A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado em Pernambuco, é a convidada do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, projeto em parceria com a Folha de Pernambuco. Ela aparece na liderança de todas as pesquisas de intenção de voto para a Casa Alta do Congresso como postulante na chapa do pré-candidato a governador, João Campos (PSB). Em pauta, sua volta ao jogo político depois de perder duas eleições majoritárias, uma para Prefeitura do Recife, outra para o Governo do Estado. Na entrevista, Marília abordará também a relação agravada do Supremo com o Senado, os escândalos nacionais e as eleições.
Recentemente, Marília reagiu com indignação às revelações divulgadas pela imprensa nacional envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Marília, o caso escancara uma contradição histórica do grupo político liderado pelo ex-presidente. “É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, afirmou.
Leia maisA trajetória de Marília na política começou muito cedo, aos 21 anos, quando se filiou ao PSB, partido presidido na ocasião pelo seu avô Miguel Arraes. Entre 2007 e 2008, foi secretária de Juventude e Emprego de Pernambuco na gestão do ex-governador Eduardo Campos. Em 2008, aos 24 anos, foi eleita vereadora do Recife, sendo a parlamentar mais jovem na 15ª legislatura. Em 2012, foi de novo eleita vereadora com 8.841 votos. Logo após as eleições, assumiu a Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional na gestão de Geraldo Júlio. Marília voltou à Câmara Municipal do Recife em abril de 2014.
Em fevereiro de 2016, oficializou sua desfiliação do PSB e filiou-se ao PT. Em outubro de 2016, Marília disputou novamente as eleições municipais para continuar ocupando a casa legislativa. Foi eleita com 11.872 votos, uma das maiores votações da legislatura e uma das mais expressivas entre os parlamentares do PT nas eleições municipais.
Em 2018, foi convocada pela militância para disputar a pré-candidatura ao Governo do Estado. Chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, mas o projeto não foi efetivado em função de orientações nacionais do partido, que optou pela consolidação de uma aliança com outras legendas e o apoio à reeleição do então governador, Paulo Câmara (PSB).
Entrou na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2018. Venceu com uma expressiva votação com 193.108 mil votos. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Recife, se tornando a primeira mulher a alcançar o segundo turno na cidade, mas foi derrotada por seu primo João Campos (PSB).
Em 2022, Marília almejava uma candidatura ao governo de Pernambuco ainda pelo PT, mas os líderes locais do partido teriam optado por uma aliança com o PSB, motivo decisivo para a sua saída do PT e sua filiação ao Solidariedade. Naquela ocasião, obteve cerca de 1.175.651 votos, sendo a candidata mais votada em primeiro turno, se qualificando contra Raquel Lyra, do PSDB. Todavia, ela foi derrotada no segundo turno por Raquel.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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