brasileiro.
A Casa Branca alega que o Brasil adota práticas que “interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas”;
acusa membros do governo brasileiro de “perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores”, em uma referência a Jair Bolsonaro;
e cita o STF como “promotor de censura”, menciona “prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão” e “censura de conteúdos na internet”.
O Itamaraty ainda não se manifestou sobre o comunicado.
O que é uma ordem executiva?
Essa medida funciona como um instrumento do governo federal que não requer aprovação do Congresso.
Segundo a BBC, uma ordem executiva precisa funcionar nos limites da lei, sendo, em teoria, cada uma delas revisada pelo Gabinete de Assessoria Jurídica quanto à forma e legalidade – porém, isso nem sempre acontece.
Se uma ordem for considerada fora dos limites do que é aceitável, ela poderá estar sujeita a uma revisão legal. O Congresso também pode aprovar uma lei para anular a ordem executiva, mas o presidente ainda tem poder de veto sobre essa lei.
VEJA O COMUNICADO DO GOVERNO DOS EUA NA ÍNTEGRA:
CONTINUAÇÃO DA EMERGÊNCIA NACIONAL EM RELAÇÃO AO BRASIL
Em 30 de julho de 2025, por meio da Ordem Executiva 14323, declarei emergência nacional em relação ao Brasil, nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, para enfrentar a ameaça incomum e extraordinária, cuja origem está total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos, representada pelas políticas, práticas e ações do Governo do Brasil que interferem na economia dos Estados Unidos, restringem os direitos à liberdade de expressão de pessoas dos Estados Unidos, violam os direitos humanos e prejudicam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas.
Membros do Governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-Presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores, o que está contribuindo para o deliberado enfraquecimento do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação por motivação política naquele país e para abusos de direitos humanos.
Determinadas atividades, como a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil e a prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão, bem como a censura de conteúdos na internet, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária, cuja origem está total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
Por esse motivo, a emergência nacional declarada na Ordem Executiva 14323, de 30 de julho de 2025, deve permanecer em vigor após 30 de julho de 2026. Portanto, em conformidade com a seção 202(d) da Lei de Emergências Nacionais (National Emergencies Act – 50 U.S.C. 1622(d)), estou prorrogando por mais um ano a emergência nacional em relação ao Brasil declarada na Ordem Executiva 14323.
Este aviso será publicado no Federal Register e encaminhado ao Congresso.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta terça-feira (28) que o presidente da Argentina, Javier Milei, se intrometeu em assuntos internos do Brasil de maneira “grosseira” ao chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário”.
“É lamentável que o presidente de um país vizinho, amigo, que compõe até o Mercosul, preste um desserviço ao seu país. […] Não deve presidente se envolver em eleição de outro país. Ainda, além de haver uma intromissão em assuntos internos do Brasil, fazê-lo de maneira grosseira. Absolutamente grosseira”, disse Alckmin a jornalistas. As informações são da CNN.
O chefe do Executivo argentino também dirigiu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao chamá-lo de “careca lixo” e acusar o governo brasileiro de “prender opositores”. As falas foram feitas durante convenção do PL para lançamento da candidatura do atual principal adversário político de Lula, Flávio Bolsonaro, no último sábado (25).
O temor do governo federal é que as relações comerciais entre ambos os países por meio do Mercosul sejam danificadas após a repercussão dos ataques de Milei.
Como mostrou a CNN, fontes próximas do Palácio do Planalto afirmam que as falas de Milei geraram revolta no entorno de Lula, especialmente por terem acontecido em território nacional e durante um evento político.
Incômodo à parte, o governo calcula a resposta também a fim de não constranger outros setores da sociedade argentina, de acordo com diplomatas. O Itamaraty não solicitou um pedido de desculpas e não crê que a Casa Rosada irá fazê-lo.
Lula chegou a ter uma conversa rápida com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para tratar da crise diplomática. Questionado por jornalistas sobre Milei na última segunda-feira (27), Lula ironizou: “Quem é esse cara?”
O chanceler Mauro Vieira convocou os embaixadores que transitam entre os dois países desde o início da semana. Nos encontros, disse serem inaceitáveis e sem precedentes as falas do presidente argentino.
Diego Santilli, chefe de gabinete de Javier Milei, justificou as falas do presidente da Argentina e minimizou a crise entre os países. “Não exagerem”, disse o representante do governo Milei sobre a convocação dos embaixadores.
Uma das principais queixas do governo federal estaria com os dias contados. É o que garante o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), sobre a polêmica fila do INSS. De acordo com o auxiliar do presidente Lula (PT), essa fila já foi reduzida em 80%, e até o final deste mandato estará zerada.
“De janeiro para cá, fizemos um trabalho hercúleo, dedicado, com participação de todos. Foi uma promessa do presidente Lula zerar essa fila. E promessa dada é documento assinado, temos que cumprir. Estamos encarando da forma mais séria para entregar esse número. Somente em março, concedemos 890 mil benefícios. Foi o maior volume da história em um mês. E numa fila em que você tinha dois milhões de processos, hoje temos 390 mil, é relativamente pouco. Nos próximos meses já vamos trazer a fila zerada”, afirmou Wolney.
O ministro aproveitou para esclarecer que a fila do INSS não é física, mas virtual. E há um prazo de 45 dias, estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), para que o pedido seja considerado em fila. “Temos 1,3 milhão de pedidos. Enquanto eles estão no prazo de 45 dias, não são considerados na fila. Os processos estão sendo tratados, estão no fluxo, não há paralisação. O que temos que fazer é colocar todo esse fluxo sendo respondido no prazo de 45 dias. Isso não acontecia. Em janeiro havia 1,8 milhão de pedidos com mais de 45 dias, e esse número veio caindo até os 390 mil atuais. Esse é o tamanho da fila. O que podemos e estamos cuidando é do processo acima de 45 dias. Quando resolvermos, a fila estará zerada, não existirá mais represamento, só fluxo. Vamos zerar a fila nos próximos meses”, completou. Para tal missão, Wolney destacou a contratação de 500 novos peritos do INSS, a estruturação de 800 salas de perícia conectadas, um plano de incentivos aos servidores por produção e os mutirões que renderam mais de 300 mil atendimentos somente no primeiro semestre de 2026.
Vencida a etapa de ressarcir os aposentados e pensionistas que foram saqueados no INSS, o objetivo agora é recuperar a confiança da instituição para os novos desafios. A avaliação é do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT). Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o auxiliar do presidente Lula (PT) pontuou que a preocupação diária é sensibilizar grupos, simbolizados especialmente pelos motoristas de aplicativo, sobre a precarização das condições de trabalho e a importância da seguridade social, não apenas para a velhice.
“É uma preocupação diária nossa. Temos esses dois grandes desafios que são a pejotização, que tem virado uma febre e impacta negativamente os números da Previdência Social, e a questão dos microempreendedores individuais (MEIs). Eles ingressam no mercado de trabalho, mas acham que é ultrapassado ser celetista. Eles acham que o governo está querendo tirar dinheiro deles para que contribuam para o INSS. O governo não quer tirar dinheiro, e sim proteger esse trabalhador. Se ele faz entrega por aplicativo e sofrer um acidente, quem vai pagar enquanto ele se recuperar, quem vai custear sua família? O INSS serve para isso. Não é só para quando se aposenta, mas também é um seguro para quem sofre acidente. É um trabalho de sensibilidade, e só conseguimos falando bem da previdência. Caso contrário, na velhice todos vão ficar completamente descobertos, tanto de aposentadoria quanto de seguro”, destacou Wolney.
O ministro destacou a importância de chegar a uma solução e lembrou uma reunião feita pelo colega Guilherme Boulos, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. “Os representantes dessa categoria são muito bem preparados. Fizeram uma apresentação mostrando uma cooperativa que tinham nas cidades, onde eles fazem uma cota para pagar a família do motorista que sofre um acidente. Na hora, me levantei e disse que isso é exatamente o que o INSS faz. Essa é a pré-história da previdência social, era assim em um passado remoto. A Previdência Social chegou para suprir isso. Nosso desafio é incorporar essas pessoas, pagando alíquota menor. O mercado critica, diz que vai aumentar o déficit da previdência, mas é melhor botar esse povo todo na previdência do que na assistência social sem contribuir”, completou o ministro.
A federação formada pelo Solidariedade (SD) e pelo PRD formalizou, hoje, em Brasília, apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, retirando o respaldo que vinha dando à governadora Raquel Lyra (PSD).
O movimento representa um reforço de peso para o socialista, porque a federação terá o mesmo tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão que o PSD, ampliando a estrutura política da coligação de João na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, segundo o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (foto acima), que assume a presidência estadual do PRD.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), celebrou o que no ano passado parecia impossível: o ressarcimento a todos os aposentados e pensionistas do INSS saqueados por uma quadrilha que efetuou descontos sem autorização. O escândalo do INSS, no início de 2025, teve impacto negativo sob o Governo Lula (PT), com Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada no Congresso Nacional. Meses depois, o ministro, natural de Caruaru, celebrou os números em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Quero esclarecer que não foi um escândalo do INSS. A instituição foi vítima de uma quadrilha que roubou os aposentados. Meu dever é preservar a instituição, que foi alvo de uma quadrilha. E conseguimos uma construção jurídica, junto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos de controle, para fazer com que fosse gerado o crédito para esse ressarcimento. E chegamos em 20 de junho, no prazo final, quando já não havia mais nenhuma procura e o saldo foi esse. R$ 3,2 bilhões ressarcidos e 4,8 milhões de aposentados e pensionistas ressarcidos integralmente”, celebrou Wolney. “A devolução desse dinheiro é necessária e justa. Creio que não havia outra alternativa para o governo a não ser devolver esse dinheiro. Isso nunca tinha acontecido, e aconteceu e foi de forma rápida”, completou o ministro.
Ainda segundo Wolney, o objetivo é recuperar esse valor para os cofres públicos. “Foi uma vitória conseguir devolver esse dinheiro. O presidente Lula não queria que esse ressarcimento fosse com o dinheiro do governo, mas de quem roubou. Só que você tem um problema das demandas judiciais que levam meses, às vezes anos, e os aposentados não poderiam esperar. Então fizemos um adiantamento, o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), está comandando uma força-tarefa que já tem R$ 2,8 bilhões bloqueados para ressarcir os cofres da União. E os órgãos de controle continuam investigando. Já foram 42 indiciados. À medida que forem encontrando novos suspeitos e personagens, os bloqueios de bens dessas pessoas e empresas vão aumentar esse montante. A determinação do presidente Lula é que não fique um centavo desse dinheiro roubado a descoberto. O caixa da União será ressarcido”, concluiu Wolney.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) suspendeu, em caráter cautelar, a licitação de R$ 28,8 milhões aberta pela Prefeitura do Paulista para contratação dos serviços de alimentação escolar da rede municipal. A decisão foi tomada pelo conselheiro Dirceu Rodolfo, que determinou a paralisação do Pregão Eletrônico nº 007/2026 até nova deliberação da Corte.
A medida foi adotada após o Tribunal analisar representação apresentada pela empresa Meta Serviços de Apoio Administrativo Ltda., que questiona diversos aspectos da modelagem da licitação. Entre os pontos levados ao TCE estão a concentração do objeto em lote único, a vedação à participação de consórcios, critérios de habilitação considerados restritivos e outras regras do edital que, segundo a empresa, podem ter reduzido a competitividade do certame.
No curso do processo, a representante comunicou ao Tribunal que apenas duas empresas permaneceram habilitadas na disputa. Também pediu que o TCE verificasse a documentação apresentada pela Avannte Comércio e Serviços Ltda., sustentando que haveria necessidade de confirmar a compatibilidade entre atestados de capacidade técnica e documentos fiscais constantes do processo antes da homologação da licitação.
A Prefeitura do Paulista contestou todos os questionamentos e afirmou que as regras do edital já haviam sido analisadas durante a fase administrativa de impugnação, defendendo a legalidade do procedimento e a manutenção do certame.
Antes de decidir, o relator analisou as manifestações da empresa representante, a defesa apresentada pelo Município e o parecer técnico da Diretoria de Controle Externo (DEX), concluindo pela necessidade de suspender temporariamente a licitação até o aprofundamento da análise.
A decisão tem caráter cautelar e não representa julgamento definitivo sobre o mérito da representação. O processo continuará tramitando no Tribunal de Contas, que ainda deverá decidir se as alegações justificam alterações no edital ou a continuidade da licitação.